Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

16/08/2018

Palácio de Santa Helena, Alfama, tudo legal, portanto.


Verdade seja dita, que importa, se o sapiente Samuel diz que aquilo que ali estava nem sequer era um palácio :-)

(foto de Leonor Duarte)

07/08/2018

CORRECÇÃO: Palácio Pombal eventualmente cedido para hotel - pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC. PCML, AML, DGPC e media

Vimos pelo presente solicitar a V. Exa. que considere sem efeito o nosso pedido de esclarecimentos de dia 3 do corrente, uma vez que o projecto então referido diz respeito aos nºs 89-99, propriedade privada da empresa imobiliária 3-Rocks, S.A., respectivamente antigas instalações da escola de dança do Conservatório Nacional e prédio de gaveto com a Rua da Academia das Ciências, e não ​a​o corpo central do Palácio Pombal, propriedade da CML.

Apresentamos o nosso pedido de desculpas por o mal-entendido.

Contudo, renovamos as nossas preocupações em relação ao projecto em causa, uma vez que este projecto de transformação dos 2 corpos mencionados não apresenta relatório prévio (apesar de respeitar a dois edifícios que são abrangidos pela classificação de Imóvel de Interesse Público), e tendo em conta que existem azulejos e pinturas de grande valor artístico, conforme relatório da Fundação Ricardo Espírito Santo.

O projecto apresenta várias demolições, eliminação de escadas interiores e remontagem de cota de pavimentos e substituição da cobertura do edifício de gaveto com zinco e trapeiras, o que poderá colocar em risco o património referido.

Solicitamos, por isso, a V. Exa., a melhor das atenções sobre este projecto.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Virgílio Marques, Ana Celeste Glória, Luís Mascarenhas Gaivão, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Luís Carvalho Rêgo, Rui Martins, Henrique Chaves, Miguel Jorge, Fernando Silva Grade, Maria do Rosário Reiche e Fernando Jorge

...


(3.8.2018)

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC. PCML, AML, DGPC e media

No seguimento de informações que nos chegaram sobre a existência de projecto de transformação do Palácio Pombal em hotel, projecto neste momento em processo de recolha de pareceres externos, o que pressupõe a alienação ou a permuta do mesmo com terceiros (este último processo já realizado com o Palácio do Machadinho e com o Palácio Benagazil, por exemplo);

Informação essa que vai ao encontro das nossas preocupações de há exactamente 1 ano, e de que anexamos resposta de V. Exa.;

Solicitamos de novo o melhor esclarecimento da CML sobre este assunto.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Virgílio Marques, Ana Celeste Glória, Luís Mascarenhas Gaivão, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Luís Carvalho Rêgo, Rui Martins, Henrique Chaves, Miguel Jorge, Fernando Silva Grade, Maria do Rosário Reiche e Fernando Jorge

06/08/2018

Adeus vista do rio para as Necessidades e destas para rio


Via Miguel Santos ... ou como da linha de comboio/avenida/rio se deixa de ver as Necessidades e destas a linha de comboio/estrada e rio, graças ao novo hospital que a CML aprovou para os seus antigos serviços, que destruiu, aliás, tudo nos "conformes". Onde estavam os "(des)iludidos" da CML qdo a aberração foi aprovada?

Público: "Enquanto isto, continuamos sem pinga nos chafarizes e com cada vez menos sombra"

OPINIÃO

Enquanto isto, continuamos sem pinga nos chafarizes e com cada vez menos sombra



É lamentável e vergonhoso que, excepção feita às fontes monumentais da Alameda, Praça do Império e Rossio, tudo o mais esteja porco, vandalizado e escavacado desde há 20, 30 e 40 anos, e seco.

É nestas alturas de canícula, que os peritos vaticinam como potencialmente mais frequentes com o passar dos anos, que não se percebe, nem admite, que sendo Lisboa uma cidade abastecida por um aqueduto, rematado por mil e um chafarizes e bicas, destes e destas não verta nem pinga que nos permita meter a cabeça debaixo da torneira para refrescar nem que seja a moleirinha.

É assim verdadeiramente lamentável e vergonhoso que, excepção feita às fontes monumentais da Alameda, Praça do Império e Rossio (era o que mais faltava que estivessem secas...), tudo o mais esteja porco, vandalizado e escavacado desde há 20, 30 e 40 anos, e seco. E ninguém faz nada para inverter a situação.Chega a ser caricato ouvir-se os responsáveis públicos recomendarem-nos isto e aquilo a propósito da presente vaga de calor e depois o que nos resta para refrescar em termos líquidos? A torneira de casa ou um copinho de (ou será com?) água a pedido no café mais próximo, quiçá pagando-o como já acontece nalguns estabelecimentos, que para oportunismos desses estamos sempre prontos.

É certo que Lisboa não é Roma, nem Belas é Tivoli, nem temos por cá a arquitectura romana de Acqua Vergine, nem Bernini, mas temos Mardel e as Águas-Livres e as suas mil e uma ramificações, ainda por cima recentemente (e pomposamente) colocadas na “lista indicativa” das nossas candidaturas à Unesco, mas que continuam sem obra à vista nem se vislumbra sequer qualquer preocupação em intervir no monumento, que o dignifique para orgulho de todos, antes apenas o habitual blá-blá-blá em que somos pródigos.

