27/09/2020

O separador central da Av. Fontes Pereira de Melo

Entretanto, parte significativa do separador central da Av. Fontes Pereira de Melo está neste lindo serviço. A CML não multa a empresa de manutenção??

Alerta e fotos de João Rainho

23/09/2020

Rua Camilo Castelo Branco: A mão pesada da "reabilitação" em Lisboa

Em 2011 o FCLX chamou atenção para esta moradia Arte Nova da «Lisboa Entre Séculos»:
 
 
Hoje, em 2020, está como se vê nestas imagens. Em Portugal isto significa que está a ser "reabilitada":
Em 2011 estava assim
 
 

Enquanto isso e Risco avante...

Lá se vai o telhado do Convento do Beato 🙂
Não se preocupem, vem aí zinco com fartura 🙂.

22/09/2020

Loteamento Herdade da Fajã para a zona do Coleginho (Mouraria)Processo n 36/URB/2019/contributo para discussão pública

Não colocação de néons no letreiro do edificido do DN /pedido de esclarecimentos à firma Avenue

Exmo. Sr.
Director-Geral da Imobiliária Avenue
Eng. Aniceto Viegas


C.C. AML, DGPC, Vereador do Urbanismo

Chegou-nos a informação de que não serão instalados os neóns do letreiro cimeiro da fachada do antigo edifício-sede do Diário de Notícias, e por isso nos dirigimos a V. Exa. para que nos confirme, ou não, esta informação.

A ser verdade, é grave que não sejam instalados, porque os néons em causa fazem parte integrante do projecto original de Porfírio Pardal Monteiro, e tal era uma novidade tecnológica da altura muito usada nas cidades.

Escusado será lembrarmos que se trata de um Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986), com todos os direitos, deveres e responsabilidades que tal acarreta para todos nós.

O facto de já se ver uma espécie de calha contínua montada na base das letras que compõem aquele célebre letreiro, faz-nos pensar que a mesma seja para iluminar com LEDs as letras no topo da fachada, o que reforça a nossa preocupação.

Como será do conhecimento de V. Exa. a fachada original projectada por Pardal Monteiro incluía também linhas de néons que sublinhavam as linhas de força da composição da fachada (existem fotos de arquivo e desenhos que ilustram isso, basta consultar o Arquivo Municipal de Lisboa). A fachada modernista da antiga sede do DN, iluminada com néons, é um verdadeiro ícone urbano da Avenida da Liberdade, da capital Lisboa. A remoção dos elementos em néon constituiria um empobrecimento injustificado no âmbito de um imóvel com valor patrimonial de interesse público.

Igualmente, perguntamos se o néon do alpendre da porta principal se irá manter (foto2)?

Congratulamo-nos por nas traseiras, no antigo edifício das oficinas, terem voltado a instalar o letreiro em néon do DN por cima da porta. E congratulamo-nos por ter sido reposta a loggia modernista do último piso, que terá sido fechada nos anos 60 e 70, faz toda a diferença!

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Maria Teresa Goulão, Irina Gomes, António Araújo, Eurico de Barros, Pedro Jordão, Helena Espvall, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Paulo Lopes, Maria Ramalho

21/09/2020

Antigo Convento de Santa Joana: a mão pesada da "reabilitação" em Lisboa

 

Painéis e letreiros publicitários - pedido de protecção em Regulamento Municipal

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. AML e media

No seguimento do desaparecimento sucessivo de placards publicitários e letreiros de antanho, grande parte deles com neóns, que em muito embelezavam os edifícios onde se encontravam afixados, tornando assim mais pobres os nossos bairros e, por conseguinte, a nossa cidade; de que são exemplo recente os casos do belíssimo letreiro dos anos 50, pintado sobre vidro, da antiga mercearia Alzirita (Av. Óscar Monteiro Torres) e do emblemático painel do snack-bar Zé Carioca (Rua da Escola Politécnica);

Considerando que estes painéis publicitários apenas dispõem de uma protecção ténue no caso de as fachadas onde se encontram aplicados serem de edifícios elencados na Carta Municipal do Património ou edifícios de Interesse Público ou Concelhio, ou serem de lojas classificadas pelo programa Lojas com História;

Considerando que o desaparecimento destes painéis não ocorre só por roubo ou por actos de vandalismo, mas também por ignorância ou gula dos seus proprietários, que os vendem ao desbarato;

Apelamos à Câmara Municipal de Lisboa que, no contexto do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa, proceda a uma alteração do seu articulado no sentido de garantir a preservação destes placards, in situ, seja no caso de haver projectos de alterações exteriores dos edifícios, seja no caso de mudança de ramo das lojas respectivas.

