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02/02/2021

Parque Canino em respiradouro de aqueduto no Restelo - Pedido à JF Belém

Exmo. Sr. Presidente da JF de Belém
Dr. Fernando Ribeiro Rosa


CC. PCML, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a essa Junta de Freguesia que não prossiga com a construção do parque canino da Rua Diogo Afonso/ Rua Tristão Vaz, no Restelo, por forma a não fazer do poço de respiração do aqueduto ali existente (ver fotos), provavelmente de construção contemporânea à do Aqueduto das Águas-Livres e por isso Património da cidade, um "urinol canino", como, inevitavelmente, irá acontecer.

Assim, solicitamos que em vez de fazer dessa construção, provavelmente oitocentista, o que acima referimos, antes dignifique esse respiradouro e o restante aqueduto e, dado saber-se muito pouco sobre o mesmo, contribua para a sua investigação e divulgação, valorizando-o com um projecto de paisagismo compatível com esta estrutura importante da Arquitectura da Água, por exemplo, desde logo iluminando-o de forma adequada.

Nada temos contra parques caninos, apenas consideramos que o local em apreço não é apropriado para um parque canino, até porque existem nas imediações diversos terrenos livres, ajardinados ou não, que podem perfeitamente servir esse propósito.

Pode contar essa Junta de Freguesia com o nosso apoio no sucesso desse projecto, na medida das nossas possibilidades, disponibilizando-nos, desde já, a reunir com V. Exa., caso haja interesse da V/parte, e a indicar investigadores especialistas na matéria, que possam ajudar a levar a bom porto tal projecto.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Pedro de Souza, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Helena Espvall, Marta Saraiva, Rui Pedro Martins, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Pedro Jordão

21/11/2019

Parque canino junto ao Aqueduto das Águas Livres / protesto e pedido de remoção


Exmos.Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Presidente da Junta de Freguesia de Santo António


 CC. AML, DGPC e media

Perante a implantação de um parque para cães em canteiro ajardinado mesmo junto ao Aqueduto das Águas Livres (Monumento Nacional), do lado da Rua das Amoreiras, tendo como cenário magníficos painéis de azulejos do século XVIII, a Capela de Nossa Senhora de Monserrate e, mais abaixo, o busto em honra de Tito de Morais, legitimamente, perguntamos se,

*  Haverá na CML e na Junta de Freguesia quem pense o espaço público?

 * O projecto foi submetido à DGPC e por ela autorizado?

Na verdade, é com enorme perplexidade que assistimos à violação da zona de protecção àquele monumento nacional, prejudicando notoriamente a grandiosidade e a beleza intrínseca do local e em nada contribuindo para a reabilitação daqueles talhões ajardinados, outrora bem agradáveis e bonitos à vista.

Não só o aspecto da construção – talvez admissível noutra zona que não ali - como o tipo de uso parecem-nos completamente incompatíveis com a dignidade do local, para não dizermos escandalosamente medíocres e à margem da excelência de espaço público que se pretende para a nossa cidade.

Compreende-se a ânsia de corresponder a faixas da população que têm cães de companhia, mas isso não pode levar a desrespeitar os locais que, com toda a segurança, não têm vocação para acolher iniciativas deste tipo.

 Não temos conhecimento que tal seja possível junto a monumentos desta importância em outras cidades e capitais europeias. Porque tem que ser possível em Lisboa?Assim, apela-se ao bom senso das autarquias pedindo a:

* Imediata reparação do dano com a retirada do parque.

* E a sua implantação noutro local que não fique na zona de protecção do Aqueduto e não prejudique o local.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Eurico de Barros, Júlio Amorim, António Araújo, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Jorge D. Lopes, Fátima Castanheira

Foto: Ana Sousa Jardim, in Facebook

01/10/2019

«Vizinhos tentam embargar obras “ilegais” no Teatro do Bairro Alto», in Público, 1.10.2019: https://www.publico.pt/2019/10/01/local/noticia/vizinhos-tentam-embargar-obras-teatro-bairro-alto-1888403


«Vizinhos tentam embargar obras “ilegais” no Teatro do Bairro Alto», in Público, 1.10.2019.