E é por isso inaceitável que os anos vão passando e as entidades com responsabilidades nestas coisas (EPAL e CML acima das demais) vão continuando a assobiar para o lado, sem serem chamadas a justificar-se e, mais importante, a agir. Em vez disso, vão deixando que a quase totalidade das bicas, chafarizes e fontes existentes em Lisboa continue sem deitar pinga, quanto mais a jorrarem água para melhor suportarmos a canícula. Antes se vão mantendo cobertos de tags, roubados do chumbo e do bronze dos seus manípulos e ornamentos, com a pedra tantas vezes partida, quando não cheias de entulho e lixo, e até fezes humanas, enfim, numa desgraça completa que nos devia envergonhar a todos, mas que, pelos vistos, não envergonha.

Mais inconformado se fica ao ler relatos como o recentemente republicado acerca da canícula vivida pelos lisboetas em Julho de 1939, em que “até o burro bebeu do mesmo chafariz que os lisboetas”. É que a desculpa habitual para a água não jorrar – a insalubridade da água – já não devia pegar. Passaram-se 80 anos! Não nos digam que não há tecnologia e saber suficientes para resolver esse problema de vez e deixar correr as águas! Porque dinheiro já todos sabemos que há, basta ver a quantidade dele que é deitada diariamente ao lixo e, já agora, na água desperdiçada por aí, quando se rega e a chuva cai em simultâneo, por exemplo.

Há excepções a aplaudir? Há. Recentemente, a CML recuperou o esplendor da água e da pedra no Chafariz de Dentro, colocando inclusivamente réplicas das míticas cabeças de cavalo em bronze que terão existido há muito tempo e davam nome ao chafariz-bebedouro. E anuncia como iminente o início de empreitada semelhante para o Chafariz da Esperança (MN), para depois se fazer igual ao Chafariz d’El-Rei, este aqui envolvido numa empreitada de maior fôlego e desejada há muito: as alcaçarias de Alfama, que sendo águas são-no de facto mas muito mais quentinhas...

Só que o que tem sido feito não chega. A CML e a EPAL têm meios suficientes para abraçarem a sério a causa da arquitectura da água na cidade (parece que já nem os célebres “vulcões” da Expo jorram magma em forma de H2O...), justificando assim as menções honrosas que sempre invocam, os summits que organizam (por ex., o Congresso Mundial da Água que a autarquia organizou há pouco tempo). E têm que se entender (e, também neste particular, Lisboa não difere muito do resto do país, basta lembrarmo-nos dos casos, também envolvendo águas, da Casa da Pesca e do Farol do Bugio, por exemplo, em que as várias entidades competentes não se entendem e os monumentos definham).

Haja, portanto, vontade de quem de direito, directrizes claras, entusiasmo e empenho!

E por falar em esbanjamentos, porque também tem que ver com a resistência à canícula, que dizer do desperdício de receitas das taxas de dormida e afins que tem resultado das intervenções da CML no âmbito do programa Uma Praça em Cada Bairro? Designadamente nas muitas e variadas (curiosamente, todas iguais) soluções paisagísticas, de “trazer por casa”, diga-se, que nos impingem em cada “inauguração” e que se traduzem, regra geral, por autênticos desertos em que não só não existe o elemento água como nem sequer há sombra!

Veja-se o caso da intervenção em Sete Rios (e que tamanha contradição!), o mais recente exemplo acabado desse paisagismo da treta, de “chapa 5”, em que as árvores (e os candeeiros, já agora) são entendidas como bibelots, muitas vezes descartáveis, palitos de um imenso paliteiro inóspito, “à torrina do Sol”, qual canícula qual carapuça, porque o que interessa são os 3-D do autor da coisa.

Nessas praças em cada bairro, nada de árvores de grande porte, que são perigosas, tombam facilmente, dão sombra a mais nas casas e nos toutiços dos incautos, atraem toda a sorte de passarada, que depois faz muito barulho e conspurca tudo e que, aliada aos terríveis sucos resultantes da natural floração (que é isso?) das árvores, que se prezam de ter porte, arruínam a chapa e os pára-brisas das caranguejolas dos moradores, acabadinhas de adquirir a crédito mas com ar condicionado, que refresca tudo de forma muito melhor em tempos de canícula, qual sombra qual quê.

pobres meninos e meninas, já não bastava terem-lhes tirado os “perigosíssimos” baloiços de vertigens memoráveis, ou os foguetões em ferro (comemorativos do Sputnik – que é isso, algum jogo de computador?), que arranhavam (Hirudoid, que é isso?) ainda mais do que a gravilha do chão (só pisos confortáveis, s.f.f, que a empresa agradece), para agora lhes recusarem a sombra das grandes árvores, isto porque lhes pode cair um ramo (são umas velhacas as árvores) em cima ou, quem sabe, a passarada pode sujar-lhes o quico e depois alguém tem que sujar as mãos para o limpar.

