26/01/2014

PASSEIOS DE LISBOA: R. Capitão Renato Baptista

Que se lixem os peões é o que diz esta imagem de Lisboa.

Série Avenidas - 4 . Avenida da Liberdade e adjacentes - 3

Mais um dos "grandes" da Avenida. Emtre loja de artesanato, satnd de automóveis, montra-propaganda de lojas mais acima, já foi de tudo um pouco. Há uma placa com um anúncio em que se vê que ficará como "novo". É de sorte incerta. O tratamento que se lhe reserva, à luz de todos os outros, não se adivinha famoso. 19/01/2013

Palacete Conceição Silva. Está fechado há anos. Houve já uma espécie de portas abertas em que se podiam admirar os interiores e o jardim. Não há em Lisboa, muitos exemplos de casas neo-mourisca. Faça-se tudo para que este continue a surpreender pela positiva quem passeia na Avenida.

Um dos melhores prédios da Avenida. Felizmente, bem preservado. Numa cidade em que não são frequentes, é bom ter casos como este para comprovar que a arquitectura desta época não só é essencial à memória e beleza da cidade, como até pode ser rentável, indo assim ao encontro de tantos promotores e autarcas preocupados com o "retorno do investimentos".

Para que não se achasse que estaríamos noutra cidade que não Lisboa, aqui está mais uma belissíma caixa espelhada.

A insistência neste tipo de solições é prova da originalidade de arquitectos e de mais passarada que julga, assim, contribuir para a evolução e recuperação da cidade. Prédio "Vuitton". Também há muitos turistas "Vuitton"que o fotografam.

Teatro Tivoli. O BBVA; parece que agora também faz parte. Garantiram-me que o interior, palco, boca de cena, sala, estão recuperados. Agora serão as portas e, por fim, a fachada que bem precisa. Parece, então, que a parceira está a funcionar. 

Não estamos em nenhum obscuro canto de Lisboa. Casa que ruíu na R. do Salitre a dar para a Avenida. Não se vislumbra nenhum anúncio de demoliçao, nenhum aviso de obras, nada. Só os escombros, a sublinhar que em Lisboa as zonas especiais de intervenção, os núcleos de salvaguarda do património, qualquer tipo de classificação, não são mais do que artefactos com que se entretêm burocratas e técnicos.

A mesma casa vista da Avenida.

Outro diálogo edificante. Este é o prédio do Hotel Fonte Cruz, ao que parece, uma cadeia espanhola de elevado gosto e com um apurado sentido estético. Já se escreveram artigos nas revistas da especialidade, tecendo rasgados elogios à "sublime capaciadde integradora entre tradição e modernidade, bem patente em todo o hotel". Fica-nos a dúvida quanto ao arrojo inovador da coisa. A janelinha debruada a néon é todo um programa, só tem uma palavra que surge dividida  pimeiro aparece "Hot" e depois "el",  uma suma singularidade.

A fachada deste gaveto é como se fosse um jogo para ver se se ainda encontra algum espaço livre para nela colocar mais um ar-condicionado, um letreiro, um reclame. Entre uma cidade ultra-organizada em que nada se pode fazer e o reino do faz-tudo lisboeta, haverá um meio termo que seria importante descobrir e promover.

A cor de chumbo não é só do fosco do dia. é da poulição acumulada em décadas de desleixo e indiferença. Grande parte dos andares estão fechados. Nota-se um progressivo abandono. Será mais um a ser "retocado" à lisboeta?

O velho Palladium a precisar de uma mão amiga. Está ao lado de um Monumento Nacional, elevador da Glória, infinitas bezes vandalizado e ultrajado. O seu vizinho do lado direito é outros daqueles que só com uma implosão é que o desastre se resolveria. Com vizinhança desta, o palladium até parece estar bem, mas não está. Os interiores são notáveis, bem como as escadas. Pode e deve ser salvo.

Prédio "Guérin". Aqui houve uma galeria comercial. Está agora devoluto. Nenhuma informação que se veja, para que saibamos o que lhe irá acontecer. Está assim há vários anos. Nos primeiros três anos, a actual vereação não fez nada. Neste segundo mandato será que nos pode dizer o que fará ou autorizará fazer, em relação a este, bem como a tantos outros aqui retratados.

