24/04/2016

Hotéis de Salgado & Cia. - 2

Uma das mais extraordinárias fachadas pombalinas de Lisboa. Fica em Alfama.

Como a integridade da malha urbana é um luxo a que Lisboa não pode almejar, vá de colar ao lado desse prédio em todos os aspectos notável, um bacamarte de cimento armado falho de qualquer rasgo e igual a qualquer outra cidade do mundo.

A vergonha vista dos becos de Alfama. Numa zona que deveria ser tratada com pinças. Opta-se pelo camartelo, pela destruição de todas as perspectivas que fazem deste bairro uma coisa única e singular. O património tem muitas facetas. os conjuntos urbanos classificados são uma delas. Será que Alfama pode ser palco de todas os delírios dos urbanistas e dos arquitectos num oportunismo de arrepiar porque faz da ignorância a certeza com pés de barro?



Fachadas do século XVIII cortadas a meio, substituídas e enxertadas por projectos que, como manda a regra em voga, têm que ter retorno do investimento, mesmo que este seja  duvidoso na sua qualidade. O que não tem retorno é a destruição de Lisboa. Esta manta de retalhos é o que resta da fachada do palácio dos Condes de Coculim.

A caixa de betão que envolve o resto dos restos da fachada.

Este hotel galopa pela encosta acima. Cola-se como uma peste às fachadas pombalinas. pela gigantesca volumetria, torna os becos e vielas, realidades liliputianas.

O novo diálogo que tanto é prezado por esta CML. Em território mais do que histórico, no coração da cidade, este executivo aprova ou dá seguimento a projectos megalómanos e destruidores de Lisboa. Renegociar com o promotor? Obrigar a que se cumpram plenamente as regras em domínios classificados, adaptar o projecto aos sítios onde se quer implantar e não os sítios aos projectos? Tudo noções absolutamente alheias ao modo de gerir a cidade. Aqui o que conta, é a quantidade, raras vezes a qualidade.


Aliás este executivo preparava-se para aprovar um silo para automóveis com 12 andares subterrâneos na colina do Bairro Alto, destruindo a Vila Martel para sempre. Projecto, em boa hora, condenado pela DGPC e pelos serviços de tráfego da CML.

NB: o palácio dos condes de Coculim que as fotografias retratam, estava em muito mau-estado. Era evidente que teria que ser alvo de uma intervenção. Nunca se esperaria que a intervenção aprovada trouxesse consigo um aumento de cérceas desta envergadura, uma destruição de quase todo o pré-existente, a invasão volumétrica de toda a área contígua. 

Hotéis de Salgado & Cia.- 1







Chamou-se um Pritzker, Souto Moura para o efeito, que, passando por cima de todo o bom-senso arrasou, todo um quarteirão.

Aumento de cérceas, demolição de todas as mansardas e águas-furtadas, destruição do frontão triangular com óculo-cego no prédio que dá para a R. do Alecrim, interiores mais do que esventrados. Tudo em zona de protecção do Chiado-Baixa, numa zona que foi vivida e impregnada de cultura. Tudo para que o Bairro Alto Hotel pudesse crescer por cima do património da cidade e do que lhe dá identidade.

Tudo aprovado pelo serviços de urbanismo da CML. Para sossego das almas mais atormentadas com estas tropelias, dizem que haverá reposição da tipologia arrasada. Um pastiche de mau-gosto e pior oportunidade. A isto dá a CML o nome de reabilitação ao que dantes se chamava fachadismo.

Este Pritzker será o responsável por três obras indignas de um prémio desse gabarito e por maioria de razão, de Lisboa:

- esta na zona histórica do Chiado, a segunda, o periscópio de Santana Lopes na Colina de São Roque que destruirá para sempre a visão dessa colina do outro lado da cidade e a terceira, a destruição de uma das poucas praças harmoniosas de Lisboa, a Praça das Flores,  para onde este senhor pensou uma obra em tudo alheia ao tecido urbano do lugar e escandalosamente intrusiva da malha  onde se irá inserir..

Essa obra recebeu um parecer negativo dos serviços da CML, serviços esses desautorizados logo a seguir pela chefia que deu luz verde à casinha modernaça  pensada no atelier de um arquitecto que errou na leitura da cidade para onde projectou o seu (mau) génio.


