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10/09/2020

A quem de direito... !

As árvores de alinhamento nos passeios da zona da Lapa são preteridas por sinais de trânsito, por sinal bem alinhados a perder de vista.

É impressionante a proliferação de sinalética que constitui já uma verdadeira poluição visual que, nomeadamente em bairros históricos, contribui para a sua descaracterização e dificulta, em muitos casos, a circulação dos peões, maioritariamente pessoas com uma idade avançada.
Tempos houve em que as antenas de televisão nos telhados dos prédios em lisboa, a desfeavam de uma maneira marcante, nomeadamente nos bairros históricos em que os prédios baixos, conferiam à cidade uma forma de poluição visual absolutamente inaceitável.
Hoje, desaparecida essa prática, vimo-nos confrontados com uma nova forma de poluição visual: a dos sinais de transito e demais sinalética que prolifera por toda a cidade parecendo não haver regras e tomando mesmo a forma aberrante em alguns casos.
É por demais notória a ausência de árvores nas ruas da Lapa (Freguesia da Estrela) em oposição com a proliferação da sinalética .Quanto a nós esta situação deveria ser alterada, dando às árvores o espaço que elas merecem, contribuindo para o bem estar físico e psicológico dos lisboetas.
Esperemos que algo possa ser feito para alterar esta presente situação.

Que falta de sentido de cidadania levou as entidades responsáveis a emoldurar uma vista maravilhosa do Tejo com dois horríveis sinais de trânsito?

Pinto Soares

04/04/2019

Na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa (2019), que futuro para a Lapa?


A Lapa continua a estar à absoluta mercê da arbitrariedade da CML, dos promotores e de alguns gabinetes de arquitectura que, sedentos de deixar obra e “marca” pela cidade, fazem tábua-rasa da mais elementar cautela justificada pela presença inequívoca de valores patrimoniais e paisagísticos que importaria preservar na íntegra.


In Público (3.4.2019)

«Numa cidade orgânica como Lisboa em que os bairros históricos, salvaguardando a sua identidade, são a natural continuação uns dos outros, seria de uma grande evidência ver-se o tecido urbano no seu conjunto e também na sua singularidade.

A Lapa é, assim, uma extensão do bairro da Madragoa e como tal deveria ser alvo de um plano de salvaguarda para o seu ainda riquíssimo património.

A este propósito conviria rebater a tese de alguns arquitectos que, recentemente, afirmaram que este bairro “para além de um ou dois palacetes, não tem nada de excepcional”, falhando assim redondamente na leitura de um dos bairros mais emblemáticos da capital.

É que, para além dos tais “um ou dois palacetes”, há vários palácios e muitos palacetes (Porto Covo, Azevedo Coutinho, Monte Real, etc.), e também vários recolhimentos e conventos (o das Trinas do Mocambo é um dos exemplos mais conhecidos, outro, já na Estrela, temos o adaptado a hospital militar principal, onde se deseja que a possibilidade de aí se ter uma extensão do pulmão verde do Jardim da Estrela não seja derrotada pela gula especulativa), conta com a presença de inúmeros prédios pombalinos, pré-pombalinos e pós-pombalinos, chalets, edifícios de transição e déco-modernistas. Há muitos prédios com fachadas azulejadas notáveis, e ainda há várias casas térreas unifamiliares e vilas que emprestam ao bairro uma inegável força popular e vernacular, de que os arquitectos acima referidos serão incapazes de apreciar.

Foi no território da Lapa que se fez um primeiro projecto urbanístico com o aforamento promovido pelas freiras do convento das Trinas, dos terrenos da sua cerca monástica. Testemunhas silenciosas são as poucas pedras de foro que ainda existem em algumas fachadas do bairro.

É esta riqueza de tipologias que torna a Lapa um bairro único em Lisboa, cuja imagem vai muito para além do seu ar de “refinada burguesia”.

