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06/07/2022

Obras no Chafariz do Rato (MN) - pedido de esclarecimentos à Signinum

À Signinum, Gestão de Património Cultural


CC. EPAL, DGPC, CML, AML e media

Exmos. Senhores Constatámos a colocação de andaimes no Chafariz do Largo do Rato, ao abrigo, imaginamos, de uma empreitada de conservação e restauro daquele Monumento Nacional (Decreto nº 5, 1ª Série-B, nº 42 de 19 de Fevereiro 2002), promovida pela EPAL e entregue à V/empresa.

Regozijando-nos por, finalmente e após inúmeros pedidos e reclamações de toda a Lisboa, vermos este importante património a ser restaurado, e uma vez que não existe no local nenhum descritivo da obra nem esta foi anunciada publicamente;

E considerando que esta Associação tem como objecto a defesa do património edificado do distrito de Lisboa (artigo 2º dos nossos estatutos), desenvolvendo para tal as actividades que se considerem necessárias e convenientes para assegurar a sua prossecução (artigo 3º),

Não podemos deixar de vos solicitar que nos esclareçam sobre o seguinte:

-Qual é o prazo para a execução desta obra?
-Está assegurada a reposição dos elementos danificados e roubados (torneiras e placas de chumbo)?
-O chafariz voltará a jorrar água, ao contrário da vossa obra no Chafariz do Desterro?

Aproveitamos para solicitar que, por favor, não pintem de azul o fundo do tanque, como em tempos já ocorreu.

Antecipadamente gratos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Pedro Formozinho Sanchez, Helena Espvall, Jorge Pinto, Ana Celeste Glória, Beatriz Empis, Luis Mascarenhas Gaivão, Maria Teresa Goulão, Carlos Boavida, Rui Martins, Fernando Jorge, Filipe Teixeira, Irene Santos, Gonçalo Cornélio da Silva, Fátima Castanheira

...

Resposta da EPAL (12.07.2022):

Exmos. Senhores,

Agradecemos o interesse demonstrado pelo Património da Água edificado na cidade de Lisboa, matéria sobre a qual a EPAL, através do Museu da Água e outras direções desta empresa, tem vindo a dedicar a maior atenção e cuidado.

Relativamente às questões enunciadas somos a informar o seguinte:

No âmbito da salvaguarda do património histórico, a EPAL está a desenvolver um programa de intervenção que visa a conservação e restauro do conjunto de chafarizes monumentais que pertencem ao sistema Aqueduto das Águas Livres;

O referido programa de intervenção já está em curso e as respetivas ações de conservação estão calendarizadas de forma faseada;

No caso concreto do chafariz do Rato a intervenção de conservação e restauro será desenvolvida no prazo de três meses, prevendo-se o final da obra para setembro deste ano;

Está naturalmente assegurada a total reposição da estrutura original;

O abastecimento de água ao chafariz será reposto no estrito cumprimento das regras existentes para esse efeito, bem como numa lógica de zero desperdício de água.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

Mariana Castro Henriques
Diretora
Direção do Museu da Água e do Património Histórico
EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A.

11/12/2019

O Chafariz da Esperança Requalificado


O Chafariz da Esperança é um dos sete chafarizes localizados na freguesia da Estrela, em Lisboa: Chafariz das Terras, Chafariz da Cova da Moura, Chafariz da Praça da Armada, Chafariz das Necessidades, Chafariz das Janelas Verdes e Chafariz da Fonte Santa.

No século XVIII. o Senado da Câmara de Lisboa adquiriu uma porção de terreno que pertencia ao convento franciscano de Nossa Senhora da Esperança, e aí construiu este chafariz. Era abastecido por meio de uma galeria do Aqueduto das águas Livres que vinha directamente do reservatório das Amoreiras.

Projectado por Carlos Mardel em 1752, a sua obra teve início no ano seguinte, sob orientação do mesmo, sendo terminada, em 1768 por Miguel Ângelo Blasco.

