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02/12/2020

Esta cidade não é para velhos

Passeios na Rua de S. João da Mata (Freguesia da Estrela)

Como morador em Lisboa verifico que muitas das obras de renovação em prédios antigos nos bairros típicos, não têm tido em conta os arranjos exteriores, nomeadamente os passeios, elementos fundamentais para quem aí vive, na sua grande maioria gente idosa, com dificuldades de locomoção.

As imagens aqui reproduzidas referem-se a dois pédios em frente um do outro na Rua de São João da Mata, recentemente reconstruídos, e cujos passeios foram de tal forma remodelados que se tornaram intransponíveis para pessoas idosas.

A Câmara Municipal de Lisboa, para além de fiscalizar as obras licenciadas, deveria também verifiar os arranjos exteriores, tendo em atenção os passeios, colocando corrimões que permitam aligeirar o penoso e perigoso que é para as pessoas de idade vencer os obstáculos que têm pela frente.


João Pinto Soares

11/11/2016

Esplanada à maneira, plano para rir:


Olha que lindinho, na Rua Martens Ferrão, esplanada certamente legal, crivada pelo plano de acessibilidade pedonal e com wi-fi tb :-)

27/10/2016

Descobertas arqueológicas IMPORTANTES nas obras do funicular da Graça e do elevador da Sé - Pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.C. PCML, DGPC, AML e media

Tivemos conhecimento que foram efectuadas descobertas arqueológicas recentemente bastante importantes, pela equipa da ERA-Arqueologia, Lda., nas obras em execução para a construção do funicular na encosta do Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen (Igreja da Graça) e do elevador defronte à Sé de Lisboa, ambas inseridas no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, o que, dada a importância da descoberta na Graça, terá levado já à emissão de parecer negativo pelos técnicos, para a prossecução da obra na encosta da Graça.

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre quais as intenções da Câmara Municipal de Lisboa relativamente àquelas obras em curso, dada a importância das descobertas arqueológicas recentes.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Maria Amador, Maria de Morais, Gonçalo Cornélio da Silva, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, António Araújo, Fátima Castanheira, Filipe Lopes e Miguel Jorge


Lisboa, 14 de Outubro de 2016

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado, a 24 de Out.:

...

Resposta da DGPC:

«Exmos Srs.

Relativamente às questões levantadas vimos informar o seguinte:

«No decurso do normal procedimento de licenciamento junto da tutela do património cultural dos projetos inseridos no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa, foram estabelecidas por esta Direção-Geral as correspondentes condicionantes arqueológicas.

No desenvolvimento das intervenções arqueológicas levadas a cabo no âmbito dos referidos projetos foram identificados vestígios patrimoniais cuja presença já era previsível, de acordo com a bibliografia especializada.

Assim, no âmbito das ações quotidianas de acompanhamento e fiscalização das intervenções arqueológicas, levada a cabo pela DGPC, nos trabalhos de diagnóstico relacionados com o projeto do funicular destinado a ligar a Mouraria (Rua dos Lagares) à Graça (Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen - Igreja da Graça), tomámos conhecimento da identificação do troço da Muralha Fernandina, ao qual está adoçado um expressivo alambor, cuja existência é inédita na cidade de Lisboa.

Perante a realidade identificada, acrescendo o facto de se tratar de um vestígio pertencente a um imóvel classificado como Monumento Nacional, encontra-se esta Direção-Geral a articular com a Câmara Municipal de Lisboa a salvaguarda do património arqueológico em presença face à acessibilidade projetada.

No que concerne aos trabalhos de diagnóstico em curso na Rua das Cruzes da Sé, igualmente enquadrados no âmbito de um projeto inserido no referido plano de acessibilidades, estão a ser identificados realidades arqueológicas relacionadas com a diacronia de ocupação da cidade antiga, em concreto, e nesta fase inicial da intervenção, os vestígios da necrópole da Sé patriarcal.»

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Correia Martins

Assessoria Imprensa
Direção-Geral do Património Cultural / DGPC»

27/09/2016

Descobertas arqueológicas IMPORTANTES nas obras do funicular da Graça e do elevador da Sé - Pedido de esclarecimentos à CML


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.C. PCML, DGPC, AML e media

Tivemos conhecimento que foram efectuadas descobertas arqueológicas recentemente bastante importantes, pela equipa da ERA-Arqueologia, Lda., nas obras em execução para a construção do funicular na encosta do Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen (Igreja da Graça) e do elevador defronte à Sé de Lisboa, ambas inseridas no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, o que, dada a importância da descoberta na Graça, terá levado já à emissão de parecer negativo pelos técnicos, para a prossecução da obra na encosta da Graça.

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre quais as intenções da Câmara Municipal de Lisboa relativamente àquelas obras em curso, dada a importância das descobertas arqueológicas recentes.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Jorge Santos Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, José Maria Amador, Maria de Morais, Gonçalo Cornélio da Silva, Inês Beleza Barreiros, Jorge Pinto, António Araújo, Fátima Castanheira, Filipe Lopes e Miguel Jorge


Lisboa, 14 de Outubro de 2016

...

Resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado, a 24 de Out.:

...

Resposta da DGPC:

«Exmos Srs.

Relativamente às questões levantadas vimos informar o seguinte:

«No decurso do normal procedimento de licenciamento junto da tutela do património cultural dos projetos inseridos no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa, foram estabelecidas por esta Direção-Geral as correspondentes condicionantes arqueológicas.

No desenvolvimento das intervenções arqueológicas levadas a cabo no âmbito dos referidos projetos foram identificados vestígios patrimoniais cuja presença já era previsível, de acordo com a bibliografia especializada.

