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25/02/2021

O Plátano da Estrela

Largo da Estrela, Lisboa, Poda radical.
Que benefícios para esta árvore ? - Nenhuns.
Que benefícios para os lisboetas ? - Nenhuns.
Que benefícios para a estética do local ? - Nenhuns.

Então para quê esta atrocidade?

Quando a Lei nº. 56/2012 de 8 de Setembro que consagrou a reorganização administrativa do Município de Lisboa, conferindo às 24 Freguesias então criadas competências próprias em diversos domínios nos quais se incluem a manutenção e gestão dos espaços verdes e árvores de alinhamento, entrou em vigor, foi desencadeada uma autêntica pandemia contra as árvores da cidade de Lisboa, em espaços públicos e privados, com podas anuais indiscriminadas, muitas delas radicais, descaracterizando e colocando muitas vezes em risco a sobrevivência dos exemplares intervencionados.

Mais uma vez chamamos a atenção de todos para o fenómeno sensível da poda, agora em grande moda, para que prevaleça o bom senso, incentivando as Juntas de Freguesia a substituirem o esforço financeiro e humano posto na poda, pela plantação de novas árvores nos locais sinalizados, alguns já há vários anos, nas áreas das suas Freguesias.


Pinto Soares

21/07/2017

Ora digam lá se isto não foi uma poda bem achada?


Ficaram assim as árvores do Largo da Achada, na Mouraria, depois da poda da JF, porque, atenção, havia pessoas que batiam com a cabecinha nos ramos das árvores e se queixavam a quem de direito. Maravilhoso!

24/05/2017

Mas que grandes ANIMAIS!


«Isto é um crime da responsabilidade da Junta de freguesia das Av. Novas. Poda de jacarandás em plena floração», por Rosa Casimiro in ‎Plataforma em Defesa das Árvores (facebook), e fotos de Lavínia Maria Uva

29/03/2017

Está tudo louco?


A que propósito e para quem, querem (JF? CML?) podar em altura estas lindíssimas árvores junto à Casa da Moeda???

19/03/2017

O que fizeram no Largo do Carmo é inadmissível!


Os técnicos da JF responsáveis pela autorização e fiscalização da poda devem ser exonerados. À empresa que fez a poda deve ser passada coima severa, ser banida das adjudicações na cidade e "descertificada" (se é que o é). Só assim a cidade poderá ser ressarcida por este crime!
Foto: Miguel Jorge

23/10/2016

A Bela-Sombra da R. do Limoeiro foi humilhada!


A Bela-Sombra do Largo do Limoeiro tem mais de 100 anos (em 1910, como uma fotografia no Arquivo Municipal atesta, já era adulta). Está classificada como "Árvore de Interesse Público" (http://www.icnf.pt/portal/florestas/ArvoresFicha…). Trata-se de património, portanto. E lisboetas e turistas reconhecem-no: não há um que não pare, contemple e tire a fotografia que se impõe.
Este património classificado está sob a alçada de uma Junta de Freguesia com parcos recursos para tomar conta dela com a delicadeza e a sapiência que se impõem. Ora como é que neste país não há uma entidade que se ocupe destes exemplares classificados? Ou como é que a CML não chama a si, de novo, a sua manutenção?
Diz Rosa Casimiro que belas-sombras são “esculturas”: “o grande erro que se comete com as belas sombra é podar como se se tratasse de uma árvore comum. A bela sombra não é uma árvore é uma herbácea que pode atingir um porte arbóreo porque tem um tempo de vida muito longo". E diz mais: “Quando se gere uma bela sombra em espaço urbano a primeira pergunta que se deve fazer é: porque é que esta árvore é importante neste local? E só depois de ter resposta a essa pergunta se deve podar. A resposta é quase sempre a mesma, estas árvores são importantes pelas suas características ornamentais únicas". Para concluir, pergunta ainda a Rosa: “Agora digam-me que sentido faz podar uma bela sombra tirando-lhe toda a qualidade ornamental?”
O que se fez ontem à Bela-Sombra, apesar da prestabilidade da Engenheira da Junta de Freguesia de Sta. Maria Maior no local e da legalidade da operação, deixa muito a desejar. Atribuo aos “técnicos” da moto-serra (que, registe-se, pareciam ter um problema com o “género”, fingindo, por vezes, não ouvir a Engenheira responsável), à incúria da CML, à AML (onde o Regulamento Municipal do Arvoredo está bloqueado há quase um ano) e à falta de sensibilidade de muita gente.
Não é o primeiro caso em Lisboa: a Bela-Sombra de Campo de Ourique, exemplar também classificado, foi desclassificada por causa de uma poda desastrosa e a Bela-Sombra do Jardim de Santos foi, o ano passado, igualmente humilhada. Depois desta poda atroz é bem possível que este belo exemplar do Limoeiro venha a perder a sua classificação também.
Conclui-se, então, que nem tudo o que é legal, é moralmente aceitável!
O resultado para esta Phytolacca dioica está à vista como as fotografias comprovam: um antes e um depois dilacerante para quem dela é vizinho e a conhece há muito, muito, tempo.
De resto, esta Bela-Sombra foi podada porque estava a interferir com as catenárias dos eléctricos da Carris (e também porque sujava os carros dos Senhores Magistrados e aspirantes do CEJ). Eu pergunto se não há para aí um Engenheiro caridoso e consciencioso que possa apresentar uma solução técnica para esta situação tão delicada? É que no futuro teremos o mesmo problema.
Que país é este que prefere intervir em seres vivos com mais de 100 anos, violentando-os (e ao fazê-lo violentando todos quantos gostam de árvores e por elas se batem), em vez de desviar objectos inanimados, como postes e catenárias?
Peço desculpa, à Bela-Sombra e às pessoas que dela gostam, mas na madrugada de 22 de Outubro de 2016 eu, sozinha, não consegui impedir a barbárie...


