In Diário de Notícias (2/3/2008)
LUÍSA BOTINAS
«Lisboa. António Costa mostrou-se disponível para ouvir moradores
BE pede intervenção da assembleia municipal no processo
Os moradores da zona envolvente à Quinta do Mineiro (área das Amoreiras e Rua Artilharia 1), em Lisboa, defendem que a única solução possível para evitar as "consequências negativas e o impacte urbanístico" do futuro empreendimento imobiliário aprovado para os antigos terrenos do Colégio Marista de Lisboa é a câmara municipal desencadear a elaboração de um Plano de Ordenamento (plano de pormenor) para aquele local. Leonor Coutinho, deputada socialista e coordenadora da Pró-Associação de Moradores da Quinta do Mineiro, disse ao DN que espera ainda uma resposta sobre o problema por parte do presidente da autarquia da capital, António Costa, que se disponibilizou para os receber. "Sabemos que será difícil mudar o curso dos acontecimentos, uma vez que o promotor (Gef - Gestão de Fundos Imobiliários) invoca a existência de direitos adquiridos e de lhe terem sido criadas expectativas", disse ainda a ex-secretária de Estado da Habitação.
Os moradores dizem que se "desrespeitou o PDM" ao aprovar-se um loteamento "com base em legislação caducada e as posteriores alterações ao documento, depois de terem sido alterados dois artigos do PDM, vieram carregar uma zona densamente povoada, carente de espaços verdes". »
A Quinta do Mineiro é a 'cereja em cima do bolo' de um pacote de empreendimentos e negócios desde sempre duvidosos que inclui coisas como os Inglesinhos, o Palácio Sottomayor, o Corte Inglês, o Hospital de Arroios, os Maristas, Alcântara XXI, Torre Compave/Boffil, o quarteirão do Cinema Mundial, etc. e coisinhas mais pequeninas como um prédio do Saldanha, a antiga residência do Governador do Forte do Bom Sucesso (Belém), o Cinema Paris, a casa de Almeida Garrett, e parques de estacionamento vários, desde há vários anos, entre muitas, muitas outras coisas. Tudo isto, espremido, irá dar em nada, acho, mas enquanto há vida há esperança.
Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
05/07/2007
CR sem perdão #3
O famigerado parque de estacionamento no Largo Barão de Quintela andou para ser construído vezes sem conta, tantas quantas as que voltou ao banho-maria, até que, pasme-se, sendo um projecto caro a João Soares, foi CR que o retirou do limbo, apoiado, quiçá, nos argumentos «técnicos» da sua vereadora do Urbanismo (agora, e sempre, a seu lado). Fê-lo mal, e pior insistiu, dando-o como facto consumado. Mas não foi.
Graças aos cidadãos, uns mais anónimos que outros, 800 deles via petição, e outros das mais variadas formas e nos mais diferentes fora, a começar por Raquel Henriques da Silva que não se calou, e bem, ameaçando demitir-se da tal coisa designada por Comissariado da Baixa-Chiado, se o projecto avançasse. Mesmo assim, o projecto iria avançar mesmo ..., não fora o NÃO definitivo da AML, que se portou de forma absolutamente exemplar. CR nunca mais falou do assunto.
23/10/2006
Mais um "chumbo" ao parque subterrâneo do Largo Barão Quintela
In Público (21/7/2006)
Diana Ralha
"Comissão criada pela assembleia municipal recusa o projecto de estacionamento e recomenda silos para os bairros históricos
A comissão eventual para a apreciação do processo da construção de um parque de estacionamento no Largo Barão de Quintela, criada em Junho pela Assembleia Municipal de Lisboa, chumbou unanimemente o projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, aprovado pela câmara, que prevê a criação de 270 lugares de estacionamento em cinco pisos subterrâneos. No seu relatório final, a comissão propõe que a assembleia recomende à câmara "não autorizar a construção do parque de estacionamento do Largo Barão de Quintela, nos termos e condições do projecto licenciado à data, nem de qualquer outro que signifique a descaracterização da praça e sua envolvente, incluindo o actual coberto vegetal."
A comissão, presidida pela deputada municipal socialista Sofia Dias, pretende ainda que, no futuro, o executivo liderado por Carmona Rodrigues adopte soluções de estacionamento em altura - silos -, em particular na zona histórica, e que estes contemplem, prioritariamente, o estacionamento para residentes. "A proposta em apreço embora contemplando alguns lugares para moradores, os mesmos são manifestamente insignificantes para as necessidades", diz o documento.
No total, diz o relatório, faltam 500 lugares para residentes, apesar de existirem cinco parques de estacionamento num raio de menos de um quilómetro do Largo Barão Quintela. As conclusões da comissão juntam-se à opinião da presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz (PSD), e da professora Raquel Henriques da Silva, membro do Comissariado da Baixa-Chiado, que ameaçou demitir-se caso o projecto vá avante. D.R.
Oposição unida para "corrigir o erro"
Toda a oposição está, agora, contra a construção do parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão Quintela, a escassos metros do parque da Praça Luís de Camões, apesar de o direito de superfície sobre o subsolo do largo ter sido atribuído à Fabrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto, por um valor simbólico e por um prazo de 87 anos, por unanimidade, pela assembleia municipal, em 2003. Os vereadores socialistas já levaram à reunião de câmara de 7 de Junho uma proposta que pretendia "corrigir o erro" do passado: defendia a suspensão do projecto, até serem elaborados pareceres técnicos por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e de outros especialistas, nomeadamente nas áreas do património, hidrologia e mobilidade. A proposta dos vereadores socialistas uniu toda a oposição, mas foi rejeitada com nove votos do PSD e CDS/PP."
Diana Ralha
"Comissão criada pela assembleia municipal recusa o projecto de estacionamento e recomenda silos para os bairros históricos
A comissão eventual para a apreciação do processo da construção de um parque de estacionamento no Largo Barão de Quintela, criada em Junho pela Assembleia Municipal de Lisboa, chumbou unanimemente o projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, aprovado pela câmara, que prevê a criação de 270 lugares de estacionamento em cinco pisos subterrâneos. No seu relatório final, a comissão propõe que a assembleia recomende à câmara "não autorizar a construção do parque de estacionamento do Largo Barão de Quintela, nos termos e condições do projecto licenciado à data, nem de qualquer outro que signifique a descaracterização da praça e sua envolvente, incluindo o actual coberto vegetal."
A comissão, presidida pela deputada municipal socialista Sofia Dias, pretende ainda que, no futuro, o executivo liderado por Carmona Rodrigues adopte soluções de estacionamento em altura - silos -, em particular na zona histórica, e que estes contemplem, prioritariamente, o estacionamento para residentes. "A proposta em apreço embora contemplando alguns lugares para moradores, os mesmos são manifestamente insignificantes para as necessidades", diz o documento.
No total, diz o relatório, faltam 500 lugares para residentes, apesar de existirem cinco parques de estacionamento num raio de menos de um quilómetro do Largo Barão Quintela. As conclusões da comissão juntam-se à opinião da presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz (PSD), e da professora Raquel Henriques da Silva, membro do Comissariado da Baixa-Chiado, que ameaçou demitir-se caso o projecto vá avante. D.R.