Esta janela exemplar, é do Palácio Foz, magnífico prédio aristocrata de Lisboa. Precisa de obras urgentes de manutenção na fachada e estatuária. Os anos passam e os custos aumentam. quanto mais tarde, mais caro. Numa altura em que os poderes públicos privilegiam mais as contas do que  a cultura, pergunta-se: se não a segunda, então o que é que nos une, enquanto "cidade"?

Os líquenes e musgos das mais variadas famílias têm vindo a cobrir as estátuas e a fachada do Plácio Foz.

 Estas séries sobre as avenidas incidiram, sobretudo no estado lastimável da maior parte do património edificado dos finais dos séculos XIX e princípios do XX. Percorreram-se quatro das grandes avenidas de Lisboa, República, Duque de Loulé, Fontes e Liberdade. Outras poderiam ter constado, mas para o objectvo de chamar a atenção de quem visita este blogue e de quem gere a coisa pública, para que se sentisse interpelado a agir, classificando, revendo programas, dando a conhecer, valorizando o que existe, estas quatro são emblemáticas. Há, felizmente, exemplos de salvaguarda e protecção desse património. Reconhece-se o esforço na sua preservação de todos os particualres, empresas e até mesmo da CML, nas raras vezes em que actua bem. Contudo, muito mais há a fazer sob pena de Lisboa se transformar numa cidade muito mais incaracterísitca, fria e banal. O que, com toda a certeza, ninguém quer.

24/01/2014

Artigo Jornal de Negócios «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», pedido de esclarecimento


Exmos. Senhores


Vimos pelo presente solicitar o vosso esclarecimento para o seguinte:

Há alguma razão especial para que o Cinema Odéon não conste do magnífico artigo intitulado «Fecho de cinemas, o filme que não se quer ver», da autoria de Alexandra Machado, publicado hoje e de que junto enviamos cópia?

É que, caso não saibam, trata-se de um cinema mais importante do que todos os outros mencionados nesse artigo, está em perigo e existe uma petição com perto de 11.000 assinaturas apelando à sua preservação, encontrando-se a mesma em discussão na A.R.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida e Miguel Oliveira

Enquanto isso a luta continua na Avenida de Roma:


Essa de não saberem que era preciso autorização para mudar de ramo estando em causa um cinema é de truz. Sendo assim, as obras são todas ilegais, certo? Não há sanções para quem demoliu tudo por dentro? Pois.

Fonte: Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma

APELO do «PASSEIO LIVRE»

Caro leitor, o Passeio Livre é um grupo de voluntários que nos seus tempos livres se dedica à causa da defesa dos peões, mormente pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos, os mais prejudicados pelo flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades. Como muitos sabem, uma das nossas ações de protesto é o envio de autocolantes de forma gratuita, pedindo apenas o pagamento dos portes de envio. Nos últimos 5 anos já distribuímos gratuitamente cerca de 50,000 autocolantes. Todavia, os autocolantes estão praticamente esgotados e mesmo os pagamentos que algumas pessoas dão em excesso aos portes de envio não chegam para cobrir a impressão de mais autocolantes.

Queremos continuar a enviar-vos autocolantes gratuitamente!

A impressão de 20 mil autocolantes a duas cores (amarelo e preto) custa 585€, segundo o orçamento dado pela gráfica que apresentou o preço mais baixo. De donativos extra das pessoas a quem já enviámos autocolantes temos quase 150€. Há uma associação cívica que nos fez um donativo de 150€, precisando nós agora de apenas mais 285€.

Por favor, ajude-nos a ajudar muita gente, combatendo o flagelo que é o estacionamento selvagem nas nossas cidades!

Pedimos que faça o donativo na quantidade que lhe aprouver para

NIB: 0035 0127 0004 8026 5300 6
IBAN: PT50 0035 0127 0004 8026 5300 6

Cada cêntimo conta!

Em nome daqueles a quem a nossa causa ajuda

Muito obrigado
Passeio Livre
www.passeiolivre.org

23/01/2014

Lisboa, Capital do Azulejo? Largo da Anunciada


Chegado por email: azulejos da Fábrica Viúva Lamego, com mais de 1 século, num contentor de entulhos. Foram retirados da fachada de um prédio na Rua das Portas de Santo Antão/Calçada do Lavra?

