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11/11/2016

Rua da Escola do Exército: candeeiros históricos vão desaparecer após 1 século






Este arruamento da Freguesia de Arroios vai ficar mais pobre com o argumento demagógico da melhoria da iluminação.
A História da nossa cidade, das diferentes freguesias e arruamentos, também se lê nos equipamentos de iluminação pública. Ao longo dos anos a cidade soube - umas vezes melhor de que outras - reciclar, adaptar, actualizar os candeeiros à medida dos progressos técnicos.
Neste caso concreto as colunas de iluminação pública da Rua da Escola do Exército - uma rua do final do séc. XIX / início do séc. XX - serão em breve retiradas.
Estes candeeiros, em uso em Lisboa desde 1888 e apesar de fazerem parte do ambiente urbano da rua desde os finais do séc. XIX, vão ser apagados da memória colectiva.
As colunas originais estavam bem integradas na escala do arruamento, enriqueciam a experiência de quem circulava na rua. Contavam uma história. Agora, teremos novos candeeiros num novo-riquismo dispensável e de justificação questionável.
Porque se decidiu destruir assim um elemento importante na caracterização desta rua?
Os candeeiros estavam tecnicamente obsoletos? Porque não se actualizaram, tal como se faz noutros lugares da cidade? Os candeeiros não eram suficientes? Porque não se aumentou o seu número?
O facto é que a Rua da Escola do Exército vai ficar mais pobre enquanto ambiente urbano lisboeta.
Tudo graças, talvez, à dificuldade que a Divisão de Iluminação Pública/CML tem revelado em aceitar que a iluminação pública de uma cidade histórica não é só uma questão técnica. E que há outras áreas do saber que devem ser convocadas a participar numa intervenção desta natureza.
Para além de que nós, os cidadãos, os contribuintes, não teremos o direito a participar nas decisões que envolvem a alteração radical do nosso espaço público? Este projecto é mais um infeliz exemplo da má gestão do bem público na nossa cidade.

Rua da Escola do Exército: Mais um desaparecimento de Colunas de iluminação históricas

Rua da Escola do Exército c.1900 (Alberto Carlos Lima, Arquivo CML)
 Os candeeiros hoje, passados mais de 100 anos ainda lá estão e apenas as luminárias foram alteradas (talvez nos meados do séc. XX). Estas peças são de origem francesa e criadas no séc. XIX.
E estes são os novos candeeiros já instalados pela DIP-CML, orgulhosamente sós na sua altura de 6 metros, cheios de vaidade LED, e autistas na sua relação com este arruamento do séc. XIX da Freguesia de Arroios. Todos os candeeiros originais serão retirados, sem apelo nem agravo, em nome da eficiência energética, único critério que a CML parece considerar como importante na remodelação da iluminação pública neste tipo de bairros. E como é já habitual, os munícipes não foram informados desta alteração radical do seu espaço público. Quando regressaram das suas férias de verão foi isto que encontraram na sua rua. Ponto final.

25/10/2016

Mais outra rua que vai ficar sem candeeiros de antanho


Enquanto isso, uma outra guerra/negócio tb em curso em Lx e há demasiados anos, mas contra a qual muito poucos atentam e vêem: o abate e substituição de candeeiros, sejam eles colunas de iluminação dos anos 20-30, consolas bojudas dos anos 40-50, candeeiros de marmorite do plano de Alvalade... no caso, claro, as pobres das colunas de iluminação, com luminária em nabo, na circunstância na Rua da Escola do Exército, à Estefânia. Palmo a palmo, rua a rua, o extermínio vai sendo total...

E os novos lindinhos (fotos de Nuno Caiado), claro, dignos do mais reles e miserável dos subúrbios deste rectângulo à beira-mar plantado. Bah!