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15/07/2021

Bandeiras electrónicas nos eléctricos históricos - estupefacção e protesto à Carris e CML

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Presidente do C.A. da Carris
Eng. Tiago Farias


C.C. AML e media

Serve o presente para manifestarmos a nossas estupefacção e apresentarmos o nosso protesto pela remoção em curso das bandeiras tradicionais da rede de eléctricos históricos da Carris, para efeitos de colocação de bandeira electrónica NSS, de que dá conta a foto em anexo, relativa ao eléctrico nº 557 da linha E-28, que supostamente será o primeiro eléctrico a receber essas bandeiras (fonte: Diário do Tripulante).

Com efeito, parece-nos uma péssima ideia que, a reboque de uma pretensa modernização do serviço de eléctricos históricos, se desvirtuem estes com um ferramenta electrónica completamente desnecessária neste tipo de eléctrico, destruindo parte importante de todo um imaginário à volta do eléctrico histórico da cidade de Lisboa, pois as bandeiras tradicionais fazem parte do seu encanto tal como a sua mudança manual pelos guardas-freios.

Parece-nos evidente que com esta medida de contornos provincianos os eléctricos históricos começam a deixar de o ser, para grande tristeza da cidade e de quem nos visita.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Maria Teresa Goulão, Carlos Moura-Carvalho, Júlio Amorim, Nuno Vasco Franco, Maria João Pinto, Helena Espvall, Marta Saraiva, José Maria Amador, António Prôa, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Carlos Boavida, Cláudia Ramos, Ana Alves de Sousa, Maria do Rosário Reiche, Paulo Lopes, Jorge Pinto, Pedro Machado, Irene Santos (15.7.2021)

...

Resposta da Carris (19.7.2021):

«Caros (as) Senhores (as)

Agradecemos a vossa comunicação, rececionada via Câmara Municipal de Lisboa.

Considerando o teor da mesma, informamos que o tipo de bandeira referido encontra-se instalado apenas em um elétrico e trata-se de um protótipo, tendo por objetivo a eventual substituição das bandeiras de destino antigas nos elétricos de Serviço Público.

Tendo em conta a grande dificuldade em manter o sistema antigo de bandeiras constituídas por rolos de lona com todas as designações pintadas, fomos obrigados a procurar soluções alternativas e que fossem funcionais e esteticamente aceitáveis. Assim, esta solução com painel de LED´s, é uma das várias soluções que ainda estamos a avaliar, nomeadamente na legibilidade dos painéis à distância, na manutenção do equipamento e também na capacidade de mantermos um aspeto o mais próximo possível do original.

Por último, informamos que os elétricos de Museu manterão todas as suas caraterísticas de origem, incluindo as bandeiras.

Cumprimentos,

Lígia Querido
Núcleo Acompanhamento do Cliente
»

26/06/2015

CARRIS: mais para turistas, menos para lisboetas



É cada vez mais frequente o uso por parte da CARRIS de material circulante dos electricos clássicos para fins meramente turisticos. 

Ontem, na Rua da Conceição, dia 25 JUNHO de 2015 pelas 15.30 passaram 4 electricos seguidos em serviço de «aluger».

Considerando que nós os utentes do electrico 28 estamos a perder qualidade no serviço devido à invasão insustentável por parte de turistas, é pois lamentável que a CARRIS continue a utilizar material circulante para uso exclusivo dos turistas em prejuízo dos moradores de Lisboa.

De igual forma é lamentável que a CARRIS esteja a utilizar parte dos carris do antigo electrico 24 também para mais um serviço destinado aos turistas.

Tanto interesse e investimento na direcção do "turista" e tão pouco investimento no serviço de transporte público. E assim se contribui irresponsavelmente para o conflito crescente entre turistas e residentes em Lisboa.

08/05/2015

A fila para o 28


Chegado por e-mail:

«Se isto não prova o sucesso comercial dos eléctricos, não sei o que será. Mas por outro lado também demonstra a imensa pressão sobre este transporte, que tem de ser resolvida com recurso a novas linhas e composições, destinadas a turismo mas também a lisboetas.

O sucesso comercial dos elétricos deveria ajudar a financiar o respetivo serviço público, a sua manutenção e crescimento. E parte do sucesso comercial e da própria marca dos elétricos é precisamente o facto de serem utilizados pelos locais, o que lhes confere autenticidade.

Se nada for investido, nenhum local lá entra. Se tudo passar a turístico, como se denuncia por palavras do Presidente da Transportes de Lisboa, os turistas vão andar a passear por carrosséis, a olhar para outros turistas de outras partes do mundo, mas não para Lisboa.

É preciso reabrir novas linhas, como o E24, para que haja distribuição de pessoas mas também que um melhor serviço seja prestado às populações e aos nossos visitantes.

É isto que queremos em Lisboa?

do»

08/11/2014

Turistificação à força de Lisboa: TRAM TOUR versus TRANSPORTE PÚBLICO

O novo serviço da Carris (um luxo!) para os turistas, mas a circular quase vazio...

















...porque os turistas procuram as estações terminais do 28 (Martim Moniz e Prazeres)...














...e assim cresce a olhos vistos o conflito entre residentes e turistas.

Enquanto os eléctricos da carreira 28 estão cada vez mais cheios, a CARRIS resolveu criar este ano outra carreira exclusiva para os turistas - o TRAM TOUR de bonita cor verde! Infelizmenmte parece que não está a ter a procura nem os resultados que se desejava pois os turistas continuam teimosamente a encher o 28 para prejuízo e sofrimento de todos nós que dependem dos eléctricos para ir trabalhar, regressar a casa, ou simplesmente viver na nossa cidade. Este verão foi um verdadeiro caos e inferno para quem a mobilidade na cidade depende do 28. Para o ano não conseguimos imaginar um cenário pior que este mas tudo indica que vamos assistir ao agravamento do problema até porque tardam as respostas adequadas. Será isto o princípio do fim do E28? E quer isto dizer também que a CARRIS perdeu o sentido da sua vocação principal?