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26/02/2020

Parabéns pela recuperação feita até ao momento no Jardim Botânico Tropical


Magnífico Senhor Reitor
Eng. António Manuel da Cruz Serra

À Topiaris, a/c Arq. Luís Paulo Ribeiro

CC. PCML, AML, DGPC e media

Serve o presente para endereçarmos os nossos parabéns à Universidade de Lisboa e aos arquitectos paisagistas da Topiáris pela recuperação até agora realizada no Jardim Botânico Tropical, Monumento Nacional que há muito merecia a atenção de quem de direito, e em relação ao qual enviámos alertas e protestos por diversíssimas ocasiões.

Com efeito, para lá da plantação já verificada de árvores em vários locais onde estavam em falta árvores, da recuperação do lago principal, da recuperação de muros, da colocação de nova sinalética, da repavimentação com betuminoso da generalidade das vias (apenas não compreendemos o uso de alcatrão na via defronte à estufa principal), da preservação do imaginário romântico do Jardim dos Cactos, é com particular satisfação que constatámos a intervenção no “elemento Água”, mais precisamente na recuperação dos canais de água e dos tanques das Serpentes e dos Leões, e do Jardim da Ninfa.

Ansiamos pela recuperação e abertura ao público dos diversos edifícios existentes e fazemos votos para que se iniciem, quanto antes, as obras de serralharia urgente na magnífica Estufa Principal por forma a recuperar-se o seu esplendor Arte Nova, a reabilitação da pequena casa de fresco do Veado, e a recuperação que o importante Palácio da Calheta merece e com ela se permita conhecer de perto a sua inestimável colecção de azulejos e usufruir em pleno dos seus lindíssimos tanques. E se complete a recuperação do Jardim Oriental e o restauro dos bustos provenientes da Exposição do Mundo Português e a estatuária espalhada pelo Jardim.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Júlio Amorim, António Araújo, Pedro Jordão, José Maria Amador, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Helena Espvall, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Cassiano Neves, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Miguel Jorge, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Pedro Fonseca

Foto: Jardim da Ninfa

18/02/2020

Casa da Pesca - pedido de esclarecimentos à CMO


Exmo. Senhor
Presidente Isaltino Morais


CC. GPM, AR, DGTF, DGPC e media

Na sequência da assinatura do Auto de Cedência de Utilização da Casa da Pesca (Monumento Nacional), em boa hora firmado pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO) e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, em 4 de Outubro de 2019;

Considerando a colocação pela CMO, em 19 de Novembro, de uma cobertura provisória no edifício Casa da Pesca (foto CMO) e o «encerramento dos vãos do Pavilhão da Casa de Pesca e de outras edificações (Casa dos Bichos da Seda e colocação de portas no Pombal, na Mina da Fonte do Ouro)», a fim de prevenir maiores danos a todo aquele património inestimável;

E na sequência da discussão em plenário da Assembleia da República, no dia 13 de Fevereiro de 2020, da nossa Petição Nº 610/XIII/4 – “Salvaguarda da Casa da Pesca”;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe sobre qual o prazo estimado para o início de facto de obras de restauro e conservação do edifício da Casa da Pesca, se as mesmas são ser objecto de concurso público e se está garantido o envolvimento directo da Direcção-Geral do Património Cultural, quer na elaboração do respectivo caderno de encargos, quer na monitorização permanente das obras a realizar.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Ana Celeste Glória, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Pedro Henrique Aparício, Jorge Pinto, Helena Espvall, José Maria Amador, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Jorge Lima, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Jorge, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira

(18 de Fevereiro de 2020)

...

Resposta do GPCMO:

«Exmos. Senhores,

Encarrega-nos o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Dr. Isaltino Morais de acusar a receção do email infra, que mereceu a melhor atenção.

Solicita-nos ainda de informar, que sobre o mesmo proferiu o despacho que se transcreve:

“Comunique-se que não é possível referir prazos porquanto os mesmos não são controlados pela Câmara. É necessário desenvolver projectos, revisão dos mesmos, visto do Tribunal de Contas, empreitadas. Em todos estes procedimentos obviamente cumprir-se-á com o que a lei estabelecer em matéria de procedimentos, seja nos tipos de concurso seja na audição de entidades que os termos da lei devam pronunciar-se”.

