14/04/2016

Vale do Jamor. O último pulmão verde de Oeiras está em risco?


In Observador (14.4.2016)
Por João Pedro Pincha

«Idealizado segundo o modelo greco-romano de que o Estado Novo tanto gostava, o complexo do Jamor tem-se mantido um oásis na selva de betão da Grande Lisboa. Tudo isso pode estar prestes a mudar.

O enorme parque verde que circunda o Estádio Nacional não é propriamente conhecido pelas vistas sobre o Tejo, mas quem se aventura encosta acima por um dos trilhos que rasgam a mata corre o risco de se surpreender. Nos dias em que o nevoeiro não chateia, o olhar pode estender-se pelo estuário do rio que banha a capital, desde a Ponte 25 de Abril até ao Bugio, desde o areal da Cruz Quebrada até às torres da Costa da Caparica e, em certos dias, até ao Cabo Espichel.

Outra coisa que é impossível não ver são os telhados das fábricas abandonadas da Lusalite e da Gist Brocades. Estes destroços do passado são feridas numa paisagem que chega a roçar o paradisíaco, tal é a profusão de vegetação e o silêncio que domina o vale (isto apesar de o parque estar entalado entre duas das mais movimentadas estradas do país, a Marginal e a A5). A “cura” para estas feridas, proposta pela Câmara Municipal de Oeiras, passa por demolir tudo isto e construir novos edifícios.

Se a primeira parte da solução é relativamente consensual, a segunda não poderia ser mais polémica. O Plano de Pormenor da margem direita da foz do Rio Jamor (PP), aprovado pela autarquia em maio de 2014, prevê a construção de várias torres com 14, 18 e 20 andares, destinadas a habitação, comércio, serviços, estacionamento e um hotel. Prevê, igualmente, a criação de uma marina e de uma piscina oceânica, um viaduto para ligar a CRIL à CREL, uma linha de elétrico e uma alameda verde com a qual se pretende fazer a ligação entre as partes do vale a norte e a sul da Marginal. [...]»

Obras no Cais do Sodré - Abate de candeeiros antigos - Como é possível?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e Media

Serve o presente para dar conta a V. Exa. da nossa indignação pelo abate em curso dos candeeiros antigos da zona do Cais do Sodré, conforme imagem em anexo.

Tal abate não só não constava da documentação colocada on-line pela CML, relativamente ao projecto de requalificação do espaço público aprovado para aquele local, como se nos afigura uma empreitada de lesa-património, uma vez que os candeeiros em causa são dos mais emblemáticos da capital, cremos mesmo que únicos na cidade, e, como tal, dignos exemplares da cidade histórica, ao contrário dos exemplares medíocres, modernos e apropriados para a zona da Expo, que a empreitada a decorrer já tem no local, prontos para substituírem os ali existentes desde a década de 40.

Por favor, Senhor Vereador, mande suspender de imediato o abate dos candeeiros do Cais do Sodré!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

11/04/2016

Canteiros da Avenida da Liberdade


Exmos. Senhores
Vereador Vereador Sá Fernandes e
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António
Sr. Vasco Morgado Jr.


​Serve o presente para solicitar a V. Exas. esclarecimentos sobre os motivos pelos quais os canteiros da Avenida da Liberdade se encontram neste estado deplorável, indignos da mais importante avenida de Lisboa, que é também o centro do chamado turismo de luxo na capital.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge​

09/04/2016

São precisas mais 400 assinaturas (pq houve cerca de 400 sem BI/Cartão de Cidadão)

Por favor, se não assinou, assine agora e divulgue! É preciso levar esta nova petição à AR!

Petição PELA DEFESA DA CALÇADA PORTUGUESA


O ataque que a calçada portuguesa tem vindo a sofrer e o que se anuncia deve mobilizar-nos a todos. A calçada portuguesa é um elemento tradicional e distintivo da cidade de Lisboa (e de Portugal), que faz parte da sua identidade e ajuda a diferenciá-la, num mundo globalizado e cada vez mais uniformizado.

