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03/05/2022

Viaduto e estação de metro de Alcantara

Chegado por e-mail:

«Bom dia,

Alertada por alguns artigos recentes da comunicação social dedicados ao prolongamento da Linha Vermelha do Metro de Lisboa e, concretamente, ao viaduto e Estação terminal do Metro de Lisboa, em Alcântara, queria partilhar as minhas preocupações com o Forum Cidadania Lx e pedir, por um lado, maior divulgação e a vossa intervenção junto das entidades competentes.

Tendo em conta que o metro em Alcântara aparece como uma inevitabilidade e um dado adquirido, apesar da diversidade de transportes públicos já disponíveis na freguesia, incluindo ligações ferroviárias a várias estações de metro a partir da Estação de Alcântara-Terra, não se compreende como foi aceite um projeto à superficie, quando, apesar das dificuldades, até se conseguiu proceder à implantação subterrânea do metro no Terreiro do Paço e no Cais do Sodré. Será Alcântara menos digna? Se o problema era o caneiro de Alcântara, não haveria localização mais adequada para a estação de metro, evitando-se a construção de um viaduto e de uma estação à superficie? E, neste contexto, como se tornou admissível a empresa de transportes Metro de Lisboa estar autorizada a avançar com intervenções no Baluarte do Livramento, monumento do século XVII?

Como se não bastasse implicar a demolição de estruturas adjacentes ao Baluarte do Livramento e afectar diretamente a integridade do próprio monumento histórico, o viaduto do metro de Alcântara vai literalmente atravessar "um prédio" na Rua da Costa, em Alcântara até chegar à Estação. Esta será edificada à superficie, na própria avenida de acesso à Ponte 25 de Abril, e vai acabar por retirar a servidão de vistas a algumas ruas do Bairro do Alvito, a título permanente, cimentando o seu isolamento da restante freguesia. A obra será, no mínimo, um desrespeito histórico à freguesia de Alcântara e aos fregueses do Alvito. Será, no mínimo, permanentemente impactante a nível visual e acústico.

O projeto em apreço, na fase de estudo prévio, encontra-se para consulta aos cidadãos na seguinte plataforma, durante os próximos 31 dias e até 2 de junho:

https://participa.pt/pt/consulta/prolongamento-da-linha-vermelha-entre-sao-sebastiao-e-alcantara-do-metropolitano-de-lisboa

Partilho convosco o comentário que deixei há dias no site:

"Li com muita atenção o "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico", observando cuidadosamente o traçado proposto para a extensão da Linha Vermelha, com especial interesse no terminal e viaduto de Alcântara, zona histórica que tem vindo a ser requalificada e onde possuo um apartamento, na Rua dos Lusíadas, onde também cresci. Trata-se de um projeto ambicioso e oneroso, mas que, no troço final, vem definir um novo enquadramento paisagístico e cénico que qualifico de muito mau, algo que não se admite num empreendimento que se quer cuidadoso. Transforma a potencial mais valia de ter metro em Alcântara numa tragédia paisagística e social desnecessária.

Um viaduto e uma estação terminal que encaro como uma ferida aberta com tecido cicatricial na lindíssima e histórica Alcântara, requalificada e reinventada, à data, com bastante harmonia. E mexer, neste contexto, no Baluarte do Livramento, é impróprio, mesmo sob pretexto de o requalificar.

Acrescento que os habitantes do Alvito/ Quinta do Jacinto, com os quais não tenho particular afinidade mas que já são socialmente os mais desfavorecidos e isolados, serão sem dúvida os mais penalizados, contrariamente ao que se relata no "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico", ficando ainda mais arredados da restante freguesia, encurralados, com um "mono" permanente à frente, sem direito a servidão de vistas, com a estação a servir de verdadeiro tapume.

