07/07/2020

Ainda o projecto STC/Stone Capital para o antigo Hospital da Marinha


Cara Mariana Vozone/Stone Capital


C.C. PCML, AML, DGPC e media

Agradecendo a vossa resposta atempada e abrangente, e no seguimento de observações recentes feitas desde o Campo de Santa Clara, em que apenas pudemos descortinar como existentes neste momento a fachada do antigo Hospital da Marinha, sendo tudo o resto um imenso buraco, face à riqueza patrimonial do antigo Colégio Jesuíta, São Francisco Xavier, permita-nos que coloquemos mais algumas questões acerca do projecto em apreço.

Assim, dada a escala quase sem precedentes das demolições da pré-existência e a dificuldade em perceber-se o projecto,

- O que está previsto para o espaço da antiga portaria do Colégio? manter-se-ão as portas, os vidros e as abóbadas? o espaço mantém-se, ou foi já demolido?

- O mesmo se pergunta para a portaria nova - manter-se-ão os azulejos, a volumetria pré-existente? será desmembrado e recomposto, tal como sucedeu no Palácio Santa Helena, dos Condes de São Martinho em Alfama, da responsabilidade do mesmo gabinete de arquitectura?

- O que está contemplado no projecto para o espaço conhecido como sala de distribuição, 2º piso, sublinhando nós a existência de portas com bandeiras envidraçadas, panos de azulejos e o que, nas escadas, aparenta ser umas guardas de ferro-forjado muito interessantes. O projecto pretende mantê-las?

- Sabemos que a escadaria principal teria tectos em abóbadas e panos de azulejos polícromos. O projecto defende a existência desse extraordinário espaço?

- Irá ser integrada a porta do corredor lateral que dava acesso à sacristia, com uma notável moldura de pedra?

- O pátio interno será devolvido expurgado de todas as tubagens existentes? Irá ser entaipado/destruído?

- Por último, qual ou quais as empresas responsáveis pelo levantamento do património existente e onde se poderá consultar na íntegra o relatório?

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Helena Espvall, Pedro Jordão, António Araújo, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, João Oliveira Leonardo, Fátima Castanheira, Pedro de Souza, Pedro Cassiano Neves

Fotos: Virgílio Marques

03/07/2020

Obra na Junta de Freguesia da Estrela

Chegado por e-mail:


«Exmos. Srs.,

Venho por este meio, solicitar a Vossa atenção para a inqualificável obra que está ser realizada no bairro da Lapa, pela Junta de Freguesia da Estrela, onde se está a utilizar um tipo de pavimento, em blocos de cimento cor de laranja, que não só são completamente descaracterizadores do património urbano e imobiliário único deste local, como um verdadeira atentado à calçada portuguesa.

Peço-vos que me ajudem a combater este desastre!

Envio em anexo fotografias da obra, e o link da Junta de Freguesia para a obra: https://jf-estrela.pt/…/686-rua_das_pracas_novo_modo_de_hab

Agradeço desde já,

Com os melhores cumprimentos,

Alexandre Bettencourt»

25/06/2020

Projecto de hotel no edifício da Confeitaria Nacional/Ourivesaria Barbosa Esteves/pedido de chumbo liminar à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo,
Exma. Senhora Vereadora
Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, JF e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. e aos Serviços que tutelam, para que não hesitem em reprovar liminarmente o projecto de alterações, com demolição de interiores, designado por “Hotel Betesga”, promovido pela firma Rottshire, S.A. e previsto para o edifício da Praça da Figueira/Rua da Betesga, abrangendo praticamente um quarteirão uma vez que o edifício se prolonga pelas ruas da Prata e dos Correeiros.

Com efeito, a eventual aprovação pela CML implicará não só a demolição praticamente integral dos interiores deste imponente edifício de génese pombalina, com melhoramentos de qualidade no século XIX (planta de 1899, em anexo, foto 1, in Arquivo Municipal), designadamente a destruição dos estuques e das compartimentações de todos os seus pisos, genuíno, a destruição de uma das abóbadas pombalinas para abertura de elevador de serviço, nas traseiras, e a destruição do saguão e dos respectivos passadiços.

