29/05/2015

LISBOA ENTRE SÉCULOS: «Há reabilitação em Lx?»
















Qual é estado actual da reabilitação em Lisboa? Porque é um erro destruír sem critério os interiores dos nossos edifícios construídos entre o final do séc. XIX e o início do séc. XX? Estas são algumas das reflexões que faremos na conferência "Lisboa entre Séculos" já neste sábado, 30 de Maio com início às 9:30 na bela Sala dos Actos da antiga Escola Médica ao Campo dos Mártires da Pátria. Entrada Livre.

PRESS RELEASE “E-24 – serviço público e turístico” – INAUGURAÇÃO DO “TRAM TOUR-CARRIS” (CAMÕES-PRÍNCIPE REAL)


LISBOA ENTRE SÉCULOS: A Casa na Rua da Alegria


Como uma casa no Porto construída em 1913 - que estava suja, degradada e abandonada - teve os seus interiores originais reabilitados em vez de destruídos. É um dos estudos de caso, e de boas práticas, a apresentar já neste sábado, 30 de Maio com início às 9:30 na bela Sala dos Actos da antiga Escola Médica ao Campo dos Mártires da Pátria. Entrada Livre.

LISBOA ENTRE SÉCULOS: Prédio nas Avenidas Novas

Um corrente prédio de 1917, "gaioleiro", cujas estruturas originais de madeira e ferro foram reabilitadas e reforçadas em vez de destruídas. É um dos estudos de caso, e de boas práticas, a apresentar já neste sábado, 30 de Maio com início às 9:30 na bela Sala dos Actos da antiga Escola Médica ao Campo dos Mártires da Pátria. Entrada Livre.

Programa da 2ª Conferência LES, do próximo Sábado, às 9h30:


E aqui fica o

LIVRETE

desta edição:

LISBOA ENTRE SÉCULOS: A Casa Verde

Um pequeno e simples prédio de 1888, reabilitado com apenas 15 mil euros em Alcântara, Lisboa. É um dos estudos de caso, e de boas práticas, a apresentar já neste sábado, 30 de Maio com início às 9:30 na bela Sala dos Actos da antiga Escola Médica ao Campo dos Mártires da Pátria. Entrada Livre.

Era aqui a BARBEARIA CAMPOS no Largo do Chiado!

Totalmente destruída (excepto o mobiliário) para mais tarde ser recriada! Os grandes equívocos de Lisboa na área da reabilitação!

LISBOA ENTRE SÉCULOS: A Casa do Jardim











Um prédio de 1905, reabilitado com respeito e sensibilidade no bairro da Graça em Lisboa. É um dos estudos de caso de boas práticas a apresentar já neste sábado, 30 de Maio com início às 9:30 na bela Sala dos Actos da antiga Escola Médica ao Campo dos Mártires da Pátria. Entrada livre.

ANOTHER EMPTY TRAM TOUR IN LISBON BY CARRIS?




Este novo serviço de eléctricos clássicos - TRAM TOUR - da Carris Tour e iniciado há mais de 1 ano, é um verdadeiro fracasso; os electricos andam a maior parte do tempo a passearem a cidade histórica vazios ou na melhor das hipóteses com uma mão cheia de turistas. Enquanto isso, o electrico 28 continua num stress crescente (prevemos o pior para o verão de 2015!). É bom recordar que a Carris Tour justificou o lançamento desta nova linha turistica como forma de aliviar a pressão insustentável sobre o 28 - mas não resultou. claramente. Pois não se percebe que depois deste fracasso a mesma empresa tenha hoje iniciado outro serviço idêntico na antiga linha do Eléctrico 24! E como esta decisão revela bem o modo como a empresa olha para nós lisboetas e a nossa relação com os electricos clássicos. Depois de mais de 1 década de promessas, protestos, e pedidos para a reactivação do 24, a Carris faz agora isto, uma acção de verdadeira discriminação dos lisboetas. Está na altura da CML tomar uma atitude, vir a público e esclarecer os lisboetas se vamos ou não poder circular no 24 como transporte público para TODOS, turistas e lisboetas incluídos.