Apelamos a que, à semelhança do fundo existente na CML de apoio financeiro a obras nas lojas abrangidas pelo programa Lojas com História, seja criado um mecanismo semelhante para o apoio aos proprietários que necessitem de tal para a manutenção periódica dos referidos painéis.

E que esta alteração ao texto do Regulamento seja devidamente complementada por acções de fiscalização da Polícia Municipal.

Por fim, sugerimos, que a CML promova acções de divulgação destes painéis, elencando-os em itinerários online e outros instrumentos de divulgação turística.

Desta forma a autarquia garantirá o não desaparecimento de uma componente essencial da História da Cidade, da vivência e da identidade dos nossos bairros, preservando uma riqueza patrimonial de Lisboa, que é sistematicamente negligenciada e esquecida.

Colocando-nos à disposição dos serviços da CML para ajudarmos à identificação e mapeação destes painéis, apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Rui Pedro Martins, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Eurico de Barros, Helena Espvall, Irina Gomes, Pedro Formozinho Sanchez, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Carlos Boavida, Paulo Lopes, Carlos Moura-Carvalho, Vítor Vieira, Jorge D. Lopes, Pedro Jordão, Guilherme Pereira, Maria do Rosário Reiche, Pedro Ribeiro, Sofia Casimiro

17/09/2020

Estado do antigo Hospital Miguel Bombarda - pedido de informações à CML, ao Governo e à DGPC

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Ministro das Infraestruturas e da Habitação
Dr. Pedro Nuno Santos
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça


CC: Gab Primeiro-Ministro, AML, JF Arroios e media

Decorrido mais de 1 ano sobre o anúncio feito por V.Exas., e que saudámos, relativo à futura transformação de parte do antigo Hospital Miguel Bombarda em complexo habitacional (https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/hospital-miguel-bombarda-vai-ser-habitacao-acessivelestado-nao-perdeu-dinheiro-11093616.html), e uma vez que não existem quaisquer informações acerca de projectos e planos relativos a esse desiderato;

Solicitamos a V. Exas. que sejam divulgados os edifícios do antigo complexo hospitalar que irão ser transformados em habitação e qual o destino previsto para cada um dos edifícios existentes: edifício principal (Em Vias de Classificação desde 2014 - DR nº 192/2014, de 6 de Outubro), enfermarias em “poste telefónico” e em “U”, antiga cozinha industrial e laboratório (todos inseridos em Zona Especial de Protecção).

E que os projectos sejam posteriormente consensualizados o mais possível junto da população e de todos quantos se têm dedicado a evitar que seja destruído este importante património da cidade de Lisboa e do país.

Chamamos a atenção de V. Exas para o péssimo estado de conservação do histórico balneário D. Maria II (classificado de Interesse Público em 2001), situação que se arrasta há mais de uma década, sem que se vislumbre qualquer recuperação, pese embora as várias promessas feitas nesse sentido ao longo dos anos – existe até um importante estudo de diagnóstico feito pela firma A2P, até agora inexplicavelmente ignorado pela tutela, em que se sugere a colocação de tirantes de sustentação das arcadas do balneário, como forma de garantir o seu não deslizamento.

Igualmente, é confrangedora a situação do Pavilhão de Segurança (o famoso “Panóptico”), também ele classificado de Interesse Público em 2001, que alberga parte do espólio do Museu de Arte Outsider. Com efeito, o edifício precisa de aprumo, limpeza e manutenção, e, tão importante quanto isso, o museu precisa de ser divulgado e acarinhado para ser do conhecimento e fruição de todos, o mais rápido possível.

Podem o Governo e a CML contar sempre com o nosso empenho em contribuir para a salvaguarda e boa fruição pública do antigo Hospital Miguel Bombarda.

Aproveitamos o ensejo para perguntar ao Senhor Director-Geral do Património Cultural quanto à razão de ainda não ter sido finalizada a classificação do edifício principal do Hospital Miguel Bombarda, aberta que foi em 2014!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Carlos Boavida, Fátima Castanheira, Pedro Ribeiro, Júlio Amorim, Bruno Palma, Jorge Pinto, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Helena Espvall, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Irina Gomes, Miguel de Sepúlveda Velloso, Sofia Casimiro

10/09/2020

A quem de direito... !

