26/02/2021

Pedido de classificação do Padrão dos Descobrimentos

Exmo. Senhor Director-Geral
Eng. Bernardo Alabaça

Como é do conhecimento de V. Exa., o Padrão dos Descobrimentos é hoje um Monumento marcante da cidade de Lisboa e do próprio País, ainda que aquando da sua construção a sua estética tenha sido criticada.

É por isso para nós inexplicável que mais 60 anos após a sua inauguração, o Padrão dos Descobrimentos esteja por classificar por quem de direito, limitando-se a sua protecção a uma salvaguarda ténue apenas por se localizar nas zonas especiais de protecção do Mosteiro dos Jerónimos (MN) e do Museu de Arte Popular (MIP).

Nesse sentido, temos o prazer de submeter à sua consideração, passados exactamente 61 anos sobre a publicitação da sua inauguração (segue junto recorte do Diário de Lisboa, de 24.2.1960, a este propósito), o presente requerimento de classificação do Padrão dos Descobrimentos, anexando a informação possível e colocando-nos à disposição dessa Direcção-Geral para o que for tido por conveniente.

P’ Fórum Cidadania Lx


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Santos Silva, Luís Carvalho Rêgo, Rui Pedro Martins, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Carlos Moura-Carvalho, Alexandra Maia Mendonça, Bruno Rocha Ferreira, Bruno Palma, Rui Pedro Barbosa, Paulo Trancoso, Maria Teresa Goulão, Alexandra de Carvalho Antunes, Henrique Chaves, Luís Serpa, Gustavo de Cunha, Miguel Jorge, Paulo Lopes, Jorge D. Lopes, Maria João Pinto, Pedro Henrique Aparício, Eurico de Barros, Carlos Boavida, Filipe Teixeira, Odete Pinto, António Araújo, Jorge Pinto; Jean Teixeira, Jorge Lima, Maria Maia, Pedro Cassiano Neves, Beatriz Empis, José Maria Amador, Marta Saraiva, Mafalda Magalhães de Barros, Maria do Rosário Reiche, Teresa de Silva Carvalho, Sofia de Vasconcelos Casimiro

25/02/2021

Vitral partido na fachada Arte Nova da antiga Padaria Inglesa - alerta à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


CC. AML

Chamamos a atenção de V. Exa., e da Câmara Municipal de Lisboa, para o facto de se encontrar partido, desde há dias, um dos vitrais da fachada em ferro da antiga Padaria Inglesa, localizada no edifício do Largo de São Julião, nº 8-9, conforme foto que remetemos (autor: Sousa Pereira).

Trata-se, recordamos, de uma loja que é propriedade da CML desde 1915, está inscrita na Carta Municipal do Património anexa ao PDM (item nº 20.24) e a sua fachada Arte Nova é o que resta das obras de remodelação ocorridas em 1993 e que modificaram por completo o interior da loja. Os lindíssimos vitrais (ver foto de Helena Aguiar, de 2020) são o elemento central da fachada e urge consertá-los.

Na expectativa, e colocando-nos ao dispor da CML para a identificação de especialistas que assegurem um restauro fidedigno do vitral partido, apresentamos os melhores cumprimentos.


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Alexandra de Carvalho Antunes, Ana Alves de Sousa, Rui Pedro Barbosa, Virgílio Marques, Carlos Boavida, Júlio Amorim, António Araújo, Helena Espvall, Teresa Silva Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Maria João Pinto, Ana Celeste Glória, Pedro Cassiano Neves, Jorge Pinto, Miguel de Sepúlveda Velloso, João Oliveira Leonardo, Irene Santos, Rui Pedro Martins, Gustavo da Cunha, Bruno Palma

O Plátano da Estrela

Largo da Estrela, Lisboa, Poda radical.
Que benefícios para esta árvore ? - Nenhuns.
Que benefícios para os lisboetas ? - Nenhuns.
Que benefícios para a estética do local ? - Nenhuns.

Então para quê esta atrocidade?

Quando a Lei nº. 56/2012 de 8 de Setembro que consagrou a reorganização administrativa do Município de Lisboa, conferindo às 24 Freguesias então criadas competências próprias em diversos domínios nos quais se incluem a manutenção e gestão dos espaços verdes e árvores de alinhamento, entrou em vigor, foi desencadeada uma autêntica pandemia contra as árvores da cidade de Lisboa, em espaços públicos e privados, com podas anuais indiscriminadas, muitas delas radicais, descaracterizando e colocando muitas vezes em risco a sobrevivência dos exemplares intervencionados.

Mais uma vez chamamos a atenção de todos para o fenómeno sensível da poda, agora em grande moda, para que prevaleça o bom senso, incentivando as Juntas de Freguesia a substituirem o esforço financeiro e humano posto na poda, pela plantação de novas árvores nos locais sinalizados, alguns já há vários anos, nas áreas das suas Freguesias.


Pinto Soares

21/02/2021

Demolição do chalet Froebel - protesto e pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. AML, JF e media

Vimos pelo presente manifestar a V. Exa. a nossa estupefacção e o nosso repúdio veemente pela demolição integral do Chalet Froebel, no Jardim da Estrela, que foi concretizada ontem, conforme se documenta em fotos tiradas no local.


A nossa estupefacção prende-se com o facto de a CML ter anunciado publicamente (https://www.lisboa.pt/atualidade/noticias/detalhe/antiga-creche-do-jardim-da-estrela-da-lugar-a-biblioteca-do-ambiente?fbclid=IwAR1rKPBvw8MQUY-eYP8j53m8CAK8O5eAelO9uSfPM4dxoKju4yzQwZ2qnQQ) que aquele chalet histórico (http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=7831&fbclid=IwAR3Z5-JuPquOOXeACfGxBMfDoWp0yvewmZxzAYre_5eXMktgH0Y5sEf3FqA), por cuja recuperação e bom uso há anos vimos pugnando, seria alvo, finalmente, de uma operação de conservação e restauro. Por isso, essa notícia foi oportunamente objecto do nosso aplauso, independentemente do uso pretendido - biblioteca "verde" - ser passível de discussão e de, mais uma vez, a CML não ouvir os munícipes para este tipo de projectos.