23/04/2016

Que porcaria é esta? Andam a estragar Lisboa, é?


(foto: do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, da CML - da intervenção a decorrer na Rua Alexandre Herculano)

...

Intervenção desastrosa, oportunidade perdida de se alargarem os passeios e encurtarem os ângulos de curva, sim, mas mantendo a calçada numa rua, aliás, onde a calçada nem sequer estava mal. Isto tudo é porque no cruzamento com a Rua Castilho funciona a própria secção da CML responsável por isto? - que mais não é do que isso, uma secção, que anda a impor passeios a quem os não quer, ou dizem que isto foi votado nas eleições?

S.O.S. Cinema Odéon / Pedido de audiência ao novo SEC


Exmo. Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Miguel Honrado


C.c. Gabinete do Senhor Ministro, PCML, AML, DGPC e ICOMOS Portugal

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o antigo Cinema Odéon (1927) reveste-se de grande importância para a cidade de Lisboa e para o país, sendo por isso incompreensível e inaceitável o estado de abandono e de futuro incerto em que permanece, mau grado persista em beleza e a imponência que as fotos em anexo documentam (data finais de 2015), mesmo depois de ter sido esvaziado do seu recheio e as suas fachadas estarem vandalizadas e em mau estado.

Senhor Secretário de Estado, estes são os factos:

* O Cinema Odéon continua, segundo tudo leva a crer, à venda pela Sociedade Parisiana (http://www.sothebysrealtypt.com/imoveis/predio-lisboa-av-liberdade_pt_7439);
* A AR discutiu e arquivou em plenário de 20.3.2014 uma petição, com cerca de 11.000 assinaturas, que solicitava à AR, ao Governo e à CML que encontrassem uma solução digna para o Odéon (https://www.gopetition.com/petitions/petição-lisboa-precisa-do-cinema-odéon1.html), mas não se chegou a qualquer resultado conclusivo;
* A CML aprovou um Pedido de Informação Prévia em 2011, que prevê/previa a transformação do Odéon em centro comercial, com reconstrução da fachada. O PIP terá já caducado;
* O Cinema Odéon esteve em vias de classificação pelo IPPAR/IGESPAR como Imóvel de Interesse Público de 2004 a 2009, altura em que o processo foi arquivado pelo então Igespar, sem que se tivessem alterado objectivamente as qualidades que serviram de fundamento à abertura do processo, pelo que as razões efectivas para o referido arquivamento ficaram por esclarecer;

Apelamos a Vossa Excelência, Dr. Miguel Honrado, para desencadeie os procedimentos urgentes de resgate do Cinema Odéon, invertendo, assim, o rastro de indiferença e de ignorância que terá desmotivado os seus antecessores a agirem em conformidade durante os últimos 20 anos!

Colocamo-nos à inteira disposição para a melhor das colaborações, e apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Trancoso, Rui Martins, Jorge Lima, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, José Morais Arnaud, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Fernando Jorge, José Filipe Soares, Paulo Lopes, Rita Filipe Silva, António Araújo, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos

Fotos: Ruin'Arte

21/04/2016

POSTAIS DA PRAÇA DA FIGUEIRA





A forma ainda indisciplinada - e desrespeitadora dos direitos e segurança dos peões - como as cargas e descargas das feiras e mercados ainda ocorrem na Praça da Figueira é preocupante. Esta praça, como quase todas no centro da capital, estão cada vez mais ocupadas com "eventos" de toda a espécie. Há que ter mais cuidado com o número de dias em que a Praça está ocupada com actividades comerciais. Há que encontrar um equilíbrio entre dias de feira e dias vazios para que os cidadãos possam utilizar aquele espaço público de forma mais pessoal e livre sem o constante barulho e invasão de feiras & festas. Mas infelizmente, o equilíbrio parece ser cada vez mais uma qualidade rara na Baixa.

20/04/2016

Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel


Por agora, a Vila Martel não vai poder ser demolida. O promotor terá de apresentar um novo projecto para o local (Miguel Manso)

In Público (20.4.2016)
Por José António Cerejo

«Serviços de tráfego da câmara arrasam projecto para a Vila Martel

Manuel Salgado vai ter de chumbar a proposta de demolição da Vila Martel. Os serviços de Tráfego da câmara qualificam como “insólita” a proposta de estacionamento robotizado para o local.