C. 1910. Podemos constatar que nesta data já era um exemplar razoável, o que nos leva a crer que poderá ter, pelo menos, 150 anos (Arquivo Fotográfico Municipal)

1941 (Arquivo Fotográfico Municipal)

Antes da poda (2012)
Depois da poda (ou da lobotomia como o Arq. Gonçalo C. da Silva lhe chamou)

Lado Este



Parte detrás

Enorme ferida em consequência da poda, provavelmente provocada pela queda de tarolos.

Idem

Lado Oeste


Turistas perplexos



15/12/2015

É melhor do que nada, e não incluíram nem uma das sugestões/críticas da Plataforma, BAH!


In O Corvo (15.12.2015)
Por Samuel Alemâo

«Regulamento para árvores de Lisboa vai ser aprovado, mas com fortes críticas[...] Depois de um ano cheio de polémicas, surge a esperança de que, a partir de agora, as coisas serão diferentes. O corte, a poda e os tratamentos das árvores da capital portuguesa, que recentemente ficaram sob a alçada das juntas de freguesia, estarão sujeitos a novas regras. Mas há quem ache que elas não serão ainda suficientes e, em alguns aspectos, pecam por falta de clareza. O que se poderá revelar contraproducente relativamente à tentativa de estabelecer uma actuação uniforme na forma de lidar com as árvores da cidade. [...]

Às juntas de freguesia – cuja actuação tem sido, ao longo de 2015, muito contestada pelos frequentes abates e podas substanciais realizadas um pouco por toda a cidade – fica vetada, porém, a capacidade de decidirem sozinhas sobre o corte de exemplares para os substituir. Num dos pontos do artigo relativo ao “plano para substituição do arvoredo” (19º), é mesmo referido que “o plano de substituição de arvoredo é aprovado pelo presidente da CML ou pelo responsável com competência delegada”. Depois de apresentado à câmara, esta tem um prazo de 15 dias para se pronunciar sobre o mesmo. Mas todas as outras intervenções estarão sujeitas ao arbítrio dos serviços das juntas.

E isso está a deixar preocupados os membros da Plataforma em Defesa das Árvores, que agrega diversos indivíduos e associações em torno de um mesmo propósito. “Algumas das nossas sugestões, que consideramos importantes, não foram consideradas, sobretudo no que se refere à falta da apresentação de um plano de intervenções a realizar pelas juntas”, critica Rosa Casimiro, porta-voz da plataforma, lamentando a inexistência de “regras claras” sobre que tipo de tratamentos e podas as juntas podem ou não fazer sem informar os serviços técnicos da CML. “Isso era essencial”, considera.

Em todo o caso, diz este elemento do colectivo de cidadania, o aparecimento do regulamento – sobre o qual a câmara terá recebido uma dúzia de sugestões durante a consulta pública – é algo a celebrar. Mas isso não garante nada, se não se fizer um acompanhamento e fiscalização sérios da aplicação do mesmo. Rosa Casimiro diz-se apreensiva. “Em reuniões que tivemos na Assembleia Municipal de Lisboa, alguns presidentes de juntas disseram-nos que não estavam dispostos a cumprir com todas as regras do regulamento”, revela a activista, mostrando cepticismo sobre a capacidade de fiscalização da câmara face à actuação das juntas.

Apesar das dúvidas, Rosa Casimiro saúda o aparecimento do regulamento, que ainda terá de ser apreciado pela assembleia municipal. E dá como um bom exemplo do que vai mudar o facto de, a partir de agora, ser obrigatório para a CML indicar um local para a recolha da madeira resultante dos cortes e podas nas árvores. “Isso é muito positivo. Tenho visto coisas inacreditáveis, com pessoas a levarem a lenha para casa”, diz a responsável da Plataforma em Defesa das Árvores, para quem “é imprescindível que o regulamento seja respeitado, caso contrário não haverá uniformidade na abordagem à macha arbórea da cidade”.»

21/10/2015

21/07/2015

A barbárie e os ineptos chegaram às tipuanas da Conde Valbom e quem de direito fica a ver a banda passar!



E começou a poda-abate das tipuanas da Conde Valbom??? Que pouca vergonha!

Foto de ontem, na Marquês de Tomar, por José Baltazar