19/10/2020

Boas notícias do lado da Direcção-Geral do Património Cultural:

Estão classificados

Monumentos de Interesse Público:

Confeitaria Nacional

(piso térreo e 1º andar)! (foto de Artur Lourenço): https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/145698872/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=145698844

Liceu Maria Amália:

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/145698869/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=145698844

Palacete Condes do Alto Mearim

(foto CML): https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/145710676/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=145698844

Ourivesaria Barbosa Esteves

(cave e patrimóno móvel incluídos)! (foto de Artur Lourenço): https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/145710679/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=145698844

17/10/2020

Obras de demolição nos 3 prédios Sottomayor da Av. F Pereira Melo - novo pedido de esclarecimentos

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML e media

No seguimento do início de obras de demolição no prédio existente na esquina da Av. Fontes Pereira de Melo (nº) com a R. Martens Ferrão, edifício que faz parte do conjunto de três prédios de Cândido Sottomayor daquela avenida (nºs 18-20, 22-24 e 26), edifícios inscritos no PDM (item 44.24 Conjunto de três edifícios de habitação plurifamiliar (fachadas)/ Av. Fontes Pereira de Melo, 18-20, 22-24 e 26),

E considerando que não obtivemos resposta ao nosso pedido de esclarecimentos de 9 de Outubro (http://cidadanialx.blogspot.com/2020/10/obras-de-demolicao-iminentes-nos-3.html);

Voltamos a insistir junto de V. Exa. para que nos esclareça sobre a natureza exacta das demolições aprovadas pelos serviços que dirige, e que terão começado pelo edifício acima referido, naquele que é um dos raros conjuntos de interesse municipal ainda intactos, apesar de em mau estado de conservação, facto comprovado pela sua inscrição no PDM revisto em 2012.

Voltamos a constatar que, passada mais de uma semana, os trabalhos continuam sem aviso de obra pelo que solicitamos a V. Exa. para dar indicações aos serviços no sentido de intimarem o proprietário a colocar o referido aviso de obra, com despachorespetivo, e torne público o relatório de engenharia de estruturas que sustentará as obras de demolição já começadas e relativas, conforme referido pela CML à imprensa, a "partes dos edifícios a ameaçarem colapso", uma vez que sem esse relatório, como V. Exas. reconhecerá, não estará a ser cumprido o Regulamento do PDM.

Solicitamos igualmente que torne público se existe projeto para este quarteirão e qual a sua natureza, memória descritiva e respetivas plantas, uma vez que, lembramos, este quarteirão é composto por estes 3 prédios mas também pelos 2 lotes traseiros, deixados vagos por 2 demolições efetuadas há 20 anos, configurando assim uma operação urbanística de grande dimensão e impacte para a zona, pelo que será aconselhável romper com as más práticas camarárias de um passado recente, e promover, ao invés, a sua discussão pública.

Continuamos a não compreender a passividade da CML, ao longo de sucessivos mandatos, em matéria de posse administrativa de edifícios, e mesmo expropriação, quando se trata de edifícios e conjuntos de edifícios, elencados no Inventário Municipal, e deixados ao abandono e à especulação imobiliária há décadas, como é o caso destes três edifícios, com consequências graves para o Património da cidade e memória colectiva.

O Fórum Cidadania Lx e os demais grupos e associações de salvaguarda de património não irão descansar até que este conjunto arquitetónico tenha um projeto de reabilitação digno que permita a sua valorização e estaremos dispostos a ir até às últimas instâncias legais, a que podemos recorrer, para travar qualquer tentativa de demolição dos edifícios para além do regulamentar.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Filipe Teixeira, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, Virgílio Marques, Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, Pedro Ribeiro, Henrique Chaves, Pedro de Souza, Carlos Moura-Carvalho, Luís Carvalho e Rêgo, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Irina Gomes, Maria do Rosário Reiche, Filipe Lopes

15/10/2020

Ainda o "mono do Rato"

Ao fim de tantos anos de polémica sobre o que se deve construir no Rato, no gaveto entre a rua do Salitre com o Lago do Rato, se um edifício ou um jardim, parece que a Natureza já deu a resposta, dando início à construção de um jardim, com o aparecimento das primeiras árvores.