Como terá severas consequências em duas lojas de elevadíssimo valor patrimonial situadas no rés-do-chão, ambas protegidas pela Carta do Património anexa ao Plano Director Municipal de Lisboa e ambas Em Vias de Classificação como de Interesse Público, pela Direcção-Geral do Património Cultural: a Ourivesaria Barbosa Esteves (Rua da Prata, nº 293-297) e a Confeitaria Nacional, sendo esta última classificada Loja com História!

Com efeito, o projecto prevê a demolição integral de todo o interior do edifício com excepção da caixa de escada e de parte das estruturas das lojas referidas, seja no piso térreo seja em cave. Contudo, mesmo aí, por exemplo, o piso e a escada interior da Ourivesaria Barbosa Esteves serão destruídos, criada outra escada em consequência de supostas exigências feitas pela CML no sentido de proibir acessos ao futuro hotel pela Rua da Prata, obrigando a tê-los pela Rua dos Correeiros!

Tudo quanto hoje existe em ambas as lojas será desmantelado e supostamente recolocado na mesma, mas todos já sabemos o que isso significou em operações semelhantes, como no caso da Ourivesaria Silva (Praça Luís de Camões) e da Barbearia Campos (Largo do Chiado). Haverá reforço da estrutura do edifício, betonização dos pisos que irá afectar os espaços supostamente intocáveis das lojas históricas em apreço.

Consideramos caricato que a única preocupação dos autores deste projecto se resuma à preservação das lareiras pombalinas (que irão receber as casas de banho do futuro hotel…), e que, por exemplo, se queira destruir o lindíssimo tecto Arte Nova da Cervejaria Moderna (Rua dos Correeiros, nº 226), elencado na referida Carta do Património, cujo restauro recente, curiosamente, foi acompanhado pelos serviços da CML! (foto 2)

Como curioso é o facto de o futuro hotel prever a sua sala de refeições para o 1º piso da Confeitaria Nacional, abrindo-se para o efeito nova escadaria!

Pelo exposto, e porque continuamos a crer que o Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina não pode ser resumido à mera preservação de fachadas, solicitamos o chumbo liminar deste projecto.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Ana Celeste Glória, Alexandre Marques da Cruz, José Morais Arnaud, Andrea de Monti, Miguel de Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Pedro de Sousa, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Rui Martins, Nuno de Castro Paiva, João B. Teixeira, Helena Espvall, Alexandra Maia Mendonça, Pedro Cassiano Neves, Gonçalo Cornélio da Silva, Henrique Chaves, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado, Pedro Jordão, Irene Santos, Fátima Castanheira, Maria José Stock e Madalena Martins

22/06/2020

Lisboa Capital Verde Europeia - Estado actual dos jardins do Parlamento


O estado actual dos jardins do Parlamento, também designado Assembleia da República e para alguns "A Casa da Democracia", demonstra bem o interesse/desinteresse de alguns lisboetas e das autoridades responsáveis pela manutenção dos jardins de Lisboa, mesmo os mais emblemáticos.


Pinto Soares

18/06/2020

Antigo Convento de Sto. António da Convalescença - Pedido de esclarecimentos à JF S.Domingos Benfica


Exmo.Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica
Dr. António Cardoso

CC. PCML, AML, DGPC e media

Há na estrada de Benfica um conjunto monumental fundado em 1640 que urge preservar e proteger.
Referimo-nos ao antigo convento de Santo António da Convalescença, na Estrada de Benfica, nº 275, cuja descrição histórica V. Exa. verificar em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3026

Sem dúvida que este convento, ou que dele resta, é um marco patrimonial insubstituível da área coberta pela jurisdição dessa Junta de Freguesia.

 Dado o lamentável estado de abandono que se prolonga há demasiados anos, importa saber se:

 - Essa Junta de Freguesia tem algum plano de salvaguarda e valorização de todo o conjunto, entrada, claustro, fachadas com importantes conjuntos de azulejos?
- Há algum levantamento feito de todo o património azulejar?- A Junta de São Domingos de Benfica estabeleceu algum protocolo com a CML para proteger e salvaguardar o que resta deste antigo convento?- Há algum protocolo com a DGPC para que se proceda à actualização da classificação deste antigo convento?- Pretende a Junta de Freguesia lançar algum concurso que venha a promover a valorização do imóvel, bem como do chafariz fronteiro, uma vez que o carácter monumental do conjunto dos dois bens deve ser lido em conjunto.

