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04/06/2017

"Não há lisboeta que viva do Marquês para baixo que não se sinta acossado"....


foto: Orlando Almeida / Global Images

Presidentes de junta do centro histórico de Lisboa aplaudem medidas que restrinjam o alojamento local nos seus bairros.

O projeto de lei de dois deputados do PS - que defende que os vizinhos passem a autorizar alojamento local no seu prédio - provocou divisões entre os socialistas, mas encontra muitos aliados nos presidentes de junta do centro histórico de Lisboa. Há quem diga que até peca por escasso. E também quem lhe aponte críticas. Mas um ponto é unânime entre os autarcas ouvidos pelo DN. Santa Maria Maior, São Vicente, Misericórdia e, numa segunda linha, Penha de França, Arroios ou Santo António, todos concordam que é preciso tomar medidas para regulamentar o alojamento local.

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Pode ler o resto aqui no DN de hoje

04/05/2016

"Berlin's government legislates against Airbnb"

Berlin's government legislates against Airbnb Owners can no longer rent whole properties to tourists, as officals blame  websites including Airbnb, Wimdu and 9Flats for driving up rents

Berlin began restricting private property rentals through Airbnb and similar online platforms on Sunday, threatening hefty fines in an attempt to keep housing affordable for local people.

Authorities in the German capital fear the trend for people to let apartments to tourists through sites such as Airbnb, Wimdu and 9Flats is cutting into a limited property supply and driving up rents.
A new law – Zweckentfremdungsverbot – has been described by Andreas Geisel, Berlin’s head of urban development, as “a necessary and sensible instrument against the housing shortage in Berlin … I am absolutely determined to return such misappropriated apartments to the people of Berlin and to newcomers”.
Rents in Berlin rose 56% between 2009 and 2014 but are low compared with other major European cities at about €10 (£8) a square metre this year.
As Berlin has become one of Europe’s top travel destinations, with 30.2m overnight stays last year, the Airbnb trend has affected the local hotel industry. According to research company GBI, the private online bookings represent a “parallel market of an additional 6.1m” overnight stays a year.
The law was passed in 2014 but gave a two-year transition period that ended on Saturday, when owners became limited to renting only rooms via such sites, not entire flats or houses. Offenders can face fines of up to €100,000.
The city has appealed to the “civic spirit” of residents, asking them to anonymously report suspected misuse online.
Tim Boening, 41, who rents out a loft in the trendy Kreuzberg district, said he was not shocked by the law, given practices he had seen. He cited “the nice couple with two small apartments who move in together to a bigger place and keep the two apartments to rent them out on Airbnb … I don’t think that’s good – it should be stopped.”
But a 48-year-old woman who did not want to give her name expressed fury about the change, having rented out four apartments near the city centre via Airbnb. She claimed the city was making Berliners pay for its failed housing policy while serving the needs of the hotel industry.
She was especially angry about the request to inform on offenders, saying that “in Germany, of all places, maybe we should reconsider this kind of thing”.
Airbnb Germany said: “Berliners want clear and simple rules for home sharing, so they can continue to share their own homes with guests. We will continue to encourage Berlin policymakers to listen to their citizens and to follow the example of other big cities such as Paris, London, Amsterdam or Hamburg and create new, clear rules for normal people who are sharing their own homes.”
Wimdu has filed a lawsuit, arguing the law breaches the constitution of Berlin. The owners of 9Flats told the daily Frankfurter Allgemeine Zeitung: “We face a law in Berlin that would drive us into bankruptcy.”
https://www.theguardian.com/technology/2016/may/01/berlin-authorities-taking-stand-against-airbnb-rental-boom

18/03/2016

Pedido de Esclarecimentos à CML sobre excesso de unidades hoteleiras em Lisboa


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, Gab. Ver.Manuel Salgado, ICOMOS Portugal e Media


Na sequência da excessiva pressão turística que se faz sentir na cidade de Lisboa, de há poucos anos a esta parte, mormente no centro histórico, com reflexos nítidos no edificado da cidade e no dia-a-dia de quem nela mora, facto que se traduz na descaracterização da zona em várias vertentes (demográfica, comércio local, etc., por via de acções de despejo de moradores e comerciantes, e por alterações irreversíveis na tipologia das habitações e na estrutura dos edifícios, não poucas vezes antigos e referenciados na Carta Municipal do Património anexo ao PDM, solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre:

- Quais os fundamentos que levam a CML a apostar nesta estratégia de tolerância/angariação deste tipo de desenvolvimento hoteleiro, a nosso ver insustentável a médio prazo?
- Qual o número de novos projectos previstos para alterações de edifícios para fins de hotelaria?
- Qual o tipo de edificado pré-existente onde irão localizar-se?
- Se a CML tem quantificada a relação projectos entrados para unidades hoteleiras (incluindo alojamento local) vs. projectos dedicados à habitação nas zonas históricas, que não envolvam exclusivamente destinados a uma clientela gama-alta?
- Se está a ser feita a monitorização do uso dado aos imóveis municipais alienados em hasta pública (constatamos que em demasiadas zonas o que acontece é a transformação imediata em "alojamento local" em vez de regressarem ao mercado de arrendamento normal?
- Qual o número de alojamento privado destinado a turistas, via "airbnb"?
- Se existe algum plano da CML para aumentar/cooperar na fiscalização de "airbnb" não-declarados?
- Qual o número de casas compradas por estrangeiros ao abrigo dos regime de "vistos gold" e que de facto se encontram ocupados? - E se está prevista alguma moratória para projectos hoteleiros na zona histórica da cidade?
- Considerando a falta de casas para arrendamento para jovens casais nos bairros históricos, porque é que a CML não repensa a alienação dos seus imóveis nesses bairros já que são, cada vez mais, a única hipótese de criação de oferta de fogos com rendas económicas?
- Por fim, considerando que a iniciativa privada está praticamente centrada em exclusivo no alojamento para turistas, como pensa a CML resolver esta assimetria cada vez mais grave nos bairros históricos já que é cada vez mais difícil para um habitante permanente da cidade encontrar fogos para arrendamento em regime normal?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, Pedro Henrique Aparício, Fernando Jorge, Alexandre Marques da Cruz, Pedro Gomes, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Lima, Inês Líbano, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Jorge Lopes, Isabel Sá da Bandeira, Júlio Amorim e Nuno Caiado