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02/06/2022

Azulejos de proveniência duvidosa continuam à venda na Feira da Ladra - pedido à CML

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exmo. Sr. Vereador da Cultura
Dr. Diogo Moura


CC. AML e Agência Lusa

Sábado passado, constatámos que sete “bancas” da Feira da Ladra tinham azulejos antigos à venda a um euro!

Isto com elementos da Polícia Municipal e fiscais da CML a percorrer a pé toda a feira.

Há anos que esta prática existe e continua, apesar de toda a protecção legal, nacional e local, do património azulejar e apesar do S.O.S. Azulejo.

Acreditamos que a CML continua a ter um papel central no combate eficaz a esta chaga, agindo também por via indirecta.

Nesse sentido, solicitamos a V. Exas., para que a CML passe a proibir a venda de azulejos no espaço sob licenciamento camarário, recusando emitir licenças aos feirantes da Feira da Ladra se os azulejos em venda forem usados.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Rui Pedro Martins, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Miguel Atanásio Carvalho, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Odete Pinto, Miguel Jorge, Inês Beleza Barreiros, António Araújo, Helena Espvall, Carlos Boavida, Filipe Teixeira, Bruno Rocha Vieira, Rossella Ballabio, Maria Ramalho

29/04/2019

Azulejos Restaurante Panorâmico de Monsanto - Pedido de remoção à CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, Vereadora CV Pinto, Museu da Cidade, Museu Nacional do Azulejo

Como é do conhecimento de V. Exa., o antigo restaurante panorâmico de Monsanto, que é propriedade da CML, encontra-se hoje num tal estado deplorável que, praticamente, somente resistem dos seus tempos áureos os painéis cerâmicos de Maria Manuela Madureira, datados de 1965, e o painel de azulejos de Manuela Ribeiro Soares, com uma vista panorâmica da cidade de Lisboa.

Contudo, dada a ausência de soluções efectivas e imediatas para a recuperação do imóvel, é previsível que não demore muito tempo até que a destruição completa de ambos os painéis seja uma realidade, se nada for feito para o evitarmos.

Assim, solicitamos a V. Exa., senhor Presidente, que dê instruções aos serviços da CML para, no caso de ser impossível a sua protecção in situ, que será a solução ideal para este problema, procederem à remoção urgente dos painéis referidos, depositando-os em local seguro, por exemplo no Museu de Lisboa/Palácio Pimenta ou no Museu Nacional do Azulejo, até que seja possível a sua recolocação em Monsanto, logo que o edifício seja reabilitado, se o for.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Helena Espvall, Paulo Lopes, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Jordão, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Irina Gomes, Rita Gomes Ferrão, Ana Alves de Sousa, Alexandra de Carvalho Antunes, Miguel Jorge, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Filipe Teixeira, Pedro Machado, Maria Ramalho, José Amador

Fotos de Diogo Garcia

26/02/2019

Azulejos do séc. XIX na Feira da Ladra: 4 por 10 €


Com o fenómeno do turismo de massas aumentou o roubo e a venda de azulejos para servir o apetite dos turistas...

Fotos do Sábado passado, de Fernando Jorge.

21/02/2019

Azulejos escavacados em fachada do prédio da Rua dos Cegos, 32 /Pátio Dom Fradique


ATENÇÃO: Alguém pode passar na Rua dos Cegos/Menino Deus/Pátio D. Fradique, nº 32, e fotografar o desaparecimento/arranque de azulejos em curso? Obra em curso, mas o procedimento é ilegal, se o projecto tiver sido aprovado depois da entrada em vigor da lei que protege o património azulejar de fachada! Muito obrigado!

02/01/2019

Roubo de azulejos no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo (Monumento Nacional) - S.O.S. Azulejo!


Alerta para roubo de azulejos no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo (Monumento Nacional por Dec. de 16/06/1910).