 Foto: Agendalx.pt. 

Com os melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Gustavo da Cunha, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Jorge Pinto, Helena Espvall, Pedro Henrique Aparício, Maria Ramalho, Odete Pinto, Eurico de Barros, Filipe Teixeira, Maria do Rosário Reiche, José Maria Amador

...

Resposta do Sr. Presidente da JF São Domingos de Benfica:

«Boa tarde,

Em resposta ao vosso email de 18 de junho, o qual agradeço e que mereceu a minha melhor atenção, cumpre-me informar que estamos de acordo quanto ao imóvel em questão ser um marco patrimonial da Freguesia de São Domingos de Benfica.

Relativamente às questões que nos são colocadas confirmo que nunca existiu qualquer protocolo de intervenção celebrado entre a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e as entidades que referem uma vez que tal nunca nos foi apresentado.

Estamos de acordo que seria importante preservar este património e estamos disponíveis para colaborar com entidades como a DGPC, CML e naturalmente com os proprietários deste antigo convento de Santo António da Convalescença caso a esse desígnio sejamos chamados.

Relativamente ao Chafariz de Santo António da Convalescença ou das Águas Boas, fronteiro ao antigo Convento, cumpre-me informar que a EPAL e a Câmara Municipal de Lisboa uniram esforços e celebraram um protocolo que prevê, entre outras coisas, restaurar 18 chafarizes pela cidade de Lisboa entre os quais se inclui este emblemático Chafariz da nossa Freguesia.

Após muita insistência da Junta de Freguesia e da sua população, o Chafariz de Santo António da Convalescença vai ser alvo de uma intervenção de conservação e restauro no corrente ano de 2020 tendo ficado estabelecido no protocolo, após as intervenções, que será a Câmara Municipal de Lisboa a garantir a manutenção e limpeza periódica do chafariz, bem como do espaço público envolvente.

Estamos assim de momento a aguardar que se iniciem as obras de conservação e restauro do Chafariz.

Disponível para o que entenderem por necessário, apresento-vos os meus melhores cumprimentos.

António Cardoso
Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica»

...

Convento de Sto Antonio Convalescenca - Pedido à CML e DGPC (27.6.2020)

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Director-Geral
Eng. Bernardo Alabaça


CC. JF São Domingos de Benfica e media

No seguimento do bom acolhimento por parte do senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, dr. António Cardoso, ao nosso alerta-pedido de esclarecimentos acerca do estado de coisas do antigo Convento de Santo António da Convalescença, sito na Estrada de Benfica, (https://cidadanialx.blogspot.com/2020/06/antigo-convento-de-sto-antonio-da.html);

E porque graças ao empenho de diversas entidades, se conseguiu unir esforços que permitiriam, por via de protocolo, agendar para o corrente ano o início às tão necessárias obras de recuperação de outro importante património daquela Freguesia, por sinal o vizinho Chafariz de Santo António da Convalescença, obra arquitectónica indissociável do conjunto do próprio convento,

Solicitamos a V. Exas. que atentem ao Convento em apreço, e, em conjunto com os seus proprietários e com a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, almejem as condições necessárias para a recuperação urgente deste edifício, garantindo o seu bom uso e, desejável, a sua abertura do público, à semelhança de outros antigos conventos de Lisboa onde tal já é possível. 

