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23/07/2021

Novo projecto para os 3 prédios abandonados da Fontes Pereira de Melo - Aplauso à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo


CC. PCML, AML, Arq. Valsassina e media

Serve o presente para transmitirmos à Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa de V.Exa., o nosso aplauso fervoroso pelo facto de submeter a discussão da reunião de CML do próximo dia 27 o processo nº EDI/2021/385, relativo a um novo projecto de alterações para o conjunto de edifícios abandonados da Avenida Fontes Pereira de Melo, de que anexamos algumas imagens virtuais.

Com efeito, não sendo o projecto ideal, porque, uma vez mais, estamos perante o esventramento do subsolo para efeitos de estacionamento automóvel, com a consequente impermeabilização do solo e uma maior presença de carros no centro da cidade, onde por sinal existem metropolitano e várias carreiras de de autocarro, trata-se de um projecto que representa uma vitória para a cidade e para todos quantos lutaram para que aquele conjunto singular da Avenida Fontes Pereira de Melo não fosse demolido.

Não podemos deixar de lhe transmitir o nosso aplauso pelo empenho que teve para que se garantisse a salvaguarda e a recuperação dos três edifícios. Estendemos o nosso agradecimento ao arquitecto responsável por este novo projecto, arq. Frederico Valsassina, e ao promotor, pois sem a receptividade deste último nada teria sido possível.

Não nos esquecemos que sobre estes três prédios de Cândido Sotto-Mayor, as últimas referências (a par do Palácio Sotto-Mayor) de um Património em que esta artéria do "eixo central" foi outrora extremamente rica, pendeu o camartelo bem como uma série de projectos inenarráveis, durante mais de duas décadas, desde que foram demolidos os dois prédios vizinhos das respectivas laterais.

Muito obrigado.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Fonseca, Virgílio Marques, Paulo Torres, Helena Espvall, Luís Mascarenhas Gaivão, Miguel Atanásio Carvalho, Gustavo da Cunha, Júlio Amorim, Carlos Boavida, João Oliveira Leonardo, José Maria Amador, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Irene Santos, Pedro Henrique Aparício

19/01/2021

Edifício Rua Pascoal de Melo, n 84 - Pedido à firma proprietária

À Administração da Seblima, Construção e Obras Públicas, Lda.

CC. PCML, AML, JF Arroios, Vereador do Urbanismo e media

Exmos. Senhores

Como é do conhecimento de V. Exas., o imóvel sito na Rua de Pascoal de Melo, nº 84, vossa propriedade, foi construído em 1882 e é um edifício bem exemplificativo de uma “Lisboa Entre-Séculos” que importa salvaguardar, sob pena de, daqui por década e meia, nada restar em Lisboa dessa época construtiva.

Em nosso entender, este edifício, cuja fachada se encontra integralmente revestida de azulejos da Fábrica Viúva Lamego, igualmente produzidos no século XIX, devia estar em perfeito estado de conservação e salvaguardado integralmente, enquanto exemplar característico do Bairro da Estefânia, outrora rico em património de finais do século XIX, início do XX, e habitado na sua totalidade.

Daí não compreendermos as intenções de V. Exas. em o terem querido demolir integralmente aquando do vosso projecto de 2018, oportunamente chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Nesse sentido, e até por uma questão da conjuntura económica em que vivemos e que não irá mudar nos próximos anos, apelamos a V. Exas. no sentido de repensarem a vossa estratégia para este edifício, e submeterem aos serviços da CML, tão breve quanto possível, um projecto de recuperação integral do prédio, a nível do seu exterior e do seu interior, em toda a extensão, relocando-o no mercado de habitação.

Lisboa só terá a agradecer a empresas que procurem, acima de tudo, reabilitar sem destruir, devolvendo à cidade edifícios recuperados e de que todos nos possamos orgulhar.