27.2.2020

Isaltino Morais

Com os melhores cumprimentos,
Gabinete da Presidência»

...

Novo pedido de esclarecimentos à CMO (12 de Maio de 2020):

Exmo. Senhor
Presidente Isaltino Morais


CC. GPM, AR, DGTF, DGPC e media

Na sequência da assinatura do Auto de Cedência de Utilização da Casa da Pesca (Monumento Nacional), em boa hora firmado pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO) e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, em 4 de Outubro de 2019;

Considerando a colocação pela CMO, em 19 de Novembro, de uma cobertura provisória no edifício Casa da Pesca (foto CMO) e o «encerramento dos vãos do Pavilhão da Casa de Pesca e de outras edificações (Casa dos Bichos da Seda e colocação de portas no Pombal, na Mina da Fonte do Ouro)», a fim de prevenir maiores danos a todo aquele património inestimável;

E na sequência da discussão em plenário da Assembleia da República, no dia 13 de Fevereiro de 2020, da nossa Petição Nº 610/XIII/4 – “Salvaguarda da Casa da Pesca”;

E decorridos exactamente dois meses e meio sobre a resposta de V. Exa. à nossa missiva anterior, em que alude ao facto de não ser possível "referir prazos porquanto os mesmos não são controlados pela Câmara. É necessário desenvolver projectos, revisão dos mesmos, visto do Tribunal de Contas, empreitadas. Em todos estes procedimentos obviamente cumprir-se-á com o que a lei estabelecer em matéria de procedimentos, seja nos tipos de concurso seja na audição de entidades que os termos da lei devam pronunciar-se”;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe se já existe de facto algum projecto de recuperação da Casa da Pesca, e, a existir, se o mesmo já teve os pareceres respectivos da DGPC e do Tribunal de Contas, para que, finalmente, a obra seja iniciada.

Com os melhores cumprimentos

08/01/2020

Construção de edif com 4 pisos em ZEP da Igreja da Memoria (MN) protesto e pedido de esclarecimentos à CML e DGPC *


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


CC. AML, JF, SRU Lx Ocidental, ICOMOS e media

Tendo sido informados do início de obras de construção de um edifício de 4 andares no lote de gaveto (fotos em anexo) da Travessa da Memória/ Largo da Memória, em plena Zona Especial de Protecção (Portaria de 29-06-1960, publicada no DG, II Série, n.º 163, de 14-07-1960 ) da Igreja da Memória (Monumento Nacional, Decreto n.º 8 627, DG, I Série, n.º 27, de 8-02-1923), serve o presente para solicitarmos esclarecimentos sobre como é possível ter sido a mesma aprovada pelos Serviços da CML e da DGPC, que V. Exas. tutelam, e quais as medidas imediatas que vão ser tomadas a fim de repor a legalidade da nova construção.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Pedro Jordão, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Gustavo da Cunha, Fátima Castanheira, Jorge Lima

Fotos de Anabela Natário

* Foi apresentada queixa junto da PGR/MP (8.1.2020)

...

Queixa arquivada pelo MP:

07/01/2020

E esta? 4 andares with a view para a Igreja da Memória (MN)?


«quatro andares, quatro! vão ser construídos neste triângulo vizinho da Igreja da Memória, monumento nacional de 1788. Como é que se autoriza uma coisa destas? (tenha-se em conta que a bitola é o prédio amarelo construído há mais de duas décadas sem licença e anos a fio, por causa disso, sem licença de habitação)» (Anabela Natario dixit, in Facebook)

26/11/2019

Publicidade ilegal no Teatro D. Maria II (MN)


À DGPC:

Exmos. Senhores

Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento sobre a legalidade desta publicidade, relativa a estabelecimento de restauração localizado no interior do Teatro D. Maria II, Monumento Nacional (Decreto n.º 16/2012, DR, 1.ª série, n.º 132, de 10-07-2012).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Nuno Caiado

20/11/2019

Finalmente, a Casa da Pesca tem a cobertura que o MAMAOT prometeu em 2012 e nunca cumpriu. Obrigado à CMO e à DGTF.


