26/01/2014

PASSEIOS DE LISBOA: R. Capitão Renato Baptista

Que se lixem os peões é o que diz esta imagem de Lisboa.

Série Avenidas - 4 . Avenida da Liberdade e adjacentes - 3

Mais um dos "grandes" da Avenida. Emtre loja de artesanato, satnd de automóveis, montra-propaganda de lojas mais acima, já foi de tudo um pouco. Há uma placa com um anúncio em que se vê que ficará como "novo". É de sorte incerta. O tratamento que se lhe reserva, à luz de todos os outros, não se adivinha famoso. 19/01/2013

Palacete Conceição Silva. Está fechado há anos. Houve já uma espécie de portas abertas em que se podiam admirar os interiores e o jardim. Não há em Lisboa, muitos exemplos de casas neo-mourisca. Faça-se tudo para que este continue a surpreender pela positiva quem passeia na Avenida.

Um dos melhores prédios da Avenida. Felizmente, bem preservado. Numa cidade em que não são frequentes, é bom ter casos como este para comprovar que a arquitectura desta época não só é essencial à memória e beleza da cidade, como até pode ser rentável, indo assim ao encontro de tantos promotores e autarcas preocupados com o "retorno do investimentos".

Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada.

A insistência neste tipo de solições é prova da originalidade de arquitectos e de mais passarada que julga, assim, contribuir para a evolução e recuperação da cidade. Prédio "Vuitton". Também há muitos turistas "Vuitton"que o fotografam.

Teatro Tivoli. O BBVA; parece que agora também faz parte. Garantiram-me que o interior, palco, boca de cena, sala, estão recuperados. Agora serão as portas e, por fim, a fachada que bem precisa. Parece, então, que a parceira está a funcionar. 

Não estamos em nenhum obscuro canto de Lisboa. Casa que ruíu na R. do Salitre a dar para a Avenida. Não se vislumbra nenhum anúncio de demoliçao, nenhum aviso de obras, nada. Só os escombros, a sublinhar que em Lisboa as zonas especiais de intervenção, os núcleos de salvaguarda do património, qualquer tipo de classificação, não são mais do que artefactos com que se entretêm burocratas e técnicos.

A mesma casa vista da Avenida.

Outro diálogo edificante. Este é o prédio do Hotel Fonte Cruz, ao que parece, uma cadeia espanhola de elevado gosto e com um apurado sentido estético. Já se escreveram artigos nas revistas da especialidade, tecendo rasgados elogios à "sublime capaciadde integradora entre tradição e modernidade, bem patente em todo o hotel". Fica-nos a dúvida quanto ao arrojo inovador da coisa. A janelinha debruada a néon é todo um programa, só tem uma palavra que surge dividida  pimeiro aparece "Hot" e depois "el",  uma suma singularidade.

A fachada deste gaveto é como se fosse um jogo para ver se se ainda encontra algum espaço livre para nela colocar mais um ar-condicionado, um letreiro, um reclame. Entre uma cidade ultra-organizada em que nada se pode fazer e o reino do faz-tudo lisboeta, haverá um meio termo que seria importante descobrir e promover.

A cor de chumbo não é só do fosco do dia. é da poulição acumulada em décadas de desleixo e indiferença. Grande parte dos andares estão fechados. Nota-se um progressivo abandono. Será mais um a ser "retocado" à lisboeta?

O velho Palladium a precisar de uma mão amiga. Está ao lado de um Monumento Nacional, elevador da Glória, infinitas bezes vandalizado e ultrajado. O seu vizinho do lado direito é outros daqueles que só com uma implosão é que o desastre se resolveria. Com vizinhança desta, o palladium até parece estar bem, mas não está. Os interiores são notáveis, bem como as escadas. Pode e deve ser salvo.

Prédio "Guérin". Aqui houve uma galeria comercial. Está agora devoluto. Nenhuma informação que se veja, para que saibamos o que lhe irá acontecer. Está assim há vários anos. Nos primeiros três anos, a actual vereação não fez nada. Neste segundo mandato será que nos pode dizer o que fará ou autorizará fazer, em relação a este, bem como a tantos outros aqui retratados.

