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14/04/2021

Garagem Liz transformada em loja Continente - pedido de correcção a proposta/projecto CML/atelier

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

CC. SMC Arquitectos, AML, JF Arroios, DGPC e media

No seguimento do agendamento para a Reunião de CML de amanhã, dia 15 de Abril, da Proposta n.º 136/2021, referente ao processo EDI/2020/641 e à “homologação favorável condicionada do pedido de informação prévia quanto à viabilidade de realizar uma obra de alteração, ampliação e construção de” uma loja Continente na Garagem Liz, Imóvel de Interesse Público desde 1983, e edifício precioso do panorama Modernista na cidade de Lisboa, serve o presente para,

Lamentarmos a oportunidade perdida pela CML para, exercendo o direito de preferência, tornar propriedade da cidade a magnífica Garagem Liz para, depois de convenientemente restaurada, oferecê-la à população como estacionamento para residentes e comerciantes, mantendo, como é natural, os espaços comerciais existentes no rés-do-chão.

Assim sendo, estamos perante um projecto que, sendo uma solução intermédia, meia recuperação, meia adaptação a funções desgastantes e utilitárias, é de facto a solução alternativa à situação de total abandono em que se encontra desde há anos a esta parte, situação, aliás, que não compreendemos ser possível de aceitar pela CML e pela DGPC.

E sendo um projecto que se compromete a recuperar muitos elementos da fachada, há no entanto demasiadas dúvidas que se nos colocam, pelo que alertamos V. Exas. para o carácter demasiado vago da informação dada pelo requerente quanto, por exemplo, às caixilharias do piso térreo onde existiam lojas com abertura directa para a rua.

Salvo falha nossa na análise dos documentos, não compreendemos como um projecto de arquitectura não inclui nem fotos de arquivo do edifício nos seus primeiros anos de vida, nem os desenhos do projecto original.

Estando a Garagem Liz classificada Imóvel de Interesse Público, qualquer intervenção na frente de lojas do piso térreo deve ser guiada pelo desenho presente no projecto original. Como refere, e bem, a DGPC no seu parecer, o imóvel sofreu diversas intervenções ilegais que o desqualificaram muito, precisamente a frente das lojas, pelo que será neste piso que deverá haver mais rigor na reposição dos materiais, desenho, métrica e proporções das caixilharias metálicas, e isso não nos parece que conste do projecto com o nível de pormenorização exigível a um IIP.

É preciso que se mantenham as caixilharias originais, com perfis de metal elegantes, que constituem, recorde-se, um dos elementos mais significativos da identidade dos edifícios deste período histórico.

Assim parece-nos que esta Proposta agora levada a Reunião de CML assenta num projecto claramente insuficiente, que não cumpre com os requisitos de salvaguarda de um IIP, porque afirmar-se na memória descritiva (MD) simplesmente «reformulação da caixilharia térrea com carácter uniformizador e mais próximo da identidade do edifício», não só é vago como deixa margem para interpretação variada e eventuais erros. Qualquer intervenção de reconstrução da frente de lojas do piso térreo tem de assentar em documentação fidedigna nomeadamente os desenhos do projecto original e as fotografias de arquivo. A autenticidade de um imóvel classificado não fica garantida com «reformulações» e «aproximações» ainda que bem intencionadas.

De igual modo, se fala na MD da «pintura global exterior» mas sem se especificar se foram já realizadas sondagens das camadas de tinta originais e que tipo de tinta se pretende usar e a cor. Tudo isso deveria ser previamente pesquisado e os resultados analisados pela DGPC para a emissão do respectivo parecer final, e não a aprovação tout-court, sujeita a condicionantes, que ficam para “mais tarde”.

Outra dúvida diz respeito à rampa original de acesso ao piso superior de estacionamento. Este é um elemento arquitectónico - e de engenharia - que não pode de modo algum ser demolido!

Como é óbvio, estamos perante um imóvel dos primórdios da técnica do betão armado e é nesse contexto que deve ser analisada esta rampa.

Da análise dos desenhos o requerente parece propor a instalação, na fachada principal, de um dispositivo de publicidade standard da marca.