Localizado no antigo Largo da Esperança, viu alterada a sua envolvência em resultado da abertura da Av. D. Carlos I, em 1889, ficando encostado a um prédio, construído por essa altura, cuja fachada foi concebida como pano de fundo para o chafariz.Está classificado como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910.

A estrutura tem dois pisos, cada um com um tanque, duas escadas laterais e é do estilo barroco. O tanque do piso inferior tinha como função servir de bebedouro para os animais e o superior servia para o povo. Cada tanque possuía duas bicas. Esta separação evidenciava preocupações relacionadas com a saúde pública. Possui um pórtico ao estilo pombalino.


Pinto Soares

04/10/2019

Descubra as diferenças....


Os dois exemplos em cima são da zona histórica de Tui na Galicia (bem parecido ao que sucede há bastantes anos em Lisboa). Janelas de plástico em edifícios centenários são mais regra que excepção.


Compare-se com estas belezas no centro histórico de Guimarães, onde é muito difícil encontrar janelas que não sejam fabricadas com os materiais de origem. Provavelmente a cidade portuguesa com as melhores práticas na conservação e restauro de imóveis.

06/09/2019

Quiosque histórico de Santa Apolónia - À atenção da CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


C.c. AML, JF, Vereadora da Cultura, ATL e media

Serve o presente para chamar a atenção de V. Exa. e dos serviços da CML respectivos para a situação de abandono a que está votado o magnífico e raríssimo quiosque de Santa Apolónia, sito na Avenida Infante D. Henrique (lado rio), e para a necessidade da sua recuperação e dignificação.

Com efeito, trata-se de um quiosque com cerca de 100 anos, único em Lisboa, que saibamos, por ter janelas ogivais e motivos neo-góticos na decoração da base, e que, por certo, será uma mais-valia para a cidade se devidamente restaurado e recolocado em zona onde seja menos afectado pela poluição e mais bem tratado por quem o explore e frequente.

É urgente o resgate deste quiosque, para que se evite que se repita a triste sorte do quiosque antigo do Cais do Sodré, que desapareceu no pós-obras do largo, para posterior desmantelamento...

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Mascarenhas Gaivão, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Rui Pedro Martins, Vítor Vieira, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, Carlos Moura-Carvalho, José Maria Amador, Maria Maia, Alexandra Maia Mendonça, Miguel de Sepúlveda Velloso, Filipe Teixeira, Pedro Henrique Aparício, Virgílio Marques, Odete Pinto, Luís Serpa, João Pinto Soares, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Pedro de Souza, Fátima Castanheira, Ana Alves de Sousa, Jorge D. Lopes, Maria Ramalho, Pedro Jordão e Catarina Portas

​Foto2: Lastscan3​

(6 de Setembro de 2019)

...

Resposta da Associação de Turismo de Lisboa (19.9.2019)

«Bom dia.


Exmos senhores Fórum Cidadania.

Venho por este meio informar que, na sequência da questão que colocaram tentámos obter a cedência do Quiosque pela APL, para o recuperar, mas fomos informados de que, por enquanto, tal não é possível porque existe um processo em Tribunal que o impede.

Com os melhores cumprimentos,

Carla Frade

Coordenadora do Gabinete do Associativismo»

04/10/2017

O Chafariz de Dentro já jorra água e isso é uma grande notícia!


Depois de anos e anos sem gota de água, conspurcado, em obra, etc., finalmente ÁGUA! Uma grande notícia e um OBRIGADO à CML e à JF Santa Maria Maior. Agora só falta o d'El-Rei!


Fotos de Rogério Gonçalves

29/09/2017

Aplausos para a CML e JF Sta Maria Maior por Santa Luzia!


Boa! Agora é esperar só 20 anos para que a buganvília, perdão, as parreiras (*) cubram tudo aquilo de novo...
(foto de hoje, de HO; foto de ontem, anos 70, da Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian)
(*) Obrigado, Sebastião Carmo-Pereira

06/06/2017

As obras no claustro e no Convento da Graça estão quase concluídas!


