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03/05/2022

Viaduto e estação de metro de Alcantara

Chegado por e-mail:

«Bom dia,

Alertada por alguns artigos recentes da comunicação social dedicados ao prolongamento da Linha Vermelha do Metro de Lisboa e, concretamente, ao viaduto e Estação terminal do Metro de Lisboa, em Alcântara, queria partilhar as minhas preocupações com o Forum Cidadania Lx e pedir, por um lado, maior divulgação e a vossa intervenção junto das entidades competentes.

Tendo em conta que o metro em Alcântara aparece como uma inevitabilidade e um dado adquirido, apesar da diversidade de transportes públicos já disponíveis na freguesia, incluindo ligações ferroviárias a várias estações de metro a partir da Estação de Alcântara-Terra, não se compreende como foi aceite um projeto à superficie, quando, apesar das dificuldades, até se conseguiu proceder à implantação subterrânea do metro no Terreiro do Paço e no Cais do Sodré. Será Alcântara menos digna? Se o problema era o caneiro de Alcântara, não haveria localização mais adequada para a estação de metro, evitando-se a construção de um viaduto e de uma estação à superficie? E, neste contexto, como se tornou admissível a empresa de transportes Metro de Lisboa estar autorizada a avançar com intervenções no Baluarte do Livramento, monumento do século XVII?

Como se não bastasse implicar a demolição de estruturas adjacentes ao Baluarte do Livramento e afectar diretamente a integridade do próprio monumento histórico, o viaduto do metro de Alcântara vai literalmente atravessar "um prédio" na Rua da Costa, em Alcântara até chegar à Estação. Esta será edificada à superficie, na própria avenida de acesso à Ponte 25 de Abril, e vai acabar por retirar a servidão de vistas a algumas ruas do Bairro do Alvito, a título permanente, cimentando o seu isolamento da restante freguesia. A obra será, no mínimo, um desrespeito histórico à freguesia de Alcântara e aos fregueses do Alvito. Será, no mínimo, permanentemente impactante a nível visual e acústico.

O projeto em apreço, na fase de estudo prévio, encontra-se para consulta aos cidadãos na seguinte plataforma, durante os próximos 31 dias e até 2 de junho:

https://participa.pt/pt/consulta/prolongamento-da-linha-vermelha-entre-sao-sebastiao-e-alcantara-do-metropolitano-de-lisboa

Partilho convosco o comentário que deixei há dias no site:

"Li com muita atenção o "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico", observando cuidadosamente o traçado proposto para a extensão da Linha Vermelha, com especial interesse no terminal e viaduto de Alcântara, zona histórica que tem vindo a ser requalificada e onde possuo um apartamento, na Rua dos Lusíadas, onde também cresci. Trata-se de um projeto ambicioso e oneroso, mas que, no troço final, vem definir um novo enquadramento paisagístico e cénico que qualifico de muito mau, algo que não se admite num empreendimento que se quer cuidadoso. Transforma a potencial mais valia de ter metro em Alcântara numa tragédia paisagística e social desnecessária.

Um viaduto e uma estação terminal que encaro como uma ferida aberta com tecido cicatricial na lindíssima e histórica Alcântara, requalificada e reinventada, à data, com bastante harmonia. E mexer, neste contexto, no Baluarte do Livramento, é impróprio, mesmo sob pretexto de o requalificar.

Acrescento que os habitantes do Alvito/ Quinta do Jacinto, com os quais não tenho particular afinidade mas que já são socialmente os mais desfavorecidos e isolados, serão sem dúvida os mais penalizados, contrariamente ao que se relata no "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico", ficando ainda mais arredados da restante freguesia, encurralados, com um "mono" permanente à frente, sem direito a servidão de vistas, com a estação a servir de verdadeiro tapume.

O mesmo se pode dizer de qualquer habitante ou turista de Alcântara com o mínimo de sensibilidade estética que terá de viver com o impacto visual negativo da obra finalizada, resultante da imposição feita ao Arquiteto de apresentar um projeto à superficie. É de lamentar e de tentar remediar, encontrando uma solução subterrânea e sem viaduto, num local que seja adequado. O meu parecer é, por isso, completamente desfavorável à construção do viaduto e do terminal de Alcântara à superfície, seja onde fôr, porque Alcântara merece igual cuidado ao que foi conferido a outras freguesias históricas de Lisboa, onde se chegou a equacionar implantar metro à superfície, mas que acabaram, e muito bem, uma vez ultrapassados os entraves à realização da obra, por ter metro e estações subterrâneas - um aspecto que as valorizou.

