05/12/2019

Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia ...


Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia, depois do prédio do lado, que era absolutamente lindo, e que foi demolido coercivamente depois do telhado (único em Lisboa) ter desabado, agora é o lado que vê o seu lado esquerdo cair, porque assente em nada? O prédio gémeo das "residências estudantis" foi desalojado. Do lado da lá da rua temos a dupla de prédios gémeos com estes dois, onde estava o restaurante Grand'Elias que está como está. No gaveto com a Av. República, no fabuloso nº 55-B desta última, o prédio da esfera-armilar em coma induzido para obrinha Val(a)sassina, ao lado, o que ardeu ao lado continua reduzido a uma fachada. Parece a comédia do Grande Elias, por acaso parece: Derrocada em prédio devoluto de Lisboa obriga a realojar dezenas de estudantes, in Público 5.12.2019.

É uma vergonha o que se passa (há bué) no Arquivo Municipal de Lisboa:


Expo Pardal Monteiro, até 23 de Fevereiro, no Museu do Dinheiro


28/11/2019

Praga e os bons exemplos a seguir



Pedro Machado

OPINIÃO

In Público (28 de Novembro de 2019)

Se fizermos uma comparação com a cidade de Lisboa existem alguns aspectos em Praga que revelam um funcionamento incomparavelmente melhor de alguns serviços e instituições.


«Em 2001, alguns dos meus colegas de faculdade pensaram em fazer a viagem de finalistas à República Dominicana. A opção não se afigurava muito satisfatória para mim e para outro amigo e decidimos ir para outra República, a Checa, da qual tínhamos ouvido falar muito bem mas não sabíamos propriamente o que iríamos encontrar pela frente. Chegámos a Praga em Abril desse ano. De repente um novo mundo se revelou diante dos nossos olhos. Umas vezes chovia e outras ainda nevava, mas fazia sempre muito frio. A arquitectura era bastante diferente da nossa, sobretudo com a quantidade interminável de edifícios Art Noveau e Art Déco e toda a atmosfera medieval que resultava do labirinto de ruas sinuosas do centro histórico e das torres góticas que pontuavam pela cidade. Deambulávamos incessantemente pela ponte Carlos entre Malá Strana e Staré Město. Com frequência, músicos talentosos tocavam na rua música clássica ou música jazz. A gastronomia, praticamente desprovida de peixe, não seria nada de nos fazer invejar mas ainda assim tinham uma série de sabores novos que nos eram dados a conhecer: o famoso goulash, as sopas bem mais condimentadas, o nakládaný hermelín - o queijo do tipo camembert servido com pimentos e cebola, os chlebíčky, as versões locais de canapés, o medovnik, o delicioso bolo de mel e nozes e ainda o vepřové koleno, o saboroso joelho de porco assado servido com mostarda e rábano ralado, tudo isto regado com cerveja de óptima qualidade sempre servida em doses de meio litro. A língua, à altura praticamente incompreensível mas também intrigante e fascinante, tornou-se numa espécie de desafio pessoal. As pessoas deste país da Europa Central tinham obviamente um aspecto bastante diferente de nós e isso acentuou ainda mais o exotismo de toda a experiência. O meu amigo acabou por ir viver para lá e aí constituiu família. Para mim, Praga tornou-se a partir desse momento um destino frequente, em 2004 vivi lá por um período de 5 meses, e voltei com bastante frequência. Por isso o que vos vou descrever a seguir resulta de uma observação repetida ao longo dos últimos 18 anos distribuída por diferentes épocas do ano.

O pavimento que é cada vez mais em calçada e também com padrões artísticos, apresenta um óptimo estado de conservação, é raro encontrar buracos, pedras soltas, altos ou depressões como se vê frequentemente por aqui, mesmo o pavimento que bordeja as caldeiras das árvores encontra-se em boas condições. Ao contrário de Lisboa, em Praga aposta-se na substituição do cimento e alcatrão por calçada, que eles consideram ser mais bonita e que mantém alguma permeabilidade dos solos. Falando sobre pavimentos permitam-me referir uma situação pessoal que considero elucidativa - no dia 13 de Fevereiro de 2019 fiz uma participação à CML a alertar para o mau estado da via na travessia de peões entre a Rua Augusta e o Rossio, as pedras estavam desalinhadas e nos dias de chuva formavam-se largas poças de água; fui notificado sobre a recepção e encaminhamento da reclamação mas a situação permanece inalterada passados 9 meses, ou seja, não só não se faz uma manutenção activa e regular da via pública (veja-se por exemplo o estado lastimável da Rua das Escolas Gerais e Rua dos Cavaleiros) como parece não existir capacidade de se responder em tempo razoável às justas reclamações dos munícipes.

