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22/11/2020

Gonçalo Ribeiro Telles, o lisboeta que amava as árvores e compreendia o papel fundamental que estas desempenham na qualidade de vida das cidades

HOMENAGEM
GONÇALO RIBEIRO TELLES (1922-2020)

Gonçalo Ribeiro Telles nasceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1922 e morreu no dia 11 de Novembro de 2020, aos 98 anos, na sua casa, em Lisboa.

Foi o grande defensor da ligação que deve existir entre a cidade e o campo.

Engenheiro Agrónomo, participou em 1945, juntamente com outros intelectuais e políticos, na fundação do Centro Nacional de Cultura, ponto de encontro de debate de ideias e valores da cultura e do património portugueses.

A arquitectura paisagista e a luta política são indissociáveis na vida de Gonçalo Ribeiro Telles, sendo que muitas das suas principais batalhas decorrem desses dois planos de atuação.

Em Outubro de 1975, é nomeado Secretário de Estado do Ambiente, tendo sido notável a sua acção na política ambiental em Portugal. Foi pioneiro na defesa e conservação dos valores ambientais, na promoção da prática do ordenamento do território, do desenvolvimento sustentável e da humanização das cidades.

De 1981 a 1983, desempenha o cargo de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida no 8.º Governo Constitucional. Neste cargo deixou, entre outros legados, uma legislação decisiva: a criação das Áreas Protegidas, Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional. Foram ainda lançadas as bases do ordenamento do espaço a nível local (Planos Directores Municipais), dando o primeiro passo para a futura integração no ordenamento regional, que surgiu em 1983 com a criação dos Planos Regionais de Ordenamento do Território, tendo participado igualmente na elaboração da Lei de Bases do Ambiente.

Enquanto vereador da Câmara Municipal de Lisboa, fica a dever-se-lhe em 2007, a integração no Plano Director de Lisboa do Plano Verde, pela qual Ribeiro Telles se batia há mais de dez anos..

São ainda da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa; os projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, destacando-se ainda o Ordenamento Paisagístico da Capela de São Jerónimo, das Avenidas D. Rodrigo da Cunha e D. João XXI, o Parque Amália Rodrigues, do Cabeço das Rolas na Expo 98 e sobretudo o Parque da Fundação Calouste Gulbenkian, elaborado em 1962, com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975).

Com a morte do Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, Lisboa ficou mais pobre, sendo inteiramente merecida a proposta da CML para atribuir o seu nome ao futuro Parque Urbano da Praça de Espanha.

Livros essenciais: "A Árvore em Portugal" - Francisco Caldeira Cabral, Gonçalo Ribeiro Telles; "Portugal, paisagens e espaços naturais" - Gonçalo Ribeiro Telles, Frenando Pessoa, Afonso Alves; "Um novo conceito de cidade : a paisagem global" - Gonçalo Ribeiro Telles.

Nota: parte deste texto é transcrita do artigo sobre Gonçalo Ribeiro Telles da autoria da Dr.ª Manuela Correia.


Pinto Soares

12/11/2020

Foto: António Pedro Santos, para o jornal i, 2011.

14/12/2016

Ainda sobre os logradouros da Av. E.U.A.


Resposta da JF Alvalade ao nosso protesto de ontem:

Exmos. Senhores,

Agradecemos mais uma vez a vossa comunicação relativa à intervenção na Avenida Estados Unidos da América entre o n.º 10 e n.º 48.

Conforme reunião do passado dia 6, reiteramos que:

1) Todos os aspetos mencionados como os hexágonos, as lajes e os muretes de pedra, são para preservar realizando apenas algumas operações de manutenção e reparação Em relação ao percurso existente em pavimento de lajes de calcário é de referir que o mesmo já sofreu algumas alterações, verificando-se a introdução de lajes de betão nomeadamente no logradouro entre os nº 36 e 42 e em algumas situações pontuais. Neste momento este percurso não apresenta a continuidade desejada entre os logradouros nem uma homogeneidade de materiais. Fatores que contribuem para a dificuldade nas acessibilidades pedonais e acessos entre logradouros, resultando no abandono do espaço público pela população com dificuldades de mobilidade.

Julgamos ser fundamental atualizar os nossos espaços com pavimentos confortáveis e que se enquadrem com os espaços existentes e que acima de tudo permitam uma mobilidade segura e confortável para todos. Esta visão está em implementação pela Cidade e tem sido uma clara opção na gestão do espaço público que a Câmara Municipal tem seguido e que também a Junta de Freguesia de Alvalade tem procurado em todas as suas intervenções, seja adaptando à mobilidade condicionada e suave todos os seus equipamentos, seja nas intervenções no espaço público, pois queremos espaços que sejam utilizados em segurança por todos os Fregueses,

2) Em relação às colunas de iluminação de marmorite, iremos reportar a situação para a CML uma vez que se trata da responsabilidade desta entidade a requalificação da iluminação pública destes logradouros.

3) Em relação aos parques infantis a JFA tem uma abordagem completamente distinta dos típicos parques que existem pela cidade, o objetivo é que estes espaços estejam integrados nos espaços envolventes que contenham áreas verdes e que sejam compostos por materiais naturais, que incentive à criatividade das crianças e sobretudo que seja um espaço multifuncional, vivido por todos.