Mais boas notícias desde a Graça, pela

Real Irmandade dos Passos da Graça (fotos). A inauguração será a 1 de Julho. Esta é mais uma das jóias da arquitectura de Lisboa que fica aberta ao público no âmbito do protocolo entre a Câmara de Lisboa, a paróquia e Real Irmandade dos Passos da Graça. Obrigado!!

08/02/2017

Assim também se pode fazer....

Num complexo residencial em South Kensington recentemente renovado...

..as novas janelas..

..iguais às que lá estavam anteriormente..


..foram também fabricadas com o mesmo material de origem (madeira).

Os interiores foram conservados, assim como os logradouros. Não tem garagens subterrâneas, nem "capacetes modernos" no telhado.

04/11/2016

Enquanto as janelas antigas de Lisboa vão direitinhas para o lixo....


..noutras paragens são reparadas e aproveitadas..



..como parte integrante e testemunho da história do edifício...



Estas já com 126 anos de idade e depois de uma pintura com tinta de óleo de linhaça (que também já não se usa)....ficam para durar outro tanto. 

Foto: Stadsmuseet, Göteborg

14/03/2014

15/10/2013

"Governo destaca Plataforma Cultura-Turismo para valorizar património"


"O Governo aponta "a Cultura como um recurso transversal" e destaca a Plataforma Cultura-Turismo, segundo uma versão preliminar do relatório que acompanha a proposta do Orçamento do Estado para de 2014 a que a Lusa teve acesso.
 
De acordo com o documento, a Plataforma Cultura-Tuirismo irá "potenciar a oferta qualificada de rotas do património". "O sector do turismo é um dos grandes beneficiários da conservação, reabilitação e promoção do valioso património cultural, material e imaterial, do país", justifica o Governo. O relatório preliminar adianta que vão ser desenvolvidos modelos "públicos e privados, que permitam a valorização de conjuntos patrimoniais de relevo", argumenta o Governo, segundo o qual "os ganhos de eficiência e de receita", da conjugação das duas áreas, "deverão ser reinvestidos na conservação, reabilitação e promoção do património". A proposta para o Orçamento de 2013, apresentada há um ano, previa a concessão da gestão do património cultural por "entidades exteriores ao Governo", deixando nas mãos da secretaria de Estado da Cultura a decisão sobre "soluções de gestão", assegurando para o Estado "a maior parte das receitas" geradas no setor. A dotação orçamental incrita para a área da cultura, para o próximo ano, é de 198,8 milhões de euros, segundo uma versão preliminar do relatório da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014, a que a Lusa teve acesso."

In DN, 2013-10-15
............................................................................

 
Um dos muitos exemplo da "conservação, reabilitação e promoção do valioso património cultural" de Lisboa ??

02/10/2013

Congratulações pelo restauro do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I

Resposta da ATL:

...


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa


Serve o presente para congratularmos a CML e V. Exa. em particular pela recuperação do Arco da Rua Augusta e da estátua de D. José I, dois restauros que tardaram muitos anos para acontecer e que não podiam tardar mais. Lisboa agradece, e ninguém poderá dizer o contrário.

Com efeito, nós próprios pugnamos por ambos os restauros desde a nossa fundação, i.e., desde há 11 anos a esta parte. Inclusivamente, criticámos severamente as instâncias estatais responsáveis por ambos os monumentos quando por diversas vezes anunciaram publicamente datas e orçamento para o restauro do Arco Triunfal, por ex., para logo a seguir as datas e as verbas se esfumarem como por encanto.

O estado físico quer do Arco quer da estátua era a todos os títulos deplorável e confrangedor para a cidade e para todos, pelo que o seu restauro, melhor dito, a devolução de ambos a um estado de decência mínima é uma vitória da CML (e da ATL), em primeiro lugar, mas também é da cidade.

Pelo facto apresentamos os nossos agradecimentos.

