Este arruamento da Freguesia de Arroios vai ficar mais pobre com o argumento demagógico da melhoria da iluminação.
A História da nossa cidade, das diferentes freguesias e arruamentos, também se lê nos equipamentos de iluminação pública. Ao longo dos anos a cidade soube - umas vezes melhor de que outras - reciclar, adaptar, actualizar os candeeiros à medida dos progressos técnicos.
Neste caso concreto as colunas de iluminação pública da Rua da Escola do Exército - uma rua do final do séc. XIX / início do séc. XX - serão em breve retiradas.
Estes candeeiros, em uso em Lisboa desde 1888 e apesar de fazerem parte do ambiente urbano da rua desde os finais do séc. XIX, vão ser apagados da memória colectiva.
As colunas originais estavam bem integradas na escala do arruamento, enriqueciam a experiência de quem circulava na rua. Contavam uma história. Agora, teremos novos candeeiros num novo-riquismo dispensável e de justificação questionável.
Porque se decidiu destruir assim um elemento importante na caracterização desta rua?
Os candeeiros estavam tecnicamente obsoletos? Porque não se actualizaram, tal como se faz noutros lugares da cidade? Os candeeiros não eram suficientes? Porque não se aumentou o seu número?
Os candeeiros estavam tecnicamente obsoletos? Porque não se actualizaram, tal como se faz noutros lugares da cidade? Os candeeiros não eram suficientes? Porque não se aumentou o seu número?
O facto é que a Rua da Escola do Exército vai ficar mais pobre enquanto ambiente urbano lisboeta.
Tudo graças, talvez, à dificuldade que a Divisão de Iluminação Pública/CML tem revelado em aceitar que a iluminação pública de uma cidade histórica não é só uma questão técnica. E que há outras áreas do saber que devem ser convocadas a participar numa intervenção desta natureza.
Para além de que nós, os cidadãos, os contribuintes, não teremos o direito a participar nas decisões que envolvem a alteração radical do nosso espaço público? Este projecto é mais um infeliz exemplo da má gestão do bem público na nossa cidade.