Esta janela exemplar, é do Palácio Foz, magnífico prédio aristocrata de Lisboa. Precisa de obras urgentes de manutenção na fachada e estatuária. Os anos passam e os custos aumentam. quanto mais tarde, mais caro. Numa altura em que os poderes públicos privilegiam mais as contas do que  a cultura, pergunta-se: se não a segunda, então o que é que nos une, enquanto "cidade"?

Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz.

 Estas séries sobre as avenidas incidiram, sobretudo no estado lastimável da maior parte do património edificado dos finais dos séculos XIX e princípios do XX. Percorreram-se quatro das grandes avenidas de Lisboa, República, Duque de Loulé, Fontes e Liberdade. Outras poderiam ter constado, mas para o objectvo de chamar a atenção de quem visita este blogue e de quem gere a coisa pública, para que se sentisse interpelado a agir, classificando, revendo programas, dando a conhecer, valorizando o que existe, estas quatro são emblemáticas. Há, felizmente, exemplos de salvaguarda e protecção desse património. Reconhece-se o esforço na sua preservação de todos os particualres, empresas e até mesmo da CML, nas raras vezes em que actua bem. Contudo, muito mais há a fazer sob pena de Lisboa se transformar numa cidade muito mais incaracterísitca, fria e banal. O que, com toda a certeza, ninguém quer.

24/01/2014

Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento


Exmos. Senhores


Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:

Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?

É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira

Enquanto isso a luta continua na Avenida de Roma:


Essa de não saberem que era preciso autorização para mudar de ramo estando em causa um cinema é de truz. Sendo assim, as obras são todas ilegais, certo? Não há sanções para quem demoliu tudo por dentro? Pois.

Fonte: Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma

APELO do «PASSEIO LIVRE»

Caro leitor, o Passeio Livre é um grupo de voluntários que nos seus tempos livres se dedica à causa da defesa dos peões, mormente pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos, os mais prejudicados pelo flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades. Como muitos sabem, uma das nossas ações de protesto é o envio de autocolantes de forma gratuita, pedindo apenas o pagamento dos portes de envio. Nos últimos 5 anos já distribuímos gratuitamente cerca de 50,000 autocolantes. Todavia, os autocolantes estão praticamente esgotados e mesmo os pagamentos que algumas pessoas dão em excesso aos portes de envio não chegam para cobrir a impressão de mais autocolantes.

Queremos continuar a enviar-vos autocolantes gratuitamente!

A impressão de 20 mil autocolantes a duas cores (amarelo e preto) custa 585€, segundo o orçamento dado pela gráfica que apresentou o preço mais baixo. De donativos extra das pessoas a quem já enviámos autocolantes temos quase 150€. Há uma associação cívica que nos fez um donativo de 150€, precisando nós agora de apenas mais 285€.

Por favor, ajude-nos a ajudar muita gente, combatendo o flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades!

Pedimos que faça o donativo na quantidade que lhe aprouver para

NIB: 0035 0127 0004 8026 5300 6
IBAN: PT50 0035 0127 0004 8026 5300 6

Cada cêntimo conta!

Em nome daqueles a quem a nossa causa ajuda

Muito obrigado
Passeio Livre
www.passeiolivre.org

23/01/2014

Lisboa, Capital do Azulejo? Largo da Anunciada


Chegado por email: azulejos da Fábrica Viúva Lamego, com mais de 1 século, num contentor de entulhos. Foram retirados da fachada de um prédio na Rua das Portas de Santo Antão/Calçada do Lavra?

...