Resumindo, é triste que, estando Lisboa rodeada de água doce e salgada, na cidade do Aqueduto das Águas Livres se tenha interiorizado como inevitável o sermos todos não sardinhas suculentas (essas reservam-se para as Festas da Cerveja, perdão, da Cidade) mas carapau seco.Lá fora são uns atrasados, a terem árvores de grande porte em parques, praças e ruas. Que perigo, senhores. Cá dentro é que somos avançados, porque já prevenimos os cataclismos e nos preparamos para a canícula...

https://www.publico.pt/2018/08/05/local/opiniao/enquanto-isto-continuamos-sem-pinga-nos-chafarizes-e-com-cada-vez-menos-sombra-1840143

Rodrigues Sampaio 65 a 71 ...ou como tudo é tão digno no que toca a azulejos ...


Chegado por e-mail:

«As casas também se matam!
É um processo lento mas já bem testado e conhecido de todos: primeiro partem-se uns tantos vidros, abrem-se umas tantas janelas, retiram-se uma tantas telhas... dia após dia, ano após ano. E as casas vão apodrecendo e morrendo, lenta, dolorosamente, até que alguém decide que já não há nada a fazer e que mais vale matá-las de vez.
Rua Rodrigues Sampaio, 65 a 71.»

Lá vão mais candeeiros


Chegado por e-mail:

«Boa tarde
Os candeeiros da R. Rodrigo da Fonseca, no quarteirão entre a R. Braamcamp e a Rua Joaquim António de Aguiar, no passado dia 4 de Julho, estavam quase todos como mostram as fotos em anexo.
Significa isto que vão ser substituidos por moderdices.
Abraço
PL»

Escadinhas da Saúde sem árvores. Idiotas.


27/07/2018

24/07/2018

Obras no claustro da Sé de Lisboa - novo pedido de reunião/esclarecimentos ao Cardeal Patriarca


Eminentíssimo Senhor Dom Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa


Como será do conhecimento de Vossa Eminência, tivemos ocasião de reunir passado dia 29 de Junho com o Reverendíssimo Senhor Cónego Tito Espinheira e com o sr. arq. Adalberto Dias, autor do projecto de reinterpretação do claustro da nossa Sé Patriarcal.

No entanto, ainda não foi possível estarmos esclarecidos quanto a alguns aspectos do projecto de arquitectura e da própria adjudicação da obra, pelo que solicitamos reunião urgente com Vossa Eminência, no sentido de os esclarecermos em definitivo.

Permita-nos que enumeremos os seguintes pontos:

* Abertura de vão na muralha da Rua das Cruzes, para acesso ao claustro, em detrimento do acesso natural, pela porta já existente do lado Norte.Eminentíssimo Senhor Dom Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa.
* Insistência na destruição do cubelo existente para construção de nova escadaria decorada a azulejos espelhados, quando poderia ser perfeitamente coberta em pedra ou, melhor, ser uma escadaria em madeira e ferro (sugestão em anexo).
* Financiamento do projecto desenvolvido e da obra já feita entretanto, uma vez que a DGPC informa não ter tido o mesmo proveniência dos fundos 20/20, mas existir no local um cartaz indicando o contrário.
* Razões para não ter havido concurso público e apenas adjudicação directa do projecto e da obra.
* Insistência na destruição do cubelo existente para construção de nova escadaria decorada a azulejos espelhados, quando poderia ser perfeitamente coberta em pedra ou, melhor, ser uma escadaria em madeira e ferro (sugestão em anexo).
* Financiamento do projecto desenvolvido e da obra já feita entretanto, uma vez que a DGPC informa não ter tido o mesmo proveniência dos fundos 20/20, mas existir no local um cartaz indicando o contrário.
* Razões para não ter havido concurso público e apenas adjudicação directa do projecto e da obra.

Com os melhores e respeitosos cumprimentos


Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Bernardo Ferreira de Carvalho

Palacete Valmor - Pedido de obras coercivas ou expropriação


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, JF Avenidas Novas, Vereador Urbanismo e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o Palacete Valmor, antiga residência da Viscondessa de Valmor, viúva do benemérito responsável pelos Prémios Valmor, e obra emblemática da Lisboa de entre-séculos e uma das obras-primas de Miguel Ventura Terra, foi Prémio Valmor em 1906 e é Imóvel de Interesse Público desde 1977.

Não obstante essas menções honrosas, este palacete sito na Avenida da República, nº 38, encontra-se abandonado e à venda há um punhado de anos, apresentando neste momento sinais preocupantes de começo de degradação física, com várias janelas com vidros partidos.

Imaginando o que se passará a nível das coberturas e nos interiores do edifício, e porque esta não é uma situação virgem em Lisboa, infelizmente, e, não sendo combatida atempadamente por quem de direito, pode conduzir, como já conduziu em diversas outras ocasiões, a um estado de ruína tal dos imóveis que, potenciando a especulação imobiliária, conduz rapidamente a reabilitações perniciosas e ao desaparecimento de património da cidade;

Apelamos a V. Exa., Senhor Presidente, para instar o proprietário a obras de conservação imediatas, e, caso a intimação não seja acatada, para dar instruções aos serviços para procederem à posse administrativa do Palacete Valmor e à sua eventual expropriação, quiçá para instalação de um núcleo interpretativo da vida e obra do insigne arquitecto.

