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25/07/2022

Estado periclitante dos bustos africanos Jardim Tropical - chamada de atenção à UL

Magnífico Senhor Reitor
Prof. Luís Manuel dos Anjos Ferreira


À Topiaris, a/c Arq. Luís Paulo Ribeiro

No seguimento dos parabéns que endereçámos à Universidade de Lisboa em Fevereiro de 2020 (http://cidadanialx.blogspot.com/2020/02/parabens-pela-recuperacao-feita-ate-ao.html), em que demos conta da nossa satisfação pelas obras de recuperação feitas até ao momento no Jardim Tropical, constatamos que, passados dois anos e meio sobre essa data, ainda subsistem locais a aguardar por restauro, conforme então descrito.

Reforçamos a nossa chamada de atenção para a necessidade de restauro dos bustos provenientes da Exposição do Mundo Português, uma vez que se os mesmos não forem rapidamente pintados ou o material de que são feitos (em massas cimentícias?) não for objecto de tratamento adequado, brevemente poderão abrir fissuras, tornando o seu restauro impossível a médio prazo.

Juntamos fotografias tiradas há dias.

Gratos pela atenção, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Luís Mascarenhas Gaivão, Fátima Castanheira, Filipe de Portugal, Ana Celeste Glória, Carlos Boavida, Fernando Jorge, Irene Santos

Fotos de Filipe Portugal

26/02/2020

Parabéns pela recuperação feita até ao momento no Jardim Botânico Tropical


Magnífico Senhor Reitor
Eng. António Manuel da Cruz Serra

À Topiaris, a/c Arq. Luís Paulo Ribeiro

CC. PCML, AML, DGPC e media

Serve o presente para endereçarmos os nossos parabéns à Universidade de Lisboa e aos arquitectos paisagistas da Topiáris pela recuperação até agora realizada no Jardim Botânico Tropical, Monumento Nacional que há muito merecia a atenção de quem de direito, e em relação ao qual enviámos alertas e protestos por diversíssimas ocasiões.

Com efeito, para lá da plantação já verificada de árvores em vários locais onde estavam em falta árvores, da recuperação do lago principal, da recuperação de muros, da colocação de nova sinalética, da repavimentação com betuminoso da generalidade das vias (apenas não compreendemos o uso de alcatrão na via defronte à estufa principal), da preservação do imaginário romântico do Jardim dos Cactos, é com particular satisfação que constatámos a intervenção no “elemento Água”, mais precisamente na recuperação dos canais de água e dos tanques das Serpentes e dos Leões, e do Jardim da Ninfa.

Ansiamos pela recuperação e abertura ao público dos diversos edifícios existentes e fazemos votos para que se iniciem, quanto antes, as obras de serralharia urgente na magnífica Estufa Principal por forma a recuperar-se o seu esplendor Arte Nova, a reabilitação da pequena casa de fresco do Veado, e a recuperação que o importante Palácio da Calheta merece e com ela se permita conhecer de perto a sua inestimável colecção de azulejos e usufruir em pleno dos seus lindíssimos tanques. E se complete a recuperação do Jardim Oriental e o restauro dos bustos provenientes da Exposição do Mundo Português e a estatuária espalhada pelo Jardim.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Júlio Amorim, António Araújo, Pedro Jordão, José Maria Amador, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Helena Espvall, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro Cassiano Neves, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Miguel Jorge, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Pedro Fonseca

Foto: Jardim da Ninfa

18/08/2015

Ui, se o JB da Politécnica está como está ... será que vamos ter McDonald's com sabor tropical?


In Público (17.8.2015)

«Jardim Botânico Tropical passa a ser gerido pela Universidade de Lisboa

O Jardim Botânico Tropical, em Belém, junto aos Jerónimos, vai ser gerido pela Universidade de Lisboa (UL) na sequência da extinção do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), disse à Lusa o vice-reitor da UL, João Barreiros.

“O património do Instituto de Investigação Científica Tropical passa para a Universidade de Lisboa. O Jardim Botânico Tropical passa a ser gerido pela UL”, avançou o vice-reitor.

Relativamente às verbas adstritas à gestão do jardim, João Barreiros disse serem ainda desconhecidas porque está a decorrer o fecho das contas do IICT relativas a 2015, mas lembrou que a “dotação orçamental do extinto IICT era, desde 2014, extremamente exígua, dificilmente garantindo a manutenção e subsistência das estruturas sob a sua alçada”.

Apesar disso, frisou que “o investimento e a boa gestão do Jardim Botânico Tropical serão enquadrados nas disponibilidades orçamentais da UL”.

Afirmando que a Universidade de Lisboa vai fazer a “gestão conjunta de património e recursos ao seu dispor”, o vice-reitor admitiu que isto “significa que haverá reorganização de recursos humanos e de colecções” e, “se necessário”, a universidade irá procurar “outras soluções que se venham a justificar e que sejam mais adequadas à preservação e valorização do património agora integrado”.

João Barreiros disse ainda que já há projectos pensados para dinamizar o jardim, que vai continuar “acessível ao público em moldes idênticos aos praticados pelo ex-IICT”, com cobrança de bilhete de entrada de dois euros.

Criado em 1883, o IICT integrava três serviços abertos ao público - Arquivo Histórico Ultramarino, Jardim Botânico Tropical e Centro de Documentação e Informação - e foi extinto por fusão em Julho passado.

O jardim foi criado a 25 de Janeiro de 1906 no contexto da organização dos serviços agrícolas coloniais e do Ensino Agronómico Colonial no Instituto de Agronomia e de Veterinária, tendo-se denominado então Jardim Colonial.

Especializado na flora tropical e subtropical, inclui mais de 500 espécies originárias de diversos continentes e ocupa uma área de cerca de sete hectares, que integra também uma estufa com aquecimento.»