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, José Morais Arnaud, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Martins, Pedro Jordão, Helena Espvall, Eurico de Barros, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Filipe Teixeira

Foto: AgendaLx.pt

15/06/2020

133ª Reunião de CML - 2 Aplausos (Museu da Rádio e Atheneu) e 1 Apelo/protesto (Tabaqueira) à CML


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


 CC. PCML, AML, DGPC e media

Serve o presente para saudar a CML, na pessoa de V. Exa., enquanto autor das propostas que serão apreciadas na 133ª reunião camarária de dia 18 do corrente, designadamente no que refere a:

*Deliberar declarar NULA a aprovação do projeto de arquitetura feita em 17/11/2017 pela CML, conhecido pomposamente como projecto “Radio Palace”, por se tratar de um projecto de alterações e ampliação do antigo Museu da Rádio, na Rua do Quelhas, da autoria do atelier ARX e tendo como promotor a Vanguard Properties (Proposta nº 302/2020).Congratulamo-nos com o teor da V/Informação nº 25650/INF/DMURB, um vez que vimos alertando a CML desde há mais de 10 anos para os considerandos que, exactamente, fundamentam a mesma. Lisboa agradece.

*Aprovar o INDEFERIMENTO do pedido de licenciamento para obras de alterações interiores e exteriores no edifício-sede do Atheneu Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Antão (Proposta nº 295/2020), edifício histórico e de elevado valor patrimonial, recentemente classificado de Interesse Público, e indissociável de um clube histórico da cidade de Lisboa, uma agremiação cultural e desportiva que há dias perfez 140 anos!

Também aqui temos vindo a alertar a CML para a necessidade de assegurar que na reabilitação urgente que o imóvel carece, se deve garantir o restauro de todos os elementos patrimoniais, fora e dentro do imóvel, bem como a preservação da cércea do mesmo, a permeabilização de toda a sua colina, recuperando-a como mancha verde da cidade; e que o Clube ali se mantenha sediado, com o seu espólio único e, preferencialmente, assegurando-lhe as condições de viabilização que merece, mormente pelo licenciamento da escola comercial que ali funcionava.

Contudo, não podemos deixar de lamentar a proposta (n.º 301/2020) por si submetida à mesma reunião de CML, no sentido de APROVAR o pedido de informação prévia relativo à operação urbanística a desenvolver no designado Edifício Tabaqueira, em Marvila, apresentado por Wonderempire, Lda.

Tal como fizemos já por diversas vezes, voltamos a apelar à CML para que não aprove este projecto, uma vez que o mesmo irá transformar o edifício marcante da Tabaqueira - que ainda o é, apesar de estar votado há décadas ao abandono e ao vandalismo pelos seus sucessivos proprietários, EDP incluída – numa caricatura ao pretender acoplar sobre aquela um edifício contemporâneo (ver imagens 1 e 2).

Alertamos ainda V. Exa. e a CML para o processo que conduziu a este projecto, uma vez que ainda não está clara a forma como se colocou à margem o contrato com o arq. Renzo Piano e deste com a arq. Grazia Repetto (imagens 3, 4, 5 e 6), que visava a recuperação do edifício da Tabaqueira como espaço lúdico-cultural-comercial, aliás materializada num projecto de grande beleza e "equipamento âncora" para a zona, onde rareiam esses equipamentos.

Lisboa poderia perfeitamente fazer "benchmarking" do que o arq. Norman Foster está a fazer em Madrid, em edifício em tudo semelhante ao da Tabaqueira (https://cincodias.elpais.com/cincodias/2020/06/04/album/1591294723_857689.html?fbclid=IwAR32stdIYh_g9Bbttsr2VUnBs3dTTHUCKaDAF_pChVrUzY_KQd-Xyqfu9LA).

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, Sofia Vasconcelos Casimiro, António Araújo, Alexandre Marques da Cruz, Helena Espvall, Irene Santos, Júlio Amorim, João Oliveira Leonardo, Maria Maia, Fátima Castanheira, Cláudia Ramos

12/06/2020

50 Anos da Morte de Cassiano - chamada de atenção à CML


Exmos. Senhores Vereadores
Eng. Ricardo Veludo
Dra. Catarina Vaz Pinto

CC. PCML, AML, DGPC e media

A propósito das comemorações dos 50 anos da morte de Cassiano Branco, em boa hora lembrados pela Câmara Municipal de Lisboa, vimos por este meio chamar a atenção de V. Exas. para a necessidade de não se permitir o regresso a um passado recente triste, de destruição do valioso património Modernista que a todos nos legou este Arquitecto, e de que o “caso” relativo ao projecto de "alterações" aprovado pela CML no início da 1ª década do século XXI e executado em 2007, para a moradia por ele desenhada em 1930 para o nº 14 da Av. António José de Almeida (na imagem), foi paradigmático.