...

Muro posterior ao troço do Aqueduto? Sim, claro, agora já lá está um muro de cimento, pelo que o corrimão foi colocado sobre esse muro, não sobre o Aqueduto, LOL, esta DGPC é para RIR :-)

Outra obra, também no Aqueduto, decorre impunemente aqui:

E há exactamente 1 ano que alertámos e protestámos junto da CML e da DGPC, ou seja, desde há 1 ano que a prezada direcção da DGPC sabe disto e nada fez: https://cidadanialx.blogspot.com/2018/12/eventual-destruicao-do-troco-aqueduto.html?fbclid=IwAR2TuC3PhR0rAmlT1WhcKqx8vREfUQnvi9gK5plbVfrFP-bGPutwWq2edFQ:

20/05/2019

Abertura de rua sobre o Aqueduto / Teatro da Cornucópia - pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva

C.c. PCML, AML, EPAL

Tivemos conhecimento que a Câmara Municipal de Lisboa, na qualidade de nova proprietária do Teatro da Cornucópia, ao Bairro Alto, pretende abrir um arruamento para Sul do mesmo, sobre o troço do Aqueduto das Águas-Livres (MN) ali existente, com vista a facilitar o escoamento do público e a circulação de materiais, ligando o teatro directamente ao Largo Hintze Ribeiro.

Soubemos igualmente que a EPAL, nessa eventualidade, terá reforçado o muro do Aqueduto com chapadas de cimento, em vez de cal e areia como seria expectável, estando nós na presença de um Monumento Nacional.

Somos, portanto, a solicitar o melhor esclarecimento da parte da V. Exa., quanto à aprovação, ou não, deste reforço do muro e, mais importante, da abertura do arruamento referido, a fim de podermos apresentar a respectiva queixa a quem de direito.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Luís Serpa, Beatriz Empis, Ana Celeste Glória, Rui Pedro Martins, Fátima Castanheira, Virgílio Marques, António Araújo, Carlos Moura-Carvalho, Pedro Jordão, Jorge Pinto, José Maria Amador

14/01/2019

Abuso ao Aqueduto, mais um:


Chegado por e-mail:

«Olá bom dia , venho apresentar mais um caso de abuso contra o nosso património classificado.
Este bem à vista de todos nós. Situa-se em frente ao Parlamento em Lisboa, uma grande estrutura de cimento, cola literalmente com os arcos das condutas de água que abasteciam o convento de São Bento, que passava pelo arco de São Bento, hoje em dia na Praça de Espanha.
Ver imagens.
Fica aqui este triste exemplo.. espero que seja denunciada.
Sem outros assunto,
Paulo Moreira»

17/12/2018

Eventual destruição do troço Aqueduto Águas Livres/ Arco de S. Mamede/Travessa do Noronha - Pedido de esclarecimentos à CML e DGPC


Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.c. EPAL, AML, JF, Vereador do Urbanismo, ICOMOS e media

No seguimento da obra de construção nova a decorrer na Travessa do Noronha, nº 21, junto ao troço do Aqueduto das Águas Livres ali existente que cruza a Rua do Arco a São Mamede, parte integrante do conjunto classificado de Monumento Nacional, e após visita ao local, constatou-se a efectiva destruição parcial do que pensamos ser o referido troço (local assinalado na fotografia em anexo).