Tal como a Starbuks foi obrigada a fazer na estação do Rossio (igualmente um IIP) também aqui aconselhamos a que os autores do projecto, a CML e a DGPC pensem um dispositivo publicitário verdadeiramente adaptado ao imóvel. Por exemplo, em vez do standartizado dispositivo usado pelo supermercado - uma banal caixa de luz - recorrer a um dispositivo em néon, instalado de preferência atrás dos vãos em vidro, ou num local arquitectonicamente lógico da fachada.

Muito importante também, e não é claro nem na MD nem nos desenhos apresentados, é se a estrutura de betão armado, no seu sistema de pilares e vigas, ficará à vista ou se passamos a ter tectos falsos e outros elementos que vão obstruir visualmente o espaço.

Alertamos V. Exas. para a necessidade de se fazer um levantamento fotográfico exaustivo de todo o interior do imóvel de forma a ser possível saber quais os elementos ainda originais que importa salvaguardar e até eventualmente replicar.

Não podemos aceitar que a aparente falta de rigor nestes pontos queira dizer que se irá fazer uma adaptação da fachada ao nível do piso térreo sem rigor histórico, o que do nosso ponto de vista constituirá uma oportunidade perdida de devolver esta belíssima fachada Modernista à cidade.

Finalmente, reforçamos que é preciso que todos tenhamos a consciência que não é apenas a fachada que está classificada mas sim o edifício como um todo, por ser um testemunho notável de um momento histórico particular, com a sua cuidada proposta estética e técnica plasmada num novo sistema construtivo que se celebrava com orgulho.

Solicitamos, por isso, à CML e aos autores do projecto, Arq. Bruno Santa Marta e Arq. Rui Carreira, para terem em consideração o que aqui expomos, de modo a que a Proposta da CML seja re-apreciada à luz dos esclarecimentos e das correcções que importa assegurar a este projecto, para que a cidade se orgulhe da Garagem Liz e das suas novas funções.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Luís Carvalho e Rêgo, Vítor Vieira, Paulo Trancoso, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, Bruno Palma, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Filipe e Bárbara Lopes, Gustavo da Cunha, António Araújo, Maria Ramalho

Foto in Arquivo Municipal de Lisboa

11/10/2019

Protesto veemente pela demolição da moradia modernista de Cristino da Silva (Av. Ant. Jose Almeida, 20)


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva 


CC. AML, Ver. Urbanismo, Docomomo e media 

É com estupefacção que assistimos à inacreditável demolição da moradia desenhada pelo arq. Cristino da Silva para o eng. Belard da Fonseca, sita na Av. António José de Almeida, nº. 20, resultante da aprovação em 2018, e consequente licenciamento, de um projecto de alterações com ampliação e construção nova, pelos Serviços que V. Exas. tutelam, projecto esse que, mais uma vez, não foi aprovado em sede de Reunião de CML.

Lembramos a V. Exas. que esta moradia é a mais importante de todo o legado do Modernismo que ainda subsiste na cidade de Lisboa, e está referenciada em todas as publicações da especialidade, e não só, dignas de nota.

Mais nos indignamos quanto julgávamos impossível a repetição durante o presente executivo camarário, do escandaloso processo semelhante por que passou a moradia de Cassiano Branco, no nº 14 da mesma avenida, em 2007, com outro executivo.

Questionamo-nos como é possível que tal tenha sido aprovado agora pelos Serviços de Urbanismo e da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, e respectiva tutela, e pelo Serviços da Direcção-Geral do Património Cultural, e respectiva tutela;

E questionamos a relevância, senão mesmo a existência, de entidades e estruturas como a Docomomo Ibérico e a comissão consultiva para a Carta do Património do Plano Director Municipal de Lisboa.

Não compreendemos como é possível que o quarteirão de moradias modernistas da Avenida do México e da Avenida António José de Almeida, e a moradia em apreço por maioria de razão, não mereça até hoje a mínima atenção nem da CML nem da DGPC/IGESPAR/IPPAR, porque há muito que devia ser classificado Conjunto de Interesse Público (no mínimo Municipal).

É profundamente lamentável o que está a acontecer à moradia de Cristino da Silva.

