Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
19/12/2012
PASSEIOS DE LISBOA: habitat de pópós particulares
Os passeios de Lisboa: Rua das Janelas Verdes, Calçada do Marquês de Abrantes (Santos) e Rua de São Paulo. Que se lixem os peões.
17/12/2012
LISBOA MEDIEVAL: Rua de O Século
15/12/2012
Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes.
Sá Fernandes .... contrapoder ?!? ... "Ansiedade" ... só se for ... para mais poder Político ...
Um discurso já ouvido e uma troca de galhardetes
Na parte final do percurso ainda há muito a fazer, mas o corredor já é uma realidade aprazível. Sá Fernandes prometeu muitas mais inaugurações
Mais uma vez, José Sá Fernandes e António Costa falaram da "utopia" tornada realidade entre o Parque Eduardo VII e Monsanto, e da "felicidade" que sentem com a obra feita. Na conclusão de cada um dos troços do corredor verde antes inaugurados, ou no lançamento de cada um dos que foram sendo feitos, já se ouvira o mesmo discurso, destes e de outros oradores. Ontem, a cerimónia foi mais completa e serviu para que Sá Fernandes falasse do que já fez e do que conta fazer. Serviu também para que ele e Costa trocassem galhardetes e celebrassem a aliança que os une desde 2007. O antigo eleito do BE prometeu que até Outubro inauguraria muita coisa mais, como a Quinta da Paz, o jardim do Campo Grande, ou a ligação pedonal do Parque Eduardo VII ao Parque da Bela Vista, em Chelas. E garantiu que "o aperto de mão " que deu a António Costa há cinco anos valeu a pena. "Valeu a pena acreditar. Conseguimos evitar urbanizações neste percurso", disse, referindo-se a projectos do banco Santander, do Sporting e da EPUL que barravam o caminho ao sonho de Ribeiro Telles. António Costa confirmou que a "grande dificuldade" foi "remover os obstáculos" representados por esses "compromissos" com muitos anos. Sobre Sá Fernandes disse que ele mostrou que "o protesto e o contrapoder são necessários", e garantiu que a cidade "vai ter muita obra" graças à sua "ansiedade". À margem do passeio efectuado pelo corredor verde pela comitiva inaugural ficou, porém, o muito que o frenesim camarário não conseguiu resolver a tempo da cerimónia agendada para ontem - sem razão conhecida, quando ainda muito faltava fazer. O miradouro fronteiro à Universidade Nova está longe de estar pronto e o jardim da Quinta do Zé Pinto, a cargo da EDP, ainda há-de ter semanas de obras antes de se poder plantar seja o que for. Mas Sá Fernandes garantiu que "só falta semear na altura certa". José António Cerejo in Público
"Ilustrações" .... inseridas ... por Jeeves
11/12/2012
10/12/2012
Travessa do Fala-Só
Chegado por e-mail:
«Boa noite.
Quero desde já deixar uma palavra de apreço a todos os Cidadãos que divulgam e reportam neste Blog, imagino que só com o amor que vocês têm pela cidade de Lisboa é que esta divulgação persistente de todos os problemas da cidade de Lisboa é feita.
Vou ser breve, quero partilhar algumas fotos que comprovam o estado lamentável em que se encontra a Travessa do Fala-Só, (uma zona um pouco escondida) mesmo ao lado da Calçada da Glória por onde passam muitos Turistas.
Gostava de permanecer Anónimo.
Muito Obrigado.»
09/12/2012
08/12/2012
LISBOA MEDIEVAL: Paço da Rainha
03/12/2012
Caos e destruição no Miradouro de Nossa Senhora do Monte!!
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público,
Exmo. Sr. Presidente da Junta da Graça
O Fórum Cidadania Lx vem manifestar grande preocupação pelo cenário de caos e destruição com que ontem nos deparámos no Miradouro de Nossa Senhora do Monte, e de que enviamos uma selecção de fotografias à atenção de V. Exas., demonstrando que:
1. Todo o espaço público, e respectivos equipamentos, está extremamente vandalizado (muros, pavimentos, candeeiros, etc.), incluindo a Capela.