Posteriormente, contudo, verificar-se-iam mais intervenções descaracterizadoras, com demolição de interiores, em edifícios circunstancialmente não assinados por Cassiano mas por colegas do seu atelier, como foram os casos do edifício de gaveto da Praça João do Rio (2009) e do nº 4 da Praça Ilha do Faial (2015).

Mais recentemente, e para total espanto da generalidade das pessoas que se interessam pelo Património da cidade, mais a mais tratando-se de um exemplar modernista dos mais elogiados pelos especialistas na área, constatou-se a demolição de um dos melhores edifícios modernistas da cidade, a moradia do eng. Bélard da Fonseca, desenhada por Cristino da Silva e que há muito deveria estar classificada de Interesse Público.

Não terão sido por acaso as sucessivas recusas por parte dos serviços da tutela do património, actual DGPC, aos pedidos de classificação submetidos, oportunamente, para o conjunto impressionante de modernistas modernistas da Avenida do México e da Av. António José de Almeida, de que apenas só existem algumas em estado original.

Aproveitamos esta ocasião para renovar o nosso pedido de atenção à Câmara Municipal de Lisboa, em tudo fazer para que os maus, péssimos exemplos acima apontados, não se repitam, colocando-nos também à disposição de V. Exas. no sentido de colaborarmos, na medida das nossas possibilidades, na comemoração desta data tão importante.

E aos serviços da Cultura para desenvolverem, o mais rápido possível, os procedimentos para a classificação como IIM dos prédios de habitação colectiva do Cassiano reconhecidos pelos especialistas como ícones do Movimento Moderno em Portugal como, por exemplo,os imóveis na R. Nova de São Mamede (nºs 3 a 7 e 17), na Rua Almeida Brandão (nº 3)* ou na Rua Castilho (nº 57).

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Maria Ramalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Rui Pedro Martins, António Araújo, Pedro Janarra, Ana Celeste Glória, João Oliveira Leonardo, Maria João Pinto, Maria Maia

Foto: Arnaldo Madureira (década de 60), in Arquivo Municipal de Lisboa

* Correcção

11/06/2020

Global Peace Index....


Isto sim....é motivo de orgulho para todos nós !

05/06/2020

A partir de hoje também estamos no Instagram:


A/c de quem quiser seguir-nos, a partir de hoje também estamos no Instagram:

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Demolição da ala poente do antigo Convento de Santa Joana - pedido de esclarecimentos ao atelier responsável:


Ao atelier Saraiva e Associados,


Tal como nos foi exigido por V. Exas., ser este o "procedimento" para vos contactarmos, colocamo-vos por esta via uma série de questões que se prendem com a destruição já verificada de toda a ala poente do antigo Convento de Santa Joana:

Dada a extensão das demolições num imóvel histórico, embora desvirtuado, e considerando a linguagem usada para justificar o que em nossa opinião é uma grosseira destruição do património da cidade que, apesar de privado, importa saber:

a) Qual o destino de todos os painéis de azulejos encontrados?
b) Qual o destino da colunata destruída?
c) Poderão V. Exas. disponibilizar-nos cópia dos pareceres dos serviços pertinentes, CML, DGPC?
d) Como justificam a construção de um corpo de sete andares, ocupando a ala inteiramente destruída pelo vosso projecto? e) Como justificam a opção por vós feita de contribuírem para o empobrecimento patrimonial da cidade por troca com uma solução imediatista e apenas preocupada com a máxima rentabilização do lote?
f) E, inclusivamente, como justificam o "esmagamento" da própria Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Monumento Nacional e ícone nacional da Arquitectura do Movimento Moderno, pelo novo corpo a construir do lado da Rua Camilo Castelo Branco?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Ana Celeste Glória, Inês Beleza Barreiros, Rui Martins, Jorge Pinto, Fernando Jorge, José Amador, Maria Teresa Goulão, Henrique Chaves, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Pedro de Sousa, Júlio Amorim, Filipe Teixeira, Miguel D. Oliveira, Fátima Castanheira, Sofia Casimiro