Podem V. Exas. contar com o Fórum Cidadania Lx para disso fazermos eco.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Guilherm Figueiredo, Pedro de Souza, Virgílio Marques, Eurico de Barros, Júlio Amorim, Maria Ramalho, Helena Espvall, Jorge Pinto, Pedro Ribeiro, Maria do Rosário Reiche, Maria Maia, Pedro Machado, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Irene Santos e Alexandre Marques da Cruz

23/09/2020

Rua Camilo Castelo Branco: A mão pesada da "reabilitação" em Lisboa

Em 2011 o FCLX chamou atenção para esta moradia Arte Nova da «Lisboa Entre Séculos»:
 
 
Hoje, em 2020, está como se vê nestas imagens. Em Portugal isto significa que está a ser "reabilitada":
Em 2011 estava assim
 
 

14/01/2020

Protesto pela demolição do prédio de Soares da Silva/ Tv Amoreiras 6-12


Exmo. Senhor Vereador Ricardo Veludo


C.C. PCML, AML, DGPC, JF e media

Como é do conhecimento de V. Exa., a reabilitação urbana promovida pelos Serviços da CML durante o período 2007-2019, traduziu-se em números impressionantes no que se refere a demolições de edifícios de finais do século XIX, princípios do XX, um pouco por toda a cidade, descaracterizando bairros até aí preservados ou pouco atacados na sua autenticidade, como sejam os casos de Campo de Ourique, Estrela, Lapa, Madragoa, Chiado, Picoas, Estefânia, para já não mencionarmos a zona da Avenida da Liberdade e as Avenidas Novas, cuja amputação começara há algumas décadas.

Assim, calculamos que tenham sido demolidos, total ou parcialmente, desfigurando-os significativamente, mais de 300 edifícios, compreendendo palacetes, vilas e pátios operários, prédios de rendimento, exemplares da arquitectura industrial, etc., etc.

Cumpre por isso, cremos, mudar o paradigma da política de reabilitação urbana da CML, para novas e boas práticas, em que não se materialize o entendimento de que basta manter-se a fachada como sinónimo de que uma cidade está a ser reabilitada.

É possível adaptar o edificado desse período construtivo, de que Lisboa já foi rica, às novas funções e exigências de uma vida moderna, sem destruir os interiores dos apartamentos, sem ampliar 2-3 pisos, sem destruir os seus logradouros, sem descaracterizar o quarteirão, o bairro. É possível, não é tão caro quanto nos iludem ser, e há mercado para essas casas.

Com a entrada em funções de V. Exa., cremos ser oportuno chamarmos a atenção especial do novo Vereador do Urbanismo da CML, para a antiga residência de Francisco Soares da Silva, junto ao Jardim das Amoreiras, e para o pedido de licenciamento de projecto de ampliação com demolição integral dos interiores (processo nº 2008/EDI/2019), que entrou recentemente na CML para apreciação dos Serviços que V. Exa. agora tutela.

Com efeito, o projecto de arquitectura da autoria do arq. Pedro Carrilho, tem tudo quanto defendemos dever ser recusado por uma política de reabilitação que não se reveja no fachadismo promovido nos últimos 12 anos: interior todo demolido, ampliação de um piso em mansarda, caves de estacionamento, regularização da fachada sobre a garagem.

O edifício em apreço, sito na Travessa das Águas-Livres, nº 6-12, é tão só a casa de Francisco Soares da Silva, conhecido industrial da cidade de Lisboa (http://www.lojascomhistoria.pt/lojas/francisco-soares-da-silva), que resulta da extraordinária adaptação, em 1912, de uma construção de origem pombalina de dois pisos que então detinha na esquina da Travessa das Águas Livres, com projecto do então conhecido arquitecto António do Couto de Abreu (1874-1946), que fora primeiramente discípulo de Miguel Ventura Terra nas obras do Palácio das Cortes em S. Bento, trabalhando posteriormente com Arnaldo Adães Bermudes, de quem chega a ser sócio no projecto do monumento ao Marquês de Pombal, e que ficou conhecido mormente pelos já demolidos Palacete Empis, Prémio Valmor de 1907, e Casa João António Henriques Serra, Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1909, e este projecto na Travessa das Águas-Livres.

