29/07/2014

POSTAL DE ARROIOS: Rua Ilha do Pico





Proliferam as obras clandestinas: R. dos Anjos 28



Rua dos Anjos 28, com frente para o Regueirão dos Anjos. Como é possível ocorrerem obras clandestinas desta envergadura, junto da Av. Almirante Reis e a dois passos do Gabinete do Presidente da CML?! É cada vez mais inseguro circular na nossa cidade com tantas obras ilegais com pouca ou nenhuma garantia de segurança.

27/07/2014

Esplanadas de Lisboa: Largo do Carmo

Sempre a mesma história em Lisboa: o privado por cima do público. E a CML assiste com serenidade...

26/07/2014

23/07/2014

MODAS, A QUANTO OBRIGAS!

Raro é o dia em que não sou obrigado a perguntar-me quando, exatamente, o nosso povo deu este salto civilizacional que nos leva a matar uma sede de estar na crista da onda da modernidade contra qualquer argumento, ainda que essa modernidade se reduza, na grande parte das vezes, a modismos que como tais, vão tão depressa como vieram.
A nossa cidade, que é capital de um dos poucos Estado/Nação do mundo, realidade histórica com mais de 800 anos, está coberta de obras, acabadas, em curso ou planeadas, em que se retira o original e coloca-se o faz-de-conta.
Quem já não tem, nas suas casas, uma cozinha moderna, com móveis que são de madeira prensada ou uma parede de gesso cartonado - vulgo pladur - ou até mesmo de janelas de PVC ou alumínio (dou os parabéns a quem tiver janelas iguais aos dos vizinhos porque a regra não é essa)?
Pois é, este é o estado da nossa sociedade, que prefere o que parece... mas não é.

Estes móveis de cozinha foram arrancados de um apartamento Art-Déco, sito na Rua Carlos Mardel e deixados, cheios de arestas e pregos, em plena via.
O que estava de errado com eles? Tinham a cor errada...
Não, talvez o que estava errado era serem de madeira maciça.

Alerta à AML sobre PPRU do Campus de Campolide:


Exmos. Senhores Deputados Municipais


Serve o presente para voltar a chamar a atenção de V. Exas. para o Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Campus de Campolide, que vai ser objecto de discussão em plenário dessa Assembleia amanhã, dia 24 de Julho, através Proposta 241/CM/2014, e para o facto de, no nosso entender, a mesma vir a constituir, uma vez aprovada por V. Exas., um sério atentado urbanístico àquela zona, perfeitamente consolidada no que respeita ao lote hoje ocupado pela Penitenciária de Lisboa.

Disso mesmo demos conta à CML, oportunamente, através do nosso contributo (em anexo), mas, mais uma vez, a nossa contribuição serviu apenas para fins estatísticos, pois nada mudou em termos de regulamento e teor deste Plano.

Consideramos inconcebível querer-se construir 5 prédios de 8 pisos, 3 deles no alinhamento do muro da Penitenciária existente do lado da Rua Marquês da Fronteira, outro ao longo de todo o muro do lado do Palácio da Justiça, e outro ainda sobre parte do “anel das oficinas” (que serão demolidas). Mais, consideramos deplorável que este Plano só tenha sido possível graças a um processo de classificação da Penitenciária em tudo estranhamente exíguo.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Pedro Henrique Aparício, José Filipe Soares, Miguel Sepúlveda Velloso, Rui Martins, Irene Santos, Nuno de Castro Paiva, Nuno Caiado, Beatriz Empis e João Mineiro

Um quiosque no lugar de um lago


«Esta é a solução da CML para os #LagosSecos de #Lisboa? Destruir o lago (que já teve repuxo e peixes) e colocar no seu lugar um quiosque?! No Jardim da Praça de Londres não faltava espaço para este quiosque: tinha mesmo que ser colocado sobre o local do lago?!», pergunta-se Rui Martins no facebook.

Acrescento: Ora, Rui Martins, então não sabes que os lagos e peixinhos já eram? os lagos estão sempre porcos, águas estagnadas, a água não jorra, o metal é roubado e a pedra partida, assim é tudo mto. mais fácil, e dá rendimento Além do mais o pessoal quer é cerveja, pois cerveja com ele!

22/07/2014

PUBLI-Cidade: Praça Luís de Camões

2014 (hoje)
 2013
2012
2014
Desde pelo menos 2011 que este imóvel em zona classificada recebe telões com 100% da área com publicidade - e mais grave ainda é o facto de nem sequer ter estado ou estar estar em obra! Porquê? Vamos perguntar à CML e à DGPC. O imóvel é, segundo fomos informados, propriedade da Coporggest, do grupo BES. Esta situação era impossível de acontecer em cidades como Roma, Munique, Zurique, Londres ou Paris. O atraso de Lisboa nesta matéria é uma vergonha nacional.