Caso se confirme ser a demolição ocorrida a destruição do referido troço do Aqueduto, serve o presente para solicitar os esclarecimentos dos serviços da CML e da DGPC sobre a autorização e fiscalização da obra em curso, bem como as medidas punitivas que advirão desta situação e como se processará a reconstrução do troço agora destruído do nosso Monumento Nacional.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, José Morais Arnaud, Luís Rêgo, Rui Pedro Barbosa, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, Henrique Chaves, Ana Celeste Glória, Jorge Pinto, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Fátima Castanheira, Luís Mascarenhas Gaivão

06/06/2018

Obras no Ginásio Clube Português em eventual violação das ZP do Aqueduto das Águas Livres (MN) e do Bloco das Águas Livres (MIP) - Pedido de esclarecimentos à DGPC e à CML


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


CC PCML e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. esclarecimentos sobre a Direcção-Geral do Património Cultural emitiu parecer favorável às obras em curso no Ginásio Clube Português, que, conforme é visível nas fotos que juntamos, violam grosseiramente as zonas de protecção do Aqueduto das Águas Livres (MN) e o Bloco das Águas Livres (MIP desde 2012). Trata-se, recordamos, da construção de 6 campos de padel e respectivas coberturas em quatro deles, que agridem de uma forma inenarrável o referido Bloco e próprio Aqueduto, por estarem a apenas 4m deste Monumento.

Dois desses campos de padel foram construídos no lugar dum jardim que foi destruído. E ainda vai ser construído um novo edifício com pista de atletismo no seu terraço (no último andar)!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

...

p Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado

CC PCML, Provedoria de Justiça, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. esclarecimentos sobre a CML aprovou as obras em curso no Ginásio Clube Português, que, conforme é visível nas fotos que juntamos, violam grosseiramente as zonas de protecção do Aqueduto das Águas Livres (MN) e o Bloco das Águas Livres (MIP desde 2012).

Trata-se, recordamos, da construção de 6 campos de padel e respectivas coberturas em quatro deles, que agridem de uma forma inenarrável o referido Bloco e próprio Aqueduto, por estarem a apenas 4m deste Monumento.

Dois desses campos de padel foram construídos no lugar dum jardim que foi destruído. E ainda vai ser construído um novo edifício com pista de atletismo no seu terraço (no último andar)!

Solicitamos, igualmente, que nos esclareçam se a CML dispõe de estudo de impacto no tráfego e estacionamento decorrentes do funcionamento futuro destes equipamentos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

15/05/2017

Acudam! Património à venda!


In Diário de Notícias (14.5.2017), por António Barreto:

«O chamado Novo Banco herdou, do defunto Banco Espírito Santo, algumas colecções de arte ou patrimoniais que merecem atenção. São várias. A de artes decorativas, no Palácio Azurara, anexo à Fundação Ricardo Espírito Santo: pintura, azulejos, têxteis, prata, móveis, louça e ourivesaria. Parece haver, no acervo de pintura renascentista, barroca, clássica e moderna, algumas obras de real interesse, entre quadros de Josefa de Óbidos e, mais recentes, de Vieira da Silva e Paula Rego.

A colecção de numismática, ao que dizem a melhor de Portugal e uma das grandes colecções europeias, com mais de 15 mil exemplares de moedas de todos os tempos, romanas e gregas, ibéricas, anteriores à nacionalidade e portuguesas desde Afonso Henriques.

Uma colecção de fotografia contemporânea, sobretudo internacional, mas com alguns artistas portugueses importantes, faz parte deste espólio. Terá cerca de mil obras de considerável valor. Talvez mais orientada para o valor monetário do que para a qualidade estética, mas são gostos que se discutem. A colecção tem inegável valor patrimonial. Em Portugal, país pobre em fotografia internacional, esta colecção faz falta.

Uma "Biblioteca de estudos humanísticos", como o seu autor gostava de a designar, organizada durante toda a sua vida pelo professor e académico José Vitorino de Pina Martins. Compreende aquela cerca de mil obras raras de excepcional valor, assim como perto de oito mil volumes de consulta relativos a estudos clássicos e humanistas. Entre os autores das obras raras, verdadeiramente fundadoras da cultura europeia e exemplos maiores do humanismo renascentista, contam-se Erasmo, Maquiavel, Pico della Mirandola, Newton, Galileu, Montaigne, Thomas More, Dante, Boccaccio, Petrarca, Descartes, Camões, Sá de Miranda e outras figuras que deram extraordinário contributo para a história do pensamento e da ciência. São incunábulos e valiosas edições quinhentistas e seiscentistas, muitas delas únicas em Portugal e raras na Europa. Como em todas as colecções, há obras e peças de valor muito diferente. Mas alguns destes volumes são de excepcional qualidade e de valor mundial. São autênticos tesouros.