27/05/2015

PRESS RELEASE: “E o Resto do E-24?” – Inauguração do “Tram Tour-Carris” Camões-Príncipe Real (Lisboa)


PODAS E ABATES DE ÁRVORES EM LISBOA - CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA CML


Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


Face à onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas - empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objecto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece - considera esta Plataforma recém-constituída ser seu imperativo dirigir-se ao novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que nos parece ser tempo de se virar de página e da cidade partir para outro paradigma.

Porque entendemos que quando estão em causa valores tão nobres e elementares como a preservação de um património que temos a obrigação de legar às gerações vindouras, o direito à informação, os afectos, o respeito por todas as formas de vida, a qualidade de vida e o bem-estar da população; ficar-se calado não serve!

É verdade que esta insensibilidade e este menosprezo pelo indispensável contributo dado pela árvore à cidade e por aqueles que as defendem não são de agora. Todos nos lembramos da destruição massiva de jacarandás nas transversais à Avenida da República e dos 153 plátanos abatidos nem há 10 anos no Campo Pequeno porque havia que implementar determinado projecto de paisagismo. Ou do “vendaval” no Vale do Silêncio, as “desmatações” de Monsanto e a “requalificação” do Príncipe Real, só para enumerarmos algumas reconhecidas más práticas. Mas é neste preciso momento que o flagelo assume proporções inauditas, com o confluir de uma série de constatações e de procedimentos menos claros (por exemplo, ajustes directos através dos quais é diagnosticado o estado do arvoredo - que compete aos serviços municipais e após parecer do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida – e se procede aos abates e às podas, e posteriormente ainda dentro do mesmo ajuste, se vendem os espécimes de substituição - cuja determinação a competência continua na esfera do Município e não das Juntas), a que importa obviar de uma vez por todas, Senhor Presidente, a saber:

As árvores não são podadas nem conservadas nem tratadas, quando doentes. Antes se mutilam, agridem, abatem e substituem como se fossem objectos de decoração descartáveis e sujeitos à ditadura da última moda, nem sequer respeitando a época mais propícia para as árvores e para a bio-diversidade que albergam. Há árvores de primeira (as estruturantes) e de segunda (as de alinhamento).

Não existem jardineiros, mas abundam os curiosos e os madeireiros de serra em punho, cujas intervenções deveriam ser adjudicadas com transparência, critério e sem conflitos de interesse, tantas vezes ao arrepio dos pareceres fitossanitários de entidade idónea e, ultimamente, ao abrigo do não exercício da prorrogativa de declarar esta temática como estruturante, delegando nas Juntas de Freguesia de forma a nosso ver errada e contraproducente, transferindo direitos a nível da gestão do arvoredo, mas esquecendo-se de transferir as boas práticas já regulamentadas, logo agora que aquelas ainda estão numa fase de auto-afirmação e de delimitação de território.

Continuam a não ser aplicados e cumpridos o Regulamento aprovado pela AML (51/AM/2012), que resultou da deliberação 102/CM/2009, nem o Despacho do 60/P/2012 do Senhor Presidente de CML de então, mas quando há um parecer sério que indica a necessidade de abater determinada árvore, logo esse mesmo parecer serve para uma dúzia de outras sãs.

Perdeu-se a boa-prática de consulta preferencial ao LPVVA, preferindo-se o parecer de empresas que depois procedem elas próprias à poda e ao abate no que se configura como procedimento a carecer de sindicância.

Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens), cataclismas inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimenes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Av. Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos.

Por isso esta nossa carta dirigida a V. Exa., Senhor Presidente, porque temos esperança que a sua juventude signifique irreverência, sensibilidade e vontade indómita em querer mudar o status quo que muitos presidentes antes não conseguiram mudar, pelas razões que cada qual saberá.

Os regulamentos existem e bastará cumpri-los, pois têm matéria suficiente para que os procedimentos de poda, abate e substituição de arvoredo se traduzam em boas práticas de arboricultura, motivo de orgulho para esta cidade, em contraponto com tantas outras onde continuam a aceitar práticas retrógradas, baseadas em mitos e inverdades. Não aceitamos que Lisboa possa ser referida como um dos piores exemplos de gestão do arvoredo do país, quando tem todas as condições para ser exactamente o oposto, desde que corrija o que é preciso corrigir.

