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15/06/2021

Sobre a ocupação dos passeios públicos por entidades privadas

Chegado por e-mail:

«Bom dia,

“O café ’Pão Nosso’ sito na Rua Marquês Sá da Bandeira 46 B, inaugurou recentemente uma esplanada que ocupa uma parte significativa do passeio público, tendo para tal instalado divisórias afixadas ao chão, que aí permanecem mesmo quando o café está fechado, constituindo na prática uma barreira à mobilidade pedonal e que não deveria ser permitido pelas autoridades. No caso em apreço, a esplanada deste estabelecimento prolonga-se confortavelmente por duas frentes (nas áreas adjacentes à sua fachada) ou seja: pela Rua Miguel Bombarda e pela Rua Marquês Sá da Bandeira. Quanto às barreiras de madeira e acrílico/vidro(?) que circundam as mesas e cadeiras da esplanada, nada discretas e de estética duvidosa, não será ilegal a sua afixação de forma permanente no meio do espaço pedonal? Ainda que se perceba que, no contexto da actual situação pandémica, as autoridades camarárias tenham decidido apoiar a criação de esplanadas, já é mais difícil de aceitar esta usurpação manifestamente exagerada do passeio público. O estabelecimento em questão podia muito bem instalar uma esplanada de dimensão mais reduzida e que pudesse ser desmontada e/ou arrumada ao fim do dia como fazem tantos outros estabelecimentos.”

A mensagem acima foi enviada às autoridades municipais através da plataforma “Na Minha Rua”. Após alguns dias em “análise”, a situação passou a “resolvida”, embora nada tenha mudado.

A estrutura que circunda a esplanada continua lá, a ocupar boa parte do passeio. Estou ciente de que não se trata de um caso isolado. Existem muitas situações semelhantes e desde o início da pandemia a situação tomou proporções mais preocupantes.

Gostaria de ressalvar que nada me move contra as esplanadas. Quando implantadas de forma responsável, trazem animação às ruas e podem ser certamente uma mais-valia para a vida urbana. Compreendo também que, neste período que vivemos, estas empresas sejam apoiadas, mas pergunto-me se isto terá de ser feito sacrificando o (já escasso) espaço público.

Tendo em conta que o vosso fórum tem sido uma voz activa na denúncia dos problemas que afectam Lisboa, gostaria de chamar a vossa atenção para a, cada vez mais frequente, da ocupação (e consequente privatização) desse território colectivo que são os passeios da cidade.

Grata pela atenção,

Ana Sousa

P.S. Segue em anexo imagens que ilustram a situação acima descrita.»

29/07/2016

Av. Gago Coutinho em Lisboa


Chegado por e-mail:

«para gab.presidente, Policia, rita.folgosa, nucleo.acessib.

Ex.mo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina

Queremos vivamente repudiar a aberrão jurídico-pedonal, que a autarquia elaborou para a Av. Gago Coutinho.

Recordamos, que de acordo com o ponto 1.1 da Carta Municipal de Direitos dos Peões, aprovada pela autarquia, os peões têm "direito à livre circulação com passeios isentos de viaturas estacionadas ou outros objectos que pelas suas características ou dimensões dificultem ou impeçam a passagem de peões".

Converter um passeio em estacionamento, é por conseguinte, uma aberração jurídica e viola de forma gritante a referida carta aprovada pela edilidade, considerando que de facto e não de jure, a zona continua a ser um passeio. É também uma autêntica aberração no campo da mobilidade pedonal, pois muitos dos veículos automóveis não respeitam sequer um espaço mínimo entre as paredes dos edifícios, ficando impossível a passagem de cadeiras de rodas ou carrinhos de bebés, já para não mencionar o total desrespeito que esta solução preconiza para pessoas com mobilidade reduzida ou invisuais.

Logo rogamos, o mais cedo quanto possível, a simples remoção da referida sinalética. Se a autarquia não tem a coragem política necessária para erradicar o estacionamento selvático na referida avenida, preservai simplesmente V. Exa. o status quo da referida situação, arcando politicamente com a consequência jurídica que tal situação selvática acarreta, ou seja, uma ilegalidade gritante e generalizada, à luz da alínea f) do n.º 1 do art.º 49.º do Código da Estrada.

Ex.mo. Sr. Presidente,
os nossos melhores cumprimentos e saudações pedonais, porque peões somo-los todos.

Passeio Livre
passeiolivre.org»

10/03/2015

Planeta Emel


Chegado por e-mail:

«Boa noite

Moro em Lisboa, onde também trabalho. As duas coisas na zona do Saldanha.

Chamo-vos a atenção para as motos estacionadas em cima dos passeios junto à PT dificultando a passagem dos peões enquanto 150 metros acima o estacionamento de motos junto ao atrium saldanha está vazio.

Envio fotografias dos passeios onde as pessoas se encolhem entre as motas quando passa alguém com deficiência ou a empurrar um carrinho de bebé.

Com os melhores cumprimentos

Tiago Faneca»

06/03/2015

Mais aplauso, assim se concretize: "Câmara de Lisboa quer reduzir a sinalização vertical nos passeios"


In O Corvo (5.3.2015)
Por Samuel Alemão

«O vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Manuel Salgado, diz que as placas de sinalização vertical são em número exagerado na cidade e estão a tornar-se um problema para a locomoção dos peões, sobretudo os que têm mobilidade reduzida. “As nossas ruas estão pejadas de sinais”, critica. Um problema que se faz sentir em especial através da sua colocação nos passeios junto às passadeiras. Por isso, a autarquia está a preparar a adopção de novas regras para que tanto as juntas de freguesia, como os serviços da própria câmara, tenham uma prática diferente, evitando a sua proliferação e adoptando outras soluções.

“Nós temos um problema com a sinalização nas passadeiras. Ou a sinalização é apenas horizontal e temos o risco, de facto, de as pessoas argumentarem que não a vêem, ou então, se começamos a encher todas os passeios com sinalização vertical, criamos um problema sério às pessoas que têm dificuldades de locomoção. E portanto, como os passeios são estreitos, temos aqui um conflito”, disse Manuel Salgado, durante a última reunião descentralizada do executivo camarário, ocorrida ao início da noite de quarta-feira (4 de Março), realizada no auditório da Junta de Freguesia de Campolide. [...]»

29/10/2014

Armadilha na Praça D. João da Câmara


Chegado por e-mail:

«Para que as entidades responsáveis esclareçam a função desta "caldeira", que há longos meses, senão há anos, se encontra neste local. Cumprimentos
Rogério Marques»