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27/04/2021

Espanto e vergonha

Será que alguém poderá não sentir vergonha pelo que está a acontecer na Estrela, em prol de uma forma de progresso discutível, que contribui para a descaracterização da nossa cidade de Lisboa, sacrificando o solo, o bem mais precioso nas cidades, tanto mais quando revestido de espaços verdes. Será que tudo isto não poderia ter sido feito de outra maneira, salvaguardando os valores naturais e históricos em presença?

Gostaríamos de saber o que está previsto para a requalificação do local em apreço, e aqui apelamos para que urgentemente seja constituída uma comissão de acompanhamento constituída por técnicos públicos e privados, ligados aos espaços verdes, por vaticinarmos serem estes os principais sacrificados pelo desenvolvimento do processo em causa, que verificamos não merecerem das entidades envolvidas o cuidado e atenção devidas.


João Pinto Soares

07/04/2021

Jardim da Estrela - É preciso outro tipo de intervenção por parte da CML!

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


CC. AML, JF e media

O Jardim da Estrela é um magnífico espaço romântico, lamentavelmente único na cidade, e que, como bem se sabe, desde há muitas décadas raramente se apresenta em boas condições.

Nesse sentido, elaborámos o documento que junto temos o prazer de anexar a V. Exa., no qual procurámos sistematizar o que consideramos não estar a correr nada bem no Jardim da Estrela, mas que cremos seja de fácil resolução, assim haja vontade e empenho dos serviços respectivos.

Colocamo-nos mais uma vez à total disposição da CML para colaborarmos, na medida das nossas possibilidades, no acompanhamento activo das medidas de conservação e manutenção futuras do Jardim da Estrela, desde logo porque somos seus frequentadores assíduos.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Nuno Caiado, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Virgílio Marques, Maria João Pinto, Pedro Cassiano Neves, Jorge Pinto, Pedro Malheiros Fonseca, João Oliveira Leonardo, Pedro de Souza, Teresa Silva Carvalho, Beatriz Empis, Júlio Amorim, Gustavo da Cunha, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Irene Santos, Fátima Castanheira, Pedro Henrique Aparício, Pedro Formozinho Sanchez, João B. Teixeira, Pedro Henrique Aparício, Maria Ramalho, Pedro Guerra

21/02/2021

Demolição do chalet Froebel - protesto e pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, JF e media

Vimos pelo presente manifestar a V. Exa. a nossa estupefacção e o nosso repúdio veemente pela demolição integral do Chalet Froebel, no Jardim da Estrela, que foi concretizada ontem, conforme se documenta em fotos tiradas no local.


A nossa estupefacção prende-se com o facto de a CML ter anunciado publicamente (https://www.lisboa.pt/atualidade/noticias/detalhe/antiga-creche-do-jardim-da-estrela-da-lugar-a-biblioteca-do-ambiente?fbclid=IwAR1rKPBvw8MQUY-eYP8j53m8CAK8O5eAelO9uSfPM4dxoKju4yzQwZ2qnQQ) que aquele chalet histórico (http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=7831&fbclid=IwAR3Z5-JuPquOOXeACfGxBMfDoWp0yvewmZxzAYre_5eXMktgH0Y5sEf3FqA), por cuja recuperação e bom uso há anos vimos pugnando, seria alvo, finalmente, de uma operação de conservação e restauro. Por isso, essa notícia foi oportunamente objecto do nosso aplauso, independentemente do uso pretendido - biblioteca "verde" - ser passível de discussão e de, mais uma vez, a CML não ouvir os munícipes para este tipo de projectos.


Daí a nossa maior estupefacção ontem, acrescida pelo facto de aparecer hoje mesmo na página da CML, após polémica acesa nas redes sociais, a justificação que "durante as obras de requalificação, verificou-se que cerca de 70% dos materiais de origem não estão em condições de ser restaurados, pois encontram-se comprometidos na sua integridade estrutural. De acordo com o projeto inicial, o material que pode ser reutilizado na reconstrução foi selecionado e guardado, e será utilizado no edifício".

Perguntamos como é possível que se avance com a obra sem haver relatórios prévios sobre o seu estado de conservação? Consideramos que uma explicação pública plausível e fundamentada sobre essas patologias, prévia ao anúncio de "intervenção de conservação e restauro" teria evitado toda esta situação. É do senso comum que são raras as estruturas de madeira em palácios e edificações antigas que não albergam térmitas, se for esse o caso, e em todas elas se intervém de modo a exterminar as pragas e recuperar e conservar as madeiras, pelo que se nos afigura caricata esta justificação, uma vez que em pleno século XXI as técnicas e os materiais para o combate adequado a este tipo de praga estão mais do que divulgados. 