2. O miradouro, assim como os arruamentos de acesso (R. de N. Sra. do Monte, R. de S. Gens e Tv. do Monte), apresenta graves problemas de higiene urbana (deposição de resíduos fora do horário, dejectos caninos, varredura insuficiente). Inaceitável também é a presença de viaturas abandonadas na via pública (Ex: R. de S. Gens 12 e Travessa do Monte 32-A).
3. Na área do miradouro estão, há vários anos, 3 caldeiras sem árvores (logo aproveitadas para estacionamento selvagem).
4. Os acessos pedonais estão comprometidos pelo estacionamento selvagem, pelo que seria aconselhável instalar pilaretes nos passeios.
5. O Miradouro apresenta problemas de segurança tanto durante o dia como durante a noite.
É nesta vergonha que consiste a “opção estratégica” de aposta na requalificação dos miradouros da nossa cidade?
Considerando a extraordinária importância deste Miradouro, não podemos deixar de chamar a atenção de V. Exas. para a vergonhosa situação em que ele se encontra e apelar para uma acção de limpeza, plantação de árvores em falta e ordenamento do estacionamento. Por último, poderia a CML estudar a instalação de um quiosque no Miradouro, ajudando assim a manter o local mais habitado e seguro.
Com os melhores cumprimentos,
Fernando Jorge, Paulo Ferrero, António Rosa de Carvalho, Mónica Albuquerque, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim, João Mineiro, Jorge Pinto, Rossella Ballabio, Nuno Caiado e Beatriz Empis
CC: AML, ATL, Media
12/11/2012
Comer junto a monumentos é um problema exclusivamente italiano?
Por Liliana Pascoal Borges
«Em Roma quem comer nas praças pode ser multado até 500 euros. Na capital portuguesa esta lei faria sentido? Ou há problemas de gestão de espaço público mais importantes?
Há cerca de um mês, a autarquia de Roma colocou em vigor uma lei que proíbe "acampar ou construir abrigos improvisados" e "parar para comer ou beber". A lei, que estará em vigor a título experimental até ao final deste ano, causou grande polémica.
Um mês depois, o PÚBLICO teve conhecimento que duas estudantes espanholas, que se encontram a viver em Roma sob o projecto de mobilidade académica Erasmus, foram "convidadas a circular", enquanto comiam um gelado numa praça italiana e que se têm registado relatos de situações idênticas. Em Belém, por exemplo, são comuns os grupos que chegam em excursões e trazem a sua "merenda". Acabam por ficar ali na zona, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, o que, ao contrário do que acontece na capital italiana, é legal.
O presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Rosa, não concorda que a solução para o desrespeito que se verifica contra o património esteja no método italiano. Apesar disso, admite que existem problemas que advêm deste hábito. Recentemente, o autarca presenciou a entrada de um turista no Mosteiro dos Jerónimos com um refrigerante. O dito turista terá achado que o melhor local para abrir a lata de sumo seria dentro do monumento, considerado desde 1983 Património Cultural da Humanidade. Ao abri-la, a bebida com gás acabou por cair no chão. Um ataque ao património, sustenta Fernando Rosa, que para ser combatido precisa de maior vigilância e avisos, mas não de multas. "Na minha opinião as multas não são uma solução sustentável, principalmente nos tempos que correm. Mas existe, de facto, um desrespeito que deve ser combatido."