A calçada portuguesa é também ela responsável pela luminosidade da cidade, pelo embelezamento e dignificação do espaço público - muitas vez o único elemento de valorização em zonas modernas ou suburbanas -, tornando as ruas mais frescas, o que não acontece com materiais como cimento ou alcatrão que absorvem o calor e, ao contrário destes, não impermeabiliza o solo, contribuindo para o melhor escoamento das águas.

Os problemas normalmente associados à calçada – pedras soltas, piso escorregadio, quedas de pessoas, danos no calçado ou dificuldades de locomoção a pessoas com mobilidade reduzida – não são uma característica do piso em si mas da sua má colocação ou falta de manutenção.

O facto de os veículos automóveis estacionarem selvaticamente em cima dos passeios, o facto de as empresas que intervêm, continuamente e sem coordenação, em cabos e condutas no subsolo, sem reporem o piso ou fazerem-no mas sem pessoal habilitado ou supervisionado, o facto de não serem formados calceteiros - perdendo-se o conhecimento de dezenas de anos -, colocando piso que se desfaz em semanas, o facto de não existir monitorização e substituição constante por parte de funcionários camarários, levam a que a calçada se deteriore com bastante facilidade, causando os problemas referidos.

Mas são problemas que têm solução. Em muitos locais mais inclinados, nas colinas, a Câmara de Lisboa encontrou soluções para evitar quedas, como a inclusão de pedra basáltica rugosa ou a inclusão de escadas no passeio, bem como corrimões, com bons resultados (veja-se no Chiado, Rua da Vitória ou Calçada do Combro, por exemplo). Veja-se também o exemplo do recém reabilitado Largo Rafael Bordalo Pinheiro ou a Avenida Duque D’Avila, em que a excelente trabalho feito permitiu um piso liso, não escorregadio e sem provocar qualquer problemas de locomoção.

Quer agora a mesma autarquia (e algumas juntas de freguesia) limitar a calçada apenas zonas histórias e substituir nas restantes zonas.

No entanto, como já se comprovou, a grande dúvida será o que se entende por zona histórica. Na verdade, temos vindo a constatar a colocação de outros tipos de pisos mesmo em zonas históricas (Adamastor, Baixa, Terreiro do Paço) sendo que os resultados são ainda piores: impermeabilização do solo, tipo de pavimento escorregadio ou que se desfaz com a chuva ou estacionamento selvagem de veículos.

Será que, além da (crescente e esmagadora) demolição de edifícios históricos que temos vindo a assistir em Lisboa, tanto em zonas históricas como nas zonas mais recentes da cidade (também as zonas do Sec XX são históricas), bem como a substituição de candeeiros e mobiliário urbano de valor mesmo em zonas antigas (Ribeira das naus, Adamastor, Terreiro do paço) vamos também aceitar que, por vezes, o único elemento de dignificação do espaço público – a calçada – seja também substituída por cimento ou asfalto, através de critérios que apenas oferecem dúvidas? [...]

Ou seja, face à constatação da realidade, comprova-se que uma aparente limitação "controlada" da calçada portuguesa significa o mesmo que o tiro de partida para o seu fim.

Por outro lado, o que custará aos dinheiros dos contribuintes substituir a calçada nas restantes zonas da cidade, por materiais que, não só não oferecem garantias acrescidas às pessoas como também contribuem para que a cidade perca a sua identidade e atratividade?

Finalmente, não se encontra devidamente comprovada que os custos de uma calçada monitorizada e devidamente mantida sejam superiores à substituição por outros tipos de piso. E numa cidade com tão graves problemas de deterioração de património e a necessitar urgentemente de reabilitação, será a melhor opção redirecionar recursos para substituir a calçada portuguesa? [...]