Parece que ninguém é favorável a que se vendam estas colecções ou que se deixem ficar todas num banco, em vias de estranha privatização. Consta que já existem projectos de resolução parlamentar da autoria dos partidos de apoio ao governo. Dizem que o ministro da Cultura já se exprimiu sobre o assunto. Mas nada disso deixa uma pessoa tranquila. Antes de saber que foram tomadas medidas definitivas tendentes a preservar estes pequenos tesouros, não se acredita nesta espécie de rumores. Casos recentes, que envolveram a exportação ou a venda de obras-primas, deixaram crescer as dúvidas.

Qual é a dificuldade em arrolar, classificar, expropriar (legalmente, claro!) e nacionalizar (a preços justos, com certeza!) tão importantes peças de património, únicas em Portugal? Por que razão é tão difícil o Estado português, que já nacionalizou tudo o que se imagine e cresça sob o sol, incluir estas colecções no bem comum? Um Estado que já expropriou quiosques e herdades, quintas e barbearias, além de bancos, petróleos, cimentos, seguros e electricidade, não consegue arranjar uns euros, alguma legitimidade, um argumento e um fundamento para enriquecer o património e não deixar ir embora obras-primas que nunca mais veremos? Não haverá entidades privadas que queiram, sem disso fazer campanha de propaganda, oferecer ao povo estas tão interessantes colecções?

O Estado português, o do corporativismo, o do socialismo, o do comunismo e o do capitalismo, tem tido dificuldades em agir, neste domínio da cultura e do património, com isenção e inteligência. Ora nacionaliza e expropria sem critério. Ora deixa correr sem rigor. Ora garante que não tem recursos financeiros e que "quem não tem dinheiro não tem vícios", ora paga tudo o que pareça ser chique e dê votos ou crie clientelas. Estas colecções oferecem uma oportunidade para o Estado, liberal e zeloso do bem comum, agir sem preconceitos.

As minhas fotografias


Aqueduto dos Pegões Altos, Tomar. Tem mais de 400 anos este formidável aqueduto, no vale dos Pegões, perto de Tomar, com cerca de seis quilómetros de extensão. São ao todo 180 arcos de volta perfeita, havendo por vezes duas séries de arcos sobrepostos. Alguns estão a mais de 30 metros do solo. Teve como principal missão a de levar água para o Convento de Cristo. É monumento nacional desde 1910. Quase desde sempre, anda descurado. À primeira vista, os arcos parecem sólidos e bem conservados, mas é ilusão. O aqueduto precisa de atenção! Há pilares em sério risco de colapso. Como parece ser uma sina, as "casas de água", nas extremas, com pias e tanques de decantação, estão vandalizadas e entregues a uns imbecis que gostam de deixar as suas mensagens amorosas, pornográficas ou futebolísticas inscritas nas paredes... O aqueduto foi mandado construir por Felipe II (I de Portugal), prova de que nem tudo o que vem de Espanha é mau! As obras começaram em 1593 e acabaram em 1619, ano em que a água fresca chegou finalmente ao dormitório dos monges do convento. Antes disso, pelo caminho e até lá chegar, regou as hortas, serviu o fontenário e as cozinhas e deu de beber a humanos e a animais.»

03/02/2016

Pergunta da praxe:


Nesta coisa da candidatura de Lisboa às Paisagens Urbanas Históricas da UNESCO em que ficamos em termos de Aqueduto?