Sendo a continuação da Madragoa, será bom atermo-nos ainda em dois ou três pontos:

- A Madragoa é parte integrante da candidatura de Lisboa a património mundial da UNESCO, por via da candidatura desenvolvida pela CML e baptizada “Lisboa – Cidade Global” mas que parece não ser para levar a sério… porque a CML resolveu dissolver a unidade interna que trabalha no assunto.

- Sendo a Madragoa parte do bem a classificar, definiram-se “zonas tampão”, que servem para acautelar intervenções menos generosas com o edificado pré-existente, sendo a Lapa uma delas.

- Existe um Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa, cuja área de implantação abrange parte muito significativa da Lapa.

Decorreria desta lógica de protecção enunciada oficialmente pela CML, uma cautela reforçada nas intervenções urbanísticas autorizadas para o Bairro da Lapa.

Contudo, bastará um pequeno passeio no terreno para se ver que, mais uma vez, a CML recomenda no papel uma coisa e na realidade autoriza todo o seu contrário. E fá-lo com uma desfaçatez que deveria cobrir de vergonha os responsáveis pelo urbanismo e todos os outros peões, desde as unidades territoriais da própria CML à DGPC.

O que vemos no terreno é assustador.

A Lapa continua a estar à absoluta mercê da arbitrariedade da CML, dos promotores e de alguns gabinetes de arquitectura que, sedentos de deixar obra e “marca” pela cidade, fazem tábua-rasa da mais elementar cautela justificada pela presença inequívoca de valores patrimoniais e paisagísticos que importaria preservar na íntegra.

Assim, por todo o lado as casas unifamiliares das ruas de S. Félix, Praças, Remédios e Trinas são esventradas para que se construam garagens. Os prédios pombalinos devolutos e “irrecuperáveis” são irremediavelmente demolidos para nascerem obras de traço contemporâneo, que tornam a uniformidade dos quarteirões uma miragem, não sendo já hoje possível classificá-los como um todo pela quantidade de notas dissonantes neles inseridas.

O fecho de ruas sobejamente conhecidas pelo seu ângulo magnífico a dar para o Tejo, o sistema de vistas, outra miragem, já que passam a ter um enquadramento igual a qualquer bairro satélite da capital.

Ficou tristemente célebre a casa Pereira Coutinho, na Rua da Lapa, n.º 69, moradia pombalina única em Lisboa e que foi demolida de alto a baixo para construir um mono transparente de quatro andares, e de cujo “inquérito para apuramento de responsabilidades” ainda todos estamos à espera…

Os palácios também não estão a salvo, veja-se o que aconteceu ao belíssimo palacete ao cimo da Rua das Trinas que foi escavacado na sua totalidade, roubados ou desaparecidos os azulejos, a escadaria e o logradouro.

A lista é infindável. De demolições e de novas criações (algumas fotos em anexo), como a “casa-forte” dos irmãos Aires Mateus, na Rua de São Bernardo, ou intervenções medíocres como a de Gonçalo Byrne na Rua das Trinas. Por todo a Lapa os exemplos são maus e são muitos.

Aliás, tendo em conta as recentes demolições e alterações profundas já ocorridas na Lapa (Rua da Lapa, n.º 69, Rua das Trinas, n.º 125, Rua da Lapa, n.º 79, Rua das Praças, n.º 84-90, etc.), e as que se vislumbram a curto e médio-prazo (Rua do Meio à Lapa, n.º 50-58, Rua do Meio à Lapa, n.º 16, Rua do Meio à Lapa, n.º 12-14, Rua do Quelhas, n.º 21-23, etc.), urge uma reformulação profunda ao Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana da Madragoa.

Porque, sejamos claros, este PPRUM apenas tem servido para se viabilizar um sem-número de demolições e alterações irreversíveis à bela malha urbana consolidada (veja-se o estapafúrdio novo hotel Hilton defronte ao MNAA!) e outros tantos alinhamentos de cércea assustadores, desvirtuando por completo a Madragoa, a Lapa, a Estrela.

