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07/11/2018

Os lisboetas não querem aqui um monstro de betão


“Os lisboetas não querem aqui um monstro de betão”. (foto de Catherine Morisseau)
Rua do Paraíso, ao lado da Feira da Ladra.

Assinem e partilhem a petição! http://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT91017

02/11/2018

Petição contra mais um atentado que se prepara à Lisboa histórica,desta vez em Santa Clara-Santa Engrácia! Assine e divulgue, s.f.f. Obrigado!

Vistas da rua: Antes/Depois (simulação criada a partir da maquete do projecto)

OS LISBOETAS NÃO QUEREM UM MONSTRO ARQUITECTÓNICO AO LADO DA FEIRA DA LADRA! Não à construção de prédios novos que vão descaracterizar o bairro de Alfama/São Vicente!

Para: Para: Exmo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina; Sr(a) Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa; Senhores(as) Deputados(as) Municipais

Nós abaixo assinados, moradores de Lisboa, da Rua do Paraíso e da zona envolvente, não queremos que sejam construídos prédios novos que vão descaracterizar a Rua do Paraíso, rua que dá acesso à emblemática Feira da Ladra e que é frequentada por milhares de pessoas nos dias de feira. Estas construções pertencentes ao projecto Santa Clara vão não só descaracterizar a rua do Paraíso, mas também a zona envolvente, o bairro histórico de Alfama e São Vicente, cuja autenticidade deve ser preservada.

As novas edificações previstas nos projectos Proc. 783/EDI/2017 e 2012/EDI/2017 seriam implantadas no antigo lote do estacionamento do extinto Hospital de Marinha. Este projecto viola as obrigações do PDM que “indica a importância do edifício enquanto integrante do tecido urbano que compõe os alçados da Rua do Paraíso, um arruamento cuja integridade e imagem se pretende preservar” (conjunto arquitectónico da Rua do Paraíso 18 a 112 e 1 a 59, Referência 51.25).

Além disso, ao contrário do que é exposto na memória descritiva, a vista desde o panteão seria largamente afectada assim como a vista desde a zona ribeirinha.

Acresce que, dado o número de habitações que este projecto prevê, o aumento de tráfego que seria gerado tornaria ainda mais caótica a circulação numa zona que, já de si, é difícil.

Em último lugar e não menos importante, os moradores da rua do Paraíso vão perder completamente a exposição solar e a vista do rio que gozam actualmente, acrescido de um aumento significativo de poluição sonora e atmosférica.

Este projecto não apresenta vistas simuladas das fachadas, que iam denunciar a violação do PDM e o impacto da nova construção em termos de volumetria, e que se tivesse teria permitido contestar o projecto à tempo.

A Câmara Municipal de Lisboa tem o dever e obrigação de respeitar os pressupostos que ela própria definiu e deve impedir que seja feito mais um crime arquitectónico numa zona histórica e emblemática de Lisboa. Tem o dever e a obrigação de preservar a beleza, integridade e autenticidade de Lisboa.

22/09/2015

No antigo Convento do Desagravo nasceu uma escola “de excelência”




In Público (21.9.2015)
Por Marisa Soares

«No antigo Convento do Desagravo nasceu uma escola “de excelência”

Câmara de Lisboa assinalou início do ano lectivo com inauguração da Escola Básica do Convento do Desagravo, após obras no valor de 3,8 milhões. Quase 400 crianças têm agora mais espaço para aprender.Podia ser um condomínio ou um hotel, com uma vista invejável sobre o Tejo, ao lado de um dos monumentos mais visitados de Lisboa, o Panteão Nacional. Mas não foi aos turistas que o antigo Convento do Desagravo abriu as portas. Os novos inquilinos são quase 400 alunos do jardim-de-infância e do ensino básico, que estrearam nesta segunda-feira uma escola onde a “excelência” vai desde as instalações até à comida da cantina.

"Não há melhor forma de abrirmos um ano lectivo do que vermos um exemplo da excelência da nossa escola pública", declarou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, na inauguração da Escola Básica Convento do Desagravo, um dos cinco estabelecimentos requalificados ao abrigo do Programa Escola Nova cujas placas o autarca irá descerrar nos próximos dias. Lançado em 2008 ainda pelo ex-presidente do município, António Costa, o programa prevê 111 intervenções com um custo estimado de 102 milhões de euros, tendo já sido gastos 40 milhões.

A excelência da nova escola, que substituiu cinco estabelecimentos nas freguesias de Santa Maria Maior e de São Vicente, é visível antes de mais nas instalações. "Este é um exemplo raro de uma construção que transformou um local secular, que estava degradado, num exemplo da modernidade das construções escolares", sublinhou Medina. As obras, iniciadas em Outubro de 2013 e concluídas em Julho deste ano - depois de algumas alterações ao projecto inicial e de paragens forçadas devido à descoberta de uma cisterna romana dentro do convento - custaram 3,8 milhões de euros, financiados com verbas do Programa de Investimentos Prioritários em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU).

O antigo convento setecentista, que pertencia à Ordem dos Frades Menores, foi desactivado em 1901 e transitou depois para a Fazenda Nacional. Desde então, teve vários usos e sofreu alterações, tendo encerrado por volta de 2007 quando fechou o colégio da Casa Pia que ali funcionava.

Os arquitectos responsáveis pelo projecto de requalificação conseguiram manter elementos originais como as escadas interiores de pedra, painéis de azulejos, o claustro com um pequeno lago e uma sala com tecto abobadado e pinturas. No edifício de dois pisos coexistem salas de aula de grandes dimensões e pequenas salas temáticas, como a sala de expressão dramática, de cinema ou de apoio a crianças com necessidades especiais. No segundo piso, uma biblioteca com janelas viradas para o rio convida as crianças a ler ou a usar os computadores.

[...]».