Uma vez que, pelos vistos, vai continuar a ser politicamente incorrecto e vão continuar a vencer as pressões contrárias à sua classificação autónoma, seria uma maneira airosa de o classificarem!

Foto: thelisbongiraffe.typepad.com

11/01/2016

Aqueduto do Convento de Cristo/ S.O.S. ao Min. Cultura/ Inclusão Urgente UNESCO


Exmo. Senhor
Ministro da Cultura
Dr. João Soares

Solicitamos a atenção de Vossa Excelência para o Aqueduto do Convento de Cristo e para a necessidade urgente do Ministério da Cultura corrigir uma injustiça, até hoje inexplicável, i.e., que inicie, tão breve quanto possível, junto da respectiva Comissão, os procedimentos devidos para que este Aqueduto passe a constar do conjunto inscrito na UNESCO, uma vez que o mesmo é parte integrante e indissociável do Convento de Cristo, o qual, como é do conhecimento de V. Exa., é Património da Humanidade desde 1983.

Com efeito, não se consegue compreender nem aceitar que, por razões que a razão desconhece, ou não, o Aqueduto do Convento de Cristo tenha ficado de fora da inscrição na UNESCO e, pior, desde essa altura nada tenha sido feito pelas entidades competentes para que o lapso fosse corrigido.

De notar, Senhor Ministro, que o Aqueduto do Convento de Cristo, cujo projecto é do arquitecto Filippo Terzi (1584), a mando de Filipe I (II de Espanha), se estende por 6km, nos quais assumem particular imponência os arcos no vale de Pegões, e é Monumento Nacional desde 1910, se encontra num deplorável estado de abandono (devido em grande parte ao avanço da vegetação), apresentando múltiplas e graves fissuras (desde logo nos pilares das arcadas de suporte), e permanentemente ao sabor dos variados actos de saque (por roubo de materiais para as obras de construção, sobretudo das placas de calcário que cobrem as condutas, havendo troços destapados a céu aberto) e vandalismo (sobretudo nas nascentes e nas casas de água).

Apelamos, portanto, Senhor Ministro, para que:

• Visite o Aqueduto e veja o estado em que ele se encontra;
• Desenvolva os trâmites necessários à integração do Aqueduto no Convento de Cristo no âmbito e esfera da classificação do conjunto monástico daquele monumento como Património Mundial da Humanidade;
• Incremente um plano de salvaguarda, conservação e divulgação do Aqueduto, compatível com a importância do mesmo enquanto infraestrutura hidráulica integrada-património arquitectónico-histórico. Monumento Nacional.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Inês Beleza Barreiros, Filipe Lopes, Bárbara Lopes, Alexandre Marques da Cruz, Fernando Jorge, João Mineiro, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, António Araújo, Irina Gomes

C.C. Comissão Unesco, DGPC, ICOMOS, Convento de Cristo, CM Tomar e 12ª Comissão da AR
Fotos: Grupo do Facebook "Aqueduto do Convento de Cristo. Antes que seja Tarde."

12/11/2015

Está feio, partido e porco. É MN? Que interessa isso? Tape-se! Bah!


In O Corvo (12.11.2105)
Por Samuel Alemão

«Chafariz que é Monumento Nacional demolido para se fazer estacionamento

Sem salvação possível. O Chafariz da Cova da Moura, localizado junto à Avenida Infante Santo e pertencente ao sistema de ramais do Aqueduto das Águas Livres, será demolido, apesar de estar classificado como uma parte integrante daquele Monumento Nacional. O mau estado de conservação do elemento patrimonial edificado no final do século XVIII é considerado irreversível pelas entidades responsáveis, que assim libertam o local para a construção de um parque de estacionamento junto à avenida, bem como de um elevador de acesso ao topo do geomonumento formado por um afloramento de calcário e sílex e de um espaço verde de ligação à Calçada das Necessidades. As obras, de resto, decorrem há meses.