É porque, convém relembrar, Alcântara é uma freguesia que até já tem ligações a vários pontos da cidade, com elétricos e autocarros da Carris a circularem incessantemente, com acesso rodoferroviário à Ponte 25 de Abril (redes da TST- Transportes Sul do Tejo e da Fertagus/ SulFertagus), às linhas de Cascais, Azambuja e Sintra, onde se inclui o acesso às estações de Sete Rios, Entrecampo, Roma/Areeiro, Oriente, Rossio e Santa Apolónia do Metro de Lisboa, pelo que seria pertinente que, a ter de fazer a obra, a referida empresa contribuisse, em Alcântara, não só para a sustentabilidade urbana como é seu objectivo, como também para a melhoria do enquadramento paisagístico, "desaparecendo" subterraneamente, conferindo, assim, serenidade visual e acústica à área de implantação."

Artigos sobre o metro em Alcântara:

https://www.publico.pt/2022/04/22/local/noticia/extensao-linha-vermelha-metro-lisboa-vai-atravessar-predio-alcantara-2003391

https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/lisboa/ligacao-do-metro-ate-alcantara-obriga-a-demolicoes-14794823.html

https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/expansao-da-linha-vermelha-preve-que-metro-atravesse-um-predio-em-alcantara

https://lisboaparapessoas.pt/2022/01/04/metro-de-lisboa-linha-vermelha/

https://theworldnews.net/pt-news/extensao-da-linha-vermelha-do-metro-de-lisboa-vai-atravessar-predio-em-alcantara

Segue, anexo, para vossa apreciação, o "Estudo Prévio, Resumo Não Técnico" e algumas fotos de Alcântara em pdf, do passado ao futuro que se quer evitar.

Com os meus melhores cumprimentos,

Ira Carvalheiro»

05/04/2022

Edifícios escritórios Alcântara obstruem vistas do miradouro Capela Santo Amaro - protesto à CML e à DGPC

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exmo. Sr. Director-Geral do Património Cultural
Arq. João Carlos Santos,
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Eng. Joana Almeida

CC. AML, MC, JF e media

É com espanto que, mau grado a experiência traumática para os lisboetas, que é o excesso de construção em altura do novo hospital da CUF, em Alcântara - justificada pela anterior vereação como tendo sido um engano (propositado?) do projectista, que terá submetido à CML imagens e projecções virtuais desfasadas da realidade, permitindo-se assim obstruir as vistas do miradouro das Necessidades -, constatamos o aparecimento de mais um projecto que, objectivamente, obstrui as vistas de um miradouro, na circunstância as que se usufruíam desde o patamar-miradouro da Capela de Santo Amaro (MN).

Como as fotos ilustram, neste projecto do atelier Saraiva & Associados (https://www.saraivaeassociados.com/pt-pt/project/edificio-de-escritorios-alcantara/), trata-se mais uma vez de excesso de construção em altura, pois bastaria que as novas construções tivessem menos 1 piso do que têm, para que não obstruíssem as vistas que te tinham do miradouro para Alcochete.

Acresce que estas novas construções ainda “invadem” o espaço público, uma vez que os seus perfis estão sobre o passeio do lado da Avenida da Índia. Será que a CML também não se apercebeu da situação?

Serão estas situações legais, à luz do Regulamento do PDM e da própria Lei de Bases do Património Cultural?

Fazemos votos para que doravante não se aprovem projectos que estragam o sistema de vistas de Lisboa que o PDM consagra e afirma defender através do Plano Verde coordenado pelo arq. Gonçalo Ribeiro Telles em 1994, que hoje engloba 85 pontos (PDM de 2012) que permitem, recorde-se, as relações visuais com a paisagem urbana e o rio, e as vistas do subsistema da frente-rio!