Finalmente, ficam mais algumas questões de que gostaríamos uma resposta cabal da CML:

1. Esta obra é da responsabilidade de que Pelouro da CML?
2. No caderno de encargos estava prevista a destruição do chalet?
3. Qual é exactamente o mal de que padecem os materiais de origem, que levou à completa destruição do chalet?
4. A reconstrução vai reconstituir os interiores?
5. A reconstrução vai reproduzir fielmente as fachadas do chalet quer em materiais utilizados quer na qualidade dos mesmos?
6. Quais as madeiras do chalet destruído que vão ser reutilizadas?

Tememos que, mais uma vez, estejamos perante uma obra que privilegia o "pastiche", rápido e menos oneroso, o que sendo numa obra da CML, em património histórico, é de rejeitar liminarmente.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Nuno Caiado, Pedro Jordão, Júlio Amorim, Maria Isabel Ferreira, Rui Pedro Martins, Pedro Fonseca, Jorge Lima, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Inês Beleza Barreiros, Rui Pedro Barbosa, Fátima Castanheira, Helena Espvall, Marta Saraiva, Pedro de Sousa. Ana Celeste Glória, Carlos Moura-Carvalho, Paulo Trancoso, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Henrique Aparício, Rui Valada, Ricardo Mendes Ferreira, Pedro Cassiano Neves, Ana Alves de Sousa, Carlos Boavida, Bruno Santos Palma, Irene Santos, Beatriz Empis, Michael Hagedorn, Maria Ramalho, Fernando Jorge, Teresa Silva Carvalho, António Araújo, Irina Gomes, Paulo Guilherme Figueiredo e Matilde de Sousa Franco

06/05/2020

Lago do Jardim da Estrela


Chegado por e-mail:

«Caros CIDADANIALX,
Este é o estado do lago grande do Jardim da Estrela hoje ao final do dia.
A água está parada e muito suja, dezenas de peixes mortos ou a agonizar !
O que terá acontecido aos gansos e patos ? Desapareceram ...
Talvez a vossa intervenção possa ajudar a que a CML possa intervir com URGÊNCIA !
Obrigado,
BLS»

08/01/2020

Esperemos que a moda não pegue

Verificamos com apreensão o aparecimento de estruturas aberrantes nos espaços públicos ajardinados, até aqui equilibrados. Falamos da estrutura montada no maravilhoso Jardim da Estrela, e de um outro no jardim das Francesinhas, igualmente na Freguesia da Estrela, ambos nada condizentes com o espaço onde estão inseridos. Não sabemos de quem partiu a autorização, mas seria importante que fossem desmontadas afim de restituir a dignidade àqueles dois espaços.

Estrutura montada no Jardim das Francesinhas

Estrutura montada no Jardim da Estrela


João Pinto Soares

18/12/2018

Chalet Escola Froebel - Jardim da Estrela - S.O.S. à CML, SCML e JF Estrela


Exmo. Senhor Presidente da CML
Exmo. Senhor Provedor da SCML
Exmo. Senhor Presidente da JF da Estrela


C.c. AML e media

Considerando o lamentável estado de abandono e incúria em que se encontra o chalet da antiga Escola Froebel (1882), no Jardim da Estrela, o qual, além de ser um belo exemplar já raro da arquitectura romântica em Lisboa e dos edifícios da autoria do arq. José Luís Monteiro, é um marco em termos de inovação social para a época, na verdade um exemplo notável de articulação entre espaço, estética, função, pedagogia, higiene, lazer e relação com a Natureza, acentuando o carácter romântico do próprio jardim;

E considerando que o edifício desta antiga escola-jardim de infância (“kindergarten”), adaptado posteriormente a lactário, e depois a creche (1957), é propriedade municipal e está cedido à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 1927;

Serve o presente para solicitarmos à Câmara Municipal de Lisboa, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e à Junta de Freguesia da Estrela para em conjunto encontrarem, com urgência, uma solução efectiva para este edifício, que se traduza na rápida recuperação do imóvel e que pode passar pela sua adaptação a uma casa-de-chá, por exemplo, ou, simplesmente, voltar ao que já foi e de que Lisboa precisa: uma creche!

É inaceitável e incompreensível esta situação que se arrasta há demasiado tempo, e cujo resultado está à vista de todos, basta ir ao local (fotos em anexo).
É uma vergonha como tal situação persiste num espaço único como é o Jardim da Estrela.
E é indesculpável que a mesma se mantenha, ano após ano, quando exemplos de boas recuperações e melhores utilizações são possíveis de observar à distância de um vôo low-cost.
Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Helena Espvall, Júlio Amorim, Henrique Chaves, Pedro Henrique Aparício, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Virgílio Marques, Filipe Teixeira, Nuno Caiado, Jorge Pinto, António Araújo, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso

13/12/2018

E a antiga Escola Froebel (Jardim da Estrela), pá?


Afinal, quem é que manda no destino da antiga Escola Froebel/Creche do Jardim da Estrela/Lactário-Creche n.º 3, que para ali está no meio do Jardim da Estrela desde 1882, concebido por José Luís Monteiro (e posteriormente "quitado"), e que permanece num estado lastimável? CML? JF? SCML? O rilhas?