E agora É PRECISO AVANÇAREM COM AS OBRAS DE RESTAURO!
Devidamente acompanhadas pela DGPC, claro.

Foto in site da Câmara Municipal de Oeiras

18/01/2019

Promessas há muitas, mas a Casa da Pesca continua ao abandono


Depois de tentativas de assinaturas de protocolos falhadas em 2007 e 2016, este poderá ser o ano em que a Casa da Pesca ganha uma nova vida. Ministério da Agricultura e câmara de Oeiras garantem que elaboração do documento que efectiva a cedência do espaço se encontra "em fase final de execução". Município quer reabilitar o espaço.

Sebastião Almeida (Texto) e Daniel Rocha (fotos), in Público 18.1.2018

«Na parte norte da Quinta do Marquês de Pombal, em Oeiras, a vegetação cobre o tanque frontal da Casa da Pesca. O conjunto arquitectónico pombalino, datado do século XVIII, integra os vastos terrenos da quinta mas continua ao abandono, apesar de a classificação de monumento nacional obtida em 1940. O Ministério da Agricultura, proprietário do espaço, diz que há um protocolo de cooperação com a câmara de Oeiras, que está “em fase final de elaboração”. Contudo, a autarquia reitera que cabe ao ministério “ultimar os detalhes do referido protocolo” para que as obras de reabilitação avancem.

O receio do grupo de cidadãos que, em 2018, lançou a petição Salvar a Casa da Pesca é que tudo fique na mesma, apesar das garantias dadas pelo Ministério: já em 2016 tinham sido iniciados trabalhos para a criação de um protocolo que definiria “os termos de cooperação e co-gestão” do património, protocolo esse que previa “a reabilitação do conjunto monumental” e para cuja data de definição dos termos ficara "estabelecido o mês de Junho”, lê-se numa troca de correspondência entre o Fórum Cidadania Lx e o gabinete do Ministério da Agricultura, datada de 14 de Junho de 2016.

O Ministério da Agricultura, contudo, nega que “teria sido estabelecido o mês de Junho de 2016 como data limite para a definição de um protocolo para a recuperação da Casa da Pesca”. Para o ministério, essas informações “não correspondem à verdade”. No entanto, o documento a que o PÚBLICO teve acesso, diz o contrário.

Quando questionado sobre quais os motivos para que em 2016 o protocolo não tenha avançado, o Ministério da Agricultura não responde e sublinha apenas que “o protocolo com vista à recuperação do espaço está em fase final de elaboração”.

Mas a história do abandono já vai longa. Em 2012, o PÚBLICO escrevia que o projecto de reabilitação da Casa da Pesca, da Cascata do Taveira e do tanque frontal seria levado a cabo através de um protocolo entre o Ministério da Agricultura e a câmara de Oeiras, que transformaria os terrenos num parque temático agro-pastoril.

O projecto acabou por não sair do papel devido a divergências entre o executivo da câmara de Oeiras e o Ministério da Agricultura, argumentou à época o presidente da câmara, Isaltino Morais. Os termos do acordo passavam pela cedência da quinta ao município, que, em contrapartida, pagaria 15 milhões de euros para a construção de um laboratório de Medicina Veterinária. Na recuperação da quinta teriam ainda de gastar outros 25 milhões de euros.

A câmara de Oeiras chegou a acordo para pagar metade do valor exigido, pedindo em troca a cedência do espaço por 90 anos, mas o ministério não aceitou. No final de contas, a Casa da Pesca continuou ao abandono, até hoje.

A Casa da Pesca, uma propriedade de recreio para o repouso das elites, que dava também apoio às actividades de pesca que ali se desenrolavam no tanque fronteiro, pertenceu a Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, antes de ser adquirida, já no século XX, pelo jornalista e empresário Artur Brandão. O senhorio vendeu posteriormente a quinta, repartindo-a por vários proprietários.