Daí a nossa maior estupefacção ontem, acrescida pelo facto de aparecer hoje mesmo na página da CML, após polémica acesa nas redes sociais, a justificação que "durante as obras de requalificação, verificou-se que cerca de 70% dos materiais de origem não estão em condições de ser restaurados, pois encontram-se comprometidos na sua integridade estrutural. De acordo com o projeto inicial, o material que pode ser reutilizado na reconstrução foi selecionado e guardado, e será utilizado no edifício".

Perguntamos como é possível que se avance com a obra sem haver relatórios prévios sobre o seu estado de conservação? Consideramos que uma explicação pública plausível e fundamentada sobre essas patologias, prévia ao anúncio de "intervenção de conservação e restauro" teria evitado toda esta situação. É do senso comum que são raras as estruturas de madeira em palácios e edificações antigas que não albergam térmitas, se for esse o caso, e em todas elas se intervém de modo a exterminar as pragas e recuperar e conservar as madeiras, pelo que se nos afigura caricata esta justificação, uma vez que em pleno século XXI as técnicas e os materiais para o combate adequado a este tipo de praga estão mais do que divulgados. 

Finalmente, ficam mais algumas questões de que gostaríamos uma resposta cabal da CML:

1. Esta obra é da responsabilidade de que Pelouro da CML?
2. No caderno de encargos estava prevista a destruição do chalet?
3. Qual é exactamente o mal de que padecem os materiais de origem, que levou à completa destruição do chalet?
4. A reconstrução vai reconstituir os interiores?
5. A reconstrução vai reproduzir fielmente as fachadas do chalet quer em materiais utilizados quer na qualidade dos mesmos?
6. Quais as madeiras do chalet destruído que vão ser reutilizadas?

Tememos que, mais uma vez, estejamos perante uma obra que privilegia o "pastiche", rápido e menos oneroso, o que sendo numa obra da CML, em património histórico, é de rejeitar liminarmente.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Nuno Caiado, Pedro Jordão, Júlio Amorim, Maria Isabel Ferreira, Rui Pedro Martins, Pedro Fonseca, Jorge Lima, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Inês Beleza Barreiros, Rui Pedro Barbosa, Fátima Castanheira, Helena Espvall, Marta Saraiva, Pedro de Sousa. Ana Celeste Glória, Carlos Moura-Carvalho, Paulo Trancoso, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Henrique Aparício, Rui Valada, Ricardo Mendes Ferreira, Pedro Cassiano Neves, Ana Alves de Sousa, Carlos Boavida, Bruno Santos Palma, Irene Santos, Beatriz Empis, Michael Hagedorn, Maria Ramalho, Fernando Jorge, Teresa Silva Carvalho, António Araújo, Irina Gomes, Paulo Guilherme Figueiredo e Matilde de Sousa Franco

18/02/2021

Destruição da calçada portuguesa na Av. Guerra Junqueiro - protesto à CML

Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, JF e media

Sem pré-aviso nem consulta aos moradores, iniciaram-se recentemente na Avenida Guerra Junqueiro trabalhos para a substituição da calçada portuguesa pelo chamado “pavimento confortável”. Sem pré-aviso nem consulta aos moradores!

A destruição da calçada portuguesa, para além do empobrecimento da cidade do ponto de vista estético, contraria os princípios que nortearam a candidatura de Lisboa a Capital Verde Europeia:

Ao contrário da calçada, que é um pavimento ecológico, permeável, permitindo que a terra respire e viva (nascem flores e plantas entre as pedras da calçada), este “pavimento confortável” não permite a absorção da água necessitando por isso, em muitos casos, de serem realizadas obras extra para escoamento de águas, para evitar enxurradas.

Por outro lado, e ao contrário da calçada, cujo brilho contribui para a luz tão especial da nossa cidade, este “pavimento confortável” é baço e pardo, entristecendo as nossas ruas e avenidas.

Ao contrário da calçada, extremamente durável e cuja limpeza, manutenção e reparação é fácil, o “pavimento confortável” encarde e deteriora-se rapidamente e a execução da sua reparação é sempre deficiente, por exemplo, quando é necessário reparar tubagens nos passeios, instalar cabos, etc. Os remendos são gritantes, e é fácil de comprovar.

Ao contrário da calçada, cujos mestres – homenageados pela Câmara Municipal de Lisboa em monumento nos Restauradores - transmitem com orgulho às novas gerações este saber único tão português, o “pavimento confortável” não tem saber, nem brio, nem história.

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,

A importância patrimonial do “saber fazer” e a beleza da calçada portuguesa, não se esgotam na calçada dita “artística” cuja candidatura a Património Mundial estará prestes a avançar!

A importância e beleza da calçada portuguesa reside na genuinidade do material em que é executada, o calcário, na (apenas) aparente simplicidade da sua execução (o segredo do aparelhar da pedra) e no facto de ser - até a CML, e custa-nos dizê-lo, ter decidido transformar o chão de Lisboa numa manta de retalhos – o pavimento que cobria praticamente todas as ruas e avenidas da nossa cidade conferindo-lhe uma homogeneidade ímpar no contexto das restantes cidades europeias.

A calçada portuguesa, toda ela é testemunho vivo da herança romana no território português, porquanto desenvolve a prática milenar do mosaico de tesselas talhadas em calcário. Tal ficou demonstrado na exposição intitulada Debaixo dos Nossos Pés - Pavimentos Históricos de Lisboa, promovida em 2017 pelo Museu de Lisboa, que é tutelado pela EGEAC, empresa da própria CML.

Assim, apelamos uma vez mais à CML, na pessoa de V. Exa., para parar de destruir a calçada portuguesa!

Parem de destruir algo que faz parte da identidade da nossa cidade!

Melhores cumprimentos

Ana Alves de Sousa, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Moura-Carvalho, Cátia Mourão, Jorge Santos Silva, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Alexandra Maia Mendonça, Paulo Lopes, Inês Beleza Barreiros, António Araújo, Rui Pedro Barbosa, Pedro de Souza, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Helena Espvall, Jorge D. Lopes, Beatriz Empis, Luís Carvalho e Rêgo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Marta Saraiva, Jorge Pinto, João Oliveira Leonardo, Maria João Pinto, Irene Santos, Maria Carvalho, Pedro Henrique Aparício, Pedro Machado e Rui Sousa Lopes

Fotos: O Corvo e Arquivo Municipal de Lisboa (António Castelo Branco, anos 50)

17/02/2021

Emissário águas residuais Terreiro do Paço - protesto à CML

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, ATL e media

Numa altura em que estão a terminar as obras referentes à requalificação do espaço público junto à Estação Sul-Sueste e, finalmente, à prometida remontagem do muro de conversadeiras e respectivas fileiras de candeeiros de época, indevidamente retirados do local aquando da obra do Terreiro do Paço em 2011;

Serve o presente para reclamarmos a V. Exa. pelo prolongamento do emissário de águas residuais, para que a Cidade e os lisboetas, e todos quantos nos visitam, deixem de ter a vista inconcebível de que a foto em anexo é testemunho, e que a todos deve envergonhar.

