06/06/2014

Pedido de Arborização da Rua Morais Soares

Resposta do Vereador Manuel Salgado, ao nosso e-mail de 18 de Fevereiro deste ano:

...


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. António Costa


C.c. Vereador Manuel Salgado, AML e Junta de Freguesia

Como é do conhecimento de V. Exa, o eixo Praça do Chile - Rua Morais Soares - Praça Paiva Couceiro (e adjacentes) é um dos locais mais concorridos de Lisboa, seja no que se refere a comércio e serviços, seja como de movimento automóvel.

Sendo inicialmente atravessado por uma linha de eléctrico e por uma faixa central arborizada, foi-se transformando, ao longo dos anos, num espaço público completamente desqualificado, de prédios envelhecidos e descaracterizados, um paraíso do estacionamento selvagem, uma auto-estrada urbana suja e sem qualquer espaço para peões.

Aliás, deve ser um dos espaços mais visíveis de Lisboa onde a 2.ª fila está institucionalizada, pois além das faixas laterais para estacionamento, é possível deixar um automóvel estacionado, durante dias, em 2.ª fila, mesmo em zona de paragem de transportes públicos, sem que exista qualquer fiscalização.

Uma Avenida com quatro faixas, vê o seu trânsito massivo de automóveis e diversas carreiras de autocarros, comprimido em apenas duas faixas de trânsito.

Por outro lado, o movimento massivo de peões tem de se contentar com um passeio de meio metro que, ainda assim, pode estar ocupado com estacionamento. Ao longo deste eixo e nas ruas laterais não existe uma qualquer zona de estadia ou arborizada (o mesmo se repete ao longo da Avenida Afonso III e laterais).

Ainda que os estabelecimentos comerciais da zona tenham vindo a descaracterizar-se fortemente (um efeito que se tem prolongado ao longo da Avenida Almirante Reis até à Alameda Afonso Henriques), a verdade é que a zona continua a ser um grande pólo de atracção, beneficiando da presença de uma estação de metro.

Constata-se que o projecto de renovação deste eixo sempre esteve inscrito no Orçamento Participativo mas nunca logrou obter o número de votos suficientes. Tal, contudo, não deverá ser impedimento de uma actuação da autarquia. Estamos em crer que uma intervenção no espaço público poderá melhorar significativamente a imagem da zona, tornando-a um pouco mais atractiva.

A eliminação de estacionamento selvagem, libertaria espaço para os peões e possibilitaria a plantação de árvores que, devido ao tamanho da rua, não necessitariam de ser de grande porte. Ou, em alternativa, a eliminação de estacionamento selvagem permitirá a construção de uma faixa central arborizada que, mesmo que tivesse a mesma dimensão daquela que existe na Av. Almirante Reis, já seria um grande melhoramento (vide imagens em anexo).

A arborização das ruas laterais e transversais permitiria eliminar o estacionamento selvagem e melhorar a qualidade de vida dos residentes.

Em segundo, a criação de faixas bus ao longo da avenida, com a adequada fiscalização, permitiria eliminar o estacionamento em segunda fila já institucionalizado, melhorando a fluidez do transporte individual e colectivo.

Olhando para outros exemplos, como a Av. Columbano Bordalo Pinheiro, entendemos que um nível menor de investimento se poderá produzir uma alteração gigantesca da qualidade de vida e atractividade de uma zona esquecida de Lisboa.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Malheiros Fonseca, Jorge Lima, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Luís Marques da Silva, Fernando Jorge, Inês Barreiros, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Mineiro, Carlos Leite de Sousa, Gonçalo Maggessi, Júlio Amorim, Virgílio Marques, José Filipe Toga Soares

05/06/2014

Cultura manda retirar telas da fachada do Museu de História Natural

Dois anos depois de serem montadas ilegalmente, as telas que cobrem a frente do edifício foram objecto de uma ordem de remoção.
Por José António Cerejo, Público de 5 Junho 2014