Para o grupo de cidadãos que lança agora a petição, o interesse histórico e artístico do local deveria sobrepor-se a qualquer entrave burocrático. Os autores do documento chamam à atenção para os estuques que retratam cenas marítimas, no interior da Casa da Pesca, “e cuja autoria tem vindo a ser associada a Giovanni Grossi, famoso estucador da época”. Os azulejos presentes na escadaria do jardim e espaços circundantes apresentam-se com fissuras, devido à falta de manutenção.

A última intervenção conhecida remonta a 1961, ano em que terão sido efectuadas obras ao telhado da casa e uma limpeza aos terrenos circundantes, a cargo da então designada Direcção Geral de Monumentos Nacionais.

Numa nota publicada na página da missiva, reitera-se o “processo acelerado de ruína” a que todo o conjunto está sujeito. Perante o “cenário dramático”, lê-se no documento, “é inaceitável que o Ministério da Agricultura continue a protelar as indispensáveis obras e que a Direcção-Geral do Património Cultural continue sem impor o cumprimento das obrigações inerentes à salvaguarda de um bem classificado".

A autarquia, questionada sobre o estado das negociações com o Ministério da Agricultura, expressou a “boa-fé” que tem demonstrado no desenrolar do processo e que “está disponível para receber o importante património arquitectónico, recuperá-lo, mantê-lo e colocá-lo disponível ao público”.

Além da Casa da Pesca, também o Paço Real de Caxias, pertencente ao Ministério da Defesa, e a Quinta da Cartuxa, propriedade do Ministério das finanças, estão ao abandono. A autarquia de Oeiras diz ter “projectos de reabilitação em estudo” para todos os edifícios, desde que o Governo decida “transferir as competências para o município”, sublinha.

No caso específico da casa pombalina, a câmara de Oeiras assegura que têm sido realizadas negociações para a cedência do complexo, “a pedido da autarquia”, sublinha.

O Ministério da Agricultura, em resposta às questões endereçadas pelo PÚBLICO, esclarece que, o grupo de trabalho constituído em 2018 para dar resposta à situação de abandono e de reabilitação do espaço elaborou um protocolo de cooperação com a câmara de Oeiras, que se encontra em “fase final de execução”.

Esse protocolo define “os termos em que, em parceria com a autarquia de Oeiras, se processará o modelo de gestão do património histórico de forma a promover a reabilitação de um importante complexo edificado”.

Em respostas enviadas por email, fonte do Ministério da Agricultura detalha que o novo protocolo irá abranger todo o complexo, “designadamente a Abegoaria (ou Casal da Manteiga), a Casa dos Bichos da Seda, a Casa do Fresco, a Pombal, a Mina, a Cascata do Taveira, a Cascata da Fonte do Ouro, o lago e jardins adjacentes, o aqueduto e a rede pedonal de caminhos pombalinos envolventes”. Resta, contudo, esperar que seja devolvida à Casa da Pesca uma nova vida.

O PÚBLICO questionou a Direcção Geral do Património Cultural sobre quais as diligências que têm sido empreendidas no sentido de avançar com as obras de reabilitação, mas não obteve resposta até à data da publicação do artigo.»

29/11/2018

Obrigado, CML!


Ficou lindo! Visão estratégica da CML, só pode. DGPC de olhos vendados, claro, estrábica militante. Bom, com sorte podemos ter um roof top, que acham? :-)

13/11/2018

Estropie-se a muralha da Sé a bem da bilheteira!


É a célebre porta, que fura a muralha, mas... who cares? Há eminências que disseram "sim, feche-se os olhos". Pago com dinheiros comunitários. É obra!
(foto de Lurdes Pinheiro)

22/10/2018

Segundo a DGPC esta obra não fere as vistas de e para São Vicente de Fora:


LOL, ó DGPC, então isto (parque de estacionamento por detrás dos bombeiros da Graça) não fere a vista de São Vicente de Fora (MN)? O que fere então?


