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15/03/2018

"Arquitetos na rua para contestar projetos assinados por engenheiros"....


..talvez nenhum engenheiro tivesse tão más ideias ?

"Ordem dos Arquitetos manifesta-se hoje contra aprovação de projetos de lei que permitem a um grupo de engenheiros civis assinar projetos. "É um retrocesso de décadas", alerta

Os arquitetos saem hoje à rua em protesto contra os projetos de lei que estão para aprovação na Assembleia da República e que irão permitir a um grupo de engenheiros civis assinar projetos de arquitetura. Começam com uma manifestação em frente ao Parlamento e acabam à noite com uma vigília junto à sede da Ordem dos Arquitetos (OA). Em causa estão os chamados direitos adquiridos dos engenheiros que iniciaram o curso até 1988 em quatro faculdades. A OA afirma que será "um retrocesso" e que irá "rebentar com o mercado". A Ordem dos Engenheiros critica o "alarmismo" gerado e argumenta que se trata de um pequeno grupo, de algumas centenas, a quem é feita justiça."

Pode ler o resto aqui no DN de hoje

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Essa dos "direitos adquiridos" tem a sua piada. Estaria mais preocupado com o próprio "direito adquirido" para destruir, falsificar e banalizar a cidade de todos.

De quantos exemplos necessitam Srs. arquitectos ?

13/09/2016

Av. Almirante Reis 24: a praga dos estores nas janelas

Este imóvel do princípio do século XX, que tinha caixilharias originais de madeira bem desenhadas e cuidadas, foi recentemente alvo de obras descuidadas e que desvalorizaram o valor patrimonial. Tectos de estuques trabalhados originais foram tapados com tectos falsos e nas janelas foram aplicados estes estores de plástico brancos que se vêm na imagem depois de arrancadas todas as caixilharias originais assim como as portadas de madeira dos interiores.  

07/07/2008

Câmara remove entulho e lixo do CINEMA PARIS

in Diário de Notícias, 7-7-2008 por Kátia Catulo
Em 2002, os técnicos camarários alertaram para perigo de derrocada
Ainda não há projecto para o edifício que está devoluto há 20 anos

Mais de cinco anos após o alerta de perigo de derrocada, homens e máquinas entraram no final da semana passada no Cinema Paris, em Lisboa, para proceder aos trabalhos de sustentação dos tectos e remover o lixo e entulho que se acumularam dentro do edifício ocupado por sem-abrigo e toxicodependentes. A tarefa, a cargo da câmara municipal, estará concluída ainda esta semana, mas as obras não significam um novo rumo para o edifício de Campo de Ourique. "A autarquia atendeu ao nosso pedido e decidiu proceder à limpeza do espaço", explica Nuno Ferro, presidente da Junta de Freguesia da Lapa, esclarecendo, porém, não existir ainda um projecto para o edifício que há duas décadas se encontra devoluto."A câmara não tem dinheiro para recuperar aquele espaço e a única alternativa passa por desenvolver um projecto que inclua toda a área envolvente e que seja financiado por privados", diz o autarca social-democrata, defendendo que para isso é preciso "vontade política" e colaboração dos particulares.

Há quase seis anos que uma vistoria dos técnicos camarários concluiu ser urgente demolir o imóvel devido ao risco de aluimento de tectos e desagregação da fachada. Em 2003, durante o mandato de Pedro Santana Lopes, a autarquia chegou até a intimar o proprietário a realizar a demolição. Os trabalhos avançaram, mas 24 horas mais tarde foram interrompidos pela Câmara de Lisboa, que pediu ao Governo a declaração de utilidade pública da expropriação e autorização de posse administrativa do edifício com o objectivo de reconstruir o Cinema Paris.

A proposta foi aprovada em Assembleia Municipal em Maio de 2004 e, a partir dessa data, surgiram várias especulações sobre o futuro do edifício, desde uma possível transformação do imóvel em hotel, passando por um espaço vocacionado para o teatro. A protecção civil ainda realizou algumas recomendações para proteger a população e bens, tendo pedido para vedar uma parte da fachada e deslocar uma paragem de autocarro que se encontrava em frente ao edifício.

FOTO: Cinema Paris em 1960 por Arnaldo Madureira. Fonte: Arquivo Municipal Fotográfico