14/03/2016

Museu do Teatro Romano: palestra


Há uma nova fábrica de mentiras em Lisboa










Há uma nova fábrica de mentiras em Lisboa para o turista engolir!

Desta vez a fabricação recebeu o nome de FÁBRICA DA NATA e está em plena Praça dos Restauradores!

Tudo parece indicar que se trata de mais um projecto dos mesmos artistas de Circo dos "pastéis de bacalhau com queijo" na Baixa - ou serão outros artistas que estão a competir com o "Circo & Carnaval" da Rua Augusta?

O cenário criado é mais uma vez do tipo "luxo barato & antiguidade inventada".

No tecto, à maneira decorativa e para entreter turista, estão sempre a circular tabuleiros metálicos iguais aos que vão ao forno com pastéis de nata...

O chão é de mosaicos hidráulicos falsos e os balcões e outros elementos numa infeliz imitação do cobre! E ainda há oliveiras de plástico a decorar!

Mas logo na entrada está um cozinheiro a representar empenhadamente o seu papel do "faz de conta" que os pasteis de nata são feitos em panela antiga de cobre, à mão e um a um... Cada vez mais a Baixa se consagra como uma verdadeira, tourist trap. Lisboa já não tem vergonha? Ninguém se indigna com todas estas mentiras que a nossa cidade vomita diariamente?

13/03/2016

RUA AUGUSTA: «Is this enough Mr. Mayor?»






























O Circo, o Carnaval, o Reino do Plástico e o Império do Luxo Barato em que a Rua Augusta se está a transformar é um espectáculo degradante... Este é talvez o arruamento de Lisboa onde os sépticos podem mais facilmente verificar a trágica erosão da cidade histórica que sempre acontece quando se deixa o Turismo à Solta. Porque quando uma Câmara Municipal, e Governo(s), se mostram incapazes de ter uma ideia de Turismo e do seu respectivo planeamento, o desastre é inevitável. Mais de 20 estabelecimentos na Rua Augusta já foram "pensados & fabricados" a pensar exclusivamente no "turismo de massas". Estamos a caminhar para um cenário irreversível. Infelizmente muitos de nós - e dos nossos políticos - ainda olham para o Turismo como uma actividade meramente económica, do interesse do Ministério da Economia, e não como coisa cultural como poderia ser. «Is this enough Mr. Mayor?»

10/03/2016

Colónia da Sineta (Caxias) / 150 Anos Arq. Ventura Terra / Reunião Presidente CM Oeiras / Nota de Imprensa


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No seguimento do nosso alerta de 2 de Fevereiro (vide http://cidadanialx.blogspot.pt/2016/02/sos-colonia-da-sineta-caxias-150-anos.html ), chamando a atenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras para o estado de abandono e vandalismo da casa da Colónia da Sineta, em Caxias, foram o Fórum Cidadania Lx e a Associação Ventura Terra recebidos esta manhã pelo Senhor Presidente.

Nesta reunião, que consideramos ter sido particularmente útil para a causa e que desejamos seja o princípio de um processo que culminará na implementação de uma solução digna para aquela casa - a qual, recordamos, foi desenhada por Ventura Terra para o seu amigo Taborda de Magalhães poder dar corpo ao seu sonho de ali construir uma colónia para crianças carenciadas -, tivemos a oportunidade não só de solicitar ao Senhor Presidente novos esforços para que se encontre uma solução para a casa, como apresentámos ideias concretas que julgamos poderem corporizar de facto esse desiderato.

O Senhor Presidente mostrou-se particularmente sensível ao tema, atento à situação, e dou-nos conta das acções que a Câmara Municipal de Oeiras desenvolveu em 2007 para desbloquear a situação da casa da Colónia, sem sucesso, e disponibilizou-se para reiniciar contactos com o proprietário com vista a que, desta vez, seja possível encontrar forma de resolver o problema, assim se consiga definir uma estratégia e corporizar um projecto susceptível de garantir financiamento e recuperar o legado de Ventura Terra e de Taborda de Magalhães e, tão importante, garantir sustentabilidade duradoura ao mesmo.

O Fórum Cidadania Lx, na medida das suas possibilidades, compromete-se a tudo fazer para que tal seja possível, e que para a Colónia da Sineta seja um caso de sucesso nos 150 Anos de Ventura Terra.
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09/03/2016

Teatro Nacional de São Carlos / Desaparecimento das cadeiras dos camarotes / Pedido de esclarecimentos ao OPART:


Ao C.A. do OPART (9.3.2016)


Exmos. Senhores


C.C. MC, DGPC e media

O Teatro Nacional de São Carlos é a principal casa de ópera de Lisboa e de Portugal.