21/07/2014

Telas de imóveis em obra: Antigo Edifício Grandella

Um dos raríssimos bons exemplos de telas de imóveis em obra. O antigo Edifício Grandella tem na sua face da Rua Áurea uma tela quereproduz de forma gráfica o desenho da fachada, contendo apenas uma faixa horizontal com publicidade ao estabelecimento comercial que arrenda o edifício. Infelizmente é ainda uma excepção em Lisboa. Tanto a CML como a tutela da Cultura continuam a não conseguir disciplinar e regulamentar esta matéria de forma a que Lisboa se aproxime ao menos dos padrões que vemos noutras capitais europeias. 

A BAIXA POMBALINA SEM ÁRVORES – Rua da Vitória


Julgamos que seria bom para os lisboetas a presença de árvores na Baixa Pombalina, nos locais com condições para as receber. Estamos a referir também os passeios laterais da Praça do Comércio, onde as árvores (que já aí existiram) deveriam substituir o artificialismo encontrado pelos concessionários das esplanadas, que procuram colmatar a sua falta com espécies (oliveiras, por ex.) em vasos que vão crescer tornando inadequado o espaço que as vai espartilhando.

João Pinto Soares

BAIXA: LIXO


Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dr. Miguel Coelho

Serve o presente para reclamarmos do cenário degradante em que está a Baixa (Rua dos Correeiros, Praça da Figueira, Rossio, etc.), aos Sábados e Domingos, no que toca à recolha de lixo, conforme se comprova pelas fotos em anexo, tiradas exactamente neste fim-de-semana.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

09/07/2014

Série Palácios de Lisboa - 11 - Palácio Almada-Carvalhais, Monumento Nacional desde 1919

Estamos em presença de uma das jóias de Lisboa, o Palácio Almada-Carvalhais fundado no século XVI por Rodrigo Fernandes de Almada, tesoureiro, escrivão e cônsul de Portugal na Flandres no reinado de D. Manuel I. Mais tarde embaixador da corte em França e por fim Provedor da Casa da Índia já no tempo de D. João III. Palácio renascentista, cuja "elegãncia e notabilidade", tal como se lê no site da DGPC, justificaram a sua classificação como MN.
Torre de cantaria, rara reminiscência das torres senhoriais medievais. Em Lisboa há, pelo menos, mais uma no Palácio Azurara. O Palácio é hoje detido pela Funger/Fundima, fundo imobiliário da Caixa Geral de Depósitos.

Todas as janelas de sacada do piso nobre estão neste estado. A pedra de armas dos Almadas a sublinhar o carácter senhorial deste palácio lisboeta em ruínas.

Aqui estão três. Os primeiros propietários e fundadores, cosntruíram esta residência numa zona onde vinha dar o Tejo.

Este é o actual aspecto da fachada lateral que dá para a Rua das Gaivotas. Pilastras, janelas de guilhotina. elementos que uniformizam a fachada dando-lhe um inegável aspecto senhorial e harmoniso.

Três tipologias de janelas de peitoril. Já não restam muitas fachadas assim.

Este é a abóboda da galeria que dava para os antigos jardins, cujo espaço é hoje ocupado por uma garagem. os azulejos são seiscentistas. O desleixo é actual.

Fecho de uma das abóbodas. É o único que resta

Neste palácio já não há espaço para mais desprezo e incúria. A ruína é total e galopante. A Fundger, aparentemente, não se sente obrigada a cumprir com as disposições da Lei de Bases do Património. A DGPC não se sente obrigada a fazê-la cumprir. Pode constatar-se que nenhuma obra de manutenção no exterior do bem tem vindo a ser feita. Que o Fundo não tenha meios para reabilitar/restaurar, muito bem, mas que não os tenha nem para obras de manutenção tal como estipulado em sede de legislação é digno de nota. Este imóvel está sob a mais alta figura de protecção patrimonial - Monumento Nacional. tanto quanto se sabe não foi, tal como outros, desclassificado. Está integrado na zona de protecção do Bairro Alto, ele próprio classificado pelo extinto Ministério da Cultura, como conjunto urbano de interesse público. Salvaguardas não faltam, tal como não faltam a desfaçatez e falta de vergonha de quem tem a seu cargo um bem desta categoria.

