14/10/2021

Os Músicos do Tejo: Sábado 16 Outubro às 21:00 Concerto na Igreja do Menino Deus

21/09/2021

Desapareceu Monumento a Gomes Freire de Andrade /São Julião da Barra - Pedido de esclarecimentos ao MDN

Exmo. Senhor Ministro da Defesa Nacional
Doutor João Gomes Cravinho


Como é do conhecimento de V. Exa., o monumento erigido a Gomes Freire de Andrade no local onde este foi executado, em São Julião da Barra, estava num terreno (o Recinto Gomes Freire) à guarda da Marinha, sendo a responsabilidade pela sua conservação da esfera do Exército.

Constatado no local o desaparecimento do referido monumento e a existência apenas do plinto do cruzeiro, sobre a Praia da Torre, sem que haja até ao momento qualquer esclarecimento sobre o seu paradeiro, solicitamos a V. Exa., Senhor Ministro da Defesa Nacional, que nos esclareça sobre o paradeiro deste monumento, quais as razões que levaram ao seu desaparecimento, quem tal autorizou, e se está prevista e quando a sua recolocação.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Pedro Jordão, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Eurico de Barros, Luis Mascarenhas Gaivão, Maria Teresa Goulão, Beatriz Empis, Carlos Moura, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Carlos Boavida

CC. PM, CEMMarinha, CEMExército, Media

17/09/2021

Abertura de novo procedimento de classificação do «Conjunto urbano da Avenida Duque d'Ávila, 18 a 32 F, e Avenida da República, 10 a 10 F»

Boa notícia: foi publicado hoje aviso de novo procedimento de classificação do quarteirão notável da Av. Duque d'Ávila (entre as avenidas da República e Defensores de Chaves), cujo 1º procedimento caducou.

«Abertura de novo procedimento de classificação do «Conjunto urbano da Avenida Duque d'Ávila, 18 a 32 F, e Avenida da República, 10 a 10 F», em Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa»: https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/171441573/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=171441553&fbclid=IwAR3g5gVcloSIE0CV_FAfRu9MpIYTKZFhQx-bZezzgT77u1lnJ3TYFT7UgOM

Foto de 1927, in arquivo d'O Século, via blog Lisboa de Antigamente.

06/09/2021

Nota de imprensa: Fórum Cidadania Lx - Associação

Por considerarmos necessária e urgente a existência de uma Associação que tenha como objecto as causas fundadoras do Fórum Cidadania Lx, em 2004, temos o prazer de comunicar a refundação do mesmo na "Fórum Cidadania Lx - Associação", constituída por escritura notarial em 6 de Agosto de 2021.

A "Fórum Cidadania Lx - Associação" tem, assim, como objecto "a promoção e a defesa da qualidade de vida, ambiente, urbanismo, cultura, tempos livres e património material e imaterial na área geográfica correspondente ao Distrito de Lisboa, e em defesa do património edificado, espaço público e património arbóreo respectivos" (artigo 2º dos estatutos), propondo-se "desenvolver todas as actividades necessárias e convenientes à prossecução do seu objecto e com ele conexas, nomeadamente, se necessárias, quaisquer diligências em direito permitidas que se afigurem adequadas a esse propósito, de natureza preventiva ou outra" (artigo 3º).

Em sede da 1ª Assembleia Geral, de 3 de Setembro de 2021, foram eleitos os membros da Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal da "Fórum Cidadania Lx - Associação", bem como definidos os montantes de quota anual e jóia para os novos associados.

Lisboa, 6 de Setembro de 2021.

A Direcção

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Ramalho e Nuno Caiado

26/08/2021

Palacete Mendonça - Construção de Muro

O muro que agora se constrói é, todo ele, uma afronta ao jardim, à cidade e aos lisboetas!

Em 2016 o Palacete e o Parque Mendonça foram adquiridos pela Fundação Aga Khan. Era enorme a expectativa em relação ao restauro deste Património Classificado.

http://cidadanialx.blogspot.com/2018/02/ainda-sobre-desilusao-geral-em-volta-do.html

No entanto, desde que se iniciaram as obras, em 2018, foram sucessivos e insistentes os alertas dados relativamente ao projecto e à forma como os trabalhos estavam a ser realizados: Cidadania Lx., Plataforma em Defesa das Árvores, Associação Vizinhos das Avenidas Novas, Comissão de Moradores do Bairro Azul e muitas outras organizações, paisagistas e moradores, eram unânimes na condenação do que estava a acontecer.