Finalmente voltamos a referir que esta intervenção foi discutida publicamente com a população em 2 ocasiões, em 01 de Abril e 27 de Novembro, de 2015.

Com os melhores cumprimentos,

Junta de Freguesia de Alvalade
Rua Conde de Arnoso, n.º 5-B | 1700-112 Lisboa
Tel.: (00351) 218 428 370 | Fax: 215 998 395
www.jf-alvalade.pt | geral@jf-alvalade.pt

...

E a nossa réplica:

Exmos. Senhores

Folgamos em saber que pretendem garantir a boa execução dos pontos 1), 2) e 3) da vossa mais recente comunicação, conforme tinha sido afirmado por V. Exas. na reunião referida. Obrigado.

No entanto, voltamos a salientar que a remoção das pedras rústicas a que dizem respeito as 2 fotografias em apreço, contraria o que referem no v/ponto 1) uma vez que aquele troço de pedras estava em perfeitíssimas condições, o que nos revolta sobremaneira.

Fazemos votos para que as obras no terreno respeitem efectivamente o projecto anunciado de reabilitação dos logradouros da Av. E.U.A. e aquilo que tão bem nos referem agora e ficou esclarecido presencialmente.

Continuaremos a acompanhar diariamente as obras.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e José João Leiria

13/12/2016

Requalificação dos logradouros da Av. EUA/Reclamação à JF Alvalade


Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade
Dr. André Caldas


Cc. PCML, AML, EMEL e media

No seguimento da nossa insistência de há dias (ver texto abaixo), relativamente a alguns detalhes da intervenção em curso nos logradouros da Av. E.U.A. para os quais reclamávamos a melhor atenção de V. Exa. e dessa Junta de Freguesia, sem qualquer resposta até ao momento; somos a protestar pela destruição dos caminhos de pedra rústica (ver imagens), que se encontravam em perfeitas condições e, portanto, sem necessidade de serem recuperados, muito menos substituídos por betão contínuo.

Mais surpreendidos nos encontramos por nada o fazer prever, dadas as expectativas criadas aquando da nossa reunião havida com V. Exa. no dia 5, na V/sede.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José João Leiria, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Martins, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Fernando Silva Grade, João Filipe Guerreiro, Pedro Malheiros Fonseca, Ana Alves de Sousa, Pedro Henrique Aparício

...

(in http://cidadanialx.blogspot.pt/2016/12/logradouros-da-av-eua-insistencia-junto.html) Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade
Dr. André Caldas


Cc. PCML, AML, EMEL e media

No seguimento da reunião de ontem, que muito agradecemos, e das informações bastante úteis que nela nos foram prestadas, designadamente quanto às nossas preocupações relativas ao coberto vegetal e ao estacionamento automóvel, voltamos ao contacto convosco para insistirmos em alguns pontos que nos parecem fundamentais para que se preserve de facto a identidade dos logradouros em apreço, ou seja:

É para nós fundamental que todo e qualquer projecto de requalificação dos logradouros idealizados por Ribeiro Telles preserve/recupere o máximo possível dos elementos caracterizadores (“marca de água”) do projecto original para os 7 logradouros, e que, portanto, a Junta de Freguesia e a CML devem pugnar pela manutenção/recuperação/reconstrução, nos mesmos materiais e desenhos:

1. Os hexágonos, as lajes e os muretes de pedra que pontilham/pontilhavam os 7 logradouros, sem excepção, sendo que não vemos, por exemplo, qual a necessidade de remover as «lajes em calcário» do jardim do lado Sul (entre os nºs 36 e 12) uma vez que as mesmas se encontram em bom estado, para as substituírem por «pavimento betão contínuo in situ», quando poderia bastar a alteração do pavimento no corredor Norte.
2. As colunas de iluminação de marmorite, devidamente recuperadas e normalizadas (ISO), imagem de marca de todo o Plano de Alvalade e que têm vindo a ser abatidas sem qualquer critério ou justificação plausível ao longo das últimas décadas.
3. E os parques infantis de modo a que recuperem a imagética do projecto de origem, ainda que em novos materiais e mais seguros, desde logo os famosos foguetões, as “pedras da macaca”, de modo a que os mesmos não caiam na vulgarização, que é apanágio dos novéis parques infantis um pouco por toda a cidade. A propósito do foguetão (tão na memória de quem ali brincou nos anos 60 e 70) recorde-se que este conjunto arquitectónico (Prémio Municipal de Arquitectura) é de 1957, ano de lançamento do Sputnik e do início da corrida espacial entre a então URSS e os Estados Unidos da América.