Oposição unida para "corrigir o erro"
Toda a oposição está, agora, contra a construção do parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão Quintela, a escassos metros do parque da Praça Luís de Camões, apesar de o direito de superfície sobre o subsolo do largo ter sido atribuído à Fabrica da Igreja Italiana da Nossa Senhora do Loreto, por um valor simbólico e por um prazo de 87 anos, por unanimidade, pela assembleia municipal, em 2003. Os vereadores socialistas já levaram à reunião de câmara de 7 de Junho uma proposta que pretendia "corrigir o erro" do passado: defendia a suspensão do projecto, até serem elaborados pareceres técnicos por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e de outros especialistas, nomeadamente nas áreas do património, hidrologia e mobilidade. A proposta dos vereadores socialistas uniu toda a oposição, mas foi rejeitada com nove votos do PSD e CDS/PP."
25/05/2006
O estacionamento do Largo Barão de Quintela, pelos OPRURB
Reprodução integral de artº 22 de Maio:
"A OPRURB, Associação «Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana», saúda e agradece o artigo, lúcido e corajoso, publicado a 14 de Maio no «Público» pela Professora Raquel Henriques da Silva que, com o rigor a que já nos habituou a sua autora, veio fundamentar as razões históricas e patrimoniais pelas quais constitui crime a construção de um estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela.
Numa perspectiva de enriquecimento do debate, já aberto na opinião pública, esta Associação, na sequência de um debate por ela promovido, no passado dia 4, com especialistas de acessibilidade urbana, vem propor à reflexão algumas conclusões a que se chegou e que apontam para um conjunto de motivos igualmente condenatórios da construção de estacionamentos no centro da cidade.
Se, com verdade, queremos preservar os nossos centros urbanos antigos, temos, como único caminho, o desencorajar o acesso automóvel privado a esses espaços, porque a permanência da cidade antiga submetida à invasão actual de veículos é obviamente inviável. Isto mesmo já foi reconhecido por muitas capitais, europeias e não só, onde se compreendeu que a defesa da acessibilidade ao centro se faz pelo reforço sério dos transportes públicos, essencialmente os colectivos, limitando o parqueamento aos residentes, que o pagam, como qualquer outro serviço. Nessas cidades, tornou-se mais cómodo, mais rápido, e mais económico prescindir do automóvel para ir ao centro. Só que, para aí chegarmos, teremos que promover mudanças de mentalidade e cultura, a começar nos dirigentes autárquicos, a quem se recomenda vivamente que comecem a viajar, para perceberem o que é o «progresso», e a estudar um pouco de sociologia e antropologia urbanas, para entenderem o que é uma cidade, antes de nela intervirem com a arrogância e o desacerto costumados.
Quando a cidade começou a crescer, em consequência das fortes migrações internas, a multiplicação das deslocações levou ao aparecimento dos transportes colectivos e privados, entretanto desenvolvidos com a mecanização, até uma primeira saturação que resultou na condenação do eléctrico, acusado de obstruir as vias com a sua via fixa. O quase desaparecimento desse transporte eminentemente urbano, porque não poluente e de convívio harmonioso com o peão, foi um erro crasso denunciado por alguns de nós. Rapidamente veículos privados, de mistura com autocarros, congestionaram as vias, tendo-se, então, iniciado a rede de Metro.
Contra a opinião geral, coberta por alguma imprensa, deu-se, após o 25 de Abril, prioridade aos transportes públicos, com a criação de corredores, o passe social, e ruas pedonais, e a acessibilidade melhorou, então. Depois, foi-se ampliando a rede de Metro e melhorando as interfaces, tendo-se, igualmente, fomentado a construção de estacionamento nos novos edifícios, a fim de libertar a rua. É conhecido que muitos desses espaços de estacionamento foram, entretanto, transformados em espaços economicamente mais rentáveis e as actividades que têm vindo a substituir os residentes trouxeram mais automóvel para as zonas centrais, onde se tornou omnipresente, reduzindo o espaço de circulação de pessoas e veículos. Criaram-se, depois, espaços próprios para estacionamento público, mas a taxa progressiva, encorajando a rotação, teve o efeito negativo de aumentar o tráfego. Alargaram-se ruas demolindo a cidade, deslocaram-se as actividades para evitar o afluxo, o que acentuou a depressão do centro. Esta é, em traços largos, a história triste do casamento impossível da cidade histórica com a máquina circulante privada.
Os centros antigos das cidades, construídos antes do aparecimento dos meios mecânicos de transporte, com as suas redes de ruas estreitas e sinuosas, não podem dar passagem e guarida aos veículos multiplicados ao infinito. Nem sequer os bairros da cidade consolidada do início do século XX suporta essa sobrecarga, apesar de ter ruas muito mais largas como é o caso das Avenidas Novas. Já deu, pois, para perceber que a concentração de carros no centro leva à paralisação e à asfixia, pelo que há que determinar um equilíbrio entre os usos e as possibilidades de acesso. Com alguns números, poderemos ser mais claros. Por exemplo, um automóvel necessita de 25 metros quadrados para estacionar, e esta é a área que um habitante necessita para viver. Assim se contarmos um veículo por habitante temos de duplicar a área de habitação para o estacionamento o que é impossível nos bairros antigos ou consolidados. Se considerarmos as áreas de actividades, a situação piora, pois para um empregado ou um utente são necessários 12,5 m2, consequentemente a área de estacionamento será de 25. Isto pode ser possível em expansões novas, cujo espaço é planeado tendo como premissa a presença deste tipo de veículos.
Ao contrário, na cidade antiga, para introduzir o automóvel, que é inteiramente estranho à sua génese, tem de se demolir a própria cidade e fazer outra coisa, o que constitui um absurdo. Deste modo, só o transporte público, e de preferência o colectivo, pode resolver o problema, pois além de, na mesma área de via, multiplicar por 30 o número de pessoas transportadas, não utiliza área de estacionamento. Para guardarmos os nossos centros antigos, há que viver neles de acordo com o que eles são, adaptando as nossas soluções às exigências do seu tecido construído, sem o violentar. Ou dito de outro modo, teremos que merecê-los."
"A OPRURB, Associação «Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana», saúda e agradece o artigo, lúcido e corajoso, publicado a 14 de Maio no «Público» pela Professora Raquel Henriques da Silva que, com o rigor a que já nos habituou a sua autora, veio fundamentar as razões históricas e patrimoniais pelas quais constitui crime a construção de um estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela.
Numa perspectiva de enriquecimento do debate, já aberto na opinião pública, esta Associação, na sequência de um debate por ela promovido, no passado dia 4, com especialistas de acessibilidade urbana, vem propor à reflexão algumas conclusões a que se chegou e que apontam para um conjunto de motivos igualmente condenatórios da construção de estacionamentos no centro da cidade.
Se, com verdade, queremos preservar os nossos centros urbanos antigos, temos, como único caminho, o desencorajar o acesso automóvel privado a esses espaços, porque a permanência da cidade antiga submetida à invasão actual de veículos é obviamente inviável. Isto mesmo já foi reconhecido por muitas capitais, europeias e não só, onde se compreendeu que a defesa da acessibilidade ao centro se faz pelo reforço sério dos transportes públicos, essencialmente os colectivos, limitando o parqueamento aos residentes, que o pagam, como qualquer outro serviço. Nessas cidades, tornou-se mais cómodo, mais rápido, e mais económico prescindir do automóvel para ir ao centro. Só que, para aí chegarmos, teremos que promover mudanças de mentalidade e cultura, a começar nos dirigentes autárquicos, a quem se recomenda vivamente que comecem a viajar, para perceberem o que é o «progresso», e a estudar um pouco de sociologia e antropologia urbanas, para entenderem o que é uma cidade, antes de nela intervirem com a arrogância e o desacerto costumados.