As árvores de alinhamento nos passeios da zona da Lapa são preteridas por sinais de trânsito, por sinal bem alinhados a perder de vista.

É impressionante a proliferação de sinalética que constitui já uma verdadeira poluição visual que, nomeadamente em bairros históricos, contribui para a sua descaracterização e dificulta, em muitos casos, a circulação dos peões, maioritariamente pessoas com uma idade avançada.
Tempos houve em que as antenas de televisão nos telhados dos prédios em lisboa, a desfeavam de uma maneira marcante, nomeadamente nos bairros históricos em que os prédios baixos, conferiam à cidade uma forma de poluição visual absolutamente inaceitável.
Hoje, desaparecida essa prática, vimo-nos confrontados com uma nova forma de poluição visual: a dos sinais de transito e demais sinalética que prolifera por toda a cidade parecendo não haver regras e tomando mesmo a forma aberrante em alguns casos.
É por demais notória a ausência de árvores nas ruas da Lapa (Freguesia da Estrela) em oposição com a proliferação da sinalética .Quanto a nós esta situação deveria ser alterada, dando às árvores o espaço que elas merecem, contribuindo para o bem estar físico e psicológico dos lisboetas.
Esperemos que algo possa ser feito para alterar esta presente situação.

Que falta de sentido de cidadania levou as entidades responsáveis a emoldurar uma vista maravilhosa do Tejo com dois horríveis sinais de trânsito?

Pinto Soares

03/09/2020

Plantas do Éden à venda na OLX - pedido de resgate à CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, DGPC, Torre do Tombo e media

Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. a nossa consternação e espanto por, neste preciso momento, as plantas originais do Cine-Teatro Éden, se encontrarem à venda na OLX, conforme anúncio disponível aqui: https://www.olx.pt/anuncio/planta-original-cinema-teatro-eden-restauradores-IDv4tTg.html?fbclid=IwAR1Ddf1xO9B8BfikR1VHI2EPnp_bY_7lzAVOOgahrgSsaB4NOZ1FzVajfMI.

Era nossa convicção que tais peças pertencessem, naturalmente, ao Arquivo Municipal de Lisboa, ou seja, fossem Património da cidade.
E é desconcertante, e de certa forma caricato, que, estando a CML e o Arquivo Municipal a assinalar, e bem, os 50 anos sobre a morte do arquitecto Cassiano Branco, estejam à venda na net estas peças por si desenhadas, para aquela que terá sido, porventura, a sua obra maior.

Solicitamos a V. Exas. todo o empenho no sentido de garantirem que estas plantas originais do Cine-Teatro Éden sejam resgatadas e que, juntamente com todo o espólio do arq. Cassiano Branco, fiquem à guarda da CML, para conhecimento e estudo de todo o público, e que, a CML notifique as autoridades com competência para matérias do foro criminal, se for caso disso.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Mariana Carvalho, Jorge Pinto, Vítor Vieira, Ana Celeste Glória, Pedro Henrique Aparício, Inês Beleza Barreiros, José Maria Amador, António Araújo, Maria Ramalho, Pedro Fonseca, Rui Pedro Martins, Carlos Moura-Carvalho, Eurico de Barros, Gustavo da Cunha, Pedro Janarra, Helena Espvall, Bruno Palma, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Pedro Machado, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Sofia Casimiro

28/08/2020

É preciso repor na agenda o projecto de Alameda Verde na 2ª Circular - Memento à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML e media

No dia em que a CML anuncia a re-pavimentação da "Segunda Circular" e uma melhoria do seu sistema de sinalização (https://www.lisboa.pt/segundacircular), medida bem-vinda porque aquela via está em bastante mau estado e continua bastante perigosa, aproveitamos o ensejo para solicitar a V. Exa. e a todo o executivo da CML para que, em ano de Lisboa Capital Verde Europeia 2020, não abandonem o projecto em boa hora anunciado e previsto estar pronto em 2017: 

https://expresso.pt/sociedade/2016-01-06-Segunda-Circular-vai-tornar-se-a-maior-alameda-de-Lisboa?fbclid=IwAR1hhil9XFFYrwi_bZFdKKfiS9ML6IQCvE2kcxmtr9LJJzhWlJqRyhps5tE.