O sistema de transportes em Praga, sob gestão integralmente pública, é de altíssima qualidade. Nunca presenciei uma única avaria do metropolitano, nem atrasos, e a frequência, mesmo a programada, é bastante superior à de Lisboa, em algumas linhas e em determinados horários chegam a ter 20 comboios por hora.

À superfície, a cidade é servida por mais de 20 linhas de eléctrico e por linhas de autocarro complementares. Além disso, a rede de eléctricos funciona durante toda a madrugada, de forma muito abrangente. Mesmo as paragens intermédias têm inscrito em papel os tempos exactos de passagem. Não só a frequência é muito elevada como a pontualidade é quase irrepreensível, dois indicadores que em Lisboa deixam muito a desejar.

Praga está atafulhada de turistas e é por vezes difícil circular em algumas ruas mesmo que exclusivamente pedonais. Também existem carteiristas, infelizmente, o que é muito pouco provável é que seja abordado e importunado no meio da rua para me venderem estupefacientes, falsos ou não.

É muito raro encontrar lixo acumulado nas ruas como infelizmente acontece amiúde em Lisboa.

Ao contrário do que acontece na nossa capital, os prédios devolutos e notoriamente em estado de abandono e degradação são em Praga uma raríssima excepção e não algo que se vê em abundância como na Baixa de Lisboa, ainda que nos últimos anos tenham sido aí recuperados, a acreditar nas fachadas, um número significativo de edifícios.

Por último é com agrado que vejo que em Praga souberam conservar as suas tabernas históricas - parte importante da sua cultura onde a produção e consumo de cerveja ocupa lugar relevante - praticamente iguais ao que eram há várias décadas atrás, das quais são exemplos U Zlateho Tygra, U Hrocha ou U Jelinku. Sobre U Zlateho Tygra conta-se aliás uma história curiosa, que no tempo entre guerras ali se terá sentado o primeiro-ministro de França, Herriot, de forma completamente incógnita e ali terá comido um pescoço de porco enquanto convivia com os demais clientes da taberna, algo impensável nos nossos dias. Em Lisboa infelizmente, temos vindo a perder todas as tabernas uma a uma e a trocá-las por wine bars, tapas, gin, hamburguerias e kebabs.

Praga também tem as suas chagas, claro, o centro está pejado de lojas de souvenirs muito acima do que seria necessário ou sequer razoável, existem muitas casas de câmbio que praticam taxas exacerbadas e os subúrbios são na sua maioria feios e demasiado uniformes.

E é tudo mau na gestão de Lisboa? Certamente que não e nem todos os problemas dependem da administração local. A ampliação de espaços pedonais, a criação de ciclovias e sistema de bicicletas partilhadas e a requalificação de alguns espaços públicos (veja-se o excelente restauro do miradouro de Santa Luzia) contam-se entre alguns passos muito positivos dos últimos anos, mas a comparação com outras cidades mostra-nos que ainda há muito caminho a percorrer.

Certamente que há diferenças de base nas duas cidades que justificam uma maior dificuldade da cidade de Lisboa em ultrapassar alguns problemas. Por exemplo grande parte da rede de eléctrico em Praga funciona em via segregada, algo difícil de implementar na malha urbana mais antiga de Lisboa, mas já a regulação do tráfego é algo em que se pode intervir e tem consequências directas sobre a fluidez do transporte público. A esse propósito convém lembrar o gigantesco investimento de recursos na sub-urbanização da área metropolitana quando o centro de Lisboa literalmente apodrecia dando origem a um movimento pendular diário de 400 mil viaturas entre Lisboa e as periferias, ou seja, uma política de ocupação mais racional do território e um maior investimento em transportes públicos poderiam ter minorado bastante esta tragédia permanente.

O Presidente da República gosta de dizer que somos tão bons como os melhores do mundo, algo que se pode interpretar benevolamente como um estímulo a uma maior auto-estima e capacidade de superação. Lamentavelmente existem ainda muitos domínios em que essas virtudes não se manifestam.»