Primeiro foi a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que inviabilizou a proposta apresentada pelo promotor para a Vila Martel, entre a Av. da Liberdade e o Principe Real. No início deste mês foi o Departamento de Gestão de Mobilidade e Tráfego da autarquia que, com um parecer demolidor, obrigou os serviços de Urbanismo da Câmara de Lisboa a propor ao vereador respectivo, Manuel Salgado, a homologação desfavorável (indeferimento) do Pedido de Informação Prévia (PIP) apresentado. O promotor deverá ainda pronunciar-se antes da decisão final da autarquia.

O PIP em causa contempla a destruição das nove habitações unifamiliares e de dois dos quatro ateliers existentes na Vila Martel e a construção, no seu lugar, de um edifício de 14 andares — oito dos quais enterrados — com 12 pisos de estacionamento robotizado (186 lugares) e dois pisos para ampliação do hotel que está em fase final de construção no mesmo logradouro encravado na encosta.

A história e a importância patrimonial da Vila Martel, onde, ao longo de mais de um século, pintores como Columbano e Malhôa tiveram os seus ateliers, levaram a que se gerasse um movimento em sua defesa, com tomadas de posição por parte de vários partidos representados na Câmara de Lisboa e com numerosas munícipes a manifestarem-se nas redes sociais.

Os serviços de Urbanismo da autarquia expressaram desde o início um claro apoio ao projecto. Os técnicos da Estrutura Consultiva Residente, um serviço camarário que se pronuncia sobre intervenções em imóveis inscritos, como é o caso, na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico, foram, porém, os primeiros a exprimir as suas reservas. Em parecer emitido em Fevereiro, que a Câmara sempre escondeu ao PÚBLICO, concluiram que não existe nos regulamentos em vigor “base de sustentação para a intervenção nos moldes em que se pretende”. Na sua opinião, qualquer obra do género exigiria a aprovação prévia de um plano de pormenor para o local. Não foi esse o entendimento do coordenador daquela estrutura que, subscrevendo aquilo que era notório ser a posição da hierarquia, veio escrever, no seu despacho, que a proposta constituía “uma enorme mais valia para esta zona e para a cidade”. E, em conclusão, defendeu que ela se enquadrava nos regulamentos, desde que fossem mantidos os ateliers.

Câmara escondeu despachos
No mesmo sentido pronunciou-se a 9 de Março o director municipal de Urbanismo, Jorge Catarino, “reiterando a importância da intervenção” e ordenando o “prosseguimento da apreciação” do PIP. Questionado pelo PÚBLICO em 18 de Março sobre o conteúdo do despacho assinado por Jorge Catarino nove dias antes, o gabinete de Manuel Salgado respondeu apenas: “O parecer [da Estrutura Consultiva] foi emitido mas ainda não foi despachado, não havendo decisão sobre o assunto.”

A voltas dadas no Urbanismo foram entretanto trocadas pela DGMPC que, no dia anterior à falsa resposta da câmara, chumbou o PIP frisando, no seu parecer vinculativo, que as “características morfológicas e tipológicas” da Vila Martel teriam de “ser respeitadas”. Já em Abril, o técnico de Departamento de Gestão e Mobilidade de Tráfego que apreciou o PIP não teve dúvidas. “Do ponto de vista de mobilidade viária a Rua das Taipas [onde seria construído o único acesso ao estacionamento e ao hotel] não tem capacidade viária para servir um estacionamento deste tipo e envergadura.” Na informação que assinou, o técnico aponta um conjunto de problemas, nomeadamente ao nível da segurança de pessoas e viaturas, mas também em matéria de incumprimentos regulamentares, que o levam a defender a rejeição da proposta.

Entre muitas outras objecções, a informação nota que o acesso a uma das zonas do parque automático “não dispõe das dimensões necessárias para a manobra das viaturas [e para que] consigam entrar na máquina numa só manobra”. Numa outra zona, salienta, “não se consegue realizar numa só manobra a inversão de marcha” gerando-se o risco de provocar filas de espera na Rua das Taipas.