A "Segunda Circular" que todos conhecemos é imprópria de uma cidade civilizada, pelo que o projecto então anunciado por vós não pode cair em esquecimento, só porque o programa concursal correu mal ou porque há quem continue a tocar a buzina com demência.Esse projecto de transformar uma circular perigosa, poluente e feia, numa alameda verde que re-unifique o território, tem que voltar à agenda da cidade e ser executado em tempo útil, para que se acabe com uma via rápida típica do terceiro mundo, que separa bairros da cidade, é uma barreira invisível na mobilidade pedonal, e polui a cidade de forma insuportável. 
A bem de uma Lisboa do século XXI, em que todos queremos viver.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Barbosa, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Helena Espvall, Pedro Ribeiro, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Fernando Jorge, João Pinto Soares, Gustavo da Cunha

Fotos: CML

21/08/2020

Palácio Silva Amado - o que é preciso acontecer para a CML e DGPC intervirem?


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML e media

 Este é o estado a que chegou o Palácio Silva Amado, sito no Torel e incluído na zona de protecção do Campo Mártires da Pátria, CIP, depois de décadas de abandono, vandalismo, especulação imobiliária e promessas por cumprir, promessas essas sempre anunciadas aos quatro-ventos pelos promotores e apadrinhadas pelos sucessivos responsáveis camarários como sendo “projectos de reabilitação” que dignificariam este palácio. São imagens recentíssimas: 

https://youtu.be/AqxOyS38cwo

Perguntamos: de que estão à espera a CML e a DGPC para, administrativamente, tomarem posse deste edifício e promoverem as obras urgentes de reabilitação que se exigem, ao abrigo das competências que a Lei lhes faculta? Este é um dos locais mais bonitos e incólumes da cidade Lisboa e esta é uma mancha que urge corrigir.

Onde se encontram os painéis de azulejos que tão bem recheavam este palácio?
Foram feitas diligências junto do S.O.S. Azulejo, dos antiquários e casas de velharias? Na feira da ladra?
Quem vigia o extenso jardim? Recentemente foi abatida uma árvore que estava em perigo de cair. Quais as medidas de prevenção in loco contra incêndios?

Nunca ninguém até hoje prestou contas à cidade sobre como foi possível o Palácio Silva Amado ter chegado ao estado em que está, desde que o Ministério da Educação o vendeu a privados em 2006, estamos em 2020.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Pedro Jordão, Pedro de Souza, José Maria Amador, Pedro Ribeiro, Gonçalo Cornélio da Silva, Paulo Trancoso, Sofia Casimiro, Rui Martins, Paulo Guilherme Figueiredo, Beatriz Empis, Helena Espvall, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado, Carlos Boavida, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Fátima Castanheira

19/08/2020

Privatização do espaço público - protesto pela ocupação da Time Out da Praça D. Luís I


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador do Espaço Público
Dr. Carlos Castro


CC. AML, JF, Time Out e media

Serve o presente para darmos conta a V. Exas. da nossa estupefacção e apresentarmos o nosso protesto pelo regresso da CML a práticas que julgávamos definitivamente extintas: a privatização de espaço público.

Com efeito, a permissão dada pela CML à Time Out para ocupar, "esplanadar", no dialecto do promotor, o jardim da Praça D. Luís I, com o enterramento de estacas na placa ajardinada, montagem de cercas e diversas bugigangas, representa, a nosso ver, o regresso a episódios de triste memória de há uma década, quando assistimos incrédulos à cedência a privados de praças e jardins de Lisboa para eventos os mais variados, desde lançamentos de marcas de automóvel a supermercados e a espectáculos de cancionetistas.

Mesmo considerando que esta ocupação do jardim é anunciada como sendo temporária - e todos sabemos como está enraizado o velho hábito de tornar permanente o que é provisório -, não nos parece haver justificação plausível para que a mesma se verifique, muito menos enquanto compensação por eventuais prejuízos decorrentes da COVID19, que não nos parece ser o caso - será assim nas outras cidades da Europa, onde, inclusive, os efeitos do vírus se fizeram sentir de forma infinitamente mais grave do que em Lisboa?
Por sinal, seria expectável que em tempos de vírus, os espaços ajardinados da cidade fossem o mais possível desafogados de estruturas, bancos e afins, para que os cidadãos usufruam do verde que ainda lhes resta.