Pois a CML e a DGPC deram autorização para a destruição dos azulejos da Fáb. Viúva Lamego. Eis a resposta da CML:

09/01/2014

Cinema Londres destruído: “uma regressão de civilização”

Perdeu-se "a melhor sala-estúdio de Lisboa"
“O Londres foi a melhor sala-estúdio de Lisboa”, sintetiza a autora do livro Os Cinemas de Lisboa - Um fenómeno urbano do século XX. Margarida Acciaiuoli recorda que o espaço, inaugurado a 30 de Janeiro de 1972 com o filme Morrer de Amar, de André Cayatte, “foi pensado para ter três funções: ver cinema, jantar no snack-bar e conversar no Pub The Flag, que ficava ao lado”.
No livro, a professora catedrática do departamento de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa sublinha que o Londres “afirmava-se como uma alternativa única no panorama dos cinemas da cidade”, tendo conseguido criar “um ambiente propício à apropriação dos filmes, permitindo que os espectadores permanecessem no local depois das sessões”.
“É extraordinário como conseguimos inventar o cinema, um equipamento que não existia noutros séculos, e depois desenvolvemo-lo, demolimo-lo e não fica nada para o século seguinte”, afirma Margarida Acciaiuoli. A professora diz que hoje em dia “as pessoas não vão ao cinema, vão a uma sala onde se passam filmes”. “Ir ao cinema não é como ir ao supermercado, é preciso tempo”, explica, enquadrando o fim do Cinema Londres naquilo que considera ser “uma regressão de civilização”. in Público, 8 Jan 2014, Inês Boaventura
 



 

 

08/01/2014

PUBLI-Cidade: Av. Almirante Reis 2 (IIP)

Em 2014 vai fazer 1 ano que alertámos a CML para o perigo que constitui este velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação - já parcialmente partido! Para além do risco de acidente grave no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, este é também um reclamo com impacto negativo num dos melhores imóveis da Av. Almirante Reis (classificado como de Interesse Público). Voltámos a solicitar à CML que trate de proceder á remoção coerciva deste dispositivo de forma a salvaguardar a segurança das pessoas. Aqui fica a resposta da CML no "Na Minha Rua" bem elucidativo do "sentido de humor" presente neste portal:

OCORRÊNCIA: Edifício, muro, escarpa ou talude degradado
DESCRIÇÃO: Na fachada deste imóvel vemos um velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação e já parcialmente partido (parte inferior). Para além de constituir um potencial perigo de acidente no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, é também um reclamo com forte impacto negativo neste edifício classificado como de Interesse Público.
ESTADO: Encerrado
MOTIVO: O presente assunto foi encaminhado para o Núcleo do Estado de Conservação do Edificado da UIT Centro, para notificar o proprietário do imóvel em questão, no sentido da remoção ou substituição do referido painel. Para obter mais informações poderá entrar em contacto através dos números 2179 88082 e/ou 217989075.

CINEMA LONDRES - O SILÊNCIO


Chegado por e-mail, por Carlos Moura-Carvalho:

«Não tendo existido qualquer publicitação ou conhecimento de que o imóvel onde durante 42 anos funcionou o Cinema Londres estaria para arrendar/vender e tendo-se sabido agora que no local vai surgir uma loja de produtos orientais, o que surpreendeu moradores e comerciantes, o Movimento de Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma decidiu elaborar uma petição “O nosso bairro precisa de um pólo cultural!” que se encontra a recolher as assinaturas necessárias para ser apresentada aos órgãos municipais e a outras entidades públicas, no sentido de junto dos proprietários se encontrar uma solução para o nº 7-A da Avenida de Roma, freguesia do Areeiro, que em paralelo com a existência de comércio torne possível a manutenção de um pólo cultural.

[A petição está a circular em papel. Está hoje e amanhã na Livraria Barata. Depois passa para a Farmácia Algarve (mesmo ao lado do Cinema Londres) e no fim de semana para a Mercearia Criativa e Mexicana. Assine! Vamos encontrar uma solução.]

Caixilharias do Teatro Nacional de D. Maria II


Excelência,
Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Jorge Barreto Xavier


Vimos pelo presente denunciar o estado lamentável em que se encontram as caixilharias de madeira do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa; os quais julgamos, como poderá Vossa Excelência constatar pelas fotos em anexo, nos envergonham a todos enquanto portugueses e anfitriões de tantos e variados turistas.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Virgílio Marques