Foi inaugurado em 30 de Junho de 1793 pelo Príncipe Regente D. João para substituir o Teatro Ópera do Tejo, que tinha destruído no Terramoto de 1755, segundo projecto do arquitecto José da Costa e Silva. Trata-se de um exemplar de arquitectura civil, de cariz Neoclássica de influência italiana, único no nosso país. A decoração de época com influências de inspiração italiana, designadamente do teatro di San Carlo em Nápoles, e do teatro della Scalla em Milão, recebeu a participação de vários artistas nacionais e estrangeiros, na decoração dos seus interiores, como Cirilo Volkmark Machado, Appianni e Manuel da Costa.

Por isso é Monumento Nacional desde 1996 (D.R. I Série-B, nº 56, de 6 de Março).

Como será do conhecimento de V. Exas, no ano de 1940, o Teatro Nacional sofreu durante oito meses importantes obras de melhoramentos, restauro, consolidação e conservação exterior e interior, realizadas sob a égide do engº Duarte Pacheco Pereira, ministro das obras públicas, que teve o cuidado de manter as suas características decorativas centenárias, reabrindo em 1 de Dezembro de 1940.

Tendo tomado conhecimento do desaparecimento gradual das cadeiras de cariz clássico que se encontravam nos camarotes (cadeiras de assento em veludo e costas em palhinha, pernas torneadas, madeiras entalhada e dourada a casca de ovo – ver imagens), sendo as mesmas substituídas por cadeiras novas de cor castanha, o que desvirtua a ideia de conjunto que é o edifício e os seus elementos decorativos, desde logo o mobiliário de época;

Solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam sobre se as cadeiras retiradas foram para restauro, sendo posteriormente repostas nos respectivos camarotes (como sucedeu aquando da reparação de 1973), ou se a sua remoção se destina, simplesmente, à sua substituição definitiva, facto que a acontecer nos parece grave, pelo já exposto.

Salientamos, ainda, que, a nosso ver, a classificação do Teatro compreende toda a decoração do mesmo e respectivo mobiliário, pelo que qualquer retirada das cadeiras referidas deverá ser devidamente autorizada pela tutela.

Com os melhores cumprimentos​

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Jorge, Irina Gomes, Maria Ramalho, Pedro Henrique Aparício, Virgílio Marques, Maria de Morais, Inês Beleza Barreiros, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Maria do Rosário Reiche, Beatriz Empis, Pedro Formozinho Sanchez, Miguel de Sepúlveda Velloso e Nuno Caiado

Fotos: Miguel Jorge

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Esclarecimento do TNSC/OPART (10.3.2016):

«Esclarecimento do OPART/TNSC: «Exmos. Senhores


Na sequência da receção do email infra, encarrega-me o Conselho de Administração do OPART, E.P.E. de esclarecer que a substituição de algumas cadeiras de cariz clássico é temporária e deve-se exclusivamente ao normal processo de inventariação e restauro a que regularmente são sujeitas, de modo a garantir a respetiva preservação.

Mais se informa que, logo que a intervenção esteja concluída, as cadeiras serão repostas nos devidos camarotes, conforme previsto desde o primeiro momento da sua remoção.

Cordialmente,

Raquel Maló Almeida
Direção de Promoção e Media»

Largo do Intendente

Para a Junta de Freguesia de Arroios é perfeitamente legal que o Largo do Intendente esteja pejado de bases de guarda-sol fixas permanentemente na calçada (em frente à nova Loja das Regiões e em frente ao Café das Joanas), quer as esplanadas estejam montadas quer não, quer seja dia quer seja noite. Que se lixem as crianças a jogar à bola ou os invisuais. O que é importante é que não se tenha muito trabalho quando se monta o guarda-sol:

"Caro Munícipe,

A Câmara Municipal de Lisboa agradece o seu contacto e informa que a Ocorrência OCO/22560/2016 foi resolvida. 

A junta de Freguesia informa que as esplanadas estão licenciadas e que cumprem com as normas regulamentares. Agradecemos a vossa informação. 

Obrigado pelo seu contacto. 

Com os nossos melhores cumprimentos. "


08/03/2016

Calçada do Desterro 11-13: Imóvel de Interesse Público em risco


Att. DGPC
C.C. Gab MC, Gab. PCML, Gab. Vereador MS, AMl


Lisboa, 12.1.2016

Exmos. Senhores

​Somos a solicitar a esses Serviços esclarecimento sobre se terá sido submetido à DGPC ​para sua apreciação, algum projecto de alterações/demolição do imóvel sito na Calçada do Desterro, nº 11-13, IIP.

