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18/02/2020

Casa da Pesca - pedido de esclarecimentos à CMO


Exmo. Senhor
Presidente Isaltino Morais


CC. GPM, AR, DGTF, DGPC e media

Na sequência da assinatura do Auto de Cedência de Utilização da Casa da Pesca (Monumento Nacional), em boa hora firmado pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO) e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, em 4 de Outubro de 2019;

Considerando a colocação pela CMO, em 19 de Novembro, de uma cobertura provisória no edifício Casa da Pesca (foto CMO) e o «encerramento dos vãos do Pavilhão da Casa de Pesca e de outras edificações (Casa dos Bichos da Seda e colocação de portas no Pombal, na Mina da Fonte do Ouro)», a fim de prevenir maiores danos a todo aquele património inestimável;

E na sequência da discussão em plenário da Assembleia da República, no dia 13 de Fevereiro de 2020, da nossa Petição Nº 610/XIII/4 – “Salvaguarda da Casa da Pesca”;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe sobre qual o prazo estimado para o início de facto de obras de restauro e conservação do edifício da Casa da Pesca, se as mesmas são ser objecto de concurso público e se está garantido o envolvimento directo da Direcção-Geral do Património Cultural, quer na elaboração do respectivo caderno de encargos, quer na monitorização permanente das obras a realizar.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Ana Celeste Glória, Bernardo Ferreira de Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Pedro Henrique Aparício, Jorge Pinto, Helena Espvall, José Maria Amador, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Jorge Lima, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Jorge, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira

(18 de Fevereiro de 2020)

...

Resposta do GPCMO:

«Exmos. Senhores,

Encarrega-nos o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Dr. Isaltino Morais de acusar a receção do email infra, que mereceu a melhor atenção.

Solicita-nos ainda de informar, que sobre o mesmo proferiu o despacho que se transcreve:

“Comunique-se que não é possível referir prazos porquanto os mesmos não são controlados pela Câmara. É necessário desenvolver projectos, revisão dos mesmos, visto do Tribunal de Contas, empreitadas. Em todos estes procedimentos obviamente cumprir-se-á com o que a lei estabelecer em matéria de procedimentos, seja nos tipos de concurso seja na audição de entidades que os termos da lei devam pronunciar-se”.

27.2.2020

Isaltino Morais

Com os melhores cumprimentos,
Gabinete da Presidência»

...

Novo pedido de esclarecimentos à CMO (12 de Maio de 2020):

Exmo. Senhor
Presidente Isaltino Morais


CC. GPM, AR, DGTF, DGPC e media

Na sequência da assinatura do Auto de Cedência de Utilização da Casa da Pesca (Monumento Nacional), em boa hora firmado pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO) e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, em 4 de Outubro de 2019;

Considerando a colocação pela CMO, em 19 de Novembro, de uma cobertura provisória no edifício Casa da Pesca (foto CMO) e o «encerramento dos vãos do Pavilhão da Casa de Pesca e de outras edificações (Casa dos Bichos da Seda e colocação de portas no Pombal, na Mina da Fonte do Ouro)», a fim de prevenir maiores danos a todo aquele património inestimável;

E na sequência da discussão em plenário da Assembleia da República, no dia 13 de Fevereiro de 2020, da nossa Petição Nº 610/XIII/4 – “Salvaguarda da Casa da Pesca”;

E decorridos exactamente dois meses e meio sobre a resposta de V. Exa. à nossa missiva anterior, em que alude ao facto de não ser possível "referir prazos porquanto os mesmos não são controlados pela Câmara. É necessário desenvolver projectos, revisão dos mesmos, visto do Tribunal de Contas, empreitadas. Em todos estes procedimentos obviamente cumprir-se-á com o que a lei estabelecer em matéria de procedimentos, seja nos tipos de concurso seja na audição de entidades que os termos da lei devam pronunciar-se”;

Solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe se já existe de facto algum projecto de recuperação da Casa da Pesca, e, a existir, se o mesmo já teve os pareceres respectivos da DGPC e do Tribunal de Contas, para que, finalmente, a obra seja iniciada.

Com os melhores cumprimentos

20/11/2019

Finalmente, a Casa da Pesca tem a cobertura que o MAMAOT prometeu em 2012 e nunca cumpriu. Obrigado à CMO e à DGTF.