P.S. A 2ª foto faz desse lugar em cunha um autêntico room with a view para o felizardo popó respectivo :-). E a última foto diz que o muro de sustentação do palácio de S. Vicente teve que levar obras de reforço, imagino que pagas pela EMEL, ou seja ;-)

(fotos de João Monteiro in Facebook)

07/10/2018

Jardim Botânico da Ajuda - Protesto à UL/ISA


Magnífico Senhor Reitor
Eng. António Manuel da Cruz Serra


C.C. Direcção do Jardim Botânico da Ajuda, Instituto Superior de Agronomia, CML, DGPC

No seguimento de visita feita ao Jardim Botânico da Ajuda no dia 30 de Setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, serve o presente para apresentarmos o nosso protesto a V. Exa. pelo estado em que encontrámos este jardim, Monumento Nacional, que passamos a relatar e a documentar em fotos ali tiradas, uma vez que as imagens em anexo são bem esclarecedoras da questão:

· Ausência de vigilantes para garantir a salvaguarda do património natural e construído (nas 2 primeiras fotos podemos ver um grupo de visitantes a circular em cima da famosa Fonte das Bicas);
· Todas as fontes e lagos sem funcionar (um aviso na entrada informa que a "Fonte das Bicas" apenas funciona durante algumas horas no período da tarde);
· Em frente da árvore Schotia afra circulou uma viatura automóvel enquanto passeavam na área vários visitantes;
· Todas as estufas estavam fechadas (a que tem venda de plantas só abre aos dias de semana e tem de se pedir na entrada para alguém a abrir) e algumas delas completamente vazias, sem exposição de plantas e outras em avançado estado de degradação;
· Bancos e outro mobiliário do jardim em estado de degradação, assim como garrafas de cerveja e outro lixo;
· Plantas importantes do ponto de vista botânico, como o ainda jovem mas belo exemplar de Ficus religiosa, sem placas de identificação;
· Abate de uma Ficcus spp;
· Falta de limpeza da escadarias que une os dois terraços;
· Sebes de buxo degradadas e em alguns locais com grandes falhas.

Reconhecemos que o Jardim Botânico da Ajuda sofre da falta de financiamento e de funcionários, mas questionamo-nos se fará sentido manter-se um "Monumento Nacional" aberto ao público quando há sintomas evidentes de incumprimento na manutenção e protecção dos valores que levaram exactamente à classificação do bem cultural.

Lamentamos, igualmente, observar que as campanhas de reabilitação de que o Jardim foi alvo nas últimas 2 décadas se perdem em grande parte porque não há investimento na manutenção das obras efectuadas.

Entristece-nos e revolta-nos, assistirmos à crónica degradação de um local como o Jardim Botânico da Ajuda, sem verbas, mas também sem uma gestão eficaz e sustentável.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Paulo Guilherme Figueiredo, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Jorge D. Lopes, Pedro Malheiros Fonseca, Júlio Amorim, Pedro Cassiano Neves, Paulo Lopes, Ana Alves de Sousa, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Ana Celeste Glória, Pedro Ribeiro, Fernando Silva Grade, Henrique Chaves, Maria do Rosário Reiche

...

Resposta da Sra. Directora do Jardim Botânico da Ajuda (4.10.2018)


«Exºs Senhores

Foi com atenção que li a vossa reclamação, sintetizada no mail que o Sr. Fernando Jorge me endereçou. De modo a que tudo seja esclarecido aproveito o texto do Senhor para dar a resposta.
Assim, diz o senhor

Boa tarde,

No passado domingo visitei, no período da manhã, o Jardim Botânico da Ajuda.