João Pinto Soares

 Mais um bonito serviço pela redução dos passeios em Lisboa, neste caso, obra do Hard Rock Café nos Restauradores.



14/10/2020

"Casa-Museu do Escultor João da Silva: perdão, como disse?" [Jornal Público]

O abandono deliberado deste imóvel modernista, de estilo Bauhaus, bem no centro de Lisboa, começa a dar frutos e a pré-anunciar uma cada vez mais provável ruína, quiçá, potenciadora de alguma lucrativa construção nova, se tudo continuar como está.

11 de Outubro de 2020, 5:40



Houvesse “quizz” televisivo sobre património de pé na cidade de Lisboa e seria manifestamente diminuta a probabilidade de algum dos concorrentes se lembrar de responder “Casa-Museu do Escultor João da Silva” à pergunta capciosa “existe algum património digno de nota na rua Tenente Raul Cascais?”. Não só porque a rua em causa tem apenas meia dúzia de prédios de um lado e de outro, mas também porque quem por lá passe, e não seja morador na dita, apenas o fará por causa das encenações de Luís Miguel Cintra na Cornucópia, e não para lhe admirar o edificado, que desconhece.

Mais a sério, quem se der ao trabalho de “googlar”, por certo encontrará centenas de entradas alusivas ao mestre escultor João da Silva (1880-1960), sobre a sua vida e obra internacional e multipremiada, com referências à sua invulgar (talvez única em Portugal) casa-atelier-galeria-museu, sita nos n.ºs 11 e 11-A daquela rua, à Politécnica, bem no centro de Lisboa.

Na realidade, parece que quiseram que a casa-museu ficasse num conveniente limbo, os que dela têm e tiveram responsabilidade, directa ou indirectamente: por um lado, nos últimos 60 anos, a Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), proprietária desde 1960 deste grande prédio urbano, pelo testamento de Maria do Pilar Sérgio da Silva (1880-1960), casada com o escultor, em regime de separação de bens; por outro lado, desde inícios dos anos 90 e até 2004, um tal de “zelador” da casa-museu. Agora, o abandono deliberado do imóvel começa a dar frutos e a pré-anunciar uma cada vez mais provável ruína, quiçá, potenciadora de alguma lucrativa construção nova, se tudo continuar como está.

Outro aspecto relevante é o do seu valioso e enormíssimo recheio, também propriedade da SNBA desde 1960, por oferta de João da Silva, o qual era composto, à data do falecimento da filha do mestre-escultor, em 2003, por milhares de “peças valiosíssimas – além de medalhas e moedas, jóias, porcelanas, pinturas, desenhos, gravuras e esculturas – e, ainda, milhares de livros e manuscritos de reconhecido interesse bibliográfico e histórico. Tudo isto sem alarmes contra o roubo e contra o fogo.” (António Valdemar, in PÚBLICO, 29.7.2012). Deste enorme espólio de objectos, na maioria criados pelo escultor, mas também por artistas amigos, já só parece rezar a lenda. Feitas as contas da acção judicial, que a SNBA moveu pela recusa em a deixarem aceder ao espólio da casa-museu e que levou 14 anos a desembocar num acordo entre as partes, em 2018, o que se sabe é muito pouco.

No processo do tribunal foi garantido pelo “conservador” da casa-museu ser o seu recheio de cerca de 50 mil objectos até 2004, até à posse pela SNBA, números que nunca foram contestados por esta última, que aliás só quis para si própria cerca de 100 objectos. Assim, é natural perguntarmos: onde estão os cerca de 49.900 que sobram?

É estranho. Como é igualmente estranho, em 2004, os técnicos do então Instituto Português dos Museus/Ministério da Cultura terem concluído não valer a pena classificar o espólio, por não considerarem ter o mesmo qualquer “valor relevante”. Afinal, terão visto o quê?

Aliás, pela informação dada ao público na recente exposição organizada pela SNBA em Agosto deste ano, conclui-se serem hoje mais as recriações a 3-D do que as peças físicas de João da Silva existentes na SNBA. Talvez achemos as que faltam nos antiquários, cá ou no estrangeiro, nas feiras de velharias ou nos leilões da Net, como já aconteceu recentemente, por exemplo, a peças do espólio da casa de Igrejas Caeiro, na Serra de Carnaxide, e às plantas originais de Cassiano Branco para o Cine-Teatro Éden.

Tal como é estranho o processo que envolveu, e envolve, o procedimento de classificação da casa-atelier-museu-galeria, concebida cerca de 1930 por dois arquitectos franceses e também pelo próprio escultor: o IPPAR demorou cinco anos a responder a um pedido de classificação deste relevante imóvel, tendo feito a sua classificação como imóvel de valor concelhio (2001), mas dois anos depois (2003) passou o assunto para a esfera da CML, por imperativo legal de mudança de competências (2002), o que não deixa de ser caricato.

Só passados mais quatro anos (!), o então vereador da Cultura da CML agiria em conformidade e determinaria a abertura de processo de Valor Concelhio (agora diz-se de Interesse Municipal) deste imóvel diferente, talvez único, residência, atelier, tendo entre ambos uma galeria de exposições com acesso directo ao pátio interior, a partir do qual se desenvolve em “U” toda este fascinante edificado. Note-se que já o escultor João da Silva abria ao público esta galeria, pelo menos uma vez por semana, e que a sua filha continuou essa pioneira tradição de abertura à comunidade.

Na CML, estranhamente mais uma vez, desde 2006 o processo de classificação do imóvel mantém-se na mesma até agora, ou seja, aguarda-se a classificação do município há 14 anos; é tristíssimo, mas tal não é caso único, infelizmente.

Por isso, seria importante que a CML, em conjunto com a SNBA, começasse de imediato a tratar do anúncio, a fazer em 1 de Dezembro deste ano de 2020, quando passarem 140 anos sobre o nascimento do mestre escultor João da Silva (ele que em 1906 renunciou a altos voos profissionais em França por lhe ser então exigido deixar de ser cidadão português), de algumas medidas concretas com vista à urgente classificação, reabilitação e reabertura ao público da moradia da Rua Tenente Raul Cascais, obviamente com o espólio ainda possível, o que se tenha salvo na imensa cortina de fumo que se abateu sobre o legado de João da Silva.

“Seria”, sim, estamos no condicional do verbo ser, e a CML e a SNBA decidirão por bem se no seu Presente se no Pretérito.

Fundador do Fórum Cidadania Lx

09/10/2020

Obras de demolição iminentes nos 3 prédios de Sottomayor na Av. F Pereira Melo - pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML e media


No seguimento da colocação de andaimes nos três prédios de Cândido Sottomayor da Avenida Fontes Pereira de Melo, nºs 18-20, 22-24 e 26, edifícios inscritos no PDM (Item 44.24 Conjunto de três edifícios de habitação plurifamiliar (fachadas)/ Av,. Fontes Pereira de Melo, 18-20, 22-24 e 26);

E considerando que não existe no local qualquer aviso sobre a obra em curso;

Solicitamos a V. Exa. que dê indicações aos serviços para intimem o proprietário a colocar o referido aviso de obra, com despacho respectivo;

E torne público o relatório de engenharia de estruturas que sustentará eventuais obras de demolição das partes dos edifícios a ameaçarem colapso, respeitando assim o estipulado no Regulamento do PDM sobre obras de demolição parcial em prédios inscritos na Carta do Património, como é o caso.

Solicitamos igualmente que torne público se existe projecto para este quarteirão e qual a sua natureza, memória descritiva e respectivas plantas, uma vez que, lembramos, este quarteirão é composto por estes 3 prédios mas também pelos 2 lotes traseiros, deixados vagos por 2 demolições efectuadas há 20 anos, configurando assim uma operação urbanística de grande dimensão e impacte para a zona, pelo que será aconselhável romper com más práticas camarárias de um passado recente, ou seja, será estimável pela população que este projecto seja objecto de discussão pública.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Rui Pedro Barbosa, Gustavo da Cunha, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Filipe Teixeira, Carlos Moura-Carvalho, Maria Ramalho, Eurico de Barros, Luís Carvalho e Rêgo, Irene Santos, Júlio Amorim, Pedro Fonseca, João Oliveira Leonardo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irina Gomes, Sofia de Vasconcelos, Casimiro, Martim Galamba, Jorge Pinto, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Filipe e Bárbara Lopes, António Araújo, Maria do Rosário Reiche

05/10/2020

Esplanada abusiva na Avenida da República

Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

Chamo a vossa atenção para a colocação de uma nova esplanada pertencente ao restaurante "Dom Roger". A JF Avenidas Novas autorizou esta ocupação de espaço público?

Parece-me abusiva, tendo em conta que este restaurante, ainda noutra encarnação, já tinha um anexo (a marquise) de legalidade duvidosa, que é o único desalinhamento de fechada em toda a Avenida da República!

O espaço que sobra para o peão tem uma dimensão miserável, como se pode observar na imagem.

Urge reverter esta ocupação inaceitável.

Com os melhores cumprimentos

Miguel Santos»

27/09/2020

O separador central da Av. Fontes Pereira de Melo

Entretanto, parte significativa do separador central da Av. Fontes Pereira de Melo está neste lindo serviço. A CML não multa a empresa de manutenção??

Alerta e fotos de João Rainho

23/09/2020

Rua Camilo Castelo Branco: A mão pesada da "reabilitação" em Lisboa

Em 2011 o FCLX chamou atenção para esta moradia Arte Nova da «Lisboa Entre Séculos»:
 
 
Hoje, em 2020, está como se vê nestas imagens. Em Portugal isto significa que está a ser "reabilitada":
Em 2011 estava assim
 
 

Enquanto isso e Risco avante...

Lá se vai o telhado do Convento do Beato 🙂
Não se preocupem, vem aí zinco com fartura 🙂.

22/09/2020

Loteamento Herdade da Fajã para a zona do Coleginho (Mouraria)Processo n 36/URB/2019/contributo para discussão pública

Não colocação de néons no letreiro do edificido do DN /pedido de esclarecimentos à firma Avenue

Exmo. Sr.
Director-Geral da Imobiliária Avenue
Eng. Aniceto Viegas


C.C. AML, DGPC, Vereador do Urbanismo

Chegou-nos a informação de que não serão instalados os neóns do letreiro cimeiro da fachada do antigo edifício-sede do Diário de Notícias, e por isso nos dirigimos a V. Exa. para que nos confirme, ou não, esta informação.

A ser verdade, é grave que não sejam instalados, porque os néons em causa fazem parte integrante do projecto original de Porfírio Pardal Monteiro, e tal era uma novidade tecnológica da altura muito usada nas cidades.

Escusado será lembrarmos que se trata de um Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986), com todos os direitos, deveres e responsabilidades que tal acarreta para todos nós.

O facto de já se ver uma espécie de calha contínua montada na base das letras que compõem aquele célebre letreiro, faz-nos pensar que a mesma seja para iluminar com LEDs as letras no topo da fachada, o que reforça a nossa preocupação.

Como será do conhecimento de V. Exa. a fachada original projectada por Pardal Monteiro incluía também linhas de néons que sublinhavam as linhas de força da composição da fachada (existem fotos de arquivo e desenhos que ilustram isso, basta consultar o Arquivo Municipal de Lisboa). A fachada modernista da antiga sede do DN, iluminada com néons, é um verdadeiro ícone urbano da Avenida da Liberdade, da capital Lisboa. A remoção dos elementos em néon constituiria um empobrecimento injustificado no âmbito de um imóvel com valor patrimonial de interesse público.

Igualmente, perguntamos se o néon do alpendre da porta principal se irá manter (foto2)?

Congratulamo-nos por nas traseiras, no antigo edifício das oficinas, terem voltado a instalar o letreiro em néon do DN por cima da porta. E congratulamo-nos por ter sido reposta a loggia modernista do último piso, que terá sido fechada nos anos 60 e 70, faz toda a diferença!

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Maria Teresa Goulão, Irina Gomes, António Araújo, Eurico de Barros, Pedro Jordão, Helena Espvall, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Paulo Lopes, Maria Ramalho

21/09/2020

Antigo Convento de Santa Joana: a mão pesada da "reabilitação" em Lisboa

 

Painéis e letreiros publicitários - pedido de protecção em Regulamento Municipal

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. AML e media

No seguimento do desaparecimento sucessivo de placards publicitários e letreiros de antanho, grande parte deles com neóns, que em muito embelezavam os edifícios onde se encontravam afixados, tornando assim mais pobres os nossos bairros e, por conseguinte, a nossa cidade; de que são exemplo recente os casos do belíssimo letreiro dos anos 50, pintado sobre vidro, da antiga mercearia Alzirita (Av. Óscar Monteiro Torres) e do emblemático painel do snack-bar Zé Carioca (Rua da Escola Politécnica);

Considerando que estes painéis publicitários apenas dispõem de uma protecção ténue no caso de as fachadas onde se encontram aplicados serem de edifícios elencados na Carta Municipal do Património ou edifícios de Interesse Público ou Concelhio, ou serem de lojas classificadas pelo programa Lojas com História;

Considerando que o desaparecimento destes painéis não ocorre só por roubo ou por actos de vandalismo, mas também por ignorância ou gula dos seus proprietários, que os vendem ao desbarato;

Apelamos à Câmara Municipal de Lisboa que, no contexto do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa, proceda a uma alteração do seu articulado no sentido de garantir a preservação destes placards, in situ, seja no caso de haver projectos de alterações exteriores dos edifícios, seja no caso de mudança de ramo das lojas respectivas.

Apelamos a que, à semelhança do fundo existente na CML de apoio financeiro a obras nas lojas abrangidas pelo programa Lojas com História, seja criado um mecanismo semelhante para o apoio aos proprietários que necessitem de tal para a manutenção periódica dos referidos painéis.

E que esta alteração ao texto do Regulamento seja devidamente complementada por acções de fiscalização da Polícia Municipal.

Por fim, sugerimos, que a CML promova acções de divulgação destes painéis, elencando-os em itinerários online e outros instrumentos de divulgação turística.

Desta forma a autarquia garantirá o não desaparecimento de uma componente essencial da História da Cidade, da vivência e da identidade dos nossos bairros, preservando uma riqueza patrimonial de Lisboa, que é sistematicamente negligenciada e esquecida.

Colocando-nos à disposição dos serviços da CML para ajudarmos à identificação e mapeação destes painéis, apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Rui Pedro Martins, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Eurico de Barros, Helena Espvall, Irina Gomes, Pedro Formozinho Sanchez, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Carlos Boavida, Paulo Lopes, Carlos Moura-Carvalho, Vítor Vieira, Jorge D. Lopes, Pedro Jordão, Guilherme Pereira, Maria do Rosário Reiche, Pedro Ribeiro, Sofia Casimiro

17/09/2020

Estado do antigo Hospital Miguel Bombarda - pedido de informações à CML, ao Governo e à DGPC

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Ministro das Infraestruturas e da Habitação
Dr. Pedro Nuno Santos
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça


CC: Gab Primeiro-Ministro, AML, JF Arroios e media

Decorrido mais de 1 ano sobre o anúncio feito por V.Exas., e que saudámos, relativo à futura transformação de parte do antigo Hospital Miguel Bombarda em complexo habitacional (https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/hospital-miguel-bombarda-vai-ser-habitacao-acessivelestado-nao-perdeu-dinheiro-11093616.html), e uma vez que não existem quaisquer informações acerca de projectos e planos relativos a esse desiderato;

Solicitamos a V. Exas. que sejam divulgados os edifícios do antigo complexo hospitalar que irão ser transformados em habitação e qual o destino previsto para cada um dos edifícios existentes: edifício principal (Em Vias de Classificação desde 2014 - DR nº 192/2014, de 6 de Outubro), enfermarias em “poste telefónico” e em “U”, antiga cozinha industrial e laboratório (todos inseridos em Zona Especial de Protecção).

E que os projectos sejam posteriormente consensualizados o mais possível junto da população e de todos quantos se têm dedicado a evitar que seja destruído este importante património da cidade de Lisboa e do país.

Chamamos a atenção de V. Exas para o péssimo estado de conservação do histórico balneário D. Maria II (classificado de Interesse Público em 2001), situação que se arrasta há mais de uma década, sem que se vislumbre qualquer recuperação, pese embora as várias promessas feitas nesse sentido ao longo dos anos – existe até um importante estudo de diagnóstico feito pela firma A2P, até agora inexplicavelmente ignorado pela tutela, em que se sugere a colocação de tirantes de sustentação das arcadas do balneário, como forma de garantir o seu não deslizamento.

Igualmente, é confrangedora a situação do Pavilhão de Segurança (o famoso “Panóptico”), também ele classificado de Interesse Público em 2001, que alberga parte do espólio do Museu de Arte Outsider. Com efeito, o edifício precisa de aprumo, limpeza e manutenção, e, tão importante quanto isso, o museu precisa de ser divulgado e acarinhado para ser do conhecimento e fruição de todos, o mais rápido possível.

Podem o Governo e a CML contar sempre com o nosso empenho em contribuir para a salvaguarda e boa fruição pública do antigo Hospital Miguel Bombarda.

Aproveitamos o ensejo para perguntar ao Senhor Director-Geral do Património Cultural quanto à razão de ainda não ter sido finalizada a classificação do edifício principal do Hospital Miguel Bombarda, aberta que foi em 2014!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Virgílio Marques, Carlos Boavida, Fátima Castanheira, Pedro Ribeiro, Júlio Amorim, Bruno Palma, Jorge Pinto, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Helena Espvall, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Irina Gomes, Miguel de Sepúlveda Velloso, Sofia Casimiro

10/09/2020

A quem de direito... !

As árvores de alinhamento nos passeios da zona da Lapa são preteridas por sinais de trânsito, por sinal bem alinhados a perder de vista.

É impressionante a proliferação de sinalética que constitui já uma verdadeira poluição visual que, nomeadamente em bairros históricos, contribui para a sua descaracterização e dificulta, em muitos casos, a circulação dos peões, maioritariamente pessoas com uma idade avançada.
Tempos houve em que as antenas de televisão nos telhados dos prédios em lisboa, a desfeavam de uma maneira marcante, nomeadamente nos bairros históricos em que os prédios baixos, conferiam à cidade uma forma de poluição visual absolutamente inaceitável.
Hoje, desaparecida essa prática, vimo-nos confrontados com uma nova forma de poluição visual: a dos sinais de transito e demais sinalética que prolifera por toda a cidade parecendo não haver regras e tomando mesmo a forma aberrante em alguns casos.
É por demais notória a ausência de árvores nas ruas da Lapa (Freguesia da Estrela) em oposição com a proliferação da sinalética .Quanto a nós esta situação deveria ser alterada, dando às árvores o espaço que elas merecem, contribuindo para o bem estar físico e psicológico dos lisboetas.
Esperemos que algo possa ser feito para alterar esta presente situação.

Que falta de sentido de cidadania levou as entidades responsáveis a emoldurar uma vista maravilhosa do Tejo com dois horríveis sinais de trânsito?

Pinto Soares

03/09/2020

Plantas do Éden à venda na OLX - pedido de resgate à CML


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, DGPC, Torre do Tombo e media

Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. a nossa consternação e espanto por, neste preciso momento, as plantas originais do Cine-Teatro Éden, se encontrarem à venda na OLX, conforme anúncio disponível aqui: https://www.olx.pt/anuncio/planta-original-cinema-teatro-eden-restauradores-IDv4tTg.html?fbclid=IwAR1Ddf1xO9B8BfikR1VHI2EPnp_bY_7lzAVOOgahrgSsaB4NOZ1FzVajfMI.

Era nossa convicção que tais peças pertencessem, naturalmente, ao Arquivo Municipal de Lisboa, ou seja, fossem Património da cidade.
E é desconcertante, e de certa forma caricato, que, estando a CML e o Arquivo Municipal a assinalar, e bem, os 50 anos sobre a morte do arquitecto Cassiano Branco, estejam à venda na net estas peças por si desenhadas, para aquela que terá sido, porventura, a sua obra maior.

Solicitamos a V. Exas. todo o empenho no sentido de garantirem que estas plantas originais do Cine-Teatro Éden sejam resgatadas e que, juntamente com todo o espólio do arq. Cassiano Branco, fiquem à guarda da CML, para conhecimento e estudo de todo o público, e que, a CML notifique as autoridades com competência para matérias do foro criminal, se for caso disso.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Miguel Atanásio Carvalho, Mariana Carvalho, Jorge Pinto, Vítor Vieira, Ana Celeste Glória, Pedro Henrique Aparício, Inês Beleza Barreiros, José Maria Amador, António Araújo, Maria Ramalho, Pedro Fonseca, Rui Pedro Martins, Carlos Moura-Carvalho, Eurico de Barros, Gustavo da Cunha, Pedro Janarra, Helena Espvall, Bruno Palma, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Pedro Machado, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Sofia Casimiro

28/08/2020

É preciso repor na agenda o projecto de Alameda Verde na 2ª Circular - Memento à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML e media

No dia em que a CML anuncia a re-pavimentação da "Segunda Circular" e uma melhoria do seu sistema de sinalização (https://www.lisboa.pt/segundacircular), medida bem-vinda porque aquela via está em bastante mau estado e continua bastante perigosa, aproveitamos o ensejo para solicitar a V. Exa. e a todo o executivo da CML para que, em ano de Lisboa Capital Verde Europeia 2020, não abandonem o projecto em boa hora anunciado e previsto estar pronto em 2017: 

https://expresso.pt/sociedade/2016-01-06-Segunda-Circular-vai-tornar-se-a-maior-alameda-de-Lisboa?fbclid=IwAR1hhil9XFFYrwi_bZFdKKfiS9ML6IQCvE2kcxmtr9LJJzhWlJqRyhps5tE.

A "Segunda Circular" que todos conhecemos é imprópria de uma cidade civilizada, pelo que o projecto então anunciado por vós não pode cair em esquecimento, só porque o programa concursal correu mal ou porque há quem continue a tocar a buzina com demência.Esse projecto de transformar uma circular perigosa, poluente e feia, numa alameda verde que re-unifique o território, tem que voltar à agenda da cidade e ser executado em tempo útil, para que se acabe com uma via rápida típica do terceiro mundo, que separa bairros da cidade, é uma barreira invisível na mobilidade pedonal, e polui a cidade de forma insuportável. 
A bem de uma Lisboa do século XXI, em que todos queremos viver.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Bruno Palma, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Barbosa, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Helena Espvall, Pedro Ribeiro, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Fernando Jorge, João Pinto Soares, Gustavo da Cunha

Fotos: CML

21/08/2020

Palácio Silva Amado - o que é preciso acontecer para a CML e DGPC intervirem?


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Eng. Bernardo Alabaça
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo
Exma. Senhora Vereadora da Cultura
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. AML e media

 Este é o estado a que chegou o Palácio Silva Amado, sito no Torel e incluído na zona de protecção do Campo Mártires da Pátria, CIP, depois de décadas de abandono, vandalismo, especulação imobiliária e promessas por cumprir, promessas essas sempre anunciadas aos quatro-ventos pelos promotores e apadrinhadas pelos sucessivos responsáveis camarários como sendo “projectos de reabilitação” que dignificariam este palácio. São imagens recentíssimas: 

https://youtu.be/AqxOyS38cwo

Perguntamos: de que estão à espera a CML e a DGPC para, administrativamente, tomarem posse deste edifício e promoverem as obras urgentes de reabilitação que se exigem, ao abrigo das competências que a Lei lhes faculta? Este é um dos locais mais bonitos e incólumes da cidade Lisboa e esta é uma mancha que urge corrigir.

Onde se encontram os painéis de azulejos que tão bem recheavam este palácio?
Foram feitas diligências junto do S.O.S. Azulejo, dos antiquários e casas de velharias? Na feira da ladra?
Quem vigia o extenso jardim? Recentemente foi abatida uma árvore que estava em perigo de cair. Quais as medidas de prevenção in loco contra incêndios?

Nunca ninguém até hoje prestou contas à cidade sobre como foi possível o Palácio Silva Amado ter chegado ao estado em que está, desde que o Ministério da Educação o vendeu a privados em 2006, estamos em 2020.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Pedro Jordão, Pedro de Souza, José Maria Amador, Pedro Ribeiro, Gonçalo Cornélio da Silva, Paulo Trancoso, Sofia Casimiro, Rui Martins, Paulo Guilherme Figueiredo, Beatriz Empis, Helena Espvall, Júlio Amorim, Virgílio Marques, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado, Carlos Boavida, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Fátima Castanheira

19/08/2020

Privatização do espaço público - protesto pela ocupação da Time Out da Praça D. Luís I


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador do Espaço Público
Dr. Carlos Castro


CC. AML, JF, Time Out e media

Serve o presente para darmos conta a V. Exas. da nossa estupefacção e apresentarmos o nosso protesto pelo regresso da CML a práticas que julgávamos definitivamente extintas: a privatização de espaço público.

Com efeito, a permissão dada pela CML à Time Out para ocupar, "esplanadar", no dialecto do promotor, o jardim da Praça D. Luís I, com o enterramento de estacas na placa ajardinada, montagem de cercas e diversas bugigangas, representa, a nosso ver, o regresso a episódios de triste memória de há uma década, quando assistimos incrédulos à cedência a privados de praças e jardins de Lisboa para eventos os mais variados, desde lançamentos de marcas de automóvel a supermercados e a espectáculos de cancionetistas.

Mesmo considerando que esta ocupação do jardim é anunciada como sendo temporária - e todos sabemos como está enraizado o velho hábito de tornar permanente o que é provisório -, não nos parece haver justificação plausível para que a mesma se verifique, muito menos enquanto compensação por eventuais prejuízos decorrentes da COVID19, que não nos parece ser o caso - será assim nas outras cidades da Europa, onde, inclusive, os efeitos do vírus se fizeram sentir de forma infinitamente mais grave do que em Lisboa?
Por sinal, seria expectável que em tempos de vírus, os espaços ajardinados da cidade fossem o mais possível desafogados de estruturas, bancos e afins, para que os cidadãos usufruam do verde que ainda lhes resta.

Acresce que, no caso presente, já é abusiva a forma como o Mercado da Ribeira foi "rebaptizado" Mercado Time Out, permitindo-se àquela revista a colocação do seu logótipo com um letreiro de néon vermelho na fachada principal do mercado histórico.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, Pedro Jordão, Helena Espvall, Jorge D. Lopes, Jorge Pinto, Nuno Castro Paiva, Miguel Fernandes Jorge, Beatriz Empis, Pedro de Souza, Manuel Moreira de Araújo, Irene Santos, Pedro Ribeiro, Sofia Casimiro, Irina Gomes, Pedro Machado, João Pinto Soares, Filipe e Bárbara Lopes, António Araújo

Fotos: João Gonçalves e Revista Time Out online