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27/04/2022

S.O.S. pelo imóvel de 1908 da Av. Defensores de Chaves, 37

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Eng.ª Joana Almeida

C.C. AML, JFAN e Agência LUSA

No seguimento dos nossos apêlos de 2021 (http://cidadanialx.blogspot.com/2021/02/edificio-da-av-defensores-de-chaves-37.html) e de 2016 (http://cidadanialx.blogspot.com/2016/03/av-defensores-de-chaves-37-apelo-cml.html), até agora infrutíferos, e considerando que o edifício continua a apresentar uma série de janelas "abertas à destruição" (fotos tiradas há poucos dias), vimos renovar o nosso pedido a V. Exas. para que a CML reprove liminarmente a demolição deste prédio da Lisboa "Entre-Séculos", prevista no projecto em apreciação pela CML (processo EDI/2021/1105).

Dará assim um sinal claro aos promotores imobiliários, pela via da posse administrativa do imóvel, se necessário, de que não vale tudo para deitar abaixo um imóvel de 1908, e que as intimações da CML para obras são para acatar, e o respeito pelos regulamentos em vigor, também, em prol da defesa por um Património ("Lisboa Entre-Séculos") que tem sido dizimado ao longo dos últimos 15 anos.

Enquanto Associação e na medida das nossas capacidades, tudo faremos pela preservação do Património da cidade.

Não compreendemos como é possível que o promotor e o atelier em causa não consigam compreender o erro que promovem e assinam, ao destruírem um prédio como o presente.
Não compreendemos como é possível que estas situações ainda subsistam em Lisboa, como se estivéssemos nos anos 60 ou 70.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Ramalho, Martim Galamba, Beatriz Empis, Pedro Jordão, Paulo Lopes, Ana Celeste Glória, Miguel Atanásio Carvalho, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Jorge Pinto, Filipe Teixeira, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Miguel Jorge, Paulo Guilherme Figueiredo, Pedro Cassiano Neves, António Araújo

Fotos de Martim Galamba

24/12/2020

Prédio de 1912 - Av. 5 Outubro com projecto de edificação - protesto e pedido de chumbo à CML

Exmo Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, JVAN e media

Na sequência da entrada na CML a 8/10/2020 de um projecto de “edificação” no edifício sito no nº 84 da Av. Cinco de Outubro, gaveto com a Av. Visconde Valmor, processo nº 354/EDI/2020 (foto 1), serve o presente para solicitar a V. Exa. a reprovação do mesmo de forma liminar.

Com efeito, cremos estar perante um caso flagrante de especulação imobiliária, em que será severamente alterado, para não dizermos destruído, um edifício dos mais significativos de uma Lisboa “Entre-Séculos”, datado de 1912, e intacto até 2013 - altura em foi, em primeiro lugar, mutilado nos seus painéis de azulejo publicitário “Japonisme”, posteriormente “restaurados”; e nos seus vidros coloridos de todas as janelas (foto 2, de Fernanda Ribeiro, in O Corvo), posteriormente substituídos por réplicas em PVC (foto 3); e objecto de obras (provavelmente ilegais) no seu interior durante um certo período de tempo, que faziam prever que o edifício seria reabilitado, desde logo o seu fabuloso hall de entrada, revestido a pinturas, cujo mau estado de conservação actual espera por uma urgente recuperação por se tratar de um dos melhores exemplares da arquitectura de transição na cidade de Lisboa, ex-libris das Avenidas Novas. Entretanto, o edifício foi deixado ao abandono, restando a pastelaria Bola Cheia como seu único inquilino.

Passados que estão 17 anos sobre essas obras fictícias, eis que somos surpreendidos por um projecto de “edificação” apresentado agora à CML, na realidade um projecto de construção nova em que tudo será destruído, restando a fachada como “espaço de memória”, mas ampliada em 3 pisos (!), apesar de na memória descritiva se afirmar que os tectos em estuque serão preservados, o que não conseguimos compreender como o serão uma vez que em simultâneo se abrem caves para estacionamento (foto 4).

Apelamos à CML, na pessoa de V. Exa., para que trave mais este projecto destruidor, mais um, do que ainda resta de património daquele período na cidade de Lisboa, mais propriamente nas Avenidas Novas, outrora possuidoras de um rico edificado dessa época.

Chamamos a atenção de V. Exa. para o facto de este edifício se encontrar protegido pela Carta Municipal do Património, item 23.103, e, uma vez que o edifício não está em risco de ruína, não ser permitida a destruição dos seus interiores, nem a sua fachada poderá subir 3 pisos.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, António Araújo, Helena Espvall, Ana Celeste Glória, João Oliveira Leonardo, Pedro de Souza, Maria João Pinto, Paulo Lopes, Rui Pedro Martins, Irene Santos, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Jorge Pinto

05/12/2019

Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia ...


Há uma maldição especulativa na Av. Elias Garcia, depois do prédio do lado, que era absolutamente lindo, e que foi demolido coercivamente depois do telhado (único em Lisboa) ter desabado, agora é o lado que vê o seu lado esquerdo cair, porque assente em nada? O prédio gémeo das "residências estudantis" foi desalojado. Do lado da lá da rua temos a dupla de prédios gémeos com estes dois, onde estava o restaurante Grand'Elias que está como está. No gaveto com a Av. República, no fabuloso nº 55-B desta última, o prédio da esfera-armilar em coma induzido para obrinha Val(a)sassina, ao lado, o que ardeu ao lado continua reduzido a uma fachada. Parece a comédia do Grande Elias, por acaso parece: Derrocada em prédio devoluto de Lisboa obriga a realojar dezenas de estudantes, in Público 5.12.2019.

14/06/2019

Lisboa capital europeia da demolição, soma e segue:


A porcaria já está em construção. Ha muito que o senhor vereador já tinha despachado em conformidade o belo edifício de gaveto da Filipe Folque com a Tomás Ribeiro. Vem aí mais arquitectura de cólidade. E mais um hotel de classe superlativa (Turim), claro. A arquitectura de transição nesta cidade está em vias de desaparecimento total, porque é terreno predilecto para engenheiros de estruturas e arquitectos de pladur e cabeçudos. A indiferença da generalidade das pessoas perante a sua destruição compulsiva é uma degeneração tipicamente lusa e não há nada a fazer :-(
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1º foto de Elsa Severino. Última foto in Publituris