Em complemento aos comentários que escrevi no "Livro de Reclamações" no final da minha visita anexo algumas imagens esclarecedoras dos problemas com que me deparei, nomeadamente:

Ausência de vigilantes para garantir a salvaguarda do património natural e construído (nas 2 primeiras fotos podemos ver um grupo de visitantes a circular em cima da famosa Fonte das Bicas);

R: Agradecemos as suas imagens relativas ao que se passou na fonte e que reportam uma situação para nós inimaginável. Alguém a passear de pedra em pedra perante a passividade de quem assistia é algo que nunca vimos acontecer anteriormente. Apesar de ser domingo eu estava no Jardim desde as 9h30 e na realidade não me dei conta. Teria sido uma boa altura para o Sr. Fernando Jorge ter ido avisar a portaria. É muito frequente ser a sociedade a velar pelo que é de todos. Tenho visitado muitos jardins botânicos e nunca vi vigilantes em nenhum. Ser educado aprende-se em casa, na escola e na vivência com outros. Vou admitir que foi uma situação isolada e não torna a acontecer.

Encontrei todas as fontes e lagos sem funcionar (fui depois informado que a Fonte das Bicas apenas funciona durante algumas horas no período da tarde);

R: Realmente todas as fontes do terraço inferior, e não apenas a das quarenta bicas, funcionam entre as 15h00 e as 17h00. De manhã são menos os visitantes. Procuramos a solução de menor custo para satisfazer a hora de mais visitas.

Enquanto estava sentado por baixo da Schotia afra vi uma viatura automóvel a circular à minha frente enquanto circulavam na área vários visitantes; R: Sim, era a viatura da pessoa que da parte da tarde, gratuitamente, veio participar na Festa Barroca, apresentando o trabalho que o Alexandre Ferreira fez para o Gabinete de História Natural daquele tempo. Para isso armou uma tenda e precisou de entrar com a viatura para descarregar o que necessitava. As fotografias que tirou eram já da viatura a sair do Jardim.

Encontrei todas as estufas fechadas e algumas delas completamente vazias e outras em avançado estado de degradação.

R: Pode ter encontrado as estufas fechadas mas nenhuma em avançado estado de degradação. A fotografia que tirou é da estufa das orquídeas que foi toda caiada, por dentro e por fora, durante o mês de Setembro. Era para albergar a exposição de catos que se fez de 21 a 28 de Setembro, mas devido ao calor que se fazia sentir não a ocupamos. A estufa das suculentas estava fechada porque se estivesse aberta já todos os catos, infelizmente, tinham sido roubados; da parte da tarde esteve aberta. A estufa das avencas está fechada porque é uma estufa de trabalho para produção de plantas para a colecção. Esta estufa vale pela arquitectónica.

Observei bancos e outro mobiliário do jardim degradado, assim como garrafas de cerveja e outro lixo.

R: Mais uma vez a garrafa de cerveja e o lixo é deixado por quem visita o Jardim. Há algum equipamento que precisa de revisão, sendo que o nosso Gabinete de Património e Infraestruturas já tomou nota das obras a fazer e que, oportunamente, serão efetuadas.

Plantas importantes do ponto de vista botânico, como o ainda jovem mas belo exemplar de Ficus religiosa, sem placas de identificação. R: Sr. Fernando Jorge, tem toda a razão. No próximo ano haverá oportunidade para pôr placas onde ainda não existem, pois na realidade todas as plantas estão identificadas.

Sebes de buxo degradadas e em alguns locais com grandes falhas.

R: Há uma doença que apareceu no Jardim porque se trouxeram buxos de fora para plantar onde havia falhas. O buxo é muito antigo, tem cerca de oitenta anos. Não gosta de sombra e por isso à medida que as árvores crescem vai secando debaixo delas. Atualmente tentamos que as falhas sejam tapadas por plantas produzidas no Jardim. A fotografia que tirou estava sem o buxo porque foi ocupada por uma palmeira que, apesar de tratada, foi morta pelo escaravelho. E como nos compete retiramos a palmeira morta a qual deixou raízes, as quais não vão deixar que ali nada cresça nos próximos anos.

Embora seja do conhecimento geral que instituições como o Jardim Botânico da Ajuda sofrem da falta de financiamento e de funcionários, há que questionar se faz sentido manter um monumento nacional aberto ao público quando há sintomas evidentes de incumprimento da manutenção e protecção dos valores que levaram exactamente à classificação do bem cultural.

