Mostrar mensagens com a etiqueta taxas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta taxas. Mostrar todas as mensagens

21/07/2017

Att. Senhor Primeiro-Ministro/ Pedido de introdução de taxa sobre copos de plástico


Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa


Cc. AR, PCML, AML e media

​Vimos pela presente sugerir a V. Excelência e ao Governo que lidera, para que estude a criação de uma taxa para a utilização de "copos de plástico" (bem como pratos e talheres), semelhante aquela que já existe e se aplica a sacos de plástico.

Esta taxa seria cobrada pelo Estado/autarquias (por quem já cobra a taxa relativa aos sacos de plástico) e permitiria financiar o esforço público de limpeza urbana, reforçar a intensidade do mesmo nos locais onde se regista grande produção e abandono de copos de plástico na via pública, aumentar a fiscalização sobre ​os ​prevaricadores e aumentar a reciclagem de plástico por forma a alcançar as metas de reciclagem a que Portugal se obrigou a já ​para​ 2020 (50%​, contra as a​c​tuais de 29%).

​Esta taxa sobre os sacos de plástico mostrou-se muito eficaz na redução d​o​ consumos ​dos mesmos, em Portugal e noutros países europeus (p.ex. na Irlanda​ passou-se de uma média de 328 sacos/pessoa/ano para apenas 14)​, pelo que a introdução da taxa sobre os copos de plástico, permitiria contribuir para o fim​, por exemplo,​ do ​"​espectáculo​"​ diário de jardins ​e espaços públicos repletos ​com copos de plástico.

​Com efeito, estes copos descartáveis de plástico​,​ distribuídos a título gratuito pelas várias cervejeiras aos estabelecimentos comerciais​,​ fazem multiplicar a quantidade de resíduos urbanos​, pelo que uma taxa sobre os mesmos criar​á​ condições para o regresso aos copos de vidro de plástico mais duradouro e com depósito/desconto em devolução.

Um sistema deste tipo está em vigor há alguns anos na Austrália com um apreciável grau de sucesso. Uma taxa semelhante (aplicável a garrafas e copos de plástico) está também a ser avaliada no Reino Unido e já foi aplicada na Escócia como forma de ​se ​reduzir a deposição de plásticos nos sistemas de resíduos urbanos e a sua entrada no Oceano (onde levam entre 50 a 80 anos a decomporem-se!) ​.

A introdução desta taxa poderia ser acompanhada pela proibição, inclusive, da entrega destes copos em locais (espaço público) e junto a locais considerados sensíveis e facilmente sujeitos a excesso de carga, como sejam miradouros e quiosques, por exemplo; e, eventualmente, pela imposição ou discriminação positiva de copos reutilizáveis, à imagem do que já se faz nos festivais de música.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Fernando Jorge, Luís Mascarenhas Gaivão, Mariana Carvalho, José Filipe Soares, Inês Beleza Barreiros, Virgílio Marques, Cristiana Rodrigues, José João Leiria, Jorge Lima, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Bernardo Silveira Godinho, Pedro Henrique Aparício, Irene Santos, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Amador, Beatriz Empis, Alexandra Maia Mendonça, Maria do Rosário Reiche, Maria Helena Barreiros, Fátima Castanheira e Filipe e Bárbara Lopes

Foto em TaraRecuperavel.org

12/10/2016

Sim mas devia inserir património privado emblemático ao abandono descarado na lista a patrocinar pelas taxas


A autarquia apresenta a proposta de orçamento municipal para o próximo ano. No próximo ano, o orçamento de Lisboa contará com mais 52 milhões de euros.

In Público/LUSA (12.10.2016)

«Orçamento da Câmara de Lisboa para 2017 já conta com taxa turística

O orçamento da Câmara de Lisboa para 2017, de perto de 776 milhões de euros, é apresentado à imprensa esta quarta-feira, centrando-se na "qualidade de vida das pessoas que habitam, estudam, trabalham ou visitam" a cidade, segundo a autarquia. Em relação ao orçamento aprovado para 2016, verifica-se um acréscimo de 52 milhões de euros, que se deve à estimativa de receita com o Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis e com a Derrama, disseram à agência Lusa fontes do município. Já em comunicado divulgado na terça-feira à noite, a autarquia explica que as "linhas estratégicas" do orçamento e plano para 2017 se centram na "qualidade de vida das pessoas que habitam, estudam, trabalham ou visitam Lisboa".

[...] De acordo a informação transmitida à Lusa por fontes municipais, este orçamento vai já incluir uma rubrica afecta à gestão da rodoviária Carris, que passará do Estado para a autarquia em 2017. No orçamento, estarão também contabilizados os projectos que, no próximo ano, serão suportados pelas receitas da Taxa Municipal Turística, através do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa. Entre os projectos abrangidos pelo fundo - orçados num total de 33,7 milhões de euros, dos quais 15,5 milhões de euros serão pagos por outras entidades - estão a conclusão da requalificação do Palácio Nacional da Ajuda, a criação do Museu Judaico de Lisboa em Alfama, do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril e do terminal de actividade marítimo-turística na antiga estação fluvial Sul e Sueste, e a concretização do programa municipal Lojas com História. Está também incluída a criação do Polo Descobrir, dedicado aos Descobrimentos portugueses e que, ao contrário do inicialmente previsto, não vai ser na Avenida Ribeira das Naus (por discordância da Direcção-Geral do Património Cultural), mas noutra localização ainda não anunciada, informou a Câmara no final de Setembro. [...]»

...

E acho mto. bem. Mas a CML devia inserir na listagem de projectos a patrocinar pelas taxas edif. privados emblemáticos em risco de desaparecerem... para possibilitar a posse administrativa e as obras coercivas, ou mesmo ficar com a sua posse definitiva.