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29/09/2017

Resposta do Arq. Carrilho da Graça à nossa missiva de ontem

«Ex.mos Senhores,

Foi com enorme prazer que recebi o vosso email de 13 de Setembro de 2016. Embora tarde quero, ainda assim, agradecer-vos.

A confiança e o agradecimento que nele demonstravam, sentem hoje, claramente, postos em causa.

No entanto, a obra não está concluída. Nela ainda não se podem apreciar todos os aspectos que definem a intervenção.

Estou à vossa disposição para esclarecer e explicar o projecto em qualquer momento.

Mantenho a esperança de que no final possam verificar que não defraudei as vossas expectativas.

Com os melhores cumprimentos,

joão luís carrilho da graça»

28/09/2017

Obras no Campo das Cebolas - Tanto barulho com a escadaria do cais para isto, sr. arquitecto?


Exmo. Sr. Arq. João Carrilho da Graça


C.c. PCML, VMSalgado, DGPC, AML e JF Sta Maria Maior

Há exactamente um ano, demos-lhe os nossos mais sinceros parabéns (http://cidadanialx.blogspot.com/2016/09/obrigado-por-incorporar-no-projecto-do.html) pelas suas declarações à imprensa (http://www.dn.pt/sociedade/interior/a-frente-ribeirinha-de-carrilho-da-graca-e-uma-novidade-cheia-de-pistas-para-o-passado-5378781.html), anunciando então que tinha decidido incorporar no seu projecto para o Campo das Cebolas, a escadaria aí encontrada (foto 1).

​Foto 1​
Passados 12 meses, é com enorme espanto que verificamos que tudo não passou de um equívoco e que o logro é completo: a escadaria, ao contrário do prometido e da exuberância monumental que a foto 1 documenta, encontra-se agora aparentemente reduzida a uma confrangedora "montra", deslocada para um cantinho na imensa cobertura desértica sobre o parque de estacionamento automóvel, como assinalado na foto 2.
​​
​Foto 2​
Inclusivamente, e à semelhança da obra no Terreiro do Paço e de todos aqueles péssimos exemplos que nos são dados pela colocação indevida de respiradores do Metropolitano de Lisboa (Rossio, Rua do Arsenal, etc.), verifica-se, aparentemente e até prova em contrário, um tremendo erro no cálculo das diferentes cotas, pois passámos a ter um Campo das Cebolas íngreme (em sentido ascendente, desde o belo arranjo paisagístico da área agora ajardinada até à Av. Infante D. Henrique). Pior, houve a necessidade de erguer um inenarrável muro de tijolo e pedra (foto 3), com mais de 2 metros de altura, do lado da Av. Infante D. Henrique, como modo de “camuflar”, supomos, as bocas de entrada no estacionamento subterrâneo. O resultado, além de feio, é a obstrução completa de vistas e perspectivas, e, a nosso ver, um atentado às boas-práticas do Paisagismo.
Foto 3
A cidade perde uma excelente oportunidade de ter a requalificação do Campo das Cebolas que merecia.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Luís Rêgo, Inês Beleza Barreiros, Fátima Castanheira, António Araújo, Fernando Silva Grade, Miguel Jorge, Rui Martins, Pedro Henrique Aparício, Júlio Amoim, Jorge Santos Silva, Martim Galamba, Nuno Caiado e Maria do Rosário Reiche

29/10/2016

Campo das Cebolas - Paineira fabulosa - à atenção do Vereador Manuel Salgado


À atenção do Vereador Manuel Salgado e ao empreiteiro da obra no Campo das Cebolas: é preciso evitar causar danos a esta fabulosa paineira! Por todos os santinhos!


(Foto: Mónica Alfredo)

13/09/2016

Obrigado por incorporar no projecto do Cp. Cebolas a escada encontrada recentemente

Exmo. Sr. Arq. João Carrilho da Graça


Somos a enviar os nossos mais sinceros agradecimento por ter decidido incorporar a escadaria recentemente encontrada no Campo das Cebolas, no seu projecto de requalificação daquele local, conforme notícia vinda a público a 9 de Setembro.

É uma decisão muito bem-vinda, face à prática corrente em tantos outros projectos de outros autores, desenvolvidos ali bem perto do Campo das Cebolas, inclusivamente, noutras zonas históricas de Lisboa, como a Praça do Município ou o Largo do Contador-Mor, só para citarmos alguns maus exemplos.

Fazemos votos para que mais arquitectos sigam o seu bom exemplo. Lisboa agradece!

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Alexandra de Carvalho Antunes, João Filipe Guerreiro, Maria de Morais Oliveira, Rui Martins, Nuno Vasco Franco, João Oliveira Leonardo, Rosa Casimiro, António Araújo, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Amador, Odete Pinto, Maria do Rosário Reiche e Pedro Henrique Aparício

12/08/2016

AS OBRAS DO CAMPO DAS CEBOLAS


TOTAL FALTA DE RESPEITO E CUIDADO PARA COM AS ESPÉCIES VEGETAIS PRESENTES. TOTAL FALTA DE CONSIDERAÇÃO PARA COM A MEMÓRIA DA CIDADE.

E ASSIM, LISBOA CONTINUA IGUAL A SI PRÓPRIA, COM O ATRASO CIVILIZACIONAL QUE É INCAPAZ DE ULTRAPASSAR.


João Pinto Soares

29/07/2016

E vão tapar isto? Está tudo maluco?