Protesto por demolição da ala poente do antigo Convento de Santa Joana


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, DGPC, Vereador Urbanismo e media

Vimos dar-lhe conta, senhor Presidente, da demolição de todo o corpo poente do antigo Convento de Santa Joana, sito na Rua de Santa Marta, vendido pelo Estado e inserido pela CML, oportunamente, nos projectos a desenvolver no âmbito da chamada Colina de Sant’Ana.

Juntamos fotos da ala do antigo convento demolida (foto 1), que tem frente para a Rua Camilo Castelo Branco, como está hoje (fotos 2 e 3) e como irá ficar, com fachada contemporânea e 6-7 pisos (foto 4, in Saraiva e Associados).

É confrangedor assistir-se a este tipo de destruição de Património, sob o epíteto de "reabilitação urbana", que para os promotores e para o arquitecto responsável pelo projecto representa “uma transição delicada entre arquitetura histórica e contemporânea” mas que a nosso ver não é mais do que o atrás referido: destruição de Património, promovida pelo próprio Estado, que vendeu em 2014 este edifício imponente e histórico da cidade sem garantir a sua preservação total, mas também pela CML e pela anterior vereação de Urbanismo, que em 2017 apenas se terá preocupado em assegurar a sua desclassificação em termos de afectação de uso no PDM.

Ficam o nosso protesto e o nosso lamento, fazendo votos para que, doravante, a Câmara Municipal de Lisboa recuse liminarmente semelhantes projectos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Miguel Oliveira, Júlio Amorim, Miguel Lopes Oliveira, Gustavo da Cunha, Pedro de Souza, Helena Espvall, Rui Pedro Martins, Henrique Chaves, Inês Beleza Barreiros, Ana Celeste Glória, Maria João Pinto, Filipe Teixeira, Miguel Jorge, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Irene Santos, Pedro Cassiano Neves, Maria Maia

28/05/2020

Ampliação de edifício junto aos antigos Banhos de São Paulo - pedido de esclarecimentos aos 4 candidatos à OA


Aos Candidatos à Presidência da Ordem dos Arquitectos

Exmos. Senhores Candidatos

Arq. Daniel Fortuna do Couto
Arq. Cláudia Costa Santos
Arq. Gonçalo Byrne
Arq. Célia Gomes


C.C. PCML, AML, Presidente actual Arq. Cidalina Duarte, Presidente da Secção-Sul e Jornal Público

No seguimento do artigo publicado na edição de 26 de Maio do jornal Público (https://www.publico.pt/2020/05/26/local/noticia/ampliacao-ordem-arquitectos-projecto-lisboa-pospandemia-1918053), e independentemente da índole desconcertante das considerações aí reproduzidas, e dos termos e condições do próprio concurso, sobre os quais nos pronunciaremos em detalhe muito em breve.E independentemente, ainda, da reconhecida não actuação e inacção dessa Ordem durante as duas últimas décadas, perante o estado de conservação do edifício em apreço, vizinho à V/sede dos antigos Banhos de São Paulo, edifício esse propriedade da CML à altura, com inquilinos e desde então a precisar urgentemente de obras de conservação;

Solicitamos que nos esclareçam se é vossa intenção levar por diante esta construção dissonante em zona histórica da cidade ou, em vez disso, pugnar pela reabilitação do vetusto edifício oitocentista da Rua da Ribeira Nova, nº 50-60, característico daquela zona e durante décadas desprotegido e ignorado?