A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) determinou, no fim de Abril, a remoção das megatelas informativas que foram montadas há dois anos na fachada do Museu Nacional de História Natural e Ciência, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa. A direcção do museu confirma que foi notificada, mas diz que “está a tratar do assunto junto das entidades competentes”.
Instaladas em Maio de 2012, as duas telas, com 18 metros de comprimento por dez de altura cada uma, foram colocadas em cima de um estrutura metálica tubular de grandes dimensões que, por sua vez, foi fixada às paredes do museu (antiga Faculdade de Ciências). A iniciativa — justificada com a necessidade de dar projecção às actividades do museu — suscitou polémica na altura, tanto mais que a Direcção Regional de Cultura tinha emitido seis meses antes um parecer desfavorável à sua concretização.
Para lá das dimensões das telas, a montar na frente de um edifício que estava em vias de classificação (no ano passado, foi classificado como monumento de interesse público), o parecer criticava o facto de elas serem “salientes relativamente ao plano” da fachada principal, provocando “um forte impacto visual sobre o núcleo museológico”. Nessa altura, porém, não foi ordenada a sua retirada, sendo criado um grupo de trabalho conjunto, entre a Direcção Regional de Cultura, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e a Universidade de Lisboa, com o objectivo de corrigir a situação e encontrar uma solução compatível com a salvaguarda dos valores patrimoniais em presença.
A criação daquele grupo de trabalho foi decidida pelo director-geral do Património Cultural logo em Maio de 2012, o qual considerou que as telas se manteriam com carácter provisório até ser encontrada uma alternativa. O provisório, porém, prolongou-se até hoje, não havendo referência na informação técnica que agora levou à ordem de remoção a qualquer reunião ou decisão daquele grupo de trabalho.
No final do ano passado, a DGPC questionou a Câmara de Lisboa sobre se as telas tinham sido objecto de alguma licença camarária, tendo a autarquia respondido que, naquele caso concreto, a instalação estava isenta de licenciamento municipal.
Face às queixas chegadas à DGPC sobre o facto de tudo continuar na mesma, o subdirector-geral, João Carlos Santos, ordenou no dia 22 de Abril a remoção das telas e das estruturas metálicas, devendo ser reposta a fachada no estado em que se encontrava anteriormente.
A informação que deu origem ao despacho do subdirector-geral sugere que seja encontrada uma outra solução com menor impacto visual, “mantendo-se, contudo, a possibilidade de se publicitar a actividade e eventos culturais do museu, de uma forma digna, bem visível ao público, eventualmente através de pendões de dupla face, menos agressivos para o imóvel classificado”.
Contactado pelo PÚBLICO, o director do museu, José Pedro Sousa Dias, confirmou que já conhecia a posição da DGPC. “O museu cumprirá necessariamente a lei, mas estamos a tratar do assunto junto das entidades competentes”, afirmou.
Sousa Dias acrescentou que há “um grupo de trabalho conjunto com a DGPC por causa da zona de protecção [em que o museu se insere] e que a questão das telas é uma das que aí estão a ser tratadas”. Quanto à data de retirada das polémicas estruturas, o director do museu nada disse.


04/06/2014

Passeios de Lisboa: Rua Dr. Álvaro de Castro


Alguém reconhece?


A/C. DGPC , para classificação dos 2 salões do 1º andar e da escadaria (única em Lx). Ok? (já que ainda por lá está, à espera de parecer de abertura, ou não, a tal de cervejaria do R/C que, por sinal, é "só" o melhor exemplar de decoração de interiores em loja de restauração, que conheço, mas, enfim, só têm olhos para igrejinhas e antas ...).