Além de que, por via desse instrumento de planeamento e gestão urbanística, a questão do património cultural é agora de somenos, foi subalternizada legalmente, uma vez que a DGPC passou a ser apenas consultada para efeitos de licenciamento em zonas especiais de protecção e imóveis classificados, que são raros. No resto apenas se pronuncia em matérias de arqueologia, detalhe caricato, face à importância histórica do todo, e porque existe uma inconsequência de facto no Inventário Municipal do Património enquanto seu substituto na salvaguarda do património em questão. Se ao menos a Carta Municipal fosse para levar a sério…

Mais grave tudo isto se torna, quando se lê no Regulamento do Plano Director Municipal a definição do que a CML entende por ruas de “traçado A” (e que corresponderia a praticamente todo o centro histórico se levado à letra), e se constata que as regras são para enganar o indígena que, impávido ou atónito, assiste à destruição impune de todo um retrato de cidade que é irrepetível.

Diz o documento, entre outras belezas acertadas, que a demolição total ou parcial é apenas admitida nos seguintes casos:

a) Em situações de ruína iminente atestada por vistoria municipal;

b) Em situações excepcionais de inviabilidade técnica ou económica da reabilitação do edifício ou edifícios, devidamente fundamentada em relatório de técnico credenciado...

Ora em todas as operações em curso, e noutras já terminadas, os avisos a indicar obras incluem quase sempre a expressão “alteração com demolição” e a autorização é, claro, sempre por “despacho do senhor Vereador”.

Algum projecto foi a reunião de CML? Há relatórios de estruturas? Feitos por quem? Levantamentos fotográficos fidedignos, para se aquilatar dos elementos decorativos e do estado de conservação dos interiores? Pareceres da estrutura consultiva do PDM? Atestados fundamentados quanto à impossibilidade de recuperação dos edifícios? Se a isto juntarmos a já referida a dispensa de parecer da DGPC, estamos conversados sobre governança.

Quanto à manutenção e ao melhoramento dos logradouros existentes, e à criação de novos espaços quando consideramos as construções novas ou aquelas que vão sendo reabilitadas, nada é dito nem assumido. É outra miragem.

Por isso, seria uma lufada de ar fresco muito bem-vinda que do Pátio da Galé e da próxima “Semana de Reabilitação Urbana”, que ali se realiza de 8 a 14 de Abril, se produzisse uma inversão de “praxis” para a dita, com efeitos em toda a cidade e em particular para a Lapa. Contudo, a lista de patrocínios do evento é esclarecedora: 1 grande cimenteira, 1 empresa de construção civil e 1 empresa de elevadores; pelo que não convém acalentar grandes esperanças.

Uma alternativa prática a esse “status quo”: a classificação urgente do que resta da Lapa, e aí sim passariam a vigorar regras estritas que pautariam as intervenções futuras. A DGPC tem a palavra.

Não se está a defender uma cidade estática, mas não se deseja uma cidade que, dando provas de um provincianismo arrepiante, escolhe deitar ao charco o que a torna única e singular, para lhe impor uma evolução que se pauta por intervenções a eito, despidas de continuidade com o conjunto onde se inserem, fruto de muitas e variadas ambições, decisões arbitrárias e, por isso, irresponsáveis, e também, é bom não esquecer, uma receita de muitos milhões em taxas urbanísticas para a CML.

Lisboa, e, por maioria de razão a Lapa, não se pode dar ao luxo de continuar a perder o seu património às mãos dos que primeiro o deveriam defender.

Por fim, e não de somenos, vem aí a Linha Circular do Metro!

E, dado o passado recente das obras de ampliação do Metro ao Chiado e ao Terreiro do Paço, em que se teve que gastar milhões e milhões extra para suprir os efeitos desastrosos em termos de deslizamentos de edificado histórico e não histórico, reforços estruturais, etc., e em que ainda hoje são visíveis a olho nu as rachas em múltiplas fachadas e outras tantas que se mantêm desengonçadas (veja-se o portão principal do palácio contíguo à Gulbenkian, por exemplo):

Ou bem que os estudos hidrogeológicos, os levantamentos topográficos e a engenharia do todo são à prova de bala ou, no que toca à Estrela, Lapa e Madragoa, estaremos perante um elefante, um paquiderme, em loja de porcelana.