Melhores cumprimentos 

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Virgílio Marques, José Toga Soares, Beatriz Empis, João Oliveira Leonardo, Helena Espvall, António Araújo, Pedro Ribeiro, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Irina Gomes, Ricardo Mendes Ferreira, André Santos, Jorge Santos Silva, Carlos Moura-Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto 

Fotos de Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, SIPA/IHRU/DGEMN e Arquivo Municipal de Lisboa

17/05/2019

Adeus à moradia de Cristino da Silva/Belard da Fonseca, tal como a conhecemos:


Desejando a todos um belo fds, digam adeus à soberba moradia modernista (1920-1930), tal como a conhecemos e que devia ser Imóvel de Interesse Público, feita pelo arq. Cristino da Silva para o eng. Belard da Fonseca, ali na Av. Antº José d'Almeida, pois vai ter alterações significativas, vai ser ampliada e alterada a distribuição interior. O processo foi analisado no DBC/DGPC no âmbito da zona de protecção do INE e o projecto foi aprovado em Janeiro de 2018 tendo sido precedido de reunião em sede da ARU onde foi definida a metodologia para a ampliação. Este processo teve início no final de 2016. Sem os tiques da moda, resulta, porém, num projecto de mau gosto que em nada dignifica a arquitectura. Para aprovar isto não é preciso haver arquitectos nas entidades públicas licenciadoras. É lamentável, mas, infelizmente, está tudo aprovado há demasiado tempo! E pronto, siga.
Fotos de Júlio Amorim e Hemeroteca Municipal de Lisboa

09/04/2019

Cassiano Branco desaparecido....


..no nr. 87 da Av. Columbano Bordalo Pinheiro e edificado em 1937





..e que ainda por ali estava no ano de 1961 no lado direito da foto de Artur Inácio Bastos (Arquivo Municipal). O que é de estranhar é que uma vivenda deste calibre não tenha durado mais que 25-30 anos !?

20/12/2018

Demolição de moradia modernista de Cristino da Silva - Pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JFAN, MP e media

Constatada a demolição, rápida e eficaz, da moradia cuja autoria era atribuída do insigne arq. Luís Cristino da Silva, na Av. João Crisóstomo, nº 27.

E considerando que a mesma se encontrava em bom estado de conservação;

Solicitamos a V. Exa. que dê conhecimento público:

* Das razões objectivas para que a CML tenha permitido o abate da moradia referida, sem o discutir e aprovar previamente em sede de Reunião de CML;
* Do relatório de engenharia de estruturas que suportou esse abate;
* Do projecto de arquitectura previsto para este lote.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Moura-Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Cassiano Neves, Henrique Chaves, Inês Beleza Barreiros, Ana Homem de Almeida, Miguel Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Paulo Lopes, Rui Pedro Martins, Jorge Pinto,Jozhe Fonseca

03/12/2018

Rua da Lapa, 73 - Obras sem Aviso - Obras ilegais - pedido de esclarecimentos à CML (corrigido)


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e media

Constatámos que decorrem obras profundas nos interiores e a tardoz do imponente edifício modernista sito na Rua da Lapa, nº 73 (na imagem), sem que esteja colocado exteriormente o respectivo Aviso nem qualquer outra informação acerca da obra em curso.

Com efeito, são visíveis desde a rua a abertura de vãos no interior e a existência de novas paredes em tijolo, sendo que a tardoz está ainda a ser reformulada a marquise pré-existente no último piso, que era ilegal e que por isso mesmo deveria ser removida, e não "legalizada".

Pelo exposto, e porque este edifício da autoria do arq. Tertuliano de Lacerda Marques é um dos edifícios mais notáveis da Lapa e com um interior ricamente decorado, solicitamos a V. Exa. que nos esclareça quanto ao licenciamento desta obra e qual o projecto em causa, e ainda, caso se verifique a sua manifesta ilegalidade, dê indicações aos serviços para procederem ao respectivo auto de embargo e à reposição do que já foi alterado.


Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Pedro Manuel Guimarães de Sousa, Helena Espvall, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Silva Grade, João Leonardo, Fátima Castanheira, Nuno Caiado

...

N.B. (5.12.2018): Aviso já colocado e, claro, logradouro para construção (fotos de Pinto Soares):

02/10/2018

Mais uma machadada da CML no Bairro das Colónias. Haja vergonha, CML!


