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05/10/2020

Esplanada abusiva na Avenida da República

Chegado por e-mail:

«Boa tarde,

Chamo a vossa atenção para a colocação de uma nova esplanada pertencente ao restaurante "Dom Roger". A JF Avenidas Novas autorizou esta ocupação de espaço público?

Parece-me abusiva, tendo em conta que este restaurante, ainda noutra encarnação, já tinha um anexo (a marquise) de legalidade duvidosa, que é o único desalinhamento de fechada em toda a Avenida da República!

O espaço que sobra para o peão tem uma dimensão miserável, como se pode observar na imagem.

Urge reverter esta ocupação inaceitável.

Com os melhores cumprimentos

Miguel Santos»

10/10/2016

Empreitada de Requalificação do Espaço Público Eixo Central / Av. República / Detalhes a corrigir


​​Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado​


Chamamos a atenção de V. Exa. para alguns pormenores da obra que decorre da empreitada de Requalificação do Espaço Público no Eixo Central, mormente na Avenida da República, e que a nosso ver merecem ser corrigidas enquanto é tempo:

Referimo-nos, por exemplo, à ciclovia que acaba "drasticamente" como a foto em anexo dá conta; à grelha de ventilação do metropolitano junto à antiga Feira Popular que, para lá de elemento espúrio da futura Avenida da República, constitui um sério obstáculo aos invisuais; a má aplicação da calçada, o que fará com que muito em breve a mesma abra buracos, e a falta de qualidade nos detalhes do desenho das caravelas, se compararmos com outros locais onde as mesmas estão desenhadas (ex. Av. Almirante Reis/Pç. João do Rio).​

​Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Rui Martins

Lisboa, 5 de Setembro de 2016

...

Resposta do Senhor Vereador Manual Salgado:

22/06/2016

Pedido de esclarecimentos sobre obras em curso no n.95 da Avenida da República (MIP)


Lisboa, 30 de Maio de 2016


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. AML, DGPC e JF

No seguimento das nossas chamadas de atenção em relação ao estado de abandono e vandalismo a que tem estado sujeito o edifício da Avenida da República, nº 95, datado de 1911 e da autoria do conhecido construtor Joaquim dos Santos, que foi objecto alterações de interiores em 1991 e está classificado como Monumento de Interesse Público desde 2012 (http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71715);

E pelo facto de estarem neste momento a ser colocados andaimes junto ao mesmo, dando a entender que irão iniciar-se obras;

Serve o presente para solicitar a V. Exa., nos informe sobre o teor das referidas obras, isto é, se o edifício vai ser objecto de reabilitação/recuperação ou se, para além disso, vai ser objecto de obras significativas de alterações nos seus interiores e/ou ampliação e, no caso de as mesmas se verificarem, quais as alterações de interiores aprovadas e quantos pisos a mais foram autorizados pela CML.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Carlos Leite de Sousa, Fernando Jorge, Filipe Lopes, Júlio Amorim, Luís Marques da Silva, José Filipe Soares, António Araújo, Paulo Lopes, Pedro Henrique Aparício, José Filipe Soares

Fotos: DGPC

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado (22.6.2016)

04/04/2016

Publi-Cidade: Av da República 13 / Av. Duque de Ávila




Os edifícios têm sítios lógicos para instalar dispositivos de publicidade; porque razão ainda se fazem estas maldades aos edifícios com valor patrimonial, premiados (Valmor), e classificados no PDM (e em zona de protecção de IIP do prédio da Pastelaria Versalhes)? Esta grande tela de publicidade está a tapar completamente os vãos na fachada principal que iluminam as escadas do imóvel. Esta situação é ilegal e já dura há vários anos.

02/06/2015

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Avenida da República 37
















O imóvel de gaveto sito na Avenida da República, 37, um dos últimos prédios originais do periodo "Lisboa Entre Séculos", está já em trabalhos de demolição. Será que este prédio também faz parte da Carta Municipal do Património anexa ao PDM? Tal como o seu "colega" na Av. da República 46-48 / Av. Elias Garcia com projecto de 1906 assinado pelo Arquitecto Ventura Terra, de nada parece valer tal "reconhecimento municipal". Se é para manter apenas as fachadas, então não é preciso criar uma Carta do Património dentro do PDM.

04/02/2015

Vem aí a remake do edif. Carrigues:


Enquanto isso, a Arcádia já saiu e o estaminé do lado deve estar prestes a sair. Brevemente, só restará a fachada, com eventual preservação do hall de entrada e dos tectos do 1º andar. E, claro, haverá todo um corpo novo no logadouro :-(

25/11/2014

4ª Visita Norte Júnior: Eixo Avenida da República


 O chamado Edifício da Versalhes
 Historiadora Catarina Oliveira. em frente do Edifício da Casa Xangai

 Av. República 55, pioneiro Art Déco em Lisboa, ameaçado de demolição
 Av. República 71, exemplo da sofisticação Art Déco de Norte Júnior


Embora raramente falado, o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa inclui dois extraordinários prédios de apartamentos no sofisticado Art Déco: Avenida da República Nº 55 de 1929 e o Nº 71 de 1933 - que Norte Júnior desenhou para uma clientela endinheirada e desejosa do luxo Art Déco que irradiava de Paris. As duas Historiadoras chamaram a atenção para o facto de o edifício de 1929 representar uma das primeiras experiências Art Déco da cidade, e do Arq. Norte Júnior, revelando por isso que estava bem actualizado com as tendências dos centros culturais da Europa. Este edifício tem ainda uma caracteristica importantíssima pois já foi construído com a então jovem tecnologia do betão armado. O FCLX informou os presentes que existe na CML um projecto que pede a demolição deste imóvel, algo que indignou todos pois consideramos ser inaceitável destruir património com este significado capital! Mais à frente, ao chegarmos ao Nº 71, fomos premiados com o ambiente de requinte de desenho e de materiais criado por Norte Júnior em 1933. O passeio terminou com a visita a mais dois prédios gémeos Art Déco na Av. de Berna e ao palacete no gaveto da Av. República e Av. Berna, actual sede da Junta de Freguesia das Avenidas Novas que apoiou esta iniciativa do FCLX.