R: Discordo completamente da sua opinião, como aliás muitas outras pessoas que ao longo dos tempos nos têm deixado elogios. A classificação de 4,5 pelo Google assim o demonstra.

Lamento igualmente observar que as 2 campanhas de reabilitação de que o Jardim foi alvo nas últimas 2 décadas se perdem em grande parte porque não há investimento na manutenção das obras efectuadas.

R: Volto a discordar. Ainda este ano as fontes foram alvo de obras de limpeza e recuperação, sendo a água nelas existentes renovada periodicamente.

Enquanto cidadão, entristece e revolta, ver um lugar desta importância cronicamente degradado, sem verbas, sem gestão eficaz e sustentável.

R: Volto a discordar. A sua posição é a de dizer o que encontrou mal e há pontos em que tenho de concordar consigo. Pelos comentários penso que venha várias vezes ao Jardim. Não quer voltar, de preferência na próxima Primavera, e escrever sobre o que de bom encontrou?
Penso que respondi a todas as suas questões. Aproveito para esclarecer que o Jardim não é um Monumento Nacional, estando o JBA classificado no âmbito da "Zona circundante do Palácio Nacional da Ajuda (Jardim das Damas, Salão de Física, Torre Sineira, Paço Velho e Jardim Botânico)" como Imóvel de Interesse Público (IIP) segundo Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944
Lisboa, 4 de Outubro de 2018

A Diretora do Jardim Botânico da Ajuda

Investigadora Coordenadora Dalila Espírito Santo»

02/10/2018

Jardim Botânico da Ajuda no domingo dia 30 de Setembro 2018


(via FJ)

«Estas imagens são bem esclarecedoras dos problemas com que um visitante deste jardim se depara, nomeadamente:

Ausência de vigilantes para garantir a salvaguarda do património natural e construído (nas 2 primeiras fotos podemos ver um grupo de visitantes a circular em cima da famosa Fonte das Bicas);
Todas as fontes e lagos sem funcionar (um aviso na entrada informa que a "Fonte das Bicas" apenas funciona durante algumas horas no período da tarde);
Em frente da árvore Schotia afra circulou uma viatura automóvel enquanto passeavam na área vários visitantes;
Todas as estufas estavam fechadas (a que tem venda de plantas só abre aos dias de semana e tem de se pedir na entrada para alguém a abrir) e algumas delas completamente vazias, sem exposição de plantas e outras em avançado estado de degradação.
Bancos e outro mobiliário do jardim degradado, assim como garrafas de cerveja e outro lixo.
Plantas importantes do ponto de vista botânico, como o ainda jovem mas belo exemplar de Ficus religiosa, sem placas de identificação.
Sebes de buxo degradadas e em alguns locais com grandes falhas.

É do conhecimento geral que instituições como o Jardim Botânico da Ajuda sofrem da falta de financiamento e de funcionários, mas há que questionar se faz sentido manter um "Monumento Nacional" aberto ao público quando há sintomas evidentes de incumprimento na manutenção e protecção dos valores que levaram exactamente à classificação do bem cultural.

Lamentamos igualmente observar que as campanhas de reabilitação de que o Jardim foi alvo nas últimas 2 décadas se perdem em grande parte porque não há investimento na manutenção das obras efectuadas.

Enquanto cidadãos, entristece e revolta, ver um lugar desta importância cronicamente degradado, sem verbas, sem gestão eficaz e sustentável.

»

27/09/2018

Petição Salvar a Casa da Pesca: património classificado em ruína iminente.


ASSINE E DIVULGUE, POR FAVOR:

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República,


A Casa da Pesca, situada na Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, em Oeiras constitui um dos conjuntos mais interessantes da arquitectura de veraneio do século XVIII. Constituída por Jardim, Casa, Cascata, e Tanque este conjunto localiza-se na parte mais a norte da referida Quinta, actualmente propriedade da Estação Agronómica Nacional (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Ministério da Agricultura).