Via Prof. Raquel Henriques da Silva:

«Na manhã de 19 de Dezembro a Divisão de Cultura do Município de Odivelas foi informada pelo empreiteiro da obra que está a decorrer na Igreja do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, de Odivelas, do desaparecimento, por furto, de 101 valiosos azulejos do séc. XVII do mesmo mosteiro.
Depois da infeliz ocorrência, foi apresentada queixa na PSP local por funcionários camarários, e apesar de acionados mecanismos pela mesma PSP, deram-se mais dois furtos noturnos, sendo neste momento quase 170 o número de azulejos furtados. Fui informada que o caso terá sido passado para a Polícia Judiciária Militar (PJM), dado o edifício do mosteiro ter tutela militar, não se conhecendo desenvolvimentos por parte desta última força policial.
Perante esta situação paralizadora, dado que a Polícia Judiciária (PJ) tem a competência exclusiva dos crimes ligados aos Bens Culturais e dispõe em Lisboa de uma ‘Brigada de Obras de Arte’ especializada e com muita experiência na investigação de furtos e roubos de azulejos históricos e artísticos, e dado que cabe ao Ministério Público (MP) atribuir a investigação a uma das forças policiais, tomo a liberdade de vir solicitar ao mesmo MP que atribua à PJ esta investigação, pelas razões invocadas.
Certa da rápida actuação de quem de direito, recordo o direito à memória e à sua valorização que não pode ser comprometido por razões processuais.
3 de Janeiro de 2019
Raquel Henriques da Silva
Professora de História da Arte»

...

S.O.S. Azulejo!!

25/10/2018

Painel azulejar da Leitaria da Anunciada - novo apelo à EPAL (EDITADA)


Ex.mo Senhor
Presidente do Conselho de Administração da EPAL
Dr. José Sardinha


CC. PCML, AML, Vereadora da Cultura da CML, Vereador do Urbanismo da CML, JF, LNEC, S.O.S. Azulejo, Leitaria da Anunciada e Media

No seguimento do nosso apelo de 22 de Dezembro de 2017 (http://cidadanialx.blogspot.com/2017/12/azulejos-da-leitaria-anunciada-apelo.html), serve o presente para congratularmos a EPAL pela obra de reabilitação no edifício sito no Largo da Anunciada, nº 1-4; Ruas das Portas de Santo Antão, nº 183-185, edifício que é vossa propriedade.

No entanto, fomos informados no local que é pretendida por V. Exas. a remoção, a muito breve trecho e para restauro, da totalidade dos azulejos existentes na fachada da Leitaria da Anunciada, mas sem estar garantida a sua posterior recolocação.

Lembramos a V. Exas. que se trata de um painel azulejar publicitário dos mais importantes e genuínos existentes em Lisboa (painel da autoria da Companhia Lusitânia), que data provavelmente de 1927, e se encontra inscrito na Carta Municipal do Património anexa ao Plano Director em vigor e, portanto, está sujeito às disposições regulamentares com vista à sua salvaguarda.

Apelamos, portanto, a V. Exas. para que garantam:

- A boa remoção daquele painel de azulejos, seguindo as boas práticas recomendadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que apontam preferencialmente, aliás, para o restauro in situ;
- O restauro cuidado do referido painel, e a execução de réplicas fiéis dos azulejos entretanto roubados e motivo do nosso alerta do ano passado;
- A recolocação do mesmo na fachada da Leitaria da Anunciada.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira da Carvalho, Fernando Jorge, Rui Martins, Jorge D. Lopes, Nuno Vasco Franco, Helena Espvall, Ana Alves de Sousa, Paulo Lopes, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Alexandra de Carvalho Antunes, Pedro Fonseca, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Silva Grade, Maria do Rosário Reiche, Jozhe Fonseca

...

O painel será restaurado e recolocado na fachada da leitaria (ufa). A garantia foi-nos dada por escrito pela EPAL, hoje dia 25.10.2018. Boas notícias, portanto:

«Exmas(os) Senhoras(es),

Acusamos a receção da Vossa comunicação, datada de 16 de outubro de 2018, que mereceu a nossa melhor atenção e agradecemos a Vossa legitima preocupação em relação ao importantíssimo painel azulejar existente na fachada da “Leitaria Flor da Anunciada”, a qual é arrendatária de uma fração do edifício propriedade da EPAL, sito na Rua das Portas de Santo Antão n.ºs 169 a 185, em Lisboa.