Matemático; membro do Fórum Cidadania Lx; autor do livro "A Lisboa que eu imaginei"

Conferência 28 Novembro 19h: Júlio de Castilho


26/11/2019

Retirada de placa da SPA de prédio nos Restauradores - exposição ao PCML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, JF, Vereador do Urbanismo, Vereadora da Cultura, DGPC, SPA e media

Trazemos ao conhecimento de V. Exa. uma situação que nos parece estranha e que passamos a enunciar:

Logo após se ter verificado que, no seguimento das obras de reabilitação do edifício sito na Praça dos Restauradores, nº 13, havia sido retirada da fachada a placa evocativa (foto em anexo) que dá conta dali ter funcionado a primeira sede da Sociedade Portuguesa de Autores, foi contactado o Pelouro da Cultura da CML no sentido de localizar a mesma e instar o proprietário do edifício a recolocá-la no devido lugar.

Seguiu-se uma troca de correspondência, por vezes surreal, sendo agora confrontados com uma resposta definitiva da parte dos serviços da CML:

«1º ponto: referente à placa comemorativa alusiva à criação da primeira sede da Sociedade Portuguesa de Autores retirada da fachada do edifício (propriedade privada) sito na Praça dos Restauradores, 13, por motivos da reabilitação do imóvel. Após diligências efetuadas no local junto do responsável da obra, verificou-se que não tinham intenção de a recolocar após a conclusão dos trabalhos. Dado que a placa não é propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, foi entregue em devido tempo à SPA encontrando-se nas suas instalações. Segundo o Sr. António Castro, a Sociedade Portuguesa de Autores está a preparar uma resposta por escrito endereçada aos Serviços da CML. sobre a possibilidade de encontrarem uma solução para a sua recolocação noutro local.
2º ponto: referente à questão levantada sobre a colocação de uma placa de homenagem à figura de Adelaide Cabete (1867-1935). De mencionar que se trata de uma das mais importantes mulheres do Século XX, médica obstetra e ginecologista, que teve um consultório médico exatamente no mesmo edifício da Praça dos Restauradores, 13. Somos da opinião que seria eventualmente oportuno e faria mais sentido a colocação de uma placa no edifício da sua residência em Lisboa, na Rua Frei Francisco Foreiro, nº 3, à Freguesia de Arroios.»

Ou seja:

1. Desde há muitos anos que existe determinada placa evocativa num prédio privado de Lisboa localizado no Conjunto de Interesse Público da Avenida da Liberdade (Portaria n.º 385/2013, DR, 2.ª série, n.º 115, de 18-06-2013).
2. Decorre desta classificação que, salvo parecer de especialista em contrário «não são admitidas alterações à volumetria, morfologia, alinhamento e cérceas, cromatismo e revestimento exterior dos edifícios…» (alínea a) do ponto 2), ou seja, não é permitida a abertura de novos vãos nem revestimentos novos como o que foi agora colocado na base da fachada.
3. Independentemente de ser um edifício privado, a placa foi colocada depois de devidamente autorizada, certamente com o empenho dos serviços da CML à época.
4. A placa em causa está ligada à história da cidade e do país.
5. Os serviços de Urbanismo e de Cultura da CML tiveram conhecimento da vontade do promotor e do projectista em abrirem novos vãos na fachada, colocarem outro tipo de revestimento na base da fachada e retirarem a placa referida, desde a submissão do Pedido de Informação Prévia respectivo e mesmo assim nada fizeram em contrário.
6. É apresentado o protesto à CML e esta responde que o prédio é privado, a placa pertence à SPA e esta já a tem com ela e quer colocá-la noutro local.

Mais se estranha a remoção da placa quando se reconhece que o edifício se valoriza com a todos reconhecemos que a existência da placa valorizava (valorizaria) o edifício em questão.

Colocamos à consideração de V. Exa., Senhor Presidente, esta história, que a História não merece.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Jorge Pinto, Júlio Amorim

Gaita


A estupidez, pelos vistos, continuará por mais anos, e não me parece que o vira lhe/nos valha. Gaita.

