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01/07/2016

Av. Defensores de Chaves, 37 / Apelo à CML/ Queixa à Provedoria de Justiça

Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. Provedoria de Justiça, PCML, AML, JF Avenidas Novas, Media

No seguimento do nosso anterior e-mail, relatando a V. Exa. a nossa preocupação com o futuro dos edifícios “Lisboa Entre-Séculos” – no caso referido, dois palacetes na Rua Gomes Freire (nº 77 e nº 91) – e a aparente ausência de uma estratégia/política da CML com vista à salvaguarda dos edifícios daquele período, sejam simples moradias, palacetes ou prédios de rendimento, vide o seu crescente desaparecimento de ano para ano, matéria sobre a qual já organizámos duas conferências, nas quais, aliás, tivemos a honra de contar com representantes do Pelouro do Urbanismo;

Serve o presente para alertarmos V. Exa. para mais um desses casos de abandono e claro “convite” à destruição e ao saque (os andares têm sido vandalizados, roubados, os bronzes da escada, puxadores, canos, o lustre do vestíbulo da entrada, as oito figuras em mármore branco que ladeavam as escadas da entrada … e parte do telhado já ruiu, chovendo na escada), que se verifica no edifício do nº 37 da Avenida Defensores de Chaves, de que anexamos fotos actuais.

Acresce que neste edifício - propriedade da firma Cáfe - data de 1908 e é “gémeo” de outros 3 edifícios da Av. Duque d’Ávila, gaveto com a mesma Defensores de Chaves (todos eles ainda em estado muito genuíno desde a sua construção), vive uma família no edifício. Lembramos que tem sido estratégia desta firma Cáfe abandonar deliberadamente imóveis deste período histórico de forma a mais tarde conseguir da CML a tão desejada aprovação para os demolir (ex: Av. Casal Ribeiro 1 / R. Almirante Barroso 2).

Apelamos à CML para que não aprove a demolição deste imóvel de qualidade e defenda a sua reabilitação segundo as boas práticas ainda tão em falta na nossa cidade. Como último recurso deverá a CML tomar posse administrativa deste edifício, procedendo às obras de recuperação do edifício para fins habitacionais, dando assim um claro sinal ao mercado de que não pactua com a especulação imobiliária e que protege o património da Lisboa Entre-Séculos.

Melhores cumprimentos


Lisboa, 3 de Março de 2016

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, José Morais Arnaud, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Jorge Pinto, Alexandre Marques da Cruz, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Fernando Jorge, José Filipe Soares, Miguel Jorge e Miguel Atanásio Carvalho

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Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado:

3 comentários:

Anónimo disse...

Tenho seguido com atenção as notícias dos riscos que correm os palacetes, um pouco por toda a cidade de Lisboa.

Gostaria de alertar também para o sistemático desaparecimento dos logradouros desses prédios.

S.O.S. LOGRADOUROS DA CIDADE DE LISBOA.

Pinto Soares

Anónimo disse...

Os logradouros estão cheios de cimento e barracas feitos pelos moradores.

Rogerio Rosa disse...

Sou actor e estou contra tudo o que esteja contra a cultura e artistas.