O mesmo se pode dizer de qualquer habitante ou turista de Alcântara com o mínimo de sensibilidade estética que terá de viver com o impacto visual negativo da obra finalizada, resultante da imposição feita ao Arquiteto de apresentar um projeto à superficie. É de lamentar e de tentar remediar, encontrando uma solução subterrânea e sem viaduto, num local que seja adequado. O meu parecer é, por isso, completamente desfavorável à construção do viaduto e do terminal de Alcântara à superfície, seja onde fôr, porque Alcântara merece igual cuidado ao que foi conferido a outras freguesias históricas de Lisboa, onde se chegou a equacionar implantar metro à superfície, mas que acabaram, e muito bem, uma vez ultrapassados os entraves à realização da obra, por ter metro e estações subterrâneas - um aspecto que as valorizou.

É porque, convém relembrar, Alcântara é uma freguesia que até já tem ligações a vários pontos da cidade, com elétricos e autocarros da Carris a circularem incessantemente, com acesso rodoferroviário à Ponte 25 de Abril (redes da TST- Transportes Sul do Tejo e da Fertagus/ SulFertagus), às linhas de Cascais, Azambuja e Sintra, onde se inclui o acesso às estações de Sete Rios, Entrecampo, Roma/Areeiro, Oriente, Rossio e Santa Apolónia do Metro de Lisboa, pelo que seria pertinente que, a ter de fazer a obra, a referida empresa contribuisse, em Alcântara, não só para a sustentabilidade urbana como é seu objectivo, como também para a melhoria do enquadramento paisagístico, "desaparecendo" subterraneamente, conferindo, assim, serenidade visual e acústica à área de implantação."

Artigos sobre o metro em Alcântara:

https://www.publico.pt/2022/04/22/local/noticia/extensao-linha-vermelha-metro-lisboa-vai-atravessar-predio-alcantara-2003391

https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/lisboa/ligacao-do-metro-ate-alcantara-obriga-a-demolicoes-14794823.html

https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/expansao-da-linha-vermelha-preve-que-metro-atravesse-um-predio-em-alcantara

https://lisboaparapessoas.pt/2022/01/04/metro-de-lisboa-linha-vermelha/

https://theworldnews.net/pt-news/extensao-da-linha-vermelha-do-metro-de-lisboa-vai-atravessar-predio-em-alcantara

Segue, anexo, para vossa apreciação, o "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico" e algumas fotos de Alcântara em pdf, do passado ao futuro que se quer evitar.

Com os meus melhores cumprimentos,

Ira Carvalheiro»

13/01/2020

Metropolitano Estação Anjos - protesto por pintura de azulejos pastilha


Exmos. Senhores


Serve o presente para apresentarmos a V. Exas. o nosso protesto, pelo facto de os azulejos-pastilha policromados (1966) da Estação Anjos (fotos A e B, in site RTP), de Maria Keil, terem sido brutalmente pintados (ver fotos C e D) no âmbito das recentes obras de beneficiação daquela estação.

Não conseguimos compreender como é possível que o Metropolitano de Lisboa, em pleno século XXI, continue a promover este tipo de má prática (pintura sobre azulejo), que revela uma total ausência de preocupação estética e patrimonial, uma prática que julgávamos ultrapassada após a péssima operação de “beneficiação” do átrio Norte da Estação Roma, também ela oportunamente objecto de protestos.

Fazemos votos para que promovam a rápida remoção dessa pintura e o restauro efectivo dos azulejos-pastilha, os quais, diga-se, apenas precisavam de ser lavados!

Igual protesto pela retirada inusitada da sinalética original junto das escadas rolantes, sinalética da autoria dos arq. Dinis Gomes e Keil do Amaral.

Tememos pela remoção dos bancos originais.

Fazemos votos para que futuras intervenções em estações ainda intactas, respeitem todo o património integrado das mesmas.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Inês Beleza Barreiros, Bernardo Ferreira de Carvalho, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Pedro de Souza, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, Rui Pedro Martins, Mariana Carvalho, Vítor Vieira, Pedro de Sousa, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Machado, Pedro Jordão, Fátima Castanheira, Pedro Henrique Aparício, João Oliveira Leonardo, Nuno Caiado

CC: PCML, AML e media

21/12/2017

Estação QUE?