O que se passa dentro do Palacete Mendonça? (dn.pt)

Serão abatidas árvores centenárias na nova sede da Fundação Aga Khan, em Lisboa – O Corvo

Ao longo destes anos foram publicadas centenas de fotografias e inúmeras notícias em jornais e facebooks, enviados dezenas de e-mails para a Câmara Municipal de Lisboa, para a Direcção Geral do Património Cultural, para a Junta de Freguesia de Avenidas Novas e mesmo para sua Alteza o Príncipe Aga Khan.

https://somosarvores.blogspot.com/2018/01/carta-aberta-sua-alteza-o-principe-aga.html?m=1

Comissão Moradores Bairro Azul | Facebook

Apesar de tudo isso - e ainda de intervenções feitas em reuniões de Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas e na Assembleia Municipal de Lisboa -, nada foi explicado ou feito e os trabalhos prosseguiram.

https://issuu.com/comissaomoradoresbairroazul/docs/interven__o_assembleia_municipal_-__a98990a9cae274

https://www.facebook.com/groups/vizinhos.das.avenidas.novas/permalink/862378790632762/

O Parque do Palacete Mendonça, até então um espaço acessível a todos, frequentado por nacionais e estrangeiros, deixou de o ser, continuando até hoje por cumprir as promessas da Câmara Municipal de Lisboa de que o Parque - parte da Estrutura Verde da Cidade – seria visitável.

O Parque e o Palacete, ambos classificados, têm vindo a sofrer sucessivas obras e alterações num constante e inexplicável faz e desfaz visível por quem percorre o Corredor Verde junto ao Palácio da Justiça.

Agora, o muro antigo em pedra, que desde há muito protege o Parque, está a ser alteado com materiais absolutamente inadequados a um jardim classificado, separando definitiva e irremediavelmente o Parque Mendonça do Corredor Verde do qual faz parte.

O alteamento do muro compromete a continuidade visual e ecológica entre este Parque e o Corredor Verde como sempre o entendeu Gonçalo Ribeiro Telles. Por outro lado, os materiais usados não dignificam um bem classificado como este conjunto é.

Estamos perante um acto de desrespeito quer no que se refere à materialidade quer à espacialidade deste valor classificado. Uma vez mais pergunta-se: como é isto possível?

Ana Alves de Sousa

Comissão de Moradores do Bairro Azul

O muro que agora se constrói é, todo ele, uma afronta ao jardim, à cidade e aos lisboetas!
Rosa Casimiro
Plataforma em Defesa das Árvores

23/08/2021

À reflexão dos Presidentes das Juntas de Freguesia de Lisboa

A recente agressão sobre a oliveira centenária do Largo de S. Domingos, que a descaracterizou, sem que para isso tenha sido apresentada justificação e sem aviso prévio, criou por parte dos lisboetas um sentimento de incompreensão e revolta que poderia ter sido evitado se tivesse havido um diálogo prévio com os cidadãos.

No próximo dia 26 de Setembro, terão lugar as eleições autárquicas. Seria bom que os futuros candidatos a eleitos divulgassem a sua política no que diz respeito aos espaços verdes, pois dela irá resultar o sentido de voto dos eleitores, prestando atenção à vontade dos eleitores que mais uma vez demonstraram o seu interesse pelo incremento dos espaços verdes nas cidades, quando no recente Orçamento Participativo de Lisboa um dos três projetos vencedores, com 480 votos:

Pequenas florestas urbanas lisboetas é um projeto orçado em 75.000 Euros para ser executado em 24 meses. Para além de Campo de Ourique são contempladas as Freguesias de Campolide, São Domingos de Benfica, Misericórdia, Santa Maria Maior, São Vicente, Beato, Penha de França, Parque das Nações, Olivais, Marvila, Alvalade, Carnide, Lumiar e Santa Clara.

Tal projeto está igualmente inserido na redução da poluição e preservação/recuperação do ecossistema e da biodiversidade.

A ideia é criar bosques em vários locais da cidade, espaços verdes de baixa manutenção funcionando como pequenos pulmões verdes. Estes espaços serviriam também de abrigo a agentes polinizadores, tais como abelhas, borboletas, caracóis e anfíbios, o que aumentará a biodiversidade da cidade.


João Pinto Soares

28/07/2021

Ante-Plano Tapada das Necessidades - Pedido à CML para tornar público parecer da DGPC

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


CC. AML, JF Estrela, Vereador JSF, DGPC e media

Tendo em conta que o prazo de consulta pública do Ante-Plano do Plano de Salvaguarda da Tapada das Necessidades termina no próximo dia 31 de Julho (https://cidadania.lisboa.pt/consulta-publica/detalhe/2112/plano-de-salvaguarda-da-tapada-das-necessidades?cHash=609af651c3cdd8a444b8ca03f6bcbf17), e que na próxima 6ª Feira, dia 30, às 21h, a CML vai organizar uma sessão online, aberta ao público, de esclarecimento/debate acerca do tema;

E uma vez que, até ao momento, não foi disponibilizado pela CML o parecer técnico da Direcção-Geral do Património Cultural sobre o referido Ante-Plano;

Solicitamos que, tão breve quanto possível e a tempo da sessão pública da próxima 6ª Feira, seja colocado no site da CML, o parecer técnico daquela DGPC, datado de 12 de Julho.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Carlos Moura, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Carlos Boavida, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Trancoso, Ana Celeste Glória, Fátima Castanheira, Gonçalo Cornélio da Silva, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Gustavo da Cunha