Assim, no âmbito das ações quotidianas de acompanhamento e fiscalização das intervenções arqueológicas, levada a cabo pela DGPC, nos trabalhos de diagnóstico relacionados com o projeto do funicular destinado a ligar a Mouraria (Rua dos Lagares) à Graça (Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen - Igreja da Graça), tomámos conhecimento da identificação do troço da Muralha Fernandina, ao qual está adoçado um expressivo alambor, cuja existência é inédita na cidade de Lisboa.

Perante a realidade identificada, acrescendo o facto de se tratar de um vestígio pertencente a um imóvel classificado como Monumento Nacional, encontra-se esta Direção-Geral a articular com a Câmara Municipal de Lisboa a salvaguarda do património arqueológico em presença face à acessibilidade projetada.

No que concerne aos trabalhos de diagnóstico em curso na Rua das Cruzes da Sé, igualmente enquadrados no âmbito de um projeto inserido no referido plano de acessibilidades, estão a ser identificados realidades arqueológicas relacionadas com a diacronia de ocupação da cidade antiga, em concreto, e nesta fase inicial da intervenção, os vestígios da necrópole da Sé patriarcal.»

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Correia Martins

Assessoria Imprensa
Direção-Geral do Património Cultural / DGPC»

15/09/2016

E lá vai furando até à Sé...


Não bastava ao elevador que vai ligar as traseiras do Campo das Cebolas à Sé NÃO ser preciso (o percurso faz-se perfeitamente bem a pé) e a caixa de elevador à superfície violar claramente a ZEP de um MN chamado Sé de Lisboa, para agora ainda serem abatidas 1-2 das árvores que lá estão?! Mas que é isto?


Fotos: Inês Beleza Barreiros

23/04/2016

Que porcaria é esta? Andam a estragar Lisboa, é?


(foto: do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, da CML - da intervenção a decorrer na Rua Alexandre Herculano)

...

Intervenção desastrosa, oportunidade perdida de se alargarem os passeios e encurtarem os ângulos de curva, sim, mas mantendo a calçada numa rua, aliás, onde a calçada nem sequer estava mal. Isto tudo é porque no cruzamento com a Rua Castilho funciona a própria secção da CML responsável por isto? - que mais não é do que isso, uma secção, que anda a impor passeios a quem os não quer, ou dizem que isto foi votado nas eleições?

26/01/2015

De funicular ou de escadas rolantes, chegar ao Castelo vai ser mais fácil


In Público (24.12.2015)
Por Inês Boaventura


«A Câmara de Lisboa quer avançar com a criação de três novos percursos pedonais.

Com um funicular, umas escadas rolantes e um elevador, a Câmara de Lisboa quer oferecer melhores acessibilidades a quem reside na Colina do Castelo, mas também facilitar a vida aos turistas que procuram chegar àquele que é um dos monumentos mais visitados do país. Os estudos para a instalação destes meios mecânicos estão concluídos e o vereador do Urbanismo acredita que as obras poderão arrancar entre o fim deste ano e o início do próximo.

Em causa está a criação de três “percursos pedonais assistidos”, todos eles “com recurso à instalação de meios mecânicos de mobilidade suave assistida”. Na proposta que vai ser discutida na reunião camarária da próxima semana explica-se que estas propostas integram o Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, desenvolvido em 2009, e visam “atenuar as barreiras impostas pela topografia do terreno e pelas características do tecido urbano desta área histórica”.

Em declarações ao PÚBLICO, o vereador do Urbanismo manifestou a expectativa de que pelo menos duas destas obras possam ter início ainda este ano, arrancando uma terceira no início de 2016. De acordo com Manuel Salgado, cada uma destas empreitadas deverá levar qualquer coisa como “um ano, um ano e pouco” a estar concluída, estando previsto que a sua gestão seja depois assumida pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa.

“Procurámos soluções que tivessem um menor impacto e se adaptassem a cada uma das situações. Em vez de fazermos grandes estruturas que teriam grande visibilidade, optámos por pequenas intervenções, quase cirúrgicas”, explica o arquitecto.

O primeiro dos percursos cujo estudo a maioria pretende agora aprovar visa ligar o Miradouro Sophia de Mello Breyner Andersen (miradouro da Graça) à “Alta Mouraria”, através de um funicular. Locais que, constata-se em documentação de suporte à proposta, “apesar da sua proximidade geográfica permanecem separados por inúmeros obstáculos (...), que constituem factores dissuasores da circulação pedonal e do seu pleno usufruto”.

[...] Manuel Salgado não tem dúvidas da importância destes investimentos, como forma de “garantir melhores acessibilidades aos residentes na colina do Castelo e permitir que facilmente cheguem aos transportes públicos, que estão lá em baixo”, contribuindo assim para que tenham “melhor qualidade de vida”. Também os visitantes, diz, serão beneficiados, na medida em que os novos meios mecânicos irão “facilitar” o acesso ao Castelo de São Jorge e “reduzir a necessidade de os autocarros de turistas chegarem lá acima”.»

...

Tudo Ok. Receio com o funicular para o miradouro da Graça... o que fica à vista?

05/03/2014


O nosso obrigado ao CDS pelo convite e, claro, ao Luís Salvador Marques da Silva por ir representar o Fórum Cidadania Lx neste debate.

28/11/2013

E os passeios no Areeiro ERAM assim:


Pois este piso já era, já foi. Agora há uma coisa chamada Plano de Acessibilidade Pedonal (nada contra tal ideia, designação e objectivos finais) e a calçada portuguesa não faz parte dele salvo em zonas turísticas. O Areeiro tem autoria de nomes como Cristino da Silva, e deve parecer mal tratar o Areeiro com dignidade, devem pensar alguns.


Foto: Estúdio Horácio Novais (fonte: Malomil)