Mais do que exposições e palestras, será este o fecho ideal das comemorações do sesquicentenário de Ventura Terra, redimindo-se assim a CML das ocasiões em que não agindo em devido tempo permitiu, por exemplo, que acontecesse o que aconteceu em 2010 aos edifícios do mesmo autor, construídos para Joaquim Santos Lima, no gaveto da Avenida da República com a Avenida Elias Garcia.

Dê-nos essa boa notícia, Senhor Presidente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero (pelo Fórum Cidadania Lx) e Alda Sarria Terra (pela Associação Ventura Terra)

Foto de José Daniel Soares Ferreira

23/07/2018

Medina ‘anexa’ 3 hectares de arruamentos de Lisboa para permitir construção em Entrecampos


In Expresso, por Paulo Paixão (23.07.2018)
Fonte: CML; Elaboração do Expresso

A Assembleia Municipal de Lisboa dará esta terça-feira luz verde à hasta pública dos terrenos da Feira Popular. É o último passo da etapa inicial da operação que transformará um dos mais apetecidos vazios urbanos da cidade, num processo que promete manter um dos traços da história recente do local: a polémica. A solução encontrada pela Câmara de Lisboa para viabilizar a Operação Integrada de Entrecampos - na qual os terrenos da antiga Feira Popular são a âncora de um projeto urbanístico que terá habitação, comércio e serviços - passa pela ‘anexação’ de espaços da via pública equivalentes a três campos de futebol.

Com efeito, nesta operação são considerados quase três hectares (mais concretamente 27.819 metros quadrados) de arruamentos, em grande parte “subtraídos” às avenidas 5 de outubro, da República e das Forças Armadas. Há ainda mais dois quinhões, na rotunda de Entrecampos e na Rua Cordeiro de Sousa (junto à linha férrea). A área daquelas ruas e avenidas (terrenos integrados no domínio público municipal) é somada a uma parte do terreno onde esteve a Feira Popular para assim garantir uma determinada construção no local.

A história é complexa, com explicações técnicas e jurídicas, mas pode ser resumida de um modo prosaico. Quando os terrenos da Feira Popular foram a hasta pública, em 2015 e depois em 2016, o índice de construção permitido era 3,7. Tratando-se de um lote único (o terreno tem 4,3 hectares), o Plano Diretor Municipal (PDM) estabelece que é a morfologia urbana (isto é, o edificado envolvente) a fixar os limites e a definir o índice de construção. Que naquele caso, feitas as contas, era de 3,7.

Acontece que o terreno foi duas vezes colocado à venda, sem que tenha surgido qualquer comprador. Ao tentar resolver o assunto em 2018, a Câmara muda as regras do jogo. Entre muitos outros aspetos, por um lado, a área de intervenção é alargada. Além da ex-Feira Popular, há mais terrenos nas proximidades que fazem também parte Operação Integrada de Entrecampos. Por outro lado, o espaço do antigo parque de diversões é partido em três, visando atrair mais promotores. E a maior das fatias, com 31.664 metros quadrados, é assumida pela Câmara como loteamento municipal. [...]»

22/07/2018

Petição «Salvaguarda do antigo Cinema Paris»


Assine e divulgue, s.f.f., ainda é possível salvar o que resta e dar-lhe bom uso.

Ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
À Sra. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa


Petição Pública

Os abaixo-assinados e identificados, tomando conhecimento pelos jornais da intenção da autarquia em demolir o antigo Cinema Paris da Rua Domingos Sequeira, edifício abandonado e feito degradar pelos proprietários desde os anos 90, sem que nenhum presidente da CML ou da AML tenha feito nada por resgatar para a cidade esta histórica sala de cinema, da autoria do arq. Victor Piloto;

Tendo em conta a ausência de salas de espectáculo na Estrela e em Campo de Ourique;
Tendo em conta que este prédio foi objecto de avaliação e recomendações várias pela sindicância feita em 2007 aos serviços de urbanismo da CML;
Tendo em conta o alto valor especulativo dos terrenos circundantes ao antigo Cinema Paris, designadamente nas suas traseiras, na Rua da Estrela;
Tendo em conta que a anunciada demolição não reflecte nenhuma auscultação à cidade e, especificamente, à população da Estrela e de Campo de Ourique;

Agradecendo às autoridades e aos técnicos da CML e da AML que tiverem em mãos este brado de alerta para o assunto, pedem a estes que julguem as várias opções que há no local, e avaliem o Interesse Público de que se reveste esta situação;

Pedem à CML e à AML:

1.Uma solução alternativa para o antigo Cinema Paris, que não implique a sua demolição mas que permita a sua recuperação e reutilização como equipamento cultural da cidade e das carenciadas freguesias da Estrela e de Campo de Ourique.

