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10/07/2019

Pedido de proibição de circulação de viaturas e estacionamento no Palácio Nacional da Ajuda


Exma. Senhora
Ministra da Cultura
Dra. Graça Fonseca


CC. Exmo. Senhor Primeiro-Ministro

Como será do conhecimento de Vossa Excelência, desde que se iniciaram as obras no Palácio Nacional da Ajuda (PNA), a circulação dos veículos para acesso ao pátio interior, ala Norte e ala Sul, faz-se apenas atravessando as arcadas da fachada principal.

Ora é exactamente nessas arcadas que se encontra uma colecção importante de esculturas dos finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX, exemplares estes produzidos pelos melhores mestres escultores desse período como Machado de Castro, Francisco de Assis, João José Aguiar entre outros. Estas obras, que representam as Virtudes, são elementos fundamentais da estatuária portuguesa não se compreendendo por essa razão como podem estar neste momento tão votadas ao esquecimento e em permanente risco.

De facto, por entre elas passam diariamente dezenas de viaturas algumas delas de grande dimensão. A libertação permanente de escapes e o estacionamento de pesados, por vezes a poucos centímetros destas peças são algo que custa a admitir tratando-se do local onde está sediado o Ministério da Cultura e a própria Direcção-Geral do Património Cultural.

Acresce a esta situação, já de si bastante grave do ponto de vista patrimonial, o facto de se observar diariamente a circulação de viaturas e peões num espaço diminuto, muitas vezes grandes excursões de crianças e turistas, podendo afirmar-se assim que se trata, também, de um problema de segurança pública.

Solicitamos a Vossa Excelência, Senhora Ministra, para dar indicações aos Serviços da DGPC e do Palácio Nacional para que deixem de circular (em viaturas oficiais ou não) nesse local, dando assim o exemplo e tendo em conta que existe estacionamento a escassos metros (Largo da Ajuda e em redor da Torre do Galo), proibindo assim a passagem e o estacionamento de viaturas, salvo em situações de extrema necessidade.

Cremos que deste modo iremos a tempo de evitar acidentes e que o conjunto arquitectónico e escultórico continue a sofrer o impacto da poluição.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Virgílio Marques, Bruno Palma, Luís Mascarenhas Gaivão, Jean Teixeira, João Oliveira Leonardo, Alexandra de Carvalho Antunes, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, Maria do Rosário Reiche, Maria Maia, Pedro Jordão, Jorge Pinto, António Araújo, Fátima Castanheira

09/07/2019

Pedido de proibição de estacionamento automóvel no átrio e passeio do MN Azulejo


Exma. Senhora
Ministra da Cultura
Dra. Graça Fonseca


CC. MN Azulejo e media

À semelhança do repto que lançámos há dias à Câmara Municipal de Lisboa no sentido de criar zonas de estacionamento exclusivas a bicicletas e trotinetas eléctricas junto a todas as dependências da CML, na expectativa de que essa iniciativa se estenda às Juntas de Freguesia e a toda a Administração Pública com instalações em Lisboa (vide https://cidadanialx.blogspot.com/2019/07/criacao-de-bolsas-de-estacionamento.html);

Considerando a situação, a todos os títulos deplorável, constatada diariamente no átrio do Museu Nacional do Azulejo (conforme fotos em anexo);

E considerando que mesmo em frente ao referido Museu existe local apropriado para estacionamento automóvel;

Serve o presente para solicitarmos a V. Excelência que desenvolva os melhores esforços no sentido de passar a ser proibido o estacionamento automóvel de funcionários e operações de cargas e descargas no átrio do Museu Nacional do Azulejo, que é um dos museus mais visitados da cidade, e, em vez disso, se criem bolsas de estacionamento para bicicletas e trotinetas eléctricas para todos aqueles que se queiram deslocar ao museu, sejam residentes em Lisboa ou turistas.

E que esse procedimento se estenda, naturalmente, aos demais museus nacionais sob a égide da DGPC, desde logo ao Palácio Nacional da Ajuda e ao Museu Nacional de Arte Antiga.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bruno Palma, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Maria Teresa Goulão, Júlio Amorim, Filipe Teixeira, Ana Celeste Glória, Pedro Jordão, Virgílio Marques, Rui Martins, Fernando Jorge, Pedro Machado, João Oliveira Leonardo, Miguel Atanásio Carvalho, Maria Maia, Fátima Castanheira

14/12/2017

Ainda o Palácio Nacional da Ajuda - Para quando a abertura do público do Jardim das Damas?


Fazendo parte integrante do Palácio Nacional da Ajuda, encontra-se o Jardim das Damas, espaço murado com uma área de 0,7 ha.

De concepção barroca, dotado de um mirante de onde se pode ver o palácio, a cidade de Lisboa, o rio Tejo e a sua margem Sul, encerra valores importantes do ponto de vista ornamental e natural. Nos primeiros sobressaem as cascatas, tanques e fontes, nos segundos, é de referir a existência de uma romãzeira centenária (Punica granatum L.) .

O jardim que sempre fez parte do Paço Real, foi construído depois do Terramoto de 1755 para recreio das senhoras da corte de D. Maria I.

Esperemos que este jardim, há tantos anos aguardando uma requalificação definitiva, possa em breve abrir ao público aumentando substancialmente os vários motivos de interesse para quem visita o Palácio Nacional da Ajuda.


João Pinto Soares