Publicidade ilegal no Teatro D. Maria II (MN)


À DGPC:

Exmos. Senhores

Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento sobre a legalidade desta publicidade, relativa a estabelecimento de restauração localizado no interior do Teatro D. Maria II, Monumento Nacional (Decreto n.º 16/2012, DR, 1.ª série, n.º 132, de 10-07-2012).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Nuno Caiado

24/11/2019

Redução de passeios (Rua da Imprensa)


«REDUÇÃO DOS PASSEIOS NA RUA DA IMPRENSA (À ESTRELA)», POR RICARDO BASTOS

24/11/2019, 12:24 (há 20 horas)

Chegado por e-mail:

«Bom dia,
Constatei hoje ao descer a Rua da Imprensa à Estrela que ou a CML ou a JF da Estrela estão a proceder a uma redução drástica do passeio que me parece francamente ilegal, para aumentar os lugares de estacionamento.
Creio que existe uma dimensão mínima legal que estas obras violam. Ademais, é visível que o passeio ficará tão pequeno que não passam cadeiras de roda ou carrinhos de bebé. Como é que um retrocesso destes é autorizado, numa zona consolidada e quando a CML anda a fazer precisamente o oposto no resto da cidade?
Nas fotos é perceptível a dimensão original do passeio e a dimensão que agora lhe vão dar... Uma vergonha.
Vejo muitas vezes obras das juntas de freguesia em direto contrassenso com o que tem sido a direção da CML.
Obrigado à Cidadania LX»

21/11/2019

Parque canino junto ao Aqueduto das Águas Livres / protesto e pedido de remoção


Exmos.Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António


 CC. AML, DGPC e media

Perante a implantação de um parque para cães em canteiro ajardinado mesmo junto ao Aqueduto das Águas Livres (Monumento Nacional), do lado da Rua das Amoreiras, tendo como cenário magníficos painéis de azulejos do século XVIII, a Capela de Nossa Senhora de Monserrate e, mais abaixo, o busto em honra de Tito de Morais, legitimamente, perguntamos se,

*  Haverá na CML e na Junta de Freguesia quem pense o espaço público?

 * O projecto foi submetido à DGPC e por ela autorizado?

Na verdade, é com enorme perplexidade que assistimos à violação da zona de protecção àquele monumento nacional, prejudicando notoriamente a grandiosidade e a beleza intrínseca do local e em nada contribuindo para a reabilitação daqueles talhões ajardinados, outrora bem agradáveis e bonitos à vista.

Não só o aspecto da construção – talvez admissível noutra zona que não ali - como o tipo de uso parecem-nos completamente incompatíveis com a dignidade do local, para não dizermos escandalosamente medíocres e à margem da excelência de espaço público que se pretende para a nossa cidade.

Compreende-se a ânsia de corresponder a faixas da população que têm cães de companhia, mas isso não pode levar a desrespeitar os locais que, com toda a segurança, não têm vocação para acolher iniciativas deste tipo.

 Não temos conhecimento que tal seja possível junto a monumentos desta importância em outras cidades e capitais europeias. Porque tem que ser possível em Lisboa?Assim, apela-se ao bom senso das autarquias pedindo a:

* Imediata reparação do dano com a retirada do parque.

* E a sua implantação noutro local que não fique na zona de protecção do Aqueduto e não prejudique o local.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Eurico de Barros, Júlio Amorim, António Araújo, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Jorge D. Lopes, Fátima Castanheira

Foto: Ana Sousa Jardim, in Facebook

Arquivo Municipal de Lisboa está a morrer e com ele a história da cidade



Chegado por e-mail:

«Arquivo Municipal de Lisboa está a morrer e com ele a historia da cidade

Boa tarde
Apelamos à divulgação e a juntarem-se à concentração que se vai realizar dia 28 de Novembro de 2019 às 10 horas, junto às instalações do Arquivo Municipal de Lisboa no Bairro da Liberdade para protestar contra o estado do acervo documental da cidade que se está irremediavelmente a perder.
A concentração tem apoio do sindicato do município e dos funcionários do Arquivo que se irão concentrar oriundos dos vários polos junto a esta instalação.
O protesto é contra as condições totalmente inadequadas dos edificios onde o Arquivo de encontra instalado e que se trduz hoje em perda irreversivel do acervo da cidade.
Contamos com a presença de orgãos de comunicação social .
Divulguem também a petição pública lançada por um conjunto de funcionários I(!!!) que já foi entregue na Assembleia Municipal : "por um arquivo único e digno para o Arquivo.
Este é um acto de cidadania dos próprios funcionários do Arquivo Municipal de Lisboa.
Juntem-se á causa em defesa da memória e da história da cidade.

Um lisboeta e utilizador do Arquivo.»