E agora É PRECISO AVANÇAREM COM AS OBRAS DE RESTAURO!
Devidamente acompanhadas pela DGPC, claro.

Foto in site da Câmara Municipal de Oeiras

20/05/2019

Roubo de Azulejos na Casa da Pesca em Oeiras


Exmos. Senhores

Serve o presente para apresentarmos uma queixa junto de V. Exas. sobre o roubo de azulejos ocorrido há dias na Casa da Pesca, imóvel classificado, que é propriedade do Estado e está à guarda do INIAV, ex-Estação Agronómica e organismo sob a tutela Ministério da Agricultura, conforme fotos em anexo documentam.

Solicitamos a v/melhor ajuda para este caso de roubo ao Património nacional, fruto da irresponsabilidade de quem de direito.

Foto 1: Jornal Público
Foto 2: CM Oeiras
Foto 3: Ana Celeste Glória (2016)

Colocando-nos à v/disposição para o que acharem necessário, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Ana Celeste Glória, Bernardo Ferreira de Carvalho

C.C. Gab. MAgricultura, Gab.MCultura e CMO

18/01/2019

Promessas há muitas, mas a Casa da Pesca continua ao abandono


Depois de tentativas de assinaturas de protocolos falhadas em 2007 e 2016, este poderá ser o ano em que a Casa da Pesca ganha uma nova vida. Ministério da Agricultura e câmara de Oeiras garantem que elaboração do documento que efectiva a cedência do espaço se encontra "em fase final de execução". Município quer reabilitar o espaço.

Sebastião Almeida (Texto) e Daniel Rocha (fotos), in Público 18.1.2018

«Na parte norte da Quinta do Marquês de Pombal, em Oeiras, a vegetação cobre o tanque frontal da Casa da Pesca. O conjunto arquitectónico pombalino, datado do século XVIII, integra os vastos terrenos da quinta mas continua ao abandono, apesar de a classificação de monumento nacional obtida em 1940. O Ministério da Agricultura, proprietário do espaço, diz que há um protocolo de cooperação com a câmara de Oeiras, que está “em fase final de elaboração”. Contudo, a autarquia reitera que cabe ao ministério “ultimar os detalhes do referido protocolo” para que as obras de reabilitação avancem.

O receio do grupo de cidadãos que, em 2018, lançou a petição Salvar a Casa da Pesca é que tudo fique na mesma, apesar das garantias dadas pelo Ministério: já em 2016 tinham sido iniciados trabalhos para a criação de um protocolo que definiria “os termos de cooperação e co-gestão” do património, protocolo esse que previa “a reabilitação do conjunto monumental” e para cuja data de definição dos termos ficara "estabelecido o mês de Junho”, lê-se numa troca de correspondência entre o Fórum Cidadania Lx e o gabinete do Ministério da Agricultura, datada de 14 de Junho de 2016.

O Ministério da Agricultura, contudo, nega que “teria sido estabelecido o mês de Junho de 2016 como data limite para a definição de um protocolo para a recuperação da Casa da Pesca”. Para o ministério, essas informações “não correspondem à verdade”. No entanto, o documento a que o PÚBLICO teve acesso, diz o contrário.

Quando questionado sobre quais os motivos para que em 2016 o protocolo não tenha avançado, o Ministério da Agricultura não responde e sublinha apenas que “o protocolo com vista à recuperação do espaço está em fase final de elaboração”.

Mas a história do abandono já vai longa. Em 2012, o PÚBLICO escrevia que o projecto de reabilitação da Casa da Pesca, da Cascata do Taveira e do tanque frontal seria levado a cabo através de um protocolo entre o Ministério da Agricultura e a câmara de Oeiras, que transformaria os terrenos num parque temático agro-pastoril.

O projecto acabou por não sair do papel devido a divergências entre o executivo da câmara de Oeiras e o Ministério da Agricultura, argumentou à época o presidente da câmara, Isaltino Morais. Os termos do acordo passavam pela cedência da quinta ao município, que, em contrapartida, pagaria 15 milhões de euros para a construção de um laboratório de Medicina Veterinária. Na recuperação da quinta teriam ainda de gastar outros 25 milhões de euros.