Sejamos claros, Lisboa é um sucesso turístico internacional porque é uma cidade diferente, com características diferentes, sendo a calçada portuguesa apontada como elemento diferenciador e de atração mundial. Vamos eliminar um dos poucos elementos distintivos e diferenciadores que nos posiciona no mundo como mais nenhuma cidade?

É nosso dever defender o património que outras gerações nos legaram, pois somos apenas fiéis depositários e devemos transmiti-lo para o futuro. É nosso dever defender a cidade de Lisboa e contribuir para o seu sucesso no mundo, beneficiando-nos a todos.

ASSINE A PETIÇÃO

Mecenas para quem não merece (JBT, I)....


Ainda só passaram 22 anos (1994) desde a recuperação deste edifício no Jardim Botânico Tropical. Como é possível chegar a este estado em duas décadas ?



Quem são os responsáveis por este desleixo total ?



A Fundação Berardo que gastou aqui uns bons dinheiros....não merecia um pouco mais de agradecimento e respeito ?



..vergonha (falta de)



..e incompetência



Andam por ai mecenas que queiram gastar dinheiro para resultados destes ?

Talvez seja bom relembrar os srs. responsáveis que estamos a 200 metros de um dos monumentos mais importantes do país....pertencente à lista da Unesco !

07/04/2016

Resposta do Vereador Manuel Salgado à ampliação/demolição de interiores em prédio do Bairro Azul:


Ainda o Café Palladium:


Ainda o Café Palladium, com foto do livro Cafés de Lisboa, de Marina Tavares Dias, com o seu interior fabuloso ... que podia muito bem ser recuperado enquanto tal, dada a proliferação de novos cafés e restaurantes que Lisboa tem visto abrir nos últimos tempos. Este que foi um dos mais célebres bem que podia voltar a sê-lo!! ...

e uma foto do edifício original de Norte Júnior, ainda com clínica... foto tb de Marina Tavares Dias.

Publi-Cidade: Avenida Duque de Ávila



















Já lá vai o tempo em que as Farmácias tinham uma arquitectura de interiores de qualidade, por vezes de desenho bem sofisticado. Agora é cada vez mais tudo assim como neste triste exemplo na Av. Duque de Ávila: plástico, plástico, plástico e barato. Tudo feito de qualquer maneira, sem grande cuidado. O critério actual é apenas um e só: quanto maior e mais berrante melhor.

05/04/2016

VISITA GUIADA À VILA MARTEL!


O Pátio do Martel, um lugar mágico, um oásis desconhecido na Lisboa histórica. Um pátio-vila deixado aos artistas por Trigueiros de Martel, em finais do século XIX, «refúgio e mansões de trabalho de pintores e escultores», por onde passaram, por exemplo, Columbano, Malhoa, Carlos Reis, Eduardo Viana, Francisco Franco ou Jorge Colaço.

Apesar disso, querem destruí-lo (veja petição DIGA NÃO À DEMOLIÇÃO DA VILA MARTEL!).

Venha visitá-lo! Participe! Defenda o património da cidade de Lisboa!

04/04/2016

Publi-Cidade: Av da República 13 / Av. Duque de Ávila




Os edifícios têm sítios lógicos para instalar dispositivos de publicidade; porque razão ainda se fazem estas maldades aos edifícios com valor patrimonial, premiados (Valmor), e classificados no PDM (e em zona de protecção de IIP do prédio da Pastelaria Versalhes)? Esta grande tela de publicidade está a tapar completamente os vãos na fachada principal que iluminam as escadas do imóvel. Esta situação é ilegal e já dura há vários anos.

Governo investe 1400 milhões em reabilitação e compra de património

In Público (4.4.2016)
Por INÊS BOAVENTURA

«Câmara de Lisboa diz que “é indispensável” corrigir o regime fiscal do alojamento local, para que este deixe de ser “mais favorável” do que o arrendamento para habitação

O Governo vai investir, através do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, 1400 milhões de euros na recuperação de património público e na aquisição, para reabilitação e arrendamento, de património privado.