Não compreendemos como essa empreitada não foi assegurada em tempo útil pela CML e pela SIMTEJO, por forma a fazê-la coincidir com as obras referidas acima, que assim pecam por incompletas.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Anabela Rocha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Gustavo da Cunha, António Araújo, Eurico de Barros, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Nuno Caiado, Marta Saraiva, Júlio Amorim, Maria Teresa Goulão, Jorge Pinto, Beatriz Empis, José Maria Amador, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira

11/02/2021

Edifício da Av. Defensores de Chaves, 37 - Pedido de não demolição à CML

Exmo. Sr. Vereador
Eng. Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, JFAN e media

No seguimento de anúncio publicitário anunciando a venda de apartamentos (http://www.primeavenue.pt/empreendimento/edificio-natura-brevemente/8316019?fbclid=IwAR0bqgMqi0fD6P1IhWYqt7ayk5DGb0MpXqOlebsKjfzfV35N-DGRUeU5tvg) em prédio a construir de raiz no lote hoje ocupado pelo edifício do nº 37 da Avenida Defensores de Chaves, cuja foto anexamos;

Trata-se, como V. Exa. estará recordado, de um prédio que data de 1908 e que, portanto, é um daquele lote de prédios de uma Lisboa “Entre-Séculos” que importa recuperar e salvaguardar, sob pena de daqui a 5-6 anos nada mais existir desse período, uma vez que são prédios que são objecto sistemático da especulação imobiliária.

E o historial do prédio em questão tudo leva a crer que este seja um desses casos paradigmáticos, e até o último morador foi alvo de “bullying”, como o próprio teve ocasião de relatar numa reportagem televisiva há poucos anos.

Ou seja: os andares foram sendo vandalizados, a cobertura destelhada, os bronzes da escada, puxadores, canos, o lustre do vestíbulo da entrada, as oito figuras em mármore branco que ladeavam as escadas da entrada, foi tudo roubado… e parte do telhado ruiu, chovendo na escada.

Acresce que a sua proprietária era até há pouco tempo, segundo julgamos saber, a firma Cáfe, também ela com um historial semelhante em prédios da Av. Duque de Loulé, R. Almirante Barroso, etc., em que os prédios respectivos estiveram abandonados durante anos, resultando na sua total demolição ou alteração completa.

Acresce, ainda, que as intimações de obras emitidas pela CML em 2013 e 2014, pelo menos, não foram acatadas pelo proprietário, continuando o prédio a ser vítima das intempéries, até que se justifique um pedido de demolição, o que consideramos lamentável em termos da gestão urbanística e da autoridade da própria CML.

Pelo exposto, solicitamos a V. Exa. que nos informe se se confirma a demolição deste edifício, uma vez que não descortinamos a sua aprovação/licenciamento em sede de reunião de CML, e, por outro lado, apelamos à CML para que, como último recurso, tome posse administrativa deste edifício, procedendo às obras de recuperação do edifício para fins habitacionais, dando assim um claro sinal ao mercado de que não pactua com a especulação imobiliária e que protege o património da Lisboa “Entre-Séculos”.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Filipe Toga Soares, Júlio Amorim, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Martim Galamba, Pedro Henrique Aparício, Paulo Lopes, Bruno Rocha Ferreira, Beatriz Empis, Maria João Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Maria Ramalho, Jorge Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Nuno Caiado, Rui Martins, Alexandre Marques da Cruz, Nuno de Castro Paiva, Fátima Castanheira, Pedro Cassiano Neves, Maria do Rosário Reiche, Gustavo da Cunha

10/02/2021

Demolição integral do edifício R Sousa Martins, 22 (datado de 1904) - Pedido de ajuda ao SOS Azulejo

Exmos. Senhores


Constatámos a colocação de um aviso de obra de demolição total no edifício de 1904 sito na Rua Sousa Martins, nº 22, em Lisboa, conforme foto em anexo.

Considerando que a fachada deste edifício é totalmente revestida a azulejo, e considerando que a aprovação do projecto de demolição em apreço é posterior à entrada em vigor da Lei nº 79/2017, que garante a protecção do património azulejar com a consequente alteração ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, aprovado pelo DL nº 559/99,

Apelamos a V. Exas. para que o S.O.S. Azulejo interceda junto da CML de modo a que se evite a destruição da referida fachada.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro de Sousa, Rui Pedro Martins, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Virgílio Marques, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Filipe Teixeira, Sofia de Vasconcelos Casimiro, António Araújo, Maria João Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Helena Espvall, Maria Ramalho, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Pedro Fonseca, Irene Santos, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, José Maria Amador, Pedro Henrique Aparício

Fotos: Fernando Jorge

...

Resposta da CML ao SOS Azulejo (8.3.2021):

Exma. Senhora
Drª Leonor Sá
Coordenadora do Projeto SOS Azulejo
Museu da Polícia Judiciária
Instituto da Polícia Judiciária e Ciências Criminais

Na sequência do seu email, o qual mereceu a nossa melhor atenção, informamos que, após consulta aos Serviços da Direção Municipal de Urbanismo, o projeto licenciado para a Rua Sousa Martins, 22 a 28, (licença n.º 229/EO-CML/2020. Emitida em 19.08.2020 e válida por 18 meses) prevê a manutenção do edifício com o nº 22. Este edifício é preservado e apenas ampliado num piso de modo a enquadrar a sua relação com o novo edifício e a estabelecer uma transição harmoniosa com o edifício contíguo. Salienta-se que o revestimento azulejar do edifício com o nº 22 será igualmente preservado.