2.E que tomem em consideração o elevadíssimo valor urbanístico, cultural e paisagístico das envolventes à Basílica da Estrela, Hospital Militar, Jardim da Estrela, Quartel da GNR e complexo dos Ingleses, impedindo a febre da especulação imobiliária e se coíbam de aprovar projectos urbanísticos e de arquitectura que maculem aquela que é uma das poucas zonas de Lisboa onde é possível ter paz e bom ambiente.

Os signatários

Foto: acidadenapontadosdedos.com

Lá fora há escadas em madeira e ferro, no claustro da Sé vai ser de pedra e azulejos espelhados :-)


Lá fora fazem-se escadas de acesso às muralhas/claustros assim, em madeira e ferro (castelo Scaligero em Sirmione). No claustro da Sé de Lisboa, o "autor" deita abaixo o cubelo actual porque é do princípio do séc XX e só tem escada de caracol, e porque quer uma escada bem larga à vista, coberta de azulejos e que seja um totem. Enfim.

19/07/2018

Adeus à Pelaria Pampas e ... atenção ao legado (único) de Donnat:


«A destruição de património artístico e arquitectónico na Baixa lisboeta continua acelerada.
Agora que encerra também a Pelaria Pampas, chamamos à atenção da Câmara Municipal de Lisboa para a necessidade de conservação dos painéis azulejares e interiores da autoria de Lucien Donnat (1920-2013).»

Fotos e texto via Cerâmica Modernista em Portugal

Bairro das Estacas - Apelo à criação de Gabinete de Apoio Local, Classificação, Regulamento e Prémio


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina

Cc. AML, JF Alvalade, Vereador MS e media


Como é do conhecimento de V. Exa., o “Bairro das Estacas” é uma das mais bem-sucedidas iniciativas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em prol da habitação na cidade, e uma das maiores criações do arq. Ruy Jervis d’Athouguia (projecto de 1949, em parceria com o arq. Sebastião Formosinho Sanchez), cujo centenário se comemorou durante o ano passado.

Contudo, por força de vicissitudes várias, e apesar do Bairro ter sido premiado a nível local (Prémio Municipal de Arquitectura em 1954) e internacional (Bienal de São Paulo em 1950), o mesmo tem vindo a sofrer variadíssimas alterações ao longo dos anos, muitas delas profundamente intrusivas, que o empobrecem e desfeiam e que importa corrigir.

A poucas semanas dos doze anos sobre o desaparecimento de Ruy Jervis d’Athouguia (21 de Julho) e numa altura em que a Junta de Freguesia de Alvalade se prepara para intervir nos espaços verdes do Bairro (projecto, recorde-se, da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, em 1953);

Propomos a V. Exa., Senhor Presidente:

1. A classificação do Bairro das Estacas como Monumento de Interesse Municipal.

2. A criação pela CML de um Gabinete de Apoio Local do Bairro das Estacas, entidade que, à semelhança da experiência extremamente bem-sucedida do GALNOV (criado pela CM Oeiras em 2002 para o bairro residencial de Nova Oeiras), assumiria como desígnios:

- Divulgar e esclarecer os moradores sobre os planos, projectos e obras municipais, conducentes à gradual e planeada recuperação física e ambiental do Bairro das Estacas;
- Dar apoio e informação às iniciativas dos moradores e proprietários em relação a quaisquer obras, de alteração, de recuperação, que pretendam levar a cabo no Bairro;
- Divulgar e fornecer aos utentes os documentos reguladores dessas iniciativas (alterações, recuperações, etc.), nomeadamente os que orientam as frequentes obras de alterações de fachadas;
- Contribuir, através de actuações e campanhas diversas, em colaboração com os moradores, para a conscencialização da comunidade dos valores modernos de urbanismo, de paisagem e de arquitectura, que são património do bairro, procurando encaminhar da melhor forma toda a sua necessária renovação e actualização material e vivencial.

3. A elaboração do respectivo Regulamento.

4. Finalmente, a criação de um Prémio Municipal de Recuperação.

Apelamos ainda a V. Exa. para a necessidade de a CML se juntar à JF Alvalade na requalificação prevista por esta para os espaços verdes do Bairro, e assegurar o acompanhamento dos trabalhos pelo atelier paisagista de Ribeiro Telles, facto que, ao contrário do que foi noticiado, não corresponde neste momento à realidade.

E que uma vez comprovado o sucesso deste Gabinete, a CML proceda de igual maneira relativamente ao Bairro Lopes e ao Bairro Azul, este último já classificado em 2011 como de Interesse Municipal, mas em que os atropelos ao bom urbanismo se continuam a verificar, dada a inexplicável ausência de um regulamento ou sequer um manual de boas-práticas.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, José Maria Amador, Rui Martins, Fernando Jorge, Ana Alves de Sousa, Fernando Silva Grade, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Eurico de Barros, Pedro Formosinho Sanchez, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Luís Mascarenhas Galvão, Pedro Henrique Aparício

Lisboa, 18 de Junho de 2018

Foto: PBase

...

Resposta da CML (10.7.2018):

18/07/2018

Obras no edifício R. S. João Mata, 17-23 /pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C PCMLe AML

Constatando a obra que decorre no edifício histórico da Rua de São João da Mata, nºs 17 a 23, cujo projecto previa a revê a recuperação do edifício existente e a remodelação das ocupações do respectivo logradouro (Proc.149/EDI/2008), verificamos que poderão existir discrepâncias entre o que terá sido aprovado por despacho de V. Exa. e a obra em curso.