Isso mesmo foi avançado pelo primeiro-ministro, que falava esta segunda-feira na sessão de abertura da III Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa. Na sua intervenção, António Costa sublinhou a necessidade de haver no país “uma nova geração de políticas de reabilitação e de habitação” e lamentou que até aqui não tenha existido “uma política pública integrada” nessas áreas.

Para o governante, a aposta na reabilitação urbana “terá de ter uma forte componente de promoção da oferta de habitação para arrendamento acessível, de modo a chegar a uma faixa importante da população que hoje se encontra excluída do mercado habitacional por razões financeiras”.[...]»

DGPC chumbou projecto que prevê demolição da Vila Martel


In Público (3.4.2016)
Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO

«Quando a Câmara de Lisboa se preparava para autorizar a destruição do espaço onde viveram e trabalharam alguns dos principais artistas portugueses dos últimos 120 anos, a Direcção-Geral do Património Cultural obrigou a que o projecto volte à estaca zero.

Dois dos ateliers da Vila Martel em que trabalharam grandes pintores portuguesesMIGUEL MANSO

A directora-geral do Património Cultural, Paula Silva, inviabilizou há duas semanas o projecto que previa a substituição da quase totalidade da Vila Martel por um edifíco semi-enterrado, com 12 pisos para estacionamento e dois para hotelaria. O projecto, que conta com o apoio dos responsáveis dos serviços de Urbanismo da Câmara de Lisboa, terá agora de ser revisto, embora tenha ficado aberta a porta a um aumento da altura da construção existente.[...]»

01/04/2016

A intervenção integral de Artur Lourenço na AML de ontem, em nome da Plataforma por Monsanto:


Debate sobre Monsanto (31.3.2016):


A intervenção de Artur Lourenço (ao minuto 33) em representação da Plataforma por Monsanto no debate de ontem na AML, sobre o Parque Florestal de Monsanto:

30/03/2016

NY TIMES: «tuk-tuks, uma praga como a dos pombos»

















LISBON — Residents of this port city of faded beauty and ornately tiled facades have welcomed a surge of tourists in recent years who have helped turn around its economic slide.

But the foreign visitors, they will tell you, have also come with their share of trade-offs. Rapid redevelopment, spurred by tax breaks granted to foreign property buyers, has driven up rents and widened disparities. Streets are more crowded, the traffic worse.
And then, there is the tuk-tuk.

In just a couple of years, about 300 of the motorized, three-wheel vehicles have swarmed Lisbon’s narrow cobblestone streets, offering tourists an alternate way of navigating this hilly city, famous, too, for its network of trams and funiculars.
While visitors have flocked to the tuk-tuk, those who live in this city of about 550,000 have begun to fume about pollution, noisier streets and a verging “quality of living problem,” according to Miguel Gaspar, a Portuguese transportation consultant.
“The growth of the tuk-tuks has been such that they’re even being sold to tourists as something typical of Lisbon, which really isn’t true,” he said. “They’re now like pigeons, just everywhere.” (in NY Times, 26 Outubro 2015)

Para ler o artigo completo:

http://mobile.nytimes.com/2015/10/27/world/europe/tuk-tuks-lisbon-portugal.html?referer=&_r=0

Abate de choupo monumental da R. Francisco Franco (à Rodrigo da Cunha) decidido em "cabeleireiro"?


(foto: Mguel Velloso)

29/03/2016

Proliferação de lojas de recordações de baixo custo na Baixa Pombalina de Lisboa


Chegado por e-mail:

​«Bom Dia,

Já constatei no vosso blog/site a preocupação com o evoluir do comércio na baixa. Existem vários problemas e focos de intervenção mas um que me preocupa particularmente neste momento são as lojas de recordações de baixo custo que proliferam a um ritmo assustador. Realizem uma pequena recolha e juntei um conjunto de reflexões que poderá ser do vosso interesse, nomeadamente inclui uma contagem do número de lojas mais actual.

Cumprimentos,
João Fernandes»