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12/10/2018

Das Necessidades já nem a ver navios ...


Por Guilherme Freitas in facebook:

«Ainda me lembro do tempo em que se afirmava que a prioridade era devolver o Tejo aos Lisboetas...
Esta é a vista do Palácio das Necessidades, a construção de Alcântara já só deixa visível metade de um dos pilares da Ponte!
Ou seja a construção de mais andar no restaurante ao lado do Museu da Electricidade podia ter sido pior!»

11/09/2018

Telha "lusa" nos Palácios das Necessidades e Galveias - Pedido de esclarecimento à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.C. PCML, MNE 12ª Comissão AR, AML e media

Considerando as classificações de Interesse Público do Palácio Nacional das Necessidades (propriedade do Estado) e do Palácio Galveias (propriedade da CML) e que daí decorre uma responsabilidade acrescida de V. Exa. e da Direcção-Geral que tutela em sede de licenciamento;

Considerando que decorrem neste preciso momentos obras de substituição do telhado do Palácio das Necessidades e que idêntica substituição foi recentemente concluída no Galveias;

Considerando que nas mesmas se substituiu e substitui a tradicional telha de "canudo" por uma telha moderna apelidada de "lusa";

E considerando que a referida telha "lusa" é uma das maiores pragas da reabilitação urbana na cidade de Lisboa e no nosso país, a par dos caixilhos de janelas e das portas em alumínio e das marquises;

Solicitamos o melhor esclarecimento quanto ao licenciamento das referidas obras por parte dessa Direcção-Geral. Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Silva Grade, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Ana Celeste Glória, Luís Mascarenhas Gaivão, José Filipe Soares, Rui Pedro Barbosa, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Rui Martins, Paulo Lopes, Helena Espvall, Guilherme Pereira, António Araújo, Alexandre Marques da Cruz, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jozhe Fonseca, José Amador, Maria do Rosário Reiche, Bárbara e Filipe Lopes, Pedro Cassiano Neves, Fátima Castanheira e Miguel Jorge

06/08/2018

Adeus vista do rio para as Necessidades e destas para rio


Via Miguel Santos ... ou como da linha de comboio/avenida/rio se deixa de ver as Necessidades e destas a linha de comboio/estrada e rio, graças ao novo hospital que a CML aprovou para os seus antigos serviços, que destruiu, aliás, tudo nos "conformes". Onde estavam os "(des)iludidos" da CML qdo a aberração foi aprovada?

12/02/2015

AINDA O CHALET DA CALÇADA DO LIVRAMENTO, 19

Prédio com três pavimentos, revestido de azulejos, e o respectivo jardim. ( presentemente demolido).

Para além da riqueza patrimonial presente no todo do chalet em apreço: muro com a caravela em baixo-relevo e portões, jardim e azulejos cujo paradeiro desconhecemos, acresce ainda e não de somenos importância as muralhas do Baluarte do Livramento, construção militar edificada no Séc. XVII e cujo futuro não sabemos se estará acautelado pese embora o seu valor patrimonial. Após a Restauração da Independência, em 1640, D. João IV mandou construir uma linha de defesa que tinha origem na foz da ribeira de Alcântara e terminava na Cruz de Pedra. Na zona de Alcântara chegaram a ser construídos dois baluartes – o do Sacramento junto ao rio, e o do Livramento mais a norte. Na zona da Cruz de Pedra, foram construídos outros dois; um dos quais o Baluarte de Santa Apolónia. Trata-se de uma estrutura defensiva do séc. XVII, representativa da arquitetura militar portuguesa, de forma pentagonal, da qual apenas subsistem a muralha da face direita e as bases de duas guaritas. É Património Nacional, classificado como Imóvel de Interesse Público ao abrigo do Decreto-Lei n.º 2 de 96 do Diário da República 56, de 6 de Março.

Sobre o Baluarte do Livramento, transcrevemos parte de um artigo de Augusto Vieira da Silva publicado em DISPERSOS Volume III (1960) - Biblioteca de Estudos Olisiponenses.

“ O baluarte, com dois andares ou terraplenos, assenta sobre um banco calcário que forma um alto despenhadeiro em parte da frente ocidental; as suas muralhas de cantaria e com grande altura, ainda estão visíveis e relativamente bem conservadas. No ângulo saliente das muralhas da frente pode ainda hoje observar-se uma guarita de cunhal (1).

A serventia para os dois terraplenos do baluarte era pela Calçada do Livramento (porta n.º 17) (2), rua em curva, que provàvelmente foi construída para este fim especial, no seguimento da que vinha da ponte de Alcântara, e que terminava, como hoje, no extremo ocidental do Largo das Necessidades.

Posteriormente a 1834 todo este terreno foi alienado, e o terrapleno inferior acha-se coberto de construções abarracadas e pátios; no andar superior do baluarte, que bem se distingue ainda, vê-se um prédio com três pavimentos, revestido de azulejos, e o respectivo jardim (3).”

Pinto Soares