...

Pois a CML e a DGPC deram autorização para a destruição dos azulejos da Fáb. Viúva Lamego. Eis a resposta da CML:

09/01/2014

Cinema Londres destruído: “uma regressão de civilização”

Perdeu-se "a melhor sala-estúdio de Lisboa"
“O Londres foi a melhor sala-estúdio de Lisboa”, sintetiza a autora do livro Os Cinemas de Lisboa - Um fenómeno urbano do século XX. Margarida Acciaiuoli recorda que o espaço, inaugurado a 30 de Janeiro de 1972 com o filme Morrer de Amar, de André Cayatte, “foi pensado para ter três funções: ver cinema, jantar no snack-bar e conversar no Pub The Flag, que ficava ao lado”.
No livro, a professora catedrática do departamento de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa sublinha que o Londres “afirmava-se como uma alternativa única no panorama dos cinemas da cidade”, tendo conseguido criar “um ambiente propício à apropriação dos filmes, permitindo que os espectadores permanecessem no local depois das sessões”.
“É extraordinário como conseguimos inventar o cinema, um equipamento que não existia noutros séculos, e depois desenvolvemo-lo, demolimo-lo e não fica nada para o século seguinte”, afirma Margarida Acciaiuoli. A professora diz que hoje em dia “as pessoas não vão ao cinema, vão a uma sala onde se passam filmes”. “Ir ao cinema não é como ir ao supermercado, é preciso tempo”, explica, enquadrando o fim do Cinema Londres naquilo que considera ser “uma regressão de civilização”. in Público, 8 Jan 2014, Inês Boaventura
 



 

 

08/01/2014

PUBLI-Cidade: Av. Almirante Reis 2 (IIP)

Em 2014 vai fazer 1 ano que alertámos a CML para o perigo que constitui este velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação - já parcialmente partido! Para além do risco de acidente grave no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, este é também um reclamo com impacto negativo num dos melhores imóveis da Av. Almirante Reis (classificado como de Interesse Público). Voltámos a solicitar à CML que trate de proceder á remoção coerciva deste dispositivo de forma a salvaguardar a segurança das pessoas. Aqui fica a resposta da CML no "Na Minha Rua" bem elucidativo do "sentido de humor" presente neste portal:

OCORRÊNCIA: Edifício, muro, escarpa ou talude degradado
DESCRIÇÃO: Na fachada deste imóvel vemos um velho dispositivo de publicidade em mau estado de conservação e já parcialmente partido (parte inferior). Para além de constituir um potencial perigo de acidente no caso de cair, em parte ou no todo, na via pública, é também um reclamo com forte impacto negativo neste edifício classificado como de Interesse Público.
ESTADO: Encerrado
MOTIVO: O presente assunto foi encaminhado para o Núcleo do Estado de Conservação do Edificado da UIT Centro, para notificar o proprietário do imóvel em questão, no sentido da remoção ou substituição do referido painel. Para obter mais informações poderá entrar em contacto através dos números 2179 88082 e/ou 217989075.

CINEMA LONDRES - O SILÊNCIO


Chegado por e-mail, por Carlos Moura-Carvalho:

«Não tendo existido qualquer publicitação ou conhecimento de que o imóvel onde durante 42 anos funcionou o Cinema Londres estaria para arrendar/vender e tendo-se sabido agora que no local vai surgir uma loja de produtos orientais, o que surpreendeu moradores e comerciantes, o Movimento de Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma decidiu elaborar uma petição “O nosso bairro precisa de um pólo cultural!” que se encontra a recolher as assinaturas necessárias para ser apresentada aos órgãos municipais e a outras entidades públicas, no sentido de junto dos proprietários se encontrar uma solução para o nº 7-A da Avenida de Roma, freguesia do Areeiro, que em paralelo com a existência de comércio torne possível a manutenção de um pólo cultural.

[A petição está a circular em papel. Está hoje e amanhã na Livraria Barata. Depois passa para a Farmácia Algarve (mesmo ao lado do Cinema Londres) e no fim de semana para a Mercearia Criativa e Mexicana. Assine! Vamos encontrar uma solução.]