Pátio/claustro renascentista, poderão as entidades justificar este estado de coisas? Parte da arcaria foi entaipada, ao fundo as plantas crescem tão daninhas como a sorte desta magnífica casa.

Parte poente do claustro/pátio. Nota-se um arco abatido que dá entrada da galeria para o pátio. 

Arcaria que dá acesso à entrada nobre e escadaria. Este pátio, é um pátio renascentista , arcos com capitéis historiados e com vestígios tardo-góticos,  exemplares raros em Lisboa. A escadaria já teve vestígios de pinturas trompe l'oeil da segunda metade do séc. XVIII.

O aspecto amarelado deve-se a permanentes escorrências de água que vão destruindo a cantaria que emoldura a entrada nobre.


Aspecto da podridão que ameaça os gigantescos barrotes de sustentação do soalho. Esta é a coluna vertebral do palácio.  O seu estado não permite outro diagnóstico que não seja a sua queda arrastando consigo o que ainda resta.

Lixo no meio de lixo.

Por aqui circulava-se, recebiam-se convidados, dava-se entrada para uma das mais notáveis residências senhoriais de Lisboa. 


A única protecção que os augustos técnicos e demais senhores da DGPC colocaram para impedir a entrada no pátio. Chega a ser grotesco e caricato o pungente cuidado com que as instituições, cuja responsabilidade é proteger o património, tratam do mesmo. Ou permitem que outros não o fazendo escapem às suas obrigações.

Com esta fotografia do malogrado palácio Almada-Carvalhais  termina a série dedicada aos palácios de Lisboa. Sobre este, foram já inúmeras as vezes que me dirigi à DGPC em busca de acção e de respostas. Nunca recebi nada de concreto, nenhum plano de acção, nenhuma proposta para que o palácio fosse salvo. Da Fundger/Fundima, a mesma atitude.


Aqui foram retratados vários palácios lisboetas, muitos autênticos ex-libris da cidade, uns com valores arquitectónicos e históricos que justificariam por si só uma intervenção pronta, uma alienação responsável que preservasse a memória do lugar. Muitos deles são hoje tristes e sombrias silhuetas, vazias de futuro. Moles abandonadas numa cidade que se vai vendendo, aparentemente, sem alma nem critério.  Aqui ficam os seus nomes: Palácio Nacional da Ajuda, Palácio Ribeira Grande, Palácio da Quinta das Águias, Palácio do Patriarcado, Palácio Pina Manique, Palácio da Rosa/Marqueses de Ponte de Lima, Palácio Marim-Olhão, Palácio Almada/da Independência, Palácio dos Condes de Alva/do Bichinho-de-Conta, Palácio Alvito, Palácio Almada-Carvalhais.

08/07/2014


03/07/2014

Série Palácios de Lisboa - 10 - Palácio dos Condes de Alva ou do Bichinho-de-Conta

Aspecto das janelas que anteriormente faziam parte do jardim que dava para meia-laranja do largo do chafariz. Rua do Século.

O que resta da entrada nobre do Palácio do Bichinho-de-Conta, nome por que passou à história Dona Juliana de Sousa Coutinho

No terceiro piso existiam duas elegantes e altas chaminés que na pressa da demolição foram também sacrificadas. "Enter" é o nome do atelier de arquitectura que, aparentemente, não teve qualquer cerimónia em desfazer um palácio seiscentistas numa das ruas mais carismáticas de Lisboa: a antiga Rua Formosa, actual Rua do Século

Mais uma fachada muda. Segura por mega-braçadeiras. nenhum cartaz nos informa daquilo que virá a ser o Palácio Alva. Condomínio, hotel? parte da fachada foi rasgada para abrir a inevitável garagem. O espaço roubado para isso, foi o espaço do jardim. Filipe Folque, na sua planta de Lisboa, desenhou o espaço que o antigo jardim ocupava. Agora é um buraco na carcaça daquele que foi a morada de uma das mais obstinadas personagens da história de Portugal, a dita Bichinho-de-Conta.

Antiga entrada, notam-se possíveis abaixamentos de tectos.

Mais alto falam as gruas do que a razão. Neste palácio foi celebrado o contrato de casamento entre o filho do Marquês de Pombal e Dona Juliana de Sousa Coutinho que resistiu à vontade férrea do marquês e nunca consomou o casamento, vindo a casar sim com o Duque de Palmela, o noivo que sempre quis. Aqui habitou a família Wagner, notável geração de músicos. Aqui desenha-se uma das mais extraordinárias ruas de Lisboa, a do Século. Toda ela merecia uma sorte diferente. mas para isso seria preciso que a cidade onde se encontra fosse, também ela, diferente.