Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
08/06/2022
25/02/2021
O Plátano da Estrela
Que benefícios para os lisboetas ? - Nenhuns.
Que benefícios para a estética do local ? - Nenhuns.
Então para quê esta atrocidade?
Quando a Lei nº. 56/2012 de 8 de Setembro que consagrou a reorganização administrativa do Município de Lisboa, conferindo às 24 Freguesias então criadas competências próprias em diversos domínios nos quais se incluem a manutenção e gestão dos espaços verdes e árvores de alinhamento, entrou em vigor, foi desencadeada uma autêntica pandemia contra as árvores da cidade de Lisboa, em espaços públicos e privados, com podas anuais indiscriminadas, muitas delas radicais, descaracterizando e colocando muitas vezes em risco a sobrevivência dos exemplares intervencionados.
Mais uma vez chamamos a atenção de todos para o fenómeno sensível da poda, agora em grande moda, para que prevaleça o bom senso, incentivando as Juntas de Freguesia a substituirem o esforço financeiro e humano posto na poda, pela plantação de novas árvores nos locais sinalizados, alguns já há vários anos, nas áreas das suas Freguesias.
Pinto Soares
05/04/2019
21/07/2017
Ora digam lá se isto não foi uma poda bem achada?
24/05/2017
Mas que grandes ANIMAIS!
29/03/2017
Está tudo louco?
19/03/2017
O que fizeram no Largo do Carmo é inadmissível!
Foto: Miguel Jorge
23/10/2016
A Bela-Sombra da R. do Limoeiro foi humilhada!
Este património classificado está sob a alçada de uma Junta de Freguesia com parcos recursos para tomar conta dela com a delicadeza e a sapiência que se impõem. Ora como é que neste país não há uma entidade que se ocupe destes exemplares classificados? Ou como é que a CML não chama a si, de novo, a sua manutenção?
Diz Rosa Casimiro que belas-sombras são “esculturas”: “o grande erro que se comete com as belas sombra é podar como se se tratasse de uma árvore comum. A bela sombra não é uma árvore é uma herbácea que pode atingir um porte arbóreo porque tem um tempo de vida muito longo". E diz mais: “Quando se gere uma bela sombra em espaço urbano a primeira pergunta que se deve fazer é: porque é que esta árvore é importante neste local? E só depois de ter resposta a essa pergunta se deve podar. A resposta é quase sempre a mesma, estas árvores são importantes pelas suas características ornamentais únicas". Para concluir, pergunta ainda a Rosa: “Agora digam-me que sentido faz podar uma bela sombra tirando-lhe toda a qualidade ornamental?”
O que se fez ontem à Bela-Sombra, apesar da prestabilidade da Engenheira da Junta de Freguesia de Sta. Maria Maior no local e da legalidade da operação, deixa muito a desejar. Atribuo aos “técnicos” da moto-serra (que, registe-se, pareciam ter um problema com o “género”, fingindo, por vezes, não ouvir a Engenheira responsável), à incúria da CML, à AML (onde o Regulamento Municipal do Arvoredo está bloqueado há quase um ano) e à falta de sensibilidade de muita gente.
Não é o primeiro caso em Lisboa: a Bela-Sombra de Campo de Ourique, exemplar também classificado, foi desclassificada por causa de uma poda desastrosa e a Bela-Sombra do Jardim de Santos foi, o ano passado, igualmente humilhada. Depois desta poda atroz é bem possível que este belo exemplar do Limoeiro venha a perder a sua classificação também.
Conclui-se, então, que nem tudo o que é legal, é moralmente aceitável!
O resultado para esta Phytolacca dioica está à vista como as fotografias comprovam: um antes e um depois dilacerante para quem dela é vizinho e a conhece há muito, muito, tempo.
De resto, esta Bela-Sombra foi podada porque estava a interferir com as catenárias dos eléctricos da Carris (e também porque sujava os carros dos Senhores Magistrados e aspirantes do CEJ). Eu pergunto se não há para aí um Engenheiro caridoso e consciencioso que possa apresentar uma solução técnica para esta situação tão delicada? É que no futuro teremos o mesmo problema.
Que país é este que prefere intervir em seres vivos com mais de 100 anos, violentando-os (e ao fazê-lo violentando todos quantos gostam de árvores e por elas se batem), em vez de desviar objectos inanimados, como postes e catenárias?