Caixilharias do Teatro Nacional de D. Maria II


Excelência,
Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Jorge Barreto Xavier


Vimos pelo presente denunciar o estado lamentável em que se encontram as caixilharias de madeira do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa; os quais julgamos, como poderá Vossa Excelência constatar pelas fotos em anexo, nos envergonham a todos enquanto portugueses e anfitriões de tantos e variados turistas.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e Virgílio Marques

16/12/2013

Lisboa, Capital do Azulejo? Rua da Ilha do Pico


Não parece existir marca de bebidas em Portugal que não sinta um amor de mãe pelo Azulejo! Rua da Ilha do Pico, 14-18, na Estefânia.

No rescaldo das comemorações dos 500 Anos do Bairro Alto


Ajudámos (Fórum Cidadania Lx) no que soubemos e pudemos, mas, desde já, três notas pessoais:

1. As comemorações dos 500 Anos seriam outra coisa, mesmo, se tivessem sido feitas só por CML e instituições oficiais, sem a intervenção entusiasta e obsessiva de 3 nomes fundamentais e individuais: Helena Pinto (Irmandade de São Roque) e Luis Filipe Paisana e João Filipe Guerreiro (AMBA).

2. Gostei particularmente das visitas à Igreja dos Paulistas, à Academia das Ciências, ao Museu Geológico, ao Tribunal Constitucional, ao Supremo Tribunal Administrativo, ao Liceu Passos Manuel e ao GOL, e dos recitais havidos nos Paulistas, de violoncelo, por Marco Pereira, e pelo Coro do Tejo.

3. Obrigado, António Branco Almeida, Virgílio Marques e Nuno Franco Caiado, pela ajuda (grande) na organização dos vários concertos e visitas! E a todos os cicerones que as valorizaram, sempre de forma gratuita!


...

Escusado será dizer que a CML não foi minimamente correcta ao nem sequer responder aos nossos pedidos de visita ao Palácio Marim Olhão (talvez mais importante palácio do Bairro Alto, e que é propriedade da CML). Muita pena não ter sido possível abrir às comemorações o Convento de São Pedro de Alcântara.

URGENTE:Azulejos Arte Nova do Edifício Ventura Terra / R. Alexandre Herculano (IIP e Prémio Valmor) continuam a cair/COMO É POSSÍVEL, PISAL?!!


Exmo. Sr. Presidente da Câmara
Dr. António Costa,
Exma. Sra. Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.c. DGPC, UTL, Media

Vimos pelo presente apelar à intervenção URGENTE da CML no edifício da Rua Alexandre Herculano, nº 57, ao abrigo do Programa PISAL, no sentido de ser removido para depósito da CML o friso de azulejos Arte Nova que se encontra em sério risco de desaparecer por completo, uma vez que já se soltaram mais alguns azulejos nos últimos dias.

Independentemente do nosso apêlo de Outubro passado à DGPC, CML e Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (http://cidadanialx.blogspot.pt/2013/10/apelamos-dgpc-para-agir-pelo-edif.html) não ter tido até ao presente nenhuma reacção de nenhum dos destinatários; somos a renovar esse apêlo no que toca ao friso de azulejos referidos, não só porque os mesmos ameaçam desaparecer na sua totalidade, empobrecendo este magnífico edifício classificado Imóvel de Interesse Público(Portaria 303/2006, DR de 27 Janeiro) e Prémio Valmor de 1903, e colocando em risco, obviamente, os transeuntes, mas porque consideramos que é tempo de se medirem os resultados práticos do Programa de Investigação e Salvaguarda do Azulejo de Lisboa (PISAL), até porque ainda não foi dado dado ao Fórum Cidadania Lx nenhum provimento aos nossos sucessivos pedidos de esclarecimentos (http://cidadanialx.blogspot.pt/2012/07/pedido-de-esclarecimentos-cml-sobre.html) sobre essa matéria.

