Nota: E está este espaço catalogado no Inventário Municipal de Património!
Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
18/12/2014
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Nota: E está este espaço catalogado no Inventário Municipal de Património!
17/12/2014
Fontes Pereira de Melo em discussão: a repetição do erro demolidor
Publicamos aqui a opinião de Miguel Lopes Oliveira, contributo já enviado para a CML.
Exmo Sr. Presidente
da Câmara Municipal de Lisboa,
Relativamente ao projeto 431/EDI/2014, gostaria, ainda que louvando o plano relativamente ao designado “Praça” e “Bosque”, de manifestar o meu total desagrado relativamente às demolições propostas:
1) Porque implica:
- Redução dos elementos históricos da Avenida Fontes Pereira de Melo, que os próprios autores do projeto nos alertam que “a habitação romântica (…) tornou-se praticamente inexistente” (Cf. Torre da Cidade, Memória Descritiva, pg. 6).
Na verdade, já só sobram outros 2 palacetes nesta avenida: Sotto Mayor e a Sede do Metropolitano-Palacete José Moreira Marques.
- A repetição do erro demolidor na zona das Avenidas Novas, alvo de várias críticas. Recorde-se o exemplo do abate do vizinho Hotel Aviz, que foi considerado o hotel mais sumptuoso do mundo pela revista Life, algo que o atual Sheraton não consegue.
- A repetição do erro descontextualista
Como por exemplo entre o palacete da sede do Metropolitano de Lisboa e os respetivos edifícios contíguos da Avenida Fontes Pereira de Melo.
2) Os edifícios existentes têm elementos arquitetónicos de interesse, ao contrário do que é referido na Memória Descrita:
- A fachada do palacete de gaveto e os restantes edifícios têm uma linguagem arquitetónica contextualizada com a Casa Museu Anastácio-Gonçalves e Maternidade Alfredo da Costa, que são elementos a preservar por força das zonas de proteção de imóveis e hospitais, respetivamente.
- O palacete de gaveto tem dois pátios, um interior e outro exterior, que se relacionam mediante um arco de características singulares, único na zona das Avenidas Novas.
- Atente-se para a forma como a Memória Descrita se refere ao espaço: “conjunto idílico e ajardinado com casas apalaçadas”(Cf. Torre da Cidade, Memória Descritiva, pg 4). É importante a preservação das fachadas para se mantenha vivo o conceito acima mencionado, reinterpretando-o com os elementos propostos designados por “Praça” e “Bosque”.
3) A Torre proposta:
- Cria uma fortíssima disparidade volumétrica e de linguagem arquitetónica com os dois outros edifícios contíguos dentro do mesmo quarteirão---Casa Museu e o edifício Maracanã.
- Prevê que a empena do edifício Maracanã fique como parede cega, forçando à descontextualização deste edifício, separado da Torre por um espaço de pouca utilidade.
- Reduz a incidência de luz sobre a Avenida Fontes Pereira de Melo, cuja largura não é suficiente para comportar esta concentração de grandes volumetrias. Atente-se numa imagem presente no documento em análise (fig.2).
- Na sequência do ponto anterior, a proposta estará claramente a afetar o conceito de Lisboa como cidade da Luz e do Mar.
- Lisboa aposta nas indústrias do lazer, nomeadamente turismo e cinema. Aliás, o conceito acima referido da cidade da Luz e do Mar provem da Associação de Turismo de Lisboa. As fachadas hoje existentes, quando recuperadas, no conjunto com os restantes elementos (Casa Museu e Maternidade Alfredo da Costa), serão muito mais valorizadas por estas áreas económicas, do que a torre proposta.
Recorde-se que existe uma linha de autocarros turísticos (hop on- hop off) que atravessa a Avenida Fontes Pereira de Melo. A zona das Avenidas Novas deve aumentar o interesse turístico da cidade e não o oposto.
- Estão disponíveis outros terrenos próximos deste local (Ex: O terreno devoluto da Rua Casal Santa Luzia), onde é possível a construção em altura para aumento da área de serviços terciários e consolidação do “skyline” de Picoas, sem colidir com a preservação de conjuntos históricos (“idílico”, segundo a memória descritiva) e restantes problemas relacionados com a excessiva concentração de grandes volumetrias, nomeadamente as sombras.
Assim, defendo outra solução arquitetónica, que mantendo as fachadas existentes e o propósito de uso para espaço terciário de comércio e serviços, permita:
- Preservar a história da cidade e da sua arquitetura muito interessante.
- Criar contextualismo e transições suaves de volumetria com os outros elementos arquitetónicos do mesmo quarteirão, em vez de acentuar as diferenças.
- Promover a humanização do espaço, da projeção da luz e do interesse económico turístico e fotográfico da cidade.
agradeço a toda a sua atenção à minha exposição
Miguel Lopes Oliveira
Mais info: notícia do Público:
Torre de escritórios com 17 andares projectada para a Av. Fontes Pereira de Melo
16/12/2014
Lisboa perde em todas as frentes
| Estrasburgo, avenidas inteiras com o património Entre-Séculos preservado e valorizado. |
| Lisboa, avenidas inteiras com o património Enre-Séculos destruído, adulterado, esventrado, em ruínas. O reino do espelhado e da arquitectura banal é a imagem de marca de Lisboa. |
| Estrasburgo, quarteirões inteiros com o património fin-de-siècle habitado, vivido, mantido. De portas a janelas, de jardins a ferragens, nada é deitado fora. A cidade ganha todos os dias. |
| Estrasburgo, grandes prédios salvos na íntegra, comtinuam a espantar pela positiva os visitantes e os residentes. A terciarização da cidade não foi sinónimo da sua destruição. |
| Estrasburgo, moradia entre-séculos. Fachada que continua a fazer parte do legado da cidade. Dos mosaicos às janelas, nada foi alterado de forma invasiva e destruidora. |
| Lisboa, moradia entre-séculos destruída pela incúria, pela visão imediatista, eleitoralista e de curto prazo, com que se regem os destinos de Lisboa Desta e de dezenas de outras casas, nada sobrou. |
| Estrasburgo, prédio entre-séculos a ser restaurado. nada de cabeçudos, de levantamento imbecil de cérceas, de edificíos engolidos por outros numa perversão arquitectónica degradante e insuportável . |
| Lisboa, edifício intervencionado e destruído. Um dos grandes da rua Braancamp perdido para sempre. Esta imagem traduz o vasto campo de indigência urbana em que Lisboa se tem vindo a transformar. |
| Estrasburgo, casa do século XVIII com mansardas preservadas. nenhuma casa do centro histórico pode ser desvirtuada de forma definitiva. |
| Estrasbugo, palácio Rohan, magníficamente salvaguardado. Notável residência aristocrática, continua a pontificar no retrato urbano da cidade. |
| Estrasburgo, fachada tardoz do palácio Rohan. |
15/12/2014
A "Casa de Mouzinho de Albuquerque" (Rua das Trinas, 70-80), pombalina, vai ser de Interesse Municipal
Por proposta conjunta dos Vereadores Catarina Vaz Pinto e Manuel Salgado, que será votada nesta 4ª Feira em reunião de CML e acho bem :-)
Mais um atentado à calçada artística portuguesa
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| Foto de 13-12-2014 |
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| Foto de 13-12-2014 |
Teatro para evitar que mais uma loja centenária da Baixa se transforme num hotel
Por Sara Otto Coelho
Petição para “uma cidade das pessoas”
O Teatro das Compras lançou uma petição online “contra o encerramento da S.Drogaria Pereira & Leão, ou a sua transformação num pastiche vintage“. A defesa da Drogaria é um símbolo de um objetivo maior: evitar que Lisboa se torne uma cidade “desumanizada, onde a história e a vida das pessoas vale tão pouco face ao lucro do turismo massificado e da especulação imobiliária”. Admitem que a petição pode não conseguir mais do que divulgação, mas acreditam que o poder público – especialmente a Câmara Municipal de Lisboa – terá de tomar uma atitude se os protestos se fizerem ouvir.[...]»
12/12/2014
Solução simples para as Esplanadas de Lisboa?
Pequena solução para as esplanadas?
Na Austrália é comum haver pequenas marcas no passeio, mostrando os limites máximos da esplanada, como é visto na foto. O passar do "risco" pode demover muitos abusadores, e deixa bem explícito para os transeuntes que estão a invadir o seu espaço. Com esta marca seria mais fácil, quem passa poder meter o mobiliário no seu devido lugar.