Já para Fernando Jorge, um dos membros do Movimento Cidadania Lisboa, mais do que proteger o património de migalhas ou pingos de bebidas, é a proliferação de resíduos de lixo na cidade que o preocupa, especialmente na zona do Bairro Alto e Castelo de São Jorge. Também para Fernando Jorge "a solução nunca está em multar as pessoas", recordando algumas das suas experiências no estrangeiro, sugerindo-as como alternativas. "Há uns anos atrás, quando fui a Barcelona, deram-me uma brochura, já não sei se era da câmara ou do turismo, que incentivava a ter comportamentos responsáveis e eu achei o projecto muito interessante", partilha Fernando Jorge. Defende por isso uma aposta em "campanhas de sensibilização com turistas, em locais estratégicos como o aeroporto". Dentro deste universo é ainda possível restringir o público-alvo, "principalmente a tripulantes em regimes de low cost que têm hábitos de sair à noite e que deixam lixo nas ruas, em praças e jardins", diz.
António Rosa de Carvalho, também membro do Movimento Cidadania Lisboa, concorda com esta opinião e acrescenta que o problema não é falta de legislação, mas aquela que existe não ser clara. Itália tem uma sobrecarga de turistas brutal e constante e por isso tem de responder a esta procura, mas Lisboa tem outro tipo de problemas, comenta. "Há vários aspectos de sobrecarga em termos de higiene", afirma, destacando os exemplos do Largo Camões e de São Pedro de Alcântara, zonas limítrofes ao Bairro Alto, um dos pólos mais movimentados na noite lisboeta. "Há uma subcultura que deixa as suas marcas nos espaços, garrafas, copos, muitos dos objectos partidos", enumera, deixando os espaços sujos e o chão pegajoso, como é o caso das escadas à volta da estátua de Camões, no largo a que dá nome. "Lisboa precisa deste movimento nocturno, isto compreende-se, até um certo ponto de equilíbrio", diz. Acrescenta que esta sujidade é prejudicial para a imagem da cidade e que cabe à câmara ter um papel pedagógico e tomar atitudes.
"Os problemas estão detectados, mas a câmara ou não reage ou fá-lo com uma resposta de três ou quatro linhas. Ficamos sem saber o efeito das queixas. A resposta apenas nos informa que a queixa foi recebida e encaminhada", queixa-se António Rosa de Carvalho. "Quando a própria câmara não faz aquilo que é pedido, os próprios cidadãos não têm capacidade de cumprir", aponta António Rosa de Carvalho, queixando-se de falta de coerência e clareza. "Há falta de regras na utilização do espaço público", comenta. Para António Rosa de Carvalho, a autarquia sente-se inibida, incapaz de legislar de uma forma mais rigorosa. "Como é que eu posso responder à lei, se a própria câmara não me dá respostas aos problemas registados?", pergunta, destacando também os casos de lotação de estacionamento na zona da Sé de Lisboa, com autocarros turísticos a obstruírem a rua e os passeios.
António Rosa de Carvalho diz-se a favor de regras, pois crê que só elas podem levar as pessoas a aceitarem e mudarem e sugere uma medida de padronização para combater o lixo urbano: "As pessoas usam sacos de plástico das superfícies comerciais, o que não é o mais indicado e por isso há uma maior propagação de cheiros."
Apesar do papel das autarquias, considera serem dois os protagonistas: a câmara, que deve agir com uma política clara, e o próprio público, que deve ser disciplinado. "O contrário é inaceitável em Roma e tem de o ser em Lisboa também", diz António Rosa de Carvalho.»
10/11/2012
POSTAIS DA BAIXA: Rua de São Nicolau
04/11/2012
RUA DE SÃO MAMEDE, ao CALDAS
27/10/2012
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa....
..se isto fosse o seu quintal, o Sr. levava visitas para sua casa ?
Por aqui se passeiam centenas de turistas diariamente ! É este o cartão de visita que vamos continuar a distribuir por todo o mundo ?
Chega de impotência e incompetência….é favor meter mãos à obra.
23/10/2012
Apêlo ao Presidente da CML para combater o estado de imundície da cidade de Lx
Dr. António Costa
CC. Vereação, AML, JF. Media
O estado de imundície generalizada em que a cidade caiu, e donde não parece ter capacidade para sair, leva-nos a enviar a V. Exa. este apêlo!