Fotos: Neca Castel-Branco

02/06/2014

Passeios de Lisboa: R. Heliodoro Salgado / R. Triângulo Vermelho

Rua Heliodoro Salgado & Rua Triângulo Vermelho

Precisamos de medidas concretas de combate ao lixo no Bairro Alto

Cara Presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia
Dra. Carla Madeira


Na última campanha eleitoral desafiámo-la a encarar o problema da higiene do Bairro Alto como prioritário. A esse desafio, respondeu positivamente, o que muito nos entusiasmou, apesar de programaticamente não termos encontrado muito de significativamente diferente do léxico político.

Há vários meses que vimos manifestando a nossa preocupação quanto à falta de resultados.

Argumentará, V. Exa., que passou pouco tempo após as mudanças operadas por via da delegação de competências da CML mas o problema é que os sinais que identificámos ao longo destes meses não sugerem nenhuma alteração positiva, antes sim uma degradação do péssimo quadro pré-existente:

* Os horários de recolha de lixo alteraram-se e são agora (ainda) menos compreensíveis;
* A recolha processa-se de modo desigual em cada dia e, aparentemente, mais tarde; logo, o lixo está (ainda) mais tempo exposto e estimula o depósito por parte de mais pessoas;
* O lixo corporativo continua a ser dramaticamente abundante e caótico;
* A limpeza das ruas parece ter diminuído ou ter-se tornado menos eficiente; por exemplo, nos princípios e nos fins do dia o Chiado/Camões tem estado permanentemente inundado de plásticos e papéis esvoaçantes;
* As papeleiras demoram a ser esvaziadas
* E quando ocorrem feiras no Príncipe Real, subsiste a má prática de não esvaziar previamente os eco-pontos e papeleiras, sendo morosa a operação de limpeza após aquelas terminarem.

Senhora Presidente, sentimo-nos tristes e desconfortáveis ao escrever esta missiva. Dê-nos motivos para dentro de 3 meses escrevermos outra diferente!

Pedimos-lhe sinais e resultados concretos, uma estratégia eficaz que não se resuma à trivial sensibilização a moradores e comerciantes, aspecto menor e sem impacto.

Com angústia e ainda com esperança, apresentamos os nossos cumprimentos.

Fórum Cidadania Lx e Associação de Moradores do Bairro Alto

P.S. Seguem em anexo fotos tiradas anteontem no Chiado e no Bairro Alto

LIXO LISBOA LIXO LISBOA LIXO: Freguesias ou CML?

 Desterro
 Desterro
 Anjos
 Arroios
 Campo dos Mártires da Pátria
 Lapa
 Penha de França
Bairro das Colónias
 Príncipe Real
Santa Catarina

30/05/2014

R. Caminhos de Ferro, 1


Chegado por e-mail: «Cumps
M. Céu Fialho»

LISBOA PUBLI-Cidade: Rua Alexandre Herculano

Parece que a Polícia Municipal já foi ao local mas não encontrou ninguém responsável pelo estabelecimento... Mas os 3 paineis de publicidade em vidro, sem qualquer licença lá continuam a tapar as janelas.

Inuagurada hoje as «Festas da Cerveja» em Lisboa

















...também por vezes chamada no passado «Festas de Lisboa»... Vêm aí rios de cerveja durante 1 mês.

29/05/2014

PASSEIOS DE LISBOA: Rua D. João V nº 22-C-D

Parece que a Polícia Municipal sempre que lá vai não encontra nenhum veículo no passeio. Pode ser que esta imagem ajude... Fica em frente do STAND IMPALA.

28/05/2014

POSTAL DE LISBOA: SANTA CATARINA

Está quase tudo nesta imagem: lixeira, carro em cima do passeio, calçada destruída, prédio que depois de abandonado foi demolido... só falta aqui o presidente da CML.