Acresce que, no caso presente, já é abusiva a forma como o Mercado da Ribeira foi "rebaptizado" Mercado Time Out, permitindo-se àquela revista a colocação do seu logótipo com um letreiro de néon vermelho na fachada principal do mercado histórico.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, Pedro Jordão, Helena Espvall, Jorge D. Lopes, Jorge Pinto, Nuno Castro Paiva, Miguel Fernandes Jorge, Beatriz Empis, Pedro de Souza, Manuel Moreira de Araújo, Irene Santos, Pedro Ribeiro, Sofia Casimiro, Irina Gomes, Pedro Machado, João Pinto Soares, Filipe e Bárbara Lopes, António Araújo

Fotos: João Gonçalves e Revista Time Out online

04/08/2020

Existem andaimes para demolição parcial. Esteja atento!


Estão a ser montados andaimes no martirizado conjunto de 3 edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo, desde há 20 anos a esta parte, quando tudo começou com as demolições apressadas dos 2 edifícios que lhes estavam contíguos do lado da Martens Ferrão e Andrade Corvo. É aliás um dos exemplos mais gritantes de especulação imobiliária pura e dura (fatalidade dos edifícios de Cândido Sottomayor?).

Hoje, trata-se do seguinte: a CML autorizou a demolição parcial dos edifícios, isto é, das partes que ameaçam derrocada, veja-se, por exemplo, a traseira de um deles que está completamente escaqueirada, embora não haja perigo para ninguém porque atrás é mato.

Ao que se sabe, a demolição completa requerida pelo promotor, foi liminarmente chumbada pela CML, até porque os edifícios estão inscritos na Carta do Património, pelo que as fachadas principais não podem ser deitadas abaixo. Aliás, por isso é que o projecto de Souto Moura não terá ainda avançado, porque aquele só depois de ver tudo em baixo é que estará disponível a accionar o seu génio criativo.

Mas convém estar atento a esta demolição parcial, porque o que não falta por Lisboa é "surpresa" desagradável resultante de imprevistos...

(foto e alerta de Leonardo Chaves)

31/07/2020

Obras Escola Primária Teixeira Pascoaes - pedido de NÃO demolição parcial


Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça

CC. PCML, AML e media

No seguimento de notícias vindas hoje a público dando conta das obras na Escola Primária de Teixeira de Pascoaes, projectada pelo arq. Rui Jervis d'Athouguia em 1956, junto ao Bairro das Estacas, em Lisboa, e estando aquela escola Em Vias de Classificação por essa Direcção-Geral desde Abril do presente ano (Despacho de Abertura Anúncio nº 81/2020, DR, 2ª Série, nº 75, de 16-04-2020);

E considerando que nas obras em curso irão ser demolidas as grelhagens características dos pátios interiores da escola (fotos em anexo), assim desenhadas pelo Arquitecto, demolições essas constante do projecto de alterações durante a execução da obra, mas posteriores ao projecto submetido oportunamente a essa Direcção-Geral, e que foi objecto do v/parecer em Dezembro de 2019;

Alerta-se para o facto de nas obras provisórias na parte do edifício que ainda vai estando ocupado por atividades lectivas existem demolições já concretizadas e alteração dos elementos de apoio das salas, desenhados na confluência das zonas próximas das salas (os bancos das salas) e que já não poderão certamente ser repostos de acordo com o projeto de arquitetura implementado neste modelo emblemático do movimento de arquitetura moderna. 

Solicitamos a melhor intervenção de V. Exa. no sentido de impedir a demolição (escusada) das grelhagens dos pátios interiores daquela escola, por se tratar de destruição de património Em Vias de Classificação.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Aparício, Fernando Jorge, José Morais Arnaud, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Pedro Jordão, Paulo Lopes, Júlio Amorim, António Araújo, Pedro Fonseca, Guilherme Pereira, Henrique Chaves, Manuel Moreira de Araújo, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Irene Santos

18/07/2020

"Logradouros do nosso contentamento" [Público]

OPINIÃO
Logradouros do nosso contentamento O confinamento pode ser uma janela de oportunidade para a cidade. Mas se-lo-á se se recuperarmos algo que foi elemento fundamental da “cidade moderna”: o logradouro, o público, sem dúvida, mas sobretudo o privado.