Gostaríamos de saber, igualmente, qual o entendimento de cada um de vós, sobre, por exemplo:

* Que tipo de regulamentação em matéria de habitação deve ser desenvolvida na cidade?
* Que tipo de reabilitação do edificado deve ser promovida?
* Qual o papel que será reservado à Ordem na concepção e implementação das políticas de habitação e de reabilitação?
* Qual o entendimento que a OA tem relativamente à observância das regras e preceitos orientadores da UNESCO, ICOMOS, Carta de Atenas, etc. vs. recuperação do património edificado, seja ele de que âmbito e época for?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, João Miguel Mesquita, Bruno Palma, Miguel de Sepúlveda Velloso, Gonçalo Cornélio da Silva, Rosella Ballabio, Eurico de Barros, Maria João Pinto, Virgílio Marques, Rui Martins, Pedro Jordão, Jorge Pinto, Helena Espvall, Irene Santos, Jorge Pinto, Helena Espvall, Irene Santos, Fernando Jorge, Maria Ramalho, Maria do Rosário Reiche, Filipe Lopes, José Maria Amador

27/05/2020

Sem comentários

Já se passaram não sei quantos anos da finalização dos trabalhos na Av. Ribeira das Naus (que necessita de nova intervenção urgente, pois o estado da calçada é indescritível) e na esquina com o Largo do Corpo Santo continuamos com o passeio neste estado.

Remodelação de passadeiras em Arroios



Depois de finalizados os, muito necessários, trabalhos de remodelação de passadeiras na freguesia de Arroios, no início da Rua Damasceno Monteiro, este é o estado em que deixaram a obra. Convém referir que os pilaretes foram derrubados/arrancados, ainda durante o período em que decorriam os trabalhos e havia operários na zona. Não obstante, foi neste estado que deixaram a obra. Acrescento ainda que já fiz 3 queixas no portal Naminharua, e o máximo que consegui foi que remediassem a falta de pedras da calçada, como se vê na fotos seguinte, com areia, terra e um pouco de alcatrão.


Parque de motas da PSP?

Depois de inúmeras queixas, continua o espetáculo diário do parque ilegal de estacionamento de motos no passeio, em frente à PSP na Rua da Palma. Quase que somos levados a perguntarmo-nos se são motos de agentes da própria esquadra da PSP.

21/05/2020

Pedido de obras urgentes/pedido expropriação do Prédio do Tijolo (MIM)

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, JF Estrela, DGPC e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o edifício da Rua Possidónio da Silva, nº 19-33, mais conhecido por “Prédio do Tijolo” (1891-1892), é um edifício notável da cidade de Lisboa e por isso foi muito justamente classificado Monumento de Interesse Municipal (classificação publicada em Boletim Municipal, 28.12.2017).

No entanto, desde a sua classificação pela CML que o “Prédio do Tijolo” foi vendido e revendido, todos os seus moradores foram desalojados, e não se efectuaram quaisquer obras de recuperação, mormente nos seus interiores com elementos decorativos, e a tardoz, nas suas famosas galerias.

Solicitamos, pois, à CML, à semelhança do solicitado em 2014, que proceda a nova intimação ao proprietário no sentido de serem efectuadas as obras de recuperação do imóvel e, no caso de tal não ser acatado pelo proprietário, tome posse administrativa do imóvel ou proceda à sua expropriação, de modo a que este edifício singular seja devidamente recuperado e de novo habitado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Rui Martins, Eurico de Barros, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Pedro de Souza, Fernando Jorge, Filipe Teixeira e Miguel de Sepúlveda Velloso

Fotos de Pedro Cassiano Neves

Enquanto isso, no Fonte Nova:

Enquanto isso, no Fonte Nova:

Exmos senhores boa tarde, tomei ontem conhecimento deste forum que acho deveras util e interessante.

Anexo algumas fotos tiradas da minha casa esta manhã e passo a explicar quanto segue:

1) Moro em Benfica, numa das torres do centro comercial Fonte Nova

2) Fui informada de que, abusivamente, a administração do referido centro comercial colocou SEM CONHECIMENTO DA ADMINSITRAÇÃO DE AMBAS AS TORRES estes novos aparelhos de ar condicionado no terraço, comum às duas torres.

Inclusivamente eu estava em casa quando vi a policia a visitar esta obra horrorosa.

O terraço é uma zona de lazer (ver baloiços ao fundo numa das fotos) e tb tem um campo de tenis. Sobretudo nesta altura, o terraço é bastante utilizado pelos condóminos que fazem caminhadas, corridas, há crianças que brincam e ha pessoas que simplesmente apanham sol.