13/05/2014

Festas de Lisboa 2014, A/C da CML, AML e EGEAC


Exmo. Sr. Presidente da CML
Exma. Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Exmo. Presidente da EGEAC


Nos últimos anos, os lisboetas têm assistido à degradação da identidade das Festas de Lisboa, em particular nos espaços públicos dos bairros históricos. De ano para ano é notória a transformação das Festas de Lisboa numa “Festa da Cerveja”. As regras, a nosso ver, insuficientes por parte da CML levaram, em parte, ao actual cenário de publicidade agressiva e omnipresente por parte das marcas de cerveja. O incentivo ao consumo de álcool é livre e abusivo um pouco por toda a cidade histórica, e não só.

Concordamos que cada cidadão, desde que maior de idade, seja livre de consumir álcool – mas quando os impactos negativos ultrapassam a esfera do individual, então há que intervir, cremos. E não nos referimos às ruas e aos largos cobertos de copos, garrafas, vómito e urina; referimo-nos custos, a longo prazo, para a sociedade.

As mortes devidas ao consumo de álcool triplicaram desde 1990. O consumo de álcool passou de 6ª a 3ª causa de morte e de acidente em todo o mundo. Este impacto pesa sobre toda a sociedade – e são todos os contribuintes que acabam por pagar a factura. De facto, os problemas causados pelo consumo excessivo de álcool roubam cerca de 1,5% dos orçamentos de estado na Europa. Este problema está a piorar de ano para ano e em países como Portugal, onde por tradição o consumo de álcool ocorria essencialmente às refeições, assistimos ao aumento do consumo irresponsável pelos jovens.

Na nossa opinião, o actual modelo de gestão/organização das FESTAS DE LISBOA está a contribuir activamente para o agravamento deste problema de saúde pública. Está também a contribuir para a desqualificação do espaço público e dos edifícios e monumentos históricos da nossa cidade. O quase monopólio da(s) marca(s) de cerveja que patrocinam/participam no evento produz impactos inaceitáveis:

1- DESRESPEITO CRESCENTE PELO AMBIENTE URBANO HISTÓRICO.
2- QUIOSQUES COM PUBLICIDADE LIVRE E DESCONTROLADA.
3- UTILIZAÇÃO CRESCENTE E EXCESSIVA DE PLÁSTICOS.

Falta estabelecer, de facto, regras iguais para todos os participantes, e com padrões em linha com o que se faz no resto da Europa (alguns exemplos em anexo).

Falta também criar uma campanha de sensibilização para o consumo responsável de álcool.

Há outras formas de organizar e desenvolver as FESTAS DE LISBOA sem conspurcar e arrendar a cidade histórica desta forma, nem agravar os problemas de saúde pública da capital e do país.

Com os melhores cumprimentos,


Fernando Jorge, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Jorge Lima, Inês Barreiros, Jorge Pinto, Miguel Jorge, Rossella Ballabio, Maria do Rosário Reiche, Paulo Lopes, Guilherme Pereira, Artur Lourenço

NOVO ATENTADO AMBIENTAL NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO





Assunto: Realização da Semana Académica de Lisboa 2014 no Parque Florestal de Monsanto.


O conjunto das entidades que constituem a Plataforma por Monsanto vê-se novamente confrontado com a utilização abusiva do Parque Florestal de Monsanto, nomeadamente dos terrenos contíguos ao Polo Universitário da Ajuda, para a realização da Semana Académica de Lisboa de 12 a 17 de Maio de 2014. Já no ano passado, esta Plataforma e outros defensores de Monsanto, denunciaram os prejuízos causados ao Parque e seus valores naturais pela realização do evento neste local.

O espaço onde novamente se prevê a realização da Semana Académica de Lisboa é uma clareira integrada na rota da biodiversidade, criada pela autarquia, melhorada por trabalho voluntário entretanto destruído com a realização do evento no ano passado, e lugar privilegiado de nidificação de várias aves, nomeadamente da perdiz-vermelha, uma espécie endémica apenas existente na península ibérica e que nesta altura ali nidifica. A realização do evento perturba de forma drástica a vida na zona e influencia negativamente as próximas gerações de aves.