Foto: Famigerado restaurante projectado para o antigo zoo e, actualmente, a única fonte de discórdia com a CML (fonte: site da CML)

24/07/2021

Protesto à CML por 3 projectos a aprovar em 27 Julho - Quartel Cabeço de Rola/Palacetes Alto Mearim e Alves Machado/Tabaqueira

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo

CC. AML, DGPC e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. o adiamento das propostas nº 617/2021, nº 6189/2021 e nº 622/2021, agendadas para a Reunião Extraordinária do dia 27 e relativas, respectivamente, a projecto de demolição e construção no antigo Quartel de Cabeço da Rola, na Estefânia (processo n.º 186/EDI/2020), obras de alteração e ampliação nos palacetes Conde do Alto Mearim e Alves Machado, sitos na Rua do Salitre (antiga sede da Fundação Oriente, processo nº 1734/EDI/2018) e obra de demolição, construção e relocalização do edifício da Tabaqueira, em Marvila (EDI/2021/229)

Com efeito, solicitamos estas 3 propostas sejam retiradas para re-avaliação e eventual correcção, uma vez que a aprovação tal como estão acarretará impactos significativos em termos do património histórico e das zonas consolidadas onde os mesmos se encontram, numa palavra, da autenticidade da cidade.

Assim,

1.Relativamente ao projecto de demolição e construção no antigo Quartel de Cabeço de Rola, com vista à sua transformação em habitação, e não tendo nada a opor quanto ao uso futuro proposta, o mesmo tem, a nosso ver, dois aspectos que importa corrigir: um aumento gigantesco da volumetria do edificado existente, que implicará um forte impacte na leitura do mesmo desde e na Rua da Escola do Exército, e, mais grave, a construção de caves para estacionamento automóvel, contrariando, mais uma vez, as boas-práticas em termos de permeabilização dos solos e, acresce, o espírito que presidiu à revisão do Plano Director Municipal em 2012. (foto 1)

2. Relativamente ao projecto do arq. Frederico Valsassina para os dois palacetes classificados Monumentos de Interesse Público (Portaria n.º 617/2020, DR, 2.ª série, n.º 203, de 19-10-2020, Palacete Alto do Mearim incluindo o seu jardim, e Portaria n.º 663/2018, DR, 2.ª série, n.º 237, de 10 dezembro 2018, Palacete Alves Machado), temos bastante receio quanto ao previsível impacto das obras sobre os estuques e a pintura decorativa daqueles palacetes. E receamos pelo piso em mansarda a construir no Palacete Alto Mearim, tal como lamentamos profundamente que o Pavilhão de Caça seja demolido; bem como a casa dos caseiros no palacete Alto Mearim.

Relativamente ao novo edifício, surpreende-nos o carácter contrastante do mesmo com os dois edifícios oitocentistas, não entendendo como a DGPC terá emitido parecer positivo a este novo corpo!

Também receamos que a piscina e o spa possam colocar em perigo a consolidação daqueles terrenos, pelo que esperamos que a fiscalização das obras seja rigorosa, ao invés do que se passou na Costa do Castelo! (foto 2, 3 e 4)

3.Relativamente ao projecto de demolição, reconstrução e relocalização do que resta do edifício histórico da Tabaqueira, referência da arquitectura industrial da cidade e em situação de completo abandono e vandalizada desde que foi vendida pela EDP a privados, situação agravada pelo desligar do seu lote do projecto global de Renzo Piano para Braço de Prata (recorde-se que em 2002 o projecto de Piano contemplava a sua recuperação, tendo mesmo sido atribuída à arquitecta Grazia Repetto a transformação da Tabaqueira em museu gastronómico), voltamos a criticar o que já havíamos criticado aquando do primeiro projecto do atelier STC, há cerca de 2 anos:

Não queremos acreditar que, em pleno 2021, se defenda a construção de corpos acoplados a um edifício histórico, compensando a agressividade da nova construção, com uma "recriação" fantasiosa do edifício histórico, numa operação de maquillage, abatendo o que resta da estrutura em ferro, retirando a emblemática e soberba porta principal do edifício e trasladando-a para o lado oposto do edifício, virada ao rio, como se fosse adereço de cenário. Custa-nos que tal aconteça e que a CML aprove esse cenário, quando o que se esperaria era a recuperação honrosa deste edifício singular.(fotos 5, 6 e 7)

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Vítor Vieira, Eurico de Barros, Helena Espvall, Paulo Guilherme Figueiredo, Carlos Boavida, Virgílio Marques, Nuno Caiado, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Paulo Trancoso, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Gustavo da Cunha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Teresa Goulão, Irene Santos, Jorge Pinto, Gonçalo Cornélio da Silva, Pedro Henrique Aparício

23/07/2021

Novo projecto para os 3 prédios abandonados da Fontes Pereira de Melo - Aplauso à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, Arq. Valsassina e media

Serve o presente para transmitirmos à Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa de V.Exa., o nosso aplauso fervoroso pelo facto de submeter a discussão da reunião de CML do próximo dia 27 o processo nº EDI/2021/385, relativo a um novo projecto de alterações para o conjunto de edifícios abandonados da Avenida Fontes Pereira de Melo, de que anexamos algumas imagens virtuais.

