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03/05/2021

Parque canino sob Palácio Belmonte (IIP) e em pleno Pátio D. Fradique - protesto à CML e JF

Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Sr. Presidente da JF Santa Maria Maior
Dr. Miguel Coelho


CC. AML, DGPC e media

No seguimento da afixação no local da placa anunciando a construção de um parque canino no Pátio D. Fradique, ao Palácio Belmonte, e do arranque das respectivas obras já se ter dado, pedimos a V. Exas. que nos esclareçam sobre o futuro daquele local histórico, ou seja, se foi abandonada pela CML a ideia de recuperação do Pátio D. Fradique, o qual, recorde-se, foi inclusivamente objecto de concurso de ideias para o efeito.

Porque é de facto confrangedor assistirmos à criação de um parque canino naquele local, que merece um projecto de recuperação exemplar, ou, em alternativa, a criação de um jardim público.

Por outro lado, a existência de tal parque sob as janelas de um palácio, de há vários anos hotel de luxo, mas que mantém a classificação de Imóvel de Interesse Público, roça o caricato.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Bruno Palma, Vítor Vieira, Pedro Jordão, Virgílio Marques, José Maria Amador, Fátima Castanheira, Eurico de Barros, Gustavo da Cunha, Carlos Boavida, Teresa Silva Carvalho, Beatriz Empis, Pedro Mascarenhas Neves, Jorge Pinto, Helena Espvall, Ana Alves de Sousa, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Marta Saraiva

Foto de Maria de Morais

...

Resposta da DGPC (25.8):

02/02/2021

Parque Canino em respiradouro de aqueduto no Restelo - Pedido à JF Belém

Exmo. Sr. Presidente da JF de Belém
Dr. Fernando Ribeiro Rosa


CC. PCML, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a essa Junta de Freguesia que não prossiga com a construção do parque canino da Rua Diogo Afonso/ Rua Tristão Vaz, no Restelo, por forma a não fazer do poço de respiração do aqueduto ali existente (ver fotos), provavelmente de construção contemporânea à do Aqueduto das Águas-Livres e por isso Património da cidade, um "urinol canino", como, inevitavelmente, irá acontecer.

Assim, solicitamos que em vez de fazer dessa construção, provavelmente oitocentista, o que acima referimos, antes dignifique esse respiradouro e o restante aqueduto e, dado saber-se muito pouco sobre o mesmo, contribua para a sua investigação e divulgação, valorizando-o com um projecto de paisagismo compatível com esta estrutura importante da Arquitectura da Água, por exemplo, desde logo iluminando-o de forma adequada.

Nada temos contra parques caninos, apenas consideramos que o local em apreço não é apropriado para um parque canino, até porque existem nas imediações diversos terrenos livres, ajardinados ou não, que podem perfeitamente servir esse propósito.

Pode contar essa Junta de Freguesia com o nosso apoio no sucesso desse projecto, na medida das nossas possibilidades, disponibilizando-nos, desde já, a reunir com V. Exa., caso haja interesse da V/parte, e a indicar investigadores especialistas na matéria, que possam ajudar a levar a bom porto tal projecto.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Pedro de Souza, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Helena Espvall, Marta Saraiva, Rui Pedro Martins, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Pedro Jordão

21/11/2019

Parque canino junto ao Aqueduto das Águas Livres / protesto e pedido de remoção


Exmos.Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António


 CC. AML, DGPC e media

Perante a implantação de um parque para cães em canteiro ajardinado mesmo junto ao Aqueduto das Águas Livres (Monumento Nacional), do lado da Rua das Amoreiras, tendo como cenário magníficos painéis de azulejos do século XVIII, a Capela de Nossa Senhora de Monserrate e, mais abaixo, o busto em honra de Tito de Morais, legitimamente, perguntamos se,

*  Haverá na CML e na Junta de Freguesia quem pense o espaço público?

 * O projecto foi submetido à DGPC e por ela autorizado?

Na verdade, é com enorme perplexidade que assistimos à violação da zona de protecção àquele monumento nacional, prejudicando notoriamente a grandiosidade e a beleza intrínseca do local e em nada contribuindo para a reabilitação daqueles talhões ajardinados, outrora bem agradáveis e bonitos à vista.

Não só o aspecto da construção – talvez admissível noutra zona que não ali - como o tipo de uso parecem-nos completamente incompatíveis com a dignidade do local, para não dizermos escandalosamente medíocres e à margem da excelência de espaço público que se pretende para a nossa cidade.

Compreende-se a ânsia de corresponder a faixas da população que têm cães de companhia, mas isso não pode levar a desrespeitar os locais que, com toda a segurança, não têm vocação para acolher iniciativas deste tipo.

 Não temos conhecimento que tal seja possível junto a monumentos desta importância em outras cidades e capitais europeias. Porque tem que ser possível em Lisboa?Assim, apela-se ao bom senso das autarquias pedindo a:

* Imediata reparação do dano com a retirada do parque.

* E a sua implantação noutro local que não fique na zona de protecção do Aqueduto e não prejudique o local.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Eurico de Barros, Júlio Amorim, António Araújo, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Jorge D. Lopes, Fátima Castanheira

Foto: Ana Sousa Jardim, in Facebook