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15/07/2019

"Restauro" dos relógios da estação Sul e Sueste e painel decorativo em cobre/pedido à ATL


Exmo. Senhor Dr. Vítor Costa
Director Executivo da Associação de Turismo de Lisboa


Cc. PCML, AML, DGPC, Vereador Manuel Salgado e media

No seguimento da remoção para recuperação dos relógios da Estação Fluvial Sul e Sueste (Monumento de Interesse Público), cuja obra de reabilitação, há muito esperada e finalmente em curso, é da responsabilidade dessa Associação, serve o presente para chamarmos a atenção de V. Exa. para o seguinte:

É nossa convicção que todos os mecanismos e mostradores desses três relógios, originalmente fabricados pela firma A. Romero, são perfeitamente recuperáveis, certamente com maior custo financeiro e técnico para o promotor da obra do que uma simples réplica, mas que uma vez assegurada a sua recuperação e não a sua substituição por mostradores em acrílico, tal acréscimo de despesa será perfeitamente justificável, dada a importância do património em apreço.

Solicitamos a melhor atenção de V. Exa. para este assunto.

Igualmente, é com grande preocupação que não vemos na imprensa e nas notícias tornadas públicas, qualquer referência para o relevo em chapa de cobre, muito fina e de gosto refinado, com as armas de Lisboa, um relevo lindíssimo existente na parede do mostrador do lado do Terreiro do Paço.

Este painel terá aproximadamente dois metros de alto por metro e meio de largo, em chapa de cobre com espessura não superior a meio milímetro, sobre painel de madeira, talvez de molduração manual.

Solicitamos, pois, a sua melhor atenção também para este assunto, de modo a garantir-se o pleno restauro desta peça decorativa, cuja remoção deve ser feita com o maior dos cuidados. Tememos, inclusive, que a remoção tenha já ocorrido e que, porventura, esta peça possa rumar à sucata.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Lisboa, 19 de Julho de 2019

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Maria Maia, Maria Ramalho, Pedro Jordão, Pedro Machado, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro de Souza, Jorge Pinto, Helena Espvall, Henrique Chaves, Pedro Henrique Aparício, Rui Pedro Barbosa, Maria do Rosário Reiche, Miguel Jorge, Jozhe Fonseca, Fátima Castanheira

Foto: Fernando Correia de Oliveira

...

Resposta do Sr. Director Executivo da ATL ():

«Exmos Senhores:

Acuso a receção do v/ mail sobre o restauro dos relógios e outros elementos da Estação Sul Sueste, que agradeço.

Relativamente à questão colocada informo o seguinte:

Desde do início do projeto e do lançamento do concurso para a empreitada de requalificação da Praça e Estação Sul e Sueste manteve-se como premissa base a recuperação, restauro e melhoramento dos vários elementos patrimoniais do Edificado;

Decorrente do exposto encontra-se já em curso:

Recuperação e restauro dos relógios da Estação Sul e Suste, recuperando-se cuidadosamente todas as peças interiores e exteriores que possibilitem retomar o funcionamento normal dos mesmos. Apenas se irá proceder à colocação de elementos novos nos casos em que se verifique não ser possível o restauro dos antigos e/ou para adaptação de sincronização de ambos os relógios (situação que não existia e que a intervenção em curso irá procurar implementar);

Restauro, limpeza e beneficiação do brasão, lettering e placa pertencentes ao Edifício (cf. imagens em anexo), os quais serão novamente repostos nos locais de origem.

Aproveito para enviar os melhores cumprimentos

Vitor Costa»

08/07/2019

Como é, CML, mais fake?


Então este aqui da Estação Sul e Sueste (em foto de Fernando Correia de Oliveira) vai ser outro novinho e não o mesmo recuperado? Como é, CML, mais fake?

26/06/2019

Alerta Estação Sul e Sueste



Foto dos pilares revestidos com belas pedras de mármore que foram totalmente destruídas e arrasadas e que hoje se encontra em tijolo aparente.

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exma. Senhora Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


C.c. AML e media

No seguimento de informações que nos dão conta do desaparecimento das placas de mármore (em cores e texturas contrastantes) da Estação Sul e Sueste, durante as obras que neste momento decorrem no local, e também da retirada futura do relógio da fachada daquele Monumento de Interesse Público (MIP), solicitamos à CML e à DGPC a melhor atenção sobre este assunto, de modo a que estas obras, há tanto esperadas e que todos queremos que sejam exemplares a todos os níveis, não se traduzam na destruição de elementos-chave daquele edifício histórico.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, Rui Pedro Barbosa, Alexandra de Carvalho Antunes, Pedro Jordão, Ana Alves de Sousa, Henrique Chaves, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Maria Maia, Beatriz Empis, Pedro Machado, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Janarra, Rita Ferrão, Fátima Castanheira, António Araújo

Foto: Diogo Baptista

ALERTA SUL E SUESTE (alô DGPC???)