Mais contundente foi o seu superior imediato que, em despacho, qualificou a proposta como uma “insólita instalação para arrumação de veículos em máquinas, num sistema alternativo de arrumação para 186 viaturas na zona histórica da encosta do Bairro Alto, com arrumação sobreposta de viaturas com interdependência de uso do mesmo espaço”.»

19/04/2016

Conferência Lisboa Única: «SER LISBOA»


Obras da nova Feira Popular de Lisboa começam “até ao final do ano”


In Público (19.4.2016)
Por Inês Boaventura

«O anúncio foi feito pelo presidente da câmara, que informou também que a requalificação do Eixo Central começa “esta semana”, implicando uma perda de lugares de estacionamento inferior ao que se previa.

As obras de construção do Parque Urbano da Pontinha, no interior do qual vai nascer a nova Feira Popular de Lisboa, vão ter início “até ao final do ano”. A informação foi transmitida pelo presidente da câmara, que anunciou também que a requalificação do chamado Eixo Central começa “esta semana”, deixando a garantia de que os lugares de estacionamento perdidos não serão tantos como se previa inicialmente. [...]»

18/04/2016

Petição "NÃO À DEMOLIÇÃO DA CENTENÁRIA VILA MARTEL"


Petição NÃO À DEMOLIÇÃO DA CENTENÁRIA VILA MARTEL Petition

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
Exma. Sra. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa,
Exma. Sra. Directora-Geral do Património Cultural,
Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo,
Exma. Sra. Vereadora da Cultura,
Exmos. Senhores Deputados Municipais,


No seguimento de notícias vindas a público dando conta da entrada para apreciação na CML de um pedido de informação prévia (PIP) relativo a projecto urbanístico que, a ser aprovado pela CML, implicará a demolição da Vila Martel, uma vez que o mesmo tem como objectivo a ampliação de um hotel (já em construção) para o lote da Vila Martel, para nele construir estacionamento subterrâneo);

Considerando que a Vila Martel, que se localiza sob a Rua das Taipas, está registada na Carta Municipal do Património (item 45.56), pertencendo assim ao conjunto de vilas e pátios objecto de especial atenção pela CML, por cuja salvaguarda e valorização se têm batido individualidades como o Arq. Nuno Teotónio Pereira;

Considerando que a Vila Martel, fundada em 1883, faz parte da História da cidade de Lisboa – basta referir que, por exemplo, Columbano viveu na Vila Martel durante 20 anos, e José Malhoa, Carlos Reis, Eduardo Viana, Jorge Colaço e José Campas aí tiveram os seus ateliers, por ali passaram Antero de Quental e o escultor Francisco Franco, entre o final do século XIX e o início do século XX, Nikias Skapinakis, entre 1956 e 2015, e por lá passaram Sá Nogueira e Bartolomeu Cid dos Santos ("refúgio e mansões de trabalho de pintores e escultores", como referiu Fernando Madaíl no DN, em 2008);

Considerando que isso mesmo releva do articulado do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), em vigor, designadamente ao referir-se-lhe como “bem com valor arquitectónico e ambiental cuja preservação se pretende assegurar” e onde “qualquer intervenção deve visar a preservação das características arquitectónicas do edifício”, sendo apenas permitidas “obras de reabilitação e de ampliação, desde que aceites pela estrutura consultiva”;

Considerando que a Vila Martel se encontra habitada e está em razoável estado de conservação, e que tudo quanto acaba de ser referido deixará de existir se o referido PIP for aprovado pela CML;

Apelamos à Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal de Lisboa e à Direcção-Geral do Património Cultural, para que REPROVEM este pedido de informação prévia, façam CUMPRIR o Plano Director Municipal e o regulamento do PUALZE.

QUEREMOS UMA VILA MARTEL QUE PRESERVE E CONTE A SUA HISTÓRIA!

Assine por favor a PETIÇÃO e divulgue-­a. Obrigado.

SUBSCRITORES

14/04/2016

Obras no Cais do Sodré - Abate de candeeiros antigos - Como é possível?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e Media

Serve o presente para dar conta a V. Exa. da nossa indignação pelo abate em curso dos candeeiros antigos da zona do Cais do Sodré, conforme imagem em anexo.