Quis o destino fazer coincidir em Lisboa este ano, yin-yang da , a escuridão tenebrosa de uma pandemia, que parece não ter fim, com a luz irradiante de um galardão chamado Capital Europeia Verde 2020 que, ao contrário daquela, terminará impreterivelmente no final do ano. Mas o que à primeira vista seria um flop para a cidade, afinal, poderá ser uma oportunidade a não perder. Uma janela de oportunidade para que todos, lisboetas e CML, mudemos esta forma de viver a cidade e o nosso dia-a-dia sem qualidade.

De facto, se descontarmos algumas peripécias dignas de vaudeville (sim, de facto o Parque Mayer acabou) que têm marcado as “iniciativas” decorrentes do prémio alcançado, como foi terem pintado de azul e verde o alcatrão de duas ruas de Lisboa (sim, de facto já havia outra com o alcatrão pintado de rosa) como statement de que ao passarem a ser pedonais passam a ser pró-ambiente, ou aquela outra iniciativa em que uma exposição-homenagem a um eminente paisagista é rotulada pela CML de iniciativa no âmbito do Lisboa Capital Europeia Verde 2020; e se nos esquecermos do novo-paisagismo anti-árvore pré-existente que grassa pela cidade (vis a vis o que se passa na Praça de Espanha), ou se olvidarmos a contabilidade impressionante de árvores decapitadas ao longo do presente ano (década, século) e de como isso é uma afronta ao estatuto referido, pela simples razão de que sem árvores não há
oxigénio e sem oxigénio não há ambiente nem… vida, por mais que nos pintemos de verde; a verdade é que o confinamento a que a cidade e todos nós fomos obrigados como forma de abrandar a escalada do vírus, pode ser uma janela de oportunidade para a cidade.

Mas sê-lo-á, entre outras coisas, se os transportes públicos forem o que ainda não são (a Carris melhorou a olhos vistos mas o Metro continua a ser o pior da Europa), o lisboeta der preferência à mobilidade suave e à perna em vez de esgotar os neurónios em descobrir um lugar para estacionar o seu carro e queimar dinheiro para sentir o traseiro a tremer (sim, os buracos no asfalto não estão ali por acaso…), e, não de somenos, se recuperarmos para a cidade algo que foi elemento fundamental da “cidade moderna” e da qualidade de vida que então desejaram para nós mas que não descansámos enquanto não matámos: o logradouro, o público, sem dúvida, mas sobretudo o privado.

Basta um pequeno passeio pelos bairros residenciais da cidade (e isto é válido para a Lisboa de Ressano Garcia até aos finais dos anos 40-50, porque a partir daí, de um modo geral, se passou a construir na totalidade do lote) para constatarmos o estado dos logradouros que por aí existem. Há-os para todos os gostos e feitios, deixados à vontade do freguês, à frente das moradias, atrás dos prédios, entre prédios ou quarteirões, e o rol não tem fim, vejam-se alguns exemplos paradigmáticos:

No bairro das vivendas do Restelo, gizado por Faria da Costa e então construídas para os lisboetas de baixo rendimento, o popó parece agora ser o membro da família mais privilegiado, uma vez que tem só para si todo o pequeno rectângulo fronteiro à casa, hoje totalmente empedrado ou pior, mas onde já houve e podia haver de novo relva, flores e arbustos ou árvores, pois foi pensado para tal. Mais a norte, no Bairro das Caixas, em Alvalade, são as traseiras dos prédios de 3 pisos que viram objecto de  vazamento de entulho e pasto para construções ilegais as mais variadas (arrumos com telhados em fibrocimento, galinheiros à la Kusturica, etc.) e na melhor das hipóteses, pseudo-hortas urbanas.

Há muito que a nossa “cidade jardim” é uma pálida imagem do modelo alemão que copiou, vai para 100 anos. E é certo que ninguém está à espera que, de um momento para o outro, mais de metade da cidade de Lisboa, aquela onde os edifícios foram pensados com logradouro, vire réplica das casas Eduardianas de Londres, ou que desatemos a ter concursos florais como, ups, Frederico Daupias promovia no jardim em socalcos do seu chalet da Rua do Arco a São Mamede, há mais de 100 anos… Nem sequer se pode imaginar que nas escadas de incêndio e quintais da Lisboa dos anos 30 e 40 se repliquem as coreografias de West Side Story.