Na expectativa, somos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Irene Santos, Carlos Leite Sousa, José Arnaud, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, António Branco Almeida, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Beatriz Empis, João Oliveira Leonard
o

Pedido de esclarecim​entos à CML sobre PISAL (Prog. Investig. Salvaguard​a Azulejo de Lx)

Há poucos dias, decorreu o II Encontro do Património Azulejar (http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/o-azulejo-hoje), mas, tal como em 2012, nada de novo, i.e., os azulejos continuam a desaparecer todos os dias e nada é feito em contrário. Aqui fica o pedido de esclarecimentos enviado nessa altura à CML:

...

Chegados aqui, já com todos os 'prazos' ultrapassados, há alguma resposta a alguma das perguntas abaixo apresentadas e enviadas à CML em Julho passado?

Obrigado. (Agosto 2012)

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Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa,
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, Media, MNAzulejo, SOS Lisboa, Rede Santos Simões, Universidade Aberta, artistas e especialistas


Passados que estão cerca de nove meses sobre a aprovação do PISAL - Programa de Investigação e Salvaguarda do Azulejo de Lisboa (Deliberação n.º 623/CM/2011, de 9 de Novembro), da Comissão Municipal do Azulejo e do Conselho Consultivo do PISAL, somos a solicitar por esta via a V. Exas. um ponto de situação sobre o mesmo, isto é:

Tendo em conta o “cronograma” estabelecido no Relatório Final produzido oportunamente pelo respectivo Grupo de Trabalho (em anexo), e socorrendo-nos da própria documentação da CML, solicitamos um esclarecimento sobre o seguinte:


1. “Criação de procedimentos para o combate ao furto e delapidação do azulejo” – Esta acção estava prevista para o 1º semestre de 2012. Pergunta: Quais os procedimentos em concreto já criados pela CML? Que legislação/regulamentação foi feita?

2. “Intervenções de Conservação”, compreendendo “campanhas preventiva e curativa em azulejo do espaço público”. Prazo: até Jun. 2012. Pergunta: Quais as campanhas já feitas? Onde? Quando?

3. “Criação de um secretariado de atendimento público, sedeado no Departamento de Património Cultural, com telefone/e-mail”. Prazo: até Jun. 2012. Pergunta: Foi feito? Há registo de afluência do público? Qual o seguimento dado aos alertas/queixas apresentados?

4. “Elaboração de propostas de regulamentação Municipal de salvaguarda do património azulejar”. Prazo: 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: O que é que foi feito? Está em vigor?

5. “Elaboração de relatórios de diagnóstico para as áreas da Madragoa, Conde Barão; Bica, Bairro Alto, São Paulo, Baixa, Mouraria, Castelo e Alfama”. Prazo: 1º e 2º semestre de 2012. Pergunta: Exceptuando a Madragoa, já foi feito mais algum relatório? Está disponível ao público? Quais as suas conclusões?

6. “Elaboração da Carta Municipal de Intervenção Preventiva, …, com elaboração de programas de Conservação Preventiva e/ou Curativa…”, prevista 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: Já foi feita alguma coisa nesse sentido? Há alguma documentação disponível para consulta?

7. “…Preparar para publicação a Carta Municipal do Azulejo, a Carta de Risco e o Guia da Azulejaria da Madragoa. Preparar o Maunual de Boas Práticas e o Caderno da Azulejaria...”. Acções previstas para 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: Já foi feita alguma coisa nesse sentido? Há alguma documentação disponível para consulta? E para os outros bairros?

8. “…Acções de formação para técnicos PISAL … formação de técnicos municipais como fiscais, polícia municipal e bombeiros, …”, previstas para 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: Quando e quantas já foram feitas? Quantos quadros foram formados?

9. “Elaboração da Carta Municipal do Azulejo em Espaço Público … Madragoa, Conde Barão, Bica, Bairro Alto, São Paulo, Baixa, Mouraria, Castelo e Alfama”, prevista para 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: Já foi feita? Está disponível para consulta?

10. “Elaboração da Carta de Risco para Madragoa, Conde Barão, Bica, Bairro Alto, São Paulo, Baixa, Mouraria, Castelo e Alfama”, prevista para 1º e 2º semestres de 2012. Pergunta: Já foi feita? Está disponível para consulta?