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

O Gabinete do Vereador Ricardo Veludo e Gabinete da Vereadora Catarina Vaz Pinto

Antiga cerca do Mosteiro de São Vicente - Pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. AML, JF e media

Verificámos a presença de funcionários da CML (Departamento de Infraestruturas?) na Rua da Verónica, em trabalhos de consolidação com cimento das partes do antigo muro ali existente, que ameaçavam soltar-se para a via pública (ver foto em anexo).

Corre a informação de que o referido muro será demolido a prazo, para que a rua seja alargada e possam existir mais lugares de estacionamento automóvel.

Chamamos a atenção de V.Exas. para que tudo leva a crer que o referido muro remonte ao ano de 1834 e seja "apenas" um dos últimos troços, senão o último troço, existentes da antiga "Cerca de Recreio e Produção" do Real Mosteiro de São Vicente, e portanto, património histórico da cidade.

Por outro lado, a parte da Cerca em apreço encontra-se numa curva apertada numa rua íngreme, mas onde nem por isso deixa de haver perigo, já que é comum os automóveis ali passarem a velocidade não aconselhada. Uma vez a rua alargada, a velocidade de circulação será ainda maior, tal como a perigosidade que daí decorre para os transeuntes, numa rua onde existem muitos prédios de habitação e um liceu!

Por outro, ainda, não nos parece justificar-se a necessidade de mais estacionamento naquele arruamento, dada a existência de estacionamento junto ao Liceu Gil Vicente e dado o parque de estacionamento recentemente aberto nas traseiras do quartel de bombeiros.

Assim, solicitamos a V. Exas. que nos confirmem se existe de facto, da parte da CML, a intenção de demolir o último troço existente da antiga cerca do Convento de São Vicente.

Lembramos que há cerca de 10 anos, as obras que decorriam no Liceu Gil Vicente, destruíram diversos vestígios na área da cerca, incluindo uma casa de fresco e diversas estruturas de azulejo, sendo que alguns desses azulejos foram levados para o Museu Nacional do Azulejo, sem mais notícias até hoje.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Júlio Amorim, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, Nuno Caiado, Rui Pedro Barbosa, Alexandra Maia Mendonça, Rui Pedro Martins, Gustavo da Cunha, Virgílio Marques, Maria João Pinto, Eurico de Barros, Fernando Jorge, Carlos Boavida, Margarida Pardal, Gonçalo Cornélio da Silva, João Oliveira Leonardo, Miguel Jorge, Beatriz Empis, Pedro Cassiano Neves, Fátima Castanheira, António Araújo, Maria Ramalho, Bruno Palma

...

Resposta do sr. vereador João Paulo Saraiva, a 16.2.2021:

«Exmos. Senhores,

Encarrega-me o Senhor Vice-presidente, João Paulo Saraiva, de acusar a receção da mensagem, enviada ao Sr. Presidente, que desde já agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção.

A Câmara Municipal de Lisboa valoriza muito a participação cívica, pelo que é com muito gosto que dialoga com os(as) munícipes e considera as suas preocupações e propostas.

Encaminhámos a questão que nos colocaram aos vários serviços com competências na matéria. A Câmara não tem neste momento em marcha qualquer procedimento com vista à demolição do muro, mas apenas uma obra de reparação de partes em desagregação, determinada por uma notificação da proteção civil municipal, em ordem à salvaguarda da vida de pessoas e à proteção de bens.

Atendendo ao alerta que nos fizeram de que o muro tem valor patrimonial que importa salvaguardar, remetemos a vossa mensagem ao pelouro da cultura.

Obrigado pela ajuda a cuidar de Lisboa

Com os melhores cumprimentos,

Gabinete do Vice- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
João Paulo Saraiva»

03/02/2021

S.O.S. Convento de São José de Ribamar (Algés) - Oeiras Capital Europeia da Cultura 2027

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Isaltino Morais


CC.AMO, DGPC, SOS Azulejo e media

Como é do conhecimento de V. Exa. o antigo Convento de São José de Ribamar, em Algés, também conhecido por Palácio Foz, é seguramente um dos edifícios históricos mais antigos do concelho de Oeiras, datando a sua reconstrução do século XVII, apesar da sua fundação ser anterior e nos remeter ao ano de 1559, pertença inicial dos frades Franciscanos Arrábidos!

Como também é do conhecimento de V. Exa., a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) aprovou em Novembro de 2009 um projecto de alterações com ampliação, projecto polémico da autoria do arq. Gonçalo Byrne, tendo como promotor o grupo RAR, e que previa a reconversão de todo o complexo em condomínio, maioritariamente construído com traço contemporâneo no terreno outrora agrícola anexo aos edifícios, mais estacionamento subterrâneo com vários pisos, transformação então anunciada como sendo uma mais-valia para o concelho e a única forma encontrada para se reabilitar aquele conjunto monumental, uma vez que, segundo declarações de V. Exa., a CMO não possuiria na altura verba capaz para a sua aquisição e recuperação.

Contudo, passados 11 anos sobre essa aprovação, verifica-se que todo o conjunto continua abandonado e entregue às intempéries e aos “amigos do alheio”, em especial a sua fabulosa colecção de azulejos. Trata-se, portanto, de um caso em que houve má-fé de quem se comprometeu a levar por diante esse projecto e não o fez, tudo não passando de mais um caso de especulação imobiliária, que em nada dignifica o concelho nem todos quantos se interessam pelo Património deste país.

Acresce que estamos perante um notável complexo arquitectónico-histórico (https://www.youtube.com/watch?v=iuttS0-FM9Y) que, já por si, merecia há muito ser classificado de Interesse Público, o que demonstra a total incapacidade e incultura das entidades oficiais. Por outro lado, verifica-se que neste caso o Regulamento do Plano de Salvaguarda do Património Construído e Ambiental do Concelho de Oeiras, de 2004, é "letra morta".

Assim, e no seguimento do anúncio feito recentemente pela CMO de que pretende ser Capital Europeia da Cultura em 2027, e de que terá já uma estratégia montada para o efeito e 400 milhões de euros disponíveis para o programa respectivo, e constituindo “Oeiras, Capital das Heranças Culturais” e a reabilitação de Património uma das prioridades do ambicioso programa da CMO,

Apelamos a V. Exa. e ao Executivo da CMO para desenvolverem, quanto antes, em vez de privilegiarem mais construção nova de equipamentos culturais e científicos (centros culturais, hubs criativos, etc.) como anunciaram, os procedimentos necessários à expropriação do antigo Convento de São José de Ribamar, seguida da urgente recuperação do conjunto de edifícios históricos, bem como da antiga área agrícola, para os desígnios culturais e científicos anunciados pela CMO, e, mais importante, garantindo o usufruto público desse património, incluindo o usufruto das vistas deslumbrantes que se alcançam desde os seus mirantes.