No entanto, cumpre-nos apontar alguns pormenores que, não parecendo, se revestem de grande importância para quem esteja atento aos detalhes:

1. Arco da Rua Augusta

1.1. Pombos - Não entendemos como não se colocou nenhum dispositivo que evite ao máximo a presença de pombos, o que nos faz temer pela necessidade de nova obra a muito curto-prazo.

1.2 Caixa do elevador - Não entendemos como não se projectou de outra forma o encaixe do elevador de acesso à sala do relógio, de modo a evitar-se a presença daquele imenso elemento espúrio (ainda que rebocado a branco para se confundir com a pedra...) no topo do telhado a tardoz do edifício do STJ.

1.3 Esculturas - Tememos pelo efeito corrosivo a médio prazo na pedra da colocação durante a obra de pregos e acoplados metálicos aos elementos escultóricos do Arco a fim de um mais fácil manuseamento dos andaimes então montados.

1.4 Lajes - Não entendemos a precipitação em substituir-se os losangos em mármore partidos sob o Arco por laje em lioz de tez esbranquiçada, o que provoca uma indisfarçável dissonância com o resto do piso e que, a nosso ver, não é consentâneo com a envergadura que se pretende de toda a operação de restauro.

1.5. Miradouro - Sugerimos a substituição dos corrimãos em aço inoxidável, existentes no troço sala do relógio-miradouro por outro tipo de material que seja mais resistente ao calor (sob a acção directa do Sol vai ser difícil alguém segurar-se-lhes...), e apelamos ao bom senso de V. Exa. para se evitar a tentação de ali se vir a abrir qualquer tipo de esplanada.

1.6 Relógio - Regozijamo-nos com o novo ímpeto dado pela CML (ATL) ao restauro do relógio e ao mecanismo do sino, mas chamamos a atenção para a necessidade de, a curto-prazo, a CML (ATL) ter de providenciar uma nova desmontagem de todo o mecanismo do relógio a fim de se corrigirem as deficiências herdadas e proceder à inevitável remontagem minuciosa do mesmo e à efectiva calibragem dos ponteiros, para que o relógio não volte a estar em perigo de ruptura a médio-prazo com tem estado desde o célebre 'restauro' de há nem 5 anos.

2. Estátua de D. José I

Continuamos sem compreender como é que neste caso (não estamos perante esculturas da Antiguidade...) não foram recuperados os elementos decorativos em falta/mutilados do conjunto alegórico da base da estátua (fotos em anexo, por Miguel Jorge), elementos que, recorde-se, não foram quebrados ou vítimas da ferrugem há centenas ou milhares de anos, mas selvaticamente mutilados ao longo dos últimos 20 anos.

A nosso ver, esta era/é a oportunidade certa para se refazer os dedos quebrados, a trompa, os arreios, etc. - recorde-se, a este propósito, que com o crescendo da delinquência (e não sanção dos delinquentes), a partir de agora, se abre um grave precedente: a cada escultura que se parta ou roube um elemento decorativo, nada será reconstituído.

Apelamos a V. Exa. a que reveja esta situação, a fim de podermos ter esperança de que não só a nossa melhor estátua como todas as outras estátuas mutiladas na via pública de Lisboa num passado recente (Marquês de Pombal, Largo da Armada, Entre-Campos, etc.) possam voltar ao seu esplendor.

Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Luís Serpa, Pedro Formozinho Sanchez, Pedro Fonseca, Fernando Jorge, Jorge Lopes, Rossana Ballabio, Luís Marques da Silva, Jorge Lopes, Carlos Matos, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Virgílio Marques e Miguel de Sepúlveda Velloso

23/09/2013

Recordar é viver


Parece que sempre esteve branquinho como está agora mas não esteve: em 2003 estava como a imagem documenta. Uma vergonha que vinha de muito atrás, aliás. Finalmente, independentemente das peripécias, erros e omissões, a verdade é que temos o Arco da Rua Augusta limpo e aberto ininterruptamente ao público o acesso ao patamar cimeiro. Lisboa agradece.