Chegado por e-mail:

«A Estação Sul e Sueste é monumento de interesse público.

As obras na estação Sul e Sueste estão a ser acompanhadas com a devida atenção??

Os belos revestimentos interiores em pedra foram todos destruídos,grandes placas de mármore em cores e texturas contrastantes foi tudo para o lixo

Diogo Baptista»

08/09/2016

Excelente notícia! Fico mto. mas mto.contente!

In Público (7.9.2016)
Por Inês Boaventura

«Investimento de sete milhões vai converter Estação Sul e Sueste num terminal turístico

O presidente da Câmara de Lisboa fala no “início do fim do processo de renovação” da frente ribeirinha e lamenta os “dez anos” em que o espaço esteve “subtraído à cidade”. A obra inclui o “completar da requalificação do Cais das Colunas”.

O há muito ambicionado projecto da Câmara de Lisboa de converter a Estação Sul e Sueste num “terminal de actividade marítimo-turística” vai finalmente concretizar-se. Segundo o director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vítor Costa, está em causa um investimento de cerca de sete milhões de euros, que deverá estar concluído “no final do próximo ano”.

“É a peça que faltava no amplo projecto de requalificação da frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia”, frisou o presidente da Câmara de Lisboa. Para Fernando Medina a cedência do imóvel do Estado à autarquia, que foi formalizada numa cerimónia pública que teve lugar esta quarta-feira, representa “o início do fim do processo de renovação integral de vários quilómetros de frente ribeirinha”.

No seu discurso, o autarca referiu-se à Estação Sul e Sueste, que estava até aqui nas mãos da CP e que se encontrava há muito fechada e sem qualquer utilização, como “uma mancha, uma nódoa, uma ferida”. Há dois anos, também o seu antecessor se tinha referido à obra de Cottinelli Telmo em termos idênticos: “É uma nódoa negra que persiste no Terreiro do Paço. É uma vergonha para a cidade o estado em que o Estado está a manter este imóvel de grande valor arquitectónico”, afirmou António Costa em Novembro de 2014, altura em que fez saber que era sua intenção financiar a criação no local de uma “gare marítimo-turística” com verbas da Taxa Municipal Turísticas.

Esta quarta-feira, o único a falar sobre o investimento que vai ser realizado na requalificação do edifício inaugurado em 1932 foi o director-geral da ATL, a entidade à qual vai ser confiada a gestão do novo “terminal de actividade marítimo-turística”. Segundo adiantou Vítor Costa, está em causa um montante de sete milhões de euros que a associação, “por incumbência da câmara, irá reunir e mobilizar”.

O director-geral da ATL sublinhou que esse valor engloba não só a intervenção no imóvel (de acordo com um projecto de Ana Costa, neta de Cottinelli Telmo), mas também a requalificação do espaço público envolvente (“até ao enfiamento do Torreão Nascente”) e da área entre o rio e a estação. O arquitecto Bruno Soares, autor da polémica proposta que foi concretizada no Terreiro do Paço e daquela que está a ser executada no Cais do Sodré, será o responsável pelo projecto de espaço público.

Segundo explicou Vítor Costa, no interior do edifício, que está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público, aquilo que se pretende é promover um restauro de acordo com o projecto original, operação que incluirá a remoção de “todos os acrescentos de épocas posteriores”. Os azulejos serão devolvidos às paredes que hoje se encontram despidas e será ainda feita a “consolidação estrutural” da antiga estação fluvial.

O programa de ocupação futura do espaço inclui a instalação no local de dois restaurantes e das bilheteiras das empresas que aí pretendam desenvolver a sua actividade marítimo-turística. Vai também ser criada uma loja de “produtos regionais de Lisboa” e no exterior haverá esplanadas, que como notou Vítor Costa serão objecto de “um projecto de equipamento e mobiliário específico”.

O director-geral da ATL explicou ainda que vão ser mantidos, depois de “recuperados”, os dois pontões já existentes, que poderão ser utilizados por “embarcações de maior porte, como cacilheiros”. Prevista está a construção de um terceiro pontão, dedicado a “embarcações menores”, como “barcos tradicionais ou à vela”.

