Um blogue do Movimento Fórum Cidadania Lisboa, que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital, tendo como única preocupação uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas. Prometemos não gastar um cêntimo do erário público em campanhas, nem dizer mal por dizer. Lisboa tem mais uma voz. Junte-se a nós!
23/08/2015
01/07/2015
Câmara de Lisboa demarca-se de fecho de loja com 99 anos no Chiado
In Público Online (30.6.2015)
Por Inês Boaventua
...
A CML pode demarcar-se do despejo, claro que sim, mas não do facto de ter aprovado em reunião de CML, sem saber, imagino, um projecto de alterações que implicava o despejo de uma loja centenária que ao mesmo tempo quer proteger recentemente por via de um programa válido chamado "lojas com história". Ou seja, deve fazer tudo quanto estiver ao seu alcance para convencer o promotor (Visabeira/Atlantis/Vista Alegre) a encontrar o bom senso que parece não ter, e manter a loja da Sant'Anna no seu futuro hotel. Todos têm/temos a ganhar com isso :-)
12/06/2015
10/06/2015
Apelamos ao promotor e à CML pela manutenção da loja centenária da Fábrica Sant'Anna (Rua do Alecrim)!
Exmos. Senhores
No seguimento de notícias vindas a público dando conta da emissão de ordem de despejo à loja histórica da Fábrica Sant’Anna, sita na Rua do Alecrim, pelo proprietário do imóvel onde a loja funciona desde 1916 (Vista Alegre Atlantis/Grupo Visabeira), com o fim de dar prossecução à transformação deste em estabelecimento hoteleiro;
E considerando:
· Que a loja da Fábrica Sant’Anna faz parte integrante do imóvel (palácio) registado no Inventário Municipal do Património anexo ao Plano Director Municipal em vigor (item 15.68);
· Que a loja em causa é por si própria “a” referência desta Fábrica aquém e além-fronteiras, e, caso deixe de o ser, poderá pôr em causa a boa laboração da mesma, pondo em perigo assim a última produção artesanal de azulejaria de Lisboa;
· Que a CML lançou recentemente o Programa “Lojas com História”, no qual, naturalmente, cabe uma loja com o historial da presente;
· A boa solução recentemente conseguida pela CML junto do proprietário do imóvel onde se encontra a Ginjinha Sem Rival e Eduardino, em que perante projecto com fim idêntico se conseguiu a prorrogação do contrato de arrendamento respectivo por 8 anos;
Apelamos:
· Ao bom senso e bom gosto do promotor, para que reformule o seu projecto com vista a permitir a manutenção da loja da Fábrica Sant’Anna;
· À CML para que tudo faça em prol da manutenção deste fabuloso espaço praticamente centenário de Lisboa, tal como fez no caso acima referido e no da Ourivesaria Aliança-Tous.
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Virgílio Marques, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Mariana Ferreira de Carvalho, Nuno Vasco Franco, António Branco Almeida, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Luís Marques da Silva, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, Diogo Moura, Carlos Leite de Sousa, Alexandre Marques da Cruz, Nuno Castro Paiva, Fátima Castanheira e Catarina Portas
C.C. AML, JF Misericórdia, Media
Fotos: © Artur Lourenço
20/05/2015
Protesto por licenciamento das alterações em loja da Rua dos Fanqueiros nº 136
...
Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado
Cc. PCML, AML, DGPC, Media
Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto a V.Exa. pela continuada falta de atenção com que os serviços de Urbanismo da CML vão tratando do licenciamento urbanístico em matéria comercial na Baixa, i.e., no licenciamento de obras de alterações em espaços comerciais no conjunto classificado de Interesse Público, que é a Baixa Pombalina, e sobre a qual se encontra em vigor um Plano de Pormenor e de Salvaguarda.
Junto enviamos fotos de um caso recentíssimo em que a falta de critérios no licenciamento de alterações nas caixilharias resultou no que as fotos documentam.
Trata-se de um imóvel de génese pombalina, que ficou agora desqualificados com caixilharias e ferragens (puxadores em aluminio!) inadequadas a imóveis classificados como o presente. Mas trata-se de um caso paradigmático do que se está a passar em 90% da Baixa.
Com os melhores cumprimentos
Lisboa, 11 de Julho de 2014
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Cristiana Rodrigues, Luís Marques da Silva, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Beatriz Empis, Rui Martins, Alexandre Marques da Cruz, Maria Ramalho, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Pinto e Nuno Caiado
27/11/2014
E pronto, lá se vai a Drogaria S. Pereira e Leão ...
E lá virá mais um hotel para a Baixa... ao menos que houvesse o bom senso de manter a Drogaria S. Pereira e Leão, essa magnífica drogaria centenária, que pertence ao Inventário Municipal do Património, aliás, que tem sido fotografada pela própria CML, ad nauseam, idem e que faria as delícias lá por fora. Repetir o erro do Correeiro Vitorino de Sousa, que foi escorraçado para que o hotelzito lá montasse umas belas de umas montras e umas portas a PVC barato, é de mais, acho, e nada abonatório da Baixa, propagandeada como "património da humanidade". Plano de Salvaguarda, qual quê? Urbanismo comercial? O que é isso? Haja "low cost"!
Foto: Arqueolojista
26/11/2013
Antiga Perfumaria CAMY na Rua da Prata 119: mais uma loja destruída
Exmo. Sr. Vereador Manuel Salgado
Cc. PCML
Como já vem sendo hábito, reportamos mais uma perda patrimonial na Baixa, desta vez a destruição parcial da antiga «Perfumaria CAMY» na Rua da Prata 119.
Esta não era uma loja qualquer: teve um projecto qualificado de 1944 do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, um dos mais importantes autores da Arquitectura Moderna nacional. Mas do espaço interior ao lettering em ferro forjado, do alto-relevo escultórico (atribuído ao Escultor Leopoldo de Almeida) a outras guarnições em metal da frente da loja, já quase nada resta.
Perguntamos: O pelouro do Urbanismo aprovou esta alteração de uma frente de loja registada na Carta Municipal do Património anexa ao PDM? Ou estamos perante outra vítima da cada vez mais evidente ausência de fiscalização por parte da CML?
De facto, e apesar do aprovado um Plano de Pormenor de Salvaguarda, a capital continua a assistir à destruição dos diferentes elementos patrimoniais da Baixa Pombalina: destruições selvagens de frentes e interiores de lojas, substituição sem critério de caixilharias de vãos e alterações desqualificadas das coberturas com trapeiras pombalinas transfiguradas à "pato-bravo".
A falta de um Urbanismo Comercial, associada a um certo oportunismo comercial "turístico" que reina por toda a Baixa, propicia este tipo de desastres. Lisboa ficou mais pobre com perda da Perfumaria «Camy».
Voltamos a repetir: a Baixa merece padrões bem mais elevados de gestão urbanística!
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge
26/09/2013
Recordar é viver
O Correeiro Victorino Sousa, o último dos correeiros da Rua dos Correeiros, foi vítima da ausência de política CML de urbanismo comercial, ponto. Uma pena, sobretudo porque a loja era rentável e ex-libris da rua e porque o projecto de hotel que lá está era perfeitamente compatível com a manutenção da totalidade da loja, até porque lhe dava um certo 'cachet', de que está manifestamente a precisar. Ainda por cima, a CML perdeu uma oportunidade de classificar a loja ... parece que acordou com a Sá da Costa, apressando-se a classificar o espaço, apesar do negócio estar por demais falido. Não há rumo neste capítulo da governação