«Perspectivas aéreas sobre estruturas portuárias do século XVIII e XIX descobertas pela equipa da ERA no Campo das Cebolas, em Lisboa.» in ERA Arqueologia/Facebook

20/06/2016

Muralhas de Lisboa


Chegado por e-mail, em c.c.:


«Sr. Arq. João Luís Carrilho da Graça

Prezado Senhor,

Passei hoje pela obras no Campo das Cebolas e me pareceu que os vestígios das muralhas de Lisboa e outras construções que foram postas a descoberto não são nada insignificantes. Tudo será destruído para dar lugar a um estacionamento de carros particulares, que não têm nada a fazer naquele lugar desta cidade devassada pelo trânsito e turismo.

É claro que a responsabilidade é da Câmara, que infelizmente é o resultado de insondáveis jogos de interesses. Diante disso qual é o compromisso da cultura?

Não é fácil responder a essa pergunta. Mas como os arquitectos costumam reivindicar essa condição, sobretudo neste país de “patos-bravos”, gostaria de conhecer a sua opinião a esse respeito.

Melhores cumprimentos

Pedro de Souza»

23/10/2015

CDS preocupado com preservação de achados arqueológicos no Campo das Cebolas


In Público Online (23.10.2015)
Por Inês Boaventura

«A Direcção-Geral do Património Cultural confirma que neste local, na frente ribeirinha de Lisboa, foram identificados "inúmeros vestígios arqueológicos".

O CDS quer saber se “estão a ser tomadas todas as necessárias e devidas medidas no sentido de preservar as memórias históricas e o valor simbólico dos elementos urbanos, arquitectónicos e monumentais” que tenham já sido encontrados ou que venham a sê-lo no decurso das obras que a Câmara de Lisboa está a realizar no Campo das Cebolas. Segundo o partido, no local foi descoberto “um muro com características históricas e valor patrimonial tais que determinam o seu estudo e preservação”.

Ao presidente da câmara foi enviado um pedido de informação escrita sobre este assunto. Nele o vereador centrista, João Gonçalves Pereira, diz ter sido informado da descoberta do referido muro, “na zona da antiga Ribeira Velha ou do antigo Cais de Ver-o-Peso”, e acrescenta que “é expectável que venham a ser encontrados vestígios arqueológicos com grande importância histórica” no decurso da execução do projecto do Campo das Cebolas/Doca da Marinha.

Face a isso, o autarca pergunta se “estão a ser tomadas todas as necessárias e devidas medidas” para preservar os vestígios arqueológicos. João Gonçalves Pereira quer também saber se a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) foi “chamada a intervir no atinente ao citado muro” e, em caso afirmativo, qual foi o seu parecer.

O PÚBLICO dirigiu à DGPC perguntas sobre este assunto, nomeadamente sobre que estruturas foram encontradas até ao momento no Campo das Cebolas e qual a sua importância histórica e estado de preservação. Em resposta, a responsável pela comunicação dessa entidade informou que foram identificados no local “inúmeros vestígios arqueológicos, a muitos dos quais está a ser aplicado o princípio da conservação pelo registo científico, previsto na Lei de Bases do Património Cultural”. Através desses vestígios, acrescenta-se, “tem sido possível contribuir para um melhor conhecimento de evolução da cidade de Lisboa nesta área, entre os finais do século XVII e os dias de hoje”.

Além disso, a DGPC lembra que “está prevista a integração no parque de estacionamento subterrâneo [que está a ser construído pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel)] da estrutura portuária setecentista do Cais de Santarém ou Cais da Ribeira Velha, documentada na cartografia e fontes históricas”.

Em respostas escritas diz-se ainda que a DGPC, “no âmbito das suas competências, encontra-se a acompanhar desde meados de 2014 o Projecto Ribeira das Portas do Mar, Campo das Cebolas e Doca da Marinha”, acrescentando-se que “a escavação arqueológica em curso, e aprovada por esta direcção-geral, é da responsabilidade da CML/EMEL, enquanto promotores da intervenção”.

A entidade responsável pela gestão do património cultural faz ainda saber que “no momento encontra-se terminada a fase de diagnóstico arqueológico, visando a caracterização do local no que diz respeito a eventuais vestígios soterrados”. “Assim, esta direcção-geral aguarda o envio do relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos realizados, através do qual terá conhecimento dos vestígios identificados até ao momento, de modo a poder avaliar os eventuais impactes que a implementação do projecto em referência possa vir a ter sobre o mesmo”, conclui-se.

No seu plano de actividades e orçamento para 2016, a Emel detalha que a obra para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Campo das Cebolas “abrange a requalificação do Largo do Campo das Cebolas que se estende desde da Rua do Cais de Santarém até à Rua dos Arameiros, e desde a Rua da Alfândega até à Av. Infante D. Henrique”. Está em causa a concretização de um projecto do arquitecto Carrilho da Graça.

O PÚBLICO aguarda resposta a um pedido de esclarecimentos enviado à Câmara de Lisboa»

12/02/2013

A caminho do Terreiro do Paço

O íman chamado "Vidrão"



o estacionamento amontoado



e os restos "ajardinados"


Alfama e o eixo Santa Apolónia - Campo das Cebolas já viu definitivamente melhores dias.

Curiosamente a menos de 400 metros a CML não pára de investir, reabilitar e abrilhantar (a Praça do Comércio).

É a chamada cidade a duas velocidades.