Também contemplada nesta intervenção, que Vítor Costa acredita que poderá estar concluída “no final do próximo ano”, estão o “completar da requalificação do Cais das Colunas”, com o “retirar” do aterro hoje existente e com a “reconstrução do muro das namoradeiras”. A ATL pretende também “aumentar o espaço verde” e apostar em “percursos pedonais e cicláveis” que promovam a ligação do Terreiro do Paço ao Campo das Cebolas e ao novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, a transformação da Estação Sul e Sueste num “terminal de actividade marítimo-turística” é um investimento com “uma importância estratégica”. “Vai nascer aqui uma nova polaridade para o rio”, sintetizou Fernando Medina, notando que do novo equipamento poderão partir embarcações que percorram a frente ribeirinha até Belém e ao Parque das Nações, bem como embarcações que unam as duas margens do Tejo. [...]»

13/07/2015

Estação de Sul e Sueste, obra de Cottinelli Telmo, “corre risco de ruína”


In O Corvo (13.7.2015)
Por Fernanda Ribeiro

«Uma das mais emblemáticas obras do arquitecto Cottinelli Telmo, a antiga Estação Fluvial de Sul e Sueste, está ao abandono, mesmo em frente ao Ministério das Finanças, ao lado do Terreiro do Paço. Chegou a haver projecto de recuperação adjudicado e dinheiro para realizar a obra, cuja interrupção custou mais de 900 mil euros ao erário público. Mas, agora, ninguém parece estar interessado no seu destino. Que, se nada for feito, pode ser a ruína.

A antiga Estação Fluvial de Sul e Sueste, um edifício emblemático da arquitectura modernista e uma das obras de Cottinelli Telmo, a quem este ano foi dedicada uma exposição no Padrão dos Descobrimentos, é “uma pedra no sapato” para todos os responsáveis pelo património da cidade de Lisboa. Quem o afirma é a arquitecta Ana Costa, neta de Cottinelli Telmo e a quem foi pedido um projecto de reabilitação nunca concretizado.

Classificada monumento de interesse público em 2012, num momento em que estava já votada ao abandono, a estação fluvial onde antigamente se apanhavam os barcos para o Barreiro, rumo ao Sul, permanece sem utilização, há vários anos. Está cada vez mais degradada, apesar de se situar na zona nobre de Lisboa, mesmo em frente ao Ministério das Finanças e bem perto da Ribeira das Naus, com a qual contrasta, após a requalificação promovida pela autarquia lisboeta.

As fachadas da antiga estação foram recentemente pintadas de branco, mas os sinais de degradação continuam à vista, seja nas platibandas apodrecidas, seja nos vidros partidos que deixam ver partes do interior, com andaimes montados e agora despojado das decorações de outrora – entre elas, os azulejos polícromos que revestiam as suas paredes. [...]»

16/06/2015

A CML não pode tomar posse administrativa da Estação Sul e Sueste, obras coercivas e acabar com esta pouca vergonha?



Foto: Público

De acórdão do STA:

«I - A decisão de proceder à posse administrativa de um imóvel com vista à realização de obras indispensáveis à sua segurança que o seu proprietário se recusa a fazer só pode ter lugar quando, previamente, o prédio tenha sido objecto de vistoria, o proprietário possa nela ter tido intervenção, tenham sido identificadas as obras que se impõem fazer, tenha sido obtido orçamento para elas e o proprietário tenha sido notificado deste.
II - O que significa que este é um procedimento complexo que só se mostra findo quando as apontadas formalidades tenham sido cumpridas visto ser esse cumprimento que permite a prolação de uma decisão fundamentada que se pode decompor em dois segmentos; de um lado, o que respeita à necessidade da posse administrativa para a execução das obras e, de outro, o que estabelece que a Câmara se irá substituir ao proprietário e as irá realizar pelo valor que foi orçamentado.
III - E, se assim é, aquela decisão constitui um único acto cujos efeitos jurídicos se não podem dissociar e que não têm autonomia entre si apesar da sua segmentação.»

24/04/2015

Comemorações de Cottinelli Telmo - Então, e agora isto? (I)


Agora que acabou a bela exposição no Padrão dos Descobrimentos e que o filme sobre Cottinelli Telmo já voltou às prateleiras, quando é que quem de direito pega na Estação Fluvial Sul e Sueste e a recupera antes que caia?

Não há vergonha?

12/02/2014

ZEP na estação Fluvial Sul e Sueste


Portaria n.º 109/2014. D.R. n.º 30, Série II de 2014-02-12 Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura Fixa a zona especial de proteção da Estação Fluvial Sul e Sueste, na Avenida Infante D. Henrique, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Lisboa: http://dre.pt/pdf2sdip/2014/02/030000000/0426804269.pdf.

Se for uma ZEP para levar à letra, óptimo, mas se for letra morta, então é trabalho e tempo perdidos.