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25/09/2013

Recordar é viver



E a Expo já chegou ao Areeiro. Tinha chegado ao Miradouro de Santa Catarina, à Ribeira das Naus, ao Terreiro do Paço, ao Intendente e agora chegou ao Areeiro. Ninguém a pára, à 'estética Polis', perdão, Expo.


Foto: Carlos Fontes

08/08/2013

Protesto pelas sucessivas obras de requalificação 'estilo Polis' em várias zonas históricas da cidade


Exmo. Sr. Presidente da CML
Dr. António Costa


CC. AML, Vereador Urbanismo, Vereador Espaço Público, DGPC, Media


Vimos pelo presente protestar veementemente pela estética de manifesto mau gosto e completamente inapropriada ao espaço público nobre da cidade de Lisboa, por que se têm vindo a pautar as mais recentes intervenções da Câmara que V. Exa. tutela, nomeadamente em zonas 'clássicas' como o Miradouro de Santa Catarina e a Rua da Vitória (de que anexamos fotos) e, mais recentemente, em plena Praça do Areeiro; uma entrada importante na cidade para quem chega de avião e numa praça que é, para quem ainda não saiba, um símbolo do nosso Modernismo, por mais atentados que tenha sofrido ao longo das últimas décadas e sofreu muitos.

Lembramos a V. Exa. que estes três locais poderão não parecê-lo neste momento, mas são espaços históricos da nossa cidade, que a nosso ver merecem um tratamento melhor por parte de quem planeia e executa as operações de requalificação do espaço público e, sobretudo, por quem decide!

Pautarem-se estas intervenções na Lisboa histórica por critérios estéticos, funcionais e de materiais típicos de uma qualquer intervenção na periferia da cidade à luz do programa POLIS, parece-nos grave. Induz a distorções graves na harmonia dos elementos históricos presentes e a descaracterizações com consequências negativas aliás para o turismo, as actividades económicas (ex. comércio, utilização de cenários para cinema) e o próprio investimento imobiliário, que se pretende de bom gosto.

Por outro lado, seria bom que doravante os Planos de Pormenor e de Salvaguarda fossem claros quanto à escolha de materiais e às opções estéticas a implementar nas operações de espaço público associadas às operações urbanísticas. O exemplo da Rua da Vitória é sintomático e temos sérias dúvidas se o Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina teria sido aprovado se esta intervenção com este material tivesse ficado explícita no seu texto.

Mais, é confrangedor assistir-se à bizarria de ser a própria CML a pugnar pelo desaparecimento da calçada portuguesa da zona histórica da cidade, ela que é um dos ex-libris da própria cidade. Como é possível? Tememos que a breve trecho a calçada portuguesa seja somente possível de apreciar extra-muros o que, a nosso ver, será vergonhoso para todos nós.

Apelamos ao bom senso do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa para remediar, quanto antes, esta situação, pois não queremos uma Lisboa histórica transformada em Parque Expo II.


Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Miguel Lopes, Jorge Lopes, Luís Marques da Silva, João Oliveira Leonardo, João Filipe Guerreiro e Virgílio Marques