Envergonha-nos a nossa cidade pelo estado de sujidade permanente a que chegámos. Consideramos deplorável o panorama da higiene da cidade; insustentável, intolerável e incompatível com o cosmopolitismo que se pretende para Lisboa. Precisamos devolver a todos o orgulho pela cidade, envolvendo todos os movimentos cívicos, serviços, organizações de comerciantes, jornais... daí termos elaborado este quadro diagnóstico-acção que colocamos à consideração da Câmara Municipal de Lisboa.
Vimos solicitar, por isso, uma entrevista ao Sr. Presidente da CML para discutirmos o problema das más práticas generalizadas em matéria de publicidade e de higiene urbana, que são, as nosso ver, a razão maior para o estado de sujidade em que a cidade se encontra e que nos deve envergonhar a todos.
Aguardando uma resposta, apresentamos os melhores cumprimentos
Nuno Caiado, Rita Matias, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Carlos Leite de Sousa, João Leitão, Ana Alves de Sousa, Fernando Jorge, Mónica Albuquerque, Pedro Malheiros Fonseca, João Filipe Guerreiro, José Toga Soares, Álvaro Ferreira de Passos, Andreia Prado e Paulo Lopes
11/10/2012
As 4 pragas de Benfica.....
Os passeios esburacadas pelo "trabalho" de alguns….e o parqueamento selvagem de outros é um postal de Benfica. Idosos, deficientes, pessoas com carrinhos de bebé....que se desenrasquem !
....
10/10/2012
O Castelo da Porcaria?
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público,
O Fórum Cidadania Lx, em solidariedade com os moradores da colina do Castelo, em particular os das freguesias do Castelo e de Santiago, vem protestar junto de V. Exas. pelos problemas de higiene urbana que estão a afectar toda aquela zona histórica da nossa cidade.
Segundo fomos informados - e após confirmação in loco durante este fim de semana - as freguesias da colina do Castelo não têm recebido a atenção que habitualmente tinham por parte do departamento de higiene urbana da CML.
Os arruamentos não são lavados há quase um mês, os passeios estão imundos com dejectos caninos, as papeleiras transbordam de lixo, ratazanas, os edifícios estão vandalizados com graffiti e por todo o lado se vêem lixeiras selvagens.
Devido à recolha insuficiente de resíduos, falta de funcionários e fiscalização insuficiente, toda aquela zona está transformada num cenário que não é digno do coração da cidade histórica - como se constata pelas imagens em anexo.
Tal como já referimos em outras comunicações e alertas, somos da opinião que a CML não está a ser capaz de dar resposta ao aumento de resíduos na cidade, fruto, em parte, do aumento do número de turistas que nos visitam. Não basta atrair turistas a Lisboa, é preciso ser capaz de prevenir e gerir todos os novos problemas associados a esta nova realidade.
No caso concreto das freguesias do Castelo e de Santiago, não podemos esquecer que apesar da população residente não passar de algumas centenas, a área destas duas freguesias está sujeita ao stress de mais de 1 milhão de visitantes anuais.
Solicitamos a V. Exas., portanto, o desenvolvimento rápido de uma resolução deste problema que afecta aquela que é a colina mais histórica de Lisboa.
Melhores cumprimentos
Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim e Nuno Caiado
08/10/2012
O Marquês já respira melhor, mas a Avenida ainda precisa de mais terapia.
Desde o início apoiei esta iniciativa como absolutamente necessária, e reconheci nela uma das poucas medidas de Costa e sua equipe que demonstraram visão e coragem na sua arriscada mas necessária implementação ... Também a atitude primária e manipulativa no seu populismo do ACP, além da tentativa precipitada e desonrientada do PSD de aproveitamento político ficaram então, registadas...
António Sérgio Rosa de Carvalho.