Uma coisa é haver pequenos aparelhos de ar condicionado que servem para refrigerar o centro comercial, mas outra coisa é esta construção enorme e horrivel que, para além de ocupar uma enorme parte do terraço, tem as "chaminés de exautão" viradas para cima, sabendo-se lá que tipo de vapores sairão dali.

3) Estou deveras preocupada com esta situação - comum a muitos condóminos, pois para além de me sentir invadida por este mamarracho, acredito tb que possa desvalorizar um dia as casas dos pisos mais baixos, caso as queiramos vender.

Muito agradecia que publicassem no vosso BLOG estas fotos.

À vossa disposição, agradeço a avossa atenção e envio os meus melhores cumprimentos.

Christina Martins»

20/05/2020

Requalificação da R Bartolomeu Dias(Belém) – calcetadas 14 caldeiras de árvores


À SRU Lisboa Ocidental

Exmo. Sr. Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e media

No seguimento da requalificação recente da Rua Bartolmeu Dias, em Belém, da responsabilidade dessa empresa municipal, terminada no passado dia 9 de Maio, serve o presente para endereçarmos a V. Exa. o nosso protesto pelo facto de no decorrer da mesma terem sido calcetadas (!) 14 caldeiras destinadas a árvores (ver fotos em anexo).

De facto, até há bem pouco tempo, as caldeiras estavam com terra, o que indiciava que as árvores seriam plantadas, o que se nos afigura ainda mais bizarro, dado, inclusive, o galardão que a cidade de Lisboa ostenta, de Capital Europeia Verde 2020.

Solicitamos, por isso, que sejam plantadas as 14 árvores inicialmente previstas.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rosa Casimiro, António Araújo, Jorge Lopes, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Helena Espvall, Miguel Atanásio Carvalho, João Oliveira Leonardo, Rui Martins, Pedro Malheiros Fonseca, Beatriz Empis, Rui Pedro Barbosa, Maria do Rosário Reiche, Gustavo da Cunha, Pedro Machado, Jorge Pinto, Fernando Jorge

Fotos: JC

19/05/2020

Estado lamentável do Pavilhão de Portugal (MIP) - Pedido de ajuda à 12ª Comissão da AR


Exma Senhora Deputada Ana Paula Vitorino
Presidente da 12ª Comissão de Cultura da Assembleia da República
Exmos. Senhores Deputados


C.C. PCML, AML, DGPC, OA, UL

Este é o estado lamentável e confrangedor em que se encontra hoje o Pavilhão de Portugal, sito no Parque das Nações, Prémio Valmor e classificado Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 240/2010, DR, 2.ª Série, n.º 62, de 30-03-2010).

Uma vez que nem a Câmara Municipal de Lisboa, nem a Direcção-Geral do Património Cultural, muito menos a Universidade de Lisboa, entidade a quem o edifício foi cedido em 2015 (*); parecem interessar-se pela preservação e dignidade deste edifício emblemático da Exposição Universal de 1998 e hoje Património de Portugal;

Somos a solicitar o empenho de Vossa Excelência e dos Senhores Deputados-Membro da 12ª Comissão da Assembleia da República, no sentido de pedirem esclarecimentos à reitoria da Universidade de Lisboa quanto a este estado de coisas, não só pelo exposto mas porque aquando da cedência do mesmo pela CML, a UL comprometeu-se publicamente pela «reabilitação e manutenção do espaço, vocacionando-o como centro de investigação e promovendo diversas atividades de divulgação de ciência, arquitetura e promoção da lusofonia».

Cremos, inclusive, haver motivos mais do que suficientes para ser reavaliada a cedência deste Monumento à Universidade de Lisboa, uma vez que os propósitos iniciais estão longe de ser observados.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Pedro de Souza, Rui Martins, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Gustavo da Cunha, Bruno Palma, Ana Celeste Glória, Jean Teixeira, Virgílio Marques, António Araújo, Irene Santos, José Morais Arnaud, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, José Maria Amador

Fotos: Sérgio Miguel Godinho

(*) O edifício foi pelo Estado à UL a título definitivo.