Foto in site da CML

20/11/2019

Finalmente, a Casa da Pesca tem a cobertura que o MAMAOT prometeu em 2012 e nunca cumpriu. Obrigado à CMO e à DGTF.


E agora É PRECISO AVANÇAREM COM AS OBRAS DE RESTAURO!
Devidamente acompanhadas pela DGPC, claro.

Foto in site da Câmara Municipal de Oeiras

19/11/2019

Escola Agostinho da Silva - parabéns à CML e pedido de remoção de fibrocimento


Exmo. Sr. Vereador Manuel Grilo
CC. PCML, AML e JF Marvila


No seguimento da re-inauguração a 17 de Setembro de 2019, da escola básica Agostinho da Silva, em Marvila, apresentamos os nossos parabéns à Câmara Municipal de Lisboa pelas obras efectuadas, pois a escola ficou muito bonita (fotos em anexo).

Todavia, gostaríamos de saber qual o motivo porque, tendo a campanha de obras demorado vários anos (o concurso remonta à vereação do dr. Jorge Máximo), o edifício fronteiro daquele complexo não foi devidamente recuperado, não foram removidas as suas coberturas em fibrocimento e não foi finalizado o arranjo do espaço público envolvente, designadamente quanto à proibição de estacionamento na rua, caixotes do lixo e edifícios em ruína junto ao parque infantil (foto1 a foto14).

Pedimos que nos esclareçam também se irão proceder à colocação da placa com a barca e os corvos, que foi removida e se encontra abandonada, como a imagem em anexo documenta (foto 6), ou qual o seu destino se não for recolocada?

Juntamos três curiosas fotos de Amândio Maia Serôdio, dos anos 60 (fonte: Arquivo Municipal de Lisboa), por alturas da inauguração da mesma escola, vendo-se numa delas as crianças durante uma representação de uma peça de teatro.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, Júlio Amorim, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Fátima Castanheira, Pedro Henrique Aparício, António Araújo e Maria do Rosário Reiche

18/11/2019

E continua o velho problema do Portugal Novo


OPINIÃO

Rui Pedro Martins

A municipalização do Bairro Portugal Novo arrasta-se já há muito tempo naquilo que, juridicamente é, basicamente, um pântano.

16 de Novembro de 2019, 2:38

O Bairro Portugal Novo, situado na freguesia do Areeiro, não muito longe da Rotunda das Olaias é, provavelmente, único em todo o país. Com efeito, não deve haver mais exemplos de um bairro inteiro em que as casas, simplesmente, não têm dono e ninguém pode, quarenta anos depois da construção, exibir um único título de propriedade uma escritura e onde as ditas “puxadas” de água, luz e até gás e Internet são frequentes.

Construído na década de 1970 por uma cooperativa de habitação, falida na década seguinte, o bairro está sobre terrenos municipais mas com edificado que não pertence, de facto, a ninguém e que é habitado por mais de 1400 pessoas (ninguém conhece o número exacto) em 300 fogos, havendo ainda algumas dezenas habitados pelos cooperantes originais ou pelos seus herdeiros directos e tendo sido os restantes (a maioria) ocupados (mas nem todos habitados) de forma mais ou menos violenta desde meados da década de 1980, num processo que continua até aos dias de hoje e que esteva na origem do grande pico de violência, com tiroteio de casa a casa e de esquina a esquina de 2009.

Recentemente, desde Março de 2018, registou-se um grande agravamento da venda e consumo de drogas pesadas dentro do Bairro, havendo inúmeros relatos de consumidores injectando-se nos vãos de escadas, em carros abandonados, nos espaços verdes do novo Parque Urbano do Vale da Montanha, sob o viaduto do Metro das Olaias e, por vezes, mesmo em frente às crianças que vivem no bairro. Este aumento de venda e consumo alterou a ecologia humana das freguesias em redor através de um aumento nítido da população sem abrigo e toxicodependente que pernoita nos bairros em redor onde se praticam (Areeiro) alguns dos preços mais caros por metro quadrado de Lisboa com um aumento da mendicidade e dos chamados “furtos de ocasião” associados a este tipo de dependências: assaltos por quebra de montras, furtos de bicicletas e partes das mesmas e invasões de residências através de janelas e sótãos.