O Marquês já respira melhor, mas a Avenida ainda precisa de mais terapia
Por Carlos Filipe in Público
Alguns sinais positivos para o ambiente após 15 dias do novo esquema de circulação no principal eixo viário de Lisboa não disfarçam queixas e grandes faltas de adaptação e informação dos condutores
Ao completarem-se, hoje, 15 dias após o início da fase experimental do novo esquema de circulação e mobilidade no Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, principal eixo viário de Lisboa, há indícios positivos de melhoria da situação global, mesmo que alguns dos sinais sejam mais claros que outros. Acima de tudo, respirar-se-á melhor em toda a zona - o objectivo nuclear do pacote de medidas de melhoria da qualidade do ar. Todavia, uma radical alteração de hábitos dos automobilistas e as deficientes informação e sinalização podem condicionar o sucesso do plano ou criar vícios de difícil resolução.
O grande problema sempre foi a Avenida da Liberdade, onde a concentração de poluentes há anos que vai disparando alarmes, em especial no que respeita às partículas, em parte geradas pelo tráfego automóvel e que concorrem em prejuízo do sistema respiratório. As ultrapassagens aos valores-limite (e mesmo às margens de tolerância) são sancionáveis pela legislação europeia (já transposta para o edifício jurídico português), razão pela qual Portugal foi alertado para o seu incumprimento em sede da Justiça comunitária.
Um plano de medidas foi adoptado internamente, juntando organismos estatais e do poder local para um compromisso comum na aplicação de medidas de mitigação da poluição. No caso da Avenida da Liberdade, para onde foi criada uma Zona de Emissões Reduzidas - uma daquelas medidas -, já se verificou, desde Janeiro deste ano, 59 dias em que a concentração de partículas ultrapassou o máximo de 35 excedências autorizadas em todo o ano. Todavia, aqueles valores carecem ainda de ponderação, ou não estão validados, uma vez que terão que ser considerados factores exógenos ao local das medições, que podem ir desde a ocorrência de ventos que transportem os poluentes aos efeitos de incêndios.
Porém, os dados mais recentes registados pela estação da Avenida da Liberdade, e disponibilizados diariamente na base de dados da Agência Portuguesa do Ambiente (www.qualar.org), revelam uma ligeira progressão positiva desde 16 de Setembro, dia do início do período experimental (que vigorará até Dezembro). Ainda sem ponderação ou validação científica.
Onde pára o trânsito?
"Isto para nós está melhor, mas se houvesse mais uma faixa de rodagem na rotunda exterior seria óptimo", conta André Figueira, taxista, com 30 anos de experiência na praça de Lisboa. O motorista profissional explicou então o seu ponto de vista: "Quando sigo pela rotunda interior, noto que há muito menos trânsito, roda-se melhor e não há tantos problemas na altura de sair, o que também acontecia devido à azelhice de muitos e pela presença dos autocarros. E a verdade é que se sai bem para a Avenida da Liberdade. O problema é rotunda exterior, pois há muita gente que pára para a entrada ou saída de passageiros e logo aí isto pára tudo."
André Figueira admite que os demais automobilistas não têm a vida muito facilitada, mas que ainda haverá falta de informação. "Foi mau nos primeiros dias, pelas filas criadas na descida da Joaquim António de Aguiar, e ainda poderia estar melhor o cruzamento com a Barata Salgueiro, onde já se pode virar à esquerda", sublinha o taxista.
Também o Automóvel Clube de Portugal, desde o início muito crítico relativamente ao modelo de alterações - no período de consulta pública apresentou mesmo sugestões alternativas -, classicando-o de "experimentalismo", acabou por aplaudir a alteração pontual que minimizou os efeitos dos engarrafamentos. Porém, o modelo de distribuição do trânsito através do final do acesso vindo das Amoreiras está longe de corresponder às expectativas. Apesar de existirem painéis de informação espalhados pelo Marquês e Avenida, mas de difícil leitura, e de haver agentes da Polícia Municipal (PM) no local, as dúvidas estão longe de estar suprimidas. São muito poucos os que, oriundos da A5, sabem como melhor aceder à Duque de Loulé.
A agente da PM colocada perto da saída da boca do túnel explica ao PÚBLICO: "Desce-se o primeiro troço da Avenida e sobe-se pela lateral que dá acesso à rotunda exterior."
Há automobilistas que hesitam. Percorrido todo o túnel das Amoreiras, e sem informação prévia, uma vez chegados ao Marquês tentam meter pela rotunda exterior, o que não é permitido. "Há outra forma, simples, de se aceder à Duque de Loulé, que é utilizar a saída do túnel pela Fontes Pereira de Melo e virar na primeira à direita, a Martens Ferrão, novamente à direita, para a Sousa Martins e depois para a Luciano Cordeiro, que cruza a meio da Duque de Loulé", descreve o vereador para a mobilidade, Fernando Nunes da Silva.
Redução e acalmia
"Ainda temos afinações a fazer, mas há sinais claramente positivos, e, sem errarmos muito, correspondem ao que desejávamos, pois a rotunda funciona com melhor escoamento do trânsito e deixou de haver conflitos no cruzamento da Alexandre Herculano. Dali para norte percorre-se toda a Avenida e Marquês e só se pára no primeiro semáforo a chegar a Picoas. Também temos notado que a circulação de peões na zona do Marquês está muito mais facilitada, com trânsito muito mais sossegado nas laterais, também virtude da introdução das zonas 30 [velocidade máxima permitida]. Com tudo isto, temos já a certeza que há diminuição de tráfego na Baixa", diz o autarca.
O responsável pela mobilidade anunciou igualmente que vão ser criadas minipraças de táxis em várias secções dos corredores laterais. Diz não ter ainda uma reacção dos comerciantes locais às alterações introduzidas, mas da parte da transportadora Carris afirmou ter recebido uma resposta positiva, pois o tempo de passagem do Marquês (agora unicamente pela rotunda exterior) aumentou apenas em um minuto. "Para tal deverão também contribuir alguns conflitos resultantes de paragens de autocarros para tomada e largada de passageiros na zona dos hotéis, algo que teremos de resolver", esclareceu.
Há outros problemas de difícil resolução, caso do cruzamento com a Rua das Pretas e a Praça da Alegria, via muito procurada pela manhã, com acesso, na parte superior, ao Príncipe Real, através da Calçada da Patriarcal, criando ali alguns constrangimentos. O mesmo se passa na Castilho e Braancamp, que passou a ter dois sentidos para todo o tipo de veículos. "Há uma grande procura e alguma acumulação de tráfego na confluência da Rua das Pretas, pelo que estamos a estudar alternativas. Poderemos mesmo, em horas mais difíceis, criar uma zona de intermitência no corredor Bus, permitindo que a ele acedam as viaturas particulares, mas também nos regozijamos que um dos eixos que apontámos como alternativa aos condutores - a circular das colinas - esteja a ser mais utilizado, através da Infante Santo, Alexandre Herculano e Conde Redondo. Com um túnel sob a Estrela ainda seria melhor", defende o vereador. Aquela circular, uma ideia com décadas, teve um novo impulso com a aprovação do Plano de Urbanização do Vale de Santo António, que contempla um túnel sob a Penha de França, para a ligação entre a Mouzinho de Albuquerque e os Anjos.
Luta contra a suspensão de partículas no ar
Soprar folhas anula objectivos da lavagem das ruas
Uma das medidas contempladas no Plano de Melhoria da Qualidade do Ar, talvez a de mais simples aplicação, pressupõe a frequente lavagem das ruas de maior circulação automóvel, que no caso de Lisboa é a Avenida da Liberdade. A Câmara de Lisboa há muito que o faz, e com regularidade.
Aquele expediente mais não serve que para fixar as partículas inaláveis geradas pelos gases de combustão automóvel e que após suspensão ficam depositadas no solo. A varredura de água e o escoamento para o sistema de drenagem eliminá-las-á, evitando que voltem a ficar em suspensão por acção do vento ou da simples deslocação de ar.
Se assim é feito, e o PÚBLICO comprovou-o quarta-feira, a meio da manhã, na Avenida da Liberdade, também é verdade que outros factores de limpeza poderão estar a comprometer a bondade de tal medida. Paralelamente à passagem da viatura de lavagem de rua, equipas de limpeza dos jardins da Avenida, munidos com maquinaria sopradora de folhas, levantam nuvens à sua passagem, e naquelas, inevitavelmente, as tais partículas, leves como cabelos, voltam a ficar em suspensão, novamente inaláveis, e como tal prejudiciais à população.
O PÚBLICO questionou o gabinete do vereador responsável pelo espaço público e limpeza urbana, José Sá Fernandes, para saber o propósito de tais medidas e a regularidade com que são aplicadas. No entanto, não obteve qualquer resposta. C.F.
07/10/2012
30/09/2012
27/09/2012
E isto vai ficar assim quantos anos...?
Dezenas de moradias clandestinas foram demolidas há talvez 10 anos aqui junto ao Cemitério de Benfica....o entulho e a lixeira ficaram.
Se o que lá estava antes era ilegal....o que lá ficou é o quê ?
19/09/2012
LIXO na cidade de LISBOA
«Exmo. Senhor Dr. António Costa,
É a segunda queixa que apresento na expectativa de eco por parte de V. Ex. ou dos serviços municipais; uma vez mais, como Munícipe e Contribuinte, muito agradeço que me seja facultado o nome do responsável pelo sistema de recolha de lixo da cidade de Lisboa.
Irei continuar a lutar contra o desleixo a que a CML nos obriga a viver diariamente, e isto apesar dos impostos municipais a que todos somos obrigados.
O lamentável espectáculo da mais pura imundice continua sem qualquer controlo ou melhoria (ver fotografias); a cidade permanece com um sistema de recolha de lixo manifestamente insuficiente para as necessidades quotidianas, fedorenta pela ausência de lavagens e com diversas pragas (ratos e baratas) consequentes deste absoluto desleixo e abandono das questões essenciais.
Além do óbvio de que as imagens são expressivas (valem mil palavras), também as lavagens das ruas são profundamente deficitárias e o odor a urina e cocó de cão imperam em cada rua, esquina e miradouro. Solicito, também, e uma vez mais, o calendário das lavagens (com ÁGUA) nas zonas do Príncipe Real e de Santos-o-Velho para o mês de Outubro.
Resumindo, ao abrigo dos meus direitos de Contribuinte, pretendo por parte da CML as seguintes respostas objectivas:
- Nome do responsável pelo sistema de recolha de lixo de Lisboa;
- Nome do responsável pelo sistema de lavagem das ruas desta cidade, presentemente imunda;
- Calendário para o mês de Outubro das lavagens da rua (repito, com ÁGUA) nas zonas do Príncipe Real e Santos-o-Velho e a respectiva periodicidade, de forma a conseguir extrapolar aos meses seguintes.
O nojo, os níveis de porcaria e insalubridade atingidos são, no mínimo, intoleráveis, dignos duma cidade do terceiro mundo... Será que não têm vergonha do serviço que estão a prestar? Será que não possuem uma réstia de brio profissional?
Aguardo uma resposta célere, com os meus melhores cumprimentos,
Mónica Albuquerque
Fotografias do Príncipe Real»
12/09/2012
LISBON IS AFRICA. IS THIS OK, yes or no?
21/08/2012
Sim ... existem alternativas, mais confortáveis, menos ruidosas e menos poluentes ... para os improvisados "teco-tecos" aparentados de "scooters" incomodativas e poluentes ...
Foi com imenso prazer que li as reacções e comentários ao "post"original ... Repare-se que o editor ao publicar algo, pretende divulgar e estimular precisamente este tipo de reacções ... publicação não é sinónimo de apoio ou concordância ... mas vontade de informar, divulgar, debater ...
Bem, deixo-vos ... agora sim ... com uma alternativa a estes ruidosos e poluentes "besouros" amarelos ... um veículo 100% eléctrico ...
António Sérgio Rosa de Carvalho ( Yours ... Jeeves )