A câmara de Oeiras chegou a acordo para pagar metade do valor exigido, pedindo em troca a cedência do espaço por 90 anos, mas o ministério não aceitou. No final de contas, a Casa da Pesca continuou ao abandono, até hoje.

A Casa da Pesca, uma propriedade de recreio para o repouso das elites, que dava também apoio às actividades de pesca que ali se desenrolavam no tanque fronteiro, pertenceu a Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, antes de ser adquirida, já no século XX, pelo jornalista e empresário Artur Brandão. O senhorio vendeu posteriormente a quinta, repartindo-a por vários proprietários.

Para o grupo de cidadãos que lança agora a petição, o interesse histórico e artístico do local deveria sobrepor-se a qualquer entrave burocrático. Os autores do documento chamam à atenção para os estuques que retratam cenas marítimas, no interior da Casa da Pesca, “e cuja autoria tem vindo a ser associada a Giovanni Grossi, famoso estucador da época”. Os azulejos presentes na escadaria do jardim e espaços circundantes apresentam-se com fissuras, devido à falta de manutenção.

A última intervenção conhecida remonta a 1961, ano em que terão sido efectuadas obras ao telhado da casa e uma limpeza aos terrenos circundantes, a cargo da então designada Direcção Geral de Monumentos Nacionais.

Numa nota publicada na página da missiva, reitera-se o “processo acelerado de ruína” a que todo o conjunto está sujeito. Perante o “cenário dramático”, lê-se no documento, “é inaceitável que o Ministério da Agricultura continue a protelar as indispensáveis obras e que a Direcção-Geral do Património Cultural continue sem impor o cumprimento das obrigações inerentes à salvaguarda de um bem classificado".

A autarquia, questionada sobre o estado das negociações com o Ministério da Agricultura, expressou a “boa-fé” que tem demonstrado no desenrolar do processo e que “está disponível para receber o importante património arquitectónico, recuperá-lo, mantê-lo e colocá-lo disponível ao público”.

Além da Casa da Pesca, também o Paço Real de Caxias, pertencente ao Ministério da Defesa, e a Quinta da Cartuxa, propriedade do Ministério das finanças, estão ao abandono. A autarquia de Oeiras diz ter “projectos de reabilitação em estudo” para todos os edifícios, desde que o Governo decida “transferir as competências para o município”, sublinha.

No caso específico da casa pombalina, a câmara de Oeiras assegura que têm sido realizadas negociações para a cedência do complexo, “a pedido da autarquia”, sublinha.

O Ministério da Agricultura, em resposta às questões endereçadas pelo PÚBLICO, esclarece que, o grupo de trabalho constituído em 2018 para dar resposta à situação de abandono e de reabilitação do espaço elaborou um protocolo de cooperação com a câmara de Oeiras, que se encontra em “fase final de execução”.

Esse protocolo define “os termos em que, em parceria com a autarquia de Oeiras, se processará o modelo de gestão do património histórico de forma a promover a reabilitação de um importante complexo edificado”.

Em respostas enviadas por email, fonte do Ministério da Agricultura detalha que o novo protocolo irá abranger todo o complexo, “designadamente a Abegoaria (ou Casal da Manteiga), a Casa dos Bichos da Seda, a Casa do Fresco, a Pombal, a Mina, a Cascata do Taveira, a Cascata da Fonte do Ouro, o lago e jardins adjacentes, o aqueduto e a rede pedonal de caminhos pombalinos envolventes”. Resta, contudo, esperar que seja devolvida à Casa da Pesca uma nova vida.

O PÚBLICO questionou a Direcção Geral do Património Cultural sobre quais as diligências que têm sido empreendidas no sentido de avançar com as obras de reabilitação, mas não obteve resposta até à data da publicação do artigo.»

27/09/2018

Petição Salvar a Casa da Pesca: património classificado em ruína iminente.


ASSINE E DIVULGUE, POR FAVOR:

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República,


A Casa da Pesca, situada na Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, em Oeiras constitui um dos conjuntos mais interessantes da arquitectura de veraneio do século XVIII. Constituída por Jardim, Casa, Cascata, e Tanque este conjunto localiza-se na parte mais a norte da referida Quinta, actualmente propriedade da Estação Agronómica Nacional (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Ministério da Agricultura).