A agravar e a impedir a resolução deste imenso imbróglio existe uma dívida de mais de 10 milhões de euros por parte da antiga cooperativa que construiu o bairro ao Ministério das Finanças e que contribui para que a sua eventual municipalização (a única solução viável no curto prazo) se arraste já há muito tempo naquilo que, juridicamente é, basicamente, um pântano. Em meados de 2017, o núcleo Vizinhos do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa lançou uma petição apelando a essa municipalização que foi entregue na Assembleia Municipal e que está, ainda, a recolher assinaturas para o seu futuro envio à Assembleia da República, que foi desencadeada por notícias recentes de ocupações de casas e onde, em Março de 2018, um idoso de 89 anos foi assassinado à faca num decurso de um processo obscuro mas que pode estar ligado a uma tentativa de ocupação da sua habitação. Urge assim resolver o problema da dívida da antiga cooperativa ao Tesouro (Ministério das Finanças), aproveitando o cruzamento de estar, hoje, na Câmara de Lisboa e no Governo, o mesmo partido político e de este ter em ambos os círculos de governação um apoio directo ou tácito dos mesmos partidos, e começar, finalmente, este bloqueio. Recorde-se que os habitantes do bairro vivem em más condições, com um edificado que não cessa de se degradar e que não teve obras de manutenção desde meados da década de 1980 havendo, consequentemente, o perigo de um colapso estrutural a qualquer momento, o qual tem sido agravado pelas muitas obras ilegais que, nas últimas décadas, foram realizadas, e que, nos últimos meses, se parece ter intensificado o ritmo das ocupações de fracções, antigas lojas e “vendas de chaves" ou alugueres clandestinos a 300 euros mensais: tudo à margem da lei.

Urge resolver o problema da dívida a uma entidade que não existe desde a década de 1980, será do interesse de todos que isto se resolva rapidamente. Os habitantes também ficaram desiludidos com o facto de o levantamento dos moradores e os arranjos urgentes ao edificado, que se prometeram em campanha, em 2005, não ter sido posto em prática. O tema está na agenda da Câmara Municipal de Lisboa e faz parte do programa de Governo para a cidade. É importante que se resolva, finalmente, um problema com já tantos e tantos anos e que afecta tantas das famílias - moradores sem ligação ao tráfico e moradores dos bairros em redor - que aqui, praticamente no centro de Lisboa, habitam.


Membro do Fórum Cidadania Lx e fundador dos Vizinhos do Areeiro

11/11/2019

Judiciária a braços com nova “epidemia” de roubos de azulejos....

Depois de anos de acalmia, este ano já foram abertos pelo menos 30 processos por roubo de azulejos históricos na região de Lisboa. Só um vendedor da Feira da Ladra tinha na sua posse peças no valor de mais de 48 mil euros.



É um tipo de crime que estava em contracção mas que nos últimos tempos voltou em força: só este ano, a Directoria de Lisboa da Polícia Judiciária (PJ) abriu pelo menos 30 processos por roubo de azulejos em vários edifícios históricos do distrito. Depois de alguns anos de acalmia, a Brigada de Obras de Arte da PJ fala agora em “epidemia” para classificar esta nova vaga de furtos.


Quintas senhoriais, palacetes e outros edifícios antigos e históricos, privados e públicos, em Lisboa, Oeiras, Sintra, Estoril, Odivelas, Famões, Caneças ou Cascais, têm sido alvo destes furtos recentemente. A PJ segue o rasto dos larápios e sabe que estão organizados. Actuam divididos em dois grupos que procuram especialmente painéis dos séculos XVII e XVIII, mas também não se fazem rogados perante azulejos mais contemporâneos.

De acordo com fonte da PJ que se dedica à investigação deste tipo de crimes, um bom azulejo vale, no mínimo, 100 euros. Muitos são vendidos aos turistas na rua, nomeadamente na Feira da Ladra, onde não faltam antiguidades, e os de maior valor aparecem nos antiquários e por vezes em leilões. Também já têm aparecido azulejos furtados à venda em sites e redes sociais na Internet.

Em Lisboa, um só vendedor, que habitualmente marca presença na Feira da Ladra, tinha na sua posse cerca de 48,5 mil euros em azulejos portugueses. Entre os vários painéis encontrados numa das suas casas estavam quatro de um conjunto de 17 painéis furtados em 2001 no Palácio Belmonte, em Alfama, e cujo processo já tinha sido arquivado. Segundo dados da Brigada de Obras de Arte da PJ, só estes quatro painéis estavam avaliados em 23,5 mil euros. Estiveram desaparecidos 17 anos.