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Maria Ramalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Inês Beleza Barreiros, Miguel Atanásio Carvalho, Ana Celeste Glória, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Pinto, Pedro Fonseca, Helena Espvall, António Araújo, Cláudia Ramos, Rui Martins, José Maria Amador, Pedro Jordão, Irina Gomes, Carlos Boavida, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Madalena Martins, Pedro Formozinho Sanchez

Fotos de Filipe de Sousa

13/02/2019

Pedido de adiamento e correcção projecto para A Napolitana - reunião de CML dia 14


Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. Fernando Medina


CC. AML, JF e media

No seguimento do agendamento para a próxima reunião de CML do dia 14 de Fevereiro (Proposta CML n.º 47/2019), do projecto de alterações (proc.nº 1398/EDI/2017) à antiga unidade industrial A Napolitana, sita na Rua de Maria Luísa Holstein, em Alcântara;

Considerando que A Napolitana está Em Vias de Classificação desde 25.10.2017 (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/114089169/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=114089151),

Considerando que A Napolitana tem sido objecto do desinteresse geral por quem de direito (sucessivos executivos camarários) desde o dia do seu encerramento, o que permiti sucessivas alterações físicas no seu interior e o desvirtuamento de parte significativa dos espaços interiores e a desprotecção do seu assinalável espólio, bem como, a nível de IPPAR/IGESPAR/DGPC a caducidade de um 1º processo de classificação, que tinha sido aberto pelos próprios serviços (2004-2009), erro reconhecido posteriormente, e só recentemente corrigido com a abertura de um 2º processo de classificação, acima referido;

Considerando a importância que este antigo complexo fabril ainda tem de facto para Alcântara e para a cidade, passados 110 anos sobre a sua construção, desde logo a nível do estudo da arquitectura industrial portuguesa, enquanto obra marcante do legado da dupla de construtores e projectistas Vieillard & Touzet;

E considerando que, pelo que é descrito nos pareceres apensos à proposta, o projecto acima referido (proc.nº 1398/EDI/2017), a ser aprovado como está, destruirá o que resta do interior do edifício, não estando asseguradas características relevantes para lá das fachadas, do sistema construtivo e de circulação antigos, o que nos parece assaz escasso;

Serve o presente para apelar a V. Exa. para adiar a discussão da Proposta referida, devolvendo-a aos serviços de Urbanismo, em especial ao recentemente lançado conselho científico da Carta do Património, de modo a fazer-se corrigir o programa proposto pelo promotor e pelo arquitecto respectivo, e assim garantir-se uma ainda maior preservação do edificado, contribuindo de facto para a memória industrial do local e da dupla Vieillard & Touzet a quem o país tanto deve; bem como pela validade e eficácia das sondagens e escavações arqueológicas respectivas.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Cavalho, Fernando Jorge, Júlio Amorim, Rui Pedro Martins, Henrique Chaves, Mónica Alfredo, Pedro Cassiano Neves, Rui Pedro Barbosa, Beatriz Empis, Helena Espvall

...

Resposta da CML (28.3.2019)

05/06/2017

CHOUPOS- NEGROS DAS FONTAÍNHAS, EM ALCÂNTARA, FINALMENTE SALVOS.


Estão de parabéns os lisboetas por mais esta demonstração de progresso civilizacional da sua cidade, que a coloca a par das capitais verdes europeias.


Pinto Soares

28/05/2017

Enquanto isso, ali ao lado


Enquanto isso, ali ao lado, já se imagina o que irá acontecer ao pobre desgraçado do nº 73 da Rua dos Lusíadas. Pergunta de algibeira: isto já foi a reunião de CML?

25/05/2017

Câmara de Lisboa manda rever projecto para um prédio oitocentista de Alcântara

In Público (25.5.2017), por João Pedro Pincha:

«Projecto actual prevê demolição de tudo à excepção da fachada e a construção de apartamentos para turistas. O assunto foi levado à assembleia municipal, onde Helena Roseta pediu que a aprovação fosse adiada.

A Câmara Municipal de Lisboa vai pedir que seja revisto o projecto de arquitectura para um edifício do século XIX na Rua dos Lusíadas, em Alcântara. O actual projecto prevê a demolição integral do prédio, à excepção da fachada, e a construção de 40 apartamentos para fins turísticos. O assunto deveria ser discutido na reunião camarária desta quinta-feira, mas o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, disse ao PÚBLICO que a proposta vai ser retirada e só irá a debate quando existir nova versão do projecto.

Na terça-feira, uma munícipe interveio na sessão da assembleia municipal para pedir à autarquia que chumbasse a demolição do edifício, construído em 1888. “O palacete vai ficar completamente desfigurado”, lamentou Helena Espvall, uma música sueca a viver em Lisboa há quatro anos. “Acho errado sacrificar o património histórico para fazer alojamento turístico, não faz sentido nenhum. Eu vivo em Lisboa porque adoro a arquitectura portuguesa e imploro que façam mais para a salvaguardar. E que votem não a este projecto”.

Depois desta intervenção, Helena Roseta pediu a Manuel Salgado que adiasse a discussão da proposta em câmara, que estava marcada para esta quinta-feira depois de já ter sido adiada uma vez. O vereador nada disse na ocasião, mas esta quarta-feira garantiu ao PÚBLICO que a decisão de mandar o projecto para trás já estava tomada antes de Roseta falar nisso.

Há duas semanas, o Fórum Cidadania Lx enviou uma carta ao vereador a protestar contra a anunciada demolição do prédio, degradado e abandonado há anos. “Trata-se de um edifício histórico da freguesia de Alcântara”, escrevem os subscritores, defendendo que “urge recuperar e não demolir”. A missiva termina com palavras duras para Salgado: “Continuamos sem compreender a indisfarçável indiferença, senão repúdio, de V. Exa. pelo património edificado de transição, séculos XIX-XX, em que Lisboa era riquíssima e que, desde há uma dezena de anos a esta parte, tem vindo a desaparecer de forma assustadora.”

Helena Espvall, a munícipe que falou na assembleia, também não compreende a “negligência e desrespeito” que diz existir por este tipo de património. “A arquitectura deste país é extraordinária, é única, não a vi em mais lugar nenhum”, disse ao PÚBLICO. A morar na Rua dos Lusíadas há pouco mais de um ano, a sueca afirma, a rir-se, que a vista para o edifício e o Tejo é praticamente “a única coisa boa” do apartamento em que está. “Sento-me na sala, vejo-o diariamente. Não o quero ver demolido ou desfigurado.”

O edifício pertence à imobiliária Imolapa, que o PÚBLICO tentou contactar sem sucesso durante a tarde de quarta-feira. Fica mesmo ao lado da sede da Junta de Freguesia de Alcântara, quase debaixo da Ponte 25 de Abril. O presidente da junta, Davide Amado, disse ao PÚBLICO na terça-feira que enviou um e-mail para a câmara há quinze dias e ainda está à espera de informação sobre o assunto.»

23/05/2017

Av. Liberdade, 193 (MIP) - Projecto Demolição Parcial - Pedido de informação sobre parecer DGPC


Exma. Sra. Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.c. GPML, AML, Vereador MS, JFSA e media

Vimos pelo presente solicitar a V. Exa. e aos serviços da DGPC que nos informem sobre se já foi emitido parecer relativamente ao processo nº 1983/EDI/2015, referente ao edifício da Avenida da Liberdade, nº 193, Monumento de Interesse Público (Portaria nº 740-D/2012), e que envolve "demolição parcial"; e qual terá sido o seu teor.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Pedro Silva, Júlio Amorim, Alexandra de Carvalho Antunes, Inês Beleza Barreiros, Ricardo Mendes Ferreira, Gonçalo Cornélio da Silva, Beatriz Empis, Fernando Silva Grade, Fernando Jorge, Irene Santos, André Santos, Gustavo da Cunha

Fotos de Luís Pedro Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Henrique Aparício

22/05/2017

Salvaguarda de três Choupos-negros existentes na Rua João de Oliveira Miguens.


Exmo. Senhor Vereador Arq. Manuel Salgado


Vimos chamar a atenção de Vexa. para os três Choupos-negros existentes na Rua João de Oliveira Miguens, árvores adultas que pela sua idade e porte fazem parte integrante do património natural da Freguesia de Alcântara e da cidade de Lisboa.

As obras em curso para a construção do parque de estacionamento de superfície das Fontainhas e a requalificação da zona envolvente, nomeadamente o novo desenho dos passeios, podem por em causa a sobrevivência das árvores em apreço, se a sua existência não for considerada por parte dos autores do projeto.

Certos de que Vexa. Estará atento a esta situação, gostaríamos de ter uma confirmação de que a sobrevivência das referidas árvores está assegurada e poder contar com o envolvimento de Vexa. Na sua defesa.

Desde já gratos pela atenção de Vexa.

Com os nossos melhores cumprimentos.


Pela Associação Lisboa Verde

João Pinto Soares

19/05/2017

Entretanto, no edifício da Rua dos Lusíadas, 15-17, já houve limpeza do matagal do jardim


Entretanto, no edifício da Rua dos Lusíadas, 15-17, motivo do nosso protesto de há dias, já houve limpeza do matagal do jardim... a mini-retro-escavadora continua lá ...mas o projecto ainda não foi aprovado, certo? Só para lembrar... (foto de Helena Espvall)

Perdão, a EMEL e a CML querem abater estas árvores magníficas para alargarem as faixas de rodagem? No século XXI?


Chegado por e-mail: «Bom dia

Tomei conhecimento que pretendem abater 3 enormes arvores na Av. Ceuta/Rua Joao de oliveira miguens

Nao sabia a quem recorrer para tentar evitar este massacre...

em anexo seguem fotos das mesmas. (imagens de fevereiro...) neste momento as arvores estão cheias de folhagem.

A propósito do novo parque de estacionamento, que a EMEL esta a construir adjacente, o projecto prevê alem da construção do parque de estacionamento, o reperfilamento da Rua de Oliveira Miguéns, com o aumento de mais uma faixa de rodagem no sentido sul. Como tal, implica o abate das magnificas arvores existentes.

paulo palma»

10/05/2017

Protesto por demolição de edifício de 1888, Rua dos Lusíadas, 15-17


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


Cc. PCML, AML, DGPC, JF Alcântara e media

Vimos pelo presente apresentar a V. Exa. o nosso protesto pelo pré-anúncio da demolição integral do edifício sito na Rua dos Lusíadas, nº 15-17, em Alcântara, com vista a construção nova com fins turísticos, na qual será "reintegrada" a fachada principal do edifício, projecto/licenciamento corporizado na Proposta nº 254/2017, que irá ser levada amanhã a reunião de CML, para discussão e aprovação.

Com efeito, trata-se de um edifício histórico da Freguesia de Alcântara, datado de 1888, e que urge recuperar e não demolir, e não compreendemos como é possível a CML ter intimado por diversas vezes o proprietário para que procedesse a obras de recuperação do edifício, para neste momento propor a sua demolição seguida de construção nova.

Perguntamo-nos se o Pedido de Informação Prévia e o Projecto de Arquitectura, que constituem o processo nº 1548/EDI/2016, e que agora originam este Licenciamento de Construção Nova, foram levados a reunião de CML ou se foram aprovados por despacho.

Continuamos sem compreender a indisfarçável indiferença, senão repúdio, de V. Exa. pelo património edificado de transição, séculos XIX-XX, em que Lisboa era riquíssima e que, desde há uma dezena de anos a esta parte, tem vindo a desaparecer de forma assustadora.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, Miguel Lopes Oliveira, André Santos, Maria de Morais, Fernando Silva Grade, Mariana Carvalho, Luís Mascarenhas Galvão, Inês Beleza Barreiros, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanásio Carvalho, Pedro Fonseca, Jorge Pinto, Irene Santos, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Janarra, Alexandre Marques da Cruz, Alexandra de Carvalho Antunes, João Mineiro, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Beatriz Empis, Pedro Ribeiro, José Maria Amador, Guilherme Pereira, Júlio Amorim, Bárbara e Filipe Lopes

11/01/2017

Largos do Calvário e das Fontaínhas ganham nova cara até ao início do verão

In O Corvo (11.1.2017)
Por Samuel Alemão

«Começaram há poucos dias e, se tudo correr como o planeado, deverão estar terminadas em julho próximo as obras que conferirão um aspecto completamente diferente ao Largo do Calvário, em Alcântara. Parte do programa municipal “Uma Praça em Cada Bairro”, aprovado em maio de 2014, com o intuito de revolucionar o espaço público em três dezenas de praças da capital, criando com isso novas centralidades locais, a intervenção agora iniciada aplicará a mesma receita que está prevista para os outros sítios: maior e melhor espaço para os peões, plantação de árvores, redução ou desvio do tráfego automóvel particular, privilégio dos transportes colectivos e das formas de mobilidade suave, como as bicicletas. A requalificação naquela zona de Alcântara, que deveria ter arrancado no ano passado, permitirá assim criar ali mais zonas de estar e esplanadas.

Além dessa intervenção comum a todo o programa, no Largo do Calvário assistir-se-á ainda à reinstalação de um chafariz que já ali havia estado há muitos anos. O arranjo deste arruamento será feito em paralelo com a intervenção do mesmo cariz planeada para o vizinho Largo das Fontaínhas – a partir do qual se tem acesso à Rua Rodrigues Faria, que permite entrar no espaço Lx Factory. Na primeira fase das obras no Largo do Calvário, que durarão até março, a circulação automóvel será ali fortemente condicionada, bem como nos arruamentos adjacentes. O trânsito será vedado no sentido poente-nascente do largo, excepto aos transportes públicos. A segunda fase dos trabalhos, que corresponderá a obras de vulto na Rua José Dias Coelho, acarretará um maior transtorno na circulação, disse ao Corvo o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Davide Amado (PS)»

...

Obra bem-vinda e que deixe de ser o calvário terceiro-mundista, o Largo do Calvário, são os meus votos!

13/10/2016

MAIS UMA MEMÓRIA DE ALCÂNTARA VAI DESAPARECER


Alcântara foi em tempos não muito distantes um local onde se concentravam muitas fábricas que produziam os mais diversos produtos, desde bolachas a azulejos ou lâmpadas. Tais fábricas chamaram população que ali se estabeleceu e deu colorido e vida à Alcântara fabril. Hoje, já nada disso existe. As fábricas foram desaparecendo.

Assistimos agora ao fim da Fábrica de azulejos Ideal, há muito desactivada, e assim Alcântara e Lisboa ficam mais pobres.

Pinto Soares

20/03/2015

Oxalá seja desta que o Calvário deixa de ser um calvário

In O Corvo (20.3.2015)
Por Samuel Alemão

«Mais espaço para peões, árvores e um chafariz vão mudar Largo do Calvário

À imagem de outros arruamentos da cidade de Lisboa, é hoje mais um lugar de passagem tomado por um quase incessante fluxo automóvel do que um espaço público com a qualidade e as características de centralidade que deveriam sustentar o nome que tem. O Largo do Calvário, em Alcântara, deverá ver a sua face radicalmente alterada, quando, a partir do próximo ano, começarem as obras inseridas no Programa Uma Praça em Cada Bairro, as quais lhe conferirão características sobretudo pedonais e assentes na forte limitação da circulação viária. Apenas os transportes públicos, entre os quais o eléctrico, poderão atravessar o largo sem restrições.

A proposta final da intervenção, que resultou de um trabalho dos gabinetes da Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com a Junta de Freguesia de Alcântara, e contou com a inserção de sugestões da população – quer através de uma sessão realizada em Novembro, quer também online -, foi apresentada no início desta semana. E dela sobressaiu essencialmente a limitação do trânsito automóvel para assim permitir uma requalificação do espaço público que privilegiará o surgimento de amplas áreas para os peões, esplanadas e a colocação de árvores. O arranjo deste largo será feito em conjugação com a intervenção do mesmo cariz planeada para o vizinho Largo das Fontaínhas – através do qual se faz o acesso ao espaço Lx Factory.

Toda esta intervenção – que levará ainda à recolocação no Calvário de um fontanário que ali esteve noutros tempos – obrigará ainda à redefinição do esquema de circulação viária nas zonas circundantes. De acordo com a CML, o trânsito na Rua José Dias Coelho passará a ser feito em dois sentidos, enquanto no troço da Rua dos Lusíadas, a partir da Rua Leão de Oliveira, o sentido será invertido.

O Programa “Uma Praça em cada Bairro” está integrado no conceito Lisboa Cidade de Bairros, que constitui um dos Eixos do Programa para o Governo da Cidade 2013/2017, e propõe que, a partir de uma praça, de uma rua, de uma zona comercial, do jardim do bairro ou de um equipamento coletivo existente ou projectado, se organize um ponto de encontro da comunidade local, uma microcentralidade que concentre atividade e emprego. [...] »