Quando a cidade começou a crescer, em consequência das fortes migrações internas, a multiplicação das deslocações levou ao aparecimento dos transportes colectivos e privados, entretanto desenvolvidos com a mecanização, até uma primeira saturação que resultou na condenação do eléctrico, acusado de obstruir as vias com a sua via fixa. O quase desaparecimento desse transporte eminentemente urbano, porque não poluente e de convívio harmonioso com o peão, foi um erro crasso denunciado por alguns de nós. Rapidamente veículos privados, de mistura com autocarros, congestionaram as vias, tendo-se, então, iniciado a rede de Metro.
Contra a opinião geral, coberta por alguma imprensa, deu-se, após o 25 de Abril, prioridade aos transportes públicos, com a criação de corredores, o passe social, e ruas pedonais, e a acessibilidade melhorou, então. Depois, foi-se ampliando a rede de Metro e melhorando as interfaces, tendo-se, igualmente, fomentado a construção de estacionamento nos novos edifícios, a fim de libertar a rua. É conhecido que muitos desses espaços de estacionamento foram, entretanto, transformados em espaços economicamente mais rentáveis e as actividades que têm vindo a substituir os residentes trouxeram mais automóvel para as zonas centrais, onde se tornou omnipresente, reduzindo o espaço de circulação de pessoas e veículos. Criaram-se, depois, espaços próprios para estacionamento público, mas a taxa progressiva, encorajando a rotação, teve o efeito negativo de aumentar o tráfego. Alargaram-se ruas demolindo a cidade, deslocaram-se as actividades para evitar o afluxo, o que acentuou a depressão do centro. Esta é, em traços largos, a história triste do casamento impossível da cidade histórica com a máquina circulante privada.
Os centros antigos das cidades, construídos antes do aparecimento dos meios mecânicos de transporte, com as suas redes de ruas estreitas e sinuosas, não podem dar passagem e guarida aos veículos multiplicados ao infinito. Nem sequer os bairros da cidade consolidada do início do século XX suporta essa sobrecarga, apesar de ter ruas muito mais largas como é o caso das Avenidas Novas. Já deu, pois, para perceber que a concentração de carros no centro leva à paralisação e à asfixia, pelo que há que determinar um equilíbrio entre os usos e as possibilidades de acesso. Com alguns números, poderemos ser mais claros. Por exemplo, um automóvel necessita de 25 metros quadrados para estacionar, e esta é a área que um habitante necessita para viver. Assim se contarmos um veículo por habitante temos de duplicar a área de habitação para o estacionamento o que é impossível nos bairros antigos ou consolidados. Se considerarmos as áreas de actividades, a situação piora, pois para um empregado ou um utente são necessários 12,5 m2, consequentemente a área de estacionamento será de 25. Isto pode ser possível em expansões novas, cujo espaço é planeado tendo como premissa a presença deste tipo de veículos.
Ao contrário, na cidade antiga, para introduzir o automóvel, que é inteiramente estranho à sua génese, tem de se demolir a própria cidade e fazer outra coisa, o que constitui um absurdo. Deste modo, só o transporte público, e de preferência o colectivo, pode resolver o problema, pois além de, na mesma área de via, multiplicar por 30 o número de pessoas transportadas, não utiliza área de estacionamento. Para guardarmos os nossos centros antigos, há que viver neles de acordo com o que eles são, adaptando as nossas soluções às exigências do seu tecido construído, sem o violentar. Ou dito de outro modo, teremos que merecê-los."
18/05/2006
Petição para o Lg.Barão de Quintela

Achamos que este é o momento para avançarmos com uma petição pela preservação do Largo Barão de Quintela, ao Chiado. Uma petição contra a construção do parque de estacionamento que a CML quer construir ali, desvirtuando para sempre o último largo intacto de toda a zona, um largo rico em história e em património, um largo verde.
Assine a nossa petição em http://www.petitiononline.com/quintela/petition.html
Assine e divulgue!
Obrigado.
PF
17/05/2006
Travado Estacionamento no Largo Barão de Quintela
In Jornal de Notícias, por Bruno castanheira Simões"A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) rejeitou ontem, por unanimidade, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, no Chiado, seguindo as conclusões de um relatório de uma comissão municipal.
O projecto de construção do parque de estacionamento sob o Largo Barão de Quintela, onde existe a estátua de Eça de Queirós, engloba 270 lugares, distribuídos por cinco pisos subterrâneos.
A comissão eventual para apreciação do processo recusou os quatro projectos alternativos apresentados pela vereadora com o pelouro do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Gabriela Seara (PSD), considerando que o largo é pequeno e "qualquer das soluções acaba sempre por ter um impacto negativo".
Fonte oficial do gabinete da vereadora do Urbanismo afirmou à agência Lusa que, perante a aprovação desta recomendação, "a Câmara vai ponderar as diversas questões associadas a este processo, nomeadamente, as questões jurídico-legais, técnicas e históricas".
A AML recomenda que "nas soluções do estacionamento para a cidade de Lisboa em geral e em particular para a zona histórica, seja considerada prioritariamente a adopção da solução silo com estacionamento acima da superfície ou poucos pisos subterrâneos, prevendo prioritariamente o estacionamento para residentes".
Lisboa voltou a sorrir! O bom senso imperou.
PF
15/05/2006
Resenha do "Estado da Cidade":
Na sessão extraordinária da AML:
- A frase; "Estado da cidade não é uma imagemestática mas dinâmica."
- O balanço do Sr.Presidente:
Aumentou o número de refeições dadas no âmbito da política social; foram lançados procedimentos com vista à revisão da carta do ruído; foram lançados os jardins digitais; a Mata de Alvalade começou a ser limpa; foram arrancadas algumas telas publicitárias; foram lançados procedimentos relativos à consolidação do Parque de Monsanto (NR: só não se percebe como entra aí o "nim" sobre o Campo de Tiro), o Parque Mayer terá um plano de pormenor até final do ano; vai ser encontrada até final do ano um local para a nova Feira Popula; reabriu o velho (??) maria Matos; foi criada uma parceria para utilização do Teatro Variedades (NR: aquilo deve ser deitado abaixo!); encontrou-se um lugar para a Colecção Capelo (NR: aquele palácio é uma má solução para a colecção, porque deficiente em termos técnicos e geográficos); o antigo Cinema Europa vai ter um projecto até final do ano (NR: o projecto já existe e significa a demolição do edifício e a sua substituição por um prédio de habitação, escritórios e duas pequenas salas multifuncionais. A CML devia assumir o evidente: aquele Europa é para deitar abaixo porque não é nada o que ali está, e os moradores e a CML deviam era encontrar uma solução para o Paris. O prédio a construir no Europa devia respeitar a traça do quarteirão, e o seu uso o que for!); a Gebalis fez um excelente trabalho (???); Lisboa vai candidatar os seus pátios ao Prohabita (???); as piscinas municipais têm horário alargado às 22h e os utilizadores aumentaram (NR: só faltou explicar o que o Sr.Feist vai fazer com elas: demoli-las? requalificá-las?); a higiene urbana de Lisboa está ao nível das cidades europeias (LOL); Alfama, Mouraria e Castelo vão ter obras acabadas (LOL); aumentou a segurança do peão, há controlo automático de velocidade (???); há maior eficiência na fiscalizaçãoda EMEL (NR: o pior é que o bom exemplo das Avenidas Novas é fruto de uma empresa sub-contratada, não da EMEL. Mais, esse exemplo devia ser aplicado em toda a Lisboa. Porque é que não é?); trânsito condicionado no Castelo (NR: a única boa acção de 2006); há mais bombeiros no activo (NR: e o quartel do Beato, já caiu?); houve regatas, ralies Dakar, Noites de São Bento (LOL); Lisboa transmite tal sensação de segurança que por isso irá acolher em 7/7/2007 "As 7 maravilhas do Mundo" (NR: essa segurança, infelizmente, não durará muito, por este andar...).