Existe também da parte da EPAL preocupação em assegurar a recuperação e manutenção do referido painel na fachada do edifício, no seu local original, repondo o mesmo, devidamente recuperado, assim que oportuno.

Para o efeito a EPAL promoveu um concurso tendo em vista a retirada e total recuperação, por especialistas, dos azulejos originais e o completamento do painel com réplicas de todos os elementos em falta. O painel azulejar original, recuperado, será colocado no seu local de origem quando da empreitada de reabilitação do edifício.

Mais se informa que à data, a intervenção de recuperação do painel já se encontra devidamente autorizada pela CML e em breve dará entrada na CML o necessário pedido de ocupação de via pública para inicio dos trabalhos.

Ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.

Com os melhores cumprimentos,

Marcos Sá
Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A.
CEA - Direção de Comunicação e Educação Ambiental
Diretor
»

29/12/2017

É preciso combater a venda ilegal de azulejos - apelo ao PCML


Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Dr. Fernando Medina


C.c. ITP, ATL, PSP, SOS Azulejo, AML

No seguimento do roubo verificado recentemente a vários azulejos de um dos painéis figurativos/publicitários da Leitaria Anunciada (https://cidadanialx.blogspot.pt/2017/12/azulejos-da-leitaria-anunciada-apelo.html), e face ao crescendo assinalável de turistas na nossa cidade, julgamos que é o momento certo para, começando o ano de 2018 da melhor forma, a Câmara Municipal de Lisboa dar “tolerância zero” ao comércio ilegal de azulejos.

Assim, instamos a Câmara Municipal de Lisboa a tomar a si a liderança de uma campanha de sensibilização dirigida aos potenciais compradores nacionais e estrangeiros, de modo a que, por via de alertas e informações acerca da proveniência duvidosa de azulejos e de como o seu tráfico tem efeitos nefastos no património da cidade e do país, se consiga combater este flagelo dando-lhe má publicidade.

Tomando como exemplo o cartaz em anexo, já com alguns anos, da autoria de Rosa Pomar, em que se apelava a isto que acabamos de referir e que pode servir de lema a essa campanha mediática;

Solicitamos a V. Exa. o melhor acolhimento desta nossa proposta de modo a que, em parceria com a Polícia Municipal, o S.O.S. Azulejo, o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa, se consiga inverter esta situação e estancar de vez o roubo e tráfico de azulejos de exterior e interior.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Luis Mascarenhas Gaivão, Rui Martins, José Filipe Soares, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Maria Ramalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Maria de Morais, Maria João Pinto, Pedro de Souza, Paulo Lopes, Pedro Formozinho Sanchez, Luís Serpa, Jorge Pinto, Fernando Silva Grade, Leonor Areal e Miguel de Sepúlveda Velloso

27/12/2017

Azulejos da Leitaria Anunciada - Apelo à EPAL

À EPAL
Exmos. Senhores


CC. PCML, Vereadora da Cultura da CML, S.O.S. Azulejo e Media

Em sequência do roubo recente feito a um conjunto de azulejos que compunham um dos painéis azulejares da Leitaria Anunciada (Largo da Anunciada, nº 1), painel esse da autoria da famosa companhia Cerâmica Lusitânia e datando, provavelmente, de 1927, data da abertura da Leitaria da Anunciada - fotos em anexo;

Considerando tratar-se de um dos já raros painéis de azulejo figurativo/publicitário existentes na cidade de Lisboa, e por isso mesmo inscrito na Carta Municipal do Património, anexa ao Plano Director Municipal de Lisboa (item nº 45.73 (Antiga) Leitaria “Flôr da Anunciada” (fachada)/ / Largo da Anunciada, 1 a 4; Rua das Portas de Santo Antão, 183-185, in Regulamento/PDM);

E considerando que o edifício em causa é propriedade da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL);

Solicitamos a V. Exas. a melhor disponibilidade, cooperação e apoio da EPAL para que, juntamente com o proprietário da Leitaria Anunciada, a Câmara Municipal de Lisboa e o S.O.S. Azulejo (Museu da Polícia Judiciária), se possa:

· Localizar e resgatar os azulejos roubados e proceder à sua recolocação cuidada, ou,
· Encomendar a feitura de réplicas de qualidade a especialistas de reconhecido valor, caso não se consiga localizá-los.