Bastará, isso sim, “apenas”, que seja cumprido e feito cumprir pela CML, promovido, premiado e sancionado junto de todos, o estipulado pelo Plano Director Municipal de Lisboa para os logradouros, sem hesitações e contemplações.

E para isso a CML tem que fazer coisas essenciais, desde logo começar por chumbar todo e qualquer projecto de alterações aos prédios que tenham logradouros ocupados por construções ilegais de antanho, que se proponham fazer construção nova agora legal em cima de algo que tem que ser demolido, desmanchado, arrasado. Ao mesmo tempo, a CML tem que promover campanhas de sensibilização, incentivo, etc., aos proprietários e senhorios de prédios e moradias em que se verifique a ocupação ilegal do logradouro ou a sua impermeabilização contra-natura. Depois, tem que garantir escrupulosamente que se respeitam as taxas de ocupação dos logradouros em prédios novos, previstas do PDM, isso é
elementar.

Se o conseguir fazer, terá aproveitado da melhor maneira a janela de oportunidade que foi este tremendo confinamento, e o que ele significou de usufruto de quintais e jardins de cada qual, que nunca deles se deu conta ou soube aproveitar, mas que agora serviu para relaxar, tomar ar, ler o jornal ou tomar o café durante a manhã, fazer ginástica ao som da professora brasileira tirada da Net, garantir o teletrabalho à sombra de uma nespereira ou tomar uma “mine” ao final da tarde, enquanto se cavaqueia no skype com o amigo confinado mais próximo.

Faça a CML isso e terá aproveitado esta oportunidade única, porque irrepetível quando a ciência descobrir forma de derrotar o vírus, terá juntado o útil ao agradável, à margem de qualquer demagogia e acção de propaganda, terá sido consequente com o galardão alcançado, terá conseguido vencer, por uma vez, a escuridão.

Paulo Ferrero
Fundador do Fórum Cidadania Lx

13/07/2020

Projecto Quarteirão da Suíça - Pedido de esclarecimentos ao atelier Contacto Atlântico


A/C Atelier CONTACTO ATLÂNTICO

C.C. PCML, AML. JF, DGPC e media

Exmos. Senhores 

No seguimento de notícia publicada há dias pelo Diário Imobiliário, dando conta da elaboração pelo v/atelier de um projecto de reabilitação para o quarteirão da antiga Pastelaria Suíça, no Rossio, doravante designado por “Rossio Pombalino”, e congratulando-nos, desde já, pelo anúncio aí feito de que será preservada in situ a “Pérola do Rossio”, que não sendo “pombalina” é de facto uma loja histórica desta cidade, solicitamos a melhor atenção de V. Exas. para o seguinte: 

1.Gostaríamos de saber quais os elementos que, conforme é adiantado pela v/representante, serão objecto de uma “intervenção contida e fiel à memória dos elementos originais, mantendo aqueles em que é reconhecível valor arquitectónico e patrimonial”, porque, a acreditar na imagem virtual que é publicada (foto1), a cobertura Mardeliana actual (foto2) é imensamente desvirtuada, uma vez que as célebres paredes corta-fogos, que são elemento primordial do Cartulário Pombalino.
Sendo este quarteirão dos raríssimos que ainda mantêm a geometria original das coberturas pombalinas, com todos os seus elementos identitários (telhado com elegante perfil curvo Mardeliano, águas furtadas também de desenho pombalino e as paredes corta-fogo separando unidades prediais), não vislumbramos justificação para serem substituídas por coberturas mais contínuas e ampliadas desproporcionalmente, aliás.
Esta uniformização, e supressão de empenas corta-fogo, que se propõe, é claramente um empobrecimento da autenticidade pombalina deste quarteirão.

2. Alertamos V. Exas. para a necessidade de preservação e restauro da bela pintura do tecto e dos armários da antiga loja da Manteigaria União (fotos 3 a 6), no piso térreo da fachada do lado da Rua do Amparo, e que serão sempre uma mais-valia seja qual for o negócio que venha a ser aberto nesse espaço.
Tal como será imprescindível a preservação dos cunhais em cantaria da Ourivesaria Portugal e no lado oposto à antiga manteigaria.
Bem como a pequena pala Arte Nova do antigo hotel (fachada do lado do Rossio) e, obviamente, as escadas pombalinas com revestimento a azulejo pombalino (obrigatoriamente, a escada principal que está mais bem conservada) e as chaminés também de origem.  

