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15/07/2019

Areeiro - pináculos do projecto de Cristino da Silva/ pedido de intimação à CML


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. PCML, AML, JF Areeiro e media

No seguimento da notícia vinda a público (https://sol.sapo.pt/artigo/664311/caravelas-vao-voltar-as-torres-do-areeiro), tomámos conhecimento do V/ofício refª 17/DMU/CML/19, de 18 de Março de 2019, solicitando à administração do condomínio do prédio do Areeiro, Avenida Almirante Reis, nº 247, sobre as razões do desaparecimento da nau/pináculo do topo deste edifício emblemático do projecto de Cristino da Silva, e o porquê também da sua ainda não reposição.

Aplaudimos essa V/comunicação, mas, dada a ausência de acção de facto do mesmo com vista à referida reposição, e uma vez que o imóvel se encontra abrangido pela protecção decorrente da Carta Municipal do Património, anexa ao PDM em vigor, vide lote 43.07- Conjunto arquitetónico/ Praça Francisco Sá Carneiro, 1 a 8, Av. Almirante Reis, 243 a 247, Av. Padre Manuel da Nóbrega, 1, 2 e 4 e Av. Almirante Gago Coutinho, 1 e 3), e que o pináculo em apreço é elemento fulcral do conjunto arquitectónico identificado (foto de Horácio Novais, c. 1955, in Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian);

Solicitamos a V. Exa. que dê indicações aos Serviços da CML para intimarem a mesma administração a proceder à necessária reposição do pináculo, ou, em caso de o mesmo ter sido já vendido ou o seu paradeiro ser neste momento desconhecido, e uma vez que facilmente se acede aos desenhos originais do mesmo (in Arquivo da CML), encomende a sua réplica fidedigna e respectiva colocação no topo do torreão do edifício.

Igual procedimento, solicitamos em relação aos proprietários do edifício do lado nascente, sito na Av. Almirante Reis, nº 260.

Sabemos todos da descaracterização, quiçá irreversível, do espaço público daquela que foi a melhor praça modernista de Lisboa, mas tentemos que os edifícios não o sejam, pelo menos a nível das suas fachadas e coberturas, uma vez que também se têm verificado alterações significativas nos seus interiores.

Ainda sobre este edifício em particular (Avenida Almirante Reis, nº 247), solicitamos ainda a V. Exa. que nos informe sobre a legalidade do que aparenta ser uma piscina na cobertura do edifício, conforme indicado na foto em anexo, o que, a confirmar-se, configurará mais um incumprimento a nível do Regulamento do PDM de Lisboa, artigos 27º, 28º e 30º, pelo que deverá a CML intimar o proprietário à sua remoção.

Na expectativa, aceite os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Maria Teresa Goulão, Maria do Rosário Reiche, Rui Pedro Martins, José Filipe Soares, Carlos Moura-Carvalho, António Araújo, Alexandre Marques da Cruz, Virgílio Marques, Helena Espvall, Fátima Castanheira

25/09/2013

Recordar é viver



E a Expo já chegou ao Areeiro. Tinha chegado ao Miradouro de Santa Catarina, à Ribeira das Naus, ao Terreiro do Paço, ao Intendente e agora chegou ao Areeiro. Ninguém a pára, à 'estética Polis', perdão, Expo.


Foto: Carlos Fontes

01/10/2012

O antes e o depois da praça do Areeiro

Chegado por e-mail:

«Uma comparação interessante.
F.teixeira»

24/01/2010

Costa faz promessas a campistas

António Costa foi ontem homenageado pelo Clube de Campismo de Lisboa, por ter cedido um prédio para acolher a sede da colectividade, que celebrou 69 anos de existência. Os campistas aproveitaram a "maré" para pedir ainda um parque para caravanas.

"O presidente da Câmara de Lisboa assumiu o compromisso de resolver o nosso problema e cumpriu", justificou Luís Duarte, presidente do Clube de Campismo de Lisboa (CCL), acrescentando que o sonho de ter uma sede condigna é uma luta com cerca de 40 décadas, travada pelos muitos milhares de sócios.

Profundamente gratos, os campistas, que encheram quase por completo o Fórum Lisboa nas comemorações do aniversário da colectividade bateram palmas a António Costa, mas deixaram-lhe mais um desafio, a ele que também já foi sócio do CCL: resolver o problema da falta de estacionamento das autocaravanas. O presidente aceitou o desafio e mostrou abertura para encontrar uma solução, por forma a que as autocaravanas "não andem dispersas pela cidade e de forma anárquica", como hoje acontece. Ao JN, António Costa garantiu que já tem um espaço em vista, na periferia da cidade, mas recusou-se a entrar em detalhes.

O presidente da Câmara mostrou-se ainda disponível para criar uma dezena de lugares num parque de estacionamento municipal situado junto à futura sede do CCL para acolher uma espécie de auto-serviço para caravanas.

Futura sede em recuperação

O enorme edifício municipal de três pisos cedido ao CCL em Junho passado para instalar a sede fica na Rua Agostinho Lourenço, perto da Praça do Areeiro. Precisa de obras profundas no interior, uma vez que o miolo se encontra muito degradado.

À margem da cerimónia, Luís Duarte, presidente do CCL, revelou que já foram iniciadas obras de recuperação, orçadas em cerca de 800 mil euros. "Vamos tentar ocupar o rés-do-chão até ao final do primeiro semestre e depois as obras continuarão de forma faseada. ", explicou, acrescentando que o imóvel atribuído corresponde às expectativas do clube.

Representantes de organismos ligados ao campismo e caravanismo de todo o país participaram ontem na sessão solene de aniversário do Clube de Campismo.

In JN

03/02/2009

Publicidade & Propaganda tapando monumentos? «Sim, é possível!»


A anunciada vontade da CML de proibir a instalação de propaganda eleitoral em espaços públicos de referência da capital tem de ser aplaudida. No entanto, essa proibição deveria ser alargada para qualquer tipo de publicidade e para todas as áreas urbanas que integram a Carta Municipal do Património. Como se pode ver por estas imagens de Entrecampos, muitos monumentos de Lisboa passam grande parte do ano parcialmente obstruídos com equipamentos para instalação de publicidade. Tal como referiu o Vereador Sá Fernandes, «é essencial garantir a protecção de vistas».

Mas atenção para as praças e avenidas em zonas históricas mais recentes que também precisam de ser abrangidas por esta regulamentação.

Uma das vítimas é a Alameda Dom Afonso Henriques, cujos eixos de vistas estão sistematicamente bloqueados por grandes cartazes com propaganda política e comercial. Como é possível a CML autorizar cartazes no meio da Alameda, a bloquear a vista da Fonte Luminosa?

Outro caso lamentável é o eixo de perspectiva da Avenida de Roma que, no seu topo sul, termina abruptamente num descarado mega ecrã digital para publicidade - em vez do maciço de árvores da Praça de Londres. Igualmente a antiga Praça do Areeiro, remate urbano de três importantes avenidas (Almirante Reis, Gago Coutinho e João XXI) precisa de cuidados especiais. Esta ainda é uma das entradas principais da capital para quem vem do aeroporto internacional - mas frequentemente estão aqui instalados cartazes de propaganda política (está lá um neste momento).

É pois tempo de implementar a proibição de cartazes em imóveis ou áreas urbanas presentes na Carta Municipal do Património - como são todos os exemplos referidos. «Basta de injustiças»!

Fotos: Alguém vê o Monumento na placa central da Praça de Entrecampos?