O edifício encontra-se com os vãos fechados com tijolo, o que vai contra as boas regras de conservação tanto da estrutura do edifício como dos acabamentos dos seus interiores. Lembramos que este edifício é um raro e interessante exemplar da Arquitectura pombalina fora da área da Baixa e que os seus níveis de autenticidade são elevados (vide as caixilharias dos vãos, as coberturas e os interiores) e que, por isso mesmo, devia ser objecto de obra exemplar de restauro e reabilitação, assim o queiram e saibam promover a CML e a tutela da Cultura.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Bernardo Ferreira de Carvalho

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado, em 8.3.2016:

07/03/2016

E pronto, depois da poda, o abate: lá vai lenha, lá vem viveiro, pelo caminho aluga-se a maquineta. Bah


Fotos: Pedro Gomez

Hotéis de charme


Chegado por e-mail:

«Boa tarde

No vosso site têm vindo a lume notícias sobre novos hoteís de charme no edifício do Diário de Notícias e da Rádio Renascença. O que eu acho é que os promotores dessas iniciativas deviam deixar em paz esses edifícios e, em vez disso, recuperassem o Hotel Braganza, situado perto do Teatro de São Carlos, e que está abandonado há muitos anos. Todos ganhariam com isso: recuperava-se um edifício histórico e passaria a existir um belo hotel com uma vista extraordinária para o rio e a Baixa.

Outro edifício onde está projectado há vários anos um hotel de charme é o Palácio das Águias, na Rua da Junqueira; mas há já vários anos que o projecto está parado e o edifício a degradar-se.

Se houvesse bom senso da parte dos promotores, deviam fazer isso.

Álvaro Pereira»

05/03/2016

Hotel na Rua 1º de Dezembro com reclamo ilegal desde 5 de Março de 2015



No dia 5 de Março de 2015 foi instalado este reclame luminoso de grandes dimensões de um novo Hotel na Rua 1º de Dezembro 84 a 100 (com frente também para a Praça D. Pedro IV 54 a 61); a 30 de Abril de 2015 fomos informados oficialmente pela DGPC que o referido dispositivo de publicidade era de natureza ilegal pois não recebeu o parecer obrigatório e vinculativo da tutela da Cultura e que por esse motivo foi solicitado à CML explicações sobre o seu licenciamento.

Passado exactamente 1 ano, continua instalado na fachada o referido dispositivo de publicidade, que foi fotografado no dia da sua instalação a 5 de Março de 2015 (teve direito a escolta da Polícia Municipal!), conforme imagens que enviámos à DGPC nessa data exacta.

Porque ficam nos locais estes dispositivos ilegais durante anos apesar das denúncias e da confirmação da sua ilegalidade e evidente impacto negativo nos bens culturais classificados? Vai ser necessário que o jornalista António Cerejo traga mais este caso para a praça pública para que a CML e DGPC façam cumprir a Lei do Património?

O FCLX assiste com grande preocupação à proliferação de dispositivos de publicidade instalados de forma descuidada, sobre vãos, guardas de varandas, etc. um pouco por toda a Baixa Pombalina e com o aparente desinteresse da CML.

NOTA: sim, afinal sempre foi preciso A. Cerejo iniciar o seu trabalho de jornalista para que o reclamo deste hotel fosse retirado nas vesperas de fazer 1 ano de ilegalidade! Mas outros reclamos de legalidade duvidosa ainda habitam a Baixa/Chiado...

04/03/2016

Boas notícias da CML. Nesta luta contra o tempo, aguarda-se por resposta prática do Governo e, da CML, pela aplicabilidade prática do Lojas com História:


Arte Antiga expõe o tesouro da Rainha Santa Isabel

In Rádio Renascença (3.3.2016)
Por Maria João Costa

«Numa altura em que se assinalam os 500 anos da beatificação da Rainha Santa Isabel, o Museu Nacional de Arte Antiga abre uma exposição evocativa da data. "O Tesouro da Rainha Santa" é inaugurada esta quinta-feira e reúne um importante espólio de Isabel de Aragão. [...]»

Parole, parole, parole... já cantavam Mina e Celentano...

Então mas depois do que se disse e escreveu e jurou sobre a reconstrução/remontagem da Barbearia Campos (foto: Arqueolojista) e vai-se lá ver a obra e o que se vê custa a crer: das 5 cadeiras pré-existentes pré-obra, com jeitinho caberão 2-3 no novo espaço do futuro "edifício McDonald's"; na parede lateral direita quando se entra, onde estavam o imenso espelho de finais de XIX (proveniente do último bordel dessa época) e o lavatório antigo gigante está agora um enormíssimo ... buraco; no tecto, antes com estuques (supostamente "retirados"), há agora pladur com fartura pelo que não só o estuque a "repor" descolará ao primeiro puxão como o pé-direito da barbearia deve ter diminuído um bom metro de altura. Bah.