O interesse histórico e artístico deste conjunto designado Casa da Pesca, reside no imaginário barroco da época que ainda hoje pode ser observado: a Cascata do Taveira, imponente anfiteatro desdobrado em painéis revestidos de azulejo, em tons de azul intenso e branco, com cenas mitológicas de temática marítima, testemunho raro entre nós; o Tanque fronteiro, no qual D. Maria I chegou a pescar, acompanhada do seu séquito (dando nome ao conjunto); e finalmente a Casa da Pesca, na qual eram guardados os instrumentos de pesca, e que esconde no seu interior uma série de estuques em relevo, com cenas marítima, alusivas à própria “pesca”, e cuja autoria tem vindo a ser associada a Giovanni Grossi, famoso estucador da época.

Face a este espólio artístico, o conjunto integrou a classificação de Monumento Nacional que, em 1940, foi atribuído ao Palácio e Jardim a ele anexo. No entanto, setenta e oito anos passados sobre essa classificação, a Casa da Pesca encontra-se em processo acelerado de ruína que, se não for rapidamente estancado, será irreversível, com partes do teto estucado já caídas. Perante este cenário dramático, é inaceitável que o Ministério da Agricultura continue a protelar as indispensáveis obras e que a Direcção-Geral do Património Cultural continue sem impor o cumprimento das obrigações inerentes à salvaguarda de um Bem classificado, sobretudo tratando-se de um “Monumento Nacional”!

Registe-se o facto de já terem sido criadas outras petições para o mesmo efeito, desde 2010 até ao ano presente, além de diversas iniciativas, tais como comunicações de âmbito académico, palestras públicas, debates, notícias e reportagens televisivas.

Assim, os subscritores desta Petição apelam à Assembleia da República para instar o Ministério da Agricultura a:

1. Proceder a obras urgentes de conservação e restauro da Casa da Pesca.
2. Garantir a preservação, divulgação e abertura ao público deste conjunto patrimonial classificado de Monumento Nacional.

CONTAMOS COM TODOS OS CIDADÃOS QUE AMAM O NOSSO PATRIMÓNIO COLECTIVO!

Oeiras, 18 de Setembro de 2018

24/05/2018

Mais um pedido de esclarecimentos ao Cabido e ao Cardeal Patriarca


Ao Cabido da Sé e ao Senhor Cardeal Patriarca


Dadas as obras em curso no claustro da mais importante igreja lisboeta,
Dada a crónica e grave falta de informação em relação ao projecto,
Dado impacto que a musealização dos achados arqueológicos terá no conjunto do único claustro gótica da cidade de Lisboa,
Dadas as dúvidas quanto ao financiamento obtido através do programa UE-2020,

Gostaríamos que o Cabido da Sé e os serviços afectos directamente ao apoio ao Senhor Cardeal, nos respondessem com carácter de urgência e por escrito, às seguintes perguntas:

- Como e em que trâmites foi escolhida a equipa projectista?
- Saberia o Cabido e o Senhor Cardeal que o autor é marido da Directora-Geral do Património e que a escusa que a mesma directora apresentou não põe de lado um eventual conflito de interesses?
- Quais foram os responsáveis pela apresentação da candidatura para obtenção dos fundos comunitários?
- Uma vez que as verbas europeias costumam financiar só 50% dos projectos, podem o Cabido e o Senhor Cardeal dizer de onde vêm os outros 50%?
- Quais foram os critérios de elegibilidade cumpridos?
- Por que razão no título da candidatura se faz referência a beneficiação geral da Sé, quando o que se passa na realidade é uma operação que diz respeito exclusivamente ao Claustro?
- Por que razão nenhuma das nossas perguntas foi respondida nenhum dos pedidos de audiência foi atendido?


Com os melhores cumprimentos,

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Rui Martins, Pedro de Souza, Miguel Jorge, Fernando Silva Grade, Eurico de Barros, Jean Teixeira, Pedro Formozinho Sanchez, Nuno Caiado, Alexandra de Carvalho Antunes, Miguel Lopes Oliveira, Maria do Rosário Reiche

CC. Nunciatura