Tal abate não só não constava da documentação colocada on-line pela CML, relativamente ao projecto de requalificação do espaço público aprovado para aquele local, como se nos afigura uma empreitada de lesa-património, uma vez que os candeeiros em causa são dos mais emblemáticos da capital, cremos mesmo que únicos na cidade, e, como tal, dignos exemplares da cidade histórica, ao contrário dos exemplares medíocres, modernos e apropriados para a zona da Expo, que a empreitada a decorrer já tem no local, prontos para substituírem os ali existentes desde a década de 40.

Por favor, Senhor Vereador, mande suspender de imediato o abate dos candeeiros do Cais do Sodré!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

11/04/2016

Canteiros da Avenida da Liberdade


Exmos. Senhores
Vereador Vereador Sá Fernandes e
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António
Sr. Vasco Morgado Jr.


​Serve o presente para solicitar a V. Exas. esclarecimentos sobre os motivos pelos quais os canteiros da Avenida da Liberdade se encontram neste estado deplorável, indignos da mais importante avenida de Lisboa, que é também o centro do chamado turismo de luxo na capital.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge​

09/04/2016

São precisas mais 400 assinaturas (pq houve cerca de 400 sem BI/Cartão de Cidadão)

Por favor, se não assinou, assine agora e divulgue! É preciso levar esta nova petição à AR!

Petição PELA DEFESA DA CALÇADA PORTUGUESA


O ataque que a calçada portuguesa tem vindo a sofrer e o que se anuncia deve mobilizar-nos a todos. A calçada portuguesa é um elemento tradicional e distintivo da cidade de Lisboa (e de Portugal), que faz parte da sua identidade e ajuda a diferenciá-la, num mundo globalizado e cada vez mais uniformizado.

A calçada portuguesa é também ela responsável pela luminosidade da cidade, pelo embelezamento e dignificação do espaço público - muitas vez o único elemento de valorização em zonas modernas ou suburbanas -, tornando as ruas mais frescas, o que não acontece com materiais como cimento ou alcatrão que absorvem o calor e, ao contrário destes, não impermeabiliza o solo, contribuindo para o melhor escoamento das águas.

Os problemas normalmente associados à calçada – pedras soltas, piso escorregadio, quedas de pessoas, danos no calçado ou dificuldades de locomoção a pessoas com mobilidade reduzida – não são uma característica do piso em si mas da sua má colocação ou falta de manutenção.

O facto de os veículos automóveis estacionarem selvaticamente em cima dos passeios, o facto de as empresas que intervêm, continuamente e sem coordenação, em cabos e condutas no subsolo, sem reporem o piso ou fazerem-no mas sem pessoal habilitado ou supervisionado, o facto de não serem formados calceteiros - perdendo-se o conhecimento de dezenas de anos -, colocando piso que se desfaz em semanas, o facto de não existir monitorização e substituição constante por parte de funcionários camarários, levam a que a calçada se deteriore com bastante facilidade, causando os problemas referidos.

Mas são problemas que têm solução. Em muitos locais mais inclinados, nas colinas, a Câmara de Lisboa encontrou soluções para evitar quedas, como a inclusão de pedra basáltica rugosa ou a inclusão de escadas no passeio, bem como corrimões, com bons resultados (veja-se no Chiado, Rua da Vitória ou Calçada do Combro, por exemplo). Veja-se também o exemplo do recém reabilitado Largo Rafael Bordalo Pinheiro ou a Avenida Duque D’Avila, em que a excelente trabalho feito permitiu um piso liso, não escorregadio e sem provocar qualquer problemas de locomoção.

Quer agora a mesma autarquia (e algumas juntas de freguesia) limitar a calçada apenas zonas histórias e substituir nas restantes zonas.

No entanto, como já se comprovou, a grande dúvida será o que se entende por zona histórica. Na verdade, temos vindo a constatar a colocação de outros tipos de pisos mesmo em zonas históricas (Adamastor, Baixa, Terreiro do Paço) sendo que os resultados são ainda piores: impermeabilização do solo, tipo de pavimento escorregadio ou que se desfaz com a chuva ou estacionamento selvagem de veículos.