11. “Promoção de parcerias nacionais e internacionais…”, previstas para 1º e 2º semestre de 2012. Pergunta: Para além das parcerias já a decorrerem com a Polícia Judiciária (Projecto S.O.S. Azulejo) e com a Rede Santos Simões/ Universidade Aberta, que outras parcerias foram já estabelecidas?

Independentemente das questões já levantadas, solicitamos também um esclarecimento sobre:

12. Considerando que não se pode cingir o património azulejar de Lisboa aos bairros mencionados, muito menos à Madragoa – basta lembrarmo-nos do vasto património azulejar de finais do séc. XIX e já do séc. XX, que ainda existe em bairros como Campo de Ourique, Lapa, Bairro dos Açores, Bairro Camões ou nas Avenidas Novas, quando é que a CML pensa integrar estas zonas no PISAL?

13. Considerando que a CML, previsivelmente, não terá quadros suficientes para levar por diante, em tempo útil, semelhante levantamento, porque não recorre a CML à contratação de estudantes e/ou jovens e/ou reformados, que pelo seu grau de interesse pelo tema e/ou formação mínima comprovada, possam levar por diante essa tarefa?

14. Considerando que tão grave quanto o património azulejar de fachada e/ou de espaço público são o vandalismo e o saque da azulejaria de interiores, quando é que a CML decide fazer alguma coisa por este património, designadamente inventariando desde já os interiores dos organismos públicos e, por via de um protocolo com a associação de proprietários, por exemplo, aceder livremente aos edifícios propriedade privada?

15. Considerando que continuam em bom ritmo as operações de “reabilitação urbana” por via da demolição integral de interiores, quando não também de fachadas, não raramente enriquecidos por azulejaria rica, sobretudo alusiva à Arte Nova (vide demolições recentes em Campo de Ourique, Lapa e nas Avenidas Novas), qual o impacto de facto do PISAL em termos de alteração de procedimentos a nível da Gestão Urbanística? Ou seja, quando determinado projecto é aprovado, e se se levar por diante a demolição, os azulejos são inventariados? Por quem? São recolhidos exemplares? De que forma? Há acompanhamento de técnicos especializados (LNEC, etc.)? São armazenados onde? Serão repostos se a nova construção o permitir? Em termos de RMUEL e regulamentação afim, onde está vertida a preocupação da CML em termos de inventariação, salvaguarda e reposição de azulejaria?

16. Quando decorre um roubo de azulejos, e o mesmo é denunciado por munícipes junto da CML/Polícia Municipal, quais os procedimentos a desencadear pela CML? Há algum ponto de situação que nos permita avaliar a parceria CML/S.O.S. Azulejo?

17. Quais as iniciativas desencadeadas pela CML junto da Assembleia da República para que, finalmente, seja aprovada legislação nacional sobre o mercado de antiguidades, a fim de se evitar a purga que o país atravessa em termos de roubo e tráfico do portuguese tiles (e o mesmo se aplicar à Arte Sacra)?

18. Em relação ao “Banco de Azulejos”, para quando a inventariação completa do acervo existente nos depósitos da CML? E para quando a existência de um verdadeiro banco de azulejos, capaz de municiar a reposição de azulejos em falta e/ou susceptíveis de serem fabricados?

19. Em termos de classificação de azulejaria, quais os processos de classificação já encetados pela CML? Estão disponíveis ao público? Onde? Quais as zonas e/ou épocas abrangidas? Foram considerados os azulejos de interiores? E os azulejos publicitários? Os de espaço público?

20. Em termos de apoio às actividades artísticas e económicas, quais as medidas já levadas a cabo pela CML no sentido de apoiar a criação de fábricas/ateliers/artistas de azulejaria? (Por exemplo, seria oportuna e decisiva uma empreitada de reprodução dos lambris de azulejos em falta e da faiança vandalizada no "canal" monumental dos jardins do Palácio Nacional de Queluz...)

Em conclusão, em que medida é que o PISAL está a cumprir, passados que estão 9 meses desde a sua aprovação formal, o seu objectivo, i.e.,estudar e salvaguardar o azulejo, “investigando”, “registando”, “prevenindo”, “regulamentando”, “sensibilizando”, “formando” e “divulgando”?

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Carlos Moura, João Oliveira Leonardo, António Sérgio Rosa de Carvalho e José Morais Arnaud

Lisboa, 3 de Julho de 2012

13/12/2013


Mais detalhes, aqui.