A investigação deste caso iniciou-se a 31 de Outubro de 2016, quando representantes de uma empresa privada apresentaram queixa na PJ pelo furto de um painel de 90 azulejos do século XVII, avaliado em 25 mil euros, de um prédio junto ao Campo Mártires da Pátria, em Lisboa, onde estavam a realizar obras. No âmbito dessa obra, e para preservar os azulejos, foram fotografados todos os painéis e assim que deram pela falta de um deles foi feita a queixa e enviadas as fotografias.


No decorrer da investigação, um dos inspectores deslocou-se à Feira da Ladra e apercebeu-se que um dos vendedores, bastante conhecido nesta área da venda de azulejos, tinha na sua posse um que se destacava por ser semelhante aos que tinham sido furtados no Campo Mártires da Pátria. Destacava-se até pelo preço. O vendedor estava a pedir por um único azulejo 400 euros. Questionado, disse que lhe tinha sido vendido por um cidadão de Leste e que lamentava não ter o painel completo, pois jamais conseguiria vender o exemplar único que tinha na sua posse e o guardaria para a sua colecção privada.

A investigação prosseguiu até que foi encontrada uma fotografia do painel completo num antiquário de Lisboa. Para espanto dos inspectores, o antiquário identificou o vendedor da Feira da Ladra como o homem que tinha o painel para vender.

Numa das casas deste homem, em Oeiras, os inspectores viriam então a descobrir não só o painel furtado em 2016, como os do Palácio Belmonte, desaparecidos desde 2001. Além destes, e de acordo com a PJ, foi possível recuperar ainda azulejos que tinham sido furtados do edifício do Banco de Portugal, na Baixa de Lisboa, e que tinham desaparecido depois de terem sido encaixotados por causa de umas obras. O vendedor da Feira da Ladra acabou acusado e foi a julgamento, mas não houve condenação porque os queixosos decidiram entretanto fazer um acordo.

30 processos só este ano.
Este é apenas um exemplo deste tipo de crime e do circuito que a mercadoria faz até ser vendida. Segundo fonte da Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária, “infelizmente, e depois de uma época ligeiramente mais calma”, o roubo de azulejos “voltou a aumentar” como uma “epidemia”.

O mesmo é confirmado pelo Projecto SOS Azulejo do Museu de Polícia Judiciária, que nasceu em 2007 da necessidade de combater a grave delapidação do património azulejar português que já então se verificava. Se, em 2017, o SOS Azulejo dava conta que os furtos tinham diminuído em 80%, agora a realidade é outra.

Entre 17 de Janeiro de 2018 e 22 de Julho de 2019, a PJ abriu 40 novos processos de investigação a furtos de azulejos – a maior parte, 30, são já deste ano. “No Verão chegámos às 11 queixas por mês”, refere fonte da PJ, sublinhando que este fenómeno está a voltar em força para preocupação das autoridades.

Têm sido recuperados muitos azulejos no âmbito das várias investigações abertas, caso dos 130 azulejos do século XVII que a PJ recentemente recuperou e que tinham sido roubados nos últimos dias de 2018 de uma galeria do Mosteiro de Odivelas. No âmbito deste processo já foi detido um indivíduo, mas a investigação prossegue.


Os inspectores da Brigada de Obras de Arte levam a cabo fiscalizações frequentes aos antiquários e outros locais onde se comercializam antiguidades. Ao longo dos anos foi também estabelecida alguma colaboração com vendedores, alguns dos quais comunicam às autoridades qualquer situação suspeita que possa eventualmente ter contornos ilegais.

in Público 2019-11-11
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"O vendedor da Feira da Ladra acabou acusado e foi a julgamento, mas não houve condenação...."

É realmente de bradar aos céus . E esses "vendedores" da Feira da Ladra estão em actividade há quantas décadas? umas penas bem pesadas para vendedores e compradores não resolveria a situação? Como de costume, os problemas não se resolvem....arrastam-se.