Esta estação de Metro devia ser classificada de Interesse Público, no entanto nem o dito lhe reconhece interesse pois nem as lâmpadas do letreiro substitui. Pérolas a porcos.

13/07/2015

Estação de Sul e Sueste, obra de Cottinelli Telmo, “corre risco de ruína”


In O Corvo (13.7.2015)
Por Fernanda Ribeiro

«Uma das mais emblemáticas obras do arquitecto Cottinelli Telmo, a antiga Estação Fluvial de Sul e Sueste, está ao abandono, mesmo em frente ao Ministério das Finanças, ao lado do Terreiro do Paço. Chegou a haver projecto de recuperação adjudicado e dinheiro para realizar a obra, cuja interrupção custou mais de 900 mil euros ao erário público. Mas, agora, ninguém parece estar interessado no seu destino. Que, se nada for feito, pode ser a ruína.

A antiga Estação Fluvial de Sul e Sueste, um edifício emblemático da arquitectura modernista e uma das obras de Cottinelli Telmo, a quem este ano foi dedicada uma exposição no Padrão dos Descobrimentos, é “uma pedra no sapato” para todos os responsáveis pelo património da cidade de Lisboa. Quem o afirma é a arquitecta Ana Costa, neta de Cottinelli Telmo e a quem foi pedido um projecto de reabilitação nunca concretizado.

Classificada monumento de interesse público em 2012, num momento em que estava já votada ao abandono, a estação fluvial onde antigamente se apanhavam os barcos para o Barreiro, rumo ao Sul, permanece sem utilização, há vários anos. Está cada vez mais degradada, apesar de se situar na zona nobre de Lisboa, mesmo em frente ao Ministério das Finanças e bem perto da Ribeira das Naus, com a qual contrasta, após a requalificação promovida pela autarquia lisboeta.

As fachadas da antiga estação foram recentemente pintadas de branco, mas os sinais de degradação continuam à vista, seja nas platibandas apodrecidas, seja nos vidros partidos que deixam ver partes do interior, com andaimes montados e agora despojado das decorações de outrora – entre elas, os azulejos polícromos que revestiam as suas paredes. [...]»

04/04/2015

Caos no Bairro Azul

Na sequência de um post que publiquei (aqui), e também na Rua Marquês da Fronteira, a poucos metros da zona a que na altura me referi, o caos continua.

Em meados de Fevereiro o meu amigo Paulo Ferrero, publicava no Facebook a foto abaixo com a seguinte legenda - "Tanta miséria junta no espaço de 20 metros, Junta 2 caldeiras sem árvores, 1 árvore tombada, o vidrão terceiro-mundista e pilaretes partidos! Até qdo?"

Foto Paulo Ferrero 19-2-2015

Se quanto ao vidrão discordo da opinião do Paulo Ferrero, apenas se podendo questionar a sua localização, a verdade é que este troço da Rua Marquês da Fronteira, que liga a Rua Fialho de Almeida à Av. Ressano Garcia, tem sido desde a sua reformulação há uns anos, constantemente massacrado, muito por fruto do piso escorregadio que incompreensivelmente foi escolhido, (tipo calçada mas para os automóveis), e que desde logo se mostrou ser inapropriado para aquela curva, com um declive relativamente acentuado e que inúmeros acidentes tem provocado ao longo dos anos.

Estes permanentes acidentes, provocados por vezes por pequeníssimas derrapagens, deitam constantemente abaixo os pilaretes que delimitam a faixa de rodagem, sendo infrutíferas as suas substituições, pois rapidamente voltam a ser derrubados.

Entretanto, iniciaram-se umas obras junto das 2 saídas do metropolitano (1 na R. Marquês da Fronteira e a outra no início da Av. Ressano Garcia), relativamente às quais não se percebe a finalidade e que se encontram paradas já há mais de meio ano, agravando ainda mais o estado em que esta zona se encontra.

Até quando se irão manter estes estaleiros, cuja propriedade e responsabilidade não está afixada?

Quanto às árvores de que o Paulo Ferrero se queixa e bem, parece-me ser a questão de mais fácil resolução. Espero que a Junta de Freguesia de Aveninas Novas, no seu plano para as árvores em caldeira, as reponha o mais rápido possível (como aliás tem vindo a fazer em vários pontos da freguesia) e intervenha sobre a que se encontra inclinada no sentido de tomar medidas que corrijam a já forte inclinação que apresenta.

Já relativamente ao piso da faixa de rodagem, não se percebe por que é que desde o início não foi adoptada, por exemplo, uma solução idêntica à escolhida para o passeio mesmo ali ao lado (e mais recentemente na entrada do El Corte Inglés), que utiliza dois tipos de pedra, diminuindo em muito o risco de derrapagem, mas que ao mesmo tempo permite manter a luminosidade que a nossa calçada portuguesa tão bem sabe transmitir à cidade e tão característica é. Mas uma coisa é certa, se nada se fizer, os acidentes irão continuar, os pilaretes continuarão a ser derrubados (nem sei se valerá a pena investir na sua substituição) e os buracos provocados pelo derrube dos mesmos continuarão a "nascer" e a aumentar. É urgente, pois uma intervenção, que substituindo o piso existente, termine de vez com este caos.


04/03/2015

O MAPA


In AMTL: www.amtl.pt

É interessante perceber a conexão do metro da margem Sul (que muitos nem sabem que existe ou onde fica) com as linhas ferroviárias e o metro de Lisboa, bem como com as ligações fluviais. Lisboa é mesmo uma cidade de duas margens. A novidade é que não existe outro mapa que dê uma perspectiva metropolitana da rede ferroviária. Só isso.

15/01/2015

Metro vai ter elevador até à superfície no Chiado mas já não será na Rua Ivens


In Público (15.1.2015)
Por Marisa Soares

«Transportadora vai vender o prédio que comprou há quase 20 anos para instalar o ascensor. Este irá para as Escadinhas do Espírito Santo, uma solução mais barata

[...] O Metropolitano de Lisboa vai leiloar o prédio que comprou há quase 20 anos na Rua Ivens, onde pretendia instalar o único elevador de acesso à superfície da estação Baixa-Chiado. Em alternativa, o ascensor deverá ser colocado nas Escadinhas do Espírito Santo, que ligam a Rua do Crucifixo à Rua Nova do Almada, uma solução “menos onerosa”, segundo a empresa. A estação Baixa-Chiado é uma das mais movimentadas e a mais profunda de toda a rede, localizada 45 metros abaixo da superfície. Nas duas saídas existem, no total, 12 lanços de escadas rolantes, que avariam com frequência durante longos períodos de tempo. Só em 2010, por exemplo, houve 144 avarias. [...] Agora, passados quase 20 anos — durante os quais o prédio esteve devoluto e com tapumes — a transportadora encontrou “uma solução alternativa” e “menos onerosa” noutro local, ao lado do edifício dos Armazéns do Chiado. “O ascensor da estação Baixa-Chiado será instalado nas Escadinhas do Espírito Santo que ligam a Rua do Crucifixo à Rua Nova do Almada”, esclarece, através da assessoria de imprensa, sem avançar uma data para a concretização. Tendo em conta esta decisão, a empresa vai vender o imóvel da Rua Ivens, através de um leilão electrónico. O objectivo é “salvaguardar a defesa do interesse público optimizando o património de que [o Metro] dispõe”, explica, em resposta por escrito. [...]»

...

Do interesse público será, também, que não conspurquem as escadinhas com uma caixa-mono...

11/09/2014

Tesouros do baú de Pedro J. #11


A propósito do regresso às cíclicas greves do Metro, eis um artigo já de antanho, do malogrado e amigo de Lisboa, Pedro Ornelas, não propriamente sobre greves mas sobre a tal de expansão, ser por ali e não por acolá.