Solicitamos, por isso, e designadamente, esclarecimento quanto:

*à tipologia da porta do estacionamento, i.e., se se recupera o arco ou se ficará em forma quadrada como se apresenta neste momento.
*ao logradouro, se existia lago, estatuária ou fontes antes da obra em curso, ou quais as espécies vegetais que ali existiam.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, António Araújo, Helena Espvall, Luís Mascarenhas Gaivão, Henrique Chaves, Fernando Silva Grade, Rui Martins, Beatriz Empis

Muito bem, muito bem, CML!


~ In Diário de Notícias (18.7.2018), por Carlos Ferro

«Lisboa vai proibir copos de plástico a partir de 2020


Verde, azul e amarelo. São estas as três cores de Lisboa para 2020. Para ser um exemplo, a capital tem de juntar a boa utilização da água, da reciclagem e da energia solar.

Os copos de plástico vão ser banidos de Lisboa até 2020. Este é um dos objetivos traçados pela Câmara Municipal de Lisboa para o ano em que a cidade será a Capital Verde Europeia. E, para o concretizar, a autarquia já contactou os comerciantes e as marcas de bebidas.

Esta é uma das iniciativas de Lisboa para marcar os 12 meses que os responsáveis pela autarquia querem transformar num exemplo para os países do sul da Europa, mostrando como é possível alterar hábitos e transformar a cidade numa urbe sustentável em que os autocarros vão ser movidos a energia solar, os grandes parques vão ter bacias de retenção de água (o que ajuda a controlar as cheias) e os jardins e as ruas serão, respetivamente, regados e lavadas com água reutilizada.»

17/07/2018

Dos livros às alpercatas ... teme-se o pior


Fotos de Artur Lourenço

Remoção de azulejos no antigo Hotel Braganza (R Vítor Cordon) - pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, Provedoria de Justiça, AML, DGPC e media

Tendo em conta o disposto no Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa, artigo 13º, ponto 9 e artigo 14º, ponto 2: “É interdita a remoção de azulejos de fachada de qualquer edificação, salvo em casos devidamente justificados, autorizados pela Câmara Municipal em razão da ausência ou diminuto valor patrimonial relevante destes”; o artigo 13º, ponto 10: “Na vistoria de valor histórico patrimonial que precede a demolição total ou parcial dos edifícios da Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico nas situações admitidas no RPDML, deve ser elaborado um Registo para memória futura, do qual conste resenha histórica, levantamento gráfico (plantas, alçados, etc.) e fotográfico relativo ao imóvel, bem como a indicação dos materiais construtivos e decorativos com valor arquitetónico ou histórico que nos termos do n.º 6 do artigo seguinte devem ser preservados.”; e ainda a mais recente alteração do RJUE DL 555/99 de 16 de Dezembro, conferida pela Lei 79/2017 de 19 de agosto, pronuncia-se sobre o indeferimento de licenciamentos no caso de remoção de azulejos de fachadas, artigo 24 nº2 “Quando o pedido de licenciamento tiver por objeto a realização das operações urbanísticas referidas nas alíneas a) a e) e i) do n.º 2 do artigo 4.º, o indeferimento pode ainda ter lugar com fundamento em: A operação urbanística implicar a demolição de fachadas revestidas a azulejos, a remoção de azulejos de fachada, independentemente da sua confrontação com a via pública ou logradouros, salvo em casos devidamente justificados, autorizados pela Câmara Municipal em razão da ausência ou diminuto valor patrimonial relevante destes";

E considerando a recente demolição autorizada pela CML dos azulejos de fachada da Rua Vitor Cordon, ao edifício da ex-Universidade Livre, antigo Hotel Braganza, integralmente removidos, e independentemente das questões da nova côr proposta em maqueta, e o "clássico" aumento de 1 piso no edifício;

Somos a solicitar o melhor esclarecimento de V. Exa. relativamente à legalidade da autorização da CML dos referidos azulejos.


Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Henrique Chaves, Rui Pedro Martins, Fernando Silva Grade, Beatriz Empis, Irina Gomes, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Jorge Pinto

Acerca dos inomináveis candeeiros das escadinhas à Capela de Santo Amaro, eis a resposta da CML:


Acerca do projecto de Souto Moura para a Praça das Flores, eis o comunicado do Fórum Património' 17


08/07/2018

"Vai desaparecer uma das últimas moradias modernistas de Lisboa?"....



O alerta foi dado pelo Fórum Cidadania Lisboa, "SOS moradia modernista da rua Castilho nº 217". Uma publicação de abril alertava para a mudança de proprietário e para o risco de que o edifício fosse demolido. A promotora imobiliária reconhece que a demolição esteve na mesa, mas percebeu que seria um erro e vai "preservar o património".

O movimento Cidadania Lisboa lembrava no seu alerta em abril que era uma vivenda do bairro do Liceu Maria Amália, uma das últimas moradias modernistas da cidade, um edifício classificado na Carta Municipal do Património.