Façam qualquer coisa de útil daquilo, caramba! Pérolas a porcos!

(fotos de 2001, 1ª, 2002, 2ª, 1999, 3ª)

18/10/2018

O SÍTIO DA ESTRELA - Possibilidade de expansão do Jardim da Estrela


Tendo perante nós a maravilhosa Praça da Estrela, vamos tecer algumas considerações sobre o Convento de Nossa Senhora da Estrela, também designado da Estrelinha, o Hospital Militar Principal e o Jardim da Estrela, terminando com o desejo de ver o Jardim da Estrela prolongado para o espaço do Hospital Militar Principal, agora desactivado.

O Convento da Estrelinha e o Hospital Militar Principal

O edifício do actual Hospital Militar Principal tem origem num convento beneditino fundado em 1572, no sítio da Estrela, dedicado a Nossa Senhora da Estrela. Poucos anos depois, em 1615, os beneditinos fizeram erguer, nas proximidades, outro Grande Convento, o de São Bento da Saúde (actual Assembleia da República), perdendo o da Estrelinha a sua importância, tendo passado a funcionar como colégio e casa de estudo para o noviciado. Em 1818, a sua missão religiosa estava já muito reduzida, com grande parte do convento ocupado pela secretaria dos Hospitais Militares. Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o exército alargou a sua ocupação do edifício que, em 1837 passou a hospital militar. A 21 de Agosto de 1926 a designação oficial da instituição passou a ser de Hospital Militar Principal, funções que desempenhou até 2013, data em que foi incorporado no Hospital das Forças Armadas.

Entretanto a Cerca do Convento a poente e norte foi retalhada e vendida. Também, várias obras de adaptação se realizaram depois de 1834. Em 1836 foram construídos os anexos do lado da Rua de S. Bernardo, e entre 1906 e 1923 ergueram-se os pavilhões e anexos encostados ao Jardim da Estrela.

A Igreja, há muito desafecta ao culto, conheceu obras em 1946, recuperando-se muito do seu património disperso. A Igreja e o antigo Convento estão classificados como Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 250/2010, DR, 2ª Série, n.º 67, de 7-04-2010).


Panorâmica do Jardim da Estrela tirada do zimbório da Basílica da Estrela, onde se vê o edifício do Hospital Militar Principal (ex-Convento da Estrelinha) em 1911.

Edifício do actual Hospital Militar Principal com parte dos anexos entretanto construídos

O Jardim da Estrela ou de Guerra Junqueiro (poeta e escritor-1850/1923)

A ideia do Jardim da Estrela no lugar onde hoje existe, deve-se ao Marquês de Tomar e a sua realização a diversos patrocínios e ao apoio institucional da Rainha D. Maria II. A obra começou em 1842 e a sua inauguração viria a realizar-se a 3 de Abril de 1852. As obras prosseguiram sob a direcção do mestre de jardinagem francês Jean Bonard (que já havia sido encarregue pela rainha D. Maria II para redesenhar os jardins da Tapada das Necessidades, em 1843), coadjuvado pelo português João Francisco, ganhando o espaço um traçado à maneira dos jardins ingleses.

Neste jardim romântico com uma área total de 4,6 hectares, para além de uma vegetação frondosa e variada, podemos encontrar muitas peças de escultura, o magnífico coreto em ferro trabalhado trazido do Passeio Público (actual Avenida da Liberdade). Também aí viveu e morreu numa jaula própria o célebre Leão da estrela, oferta do colonial Paiva Raposo.


Em 1836 foram construídos os anexos do lado da Rua de S. Bernardo


Entre 1906 e 1923 ergueram-se pavilhões e anexos encostados ao Jardim da Estrela

O Que se pretende para o futuro

Considerando que o Hospital Militar Principal está encerrado desde 31 de Dezembro de 2013, tendo todos os seus serviços sido transferidos para o Hospital das Forças Armadas, criado em 2009.

Considerando o grande valor histórico e monumental do convento e igreja dos beneditinos da estrelinha, classificados Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 250/2010, DR, 2ª Série, n.º 67, de 7-04-2010), e que numa lógica de preservação do património, o Estado deve procurar sempre que possível a utilização pública desses monumentos.

Considerando ainda a importância para a cidade de Lisboa do jardim da estrela, como área verde de recreio e de convívio, onde se realizam eventos em que participam grande número de lisboetas, solicitamos que:

1 - o Convento, a Igreja e a Cerca do Convento, possam reverter para a posse do Estado Português/Câmara Municipal de Lisboa.
2 - os pavilhões e anexos entretanto construídos sejam demolidos, dando lugar ao aumento da área do Jardim da Estrela, aumento que irá valorizar a procura sempre crescente daquele espaço verde, integrando os monumentos classificados aí presentes.


João Pinto Soares

08/11/2016

Publi-cidade no Jardim da Estrela

...nem mesmo o emblemático Jardim da Estrela está livre de dispositivos de publicidade no seu interior!