Na certeza de que tal expropriação constituirá uma mais-valia significativa para o Concelho e para as gerações vindouras, e terá um forte impacto positivo na candidatura de Oeiras a Capital Europeia da Cultura 2027, enquanto reforço assinalável do propositura em termos recuperação de Património de relevância (factor vital nesse tipo de candidaturas), e manifestando o nosso total empenho em contribuir, dentro do que nos é possível, para o sucesso desse desiderato, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Ana Celeste Glória, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Ramalho, Rui Pedro Barbosa, Pedro Jorão, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Cátia Mourão, José Amador, Pedro de Souza, António Araújo, Nuno Caiado, Maria João Pinto, Eurico de Barros, Inês Beleza Barreiros, Paulo Trancoso, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Nuno Vasco Franco, Pedro Henrique Aparício, Fátima Castanheira, Marta Saraiva

Fotos: GG Photography, in Facebook

02/02/2021

Parque Canino em respiradouro de aqueduto no Restelo - Pedido à JF Belém

Exmo. Sr. Presidente da JF de Belém
Dr. Fernando Ribeiro Rosa


CC. PCML, AML e media

Serve o presente para solicitarmos a essa Junta de Freguesia que não prossiga com a construção do parque canino da Rua Diogo Afonso/ Rua Tristão Vaz, no Restelo, por forma a não fazer do poço de respiração do aqueduto ali existente (ver fotos), provavelmente de construção contemporânea à do Aqueduto das Águas-Livres e por isso Património da cidade, um "urinol canino", como, inevitavelmente, irá acontecer.

Assim, solicitamos que em vez de fazer dessa construção, provavelmente oitocentista, o que acima referimos, antes dignifique esse respiradouro e o restante aqueduto e, dado saber-se muito pouco sobre o mesmo, contribua para a sua investigação e divulgação, valorizando-o com um projecto de paisagismo compatível com esta estrutura importante da Arquitectura da Água, por exemplo, desde logo iluminando-o de forma adequada.

Nada temos contra parques caninos, apenas consideramos que o local em apreço não é apropriado para um parque canino, até porque existem nas imediações diversos terrenos livres, ajardinados ou não, que podem perfeitamente servir esse propósito.

Pode contar essa Junta de Freguesia com o nosso apoio no sucesso desse projecto, na medida das nossas possibilidades, disponibilizando-nos, desde já, a reunir com V. Exa., caso haja interesse da V/parte, e a indicar investigadores especialistas na matéria, que possam ajudar a levar a bom porto tal projecto.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Beatriz Empis, Pedro de Souza, Ana Alves de Sousa, Virgílio Marques, Inês Beleza Barreiros, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Helena Espvall, Marta Saraiva, Rui Pedro Martins, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Pedro Jordão

30/01/2021

Sobre o futuro da fortificação-prisão da Trafaria #1

Sobre o futuro da fortificação-prisão da Trafaria por via do acordo CM Almada e UN Lisboa, aqui fica o artigo in Observador (26.1.2021):

28/01/2021

Edifícios Patriarcado (Cp.Mártires da Pátria)/Repúdio pela aprovação da CML/ Pedido de esclarecimentos LNEC/ Pedido de elementos ao promotor/Queixa ao MP

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, JF, DGPC e media

No seguimento da aprovação em reunião de CML da última semana de Dezembro, da Proposta n.º 862/2020 referente ao projeto de arquitetura de alterações e ampliação (com demolição) nos 3 edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, do promotor Coporgest e do arq. Nuno Ministro, Processo nº 2235/EDI/2018, vimos por este modo manifestar o nosso veemente protesto pelo facto e a nossa estupefacção perante o sucedido.

Com efeito, para além de considerarmos estar perante um projecto medíocre, a vários níveis, para a zona em apreço e para os valores patrimoniais respectivos, constatamos, objectivamente, que o mesmo apresenta os seguintes problemas e incompatibilidades:

1. Tem um forte impacte (é a própria CML a reconhecê-lo no ponto 8 da Proposta nº 862) numa zona que, recordamos, está classificada Imóvel de Interesse Público desde 1996 (“Campo Santana”), DL nº 2/96 de 6 de Março de 1996, algo que nem por isso motivou a CML a colocar este projecto em discussão pública, limitando-se, em vez disso, à questão das cedências que a Lei prevê em matéria de projectos com impacte relevante.

2. Incide sobre edifícios elencados na Carta Municipal do Património (Palácio do Patriarcado e Palácio Valmor), o que no entanto não impediu que a CML ignorasse a inobservância por parte do projecto dos pontos nº 1, 2, 3, 5, 6 e 7 do artigo 27º do Regulamento do PDM, ponto nº 1 do artigo 29º e artigo nº 30 do mesmo Regulamento, expressamente referidos no parecer da Estrutura Consultiva Residente do PDM, Informação nº 65638/INF/ECR_CMP/GESTURBE/2019, de 20 de Dezembro de 2019, nomeadamente sobre a destruição dos interiores do Palácio Valmor, considerada muito negativa por essa estrutura da CML. Ou seja, a CML, objectivamente, ignora o parecer da entidade consultiva criada no âmbito do PDM, o único órgão garante da correcta monitorização de eventuais desmandos urbanísticos em matéria de salvaguarda do Património da cidade, o que é o caso, ainda mais tendo em conta a não pronúncia clara da DGPC estando em causa o Campo Santana, IIP, e a zona de protecção da "Galeria de Sant'Ana" (parte do Aqueduto das Águas-Livres, MN), à semelhança, aliás, do que esta entidade já fez em projectos semelhantes sobre edifícios inscritos nessa zona protegida, desde logo o projecto de demolição integral, com excepção da fachada, da casa senhorial da família Vaz de Carvalho, no topo Norte do Campo Santana, algo que muito lamentamos.