O interesse histórico e artístico deste conjunto designado Casa da Pesca, reside no imaginário barroco da época que ainda hoje pode ser observado: a Cascata do Taveira, imponente anfiteatro desdobrado em painéis revestidos de azulejo, em tons de azul intenso e branco, com cenas mitológicas de temática marítima, testemunho raro entre nós; o Tanque fronteiro, no qual D. Maria I chegou a pescar, acompanhada do seu séquito (dando nome ao conjunto); e finalmente a Casa da Pesca, na qual eram guardados os instrumentos de pesca, e que esconde no seu interior uma série de estuques em relevo, com cenas marítima, alusivas à própria “pesca”, e cuja autoria tem vindo a ser associada a Giovanni Grossi, famoso estucador da época.

Face a este espólio artístico, o conjunto integrou a classificação de Monumento Nacional que, em 1940, foi atribuído ao Palácio e Jardim a ele anexo. No entanto, setenta e oito anos passados sobre essa classificação, a Casa da Pesca encontra-se em processo acelerado de ruína que, se não for rapidamente estancado, será irreversível, com partes do teto estucado já caídas. Perante este cenário dramático, é inaceitável que o Ministério da Agricultura continue a protelar as indispensáveis obras e que a Direcção-Geral do Património Cultural continue sem impor o cumprimento das obrigações inerentes à salvaguarda de um Bem classificado, sobretudo tratando-se de um “Monumento Nacional”!

Registe-se o facto de já terem sido criadas outras petições para o mesmo efeito, desde 2010 até ao ano presente, além de diversas iniciativas, tais como comunicações de âmbito académico, palestras públicas, debates, notícias e reportagens televisivas.

Assim, os subscritores desta Petição apelam à Assembleia da República para instar o Ministério da Agricultura a:

1. Proceder a obras urgentes de conservação e restauro da Casa da Pesca.
2. Garantir a preservação, divulgação e abertura ao público deste conjunto patrimonial classificado de Monumento Nacional.

CONTAMOS COM TODOS OS CIDADÃOS QUE AMAM O NOSSO PATRIMÓNIO COLECTIVO!

Oeiras, 18 de Setembro de 2018

03/08/2017

Casa da Pesca - Apêlo ao PM para transferência de tutela do INIAV/Min. Agricultura para a CM Oeiras


Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa


​No seguimento da resposta infra que nos foi dada no passado dia 17 de Julho pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., ao nosso pedido de autorização de visita ao interior da Casa da Pesca e respectiva envolvente, a fazer no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2017, somos a renovar junto de V. Excelência o nosso apêlo de ​2016, uma vez que os pressupostos do ofício que nos foi enviado pelo gabinete do Sr. Ministro da tutela há um ano se revelara inconsequentes, pois não há qualquer notícia sobre protocolo algum muito menos que a Casa da Pesca tenha deixado de continuar a cair aos bocados e a encher-nos a todos de vergonha.

Com efeito, esta situação vem-se agravando ano após ano, governo após governo, situação que não se aceita nem compreende dado estar em causa uma dos conjuntos barrocos mais importantes do legado de Pombal, por isso parte integrante de um conjunto classificado de Monumento Nacional. É lamentável que desde há precisamente 30 anos que a Casa da Pesca continue votada ao abandono, à incúria, ao vandalismo, às intempéries. Todas as promessas feitas até aqui se revelaram falsas.

Mais não compreendemos como é possível que o Ministério da Agricultura continue a não abrir mão deste conjunto patrimonial, para cuja manutenção se revela manifestamente incapaz, escusando-se a cedê-lo a quem o possa recuperar, como cremos ser a vontade expressa já por diversas pela Câmara Municipal de Oeiras.

Em vésperas do Ano Europeu do Património Cultural 2018, solicitamos a V. Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, para que atente a esta situação escandalosa, dando instruções ao Ministério da Agricultura para que resolva esta situação com carácter de urgência, porque a Casa da Pesca não resistirá por muito mais tempo.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Ana de Carvalho Antunes, Gonçalo Cornélio da Silva, Vítor Vieira, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Beatriz Empis, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Jorge, Ana Alves de Sousa, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira

​......​

​Exmos. Senhores

Em resposta ao vosso e-mail infra encarrega-me o Senhor Presidente do Conselho Diretivo do INIAV, IP Doutor Nuno Canada de informar que por motivos de segurança não será possível efetuar a visita solicitada.