Finalmente, notamos com agrado a remoção do estacionamento nos impasses ajardinados, não só por questões de segurança mas para se garantir a visibilidade entre os pilotis que separam os logradouros, seguindo a opinião da maioria dos moradores que estiveram presentes nas reuniões de discussão pública, como nos foi dito por V. Exa. Não deixamos porém de temer o aumento da pressão do estacionamento ilegal (passeios, passadeiras, canteiros, faixas de rodagem) nas imediações, se a EMEL não vier rapidamente a alargar o estacionamento pago/reservado a moradores no bairro das vivendas limítrofe, intensificando a fiscalização diurna e (sobretudo) nocturna.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho​​​​​​, José João Leiria, Carlos Moura-Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, João Filipe Guerreiro, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ricardo Mendes Ferreira, José Amador, Fernando Silva Grade e Miguel Jorge

Tanta jura a Ribeiro Teles para isto, JF Alvalade? Bah!


Tanta jura a Ribeiro Teles e ao projecto (logradouros da Av. EUA) de origem para isto, JF Alvalade? Substituir as pedras rústicas por cimento xpto? Para quê, porquê e para quem? Bah!

Fotos de José-João Leiria

06/12/2016

Logradouros da Av. E.U.A. - Insistência junto da JF Alvalade


Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade
Dr. André Caldas


Cc. PCML, AML, EMEL e media

No seguimento da reunião de ontem, que muito agradecemos, e das informações bastante úteis que nela nos foram prestadas, designadamente quanto às nossas preocupações relativas ao coberto vegetal e ao estacionamento automóvel, voltamos ao contacto convosco para insistirmos em alguns pontos que nos parecem fundamentais para que se preserve de facto a identidade dos logradouros em apreço, ou seja:

É para nós fundamental que todo e qualquer projecto de requalificação dos logradouros idealizados por Ribeiro Telles preserve/recupere o máximo possível dos elementos caracterizadores (“marca de água”) do projecto original para os 7 logradouros, e que, portanto, a Junta de Freguesia e a CML devem pugnar pela manutenção/recuperação/reconstrução, nos mesmos materiais e desenhos:

1. Os hexágonos, as lajes e os muretes de pedra que pontilham/pontilhavam os 7 logradouros, sem excepção, sendo que não vemos, por exemplo, qual a necessidade de remover as «lajes em calcário» do jardim do lado Sul (entre os nºs 36 e 12) uma vez que as mesmas se encontram em bom estado, para as substituírem por «pavimento betão contínuo in situ», quando poderia bastar a alteração do pavimento no corredor Norte.
2. As colunas de iluminação de marmorite, devidamente recuperadas e normalizadas (ISO), imagem de marca de todo o Plano de Alvalade e que têm vindo a ser abatidas sem qualquer critério ou justificação plausível ao longo das últimas décadas.
3. E os parques infantis de modo a que recuperem a imagética do projecto de origem, ainda que em novos materiais e mais seguros, desde logo os famosos foguetões, as “pedras da macaca”, de modo a que os mesmos não caiam na vulgarização, que é apanágio dos novéis parques infantis um pouco por toda a cidade. A propósito do foguetão (tão na memória de quem ali brincou nos anos 60 e 70) recorde-se que este conjunto arquitectónico (Prémio Municipal de Arquitectura) é de 1957, ano de lançamento do Sputnik e do início da corrida espacial entre a então URSS e os Estados Unidos da América.

Finalmente, notamos com agrado a remoção do estacionamento nos impasses ajardinados, não só por questões de segurança mas para se garantir a visibilidade entre os pilotis que separam os logradouros, seguindo a opinião da maioria dos moradores que estiveram presentes nas reuniões de discussão pública, como nos foi dito por V. Exa. Não deixamos porém de temer o aumento da pressão do estacionamento ilegal (passeios, passadeiras, canteiros, faixas de rodagem) nas imediações, se a EMEL não vier rapidamente a alargar o estacionamento pago/reservado a moradores no bairro das vivendas limítrofe, intensificando a fiscalização diurna e (sobretudo) nocturna.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho​​​​​​, José João Leiria, Carlos Moura-Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, João Filipe Guerreiro, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ricardo Mendes Ferreira, José Amador, Fernando Silva Grade e Miguel Jorge

08/11/2016

Colocação de estátua de D. Nuno Álvares Pereira/São Nuno de Santa Maria em ZEP da Capela de São Jerónimo (MN) - pedido de esclarecimento à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.C. JF Belém, PCML e Media

Vimos pelo presente solicitar esclarecimento à Direcção-Geral do Património Cultural sobre se existe aprovação desses Serviços à colocação da estátua de D. Nuno Álvares Pereira/São Nuno de Santa Maria no enfiamento da Capela de São Jerónimo, Monumento Nacional, no Restelo.

Com efeito, a referida estátua será inaugurada no dia 6, conforme orgulhosamente descrito na página da Junta de Freguesia de Belém no Facebook (https://www.facebook.com/juntafreguesiabelem/?fref=nf) e a imagem que junto anexamos.

Lembramos que a Capela de São Jerónimo é Monumento Nacional, possui Zona Especial de Protecção (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70633), e o seu actual enquadramento paisagístico é da autoria do Arq. Gonçalo Ribeiro Telles.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Alexandra de Carvalho Antunes, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Luís Serpa


Foto de André Remígio

...

Resposta da DGPC ("nada a opor"):

13/09/2013

Lisboa: «Speculative urbanization...»

Nota: retirado do blog dos Amigos do Jardim Botânico