A confirmação da acção de desmantelamento do chafariz localizado na freguesia da Estrela, que há muito padece de falta de conservação, foi dada por Manuel Salgado, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), durante a última sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, ocorrida na terça-feira (10 de Novembro). “Está em ruína e não tem qualquer possibilidade de ser recuperado”, diz o autarca, que afirmou estar a citar a informação que lhe fora dada pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT). “O que se pode fazer é o registo de todos os elementos agora existentes, para preservação de memória futura, e desmontagem do que resta do chafariz”, afirmou o vereador. [...]»

15/03/2015

O CHAFARIZ DA COVA DA MOURA NA AVENIDA INFANTE SANTO


O Chafariz da Cova da Moura, adossado ao Aqueduto das Águas Livres, que o alimentava, encontra-se situado no afloramento calcário com sílex (Cenomaniano, com cerca de 97 milhões de anos) aceite como Geomonumento pela Câmara Municipal de Lisboa, em protocolo estabelecido com o Museu Nacional de História Natural, em 22 de Junho de 1998, como ocorrência geológica a preservar. Este afloramento é delimitado pela Calçada das Necessidades e Av. Infante Santo.

O Chafariz da Cova da Moura, mandado fazer por aviso de 9 de Fevereiro de 1786, recebia água do Aqueduto Geral e encontra-se localizado num terreno camarário de cerca de 1.134 m2, que confina com a Av. Infante Santo, frente ao n.º 54, e pertence à Freguesia da Estrela. Abastecia o quartel da Cova da Moura existente na antiga Rua da Torre da Pólvora, tendo ambos (quartel e rua) sido demolidos em 1939 para dar lugar à abertura da Av. Infante Santo.

A Freguesia da Estrela é atravessada pelo Ramal das Necessidades do Aqueduto das Águas Livres, classificado Monumento Nacional desde 1910 ( DG 136 de 23-06-1910 ), que segue ainda hoje enterrado até à Calçada das Necessidades onde sai para o exterior . Continuava pela atual Avenida Infante Santo em arcada que foi demolida em Setembro de 1949 para a construção daquela via, e segue pela Travessa do Chafariz das Terras ( a Rua tem este nome num dos lados do aqueduto e do Pau de Bandeira no outro) até à Rua de S. Caetano. A partir daí enterra-se novamente até às Janelas Verdes. O troço da Avenida Infante Santo/ Rua do Pau de Bandeira, encontra-se protegido desde 1998, pela Port. 512/98, DR 183, de 10-08-1998, abrangido pela ZEP do Aqueduto.

Embora classificado Monumento Nacional, por fazer parte integrante do Aqueduto das águas Livres, o Chafariz da Cova da Moura encontra-se há muito abandonado e entregue à degradação provocada pelos elementos naturais e pela intervenção do homem, sendo inserto o seu futuro, já que existe um projeto urbanístico para o geomonumento que o contem e sua zona envolvente, tendo-se iniciado já as obras para a construção do parque de estacionamento subterrâneo para automóveis na Rua Embaixador Teixeira de Sampaio e Av. Infante Santo (Proc. 40/EDI/2011 – Alvará n.º 17/CE/3014), investimento conjunto da Empark e do Hospital CUF Infante Santo, da José de Melo Saúde .

Desenho da zona de intervenção em apreço

Tais obras configuram a fase inicial de um processo que engloba também, por um lado, a construção de um elevador de ligação à Calçada das Necessidades, a construção de um jardim sobre o geomonumento, e por outro, a construção de habitações na parte da Calçada das Necessidades, nos. 8-8A e 10-10A. Tais projetos estão em estudo na CML.

Quanto ao Chafariz da Cova da Moura, embora Monumento Nacional, nada é referido. Julgamos, contudo, que na elaboração dos referidos projetos, a Câmara Municipal de Lisboa deveria incluir a recuperação integral do Chafariz da Cova da Moura e sua zona envolvente e a devolução do conjunto ao usufruto dos lisboetas.

Pinto Soares