Pedia explicações à Câmara Municipal de Lisboa, que não respondeu. Recentemente, deu entrada um Pedido de Informação Prévia (PIP) para a nova construção. Concluía Paulo Ferrero, o fundador do movimento: "E pronto, vamos dizer adeus a esta moradia".

Moradia de Castello Lopes
Paulo Ferrero justifica o lamento por ser tratar do último edifício do bairro do Liceu Maria Amália, construído em 1935, a última morada de José Manuel Castello Lopes, o herdeiro da distribuidora de cinema e que morreu o ano passado. Habitava o primeiro andar.

A moradia é um exemplo da arquitetura do Estado Novo, da autoria do engenheiro Jacinto Robalo, e o que resta do bairro, e dos seus logradouros, situado no Alto do Parque. Casas que foram sendo demolidas à medida que o centro da cidade crescia para os lados mas especialmente em altura. "Nos anos 70 do século passado, mas sobretudo nos anos 80, foi uma razia completa", diz Paulo Ferrero.

No rés-do-chão do edifício de dois andares vivia um inquilino, com quem se terá chegado a acordo e a moradia passou para as mãos da Louvre Properties.

A empresa apresenta-se como "promotora e investidora imobiliária com sede em Lisboa que se foca na aquisição, desenvolvimento e gestão de empreendimentos residenciais e comerciais únicos em Portugal". Visa "promover projetos com características únicas e de elevada qualidade". Já entregou um pedido de informação prévia para a alteração da moradia à Câmara Municipal de Lisboa (CML).

O DN questionou sobre o projeto os responsáveis pelo urbanismo, cujo vereador é o arquiteto Manuel Salgado, mas ainda não obteve resposta.

Empreendimentos de luxo
O representante da promotora disse ao DN que existe um contrato de compra e venda, mas que a concretização do negócio dependerá do que poderão fazer com a moradia. Explica que houve um projeto de demolição do edifício e que foi retificado. "Achámos que não faz sentido demolir um edifício desta natureza num dos locais mais nobres da cidade".

Concluiu: "O que posso dizer é que o projeto está numa fase preliminar e em constante avaliação e que a Louvre Properties se compromete a preservar o património existente, a propriedade não será demolida, vai ser preservada. Poderá poderá ser consultado e nele se verá que um dos compromissos da Louvre Properties é a manutenção do património arquitetónico".

O responsável garantiu também que a preservação não se limitará a deixar a fachada de uma moradia e construir uma fileira de andares.

Carta Patrimonial Municipal
"Se for para manter a moradia, é ótimo, mas não acredito. Espero que não seja para fazer um híbrido como há tantos por Lisboa", critica Paulo Ferrero. Lembra um edifício previsto para a Avenida da República, junto ao Clube dos Empresários, em que o projeto "mais parece um pagode chinês". E lamenta que não sejam cumpridos os requisitos da Carta Municipal do Património, onde a moradia está registada, item 50.55. "São edifícios de interesse público e que só podem ser demolidos se estiverem em adiantado estado de degradação, o que não é o caso.

In DN 2018-07-08 por Céu Neves

05/07/2018

Quarteirão Sul Praça de São Paulo - Proc. 941/EDI/2018 - pedido de consulta


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado

CC. PCML, AML, JF Misericórdia


Serve o presente para solicitarmos a consulta ao processo urbanístico nº 941/EDI/2018, referente ao quarteirão pombalino do lado Sul da Praça de São Paulo e ao projecto de alterações do sr. arq. Samuel Torres de Carvalho, que visa a transformação de todo o quarteirão em hotel.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Jorge D. Lopes, Henrique Chaves, Rui Martins, Helena Espvall, Eurico de Barros, Luís Mascarenhas Gaivão, Fernando Silva Grade, António Araújo, Jorge Pinto, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Fátima Castanheira, Alexandre Marques da Cruz, Virgílio Marques

03/07/2018

Petição "Vamos salvar o antigo Museu da Rádio e o seu jardim!" - Assine e divulgue, por favor!


Assine e divulgue, por favor:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89940

Obrigado.

...

Para: Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

À atenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
À atenção da Senhora Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa


A Câmara Municipal de Lisboa (CML) insiste em permitir a construção de três edifícios no quintal do palacete do antigo Museu da Rádio da Rua do Quelhas, 21-23, com 3 caves para carros, invocando que nesse quintal já existem construções, que existem, sim, mas que são abarracados e ilegais.

A CML insiste em permitir essa construção mesmo em cima dum leito de ribeira subterrâneo!

A CML não parece importar-se de criar as condições objectivas para que ocorra uma catástrofe, uma derrocada imensa, em resultado de escavações com mais de 9 metros de profundidade numa colina (“Colina do Parlamento”) onde já ocorreram deslizamentos de terras, por demasiadas vezes.

Por despacho do Vereador do Urbanismo, a CML aprovou um projecto de arquitectura (com assinatura do arq. José Mateus), que implica, para lá do já assinalado, a destruição de parte dos azulejos que cobrem o muro setecentista do logradouro, e a edificação de 4 mil m2 por via de prédios com pelo menos 4 pisos, que provocarão o ensombramento das ruelas da Madragoa em volta deste lote.