08/11/2019

Parque das Nações, dia de websummit, milhares e milhares de pessoas a atravessar entre o Vasco da Gama e a Estação do Oriente, no meio dos carros, com sinal de peões vermelho, etc. E as passagens pedonais superiores orgulhamente encerradas.
(foto meramente ilustrativa)



05/11/2019

Lidl no Estádio do Restelo /Pedido de esclarecimentos e debate à CML/JF e Clube Os Belenenses


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Presidente da JF Belém
Dr.Fernando Ribeiro Rosa,
Exmo. Senhor Presidente do Clube de Futebol Os Belenenses
Dr. Patrick Morais de Carvalho,
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Geral de Os Belenenses
Dr. Pedro Pestana Bastos 


CC. AML e media

Constatámos a colocação no Estádio do Restelo de um cartaz anunciando a futura construção de um supermercado Lidl no extremo Sul do estádio (fotos em anexo), no âmbito de uma "requalificação" do mesmo, a qual, tendo em conta a informação disponível on line, envolverá construção nova à volta de 3mil m2, inseridos por sua vez numa zona comercial com mais de 5mil m2 de construção nova, e ainda mais construção nova na zona actualmente ocupada pela bomba de gasolina da Repsol.

Considerando que o Estádio do Restelo está classificado na Carta do Património anexa ao Plano Director Municipal (item 32.04 Estádio do Restelo/ Av. do Restelo);

Considerando que nas imediações do Estádio do Restelo existem já superfícies comerciais de média e grande envergadura (Continente, Pingo Doce, Mini-Preço, El Corte Inglés);

Considerandoo caos automóvel que já existe em toda a zona envolvente do estádio,especialmente de 2ª a 6ª Feira e decorrente da existência de vários colégios,mas também em dias de jogos;

Considerando o forte impacto urbanístico da construção agora anunciada para o extremo Sul do Estádio do Restelo, desvirtuando um bem supostamente protegido pelo PDM;

E considerando o previsível forte impacto que essa construção nova implicará não só a nível do estacionamento e trânsito em toda a zona, mas também nas vistas desafogadas que hoje se desfrutam do Estádio do Restelo para o Tejo e da via pública (Rua dos Jerónimos e Avenida do Restelo) para o mesmo estádio, mesmo na presença da estação de serviço;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente da CML, que nos esclareça sobre:

*Qual o parecer da Comissão Consultiva do PDM acerca de uma construção que altera a leitura do conjunto classificado no PDM?
* Se existem estudos de tráfego que suportem a construção desta nova edificação naquele local?
* Se existem projecções virtuais sobre o impacto do mesmo no sistema de vistas de e para o estádio?

Solicitamos, ainda que nos informe sobre a nova localização da referida estação de serviço. E, nesse sentido, dê indicações aos Serviços para promoverem uma consulta pública à população.

Ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Belém, solicitamos que nos esclareça sobre como é possível que um assunto desta natureza, com os impactos já referidos,seja totalmente ignorado pela Junta de Freguesia, de quem não se conhece qualquer tomada de posição oficial nem que tenha organizado qualquer sessão de esclarecimento.

Independentemente da probidade da iniciativa no seu cômputo geral, ao Senhor Presidente do Clube de Futebol Os Belenenses, solicitamos que nos esclareça sobre o seguinte:

*Esta nova construção para o Lidl é a única futura construção planeada/promovida por essa Direcção para o recinto desportivo de Os Belenenses, ou está prevista mais alguma nova obra para os terrenos ou/e para o próprio Estádio do Restelo?
*A posse dos terrenos onde se pretende construir o supermercado Lidl, não foi transmitida ao Clube com um determinado fim específico? E se tal se verificar não estaremos perante uma ilegalidade?

Ao Senhor Presidente da Assembleia Geral de Os Belenenses, perguntamos se os sócios do Clube tomaram conhecimento deste assunto e se o mesmo foi sufragado em AG?

Na expectativa, apresentamos os nossos cumprimentos

Paulo Ferrero, Gustavo da Cunha, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Rui Pedro Martins, Vasco Alves, Pedro de Sousa, Irene Santos

04/11/2019

«Perigo no Jardim Fernando Pessa, Areeiro»


(chegado por e-mail)

«Caros Sr,
julgo ser do interesse deste blog divulgar assuntos sobre lisboa, assim, junto em anexo 2 x fotografias tiradas no Jardim Fernando Pessa em lisboa, no dia 21-10-2019 a documentar uma situação de grande risco para qualquer utente do dito jardim, alertei também para situação um polícia municipal ,no dia anterior a estas fotografias,que me disse que iria alertar quem de direito.
Passado uns dias continuava tudo na mesma, decidi tirar umas fotografias ,e comunicar ao vosso blog.
Melhores Cumprimentos
Vasco Riobom»