Pelo Fórum Cidadania Lx

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Pedro Cassiano Neves, João Pinto Soares, Helena Espvall, Pedro Machado, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge D. Lopes, Beatriz Empis, Pedro Malheiros Fonseca, Pedro de Souza»

...

N.B: As fotos acima são um complemento ao artigo, e são da autoria de Miguel Velloso

29/12/2018

Lisboa Lisboa Antiga está a desaparecer


MARCOS DE CORREIO NO CRUZAMENTO DA RUA DA LAPA COM A RUA DO MEIO À LAPA
Os tradicionais marcos de correio estão a desaparecer na cidade de Lisboa, retirados pelos CTT, que justificam tal acção pela diminuição do volume de cartas e postais.

Além da sua utilidade pública, o marco de correio constitui uma bela peça do mobiliário urbano português, fazendo parte da entidade cultural do País.

O marco de correio não é apenas um repositório de cartas e postais, é também um valor patrimonial da nossa cidade e um postal turístico que deve ser mantido a todo o custo, mesmo que já não desempenhe as funções para que foi criado.


João Pinto Soare

18/12/2018

Palacete Visconde de Sacavém (MIP) - Pedido de intimação de obras

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. Vereadora Catarina Vaz Pinto, AML, JF Estrela e media

Considerando que o Palacete do Visconde de Sacavém, sito na Rua Sacramento à Lapa, nº 24 é um edifício absolutamente único na cidade de Lisboa e por isso está classificado como Monumento de Interesse Municipal;

Considerando que este edifício se encontra ao abandono e já apresenta vidros partidos (ver foto em anexo),

Solicitamos a V. Exas. para darem instruções aos Serviços no sentido de a Câmara Municipal de Lisboa intimar o proprietário às necessárias medidas de conservação e reparação, de modo a que o edifício não entre em processo acentuado de degradação.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Jorge Pinto, Rui Pedro Martins, Paulo Torres, Irina Gomes, Helena Espvall, Virgílio Marques, Rui Pedro Barbosa, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Miguel Atanásio Carvalho, Henrique Chaves, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Luís Mascarenhas Gaivão e Filipe e Bárbara Lopes

04/10/2016

Esta casa na Rua da Lapa nº 69 foi ontem completamente demolida. Como é possível?



Estava a cair, estava? Foi uma das aprovações da "via-verde" do costume? Só acaba quando não houver nada destes para aprovar? Ou vão passar para os Déco e para os modernistas? Ai, as "entidades competentes", existem para quê?Como é que uma casa de inegável interesse arquitectónico e artístico (paredes com pinturas murais e painéis de azulejos), etc., é demolida assim? E a JF que diz disto? Ou não estava na apps? (fonte: José Amador)

24/02/2015

Protesto por mais delapidação de edificado histórico na zona da Estrela-Lapa


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Vimos apresentar a V. Exa. o nosso protesto pela destruição de interiores de mais dois edifícios, na circunstância na Freguesia da Estrela, edificado que, a nosso ver, é/era de apreciável valor para a cidade de Lisboa.

Trata-se da destruição já concluída de um bom exemplar oitocentista, sito na Rua das Trinas, nº 125, sendo que nos foi dito pelo empreiteiro, no local, antes da obra começar, que esta apenas contemplaria a alteração na linha de mansardas, o que não se verificou, tendo desaparecido por completo o interior do edifício (fotos em anexo);

O outro caso refere-se ao imóvel da Rua Miguel Lúpi, nº 24, onde se prepara mais uma destruição integral do miolo em mais um edifício típico da arquitectura de transição, objecto das nossas conferências "Lisboa Entre-Séculos".