O nosso balanço do Estado da Cidade:
1. A CML, e CR directamente, permitiu a demolição da casa de Almeida Garrett, desdizendo aquilo que tinha escrito e despachado seis meses antes. Uma vergonha!
2. Nunca a CML foi tão visitada pela Polícia Judiciária como neste ano. Algo vai mal nos Paços do Concelho, ou então estão a enfiar-nos os dedos pelos olhos adentro.
3. A queda de CR: veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=7AMsLAprkMc!!!
PF
- A frase; "Estado da cidade não é uma imagemestática mas dinâmica."
- O balanço do Sr.Presidente:
Aumentou o número de refeições dadas no âmbito da política social; foram lançados procedimentos com vista à revisão da carta do ruído; foram lançados os jardins digitais; a Mata de Alvalade começou a ser limpa; foram arrancadas algumas telas publicitárias; foram lançados procedimentos relativos à consolidação do Parque de Monsanto (NR: só não se percebe como entra aí o "nim" sobre o Campo de Tiro), o Parque Mayer terá um plano de pormenor até final do ano; vai ser encontrada até final do ano um local para a nova Feira Popula; reabriu o velho (??) maria Matos; foi criada uma parceria para utilização do Teatro Variedades (NR: aquilo deve ser deitado abaixo!); encontrou-se um lugar para a Colecção Capelo (NR: aquele palácio é uma má solução para a colecção, porque deficiente em termos técnicos e geográficos); o antigo Cinema Europa vai ter um projecto até final do ano (NR: o projecto já existe e significa a demolição do edifício e a sua substituição por um prédio de habitação, escritórios e duas pequenas salas multifuncionais. A CML devia assumir o evidente: aquele Europa é para deitar abaixo porque não é nada o que ali está, e os moradores e a CML deviam era encontrar uma solução para o Paris. O prédio a construir no Europa devia respeitar a traça do quarteirão, e o seu uso o que for!); a Gebalis fez um excelente trabalho (???); Lisboa vai candidatar os seus pátios ao Prohabita (???); as piscinas municipais têm horário alargado às 22h e os utilizadores aumentaram (NR: só faltou explicar o que o Sr.Feist vai fazer com elas: demoli-las? requalificá-las?); a higiene urbana de Lisboa está ao nível das cidades europeias (LOL); Alfama, Mouraria e Castelo vão ter obras acabadas (LOL); aumentou a segurança do peão, há controlo automático de velocidade (???); há maior eficiência na fiscalizaçãoda EMEL (NR: o pior é que o bom exemplo das Avenidas Novas é fruto de uma empresa sub-contratada, não da EMEL. Mais, esse exemplo devia ser aplicado em toda a Lisboa. Porque é que não é?); trânsito condicionado no Castelo (NR: a única boa acção de 2006); há mais bombeiros no activo (NR: e o quartel do Beato, já caiu?); houve regatas, ralies Dakar, Noites de São Bento (LOL); Lisboa transmite tal sensação de segurança que por isso irá acolher em 7/7/2007 "As 7 maravilhas do Mundo" (NR: essa segurança, infelizmente, não durará muito, por este andar...).
O nosso balanço do Estado da Cidade:
1. A CML, e CR directamente, permitiu a demolição da casa de Almeida Garrett, desdizendo aquilo que tinha escrito e despachado seis meses antes. Uma vergonha!
2. Nunca a CML foi tão visitada pela Polícia Judiciária como neste ano. Algo vai mal nos Paços do Concelho, ou então estão a enfiar-nos os dedos pelos olhos adentro.
3. A queda de CR: veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=7AMsLAprkMc!!!
PF
11/05/2006
O historial da novela do estacionamento subterrâneo para o Lg.Barão de Quintela:
- Acta da AML, em que a proposta foi aprovada (pág. 17 a 29), em que se fala de tudo menos do que importa (26/4/2003);
- Proposta assinada por Carmona Rodrigues (enquanto vice-presidente) (13/3/2003);
- Proposta assinada por Santana Lopes (21/5/2003);
- Post no blogue da Helena Lopes da Costa (25/5/2005), no qual a própria fala da cedência do direito de superfície à congregação do Loreto.
Enfim, um infindável ziguezague que, infelizmente, só nos dá conta do que foi feito publicamente, e que vem de longe, muito longe, mas a que é preciso pôr cobro!
PF
- Proposta assinada por Carmona Rodrigues (enquanto vice-presidente) (13/3/2003);
- Proposta assinada por Santana Lopes (21/5/2003);
- Post no blogue da Helena Lopes da Costa (25/5/2005), no qual a própria fala da cedência do direito de superfície à congregação do Loreto.
Enfim, um infindável ziguezague que, infelizmente, só nos dá conta do que foi feito publicamente, e que vem de longe, muito longe, mas a que é preciso pôr cobro!
PF
10/05/2006
Projecto de estacionamento subterrâneo no Lg.Barão de Quintela: esclarecimento ao IPPAR
Lemos algures que um assessor do IPPAR terá dito não ter entrado naquele instituto qualquer pedido formal contra o dito parque até às 18h de ontem, Terça-Feira, pelo que nos coloca em xeque.
Pedimos desculpa pelo incómodo, mas perguntamos ao IPPAR se nunca ouviu falar no Programa SIMPLEX?
Em pleno Séc. XXI não faz sentido que se abatam árvores em largos como este, mas ainda faz menos sentido que se abatam árvores para fazer papel para escrever pedidos como o que formalizámos via Net. É pena que o IPPAR não pense assim, pois custa-nos pensar que não saibam que receberam o pedido via Net por desconhecerem a ferramenta, não a saberem usar ou, pior, a tenham porque é de bom tom terem-na.
PF
Pedimos desculpa pelo incómodo, mas perguntamos ao IPPAR se nunca ouviu falar no Programa SIMPLEX?
Em pleno Séc. XXI não faz sentido que se abatam árvores em largos como este, mas ainda faz menos sentido que se abatam árvores para fazer papel para escrever pedidos como o que formalizámos via Net. É pena que o IPPAR não pense assim, pois custa-nos pensar que não saibam que receberam o pedido via Net por desconhecerem a ferramenta, não a saberem usar ou, pior, a tenham porque é de bom tom terem-na.
PF
09/05/2006
Contra estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela e pela demissão de Eduarda Napoleão

Passado o período eleitoral, eis que a CML volta a avançar com o projecto de construção de parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, imediatamente a sul do Largo Camões, entre a Rua das Flores e a Rua do Alecrim; largo pleno de história, emoldurado por prédios de grande valor arquitectónico e zona privilegiada do Chiado.
Surpreendendo os próprios serviços da CML, eis que o projecto volta para cima da mesa, pela enésima vez, tendo sido desta vez como justificação oficial a necessidade de aumentar a capacidade do parque do Largo Camões, e o serviço do Hotel do Bairro Alto. Desse modo, foi já despachado favoravelmente pela Vereadora Gabriela Seara no que toca ao projecto de construção propriamente dito e demais especificidades técnicas, ficando de fora, por enquanto, os arranjos à superfície, que têm que obter a necessária aprovação prévia do IPPAR.
Assim, e,
- Considerando que a eventual construção desse parque vai contra toda a teoria relativa a uma melhor mobilidade dentro das cidades e das zonas históricas (como se comprova lendo os estudos e as recomendações feitos por Bruxelas e por investigadores nacionais; e vendo como funcionam os centros históricos da Europa civilizada);
- Considerando que a eventual construção desse parque irá colidir com as afirmações do recém-criado Comissariado da Baixa-Chiado, cuja responsável máxima já disse, publicamente, estar contra toda e qualquer construção de parque subterrâneo na Baixa-Chiado, por não servir para nada a não ser para mais empreitadas;
- Considerando que a eventual construção desse parque irá pôr em risco as fundações do magnífico edificado ali existente, à semelhança do que aconteceu com a construção de muitos outros em Lisboa;
- Considerando que a eventual construção desse parque irá destruir o espaço verde ali existente (quer-se recolocar, inclusive, a estátua de Eça de Queiroz a um canto do futuro largo!) descaracterizando totalmente um largo que se tem mantido intacto ao longo de décadas e décadas;
Enviámos ao IPPAR um pedido urgente no sentido deste prestigiado instituto chumbar o referido projecto, tout court.
E enviámos ao Sr. Presidente da CML (enquanto detentor de 51% do respectivo capital social) e à Srª Vereadora responsável pelo Comissariado da Baixa-Chiado um pedido urgente de demissão da responsável máxima pela Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa-Chiado, a ex-vereadora Eduarda Napoleão, porque a unidade de projecto encarregue do dito parque (UP B.Alto Bica) depende inteira e directamente de si!
Além disso, achamos que o c.v. da Srª Eduarda Napoleão não se coaduna de todo com tal cargo, não só pelo péssimo serviço prestado a Lisboa como responsável pela desorganização da Reabilitação urbana acabando com 10 anos de esforços para criar uma abordagem e uma gestão integradas nos Bairros e foi pelo seu punho que foram autorizadas:
- a destruição efectiva do Colégio dos Inglesinhos (tendo por base a aprovaçãoo de um projecto de suposta reabilitação urbana, que não só irá agudizar os problemas de excessiva taxa de habitação por m2 no Bairro Alto, contrapondo à ausência quase total de espaços verdes, como irá acelerar o caos do ponto de vista do trânsito automóvel, e, pior, já destruiu os elementos patrimoniais daquele magnífico conjunto arquitectónico, a começarr pelos seus jardins suspensos);
-a destruição do Convento de Arroios (permitiu outro projecto polémico, que só ainda não foi para a frente porque o empresário entretanto é outro, e decorrem processos disciplinares na própria CML);
- a demolição da casa de Almeida Garrett, ignorando não só a classificação da própria CML, de 1968, da época do General França Borges (que a CML e o IPPAR deveriam ter respeitado) como, pior, os pareceres da sua Directora Municipal, indo ao ponto de afirmar coisas impensáveis para alguém detentor de um cargo público;
- a construção de empreendimento nas Rua Nova do Loureiro, Calçada do Tijolo e Rua da Vinha, que não só acarretam a destruição de mais um jardim no Bairro Alto e a entrada de mais automóveis para aquelas ruas estreitas, como a sua assinatura é de 5 de Junho de 2005, ou seja, é posterior à classificação do bairro pelo IPPAR!;
- a destruição da Vila Almeida, segundo Teotónio Pereira é «importante exemplar» da época da industrializaçã, com 30 Habitações e nave de oficinas;
- a aprovação das demolições de prédios do quarteirão do Mundial;
- a aprovação dos projectos de edificios junto e em cima do Aqueduto, na zona do cruzamento com a Avenida Infanto Santo e, não contente com isso, ainda foi a mesma senhora quem solicitou publicamente ao IPPAR a desclassificação do Capitólio, Imóvel de Interesse Público desde 1971.
Igualmente concordou com as deslocações da Feira Popular e do Centro Hípico para Monsanto, para, nos respectivos terrenos se fazerem negócios imobiliários, não obstante tratar-se de espaços de fruição da população. Há que acrescentar o seu acordo, pelo menos tácito, com a vontade duma ocupação maciça do Parque Mayer, menosprezando a sua função urbana e continuidade física com o Jardim Botânico.
Finalmente, e para voltar à mobilidade, aprovou parques de estacionamento no centro da cidade o que aumenta a tendência para a omnipresença do automóvel e se considerarmos a autorização do silo da encosta da Graça, então teremos de falar de atentado à harmonia do perfil da cidade. Enquanto responsáel da Urbanização foi cúmplice da abertura do famigerado Túnel do Marquê: reforço do congestionamento do tráfego pela facilidade de entrada no centro da cidade e desertificação visual e ambiental da zona antingida.
Já é tempo desta Lisboa levar uma volta!
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José Fonseca e Costa e João Gandum (Fórum Cidadania Lx), e Carlos Moura (Quercus)
04/01/2006
Novamente em perigo o "Sob a nudez forte da Verdade, o manto diáfano fantasia?"
Efectivamente, começa mal o ano para Lisboa. Começa mal porque se começa o ano falando de parques subterrâneos. Se por um lado ficamos contentes pelo Ippar ter chumbado o malfadado parque projectado para o Príncipe Real (!) - lembro os mais esquecidos que este projecto é da vereação anterior, e que previa(prevê) um parque em "L", ao longo do jardim, furando, furando e furando até cortar raízes de árvores seculares, furando até bater nas paredes da Mãe d'Água, furando até pôr em risco as fundações de alguns prédios emblemáticos daquela zona -, por outro aproxima-se o tempo de decisão sobre o parque projectado para o Largo Barão de Quintela, na rua do Alecrim, ainda resquício do acordo dos parques e da Igreja do Loreto (ele são os clubes de futebol, as igrejas ... qualquer dia sou eu a negociar a gestão de um parque subterrâneo, em contrapartida de alguma coisa...só que nessa altura propôr-me-ei esburacar a rua do Sr.Presidente da CML, seja ele qual for). Vozes indignadas protestam. Engraçada é a posição de Gonçalo Byrne, defendendo a necessidade de haver parques subterrâneos se se quiser ter habitação naquela zona. Mas quem disse que eu quero que haja habitação naquele largo? E quem é que o habita, o carro ou o cidadão?
PF
PF
02/11/2005
Carmona em entrevista ao DN
Carmona Rodrigues dá hoje uma entrevista ao Diário de Notícias, dividida claramente em duas partes: a primeira, de política partidária, e a segunda, esta, de índole mais interessante porque diz respeito aos 4 anos que aí vêm em termos de Lisboa. Ora, no que toca a esta segunda parte, e independentemente de não termos ficado a saber o que CR faria se as Torres de Siza tivessem avançado, ficamos a saber, ou não, coisas "interessantes" como estas:
1. À pergunta "Onde é que vai criar os três parques de estacionamento dissuasores?", CR responde "Estádio da Luz, Estádio de Alvalade e Gare do Oriente". Donde se conclui que CR não sabe o que são parques dissuasores, pois os parques que aí vierem a ser feitos serão tudo menos dissuasores. Parques dissuasores seriam os que fossem construídos na periferia de Lisboa, como por exemplo no Vale do Jamor (servindo as populações dos concelhos de Cascais, Oeiras), Alfornelos (Amadora, Sintra), Olival de Basto (Loures, Odivelas) ou Póvoa de Santa Iria (Loures, Vila Franca). E seriam dissuasores se entre eles e as populações houvesse linhas de metro ligeiro de superfície, pontuais, cómodas e seguras, que levassem os seus passageiros até aos interfaces com as linhas do Metro e da Carris. Construir-se mais parques nos locais que CR refere, além de ser mais uma medida de remedeio de curto-prazo, é uma asmneira.
2. À pergunta "Sempre vai adquirir o Pavilhão de Portugal?", CR responde "Se olharmos para o Parque das Nações falta uma âncora cultural. O que poderá ser? Uma grande colecção de obras de arte, o museu da cidade. E isto tem a ver com a colecção Berardo. Não há falta de matéria-prima. Estive lá com a administração da Parque Expo e com o comendador Joe Berardo. Há da parte do Governo e da nossa uma grande vontade de arranjar um local para colecção Berardo", ou seja, nada. Berardo ficou na mesma. A Parque Expo também. E o Pavilhão e a Pála lá continuam com fendas e a degradar-se a olhos vistos.
3. À pergunta "Tem ideia de onde será a Feira Popular?", CR responde "Quem primeiro avançou com a ideia de localizar a feira junto ao rio foi Ruben de Carvalho. Nem fui eu. Os terrenos junto ao rio são da tutela da APL e temos de ouvir a sua opinião", ou seja, nada. Os lisboetas e os feirantes ficaram na mesma. Mas a Bragaparques não.
4. À pergunta "Em relação ao Parque Mayer, afinal quantos teatros vão ser feitos?", CR responde "Uma sala de espectáculos grande para 1100 lugares, um teatro com 800 lugares, outro mais pequeno, um teatro-escola. Uma das salas será para teatro de revista", ou seja, é a total irresponsabilidade. Porquê? Porque ali mesmo ao lado a CML possui uma sala de mais de 1.000 lugares, o São Jorge, e não sabe o que lhe há-de fazer. Alguns metros abaixo o magnífico Odéon continua ao abandono; e mais acima a CML comprou (e bem) o Paris e também não sabe o que lhe há-de fazer. Mas pior do que isso é sabermos que no próprio Parque Mayer existe um Capitólio, único exemplar modernista ainda de pé, já propriedade da CML e que esta o quer demolir. Já para não falarmos do antigo Cinema Roma, local de encontro dos deputados municipais assíduos, uma vez por semana. E estamos falados.
5. À pergunta "Com o actual estado de contenção, faz sentido encomendar o projecto a Frank Gehry?", CR responde "O contrato ainda não está assinado. Tudo isto não vai custar um cêntimo ao orçamento da Câmara porque vai ser feito com o dinheiro das contrapartidas do Casino, que vai estar pronto em Março de 2006. Cinquenta por cento das receitas brutas anuais vão para a câmara de Lisboa, são 45 milhões de euros anuais. Desses 45 milhões, 15 milhões durante seis anos pagam o Parque Mayer", ou seja, que ainda não há contrato com Gehry, o que é uma óptima notícia... Quanto à engenharia financeira com o futuro casino, abstenho-me de comentar tão grande é a ilusão.
6. À pergunta "Como estão as finanças da cidade? Vai ter que vender mais património?", CR responde "As finanças estão controladas. É evidente que vamos continuar a alienar fogos. A tendência é essa". Ou seja, aí vão os palácios Pancas Palha, Marim Olhão, Alfinetes, Bica e Rosa, talvez mesmo o da actual Hermeroteca. Mais à frente, "Quanto pode ganhar com essa venda?", "Não sei, mas é muito" (!!).
PF
1. À pergunta "Onde é que vai criar os três parques de estacionamento dissuasores?", CR responde "Estádio da Luz, Estádio de Alvalade e Gare do Oriente". Donde se conclui que CR não sabe o que são parques dissuasores, pois os parques que aí vierem a ser feitos serão tudo menos dissuasores. Parques dissuasores seriam os que fossem construídos na periferia de Lisboa, como por exemplo no Vale do Jamor (servindo as populações dos concelhos de Cascais, Oeiras), Alfornelos (Amadora, Sintra), Olival de Basto (Loures, Odivelas) ou Póvoa de Santa Iria (Loures, Vila Franca). E seriam dissuasores se entre eles e as populações houvesse linhas de metro ligeiro de superfície, pontuais, cómodas e seguras, que levassem os seus passageiros até aos interfaces com as linhas do Metro e da Carris. Construir-se mais parques nos locais que CR refere, além de ser mais uma medida de remedeio de curto-prazo, é uma asmneira.
2. À pergunta "Sempre vai adquirir o Pavilhão de Portugal?", CR responde "Se olharmos para o Parque das Nações falta uma âncora cultural. O que poderá ser? Uma grande colecção de obras de arte, o museu da cidade. E isto tem a ver com a colecção Berardo. Não há falta de matéria-prima. Estive lá com a administração da Parque Expo e com o comendador Joe Berardo. Há da parte do Governo e da nossa uma grande vontade de arranjar um local para colecção Berardo", ou seja, nada. Berardo ficou na mesma. A Parque Expo também. E o Pavilhão e a Pála lá continuam com fendas e a degradar-se a olhos vistos.
3. À pergunta "Tem ideia de onde será a Feira Popular?", CR responde "Quem primeiro avançou com a ideia de localizar a feira junto ao rio foi Ruben de Carvalho. Nem fui eu. Os terrenos junto ao rio são da tutela da APL e temos de ouvir a sua opinião", ou seja, nada. Os lisboetas e os feirantes ficaram na mesma. Mas a Bragaparques não.
4. À pergunta "Em relação ao Parque Mayer, afinal quantos teatros vão ser feitos?", CR responde "Uma sala de espectáculos grande para 1100 lugares, um teatro com 800 lugares, outro mais pequeno, um teatro-escola. Uma das salas será para teatro de revista", ou seja, é a total irresponsabilidade. Porquê? Porque ali mesmo ao lado a CML possui uma sala de mais de 1.000 lugares, o São Jorge, e não sabe o que lhe há-de fazer. Alguns metros abaixo o magnífico Odéon continua ao abandono; e mais acima a CML comprou (e bem) o Paris e também não sabe o que lhe há-de fazer. Mas pior do que isso é sabermos que no próprio Parque Mayer existe um Capitólio, único exemplar modernista ainda de pé, já propriedade da CML e que esta o quer demolir. Já para não falarmos do antigo Cinema Roma, local de encontro dos deputados municipais assíduos, uma vez por semana. E estamos falados.
5. À pergunta "Com o actual estado de contenção, faz sentido encomendar o projecto a Frank Gehry?", CR responde "O contrato ainda não está assinado. Tudo isto não vai custar um cêntimo ao orçamento da Câmara porque vai ser feito com o dinheiro das contrapartidas do Casino, que vai estar pronto em Março de 2006. Cinquenta por cento das receitas brutas anuais vão para a câmara de Lisboa, são 45 milhões de euros anuais. Desses 45 milhões, 15 milhões durante seis anos pagam o Parque Mayer", ou seja, que ainda não há contrato com Gehry, o que é uma óptima notícia... Quanto à engenharia financeira com o futuro casino, abstenho-me de comentar tão grande é a ilusão.
6. À pergunta "Como estão as finanças da cidade? Vai ter que vender mais património?", CR responde "As finanças estão controladas. É evidente que vamos continuar a alienar fogos. A tendência é essa". Ou seja, aí vão os palácios Pancas Palha, Marim Olhão, Alfinetes, Bica e Rosa, talvez mesmo o da actual Hermeroteca. Mais à frente, "Quanto pode ganhar com essa venda?", "Não sei, mas é muito" (!!).
PF
06/10/2005
O QUE ESTÁ OBJECTIVAMENTE EM CAUSA NO DIA 9
Vamos a factos objectivos e indesmentíveis:
* A partir de dia 9, a Casa-Museu Almeida Garrett será irreversível, ou não;
* A partir de dia 9, os condomínios em execução para o Convento dos Inglesinhos e Convento de Arroios serão reversíveis, ou não;
* A partir de dia 9, o Odéon estará salvo, ou não;
* A partir de dia 9, a Avenida da Liberdade terá o trânsito fortemente condicionado, recuperará uma linha de eléctrico, e verá as faixas laterais eliminadas e os passeios ainda mais amplos e com mais vida; ou continuará como hoje, agravada ainda pela construção de parques de estacionamento subterrâneo nas zonas laterais, junto ao São Jorge e Tivoli;
* A partir de dia 9, o Capitólio poderá respirar de alívio no meio de um jardim a sério, ou será demolido para dar lugar a uma gigantesca estrutura metálica multiusos;
* A partir de dia 9, o Rossio verá finalmente nivelado o poço de ventilação do Metro, ou não;
* A partir de dia 9, a Colecção Berardo ficará em Lisboa ou rumará para Itália;
* A partir de dia 9, a CRIL respeitará o Aqueduto, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa não verá avançarem os parques subterrâneos no Príncipe Real, na Pcta.José Lins do Rêgo e no Largo Barão de Quintela, ou não;
* A partir de dia 9, o túnel do Marquês poderá ficar-se pela Rua Castilho, ou trazer ainda mais subúrbio para o coração de Lisboa, até á António de Aguiar, juntando-se assim ao previstos túneis do Saldanha e sob a Penha de França, este a ligar a Almirante Reis a São João;
* A partir de dia 9, Alvalade verá ser construído um parque de estacionamento ao lado do mercado, em terreno camarário, ou voltar a possibilidade de se esventrar a Avenida da Igreja;
* A partir de dia 9, a Lapa terá a possíbilidade de ter estacionamento na zona abandonada do Hospital Militar, ou não;
* A partir de dia 9, Benfica verá reabilitado o parque Silva Porto e os projectos da Quinta da Granja e da praça central avançarem, ou não;
* A partir de dia 9, a Ajuda verá efectivamente recuperada a zona envolvente do Palácio da Ajuda, e dignificao o «rio seco», ou não;
* A partir de dia 9, o Lumiar verá salvaguardado o que resta do Paço do Lumiar (Qta.Senhora Paz, Casa Cesário Verde, Qta. do Cunhal), e dignificado o parque periférico, ou não;
* A partir de dia 9, o São Jorge terá uma programação condigna, ou será transformado em «rockódromo»;
* A partir de dia 9, o Paris terá um efectivo projecto cultural, ou um investidor imobiliário;
* A partir de dia 9, Lisboa poderá contar com o projecto do Espaço A Capital, ou não;
* A partir de dia 9, a CML apostará efectivamente na reabilitação urbana, ou manterá a aposta na demolição urbana;
* A partir de dia 9, Lisboa deixará de ver publicidade ao trabalho normal da CML, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa deixará de ver publicidade enganosa ao trabalho feito pela CML em prol da reabilitação, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa poderá ter arborizadas e reperfiladas avenidas e perpendiculares à Av.Roma, Av.República, Av.Almirante Reis, Av.Padre Cruz e Av.Infante D.Henrique, ou não;
* A partir de dia 9, a CML poderá intervir na Administração do Porto de Lisboa com vista a libertar-se mais zona ribeirinha, ou verá os contentores amontoarem-se ainda mais;
* A partir de dia 9, Lisboa verá ser escrupulosamente respeitado o trabalho do IPPAR, ou não;
* A partir de dia 9, haverá na CML responsáveis directos pelo que se passa no nosso bairro, ou não;
* A partir de dia 9, as escolas primárias públicas de Lisboa poderão voltar a ombrear com as privadas, ou não;
* A partir de dia 9, haverá salas de chuto em Lisboa, ou não;
* A partir de dia 9, haverá remodelações profundas na EMEL, GEBALIS, EPUL, EGEAC, etc., ou não.
A escolha compete aos lisboetas, e só a eles!
BEM HAJAM!
PF
* A partir de dia 9, a Casa-Museu Almeida Garrett será irreversível, ou não;
* A partir de dia 9, os condomínios em execução para o Convento dos Inglesinhos e Convento de Arroios serão reversíveis, ou não;
* A partir de dia 9, o Odéon estará salvo, ou não;
* A partir de dia 9, a Avenida da Liberdade terá o trânsito fortemente condicionado, recuperará uma linha de eléctrico, e verá as faixas laterais eliminadas e os passeios ainda mais amplos e com mais vida; ou continuará como hoje, agravada ainda pela construção de parques de estacionamento subterrâneo nas zonas laterais, junto ao São Jorge e Tivoli;
* A partir de dia 9, o Capitólio poderá respirar de alívio no meio de um jardim a sério, ou será demolido para dar lugar a uma gigantesca estrutura metálica multiusos;
* A partir de dia 9, o Rossio verá finalmente nivelado o poço de ventilação do Metro, ou não;
* A partir de dia 9, a Colecção Berardo ficará em Lisboa ou rumará para Itália;
* A partir de dia 9, a CRIL respeitará o Aqueduto, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa não verá avançarem os parques subterrâneos no Príncipe Real, na Pcta.José Lins do Rêgo e no Largo Barão de Quintela, ou não;
* A partir de dia 9, o túnel do Marquês poderá ficar-se pela Rua Castilho, ou trazer ainda mais subúrbio para o coração de Lisboa, até á António de Aguiar, juntando-se assim ao previstos túneis do Saldanha e sob a Penha de França, este a ligar a Almirante Reis a São João;
* A partir de dia 9, Alvalade verá ser construído um parque de estacionamento ao lado do mercado, em terreno camarário, ou voltar a possibilidade de se esventrar a Avenida da Igreja;
* A partir de dia 9, a Lapa terá a possíbilidade de ter estacionamento na zona abandonada do Hospital Militar, ou não;
* A partir de dia 9, Benfica verá reabilitado o parque Silva Porto e os projectos da Quinta da Granja e da praça central avançarem, ou não;
* A partir de dia 9, a Ajuda verá efectivamente recuperada a zona envolvente do Palácio da Ajuda, e dignificao o «rio seco», ou não;
* A partir de dia 9, o Lumiar verá salvaguardado o que resta do Paço do Lumiar (Qta.Senhora Paz, Casa Cesário Verde, Qta. do Cunhal), e dignificado o parque periférico, ou não;
* A partir de dia 9, o São Jorge terá uma programação condigna, ou será transformado em «rockódromo»;
* A partir de dia 9, o Paris terá um efectivo projecto cultural, ou um investidor imobiliário;
* A partir de dia 9, Lisboa poderá contar com o projecto do Espaço A Capital, ou não;
* A partir de dia 9, a CML apostará efectivamente na reabilitação urbana, ou manterá a aposta na demolição urbana;
* A partir de dia 9, Lisboa deixará de ver publicidade ao trabalho normal da CML, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa deixará de ver publicidade enganosa ao trabalho feito pela CML em prol da reabilitação, ou não;
* A partir de dia 9, Lisboa poderá ter arborizadas e reperfiladas avenidas e perpendiculares à Av.Roma, Av.República, Av.Almirante Reis, Av.Padre Cruz e Av.Infante D.Henrique, ou não;
* A partir de dia 9, a CML poderá intervir na Administração do Porto de Lisboa com vista a libertar-se mais zona ribeirinha, ou verá os contentores amontoarem-se ainda mais;
* A partir de dia 9, Lisboa verá ser escrupulosamente respeitado o trabalho do IPPAR, ou não;
* A partir de dia 9, haverá na CML responsáveis directos pelo que se passa no nosso bairro, ou não;
* A partir de dia 9, as escolas primárias públicas de Lisboa poderão voltar a ombrear com as privadas, ou não;
* A partir de dia 9, haverá salas de chuto em Lisboa, ou não;
* A partir de dia 9, haverá remodelações profundas na EMEL, GEBALIS, EPUL, EGEAC, etc., ou não.
A escolha compete aos lisboetas, e só a eles!
BEM HAJAM!
PF
17/09/2005
Para amanhã, 2º dia de campanha, 2º teaser aos candidatos a Lx:
2º Teaser: QUE PARQUES SUBTERRÂNEOS? E POR QUEM?
Que seja preciso mais parques de estacionamento subterrâneo, mormente para residentes e comerciantes, é algo consensual. Mas queremos ouvir os candidatos sobre:
- Se vão ou não avançar, se forem eleitos, com os polémicos parques de estacionamento subterrâneo anunciados em tempos, e retirados oportunamente de agenda pela CML, para o Largo Barão de Quintela (Chiado), Pç. José Lins do Rêgo (Av.Brasil), Príncipe Real, Avenida Liberdade e Avenida da Igreja?
- Se se vai continuar a dar a sua concessão aos mesmos de sempre - na maior parte dos casos, mesmo antes de estar aberto concurso para a sua execução?
- E, já agora, porque é que sendo parques para residentes, eles não são gratuitos?
Paulo Ferrero, Pedro Policarpo e Bernardo Ferreira de Carvalho
Que seja preciso mais parques de estacionamento subterrâneo, mormente para residentes e comerciantes, é algo consensual. Mas queremos ouvir os candidatos sobre:
- Se vão ou não avançar, se forem eleitos, com os polémicos parques de estacionamento subterrâneo anunciados em tempos, e retirados oportunamente de agenda pela CML, para o Largo Barão de Quintela (Chiado), Pç. José Lins do Rêgo (Av.Brasil), Príncipe Real, Avenida Liberdade e Avenida da Igreja?
- Se se vai continuar a dar a sua concessão aos mesmos de sempre - na maior parte dos casos, mesmo antes de estar aberto concurso para a sua execução?
- E, já agora, porque é que sendo parques para residentes, eles não são gratuitos?
Paulo Ferrero, Pedro Policarpo e Bernardo Ferreira de Carvalho
23/10/2004
Aberto para Balanço I (Bairro Azul)
A 23 de Outubro de 2003, o Presidente da CML, Pedro Santana Lopes, anuncia que a circulação no Bairro Azul "será condicionada ao trânsito local", de modo a "evitar a utilização do Bairro como espaço de passagem do trânsito citadino".
Quase um ano depois de terem sido, provisoriamente, colocados blocos de betão para fechar uma das 8 entradas do Bairro e espalhados cartazes por toda a cidade dizendo que “a CML protege os bairros tradicionais” tudo está na mesma.
As pressões causadas pelo Corte Inglês, Sams e Centro de Negócios (BNC e Totta) a funcionarem em velocidade de cruzeiro durante todo o ano e a todo o vapor durante a época natalícia fazem com que a vida no bairro seja cada vez mais infernal.
Automóveis nos passeios, nas passadeiras, em filas de trânsito impacientes, poluição atmosférica e sonora (proveniente dos escapes e das buzinas automóveis) fazem o dia-a-dia de quem mora no Bairro Azul.
Os moradores que têm automóvel não têm onde o estacionar. Os que andam a pé dificilmente o fazem sem que para isso precisem de muita habilidade para contornar os carros que estacionam nos passeios.
A juntar a isto, uma questão relevante em termos de segurança relativamente aos automóveis que estacionam na faixa de rodagem, vulgo “segunda fila”, dificultando a passagem de veículos de maior dimensão como viaturas de combate a incêndios.
Haja coragem para retirar os carros da cidade e devolver a cidade às pessoas.
PP
Bairro Azul 1 Bairro Verde - Plano de gestão da circulação automóvel e estacionamento
(este plano irá estar disponível logo que seja possível informaticamente disponibilizá-lo)
Quase um ano depois de terem sido, provisoriamente, colocados blocos de betão para fechar uma das 8 entradas do Bairro e espalhados cartazes por toda a cidade dizendo que “a CML protege os bairros tradicionais” tudo está na mesma.
As pressões causadas pelo Corte Inglês, Sams e Centro de Negócios (BNC e Totta) a funcionarem em velocidade de cruzeiro durante todo o ano e a todo o vapor durante a época natalícia fazem com que a vida no bairro seja cada vez mais infernal.
Automóveis nos passeios, nas passadeiras, em filas de trânsito impacientes, poluição atmosférica e sonora (proveniente dos escapes e das buzinas automóveis) fazem o dia-a-dia de quem mora no Bairro Azul.
Os moradores que têm automóvel não têm onde o estacionar. Os que andam a pé dificilmente o fazem sem que para isso precisem de muita habilidade para contornar os carros que estacionam nos passeios.
A juntar a isto, uma questão relevante em termos de segurança relativamente aos automóveis que estacionam na faixa de rodagem, vulgo “segunda fila”, dificultando a passagem de veículos de maior dimensão como viaturas de combate a incêndios.
Haja coragem para retirar os carros da cidade e devolver a cidade às pessoas.
PP
Bairro Azul 1 Bairro Verde - Plano de gestão da circulação automóvel e estacionamento
(este plano irá estar disponível logo que seja possível informaticamente disponibilizá-lo)
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