Com efeito, não sendo o projecto ideal, porque, uma vez mais, estamos perante o esventramento do subsolo para efeitos de estacionamento automóvel, com a consequente impermeabilização do solo e uma maior presença de carros no centro da cidade, onde por sinal existem metropolitano e várias carreiras de de autocarro, trata-se de um projecto que representa uma vitória para a cidade e para todos quantos lutaram para que aquele conjunto singular da Avenida Fontes Pereira de Melo não fosse demolido.

Não podemos deixar de lhe transmitir o nosso aplauso pelo empenho que teve para que se garantisse a salvaguarda e a recuperação dos três edifícios. Estendemos o nosso agradecimento ao arquitecto responsável por este novo projecto, arq. Frederico Valsassina, e ao promotor, pois sem a receptividade deste último nada teria sido possível.

Não nos esquecemos que sobre estes três prédios de Cândido Sotto-Mayor, as últimas referências (a par do Palácio Sotto-Mayor) de um Património em que esta artéria do "eixo central" foi outrora extremamente rica, pendeu o camartelo bem como uma série de projectos inenarráveis, durante mais de duas décadas, desde que foram demolidos os dois prédios vizinhos das respectivas laterais.

Muito obrigado.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Fonseca, Virgílio Marques, Paulo Torres, Helena Espvall, Luís Mascarenhas Gaivão, Miguel Atanásio Carvalho, Gustavo da Cunha, Júlio Amorim, Carlos Boavida, João Oliveira Leonardo, José Maria Amador, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Pedro Henrique Aparício

16/07/2021

Anexo topo palacete R. São Pedro Alcântara vs. "Marquise de Ronaldo" - Pedido de esclarecimentos à CML e DGPC

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vice-Director Geral do Património Cultural
Arq. João Carlos Santos,
Exmo. Senhor Vereador do Urbanismo
Eng. Ricardo Veludo


C.C. AML e media

Serve o presente para solicitarmos esclarecimentos a V. Exas. sobre o não pronunciamento, até hoje, da CML e da DGPC relativamente à queixa por nós apresentada em 2015, e renovada em 2019, que vos dava conta da construção de um anexo, presumivelmente ilegal, no topo do palacete do nº 83 da Rua de São Pedro de Alcântara (hostel The Independente).

Estranhamos tal facto, face ao empenho recente da CML relativamente à construção de uma "marquise" pelo proprietário do 13º piso no topo do edifício da Rua Castilho, nº 203, que foi apelidada, e bem, pelo arq. José Mateus, autor do projecto de alterações ao prédio referido, como "conspurcação ignóbil" do seu trabalho.

Lamentamos que no caso do palacete oitocentista da Rua de São Pedro de Alcântara, que se encontra numa artéria que, ao contrário do quarteirão da Rua Castilho do "203", é histórica e constituiu uma referência patrimonial e turística da cidade de Lisboa, a CML e a DGPC não tenham ainda feito qualquer procedimento com vista à reposição da legalidade e à recuperação da estética fantástica daquela frente de quarteirão, que todos admiramos.

Questionamo-nos se é pelo facto de o projectista do palacete já não se encontrar entre nós ou não ser considerado "autor" pelos seus pares, nem ter, portanto, a oportunidade de recorrer aos media para expor a sua indignação, ou se será pelo facto do autor da marquise do "203" ser uma estrela do firmamento futebolístico e, portanto, uma alvo fácil para a polémica mediática, ou se por outra razão mais subjectiva.

Aproveitamos o ensejo para solicitar à CML um ponto de situação sobre as averiguações da CML, anunciadas publicamente aquando da contestação ao anexo do "Castilho 203" da CML, e aos procedimentos eventualmente já encetados pela mesma no sentido se fazer cumprir a lei, isto é, se já foi dada ordem para a sua demolição.

Muito obrigado.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Fernando Jorge, Helena Espvall, Eurico de Barros, Jorge Pinto, Júlio Amorim, Carlos Boavida, Nuno Caiado, Pedro Jordão, Mariana Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos

Fotos de Fernando Jorge

15/07/2021

S.O.S. Convento de São José de Ribamar (Algés) - Resposta a ofício da CMO

Exmo. Sr. Chefe da Unidade de Dinamização do Património Histórico
Dr. Rui Alexandre Godinho


C.C. PCMO, AMO e media

Gratos pela resposta de V. Exa. de 13 de Julho, em anexo, ao n/e-mail de 3 de Fevereiro de 2021 sobre o estado de abandono a que está votado o antigo Convento de São José de Ribamar (http://cidadanialx.blogspot.com/2021/02/sos-convento-de-sao-jose-de-ribamar.html), não podemos deixar de reafirmar o seguinte:

A Câmara Municipal de Oeiras (CMO), à semelhança das demais autarquias, pode, se assim o entender, proceder a uma série de démarches no sentido de garantir a salvaguarda do património do seu concelho, seja ele da esfera pública ou privada.

No caso presente, e tendo em conta o desiderato tornado público de que a CMO pretende ser Capital Europeia da Cultura em 2027, mais reforçado será o seu poder dissuasor junto dos proprietários deste importante património do concelho de Oeiras, designadamente fazendo:

-Cumprir o Plano Director Municipal de Oeiras (2015) no que se refere o artigo 62º;
-E dar bom uso às competências legais da CMO em termos de imposição de obras de conservação do edificado, recorrendo de imediato a obras coercivas e, se for caso disso, avançando para a declaração de interesse público do presente conjunto histórico-arquitectónico com vista à sua expropriação.

Inclusivamente, a CMO já devia ter classificado o antigo convento como Monumento de Interesse Municipal.

Não nos parece, portanto, de aceitar o argumento usado por V. Exa. de que sendo propriedade privada a CMO nada pode fazer por ela, porque não só pode como deve, vis a vis a sua candidatura ao título de Capital Europeia da Cultura em 2027, cuja propositura será tanto mais forte e ganhadora quanto abranger a recuperação de Património não tanto do que é apenas propriedade da autarquia, ou que lhe foi cedido pelo Estado, mas do património todo o Concelho.

Pode a CMO contar, sempre, com o empenho do Fórum Cidadania Lx no que toca à salvaguarda do Património de Oeiras, tal qual o de todo o distrito de Lisboa, na medida das nossas possibilidades.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Beatriz Empis, Júlio Amorim, Paulo Trancoso, Miguel Jorge, Luís Raposo, Odete Pinto, Gustavo da Cunha, André Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Ana Celeste Glória, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Carlos Boavida, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Irene Santos

Bandeiras electrónicas nos eléctricos históricos - estupefacção e protesto à Carris e CML

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Presidente do C.A. da Carris
Eng. Tiago Farias


C.C. AML e media

Serve o presente para manifestarmos a nossas estupefacção e apresentarmos o nosso protesto pela remoção em curso das bandeiras tradicionais da rede de eléctricos históricos da Carris, para efeitos de colocação de bandeira electrónica NSS, de que dá conta a foto em anexo, relativa ao eléctrico nº 557 da linha E-28, que supostamente será o primeiro eléctrico a receber essas bandeiras (fonte: Diário do Tripulante).

Com efeito, parece-nos uma péssima ideia que, a reboque de uma pretensa modernização do serviço de eléctricos históricos, se desvirtuem estes com um ferramenta electrónica completamente desnecessária neste tipo de eléctrico, destruindo parte importante de todo um imaginário à volta do eléctrico histórico da cidade de Lisboa, pois as bandeiras tradicionais fazem parte do seu encanto tal como a sua mudança manual pelos guardas-freios.

Parece-nos evidente que com esta medida de contornos provincianos os eléctricos históricos começam a deixar de o ser, para grande tristeza da cidade e de quem nos visita.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Maria Teresa Goulão, Carlos Moura-Carvalho, Júlio Amorim, Nuno Vasco Franco, Maria João Pinto, Helena Espvall, Marta Saraiva, José Maria Amador, António Prôa, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Carlos Boavida, Cláudia Ramos, Ana Alves de Sousa, Maria do Rosário Reiche, Paulo Lopes, Jorge Pinto, Pedro Machado, Irene Santos (15.7.2021)

...

Resposta da Carris (19.7.2021):

«Caros (as) Senhores (as)

Agradecemos a vossa comunicação, rececionada via Câmara Municipal de Lisboa.

Considerando o teor da mesma, informamos que o tipo de bandeira referido encontra-se instalado apenas em um elétrico e trata-se de um protótipo, tendo por objetivo a eventual substituição das bandeiras de destino antigas nos elétricos de Serviço Público.

Tendo em conta a grande dificuldade em manter o sistema antigo de bandeiras constituídas por rolos de lona com todas as designações pintadas, fomos obrigados a procurar soluções alternativas e que fossem funcionais e esteticamente aceitáveis. Assim, esta solução com painel de LED´s, é uma das várias soluções que ainda estamos a avaliar, nomeadamente na legibilidade dos painéis à distância, na manutenção do equipamento e também na capacidade de mantermos um aspeto o mais próximo possível do original.

Por último, informamos que os elétricos de Museu manterão todas as suas caraterísticas de origem, incluindo as bandeiras.

Cumprimentos,

Lígia Querido
Núcleo Acompanhamento do Cliente
»

12/07/2021

Tapada das Necessidades

Chegado por e-mail:

«Boa tarde. Estamos em 2021 e devo ter conhecido a Tapada das Necessidades em 2010. Adorei!!!!!!

Ontem fui até lá e o que vi e senti foi uma tristeza e revolta imensas pela profundíssima degradação de um espaço magnífico como aquele. Os animais, pavões, galinhas com pintinhos, gansos, e os demais vêm pedir comida. Os pavões são ariscos como sabemos. Seria maravilhoso se tal não denotasse uma falta de zelo imensa.

A câmara tem um refugio para gatos e uma associação vai dar-lhes comida. Excelente. Mas e o resto? Junto ao muro que separa a Tapada dos jardins do Palácio há um restolho seco, uma quase selva mas sem a qualidade do seu habitat.

No Parque Marechal Carmona em Cascais, há todos estes animais e estão cuidados e felizes !!!!!

Os vidros da estufa estão todos partidos…. abandono total!!!!!!

Os próprios “Amigos da Tapada” já removeram o blog……

Que falta de respeito por quem há tantos anos tinha uma mentalidade muito mais evoluída que a de hoje !!!!

Obrigada.

PS. Enviei este mesmo texto para a Câmara de Lisboa

Zita Madeira»

09/07/2021

Assim também se pode fazer....


Portas de entrada na Universidade de Göteborg em pleno restauro. Com mais de cem anos....e para durarem outros tantos. Fazer bem é sempre melhor....

01/07/2021

Palácio Burnay abandonado, vandalizado e roubado - protesto à DGTF

Exmo. Senhor Director-Geral do Tesouro e Finanças
Dr. Miguel Marques dos Santos

CC. Primeiro-Ministro, 12ª Comissão da AR, MEES, DGPC, PCML, PAML, CES e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o Palácio Burnay, sito na Junqueira e que é propriedade do Estado e está classificado Imóvel de Interesse Público desde 26 de Fevereiro de 1982, encontra-se ao abandono desde a sua desocupação pelos dois Institutos públicos que ali estiveram, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP), que esteve até 2001, e o Instituto de Investigação Científica Tropical, que o desocupou há poucos anos.

Há relativamente pouco tempo, constatámos a existência de janelas abertas ao nível da rua e imediatamente alertámos V. Exa. para a necessidade de as fecharem, até porque essa situação já se verificava desde há vários meses a essa parte, e, portanto, existia elevada probabilidade de se verificaram roubos e ainda maiores actos de vandalismo do que aqueles por que o Palácio tem passado.

Fomos agora alertados para o roubo recente da totalidade das telas existentes na antiga sala de baile do Palácio Burnay, e que ainda existiam aquando da visita de V. Exa. ao Palácio em Abril de 2020 (!), aquando da elaboração de relatórios técnicos pela DGPC.

A nosso ver, estamos perante idêntico figurino ao do Forte de Santo António da Barra, em São João do Estoril, o qual, estará V. Exa. recordado, justificou uma acção popular no Tribunal Administrativo respectivo, contra o Estado, interposta em 2017 por um punhado de associações patrimonialistas, que haveria de ter como consequência uma severa sentença de quem de direito e a transmissão quase de imediato do Forte, do Estado para a Câmara Municipal de Cascais, depois de alguns anos de incúria, saque e vandalismo sob o "cuidado" do Estado e após o desmantelamento do Instituto de Odivelas.

Chegou-nos a informação de que o Conselho Económico e Social estaria a negociar a sua instalação no Palácio Burnay, solução que, não sendo a ideal, certamente possibilitará o estancar na degradação e abandono a que o Estado votou este imóvel histórico da autoria de Nicola Bigaglia.

Lamentamos profundamente que o Estado, mais uma vez, proceda deste modo em relação ao Património que lhe foi entregue por privados para que dele cuidassem, configurando intencionalidade em prol da degradação irrecuperável dos imóveis classificados à sua guarda.

Não podemos aceitar que se repitam situações como a já descrita, ou como a do Paço Real de Caxias, em que o saque e o vandalismo por que passou durante décadas de incúria, sob a titularidade dessa DG e usufruto do Ministério da Defesa, apenas o desvalorizaram em termos patrimoniais e, inclusive, económicos, estes últimos na perspectiva do Programa Revive a quem foi entregue recentemente.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Carlos Moura-Carvalho, Eurico de Barros, Helena Espvall, João Mineiro, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, Luís Mascarenhas Gaivão, Martim Galamba, Marta Saraiva, Jorge Pinto, Carlos Boavida, Júlio Amorim, Bruno Rocha Vieira, Mafalda Magalhães de Barros, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Paulo Torres, Vítor Vieira, Teresa Silva Carvalho, José Morais Arnaud, João Oliveira Leonardo, Fernando Jorge, Pedro Henrique Aparício, Pedro Jordão, Gustavo da Cunha, José Maria Amador, Pedro Machado


Fotos: 3 do blog SOS Lisboa (2008), 3 anónimos (in Google 2x Dezembro de 2020 e 1 de há poucos dias)

N.B. Também seguiu queixa para a Brigada de Obras de Arte da PJ, c.c. PGR.

30/06/2021

Protesto por Licenciamento de obra de alterações em prédio oitocentista da Rua das Pretas

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML e DGPC

Tomámos conhecimento do despacho de deferimento exarado por V. Exa. em 12 de Fevereiro de 2021, sobre o licenciamento de obras de ampliação com alterações a realizar em edifício "pombalino tardio" (curiosidade referida na memória descritiva do projecto), sito nos nº 8-24 da Rua das Pretas (processo nº 2068/EDI/2017), cujo promotor é a empresa Splendimension, S.A.

Entretanto iniciaram-se as respectivas sondagens de estruturas, sendo possível observar desde a rua o estado calamitoso em que agora se encontram os interiores dos pisos das lojas (com fabuloso pé-direito) e 1º andar deste imponente edifício do século XIX, eventualmente já como consequências dessas sondagens, e onde existem ainda, respectivamente, um sistema estrutural de colunas de ferro altas originais, e alguns bons estuques, azulejos e cantaria.

Serve o presente, portanto, para apresentarmos o nosso protesto a V. Exa. e aos Serviços que tutela por, mais uma vez:

-Estimularem o esventramento de um prédio, ainda praticamente original, de uma Lisboa oitocentista, em vez de obrigarem a que os promotores recuperem os imóveis, respeitando os materiais e a compartimentação dos interiores, o que, manifestamente não é assegurado na memória descritiva do projecto, na qual, ao mesmo que se propõe a recuperação dos estuques e a retirada dos azulejos para recuperação e recolocação, se propõe uma nova compartimentação dos apartamentos;
- Não promoverem uma implantação mais inteligente do elevador - ao aprovarem a ocupação simplista na caixa das escadas que em nada contribui para a salvaguarda das qualidades espaciais da escadaria (já foram testadas outras soluções, em reabilitação de prédios desta época, ao se instalar o elevador numa zona adjacente à caixa de escada).
- Distorcerem o espírito do Plano de Urbanização da Zona Envolvente da Avenida da Liberdade, tornando-o num mero instrumento de manutenção de fachadas e alinhamento de cérceas empobrecendo progressivamente o património da cidade enquanto promotores milionários vão somando lucros crescentes;
- Não garantirem sequer a integridade da composição da fachada ao permitirem a destruição de um dos vãos em arco do piso térreo para dar lugar a uma nova porta de entrada de viaturas automóveis o que vai interromper a elegante métrica e composição da fachada principal.
- Aceitarem uma proposta de estacionamento para viaturas automóveis no logradouro que implicará a supressão integral do alçado a tardoz do piso das lojas (incluindo a demolição de parte dele), ficando os novos espaços comerciais sem janelas para o logradouro (que desaparece) ou com porta/janela a abrir directamente para o estacionamento - perguntamos como é possível que os serviços aprovem este tipo de propostas que nada mais são que o resultado de se forçarem os edifícios a receber programas que vão contra a natureza do imóvel.
- Violarem o espírito do Plano Director Municipal em vigor, incentivando a impermeabilização do solo, ao aprovarem a construção de estacionamento ocupando 100% do logradouro, aumentando ainda mais a propensão a cheias numa zona já ciclicamente fustigada por elas, em vez de obrigarem ao desmantelamento dos anexos existentes no logradouro para libertação do mesmo e assim se possibilitar a permeabilização dos solos.

Compreendemos que a CML, dada a já habitual ausência de pronunciamento capaz por parte da DGPC em termos de defesa do conjunto classificado da Avenida da Liberdade (CIP), não queira fazer o que, por lei, não lhe compete em termos de salvaguarda do Património Cultural de Interesse Público, na circunstância o edificado no século XIX, facto que em muito empobrece a cidade; mas continuamos sem compreender a razão por que a CML insiste em praticar o contrário do que defende em teoria no PDM, mais precisamente em matéria de percentagens mínimas obrigatórias de superfície de logradouro permeável e de ratio de estacionamento por habitante/apartamento, até porque se essas percentagens já eram obsoletas aquando da entrada em vigor do PDM, em 2012, muito mais o serão à luz do Urbanismo do século XXI.

Continuamos, pois, a aguardar pela respectiva actualização do PDM, nessa e noutras matérias, em prol de uma capital europeia defensora do Ambiente e do Património.

Finalmente, questionamo-nos sobre o destino a dar à farmácia Galénica, que ainda possui mobiliário e todo um programa decorativo do século XIX in situ, uma loja, refira-se, plena de história.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Santos Silva, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Maria Teresa Goulão, Martim Galamba, Helena Espvall, Pedro Fonseca, Eurico de Barros, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Carlos Boavida, Gonçalo Cornélio da Silva, Gustavo da Cunha, Virgílio Marques, António Araújo, Miguel Jorge, Pedro Jordão, João Oliveira Leonardo, Maria Ramalho, Beatriz Empis, Pedro Machado, José Maria Amador, Teresa Silva Carvalho, Maria do Rosário Reiche (30.6.2021)

...

Resposta da CML (16.7.2021)

«Exmos. Senhores,

Em resposta à exposição apresentada ao Senhor Vereador Ricardo Veludo, a propósito da obra licenciada para o imóvel sito na Rua das Pretas, 8-24 cumpre-nos esclarecer os propósitos da decisão fundamentada que a Câmara Municipal tomou sobre o projeto, relativo ao processo n.º 2068/EDI/2017.

A operação urbanística em análise refere-se a uma obra de reabilitação com ampliação de um edifício com uso misto, adaptando-o ao uso predominantemente habitacional (20 fogos e 3 frações de uso terciário no piso térreo), incluindo a criação de lugares de estacionamento, com recurso a sistema de arrumação por meios mecânicos, num total de 15 lugares.

O imóvel localiza-se em área abrangida pelo Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), em Área Histórica Habitacional do Sector B.

A intervenção estrutural identificada no projeto tem como princípio base a preservação da identidade construtiva e estrutural do edifício, corrigindo danos existentes e melhorando o seu desempenho estrutural face às atuais exigências normativas e de utilização.

Será privilegiada a adoção de materiais compatíveis com os existentes (madeiras e argamassas à base de calou bastardas), limitando o uso de novos materiais como o aço e o betão às situações estritamente necessárias. As alterações decorrentes da nova arquitetura permitem manter na generalidade a tipologia estruturas existente, prevendo-se reparações e reforços estruturais de diversa natureza, inclusivamente para resistência anti-sísmica. Estas ações encontram-se detalhadamente descritas no Relatório de Intervenção Estrutural proposta, anexo à Memória Descritivo do projeto.

Do ponto de vista patrimonial será de realçar que, antecedente a este projeto, decorreu a apreciação do processo 272/EDI/2017, no âmbito do qual foi emitido um parecer desfavorável da Direção-Geral do Património Cultural porque:
“Os representantes da DGPC consideraram não ser possível uma apreciação completa do pedido de licenciamento atendendo a que:
O relatório prévio, elaborado nos termos do Decreto-Lei n.º 140/2009, de 15-6 e da portaria de classificação da Avenida da Liberdade, deverá incluir um estudo mais profundo da condição estrutural do imóvel, indicando qual a metodologia para resolução das anomalias e para implementação das soluções propostas pelo projeto de arquitetura;
O relatório fotográfico dos interiores deverá ser sistemático e não seletivo e a impressão desse relatório deverá apresentar qualidade que permita a sua leitura; Deverá esclarecer-se a solução apontada nos desenhos de revestimento de todas paredes interiores; (…)”

O projeto submetido através do processo 2068/EDI/2017 incluiu alterações e mereceu uma ponderação favorável por parte da DGPC, condicionando ainda assim uma aprovação do projeto à verificação de aspetos de natureza patrimonial: “(…)o projeto é maioritariamente viável, atendendo a que a obra prevista permitirá utilizar o imóvel, mantendo as suas principais características autênticas e a sua contribuição para a singularidade do conjunto classificado. Contudo, importa ainda esclarecer qual o património integrado a preservar e os respetivos métodos de conservação e restauro, incluindo painéis de azulejo, tetos em estuque e pinturas decorativas em paredes. Também deverá ser encontrada solução estrutural de reforço que evite o encamisamento dos pilares metálicos do piso térreo com betão armado.”

No decurso da apreciação do processo, a entidade requerente foi igualmente notificada para esclarecimentos de diversa natureza, incluindo os relativos ao parecer da DGPC, à fundamentação para as demolições projetadas para os efeitos do art. 11º do regulamento do PUALZE, conjugado com o nº 1 do art. 45º do RPDML e à preservação das chaminés e dos tetos em estuque.

Os novos elementos entregues mereceram uma apreciação favorável da Comissão da DGPC que concluiu que o “aditamento em análise refere-se exclusivamente à proposta de restauro ou reconstituição do património integrado.”, e justificaram o enquadramento das demolições preconizadas na alínea d) do n.º 1 do art.º 11º do PUALZE (elementos degradados e sem valor patrimonial relevante).

Do ponto de vista patrimonial salienta-se assim o acompanhamento do projeto pela DGPC, devidamente caracterizado com relatório prévio de contextualização histórico-arqueológica, levantamento fotográfico, análise estrutural e estudo preliminar da estrutura e relatório técnico de conservação e restauro.

Sobre a ocupação do logradouro será de evidenciar a situação pré-existente, com as deficientes condições para a sua fruição pelo facto de os logradouros confinantes se encontrarem ocupados e a cotas superiores em 4 a 6 metros. Foi entendimento dos serviços que a proposta de ocupação do logradouro com estacionamento se enquadra na alínea b) do art.º 26º do PUALZE.

Alçado principal – proposta (peças desenhadas do projeto)

Situação atual – logradouros envolventes (MD do projeto)

Com os melhores cumprimentos.

Rosália Russo
Diretora Municipal do Urbanismo»