Com os melhores cumprimentos

Dalila Oliveira
Secretariado / Presidência Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
...

​ De: Fórum CidadaniaLx [mailto:forumcidadanialx@gmail.com]
Enviada: segunda-feira, 17 de Julho de 2017 15:44
Para: Presidência INIAV; Relações Públicas
Cc: dgpc@dgpc.pt; PaulaSilva@dgpc.pt; Carla Alexandra Lopes; gab.presidente@cm-oeiras.pt
Assunto: Jornadas Europeias do Património 2017 - Pedido de visita a 24 Setembro

Exmos. Senhores

Vimos pelo presente solicitar-vos autorização para visitarmos o complexo da Casa da Pesca, na Quinta do Marquês, em Oeiras, no próximo dia 24 de Setembro, Domingo, pela 10h30, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2017.

Gostaríamos de poder visitar o interior da Casa da Pesca, bem como os tanques decorados a azulejo, o aqueduto e restante complexo.

A visita, se no la permitirem, será gratuita, guiada por especialista na história e uso daqueles edifícios, e deverá contar com um máximo de 50 pessoas.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

...

17/11/2016

A bem de Oeiras ...


E a propósito das nossas causas no concelho de Oeiras (Casa da Pesca, Paço Real de Caxias, colónia da Sineta, etc.) e se alguém quiser gastar 30 euros em "something completely different", então que apareça por lá e pergunte-lhes se tencionam fazer alguma coisa por estas causas ou se é só mais do mesmo, i.e, croquete.

23/12/2015

S.O.S. Casa da Pesca - A/C. Ministério da Agricultura

Exmo. Senhor Ministro da Agricultura
Dr. Luís Capoulas Santos


Serve o presente para alertarmos Vossa Excelência, Senhor Ministro, para o estado de abandono e incúria a que está votada a Casa da Pesca, edifício que faz parte do conjunto da Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, em Oeiras, de que ainda fazem parte Jardim, Tanque e Cascata, todos eles também ao abandono e sem utilização digna, sendo todos eles propriedade do Ministério da Agricultura (Estação Agronómica Nacional).

É na Casa da Pesca, contudo, no edifício de pequena dimensão atribuído a Carlos Mardel, de que se destacam azulejos da Fábrica do Rato e estuques atribuídos ao estucador italiano Giovanni Grossi (1818-1781), ambos de temática mitológica e piscatória, que o panorama é mais revoltante, tal o mau estado de conservação do seu interior, e, tão grave quanto isso, a incúria como foi tratado por quem de direito desde que os primeiros alertas se fizeram sentir.

Com efeito, este edifício histórico do século XVIII e que está englobado no conjunto classificado Monumento Nacional desde 1953, apesar da sua comprovada valia patrimonial, continua não só a degradar-se profundamente por força do mau estado da cobertura, como a não ter qualquer projecto de conservação e restauro no horizonte, muito menos de utilização compatível com a sua importância.

De realçar que no período 2010-2012, depois de muita insistência feita pelos cidadãos junto do Governo, e do envolvimento solidário de algumas entidades de relevo, desde logo a DGPC/IGESPAR/SEC, a Câmara Municipal de Oeiras, a Associação Portuguesa de Jardins e Sítios, foram feitas promessas pelo então MAMAOT de que as obras na cobertura avançariam até 2013, o que nunca se verificou, tendo o assunto morrido desde então, o que consideramos profundamente lamentável.

Nesse sentido, solicitamos esclarecimento da Vossa Excelência, sobre quais os procedimentos urgentes que o Ministério da Agricultura pode encetar de modo a, numa primeira fase, proceder à reparação da cobertura e, e, num segundo tempo, lançar um programa de restauro e utilização apropriada do edifício.

Chamamos a atenção de Vossa Excelência, Senhor Ministro, para o facto deste edifício ser indissociável da restante Quinta do Marquês, pelo que a sua futura exploração só terá a beneficiar de uma solução abrangente.

Juntamos fotos elucidativas do estado da Casa Pesca em 2012 (interior) e 2014 (exterior).

Com os melhores cumprimentos,


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, João Leitão, Inês Beleza Barreiros, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, Maria Morais, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Pedro Fonseca, Pedro Janarra, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, José Arnaud e Nuno Vasco Franco