Pela observação atenta dos edifícios que se fez ao longo de toda a manhã, e ajudados pelas competentes guias do passeio, ficamos esclarecidos quanto à urgência de salvar este património notável, muitas vezes mal compreendido ou simplesmente tratado como coisa velha e descartável. E houve de tudo um pouco durante a nossa visita: desde o maravilhosamente bem cuidado e amado palacete onde se instalou o CLUBE MILITAR NAVAL, até aos dois desprezados prédios de rendimento na Avenida da República. Há agora que mobilizar os cidadãos para que a CML não assine a pena capital deste património único de Lisboa.

4ª Visita Norte Júnior: Eixo da Av. da República





 Deolinda Folgado, historiadora e uma das guias do passeio



Algumas imagens da 4ª visita guiada no âmbito da nossa chamada de atenção para o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa. O início da visita não poderia ter sido melhor: com café, chá e bolos oferecidos amavelmente pelo Clube Militar Naval (fotos). A Historiadora Deolinda Folgado colocou em contexto a obra deste autor, destacando a modernização da capital iniciada com os planos de Ressano Garcia nos finais do séc. XIX que preparou o crescimento da cidade burguesa para norte. O papel multifacetado de Norte Júnior e a sua vasta obra contribuiram, talvez mais do que qualquer outro autor deste periodo, para a formação de uma identidade arquitectonica da "Lisboa Entre Séculos", como ficou bem evidente através dos comentários da Historiadora Catarina Oliveira, a outra nossa guia - às duas devemos um grande agradecimento!

15/10/2013

Apelamos à DGPC para agir sobre o nº 89 da Avenida da República!

Resposta da Unidade de Intervenção Territorial do Centro (CML/Urbanismo):


Ex.mos Srs.

Encarrega-me a Sra. Diretora da Unidade de Intervenção Territorial Centro, Engª Leonor Pinto, de acusar a receção do vosso e-mail de 09 de outubro de 2013 e informar que na sequência do mesmo, foi visitado o edifício em 11 de Outubro de 2013, tendo sido verificado o mau estado de conservação do mesmo.

Nesta sequência, através do despacho da Sra. Diretora, de 14 de Outubro de 2013, foi determinada vistoria nos termos do Art.º 90 do RJUE e agendada para dia 22 de Novembro de 2013, estando a ser produzidos os ofícios a serem enviados ao proprietário e ocupantes.

Irá ainda promover-se reunião com o proprietário nos serviços, a fim de se aferir as suas pretensões e concertarem-se os esforços para que a reabilitação se concretize com a brevidade possível.

Atentamente

Unidade de Intervenção Territorial Centro

...


Exma. Senhora
Directora-Geral do Património Cultural,
Dra. Isabel Cordeiro

C.C. SEC, PCML, AML, Media


No seguimento de outras mensagens por nós enviadas ao antigo IPPAR/IGESPAR, e já a essa Direcção-Geral, somos a solicitar a intervenção dos serviços que V. Exa. dirige no sentido de instarem o proprietário do edifício sito na Avenida da República, nº 89, em Lisboa (com base no disposto no Artigo 21º, ponto 2, alínea b) da Lei nº 107/2001), Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 129/77), a executar:

1. As medidas de protecção e salvaguarda necessárias a que este valioso edifício possa resistir às intempéries e a eventuais roubos e/ou actos de vandalismo.

2. As obras indispensáveis que garantam a salvaguarda dos elementos importantes deste edifício, como sejam os estuques dos tectos e a escadaria, uma vez que a clarabóia se encontra quebrada e o telhado não se encontra em bom estado de conservação.

Recordamos que este belo edifício ecléctico foi construído em 1909 por J. Rodrigues Prieto em clara inspiração no celebérrimo trabalho de Antoni Gaudí e Victor Horta, encontrando-se na actualidade praticamente genuíno no que toca à sua construção e decoração.

Face ao manifesto desinteresse e à apatia da Câmara Municipal de Lisboa para com o destino deste edifício desde 1989 (altura em que patrocinou algumas obras de restauro), que aliás se estende à generalidade do património edificado em finais do Século XIX, princípios do XX, mormente ao que diz respeito às Avenidas Novas, cremos caber à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) a oportunidade de marcar a diferença e de agir, dando assim corpo às competências que a Lei lhe atribui:

«Assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integrem o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, bem como desenvolver e executar …assegurar o cumprimento das obrigações do Estado no domínio do inventário, classificação, estudo, conservação, restauro, protecção, valorização e divulgação do património cultural móvel e imóvel…»

Reafirmamos a nossa convicção de que deste modo, Senhora Directora-Geral, a DGPC possibilitará a que, pelas boas-práticas, os cidadãos de Lisboa recuperem a confiança e a estima por essa Instituição.

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Alexandre Marques da Cruz, José Morais Arnaud, Rita Filipe Silva, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Paulo Lopes, Carlos Matos, José Filipe Toga Soares, António Araújo e Beatriz Empis