12/12/2013

Campanha para fazer réplica do lustre de néons do Odéon:


Chegado por e-mail, por Patrick Persijn: «Hi there, can you share my link to recreate the lamp of Odeon Cinema, Lisbon, so it helps me, to settle the deal to buy Odean Cinema in Lisbon and save it from becoming a mall: http://www.indiegogo.com/projects/make-replica-art-deco-lamp-for-odeon-cinema-lisbon. $1 a person is enough to put.»

11/12/2013

Ainda os loteamentos para 3 ex-HCL (3) :



Sobre os Capuchos, e reconhecendo que há que demolir bastante, a verdade é que património ali não é só o que está classificado, i.e., igreja e antigo convento, palácio Melo (C: azulejos e escadaria…), pelo que não se pode aceitar demolições de, por ex., os edifícios da escola de enfermagem Artur Ravara (A) e a actual farmácia (B)? (fotos aqui). Por outro lado, parece-me construção a mais em volta do corpo conventual, reduzindo não só este a uma ‘ilha’, mas elevando as cérceas do lado da Luciano Cordeiro desnecessariamente. Para quê tanta construção, ainda por cima monótona?

28/11/2013

POSTAL DA BAIXA: Rua da Padaria


E os passeios no Areeiro ERAM assim:


Pois este piso já era, já foi. Agora há uma coisa chamada Plano de Acessibilidade Pedonal (nada contra tal ideia, designação e objectivos finais) e a calçada portuguesa não faz parte dele salvo em zonas turísticas. O Areeiro tem autoria de nomes como Cristino da Silva, e deve parecer mal tratar o Areeiro com dignidade, devem pensar alguns.


Foto: Estúdio Horácio Novais (fonte: Malomil)

27/11/2013

A «RAINHA» DO ESTACIONAMENTO de LISBOA



Imagens chegadas por email do Paço da Rainha... e que dispensam comentários!

Petição foi hoje entregue na A.R.:

Conforme anunciado, foi hoje entregue na AR, ao Sr.Vice-Presidente, Dr. Ferro Rodrigues, a petição «Lisboa e o País Precisam do Cinema Odéon», já com mais de 10.000 assinaturas. A mesma baixará à Comissão Permanente respectiva e dali será oportunamente discutida em plenário. Paralelamente, iremos solicitar audiência também à SEC e à CML para entrega da mesma. Obrigado a todos e continuem a assinar e a promover esta petição. O Odéon ainda não está perdido.


(foto actual, por Jp Joaquim)

26/11/2013

Antiga Perfumaria CAMY na Rua da Prata 119: mais uma loja destruída


Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado


Cc. PCML

Como já vem sendo hábito, reportamos mais uma perda patrimonial na Baixa, desta vez a destruição parcial da antiga «Perfumaria CAMY» na Rua da Prata 119.

Esta não era uma loja qualquer: teve um projecto qualificado de 1944 do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, um dos mais importantes autores da Arquitectura Moderna nacional. Mas do espaço interior ao lettering em ferro forjado, do alto-relevo escultórico (atribuído ao Escultor Leopoldo de Almeida) a outras guarnições em metal da frente da loja, já quase nada resta.

Perguntamos: O pelouro do Urbanismo aprovou esta alteração de uma frente de loja registada na Carta Municipal do Património anexa ao PDM? Ou estamos perante outra vítima da cada vez mais evidente ausência de fiscalização por parte da CML?

De facto, e apesar do aprovado um Plano de Pormenor de Salvaguarda, a capital continua a assistir à destruição dos diferentes elementos patrimoniais da Baixa Pombalina: destruições selvagens de frentes e interiores de lojas, substituição sem critério de caixilharias de vãos e alterações desqualificadas das coberturas com trapeiras pombalinas transfiguradas à "pato-bravo".

A falta de um Urbanismo Comercial, associada a um certo oportunismo comercial "turístico" que reina por toda a Baixa, propicia este tipo de desastres. Lisboa ficou mais pobre com perda da Perfumaria «Camy».

Voltamos a repetir: a Baixa merece padrões bem mais elevados de gestão urbanística!

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge