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31/03/2015

Bares e barulho impedem o descanso dos moradores



Não com a dimensão desta situação do Cais do Sodré, nas Avenidas Novas, também vamos tendo os nossos casos - Rua Dona Filipa de Vilhena, Rua do Arco do Cego, Av João Crisóstomo e Rua Padre António Vieira - zonas predominantemente residenciais, mas onde a simples existência de um bar em cada uma destas ruas, perturba diariamente, e em muito, o descanso e sossego dos moradores, muitas vezes e em alguns dos casos até às 4h ou 5h horas da manhã, muito para lá do que está licenciado (e que já é muito exagerado).

Há até já casos, em que proprietários vêem os seus inquilinos rescindirem contratos de arrendamento, unicamente por causa do barulho provocado por estes estabelecimentos, perdendo dessa forma uma fonte de rendimento, apesar de terem que continuar a pagarem as suas contribuições à CML.

É também importante não escamotearmos, que alguns destes estabelecimentos, parecem servir de âncora a outras actividades, que não só provocam um sentimento de insegurança aos moradores, que chegam a ser frequentemente alvo das mais diversas ameaças, como se fossem eles que estivessem a mais nas ruas onde moram.

A CML não pode continuar, por um lado a permitir a abertura destes estabelecimentos em edifícios e zonas residenciais e por outro a fechar os olhos às irregularidades que estes estabelecimentos teimam em continuar a praticar, nomeadamente no que concerne a horários de funcionamento (com ou sem porta aberta), ruído e vibrações provocados por todo o prédio, mas também o barulho provocado por clientes que vêm para a rua confraternizar e beber e pelas actividades menos licitas que nalguns casos se praticam nas suas redondezas.

Apesar das inúmeras denúncias e queixas já apresentadas, junto da Câmara Municipal de Lisboa e da PSP, que estão plenamente informadas e conscientes da gravidade destas situações e até vão intervindo muito pontualmente, a verdade é que as situações se mantêm e com o aproximar do bom tempo, apenas têm tendência a piorar, como acontece todos os anos.

Aliás em muitas das vezes que é chamada, a PSP nada faz, evocando as mais diversas justificações ou até nem responde aos pedidos de intervenção dos moradores. Também a Câmara, apesar das reuniões com moradores, com a Associação de Moradores das Avenidas Novas e a Comissão de Moradores do Alto do Parque, onde se tem mostrado solidária com as reclamações apresentadas e apresentado promessas de intervenção, as diversas situações mantêm-se na prática inalteradas e os prevaricadores impunes. 

Urge uma verdadeira tomada de atenção e principalmente actuação da CML sobre estes casos, como um todo e não com medidas pontuais para uma zona ou outra da cidade, que como se vê não satisfazem ninguém, mas principalmente continuam a impedir que os moradores possam descansar nas suas casas. E à PSP exige-se uma permanente intervenção que até agora não tem existido.

19/02/2014

Cerveja barata + falta de educação e civismo = lixo!

In blog O Corvo 19-2-2014
Sobre o problema da falta de civismo, maioritariamente de alunos do Instituto Superior Técnico, que faz com que o magnifico jardim do Arco Cego, esteja em parte, mas permanentemente transformado em lixeira, o blog O Corvo publica hoje um post que apenas vem comprovar aquilo que a Associação de Moradores das Avenidas Novas há muito vem denunciando e alertando - a venda a baixo preço e até fora de horas, de cerveja, cujos copos ficam espalhados no jardim, provocando o espectáculo que a imagem mostra.




E o mais grave de tudo, é que isto é provocado maioritariamente por alunos do IST, de quem seria de esperar uma consciência ambiental e uma educação própria de quem chega ao ensino superior, depois de pelo menos 12 anos de estudos, mas que infelizmente aquilo que demonstram é precisamente o contrário, um comportamento de quem não respeita nada nem ninguém. Será esta a tão falada, geração rasca, que só julga ter direitos e nenhumas obrigações para com a sociedade em que vive, fazendo com que um espaço magnifico como o jardim do Arco Cego, pareça por vezes uma lixeira a céu aberto, onde não raras vezes são visíveis ratazanas a circularem no meio do lixo.