3. Prevê a construção de um estacionamento em cave de 5 pisos, em plena colina, o que colide, objectivamente, com o espírito do próprio Plano Director Municipal em matéria de impermeabilização de solos, com todas as consequências nefastas para a cidade a nível do escoamento das águas subterrâneas (vide as permanentes inundações da Rua de São José, por exemplo) e previsível deteriorar das condições de estabilidade da própria colina – lembre-se os incansáveis alertas do Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, figura ímpar que a CML tanto pugna por citar. Por outro lado, a construção em subsolo neste caso afigura-se como um argumento caricado, dada a existência de um parque de estacionamento subterrâneo público em plena zona central do Campo Mártires da Pátria, feito há cerca de duas décadas (já então ao arrepio das boas práticas) e que se encontra visivelmente subaproveitado. Refere a CML que o promotor argumenta que o projecto em causa não será viável financeiramente se abdicarem das 5 caves para estacionamento, matéria que julgamos dever estar à margem da CML uma vez que não é do Interesse Público, mas sim do interesse do promotor. Esta pretensão será assim mais uma ferida no subsolo da cidade, com tudo o que daí advirá em matéria ambiental, e paradoxal, logo agora que a CML acaba de ostentar o galardão da Capital Europeia Verde 2020.

Pelo exposto, apresentamos o nosso mais veemente protesto pela aprovação referida, a qual, a nosso ver, põe em causa uma série de reprovações recentes da CML em matéria urbanística, que aplaudimos a esse pelouro, de boa-fé e em espírito construtivo, sendo que neste caso custa ainda mais a entender esta aprovação dadas as três reprovações que o projecto já tinha tido pela vereação anterior. Até porque são processos urbanísticos como o presente que têm motivado os cidadãos a recorrerem a quem de direito, sempre que entendem que as instâncias com responsabilidade na gestão da Cidade e na salvaguarda do Património não agem conforme o esperado e as competências que a Lei lhes faculta.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Helena Espvall, Virgílio Marques, Gustavo da Cunha, Paulo Trancoso, Filipe Teixeira, Rui Pedro Martins, João Oliveira Leonardo, Nuno Caiado, Pedro de Souza, Eurico de Barros, António Araújo, Pedro Fonseca, Jorge Pinto, Luís Carvalho Rêgo, Maria Ramalho, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Maria João Pinto, Carlos Boavida, Pedro Machado, Maria do Rosário Reiche, Jorge Lima, Filipe e Bárbara Lopes, Marta Saraiva

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A/c do Conselho Directivo do LNEC
CC. PCML, JF e media


Exmos. Senhores

No seguimento da aprovação pela CML, em finais de Dezembro, de um projecto de alterações para três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, Rua de Santo António dos Capuchos, 90-92, Processo nº 2235/EDI/2018;

Considerando que o projecto em apreço contempla a construção em subsolo de um estacionamento em cave com 5 pisos, conforme elementos que junto anexamos, e considerando o previsível impacte que a construção em subsolo naqueles lotes terá para a estabilidade da colina e para o normal escoamento das águas, forçosamente obstruído pela sua construção;

Solicitamos a V. Exas. que nos informem se esse Laboratório foi consultado para o efeito e, em caso afirmativo, qual é o parecer emitido.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

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Coporgest e Arq. Nuno Ministro
CC. PCML, AML, MC, DGPC e Media


Exmo. Senhores

No seguimento da aprovação pela CML, em finais de Dezembro, do v/projecto de alterações para os três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, e Rua de Santo António dos Capuchos, 90-92, e considerando que os três edifícios fazem parte do Conjunto Classificado de Interesse Público do “Campo Santana” (DL nº 2/96 de 6 de Março de 1996) e os Palácios do Patriarcado e Valmor constam da Carta Municipal do Património, respectivamente, item 24.19 e 24.20, com todas as condicionantes que tal implica,

Vimos pelo presente solicitar que tornem públicos os relatórios de engenharia de estruturas que sustentam o v/projecto, bem como todos os levantamentos fotográficos sobre todos os elementos dos interiores dos três edifícios em apreço, incluindo cozinhas, capelas/oratórios e eventuais cocheiras, bem como o levantamento botânico dos logradouros, estatuária, lagos e fontes.

E que nos indiquem qual o destino das salas de aparato dos palácios do Patriarcado e Valmor, subdividas e “mezzanizadas”, bem como a forma como pretendem salvaguardar estuques, frescos e mármores dos três edifícios, sendo o v/projecto de alterações profundas com demolição de interiores do palácio Valmor e do edifício do nº 48.

Com os melhores cumprimentos

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Projecto de alterações a 3 edifícios do Cp. Mártires da Pátria - Queixa ao MP (3.3.2021)


Exma. Senhora Procuradora-Geral da República
Dra. Lucília Gago


No seguimento da aprovação pela CML, em 26 de Dezembro de 2020, do projecto de arquitectura, processo nº 2235/EDI/2018, relativo a alterações e ampliação em três edifícios sitos no Campo dos Mártires da Pátria, nºs 40 a 48, serve o presente para apresentarmos queixa junto da Procuradoria-Geral da República pelos motivos que apresentaremos seguidamente, e requerermos a respectiva responsabilização penal no caso de se apurarem ilegalidades na já citada aprovação.

Ponto prévios:

1. Os três imóveis a intervencionar, designados por edifício 1 (Campo Mártires da Pátria, nº 40-43, ala Norte do “Palácio Valmor”), edifício 2 (Cp. Mártires da Pátria, nº 44-46, “Palácio do Patriarcado”) e edifício 3 (Cp. Mártires da Pátria, nº 46-48) são parte integrante do Campo dos Mártires da Pátria (“Campo Santana”), conjunto classificado Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996).

Neste contexto, apresentamos queixa junto de V. Exa. por a proposta nº 862/2020 aprovada em reunião de CML de dia 22 de Dezembro de 2020, tudo leva a crer, não ter acatado o despacho do Chefe de Divisão da DSPA da DGPC, na Informação S-2020/516149, exarado a 11.02.2020, mais precisamente as condicionantes já anteriormente exigidas ao promotor, ou seja, o cumprimento dos pontos 2B e 2C do Parecer de Arquitectura, Informação nº 122/DSPA/2020 (em anexo).