Em sequencia dos enormes prejuízos causados no ano passado para a fauna e flora do parque e para o trabalho voluntário ali efectuado perguntamos:

Foram cumpridos os compromissos assumidos pelo Presidente da Associação Académica de Lisboa para com a Câmara Municipal de Lisboa, como contrapartidas pela utilização daquele espaço municipal e divulgados os resultados da aplicação de medidas cautelares de implementação obrigatória por parte da organização do evento?

- Houve, como prometido, revolvimento da terra para reverter a sua compactação?

- Houve ,como prometido, replantação de cerca de 50 árvores com dois metros de altura, de espécies adequadas ao espaço, correspondentes às destruídas durante o evento e que tinham sido plantadas por voluntários com o apoio da própria CML?

-Houve a implementação no local de equipamentos para que o recinto possa acolher famílias e visitantes durante todo o ano ? Constatamos que nas imediações foi criada uma área de pic-nic e outros melhoramentos. Foi isto feito com apoio das associações académicas e como contrapartida aos graves danos causados?

-Realizou a entidade responsável pelo evento, com apoio da CML, e fornecendo o material necessário, uma sementeira e outras operações de requalificação conforme indicações a fornecer pela DGMPFM ?

Face à situação agora criada pela renovação do licenciamento do evento, vimos exigir que o mesmo seja acompanhado de novas medidas de compensação, como a plantação de árvores no local do evento e arruamentos envolventes, e medidas cautelares de defesa do espaço natural. Estas medidas deverão ser seguidas por uma comissão de acompanhamento com membros de diferentes partes interessadas no Parque Florestal de Monsanto.

Julgamos que só assim será possível minimizar as agressões a esta zona tão importante para a manutenção frágil biodiversidade da cidade de Lisboa.

A Plataforma por Monsanto enviou nesta data uma exposição ao Senhor Presidente da CM de Lisboa apelando, uma vez mais, á revogação da autorização concedida pela CML e exigir que de uma vez por todas o Parque Florestal de Monsanto seja alvo da protecção que merece ter.

Lisboa 10 de Maio de 2014



Entidades que fazem parte da Plataforma por Monsanto: Associação dos
Amigos e utilizadores do PF de Monsanto; Associação Plantar um Árvore, Associação de Moradores do Alto da Ajuda; AMBEX, QUERCUS;LPN; Grupo Ecológico de Cascais; Clube de Actividades de Ar Livre; Fórum Cidadania Lx; Associação Lisboa Verde; ASPEA; Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, GAIA, Clube Caminheiros de Monsanto, Liga dos Amigos do Jardim Botânico


12/05/2014

No rescaldo da I Conferência «Lisboa Entre Séculos»:


É só para informar que na sequência da conferência «Lisboa Entre Séculos, A Arquitectura Ameaçada dos Séculos XIX e XX», foram enviados exemplares do livrete respectivo para a CML, AML, DGPC e Centro Hospitalar, acompanhados de ofícios personalizados:

https://sites.google.com/site/cidadanialxdocs/urbanismo-finais-sec-xix-xx

11/05/2014

PASSADEIRAS DE LISBOA: Rua das Janelas Verdes



Em Nápoles é assim que se preserva o património da viragem do século. XIX-XX








São ruas e bairros inteiros em que o património desta altura é vivido, salvaguardado, protegido. Trata-se de um cenário que em Lisboa já não é possível. Os anos foram aziagos para a nossa capital. A fúria das demolições continua sem dar tréguas, o esvaziamneto dos interiores dos edifícios que ainda nos restam, torna-os conchas incoerentes que envolvem outros "usos" que fatalmente os desvirtuam para sempre. As nossas avenidas são hoje uma mancha de indigência patrimonial que alastra sem que nada ou ninguém a possa parar. Proprietários, inquilinos, cidadãos, autarcas, arquitectos, todos sem excepção, assistimos à derrocada desse belíssimo património sem opor a mínima resistência. E Nápoles está longe de ser uma cidade fácil.