Solicitamos, por isso, Senhor Vereador, que, relativamente,

* Ao edifício da Rua das Trinas, nos esclareça se o projecto aprovado por V. Exa. contemplava a demolição integral dos interiores da casa apalaçada em apreço, e, no caso de não contemplar, quais as acções que a CML irá desenvolver no sentido de repor a legalidade;
* Ao edifício da Rua Miguel Lúpi, que data de 1903, pondere o pedido de extensão de licenciamento do processo EDI de 2008, apresentado pelo promotor, e tente junto deste que o projecto siga as boas práticas de reabilitação, onde já não há lugar a demolições integrais de interiores, o que, inclusive, nos parece contradizer a filosofia do PP Urbanização da Madragoa, posto recentemente a discussão pública.

Sem a ajuda da CML, Senhor Vereador, o património oitocentista e de transição da cidade de Lisboa ficará reduzido a muito curto-prazo a um mero resíduo ou curiosidade.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Maria Ramalho, Vítor Vieira e Beatriz Empis

29/01/2015

Câmara de Lisboa pode tomar posse administrativa do antigo cinema Paris


In O Corvo (9.1.2015)
Por Fernanda Ribeiro

« Há 20 anos, o cinema Paris, já então fechado e decadente, foi cenário de algumas cenas do filme “Lisbon Story”, de Wim Wenders. Desde então, a sua história é bem mais amarga e perigosa. O edifício corre o risco de ruir e ameaça a saúde pública, diz o presidente da Junta de Freguesia da Estrela. Os proprietários não fazem obras e a Câmara pode tomar posse administrativa da ruína.

O antigo cinema Paris, cujo estado de degradação é evidente e onde há anos está pendurada uma faixa negra onde se lê “A vergonha não passou por aqui”, poderá deixar de ser a ruína que se vê logo à entrada da Rua Domingos Sequeira, perto da Basílica da Estrela.

A Câmara Municipal de Lisboa ameaça tomar posse administrativa do imóvel, cujos proprietários foram intimados pela autarquia, em Setembro do ano passado, a fazer obras de conservação e reabilitação.

O prazo para o arranque das obras, dado pela câmara à sociedade que é detentora do edifício, foi já ultrapassado e não se vislumbram sinais de obras na zona. A intimação dava 45 dias úteis aos donos do Paris – a empresa NCI, Novas Construções Imobiliárias – para iniciarem as obras a realizar ao longo de sete meses, como se afirma no edital afixado no tapume de alumínio que rodeia o arruinado edifício.

“Caso não dêem execução no prazo estipulado, a Câmara Municipal poderá tomar posse administrativa do imóvel para executar as obras coercivamente”, afirma-se no edital, um documento com data de 12 de Setembro de 2014 e ele próprio já algo desbotado.

A sociedade proprietária do edifício poderá ainda sofrer outra penalização, por falta de cumprimento da determinação camarária: “Enquanto, por motivos alheios à câmara, não forem iniciadas as obras de conservação, a taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) será majorada em 30 por cento”, diz o documento.

A decisão tomada pelo pelouro do urbanismo da Câmara, a cargo do vereador Manuel Salgado, surgiu na sequência de uma vistoria feita em Maio de 2013, que dava já conta de um “mau estado de conservação” – algo que não surpreende, tendo em conta o abandono a que foi votado o antigo cinema, fechado há perto de 30 anos.

A situação do edifício do Cinema Paris preocupa em particular os moradores da zona e também o presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton (PSD), que teme a derrocada do imóvel.

“O edifício corre o risco de abater, se nada for feito. O que é um perigo, até porque tem ao lado uma bomba de gasolina e, logo a seguir, um infantário. Além disso, há presentemente outro problema. Aquilo é um foco de insalubridade e uma ameaça à saúde pública”, disse ao Corvo o presidente da Junta de Freguesia da Estrela ...»

...

Olha, olha, então tb pode tomar posse administrativa do Odéon, certo? que este é um caco. Mas, seja como for, força, Luís Newton! Apupos a Vasco Morgado :-(