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20/07/2015

Largo Agostinho da Silva: lixo, urina, abandono





Um levantamento fotografico realizado hoje, domingo à hora do almoço, do Largo Agostinho da Silva.
Embora as imagens dispensem comentários, não quero deixar de destacar os problemas de higiene urbana que cronicamente se vê neste espaço, assim como a triste degradação e abandono da fonte pombalina (sem água, sem torneiras, cheia de lixo). Todo o largo cheirava a urina e restos de bebidas alcoolicas. Bem sabemos que este é mais um dos locais usado como improvisada instalação sanitária nas noites de fim de semana, e não só. Atenção ainda para o vandalismo a que parece ter sido sujeita uma parte da fonte cujo alçado lateral está negro pela acção de um fogo. Não é de admirar que tenha encontrado este largo vazio, deserto, sem gente.

31/03/2015

Casa achilles, Lisboa : O teatro da loja de ferragens


In Público (29.3.2015) Por ALEXANDRA PRADO COELHO (Texto) e MÓNICA CID (Ilustração)

«A Casa Achilles tem uma colecção de moldes de ferragens de estilo, oficinas do início do século XX e um escritório saído de um livro de Dickens.

Quando António Lucas abre a luz da cave da Casa Achilles, temos aquela sensação de que os museus vivem uma vida própria quando não estamos lá e, quando dão pela nossa chegada, as peças voltam a correr para os seus lugares e imobilizam-se, silenciosas mas de olhos muito abertos e com os corações de pedra e metal a bater, na esperança de que nós não reparemos em nada.

De dentro de uma caixa, espreita, melancólica, uma cabeça de águia que um dia terá adornado um braço de uma cadeira, e, quem sabe, terá sido afagada por muitas mãos durante conversas nervosas ou pacíficas. À volta dela espalham-se flores também de metal. Numa prateleira, alinham-se ameaçadoras garras de leão, com as unhas e os pelos cuidadosamente desenhados, libertas já do peso dos móveis de estilo que sobre elas descansaram. E, logo abaixo, bustos clássicos, alguns com ar egípcio, feições finas, cabelos elegantemente penteados — peças de adorno de cómodas, provavelmente. [...] É uma peça pequena de decoração de móveis, mas, como muitas outras guardadas nesta cave, é feita com um detalhe exaustivo. António Lucas, sócio-gerente da Casa Achilles, tenta explicar que o valor deste trabalho está precisamente na qualidade dos moldes, e que a colecção que se guarda nesta casa fundada em 1905 é, a esse nível, excepcional. “Temos talvez cinco séculos de moldes dos grandes estilos europeus”.

Vista de fora ninguém adivinha, mas a Casa Achilles — uma das fundadoras do projecto Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa, uma iniciativa do Fórum Cidadania Lisboa para preservar este património em risco da cidade — é um labirinto de pequenos espaços cheios de tesouros. António Lucas era cliente e, quando percebeu que a casa corria o risco de desaparecer, decidiu que isso não podia acontecer.[...]»

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Mais em Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lxª.

14/03/2014

«Cities Mobilize to Help Those Threatened by Gentrification»

PHILADELPHIA — Cities that have worked for years to attract young professionals who might have once moved to the suburbs are now experimenting with ways to protect a group long deemed expendable — working- and lower-middle class homeowners threatened by gentrification.
The initiatives, planned or underway in Boston, Philadelphia, Washington, Pittsburgh and other cities, are centered on reducing or freezing property taxes for such homeowners in an effort to promote neighborhood stability, preserve character and provide a dividend of sorts to those who have stayed through years of high crime, population loss and declining property values, officials say.
Newcomers, whose vitality is critical to cities, are hardly being turned away. But officials say a balance is needed, given the attention and government funding being spent to draw young professionals — from tax breaks for luxury condominium buildings to new bike lanes, dog parks and athletic fields.
“We feel the people who toughed it out should be rewarded,” said Darrell L. Clarke, president of the Philadelphia City Council, which last year approved legislation to limit property tax increases for longtime residents. “And we feel it is incumbent upon us to protect them.”

Artigo completo aqui: http://mobile.nytimes.com/2014/03/04/us/cities-helping-residents-resist-the-new-gentry.html?from=global.home

Foto: Colina do Castelo, um dos bairros ameaçados de gentrification, tal como a Colina de Santana e o Príncipe Real, com a monocultura dos projectos de habitação de luxo, hotéis de charme, short term rentals, etc... O que estará a CML a fazer para responder a estes novos problemas? Nada até que o problema seja tão grave que terão de reagir - Lisboa, quase sempre a reagir e quase nunca a prevenir, antecipar...