2. Os edifícios 1 e 2 integram a Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico de Lisboa, respectivamente item 24.20 e item 24.19, pelo que, a nosso ver, existe um erro de apreciação no ponto 2 do parecer de arquitectura emitido pela Direcção-Geral do Património Cultural em 17.01.2020 (documento em anexo), ao referir que apenas o edifício 2 o era:

image.png

Neste contexto, apresentamos queixa pelo facto de a referida Proposta não ter acatado o parecer da Estrutura Consultiva Residente do PDM, vide Informação nº 65638/INF/ECR_CMP/GESTURBE/2019, de 20 de Dezembro de 2019, no qual este órgão sublinha o incumprimento por parte do projecto 2235/EDI/2018 dos pontos nº 1, 2, 3, 5, 6 e 7 do artigo 27º do Regulamento do PDM, ponto nº 1 do artigo 29º e artigo nº 30 do mesmo Regulamento.

Esse incumprimento traduzir-se-á na prática, temos em crer, pela demolição dos interiores da ala Norte do antigo Palácio Valmor (item 24.20 da Carta Municipal do Património) e pela remoção e posterior remontagem de tectos e elementos decorativos do Palácio do Patriarcado (item 24.19) *

O levantamento exaustivo dos elementos de valor histórico-patrimonial dos palácios Valmor e Patriarcado, a preservar e a demolir, bem como os que sofrerão uma “remontagem”, estão sobejamente documentados no “Relatório Prévio Conservação e Restauro” (Neoépica/GPCR, Março de 2019), e “Relatório final do estudo histórico-arquitectónico e avaliação patrimonial” (por Maria Helena Barreiros, Historiadora da arte”, 2007), mas cuja digitalização não nos foi possível, mas que existem em formato papel e se encontram apensos ao processo.

Junto enviamos os seguintes documentos digitalizados:

-Aprovação do Projecto de Arquitetura (Dez.2020), CML/DMU/DLPE/Divisão de Projetos de Edifícios
-Informação Nº 49519/INF/DMURB (25.11.2020), contendo parecer da DGPC.
- Projecto de Licenciamento Arquitectura (Novembro 2020)
-Fotos retiradas do “Relatório Prévio Conservação e Restauro” (Neoépica/GPCR, Março de 2019) e do “Relatório final do estudo histórico-arquitectónico e avaliação patrimonial” (por Maria Helena Barreiros, 2007)


Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos, Luís Serpa, António Araújo, Bruno Palma, Pedro Jordão, Fernando Jorge, José Maria Amador, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, Virgílio Marques, Luís Carvalho e Rêgo, Helena Espvall, Maria João Pinto, Eurico de Barros, Pedro de Souza, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis, Gustavo da Cunha, Maria Teresa Goulão, Jorge Pinto

proj 13196otr2020 (1).pdf
9 anexos

21/01/2021

Pedido à CML de jardim nas traseiras da antiga Fábrica Simões (Benfica)

Exmº Sr. Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmº Sr. Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão
Exmº Sr. Presidente da JF de Benfica
Dr. Ricardo Oliveira Marques


C.C. Media

Como será do conhecimento de V. Exas., encontra-se a decorrer em bom ritmo a obra de construção do mega-empreendimento “Fábrica 1921” (https://www.fabrica1921.pt/), talvez a obra de construção civil com maior impacte neste momento em Lisboa, no exacto local onde laborou a outrora conhecidíssima têxtil da Fábrica Simões, em Benfica, extravasando em muito, aliás, o próprio lote da antiga fábrica, e tendo envolvido também a demolição de moradias centenárias.

É nossa convicção que o bairro de Benfica, e esta zona em particular, precisa de uma nova área densamente arborizada, por forma a compensar-se o impacte construtivo e de tráfego - designadamente a nível de uma maior dificuldade no escoamento do trânsito, e por conseguinte com uma maior carga de poluição -, que aquele empreendimento implicará no quotidiano de toda a envolvente à Av. Gomes Pereira.

Considerando que existe um amplo terreno vazio nas imediações da antiga Fábrica Simões, mais propriamente nas suas traseiras, junto ao final das escolas e do Politécnico (fotos em anexo), e que a pandemia que o país vive não terá permitido à Câmara de Lisboa apresentar as iniciativas que imaginaria para o ano passado, no âmbito do galardão de Capital Europeia Verde 2020;

Propomos a V. Exas. que a CML e a AML deliberem avançar com proposta no sentido de ser possível tornar o terreno acima referido num amplo parque, que possa ser o “pulmão verde” daquela zona de Benfica, para o usufruto de todos e como compensação pela densidade de construção aprovada para o lote da antiga fábrica.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Vítor Vieira, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Castro Paiva, Nuno Vasco Franco, Ana Celeste Glória, Virgílio Marques, António Araújo, Pedro Jordão, Paulo Trancoso, Gustavo da Cunha, Eurico de Barros, Maria Maia, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Sofia de Vasconcelos Casimiro e Irene Santos

Fotos: Vítor Vieira

19/01/2021

Pilaretes e Estacionamento

A propósito dos últimos posts do FJorge e do Mário Miguel com fotos de pilaretes noutras cidades europeias, há um outro promenor bem patente naquelas fotos que também as distingue de Lisboa.

Alguém nota?

A total ausência de estacionamento à superfície... Por cá ainda existe o direito inalienável de estacionar à porta, e muito provavelmente de borla (dada a baixa probabilidade de se pagar multa). Perdem os peões por terem menos espaço, perde a estética e a qualidade de vida da cidade - como é que uma rua ou praça em formato de parque de estacionamento pode ser agradável? - e perdemos todos com mais e mais trânsito, já que grande parte (40%) do tráfego na cidade é causado por automóveis às voltas à procura de lugar para estacionar (video da StreetFilms). E o que não falta por aí é lugar para estacionar em parques.

Descontando as ruas muito estreitas (e mesmo essas...), a Avenida Fontes Pereira de Melo, as praças de Baixa (Rossio, Município e Figueira) e obviamente as vias-rápidas alguém se lembra de mais algum local em Lisboa sem estacionamento à superfície?

Indemnizações.....!?

foto de FJorge

"O estado das ruas de Lisboa obrigou 350 automobilistas a fazer pedidos de indemnização à câmara de Lisboa durante 2008, devido a danos causados nas viaturas pelos buracos nas ruas. Destes, a câmara viu-se obrigada a pagar cerca de metade." (aqui em baixo no post da M. Isabel)

E que tal se a C.M.L. aproveitasse a onda......e pedisse indemnização a todos os automobilistas que diariamente rebentam com os passeios de Lisboa ?