Será que, além da (crescente e esmagadora) demolição de edifícios históricos que temos vindo a assistir em Lisboa, tanto em zonas históricas como nas zonas mais recentes da cidade (também as zonas do Sec XX são históricas), bem como a substituição de candeeiros e mobiliário urbano de valor mesmo em zonas antigas (Ribeira das naus, Adamastor, Terreiro do paço) vamos também aceitar que, por vezes, o único elemento de dignificação do espaço público – a calçada – seja também substituída por cimento ou asfalto, através de critérios que apenas oferecem dúvidas? [...]

Ou seja, face à constatação da realidade, comprova-se que uma aparente limitação "controlada" da calçada portuguesa significa o mesmo que o tiro de partida para o seu fim.

Por outro lado, o que custará aos dinheiros dos contribuintes substituir a calçada nas restantes zonas da cidade, por materiais que, não só não oferecem garantias acrescidas às pessoas como também contribuem para que a cidade perca a sua identidade e atratividade?

Finalmente, não se encontra devidamente comprovada que os custos de uma calçada monitorizada e devidamente mantida sejam superiores à substituição por outros tipos de piso. E numa cidade com tão graves problemas de deterioração de património e a necessitar urgentemente de reabilitação, será a melhor opção redirecionar recursos para substituir a calçada portuguesa? [...]

Sejamos claros, Lisboa é um sucesso turístico internacional porque é uma cidade diferente, com características diferentes, sendo a calçada portuguesa apontada como elemento diferenciador e de atração mundial. Vamos eliminar um dos poucos elementos distintivos e diferenciadores que nos posiciona no mundo como mais nenhuma cidade?

É nosso dever defender o património que outras gerações nos legaram, pois somos apenas fiéis depositários e devemos transmiti-lo para o futuro. É nosso dever defender a cidade de Lisboa e contribuir para o seu sucesso no mundo, beneficiando-nos a todos.

ASSINE A PETIÇÃO

07/04/2016

Ainda o Café Palladium:


Ainda o Café Palladium, com foto do livro Cafés de Lisboa, de Marina Tavares Dias, com o seu interior fabuloso ... que podia muito bem ser recuperado enquanto tal, dada a proliferação de novos cafés e restaurantes que Lisboa tem visto abrir nos últimos tempos. Este que foi um dos mais célebres bem que podia voltar a sê-lo!! ...

e uma foto do edifício original de Norte Júnior, ainda com clínica... foto tb de Marina Tavares Dias.

Publi-Cidade: Avenida Duque de Ávila



















Já lá vai o tempo em que as Farmácias tinham uma arquitectura de interiores de qualidade, por vezes de desenho bem sofisticado. Agora é cada vez mais tudo assim como neste triste exemplo na Av. Duque de Ávila: plástico, plástico, plástico e barato. Tudo feito de qualquer maneira, sem grande cuidado. O critério actual é apenas um e só: quanto maior e mais berrante melhor.

05/04/2016

VISITA GUIADA À VILA MARTEL!


O Pátio do Martel, um lugar mágico, um oásis desconhecido na Lisboa histórica. Um pátio-vila deixado aos artistas por Trigueiros de Martel, em finais do século XIX, «refúgio e mansões de trabalho de pintores e escultores», por onde passaram, por exemplo, Columbano, Malhoa, Carlos Reis, Eduardo Viana, Francisco Franco ou Jorge Colaço.

Apesar disso, querem destruí-lo (veja petição DIGA NÃO À DEMOLIÇÃO DA VILA MARTEL!).

Venha visitá-lo! Participe! Defenda o património da cidade de Lisboa!

04/04/2016

Publi-Cidade: Av da República 13 / Av. Duque de Ávila




Os edifícios têm sítios lógicos para instalar dispositivos de publicidade; porque razão ainda se fazem estas maldades aos edifícios com valor patrimonial, premiados (Valmor), e classificados no PDM (e em zona de protecção de IIP do prédio da Pastelaria Versalhes)? Esta grande tela de publicidade está a tapar completamente os vãos na fachada principal que iluminam as escadas do imóvel. Esta situação é ilegal e já dura há vários anos.