Mais uma machadada da CML no Bairro das Colónias (supostamente protegido no PDM), com a ampliação estilo "cabeçudo" do nº 20 da Rua do Zaire, um prédio intacto e acabadinho, aliás, de pintar e renovar... céus, e dizia o vereador Manuel Salgado que a CML iria classificar o Bairro. A CML não tem vergonha de estar a incentivar a destruição de um bairro único em Lisboa? E a DGPC calou e consentiu? Vergonha!

08/07/2018

"Vai desaparecer uma das últimas moradias modernistas de Lisboa?"....



O alerta foi dado pelo Fórum Cidadania Lisboa, "SOS moradia modernista da rua Castilho nº 217". Uma publicação de abril alertava para a mudança de proprietário e para o risco de que o edifício fosse demolido. A promotora imobiliária reconhece que a demolição esteve na mesa, mas percebeu que seria um erro e vai "preservar o património".

O movimento Cidadania Lisboa lembrava no seu alerta em abril que era uma vivenda do bairro do Liceu Maria Amália, uma das últimas moradias modernistas da cidade, um edifício classificado na Carta Municipal do Património.

Pedia explicações à Câmara Municipal de Lisboa, que não respondeu. Recentemente, deu entrada um Pedido de Informação Prévia (PIP) para a nova construção. Concluía Paulo Ferrero, o fundador do movimento: "E pronto, vamos dizer adeus a esta moradia".

Moradia de Castello Lopes
Paulo Ferrero justifica o lamento por ser tratar do último edifício do bairro do Liceu Maria Amália, construído em 1935, a última morada de José Manuel Castello Lopes, o herdeiro da distribuidora de cinema e que morreu o ano passado. Habitava o primeiro andar.

A moradia é um exemplo da arquitetura do Estado Novo, da autoria do engenheiro Jacinto Robalo, e o que resta do bairro, e dos seus logradouros, situado no Alto do Parque. Casas que foram sendo demolidas à medida que o centro da cidade crescia para os lados mas especialmente em altura. "Nos anos 70 do século passado, mas sobretudo nos anos 80, foi uma razia completa", diz Paulo Ferrero.

No rés-do-chão do edifício de dois andares vivia um inquilino, com quem se terá chegado a acordo e a moradia passou para as mãos da Louvre Properties.

A empresa apresenta-se como "promotora e investidora imobiliária com sede em Lisboa que se foca na aquisição, desenvolvimento e gestão de empreendimentos residenciais e comerciais únicos em Portugal". Visa "promover projetos com características únicas e de elevada qualidade". Já entregou um pedido de informação prévia para a alteração da moradia à Câmara Municipal de Lisboa (CML).

O DN questionou sobre o projeto os responsáveis pelo urbanismo, cujo vereador é o arquiteto Manuel Salgado, mas ainda não obteve resposta.

Empreendimentos de luxo
O representante da promotora disse ao DN que existe um contrato de compra e venda, mas que a concretização do negócio dependerá do que poderão fazer com a moradia. Explica que houve um projeto de demolição do edifício e que foi retificado. "Achámos que não faz sentido demolir um edifício desta natureza num dos locais mais nobres da cidade".

Concluiu: "O que posso dizer é que o projeto está numa fase preliminar e em constante avaliação e que a Louvre Properties se compromete a preservar o património existente, a propriedade não será demolida, vai ser preservada. Poderá poderá ser consultado e nele se verá que um dos compromissos da Louvre Properties é a manutenção do património arquitetónico".

O responsável garantiu também que a preservação não se limitará a deixar a fachada de uma moradia e construir uma fileira de andares.

Carta Patrimonial Municipal
"Se for para manter a moradia, é ótimo, mas não acredito. Espero que não seja para fazer um híbrido como há tantos por Lisboa", critica Paulo Ferrero. Lembra um edifício previsto para a Avenida da República, junto ao Clube dos Empresários, em que o projeto "mais parece um pagode chinês". E lamenta que não sejam cumpridos os requisitos da Carta Municipal do Património, onde a moradia está registada, item 50.55. "São edifícios de interesse público e que só podem ser demolidos se estiverem em adiantado estado de degradação, o que não é o caso.