Peço desculpa, à Bela-Sombra e às pessoas que dela gostam, mas na madrugada de 22 de Outubro de 2016 eu, sozinha, não consegui impedir a barbárie...
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| C. 1910. Podemos constatar que nesta data já era um exemplar razoável, o que nos leva a crer que poderá ter, pelo menos, 150 anos (Arquivo Fotográfico Municipal) |
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| 1941 (Arquivo Fotográfico Municipal) |
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| Antes da poda (2012) |
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| Depois da poda (ou da lobotomia como o Arq. Gonçalo C. da Silva lhe chamou) |
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| Lado Este |
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| Parte detrás |
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| Enorme ferida em consequência da poda, provavelmente provocada pela queda de tarolos. |
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| Idem |
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| Lado Oeste |
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| Turistas perplexos |
15/12/2015
É melhor do que nada, e não incluíram nem uma das sugestões/críticas da Plataforma, BAH!
Por Samuel Alemâo
«Regulamento para árvores de Lisboa vai ser aprovado, mas com fortes críticas[...] Depois de um ano cheio de polémicas, surge a esperança de que, a partir de agora, as coisas serão diferentes. O corte, a poda e os tratamentos das árvores da capital portuguesa, que recentemente ficaram sob a alçada das juntas de freguesia, estarão sujeitos a novas regras. Mas há quem ache que elas não serão ainda suficientes e, em alguns aspectos, pecam por falta de clareza. O que se poderá revelar contraproducente relativamente à tentativa de estabelecer uma actuação uniforme na forma de lidar com as árvores da cidade. [...]
Às juntas de freguesia – cuja actuação tem sido, ao longo de 2015, muito contestada pelos frequentes abates e podas substanciais realizadas um pouco por toda a cidade – fica vetada, porém, a capacidade de decidirem sozinhas sobre o corte de exemplares para os substituir. Num dos pontos do artigo relativo ao “plano para substituição do arvoredo” (19º), é mesmo referido que “o plano de substituição de arvoredo é aprovado pelo presidente da CML ou pelo responsável com competência delegada”. Depois de apresentado à câmara, esta tem um prazo de 15 dias para se pronunciar sobre o mesmo. Mas todas as outras intervenções estarão sujeitas ao arbítrio dos serviços das juntas.
E isso está a deixar preocupados os membros da Plataforma em Defesa das Árvores, que agrega diversos indivíduos e associações em torno de um mesmo propósito. “Algumas das nossas sugestões, que consideramos importantes, não foram consideradas, sobretudo no que se refere à falta da apresentação de um plano de intervenções a realizar pelas juntas”, critica Rosa Casimiro, porta-voz da plataforma, lamentando a inexistência de “regras claras” sobre que tipo de tratamentos e podas as juntas podem ou não fazer sem informar os serviços técnicos da CML. “Isso era essencial”, considera.
Em todo o caso, diz este elemento do colectivo de cidadania, o aparecimento do regulamento – sobre o qual a câmara terá recebido uma dúzia de sugestões durante a consulta pública – é algo a celebrar. Mas isso não garante nada, se não se fizer um acompanhamento e fiscalização sérios da aplicação do mesmo. Rosa Casimiro diz-se apreensiva. “Em reuniões que tivemos na Assembleia Municipal de Lisboa, alguns presidentes de juntas disseram-nos que não estavam dispostos a cumprir com todas as regras do regulamento”, revela a activista, mostrando cepticismo sobre a capacidade de fiscalização da câmara face à actuação das juntas.
Apesar das dúvidas, Rosa Casimiro saúda o aparecimento do regulamento, que ainda terá de ser apreciado pela assembleia municipal. E dá como um bom exemplo do que vai mudar o facto de, a partir de agora, ser obrigatório para a CML indicar um local para a recolha da madeira resultante dos cortes e podas nas árvores. “Isso é muito positivo. Tenho visto coisas inacreditáveis, com pessoas a levarem a lenha para casa”, diz a responsável da Plataforma em Defesa das Árvores, para quem “é imprescindível que o regulamento seja respeitado, caso contrário não haverá uniformidade na abordagem à macha arbórea da cidade”.»
21/10/2015
21/07/2015
A barbárie e os ineptos chegaram às tipuanas da Conde Valbom e quem de direito fica a ver a banda passar!
E começou a poda-abate das tipuanas da Conde Valbom??? Que pouca vergonha!


