Madragoa que é candidata à classificação de Património Mundial da Humanidade pela UNESCO!

Os abaixo assinados:

1. Apelam à CML e à AML pela preservação do que ainda existe de genuíno e valoroso nos bairros históricos da Madragoa e da Lapa.
2. Apelam, por isso, à CML para que em vez de novas construções em logradouro, e consequente impermeabilização do solo, com previsíveis graves efeitos a médio e longo-prazo, apenas aprovem a permeabilização do mesmo, por via da plantação de jardim.
3. Apelam, ainda, a que este projecto seja devidamente apreciado e votado em sede de Reunião de CML.

Lisboa, 27 de Junho de 2018.

Obras claustro Sé de Lisboa - novo mail com pedido de esclarecimentos


Exmo. e Reverendíssimo Senhor Cónego Tito Espinheira
Exmo. Senhor Arq. Adalberto Dias


Cc. Secretariado do Patriarcado de Lisboa, Vigararia Geral, DGPC, PCML, AML e media


Somos a agradecer a reunião havida em São Vicente de Fora na 6ª Feira passada com V. Exas. e com as senhoras arqueólogas que participaram nas escavações no claustro.

Apresentamos os nossos cumprimentos ao sr. arq. Adalberto Dias, autor do projecto de musealização e reinterpretação do claustro da Sé de Lisboa.

Compreendemos os argumentos apresentados em relação à abertura de porta na muralha da Sé, na Rua das Cruzes, designadamente quanto às acessibilidades para portadores de deficiência motora, tendo em conta a candidatura aos fundos do Programa Portugal 20/20. Contudo, face ao ofício da CCDR-LVT/DGPC (em anexo), solicitamos que nos informem sobre qual a origem do financiamento extra-20/20, que permitiu o pagamento do projecto e a empreitada já efectuada, uma vez que nos parece haver uma incongruência entre o ofício da DGPC e o cartaz afixado na porta Norte do claustro onde se especifica que o projecto tem o apoio daquele Programa.

Em relação à demolição do cubelo actual, e sua substituição por "cubelo" contemporâneo, e apesar de reconhecermos a exiguidade da escada em caracol existente no interior do cubelo acrescentado ao claustro da Sé por Augusto Fuschini, em 1902, e, portanto, a vontade do autor do projecto em apreço em querer alargar a escada interior, não podemos concordar com a demolição do cubelo, uma vez que escadas exíguas são bastante comuns em monumentos importantes por essa Europa fora.

Reiteramos a nossa indignação pela decoração "vistosa" que se pretende dar ao novo "cubelo", e voltamos a sugerir o seu revestimento com pedra e não com azulejos vidrados, ainda que a intervenção seja mais dispendiosa, mas está em causa a Sé de Lisboa.

Finalmente, pedimos ao sr. arq. Adalberto Dias que nos confirme se, ao contrário do que as plantas e alçados do projecto apresentam (ver imagem em anexo), o novo “cubelo” não será de facto visível desde a Rua Cruzes da Sé, porque a acontecer o contrário seria de facto gravíssimo.

Com os melhores cumprimentos


Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Bernardo Ferreira de Carvalho

Palacete dos Marqueses de Pombal / Janelas Verdes - Pedido de confirmação de eventual venda/cedência


Exmo. Senhor Vereador do Património
Arq. Manuel Salgado

CC. PCML, AML, Provedoria de Justiça e media


A propósito das notícias em torno da cedência pela CML de espaço para estacionamento automóvel à artista pop Madonna, no Palacete dos Marqueses de Pombal, Rua das Janelas Verdes, nº 37-39, e propriedade da CML;

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. esclarecimento quanto à situação presente do imóvel referido, i.e.:

* Se se confirma que o Palacete esteja ou tenha estado à venda;
* Se, conforme foi referido nos últimos dias, o mesmo terá sido já vendido ou cedido à futura embaixada de Timor-Leste;
* Se, no caso de se confirmar, se o processo de venda foi anunciado publicamente, foi objecto de hasta pública e aprovado em reunião de CML e de AML;
* Se, em vez de venda, for cedência, qual o prazo da mesma e eventuais contrapartidas para a cidade?

Recordamos que este palacete foi cedido pela CML em 1982 ao Instituto José de Figueiredo para ampliação das instalações deste.

Neste momento, e dadas as características do imóvel, cremos que seria bastante oportuno ceder-se o imóvel ao Museu Nacional de Arte Antiga, para eventual pólo de artes-decorativas.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, Helena Espvall, Inês Beleza Barreiros, Ana Celeste Glória, Júlio Amorim, Fernando Silva Grade, Beatriz Empisa, Fátima Castanheira

Tribunal suspende projecto de Souto de Moura na Praça das Flores


In Público (3.7.2018)
Por João Pedro Pincha

«Juízes entendem que a demolição necessária ao surgimento do projecto não foi suficientemente justificada e que, naquele local, se deve privilegiar a reabilitação de prédios existentes. [...]»