O edifício, na realidade dois edifícios, encontra-se praticamente intacto, ainda que com algumas divisões em mau estado de conservação, mas passíveis de plena recuperação.

Aliás, esse é um ponto em que não cremos haja justiça neste projecto que contestamos: o levantamento fotográfico apresentado no projecto em apreço; uma vez que só são mostradas fotografias das áreas em mau estado de conservação (devido às infiltrações), mormente o sótão e a garagem. As restantes fotos são do 1º andar, cujo interesse decorativo é nulo. E não nos parece que haja nenhuma fotografia ilustrativa do piso nobre, o 2º andar, que era a habitação do proprietário, e que certamente manterá ainda estuques. Trata-se, a nosso ver, de uma forma de manipular a opinião de quem decide a favor da demolição dos interiores do edifício.

Por considerarmos que existe valor histórico e arquitectónico no edificado, apresentámos um requerimento à DGPC, em Junho passado, com o propósito de que esta procedesse à abertura da sua classificação, pelo que estranhamos que os serviços daquela ainda não tenham dado andamento ao processo, e mais estranhamos a apresentação deste projecto à CML, 5 meses sobre o nosso requerimento à DGPC.

Resumindo, consideramos que a eventual aprovação pela CML do presente projecto do arq. Pedro Carrilho, será uma nefasta para a cidade de Lisboa, porque consubstanciará o continuar de uma repetida má prática que se traduziu no arrasar dos edifícios da chamada “Arquitectura de Transição”, e, na circunstância, de um edifício sui generis e histórico, e que no seu todo vai contra as boas práticas de conservação e restauro, descritas em cartas internacionais, e reconhecidas pelas autoridades em Portugal.

Mais a mais tratando-se, como se trata, de um edifício supostamente protegido pela regulamentação camarária, em virtude de constar da Carta do Património anexa ao Plano Director Municipal, item 46.06 Conjunto arquitetónico / Praça das Amoreiras, 2 a 8, 25 a 32, 34 a 48 e 49 a 59, Trav. das Águas Livres, 2 a 8 e 10 a 14, Trav. da Fábrica dos Pentes, 2 a 6 e 3 a 9, Rua João Penha, 13 a 15 e 16 a 32 e Trav. da Fábrica das Sedas, 1 a 49 • (Antigo) Bairro Fabril das Amoreiras.

Pelo exposto, apelamos a V. Exa., senhor Vereador, para que atente neste projecto e evite o continuar de um entendimento erróneo do que deve ser a Reabilitação Urbana, e com isso se possa inverter uma política urbanística que consideramos não só retrógrada e atentatória ao património da cidade, que é de todos, como contrária ao espírito do Plano Director Municipal em vigor.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, José Pedro Tenreiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Helena Espvall, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, Luís Serpa, Filipe Teixeira, Rui Pedro Martins, André Santos, Virgílio Marques, Alexandre Marques da Cruz, Henrique Chaves, José Maria Amador, Pedro Fonseca, Jorge Santos Silva, Miguel Jorge, João Oliveira Leonardo, Maria Maia, Beatriz Empis

20/12/2018

Av. Conde Valbom, nº 25 e 27 - Pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, JFAN, MP e media

Como é do conhecimento de V. Exa, os dois edifícios Lisboa “Entre-Séculos”, característicos das Avenidas Novas e sitos nos nºs 25 e 27 da Avenida Conde Valbom, eram dois edifícios praticamente gémeos (conforme foto in Google/street view) e encontravam-se até há poucos anos perfeitamente habitáveis, sendo que o edifício do nº 25 foi objecto de obras de reabilitação há poucos anos.

Considerando que há cerca de 1 ano, depois de formalmente devoluto, foi demolido o edifício do nº 27, para construção de um hotel, cuja imagem virtual disponível ao tempo é a que anexamos.
Considerando que há dias foi noticiado que o último inquilino do nº 25, o alfaiate Noronha Pinto, tem ordem de despejo.
Considerando que se a operação urbanística em causa para os dois edifícios configura um emparcelamento e, como tal, deve ser objecto de procedimento administrativo adequado;

Solicitamos a V. Exa. que dê conhecimento público:

* Das razões objectivas para que a CML tenha permitido o abate do edifício do nº 27, sem o discutir e aprovar previamente em sede de Reunião de CML;
* Do relatório de engenharia de estruturas que suportou o abate do edifício do nº 27;
* Do projecto de arquitectura previsto para o nº 25.
* Da sustentação técnica para uma eventual demolição do nº 25.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Filipe Teixeira, Virgílio Marques, Miguel Atanásio Carvalho, Pedro Cassiano Neves, Júlio Amorim, Henrique Chaves, Inês Beleza Barreiros, Jorge D. Lopes, Luís Mascarenhas Gaivão, Ana Homem de Almeida, Pedro Fonseca, Fátima Castanheira, Jozé Maria Amador, Paulo Lopes, Maria do Rosário Reiche, Rui Pedro Martins, Helena Espvall, Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, Jorge Pinto

24/07/2018

Palacete Valmor - Pedido de obras coercivas ou expropriação


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.C. AML, JF Avenidas Novas, Vereador Urbanismo e media

Como é do conhecimento de V. Exa., o Palacete Valmor, antiga residência da Viscondessa de Valmor, viúva do benemérito responsável pelos Prémios Valmor, e obra emblemática da Lisboa de entre-séculos e uma das obras-primas de Miguel Ventura Terra, foi Prémio Valmor em 1906 e é Imóvel de Interesse Público desde 1977.

Não obstante essas menções honrosas, este palacete sito na Avenida da República, nº 38, encontra-se abandonado e à venda há um punhado de anos, apresentando neste momento sinais preocupantes de começo de degradação física, com várias janelas com vidros partidos.

Imaginando o que se passará a nível das coberturas e nos interiores do edifício, e porque esta não é uma situação virgem em Lisboa, infelizmente, e, não sendo combatida atempadamente por quem de direito, pode conduzir, como já conduziu em diversas outras ocasiões, a um estado de ruína tal dos imóveis que, potenciando a especulação imobiliária, conduz rapidamente a reabilitações perniciosas e ao desaparecimento de património da cidade;

Apelamos a V. Exa., Senhor Presidente, para instar o proprietário a obras de conservação imediatas, e, caso a intimação não seja acatada, para dar instruções aos serviços para procederem à posse administrativa do Palacete Valmor e à sua eventual expropriação, quiçá para instalação de um núcleo interpretativo da vida e obra do insigne arquitecto.

Mais do que exposições e palestras, será este o fecho ideal das comemorações do sesquicentenário de Ventura Terra, redimindo-se assim a CML das ocasiões em que não agindo em devido tempo permitiu, por exemplo, que acontecesse o que aconteceu em 2010 aos edifícios do mesmo autor, construídos para Joaquim Santos Lima, no gaveto da Avenida da República com a Avenida Elias Garcia.

Dê-nos essa boa notícia, Senhor Presidente.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero (pelo Fórum Cidadania Lx) e Alda Sarria Terra (pela Associação Ventura Terra)

Foto de José Daniel Soares Ferreira

01/03/2017

Demolindo Lisboa: Rua Marques da Silva

Rua Marques da Silva - demolição integral de edifício dos finais do séc. XIX promovida pela CML-EMEL na Freguesia de Arroios.

31/01/2017

100% DESTRUÍDO: Gaveto da Rua Andrade Corvo 22 / Rua Sousa Martins 18






Concluída a mega demolição no gaveto da Rua Andrade Corvo 22 / Rua Sousa Martins 18. Aqui foi demolido um palacete da Lisboa Entre Séculos (LES) e dois prédios de 5 pisos igualmente do mesmo período (um deles tinha um a fachada integralmente revestida de Azulejo do séc. XIX). Estavam todos em razoável estado de conservação (habitados) e podiam ser reabilitados. Mas Lisboa decidiu destruir tudo, fazer tábua rasa e acreditar que não havia nada neste lugar com valor para as futuras gerações. Agora o terreno "sem memória" está para venda.

11/01/2017

Requalificação do Cais do Sodré/Jardim Roque Gameiro - que destino para o quiosque de bebidas?


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.C.Gab.PCML, AML, JF Misericórdia, EMEL e media

​No seguimento de outros pedidos de informação e alertas enviados a V. Exa. sobre vários aspectos da empreitada em curso de requalificação do espaço público na zona do Cais do Sodré/Jardim Roque Gameiro, somos a solicitar que nos esclareça quanto ao destino dado ao quiosque de bebidas, situado até há poucas semanas no topo Sul daquele espaço, e de que juntamos fotos recente e de arquivo, esta última demonstrando a beleza do mesmo uma vez devolvido ao seu esplendor.

Com efeito, as obras afiguram-se-nos prestes a terminar e, para nossa surpresa uma vez que julgávamos que a sua permanência in situ estivesse garantida no projecto de requalificação do espaço público, não se vislumbra o regresso daquele quiosque histórico, a nosso ver um marco identitário do seu tempo e das origens da praça, portanto indissociável daquele local, além de que, se devidamente restaurado, constitui o par ideal para o quiosque turístico, e antigo w.c., que lhe está imediatamente defronte.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Serpa, Júlio Amorim, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, Jorge D.Lopes, Ana Alves de Sousa, Inês Beleza Barreiros, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, José Maria Amador, Fernando Silva Grade, Irene Santos, Jorge Lima, Beatriz Empis e Miguel Jorge

03/12/2016

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Rua Alexandre Herculano 41




O inspector-geral da ACT deixou uma coisa clara: “As instabilidades em processos construtivos e demolições não podem existir.” 
 
“É extremamente preocupante que no meio da cidade de Lisboa, a capital de um país da União Europeia, morram duas pessoas a trabalhar. Acho que isso nos devia envergonhar a todos”, afirmou. Pimenta Braz considera um “índice horrível” que estas duas pessoas tenham “desaparecido a trabalhar”. 
 
Da parte do Fórum Cidadania Lx acrescentaríamos que enquanto a CML - Pelouro do Urbanismo - e Ministério da Cultura - DGPC - continuarem a alimentar este método nefasto e obsoleto de "reabilitação" que consiste em destruir o que é possível de reabilitar, vamos assistir a mais acidentes terríveis deste tipo. Este prédio de qualidade estava em razoável estado de conservação e era perfeitamente possível de reabilitar. Mas para que "fundos financeiros" ligados ao mercado da habitação de "Luxo" possam cumprir com as expectativas de lucro máximo, a CML permite a destruição de interiores que dão carácter e acrescentam valor à nossa capital. Este tipo de obras - que mais não são que "Construção Nova" aproveitando uma ou duas fachadas - são extremamente caras e perigosas como se vê. Não esquecer que apenas alguns meses atrás, e do outro lado da Avenida da Liberdade, morreu um operário numa outra obra de demolição de interiores na Av. Duque de Loulé.
 
Para quando uma alteração do actual paradigma de reabilitação em Lisboa?

«Derrocada de prédio em Lisboa faz duas vítimas mortais»

Ainda não foram apuradas as causas da derrocada. Trânsito continua cortado na rua Rodrigo da Fonseca.

Duas pessoas morreram, esta segunda-feira, na derrocada de um prédio na rua Alexandre Herculano, em Lisboa. As vítimas, dois trabalhadores de uma empresa de construção civil de Braga, ficaram soterradas na sequência do desabamento de uma das paredes do edifício que se encontrava em obras. A segunda vítima mortal foi identificada pelas 18h, pelas equipas no local. A primeira vítima foi confirmada ao início da tarde.
Os dois homens, de nacionalidade portuguesa, trabalhavam na obra de reabilitação do número 41 na esquina da rua Alexandre Herculano com a Rodrigo da Fonseca. Os Sapadores Bombeiros de Lisboa foram chamados ao local por volta do meio-dia. Pedro Patrício, comandante da corporação, em declarações no local, informou que um dos corpos "já foi retirado e o outro está prestes a ser retirado". "O perigo é iminente, estamos a trabalhar em estruturas que cederam e podem ceder a qualquer momento. Vamos trabalhar devagar, não podemos fazer oscilações", referiu.
 
Pelas 16h, decorriam os trabalhos de “remoção dos elementos que colocam em perigo as nossas equipas de resgate”, explicou o comandante. “São trabalhos demorados”, avançou, que estão a ser realizados pelos bombeiros em conjunto com outras empresas. O grande entrave à acção das equipas de busca cinotécnicas é a instabilidade do edifício.
 
O comandante informou que ruiram três pisos do interior do edifício, a ser reabilitado pelo Grupo Casais, empresa de construção sediada em Braga. "As lages interiores caíram para dentro daquilo a que chamamos o saguão", explicou Pedro Patrício, avançando que se desconhece, para já, a razão da derrocada. O PÚBLICO contactou o Grupo Casais que remeteu as declarações para o final desta segunda-feira.
 
Durante a tarde, as equipas no local procuraram o segundo trabalhador, cuja "possível zona de localização" tinha sido identificada por cães. Embora o comandante dos Sapadores Bombeiros não adiante a identidade das vítimas, a SIC avançou que se tratam de dois homens com cerca de 50 anos, de Fafe.

“As instabilidades não podem existir” 

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) está no local, desde o início da tarde, a acompanhar a situação. Pedro Pimenta Braz, inspector-geral da autoridade, disse que a “instabilidade construtiva e das paredes que estavam em demolição é muito grande”, razão pela qual “é muito complicado”, neste momento, apurar as causas do acidente. O responsável dos bombeiros confirmou, pelas 18h, que ainda não estão reunidas as condições para que a ACT entre no edifício. Sem possibilidade de adiantar as causas da ocorrência, o inspector-geral da ACT deixou uma coisa clara: “As instabilidades em processos construtivos e demolições não podem existir.” 
 
“É extremamente preocupante que no meio da cidade de Lisboa, a capital de um país da União Europeia, morram duas pessoas a trabalhar. Acho que isso nos devia envergonhar a todos”, afirmou. Pimenta Braz considera um “índice horrível” que estas duas pessoas tenham “desaparecido a trabalhar”. 
 
Pelas 16h, decorriam os trabalhos de “remoção dos elementos que colocam em perigo as nossas equipas de resgate”, explicou o comandante. “São trabalhos demorados”, avançou, que estão a ser realizados pelos bombeiros em conjunto com outras empresas. O grande entrave à acção das equipas de busca cinotécnicas é a instabilidade do edifício.
 
O comandante informou que ruiram três pisos do interior do edifício, a ser reabilitado pelo Grupo Casais, empresa de construção sediada em Braga. "As lages interiores caíram para dentro daquilo a que chamamos o saguão", explicou Pedro Patrício, avançando que se desconhece, para já, a razão da derrocada. O PÚBLICO contactou o Grupo Casais que remeteu as declarações para o final desta segunda-feira.
 
Durante a tarde, as equipas no local procuraram o segundo trabalhador, cuja "possível zona de localização" tinha sido identificada por cães.
 
Embora o comandante dos Sapadores Bombeiros não adiante a identidade das vítimas, a SIC avançou que se tratam de dois homens com cerca de 50 anos, de Fafe. PÚBLICO, 28 Novembro 2016

19/10/2016

Demolição integral interiores na Calçada da Estrela




Mais um exemplar da "Lisboa entre Séculos" com interiores integralmente demolidos. A falsa reabilitação em toda a sua glória mesmo em frente ao Parlamento.

12/10/2016

Avenida Duque de Loulé 70: O abate já começou









 
O abate deste prédio começou. Toda a escadaria de pedra da entrada deste bom prédio do início do séc. XX foi recentemente removida e vendida. Os azulejos Arte Nova também foram levantados. Ver tratamentos deste tipo ao nosso património arquitectónico em 2016 não nos dá grande esperança em ver uma mudança de paradigma na reabilitação. Já se percebeu que tanto proprietário deste prédio como o Pelouro do Urbanismo da CML desprezam este tipo de imóveis da nossa cidade.