Edifício Rua Pascoal de Melo, n 84 - Pedido à firma proprietária

À Administração da Seblima, Construção e Obras Públicas, Lda.

CC. PCML, AML, JF Arroios, Vereador do Urbanismo e media

Exmos. Senhores

Como é do conhecimento de V. Exas., o imóvel sito na Rua de Pascoal de Melo, nº 84, vossa propriedade, foi construído em 1882 e é um edifício bem exemplificativo de uma “Lisboa Entre-Séculos” que importa salvaguardar, sob pena de, daqui por década e meia, nada restar em Lisboa dessa época construtiva.

Em nosso entender, este edifício, cuja fachada se encontra integralmente revestida de azulejos da Fábrica Viúva Lamego, igualmente produzidos no século XIX, devia estar em perfeito estado de conservação e salvaguardado integralmente, enquanto exemplar característico do Bairro da Estefânia, outrora rico em património de finais do século XIX, início do XX, e habitado na sua totalidade.

Daí não compreendermos as intenções de V. Exas. em o terem querido demolir integralmente aquando do vosso projecto de 2018, oportunamente chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Nesse sentido, e até por uma questão da conjuntura económica em que vivemos e que não irá mudar nos próximos anos, apelamos a V. Exas. no sentido de repensarem a vossa estratégia para este edifício, e submeterem aos serviços da CML, tão breve quanto possível, um projecto de recuperação integral do prédio, a nível do seu exterior e do seu interior, em toda a extensão, relocando-o no mercado de habitação.

Lisboa só terá a agradecer a empresas que procurem, acima de tudo, reabilitar sem destruir, devolvendo à cidade edifícios recuperados e de que todos nos possamos orgulhar.

Podem V. Exas. contar com o Fórum Cidadania Lx para disso fazermos eco.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Guilherm Figueiredo, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Júlio Amorim, Maria Ramalho, Helena Espvall, Jorge Pinto, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Maria Maia, Pedro Machado, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Irene Santos e Alexandre Marques da Cruz

18/01/2021

Petição por um jardim-memorial a Sousa Mendes no Largo do Rato - Assine e divulgue, SFF, obrigado!

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT105288.

Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Presidente da AML
Dr. José Maximiano Leitão


No seguimento da proposta apresentada à CML em 1 de Junho de 2018, no sentido de se transformar o lote expectante do Largo do Rato, gaveto com a Rua do Salitre e Rua Alexandre Herculano, em “Jardim Aristides de Sousa Mendes”
(http://cidadanialx.blogspot.com/2018/06/um-jardim-aristides-de-sousa-mendes-em.html),

Considerando que a proposta vencedora da 11ª edição do Orçamento Participativo, em 2019, de construção de um memorial a Aristides de Sousa Mendes, com projecto do arq. Luís Azevedo Monteiro replicando a 3-D a assinatura do antigo cônsul, ainda se encontra por fazer,

E considerando que esse jardim não só tornará o Largo do Rato num local mais aprazível e menos poluído, permitindo a existência de um traçado mais verde e contínuo entre o Jardim das Amoreiras e o Príncipe Real, como possibilitará, finalmente, o “desconfinamento” da Sinagoga Shaare Tikvah, propiciando uma melhor leitura do conjunto monumental do Chafariz do Rato e Palácio Palmela, entre outros;

Os abaixo assinados apelam ao Senhor Presidente da CML e aos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa no sentido de:

1. A CML resgatar para o domínio público o lote no gaveto acima referido, seja por expropriação, aquisição, acordo de permuta ou compensação justa com os seus proprietários.
2. A CML desenvolver um projecto de paisagismo para o local, de modo transformá-lo num jardim.
3. A CML incorporar nesse jardim a proposta vencedora do Orçamento Participativo de 2019, ou seja, o memorial a Aristides de Sousa Mendes, conforme projecto do autor acima mencionado.

Os abaixo assinados
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13/01/2021

Petição "Pela remoção dos azulejos da fachada Quarteirão Suíça lado Praça da Figueira", Assine e Divulgue, SFF!

Assine AQUI:

https://peticaopublica.com/?pi=PT104833

...

«Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina
Exmos. Senhores Deputados da AML

Como será do conhecimento de V. Excªs., o arquitecto responsável pelo projecto de alterações ao quarteirão com frentes para a Praça Dom Pedro IV 101 a 122, Rua da Betesga 2 a 2A, Praça da Figueira 1 a 3B e ainda com a Rua do Amparo 1 a 1B, vulgarmente conhecido como “Quarteirão da Suíça” e adoptando agora o nome comercial de “Rossio Pombalino”, manifestou publicamente, durante a reportagem exibida pela SIC Notícias do dia 12 de Dezembro de 2020, relativamente à apresentação do referido projecto:

A sua total receptividade à não manutenção da intervenção, realizada recentemente, de revestimento a azulejos da fachada que confina com a Praça da Figueira, desde que a Câmara Municipal de Lisboa o permita.

Com efeito, a intervenção existente em nada dignifica a Praça da Figueira e não respeita a imagem do quarteirão que se pretende preservar, pois o projecto génese deste quarteirão respeita o Cartulário pombalino, o qual não prevê nenhum revestimento a azulejo das fachadas, solução esta que só começou a ser adoptada nas fachadas a partir do séc. XIX.

Inclusivamente, já posteriormente à realização desta obra foram realizadas outras intervenções nas fachadas da Praça da Figueira com a adopção de tipos de revestimento completamente distintos e com azulejos com motivos decorativos totalmente díspares, pelo que nunca irá haver uma intervenção de conjunto que unifique a Praça da Figueira, mesmo que a fachada lado nascente do “quarteirão da Suíça” fique como está.

Pelo exposto, e considerando que esta é uma oportunidade única para se rectificar uma intervenção muito questionada pelos munícipes uma vez que, e considerando o que foi afirmado pelo arquitecto responsável pelo projecto relativamente à sua (e do promotor) total abertura para a adopção de uma outra solução no que toca ao tratamento da referida fachada,

Os abaixo assinados solicitam a V. Exc.ªs que revertam a posição da Câmara Municipal de Lisboa, quanto à manutenção da intervenção, realizada recentemente, de revestimento a azulejos da fachada que confina com a Praça da Figueira.»

...

Foto: Público