Estamos, como sempre estivemos, disponíveis e empenhados em colaborar com a CML e com o seu Presidente e os seus Serviços para que consigamos esse desiderato.

Conte connosco!

Lisboa, 26 de Maio de 2015


A recém-formada "Plataforma em Defesa das Árvores":
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
Fórum Cidadania Lx
GEOTA-Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
Grupo de Amigos do Príncipe Real
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
Grupo Ecológico de Cascais
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Plataforma por Monsanto
Quercus

23/05/2015

O azar de se ser árvore em Lisboa. Agir pela sua urgente defesa.

Exemplar monumental de Ficus macrophyla no jardim do Príncipe Real, barbaramente mutilado.



Aspecto geral da mesma árvore

O que resta do que se pensa ter sido uma tília centenária no jardim da Praça da Alegria.

Os dois tocos que restam das palmeiras do jardim da Praça da Alegria

Corte de pernada da sumaúma do mesmo jardim.

Poda assimétrica e brutal do lodão classificado no jardim da Praça da Alegria.

Poda de uma das tílias do Jardim das Francesinhas.  A mais antiga foi abatida.

Jacarandás em flor no jardim  de Santos. Os próximos a abater?

Uma imagem que poderá, caso a tendência se mantenha, desaparecer dos jardins da capital. Jacarandás e tipuanas, não há muitas cidades na Europa que possam ter espécies desta dimensão e oriundas de zonas tropicais com a presença e frequência com que existem em Lisboa. Ainda.

Uma das tipuanas do conjunto das oito árvores desta espécie classificadas. Jardim de Santos

Um dos jovens jacarandás que adornam a 24 de Julho.


Nos útlimos tempos, as árvores de Lisboa têm sido alvo de podas assassinas e abates sem precedentes.

Com a transferência de competências, as Juntas de Freguesia têm procedido a intervenções no arvoredo de duvidosa qualidade e absoluta falta de oportunidade.

O jardim da Praça de Alegria perdeu mais de metade das árvores de grande porte,   JF de Santo António,.

Jardim Cesário Verde, vários dos lodãos monumentais foram abatidos, JF de Arroios

Jardim das Francesinhas e de Santos, tília monumental abatida, Bela-Sombra centenária podada selvaticamente. JF da Estrela

Todos os freixos da Guerra Junqueiro, podados de uma forma irracional que poderá inviabilizar a sua sobrevivência. JF do Arreiro.

Todas as árvores da Calçada da Ajuda abatidas. JF da Ajuda.

Abate de todas as nogueiras-negras da Ava. Rio de Janeiro. JF de S. João de Brito.

E a lista podia continuar. A maior parte das intervenções foi feita com base em que pareceres técnicos?  Quais as empresas e que qualificações tem o pessoal que interveio? Muitas outras perguntas poderiam ser feitas. Em abono da trasnparência, agradeciam-se as respostas.  Sabemos que as razões de "segurança" não se resolvem com abates totais, mas sim com podas de ramos cimeiros, de pernadas mais frágeis o que implica um trabalho de terreno e de levamtamento que nenhum dos ilustrados autarcas está na disposição de fazer. Os incómodos para as viaturas de alguns indignados lisboetas, não pode servir de tese para permanentes substituições do arvoredo. Por este andar, abatam-se todos os jacarandás que ousam libertar um melaço que suja os carrinhos dos munícipes. Fácil de imaginar a desolação da 5 de outubro se o enlevo que alguns têm pelos seus carros levasse a JF a abater essas centenas de jacarandás que tornam a avenida, em tudo o mais ínsipida, numa artéria maravilhosa em Maio/Junho.

Pedidos existirão sempre, os "eleitos" têm a obrigação de fazer pedagogia. Nada disso acontece por estes dias. A cidade está a ver muito do seu arvoredo perdido para sempre. Um valor botânico incalculável. A sua defesa poderá não trazer popularidade ou votos, mas é um imperativo de uma sociedade civilizada.