Igualmente, solicitamos a V. Exas. o melhor empenho da EPAL no apoio à:

· Recuperação dos restantes painéis e molduras que compõem aquela magnífica fachada, motivo de orgulho de todos nós.
· E à instalação de câmaras de videovigilância na fachada, de modo a se dissuadir futuros roubos ou actos de vandalismo.

Colocando-nos à disposição de V. Exas. para ajudarmos nesta causa, na medida das nossas capacidades, apresentamos os melhores cumprimentos de votos de Bom Ano Novo!

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Paulo Lopes, Fátima Castanheira, Rui Martins, Virgílio Marques, Luís Mascarenhas Gaivão, Maria do Rosário Reiche, Maria Ramalho, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Miguel Jorge, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Miguel de Sepúlveda Velloso e Fernando Silva Grade

18/08/2017

(autoria: Rosa Pomar​)

11/01/2016

Lisboa, Capital do Azulejo: Escadinhas da Saúde



Mais um caso de destruição por furto - e por desleixo do proprietário - de azulejos de fachada no nº 6 das Escadinhas da Saúde. É urgente preencher as inúmeras lacunas existentes para se travar a queda  e o furto de mais azulejos. O PISAL da CML já foi informado deste caso.

17/07/2015

Apesar de mais protegidos, azulejos de Lisboa são ainda um património em risco


In O Corvo (17.7.2015)
Por Isabel Braga

«O furto de azulejos tem diminuído desde que foi criado o projecto SOS-Azulejo, em 2007. Mas continua a acontecer. E suspeita-se que alguma dessa criminalidade responda a encomendas internacionais. O Corvo tentou, junto do Museu da Polícia Judiciária, tomar o pulso ao mercado ilícito de uma das principais marcas identitárias de Lisboa e do país. Mas foi também à Feira da Ladra perceber quanto se está a pedir por painéis de azulejos dos quais se desconhece a proveniência.

Os azulejos portugueses são um património único. Utilizados ininterruptamente desde o século XVI, estão presentes em todo o tipo de edifícios, desde palácios e conventos a casas particulares, hospitais e estações ferroviárias. Lisboa é a cidade com mais azulejos do mundo, atribuindo-se a sua luz especial à forma como estes a reflectem. No entanto, este património foi, durante muito tempo, pouco valorizado, alvo de roubos frequentes e sujeito a falta de conservação. [...] Mas os azulejos não se perdiam apenas em resultado de furtos. “Estávamos a assistir à constante demolição de prédios azulejados. Se as coisas continuassem assim, Lisboa deixaria de ser a cidade com mais azulejos do mundo”, afirma ainda Leonor Sá. Para responder a essa situação, o projecto SOS-Azulejo conseguiu que fosse aprovada, em 2013, uma alteração ao Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa (REMUEL) no sentido de interditar a demolição de fachadas azulejadas e a remoção desses azulejos sem autorização prévia da Câmara Municipal de Lisboa. [...]»

...

O problema, Corvo, é que essa alteração ao REMUEL, que se menciona, é completamente caricata, pois não é minimamente cumprida (ex.recente, o prédio do Solar dos Presuntos, exemplo HOJE, na Tomás Ribeiro). Aliás, penso que ninguém na própria CML acredita nela, ou acredita? e falar-se dos roubos que diminuíram, Santíssimo Sacramento... terão diminuído os roubos aos azulejos pombalinos e similares, mas os do século XIX e XX têm sido um fartote... claro que um dia, quando houver poucos por escavacar ou roubar, então a regulamentação em vigor terá tido 100% de eficácia. Céus!

07/03/2015

Lisboa, Capital do Azulejo: R. Capitão Renato Baptista 1



Um cenário cada vez mais frequente: azulejos de fachada caindo para a via pública por falta de manutenção, furto..

06/02/2015

Lisboa, Capital do Azulejo





















https://www.facebook.com/rosapomar/posts/10153167189162519:0?fref=nf

28/10/2014