In DN 2018-07-08 por Céu Neves

02/07/2018

26/04/2018

S.O.S. moradia modernista da Rua Castilho, 217


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC PCML, AML, JF Avenidas Novas e media

No seguimento da mudança de proprietário na moradia do nº 217 da Rua Castilho, e da previsível submissão de um pedido de informação prévia aos serviços que V. Exa. tutela, uma vez formalizado o natural processo de apreciação genérica quanto às condições para futura operação de urbanização;

Somos a solicitar a melhor atenção de V. Exa. para este caso, e para a necessidade de garantir a manutenção desta moradia de 1935, considerando o seguinte:

1. Trata-se da última moradia do Alto do Parque (bairro do Liceu Maria Amália).
2. Trata-se de um dos últimos logradouros existentes no bairro.
3. Trata-se de uma moradia da autoria do conhecido engenheiro Jacinto Robalo.
4. Trata-se de uma das últimas moradias modernistas da cidade de Lisboa.
5. Trata-se de um edifício classificado na Carta do Património, item 50.55, “conjunto arquitectónico/limites: Rua Marquês de Fronteira, Rua Castilho, Rua da Artilharia Um, Rua Joaquim António de Aguiar”, pelo que a sua demolição só pode ser aprovada em caso de ruína evidente, o que não é manifestamente o caso.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Alexandre Marques da Cruz, Paulo Lopes, Rui Martins, Virgílio Marques, Miguel Lopes Oliveira, Maria Maia, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade, Jorge Lima e Luiza Cadaval de Sousa

​Fotos de Luiza Cadaval de Sousa​

17/10/2017

Valeu a pena!


Hoje (foto de Rosa Casimiro)

"Ontem" (foto google)

Sim, valeu a pena termos apelado à CML termos apelado à CML há um ano! Embora tenhamos que aguentar com a outra face da moeda: ampliação de um piso.

04/05/2017

Att. Sr. Vereador Manuel Salgado #2

Para quando o cumprimento da promessa feita em 2013 de se avançar com a classificação do Bairro das Colónias? É que cada vez há mais adulterações e falsificações neste bairro magnífico e por este andar qualquer dia só restam ... fachadas.

(fotos de Fernando Jorge)

Att. Sr. Vereador Manuel Salgado #1

Para quando o Regulamento/Caderno de Boas Práticas para o Bairro Azul, Classificado de Interesse Municipal desde 2009 e que esteve 10 anos à espera de o ser? Quantos mais anos à espera? É que sem esse regulamento a classificação vale apenas, e às vezes nem isso, para salvaguardar... fachadas.
(fotos de Fernando Jorge)

15/04/2017

Arte (obra) total em Lisboa de Victor Palla - Bento D`Almeida....

Fábrica Kores, Lisboa, 1955. Foto de Cisneiros de Faria


Curadoria 
Patrícia Bento d’Almeida com João Palla Martins  
A obra do atelier dos arquitetos Victor Palla (1922-2006) e Joaquim Bento d’Almeida (1918-1997), reconhecida pela historiografia e crítica da arquitetura portuguesa, ainda não foi alvo de exposição pública. Fazendo parte de uma geração de arquitetos que adere aos princípios do Movimento Moderno, a atividade profissional desta dupla manifestou-se ao longo de 25 anos (1947-1973). Contando mais de 700 projetos, foram responsáveis pela modernização de inúmeros estabelecimentos comerciais, fábricas, escolas primárias, habitação permanente (moradias unifamiliares e edifícios de habitação multifamiliar) e temporária (hotéis e aldeamentos turísticos), estendendo ainda a atividade às áreas do design e das artes.
Celebrizados como precursores na introdução em Portugal do modelo americano de snack-bar, durante dezassete anos, foram também encarregues dos projetos das moradias unifamiliares que a revista EVA sorteava no Natal.
De terça a domingo entre as 10h e as 18h (última entrada às 17h30)
Visitas Guiadas
Galeto – 22 de abril | 11h00
Escola EB1 Santa Maria dos Olivais – 6 de maio | 11h00
Contactos Garagem Sul(+351) 213 612 614/5

15/03/2017

A propósito do renascido Capitólio, cuja reabertura se saúda ...


Fotos: CML


É preciso não nos esquecermos dos dias em que teve os dias contados..., só é pena ter o renovado Capitólio aquela imensidão de vidros pretos e aquela parte traseira (credo!). Ficam, abaixo, as fotos (arquivos CML e FCG) do antigamente, para se ver das diferenças in loco: