28/05/2020

Ampliação de edifício junto aos antigos Banhos de São Paulo - pedido de esclarecimentos aos 4 candidatos à OA


Aos Candidatos à Presidência da Ordem dos Arquitectos

Exmos. Senhores Candidatos

Arq. Daniel Fortuna do Couto
Arq. Cláudia Costa Santos
Arq. Gonçalo Byrne
Arq. Célia Gomes


C.C. PCML, AML, Presidente actual Arq. Cidalina Duarte, Presidente da Secção-Sul e Jornal Público

No seguimento do artigo publicado na edição de 26 de Maio do jornal Público (https://www.publico.pt/2020/05/26/local/noticia/ampliacao-ordem-arquitectos-projecto-lisboa-pospandemia-1918053), e independentemente da índole desconcertante das considerações aí reproduzidas, e dos termos e condições do próprio concurso, sobre os quais nos pronunciaremos em detalhe muito em breve.E independentemente, ainda, da reconhecida não actuação e inacção dessa Ordem durante as duas últimas décadas, perante o estado de conservação do edifício em apreço, vizinho à V/sede dos antigos Banhos de São Paulo, edifício esse propriedade da CML à altura, com inquilinos e desde então a precisar urgentemente de obras de conservação;

Solicitamos que nos esclareçam se é vossa intenção levar por diante esta construção dissonante em zona histórica da cidade ou, em vez disso, pugnar pela reabilitação do vetusto edifício oitocentista da Rua da Ribeira Nova, nº 50-60, característico daquela zona e durante décadas desprotegido e ignorado?

Gostaríamos de saber, igualmente, qual o entendimento de cada um de vós, sobre, por exemplo:

* Que tipo de regulamentação em matéria de habitação deve ser desenvolvida na cidade?
* Que tipo de reabilitação do edificado deve ser promovida?
* Qual o papel que será reservado à Ordem na concepção e implementação das políticas de habitação e de reabilitação?
* Qual o entendimento que a OA tem relativamente à observância das regras e preceitos orientadores da UNESCO, ICOMOS, Carta de Atenas, etc. vs. recuperação do património edificado, seja ele de que âmbito e época for?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, João Miguel Mesquita, Bruno Palma, Miguel de Sepúlveda Velloso, Gonçalo Cornélio da Silva, Rosella Ballabio, Eurico de Barros, Maria João Pinto, Virgílio Marques, Rui Martins, Pedro Jordão, Jorge Pinto, Helena Espvall, Irene Santos, Jorge Pinto, Helena Espvall, Irene Santos, Fernando Jorge, Maria Ramalho, Maria do Rosário Reiche

27/05/2020

Sem comentários

Já se passaram não sei quantos anos da finalização dos trabalhos na Av. Ribeira das Naus (que necessita de nova intervenção urgente, pois o estado da calçada é indescritível) e na esquina com o Largo do Corpo Santo continuamos com o passeio neste estado.

Remodelação de passadeiras em Arroios



Depois de finalizados os, muito necessários, trabalhos de remodelação de passadeiras na freguesia de Arroios, no início da Rua Damasceno Monteiro, este é o estado em que deixaram a obra. Convém referir que os pilaretes foram derrubados/arrancados, ainda durante o período em que decorriam os trabalhos e havia operários na zona. Não obstante, foi neste estado que deixaram a obra. Acrescento ainda que já fiz 3 queixas no portal Naminharua, e o máximo que consegui foi que remediassem a falta de pedras da calçada, como se vê na fotos seguinte, com areia, terra e um pouco de alcatrão.


Parque de motas da PSP?

Depois de inúmeras queixas, continua o espetáculo diário do parque ilegal de estacionamento de motos no passeio, em frente à PSP na Rua da Palma. Quase que somos levados a perguntarmo-nos se são motos de agentes da própria esquadra da PSP.

21/05/2020

Pedido de obras urgentes/pedido expropriação do Prédio do Tijolo (MIM)

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, JF Estrela, DGPC e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o edifício da Rua Possidónio da Silva, nº 19-33, mais conhecido por “Prédio do Tijolo” (1891-1892), é um edifício notável da cidade de Lisboa e por isso foi muito justamente classificado Monumento de Interesse Municipal (classificação publicada em Boletim Municipal, 28.12.2017).

No entanto, desde a sua classificação pela CML que o “Prédio do Tijolo” foi vendido e revendido, todos os seus moradores foram desalojados, e não se efectuaram quaisquer obras de recuperação, mormente nos seus interiores com elementos decorativos, e a tardoz, nas suas famosas galerias.

Solicitamos, pois, à CML, à semelhança do solicitado em 2014, que proceda a nova intimação ao proprietário no sentido de serem efectuadas as obras de recuperação do imóvel e, no caso de tal não ser acatado pelo proprietário, tome posse administrativa do imóvel ou proceda à sua expropriação, de modo a que este edifício singular seja devidamente recuperado e de novo habitado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Pedro Cassiano Neves, Helena Espvall, Rui Martins, Eurico de Barros, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Pedro de Souza, Fernando Jorge, Filipe Teixeira e Miguel de Sepúlveda Velloso

Fotos de Pedro Cassiano Neves

Enquanto isso, no Fonte Nova:

Enquanto isso, no Fonte Nova:

Exmos senhores boa tarde, tomei ontem conhecimento deste forum que acho deveras util e interessante.

Anexo algumas fotos tiradas da minha casa esta manhã e passo a explicar quanto segue:

1) Moro em Benfica, numa das torres do centro comercial Fonte Nova

2) Fui informada de que, abusivamente, a administração do referido centro comercial colocou SEM CONHECIMENTO DA ADMINSITRAÇÃO DE AMBAS AS TORRES estes novos aparelhos de ar condicionado no terraço, comum às duas torres.

Inclusivamente eu estava em casa quando vi a policia a visitar esta obra horrorosa.

O terraço é uma zona de lazer (ver baloiços ao fundo numa das fotos) e tb tem um campo de tenis. Sobretudo nesta altura, o terraço é bastante utilizado pelos condóminos que fazem caminhadas, corridas, há crianças que brincam e ha pessoas que simplesmente apanham sol.

Uma coisa é haver pequenos aparelhos de ar condicionado que servem para refrigerar o centro comercial, mas outra coisa é esta construção enorme e horrivel que, para além de ocupar uma enorme parte do terraço, tem as "chaminés de exautão" viradas para cima, sabendo-se lá que tipo de vapores sairão dali.

3) Estou deveras preocupada com esta situação - comum a muitos condóminos, pois para além de me sentir invadida por este mamarracho, acredito tb que possa desvalorizar um dia as casas dos pisos mais baixos, caso as queiramos vender.

Muito agradecia que publicassem no vosso BLOG estas fotos.

À vossa disposição, agradeço a avossa atenção e envio os meus melhores cumprimentos.

Christina Martins»

20/05/2020

Requalificação da R Bartolomeu Dias(Belém) – calcetadas 14 caldeiras de árvores


À SRU Lisboa Ocidental

Exmo. Sr. Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JF e media

No seguimento da requalificação recente da Rua Bartolmeu Dias, em Belém, da responsabilidade dessa empresa municipal, terminada no passado dia 9 de Maio, serve o presente para endereçarmos a V. Exa. o nosso protesto pelo facto de no decorrer da mesma terem sido calcetadas (!) 14 caldeiras destinadas a árvores (ver fotos em anexo).

De facto, até há bem pouco tempo, as caldeiras estavam com terra, o que indiciava que as árvores seriam plantadas, o que se nos afigura ainda mais bizarro, dado, inclusive, o galardão que a cidade de Lisboa ostenta, de Capital Europeia Verde 2020.

Solicitamos, por isso, que sejam plantadas as 14 árvores inicialmente previstas.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rosa Casimiro, António Araújo, Jorge Lopes, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Helena Espvall, Miguel Atanásio Carvalho, João Oliveira Leonardo, Rui Martins, Pedro Malheiros Fonseca, Beatriz Empis, Rui Pedro Barbosa, Maria do Rosário Reiche, Gustavo da Cunha, Pedro Machado, Jorge Pinto, Fernando Jorge

Fotos: JC

19/05/2020

Estado lamentável do Pavilhão de Portugal (MIP) - Pedido de ajuda à 12ª Comissão da AR


Exma Senhora Deputada Ana Paula Vitorino
Presidente da 12ª Comissão de Cultura da Assembleia da República
Exmos. Senhores Deputados


C.C. PCML, AML, DGPC, OA, UL

Este é o estado lamentável e confrangedor em que se encontra hoje o Pavilhão de Portugal, sito no Parque das Nações, Prémio Valmor e classificado Monumento de Interesse Público (Portaria n.º 240/2010, DR, 2.ª Série, n.º 62, de 30-03-2010).

Uma vez que nem a Câmara Municipal de Lisboa, nem a Direcção-Geral do Património Cultural, muito menos a Universidade de Lisboa, entidade a quem o edifício foi cedido em 2015 (*); parecem interessar-se pela preservação e dignidade deste edifício emblemático da Exposição Universal de 1998 e hoje Património de Portugal;

Somos a solicitar o empenho de Vossa Excelência e dos Senhores Deputados-Membro da 12ª Comissão da Assembleia da República, no sentido de pedirem esclarecimentos à reitoria da Universidade de Lisboa quanto a este estado de coisas, não só pelo exposto mas porque aquando da cedência do mesmo pela CML, a UL comprometeu-se publicamente pela «reabilitação e manutenção do espaço, vocacionando-o como centro de investigação e promovendo diversas atividades de divulgação de ciência, arquitetura e promoção da lusofonia».

Cremos, inclusive, haver motivos mais do que suficientes para ser reavaliada a cedência deste Monumento à Universidade de Lisboa, uma vez que os propósitos iniciais estão longe de ser observados.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Pedro de Souza, Rui Martins, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Gustavo da Cunha, Bruno Palma, Ana Celeste Glória, Jean Teixeira, Virgílio Marques, António Araújo, Irene Santos, José Morais Arnaud, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, José Maria Amador

Fotos: Sérgio Miguel Godinho

(*) O edifício foi pelo Estado à UL a título definitivo.

18/05/2020

15/05/2020

O confinamento e as varandas de Lisboa


O Confinamento que nos é imposto pela pandemia que agora nos aflige, possibilitando uma maior permanência em casa, pode ser um bom pretexto para tornarmos Lisboa mais florida, ao mesmo tempo que temos a possibilidade de desenvolver em cada um de nós o gosto pelo conhecimento do reino das plantas. Também as Juntas de Freguesia devem ser convidadas a participar cedendo de forma gratuita bolbos e plantas para a sua varanda.


Pinto Soares

11/05/2020

Outra excelente notícia, desta vez vinda da DGPC:

A Ourivesaria Barbosa Esteves está, finalmente (há 2 anos que estava "Em Vias", depois de quase outro tempo desde que foi entregue o pedido de classificação), a 30 dias de estar definitivamente classificada Monumento de Interesse Público (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/133321166/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=133321134).

Ou seja, a fabulosa loja pode já não ser ourivesaria mas assim já ninguém pode mexer nem no interior (móveis, candeeiros, etc.) nem na fachada.

Foto: Artur Lourenço para o Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa.

Viagem virtual por alguma da obra de Jorge Colaço:


Por ocasião do Dia Nacional do Azulejo (6 de Maio), aqui fica a excelente obra realizada pela IP – Infraestruturas de Portugal e a IP Património, em parceria com a CP – Comboios de Portugal, a viagem virtual pela obra de Jorge Colaço, incluída nas Rotas dos Azulejos: https://www.infraestruturasdeportugal.pt/sites/default/files/flipbook/RotaJorgeColaco/index.html

Obrigado, Paula Lourenço de Azevedo!

08/05/2020

A Casa dos Vinte e Quatro vai reabrir ao público!


Uma grande notícia para Lisboa, sem dúvida, e um obrigado ao vereador Sá Fernandes, que tomou para si esta causa, fora do seu pelouro, e garantiu os sucessivos financiamentos da CML para que a obra fosse possível. Aguardemos pela abertura do público e que o Arquitecto, Juiz Presidente da Irmandade, possa estar lá.

E, já agora, um grande obrigado à Ana Alves de Sousa, já que sem ela nada disto teria sido possível, pela simples razão que a Casa dos 24 e a Igreja de São José dos Carpinteiros estavam mudas :-) ... foi qdo? Há 13 anos?

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3181796685173593&id=310292928990664?sfnsn=mo&d=n&vh=e

07/05/2020

R Rodrigo da Fonseca 6-8- Reprovação de projecto de ampliação - aplauso e incentivo à CML


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, JF e media

Vimos por este meio aplaudir a CML e os serviços que V. Exa. tutela, pela reprovação do projecto de alterações e ampliação, com demolição de interiores, da autoria do arq. Manuel Aires Mateus, previsto para o edifício uni-familiar da Rua Rodrigo da Fonseca, nº 6-8.

Trata-se de uma reprovação a aplaudir por ser exemplar, uma vez que o seu contrário significaria a alteração radical, descaracterizadora a todos os níveis, daquele que é um dos raros exemplares autênticos e carismáticos daquele que já foi o bairro mais notável de Lisboa, o Bairro Barata Salgueiro, bairro que tem vindo a ser profundamente descaracterizado ao longo das últimas décadas, conforme é do conhecimento de V. Exa.

Além disso, e mais uma vez, estaríamos perante um projecto de alterações profundas num edifício que, além de intacto, está protegido pela Carta Municipal do Património (item 46.31).

Mandam as boas práticas que devemos promover a reabilitação de facto nos edifícios que claramente são reabilitáveis como é o caso deste. Não estamos perante uma ruína que poderia justificar uma intervenção mais pesada e sem consideração pelos valores patrimoniais.

Congratulamo-nos com a reprovação deste projecto (proc. nº 129/EDI/2019) e incentivamos a CML a continuar a boa prática de fazer respeitar escrupulosamente o Regulamento do Plano Director Municipal em vigor.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Mariana Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Pedro Cassiano Neves, Virgílio Marques, Rui Martins, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, Pedro Jordão, Nuno Fonseca, Nuno Castro Paiva, Bárbara Lopes, Filipe Lopes, Filipe Teixeira, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Jorge Pinto, Beatriz Empis, António Araújo, Pedro Malheiros Fonseca, Fátima Castanheira, Pedro Machado, Manuel Araújo

06/05/2020

Pedido de reprovação a PIP que pretende demolir edifício da Av. Visconde Valmor, 31


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, JFAN, DGPC e media

Solicitamos aos Serviços de Urbanismo da CML, na pessoa de V. Exa., que reprovem liminarmente o Pedido de Informação Prévia nº 540/EDI/2020, relativo à demolição do edifício existente na Avenida Visconde de Valmor, nº 31, com vista à construção de um edifício com 8 andares acima do solo e 4 pisos enterrados para estacionamento automóvel.

É absolutamente espantoso que, em plena segunda década do século XXI, haja promotores e arquitectos que submetam projectos desta natureza, designando-os por "reabilitação" e destruindo, pura e simplesmente, um imóvel dos primórdios das Avenidas Novas (o edifício data de 1904 e foi construído por Olímpio Cotrim de Sousa), que está em bom estado de conservação e, mais a mais, que consta da Carta Municipal do Património (item 23.101).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Eurico de Barros, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Miguel L. Oliveira, Rui Martins, Mariana Carvalho, Rui Pedro Barbosa, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Jorge Santos Silva, Jorge Pinto, André Santos, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, Filipe Teixeira, Irene Santos, António Araújo, Pedro Cassiano Neves, Miguel Atanásio Carvalho, Pedro Machado, Nuno Caiado, Fernando Jorge, Bruno Rocha Ferreira, José Maria Amador, Filipe e Bárbara Lopes

Lago do Jardim da Estrela


Chegado por e-mail:

«Caros CIDADANIALX,
Este é o estado do lago grande do Jardim da Estrela hoje ao final do dia.
A água está parada e muito suja, dezenas de peixes mortos ou a agonizar !
O que terá acontecido aos gansos e patos ? Desapareceram ...
Talvez a vossa intervenção possa ajudar a que a CML possa intervir com URGÊNCIA !
Obrigado,
BLS»

05/05/2020

Novo projecto para a antiga Litografia de Portugal:


Então e o que resta da Lithographia de Portugal (http://canthecan.net/collectible/4-breve-historia-da-litografia-%E2%80%A2-sua-introducao-e-primeiros-passos-em-portugal/)?

Depois de terem estropiado, vai para 15 anos, muito do que lá estava, e de já ter caducado o projecto surreal dos cogumelos/bungallows, está em apreciação na CML um projecto do arq. Saraiva, que até que nem é mau :-) tem verde e não é surreal.

P.S. Diz, quem sabe, que ali existiu o famoso palácio dos Condes de Soure (onde viveu D. Catarina depois de vir viúva de Inglaterra) e depois do terramoto um teatro do Bairro Alto, mas parece que o arq. e os seus historiadores não sabem nada disso, arqueologia é pedra :-)

30/04/2020

Conversadeiras do Terreiro do Paço - Louvor e pedido à CML e ATL


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Director Executivo da ATL
Dr. Vítor Costa


CC. AML, DGPC e media

Congratulamo-nos com a decisão de, finalmente, a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação de Turismo de Lisboa avançarem com a recuperação/reposição do “muro das namoradeiras” do Terreiro do Paço, consubstanciada em proposta agendada para discussão na Reunião de CML de hoje.

É de facto inexplicável como se foi adiando a sua recuperação ao longo de quase 15 anos, desde a inauguração da estação de metropolitano do Terreiro do Paço, passando pelas obras desenvolvidas pela Frente Tejo para esta mesma praça e as obras realizadas na Avenida Ribeira das Naus.

Vimos, portanto, endereçar os nossos parabéns à CML e à Associação de Turismo de Lisboa por este passo decisivo na recuperação/reposição das conversadeiras, e relembrar para a necessidade de a obra garantir a reposição dos blocos de pedra removidos e a recuperação dos blocos estropiados, bem como o respeito, o mais possível, da configuração do muro original.

Apelamos igualmente a V. Exas. para que garantam a reposição da totalidade das antigas colunas de iluminação que pontuavam todo o muro, e que foram removidas inclusivamente antes das obras do Metropolitano de Lisboa. As mesmas deverão estar nos armazéns do Metropolitano e/ou da CML. Na eventualidade de haver alguns candeeiros que tenham desaparecido, solicitamos que, à semelhança do que foi feito na reformulação do Cais do Sodré, sejam mandadas executar réplicas. Porque tais candeeiros, como as fotos em anexo documentam, eram e são peças indissociáveis da estética e beleza do muro.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Maria João Pinto, Júlio Amorim, Helena Espvall, Beatriz Empis, Ana Celeste Glória, Filipe Teixeira, Gustavo da Cunha, Paulo Lopes, Guilherme Pereira, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Maria Ramalho, Fátima Castanheira


Fotos de Arnaldo Madureira (1959) e Armando Maia Serôdio (1965), ambas in Arquivo Municipal de Lisboa

...

Resposta do Director Executivo da ATL:

«Boa tarde:

Agradeço a vossa comunicação, que é bastante estimulante.

Informo que a reposição do muro das namoradeiras cumpre todos os requisitos por vós referidos, nomeadamente a reposição das antigas colunas de iluminação.

Com os melhores cumprimentos

Vitor Costa»

29/04/2020

Bairro Azul - Conjunto de Interesse Municipal - Novo pedido de Regulamento


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

CC. PCML, DGPC, JF e media

Como será do conhecimento de V. Exa., o Bairro Azul está classificado como Conjunto de Interesse Municipal desde 2011 (Edital n.º 22/2011 de 1-03-2011 da CM de Lisboa publicado no Boletim Municipal n.º 890 de 10-03-2011), tendo o processo de classificação demorado 6 anos a ser terminado, uma vez que a abertura do mesmo ocorreu em Fevereiro de 2005.

Sendo essa uma vitória para a cidade, na verdade, de 2011 até hoje que se aguarda pelo desenvolvimento de um Regulamento específico para o Bairro, uma vez que enquanto o mesmo não for criado e implementado, não existirão nem regras para serem cumpridas quanto à salvaguarda e reabilitação dos edifícios classificados como CIM, nem mecanismos legais por parte da CML para as fazer cumprir.

Em 2014, depois de muitas solicitações da Comissão de Moradores do Bairro Azul e de nós próprios, Fórum Cidadania Lx, o anterior Vereador anunciou que os serviços de Urbanismo estavam a desenvolver um “manual de boas práticas” como substituto do Regulamento, uma vez que a criação deste implicaria a formulação de um novo Plano de Pormenor para o local. Foi, inclusive, disponibilizada para consulta uma versão tentativa e preliminar desse manual.
De então a esta parte, contudo, desconhece-se qual o destino desse manual e se houve qualquer aplicação prática do seu conteúdo.

Pelo exposto, cremos que só mesmo com a elaboração de um Regulamento próprio se poderá defender, de forma categórica, este conjunto de edifícios Art Déco-Modernistas classificado Conjunto de Interesse Municipal.Só dessa forma se evitarão mais descaracterizações irreversíveis como as que motivaram, por exemplo, os nossos protestos em 2019 (http://cidadanialx.blogspot.com/2019/03/reclamacao-por-obra-ilegal-na-av.html), 2018 (http://cidadanialx.blogspot.com/2018/11/edificio-195-av-aa-aguiar-bairro-azul.html) e em 2016 (http://cidadanialx.blogspot.com/2016/02/destruicao-e-ampliacoes-no-bairro-azul.html).

Estão em causa elementos essenciais do ponto de vista de integridade e genuinidade que caracterizam a época construtiva em presença, como sejam a manutenção do número de pisos dos edifícios e o tipo de coberturas tradicionais deste bairro, e o tratamento das fachadas principais (materiais das portas e janelas, cores).
Mas também a compartimentação dos interiores (com a demolição de paredes, essencialmente) e a alteração das características mais valiosas dos mesmos, seja nos apartamentos seja nas escadas (destruição de estuques, substituição de pisos em madeira, bem como a substituição dos mosaicos das w.c. e cozinhas, das pedras de cozinhas e das ombreiras das marquises, a substituição dos apliques de época das escadas).
Isso e as várias alterações nas fachadas a tardoz, com uma série de marquises a apresentaram soluções estéticas as mais variadas.Igualmente, a introdução de elevadores se tem revelado confrangedora, com o desfigurar dos vãos das escadas. Cremos que esta é uma área em que a acção pedagógica da CML será fundamental, tal como o deveria ser um pouco por toda a cidade histórica: há que incutir nos proprietários e moradores a necessidade de encontrarem soluções estéticas e técnicas que não impliquem a destruição dos hall de entrada e das escadas, aproveitando os vãos de respiradores das escadas ou promovendo soluções partilhadas a tardoz, prédio a prédio, como já se faz noutros países.

Solicitamos, pois, a melhor atenção de V. Exa. para a necessidade de a CML, finalmente, passados que estão 19 anos (!) sobre a classificação, definir e implementar um conjunto de regras específicas para a salvaguarda e recuperação dos edifícios que constituem o Bairro Azul, classificado Conjunto de Interesse Municipal, um conjunto de regras que abarquem o exterior e os interior dos edifícios, mas também os respectivos logradouros, cuja percentagem de permeabilização está muito aquém do exigido pelo PDM, quanto mais o aconselhável a um conjunto Classificado.

Aproveitamos a ocasião para a necessidade de uma abordagem idêntica ao Bairro das Colónias, conjunto idêntico ao Bairro Azul e que, pelo maior número de arruamentos e edifícios que envolve, e pela autenticidade e relativo bom estado de conservação que apresenta, assume uma tal valia patrimonial e histórica, que há muito justifica uma classificação a nível nacional.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Ana Celeste Glória, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Gustavo da Cunha, Helena Espvall, Pedro Jordão, Irene Santos, Paulo Lopes, António Araújo, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Morais Arnaud, Fátima Castanheira, Maria Ramalho

28/04/2020

Sobre o quiosque histórico do Príncipe Real...


A resposta da Fabrigimno: «Boa tarde,

Exmos. Senhores,

De acordo com o solicitado somos a informar que fomos consultados para fazer a reparação e restauro do referido quiosque. Mais se informa que da analise que fizemos à mais de um ano, onde concluímos que o quiosque estava em perigo de ruina e por isso aconselhamos a sua reparação com a máxima urgência.

Infelizmente só agora houve autorização e quando pretendíamos começar os trabalhos de consolidação e restauro, verificamos que a degradação da sua sustentação era total, sorte foi não ter havido nenhum acidente.

De imediato tivemos de proceder à remoção cautelosa da coberta, corpo, capeamento exterior da base e demolição total da mesma que se encontrava totalmente apodrecida.

Assim será reconstruído o que tiver de ser reconstruído e restaurado o que poder ser restaurado e todos os trabalhos serão feitos nas instalações da FABRIGIMNO e pela FABRIGIMNO, certamente por alguns dos operários que já fizeram o restauro da cobertura e parte do corpo à mais de 20 anos.

Sem outro Assunto

Atenciosamente,

Tiago Gil»

Foto de Fernando Manuel de Jesus Matias, em 1959 (in Arquivo Municipal de Lisboa)

Ainda sobre a desavergonhada reitoria...


A resposta dos serviços de Urbanismo da CML:

«Exmos Senhores,

Na sequência da denúncia relativa à remoção da placa removida do edifício Ventura Terra, informamos o seguinte:

1. Os serviços municipais só tiveram conhecimento dos factos atinentes à remoção da placa afixada na fachada do edifício Ventura Terra, propriedade da Universidade de Lisboa, pela informação/denuncia apresentada pelo Fórum Cidadania.

2. Nessa sequência, em 11 de março de 2020, foi realizada uma vistoria ao local, tendo a Policia Municipal informado que a destruição da placa teria decorrido de um acidente, o que, aliás, foi reiterado pelo proprietário do edifício em declarações à comunicação social.

3. Na sequência da referida vistoria, os serviços do Município enviaram comunicação à Universidade de Lisboa alertando para a necessidade de repor a referida placa evocativa do edifício Ventura Terra.

4. Em 25 de abril de 2020, a Universidade de Lisboa informou de que já foi reposta uma réplica exa​ta da placa, conforme fotografia em anexo, assim como foi esclarecido que o restauro da placa original aguarda oportunidade para ser executado, atenta a atual crise de saúde pública.

Com os melhores cumprimentos,

Rosália Russo
Diretora Municipal do Urbanismo»

23/04/2020

Restauro do quiosque histórico do Príncipe Real - Pedido de esclarecimentos à empresa Fabrigimno


Exmos. Senhores

C.C. PCML, AML, JF e media

No seguimento da desmontagem feita ontem do quiosque histórico do Príncipe Real, o qual, lembramos, está protegido pelo PDM de Lisboa (item 22.04B - Quiosque UNICEF da Carta Municipal do Património anexa ao respectivo Regulamento), serve o presente para solicitar esclarecimentos da v/parte sobre o seguinte:

1. O trabalho de recuperação do quiosque será feito pela própria Fabrigimno, ou será adjudicado por esta a uma outra empresa ou especialista? Quem?
2. Que tipo de recuperação será feito? O restauro escrupuloso do quiosque, conforme à Carta do Património, ou está prevista alguma modificação/ampliação?

Lembramos a V. Exas. que este quiosque histórico é um dos mais belos e representativos da Lisboa romântica, e por isso mesmo está inscrito na lista de bens protegidos pelo Plano Director Municipal de Lisboa, pelo que tudo faremos para garantir o sucesso desse restauro, isto é, que o quiosque seja devolvido imaculado ao Príncipe Real e à cidade.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Beatriz Empis, José Maria Amador, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Pinto, Maria Ramalho e Catarina Portas e João Regal

Anexo: Foto de Fernando Manuel de Jesus Matias, em 1959 (in Arquivo Municipal de Lisboa)

22/04/2020

Protesto pela demolição e ampliação edifícios nº 34-36 e 38 Praça Amoreiras


Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto pela confirmação, em 31.1.2020, da aprovação feita anteriormente pela CML, em 23.8.2019, do projecto de demolição de interiores e ampliação de 2 pisos (processo nº 315/EDI/2018) dos edifícios dos nº 34-36 e 38 da Praça das Amoreiras, conforme imagem em anexo (perfis).

Recordamos que se trata de um par de edifícios que consta na Carta Municipal do Património anexa ao PDM [item 46.06 Conjunto arquitetónico / Praça das Amoreiras, 2 a 8, 25 a 32, 34 a 48 e 49 a 59, Trav. das Águas Livres, 2 a 8 e 10 a 14, Trav. da Fábrica dos Pentes, 2 a 6 e 3 a 9, Rua João Penha, 13 a 15 e 16 a 32 e Trav. da Fábrica das Sedas, 1 a 49 (Antigo) Bairro Fabril das Amoreiras], edifícios dos mais antigos da zona e por isso de valor patrimonial reforçado, pelo que a demolição dos seus interiores só seria possível se o edifício apresentasse estado de pré-ruína o que, manifestamente, não se verifica.

Recordamos que a ampliação da sua fachada para 2 pisos implicará uma mudança radical na leitura da Praça das Amoreiras, violando ainda a Zona Especial de Protecção do Aqueduto das Águas-Livres, Monumento Nacional, uma vez que altera as vistas de e para aquele conjunto classificado.

Voltamos a insistir para a necessidade de mudança de paradigma na área da reabilitação urbana, uma vez que este projecto não é reabilitação urbana, uma vez que nem o edifício precisa de demolido para ser recuperado, nem a praça precisa de ter um edifício com o dobro dos pisos para que haja renovação no seu tecido social. Isto não é urbanismo, é apenas construção civil.

Pelo exposto, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto e evite o continuar de um entendimento erróneo do que deve ser a Reabilitação Urbana, e com isso se possa inverter uma política urbanística que consideramos não só retrógrada e atentatória ao património da cidade, que é de todos, como contrária ao espírito do Plano Director Municipal em vigor.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Irene Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Cassiano Neves, Alexandre Marques da Cruz, Maria Ramalho, Rui Martins, Jorge Pinto, Luís Serpa, Gustavo da Cunha, Guilherme Pereira, Pedro Jordão, Virgílio Marques, João Oliveira Leonardo, Júlio Amorim, Jorge Lima, Beatriz Empis, Martim Galamba, Mariana Carvalho