3. Em relação à memória da antiga Pastelaria Suíça, sugerimos que ponderem uma solução alternativa à do anunciado mural azulejar, quiçá a colocação no interior do futuro espaço comercial, de uma fotografia de grandes dimensões, retratando a referida pastelaria aquando do seu esplendor e, se possível, a colocação dos seus letreiros a néon. Isto porque as recentes experiências de feitura de murais de azulejo, na sua esmagadora maioria, têm-se revelado de um profundo mau gosto e em tudo desnecessárias, contribuindo isso sim para o empobrecimento do resultado final.
Aliás, cremos que a melhor homenagem à Suíça será o restauro rigoroso das suas fachadas comerciais, mantendo todos os seus elementos: caixilharias, vãos, portas e dispositivos publicitários, desde logo os seus néons.

4. Em relação aos interiores dos espaços que não aquela pastelaria, solicitamos que nos esclareçam qual o destino dos inúmeros painéis de azulejos, pombalinos, século XIX, Arte Nova e até modernistas, que ainda existem nos vários edifícios e escadas do conjunto do quarteirão (foto9), apesar de outros tantos já terem sido roubados, como, por exemplo, nos espaços relativos ao antigo Hotel Francforte, e armazéns de tecidos, em que também existem tectos estucados em estilo rococó, inclusive (foto9).
Fazem parte da História deste quarteirão os interiores de qualidade do século XIX, uma realidade patrimonial que não devemos desvalorizar, pois representam uma mais valia para o futuro uso para os edifícios.
Igualmente nos questionamos quanto ao destino a dar ao que resta do projecto de arquitectura de interiores de Conceição e Silva para a Casa da Sorte, e ao painel de azulejos de António Lino. (foto10/LCH, CML)

 ~ 5. Queremos ainda saber o que pretendem V. Exas. fazer em relação aos inenarráveis azulejos que foram colocados na fachada do quarteirão do lado da Praça da Figueira, não só uma operação aberrante tendo em conta o tratamento dado às fachadas dos edifícios na era de Pombal, como uma operação irregular à luz do clausurado em vigor em matéria de Plano de Pormenor e Salvaguarda da Baixa Pombalina.
Contem V. Exas. com o nosso apoio no sentido da remoção desses azulejos e da pintura adequada de todas as fachadas do quarteirão, no estrito respeito pelo Cartulário Pombalino.

6. E ainda no que respeita às fachadas, gostaríamos de chamar a atenção para a placa evocativa a Alfredo Guisado, poeta do Orpheu, ali colocada pela CML já no ano 2000, e para a necessidade de a manter.

7. Finalmente, solicitamos que nos esclareçam sobre o destino a dar aos achados arqueológicos, que serão certamente muitos no local. Serão simplesmente retirados, como é infelizmente regra, ou serão preservados in situ para fruição do público?
Recordamos que além da fachada do antigo Hospital Real de Todos-os-Santos (escadaria encontrada no Restaurante Irmãos Unidos, em 1953), ali existiu a cerca e horta do Convento de São Domingos (com respectivo cemitério), onde foram encontrados vestígios da necrópole romana da Praça da Figueira e também do urbanismo desta zona na Idade do Ferro, amplamente divulgados após os trabalhos arqueológicos dirigidos por Bandeira Freire e Irisalva Moita, no início dos anos 60, e mais tarde pelo Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade (hoje Centro de Arqueologia de Lisboa), em 1999/2001. A maior concentração destes achados era precisamente na área da Praça da Figueira, Rua do Amparo e Rua D. Antão de Almada.

Não queremos deixar de referir ainda o seguinte: o conceito de "loja âncora", hoje muito em voga em Lisboa, mas em desuso na maior parte das cidades europeias onde foi implementado, há 25-30 anos, tem acarretado um custo para a Lisboa histórica, traduzido pela abertura de grandes lojas de cadeias internacionais, onde a massificação é por demais evidente, e com forte impacte na arquitectura dos interiores onde são abertas, designadamente pela introdução de escadas-rolantes, e nas fachadas com decorações de janelas e portas de profundo mau gosto. 

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Beatriz Empis,Carlos Boavida, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, Eurico de Barros, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Pedro Cassiano Neves, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado e António Araújo